Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Revelações sobre um Ídolo do FC Porto dos anos 60’s: Américo - no começo da sua vida extra-futebol.


Recuando no tempo e aproveitando achegas do passado com pertinência sempre presente, trazemos desta vez um assunto deveras curioso: o caso de profissionais do futebol que, em tempos de antanho, já planeavam seu futuro e se dedicavam a outros modos de vida, paralelamente. Então, o jornal O Porto, nas suas interessantes e precisas conversas de bastidores, dando a conhecer e ajudando a preservar registos historiadores, num dado trecho dedicou espaço sobre a vida além do futebol, numa rubrica que durante algumas semanas deambulou sobre o tema “PROFISSIONAIS DOS ESTÁDIOS COM OUTRAS PROFISSÕES”.


Assim, recordamos desta feita a vez em que o entrevistado foi o nosso guarda-redes e grande ídolo Américo, corria o mês de Fevereiro de 1969, antes dos acontecimentos - precisamente pelas implicações adjacentes da vida profissional com o futebol - que depois levaram aos casos de Pedroto com Américo, Custódio Pinto, Eduardo Gomes e Alberto Teixeira… Antes também de Américo haver evoluído por outros ramos empresariais (estando atualmente à frente da gerência de uma clínica de saúde).


Daquela conversa, de finais da década de sessenta, recordamos agora uma parte interessante, ficando com o essencial (sem alongarmos demasiado, em vista da extensão que a mesma comportava, com outras perguntas e consequentes respostas), num aproveitamento mais, especialmente, para evocarmos esse grande senhor das Balizas do F. C. Porto que foi Américo Lopes.


© Armando Pinto

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Nota: Sobre Américo, recorde-se mais alguns dos anteriores artigos que lhe dedicamos no nosso mais antigo blogue, tais como: 
em 





A. P. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O Porto ganhou!


Hoje acordei mesmo bem disposto, como sempre que o F. C. Porto ganha. Com uma sensação boa, apreciando o sol sorridente pela manhã a entrar pelas friestas da minha alma. 

Ainda com o sabor do alcance da noite anterior, tudo parece melhor... Desde quando soube que o Porto ganhou – mal consegui saber o resultado, como tenho de aguentar para ir preservando a máquina do peito… Com saudades de quando podia acompanhar a evolução e as emoções na hora, sobretudo pela alegria dos golos do Porto… Mas enquanto assim for, bem vai a vida. 

Isto, não porque tenha sido um resultado de espantar, nada comparativo que seja aos 5-0 dados aos mouros na Luz para a Supertaça há já uns anos bons ou aos outros 5-0 do meio calcanhar de Falcão e tiro de Hulk que fez rebentar o ar dos pneus ao Vieira… mais a vitória provocadora do apagão, na conquista do campeonato na Luz apagada… sem esquecer as grandes vitórias internacionais, etc. e tal… Mas sim, a vitória, esta vitória diante dos correligionários da águia que não dá com o que querem dela, foi um triunfo nosso, dos Portistas, quanto algo que desejávamos, pela envolvência transportada.


Ora, o dia seguinte e as horas decorrentes têm outra luz ambiente, pois o F. C. Porto é um ente especial com vista para a humanidade em que nos incluímos. Consubstanciado em todo o seu significado e fisicamente instalado na respetiva grande estrutura, com que nos relacionamos em personalidade clubista, através do que podemos ver na Casa Portista (presentemente instalada no estádio do Dragão, pavilhão Dragão Caixa e demais departamentos da vida azul e branca), qual habitação viva que é, afinal. 

Em vista disso, num culto de marca genuína do sentimento que é o F. C. Porto na verdade, transporta-se até aqui um poema (com que encimamos este artigo), porque traduz em parte o que sentimos em tais ocasiões. Guardado que tem estado em nosso baú memorial (de quão apreciamos tal soneto há muitos anos publicado no antigo jornal O Porto), a pontos de o termos rubricado em diferentes e distantes fases de nossos dias, perante a evolução verificada. 

Agora então, com um dia lindo assim, de fragrância outonal a fazer lembrar um sedutor perfume primaveril, esquece-se a crise, ainda que momentaneamente, pois com isto de se gostar do Porto as coisas boas acontecem. E cá estamos despertos e bem dispostos, como sempre que o Porto ganha. 

Armando Pinto 

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sábado, 27 de outubro de 2012

Jogo 1000 do FC Porto no Campeonato Português, da Gerência do Presidente-Dragão Nuno Pinto da Costa


Com o jogo deste domingo, diante do Estoril Praia, acontece no reduto do clube da linha dos arredores de Lisboa o jogo com a conta exata do número mil, das participações da equipa principal do F. C. Porto no Campeonato da 1ª Divisão de futebol, agora com nome de Liga, desde que Jorge Nuno Pinto da Costa assumiu a Presidência do F. C. do Porto. 

Porque esta é uma verificação interessante e prova a longevidade histórica do Presidente-Dragão, se anota nestas anotações sobre memórias clubistas.


Assim sendo, por na verdade fazer parte da História do Futebol Clube do Porto, guarda-se à consideração memorativa alguns apontamentos relativos ao facto, através de passagens retiradas, para o efeito, do jornal O Jogo. Sem necessidade de mais considerandos, por na verdade conter o essencial do acontecimento. Caso a calhar a propósito, para motivação acrescida da nossa equipa poder oferecer a vitória a Pinto da Costa, no confronto com o clube tradicionalmente aliado dos homens do regime (ah, quanto lembra o caso-Estorilgate…!), perante a pertinência de tal realidade presente. Mantendo a gerência de Nuno Pinto da Costa já há mais de 30 anos na crista da onda…!




© Armando Pinto 

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Taça de Ouro d’ O Comércio do Porto para o F. C. Porto


No repositório memorial do património físico do F. C. Porto têm lugar entusiasta as taças e demais maravilhas que tocam bem no íntimo dos adeptos Portistas, pelo orgulho que transmitem de conquistas e honrarias.

Entre o elevado número de tais testemunhos sentimentais estão naturalmente as Taças dos Campeões Europeus de futebol e hóquei em patins, as Taças Intercontinentais do Mundial de Clubes de futebol, a Supertaça Europeia, Taças de Campeões Nacionais e restantes troféus de Portugal e doutras vitórias internacionais em futebol e nas modalidades, além de quanto mais há extensivo, dentro desses parâmetros honrosos, etc. e tal.  E outras existências, de tudo o que permite quantificação da grandiosidade desportiva e social ao longo dos já quase 120 anos de vida da nossa grande coletividade. No meio de cuja qualidade há alguns exemplares de particular arrecadação afetiva: Como uma taça que foi oferecida através de campanha do jornal O Comércio do Porto, a assinalar o duplo triunfo alcançado no Campeonato Nacional de futebol da 1ª Divisão em 1977/78 e 1978/79. Numa iniciativa daquele então prestigiado e histórico periódico, por via de subscrição pública levada a cabo com esse fim. Ação essa realizada de modo a perpetuar esse feito, visto depois de longo período de abstinência em títulos de futebol senior, se ter verificado o Bi-campeonato numa assentada, digna de nota.

Essa realidade também nos tocou sobremaneira, por o autor destas linhas haver contribuído, logo nos começos desse movimento, como recordamos por recorte alusivo, levado a efeito logo a partir de Junho desse ano de 1979, «para dotar o bicampeão nacional de um símbolo valioso e significativo» alusivo ao facto.


Ora, havendo decorrido essa campanha durante uns tempos, e após angariada soma suficiente, a taça não foi logo entregue, em tempo oportuno, por de permeio se ter intrometido os acontecimentos que levaram ao Verão Quente das Antas em 1980, por afastamento dos principais obreiros dos títulos em apreço e situações entretanto acumuladas. Verificando-se determinadas posições, como se nota por um artigo então publicado por um dos mais destacados elementos, nesse tempo, do Comércio do Porto, o jornalista Correia de Brito, que escreveu recado propositado em peça publicada na revista dos 75 anos do FCP (quando eram comemorados os aniversários do clube pela conta do ano fictício de 1906 e data inventada de 2 de Agosto) – conforme passagem que respigamos, a propósito exemplificativo.



Até que, depois, essa valiosa taça foi solenemente depositada em mãos da Direção presidida ao tempo pelo Dr. Américo Sá (depois de oficial ato protocolar de entrega ao capitão da equipa principal, Rodolfo, durante cerimonial antecedente ao jogo comemorativo das então bodas de diamante), em Agosto de 1981.


Por sentirmos que também ali temos parte, ainda que ínfima, mas sentida, recordamos essa dotação. Qual orgulho de havermos igualmente contribuído para aquela Taça de Ouro do F. C. Porto, toda em ouro de lei, que ficou no antigo museu das Antas.

© Armando Pinto

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Nota - De anteriores taças honrosamente idênticas, consulte-se artigos referentes em

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Revista “Dragões” de Setembro / 2012


Sempre que nos vem ao pensamento assuntos gloriosos do F. C. Porto, ocorre-nos dimensionar toda essa envolvência mística com uma subida bíblica ao Monte Horeb, o Sinai da subida de Moisés para receber as Tábuas da Lei, como rezam as escrituras. Por associação, com identificação perante espaços da tradição transcendente, em vista ao lugar elevado em que sempre colocamos o F. C. Porto. Neste caso, por via de escrituras que cheguem a nossos dias, em ideia capaz de preservar a memória Portista, remetendo à manifestação de inerentes mensagens de sinais azuis e brancos. Quanto devem ser, por exemplo, as edições de cunho clubista, dentro do mundo alvi-anil. 

Nesse aspeto, olhando entre registos do foro Portista, há atualmente a revista Dragões com a finalidade de deixar escrita a cronologia do clube, cuja publicação vai no seu ano 27 de existência e no presente está nos escaparates através da seguinte edição de Setembro. Da qual, e como tal, aqui damos nota, por mostra da respetiva capa e visualização do sumário, à feição de guarida às escrituras, na revelação de sempre.


© Armando Pinto 

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Estádio das Antas – Entre mais antigas existências histórico-patrimoniais na Vida do F. C. Porto


Cada um de nós tem seu abrigo, onde nos resguardamos, qual recanto em nosso íntimo, como gruta de lugar de encontro e deleite. Onde e com quem expandimos o que anda cá dentro, dando largas ao que é parte íntegra de nossos sentimentos. Tal era o caso do Estádio das Antas e agora é o Estádio do Dragão, sítios onde nos sentíamos e sentimos bem, onde nos encontramos melhor, quando podíamos e presentemente quando dá para podermos ver o nosso F. C. Porto no local, ao vivo. 

Assim sendo, na continuidade de fixações memoriais sobre antigas existências históricas e patrimoniais que fizeram parte da Vida do F. C. Porto, revemos alguns aspetos e curiosidades respeitantes ao antigo estádio das Antas.





© Armando Pinto 

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domingo, 21 de outubro de 2012

Algumas Antigas Existências Históricas na Vida do F. C. Porto


Em tempos, olhando para as Antas, a nossa cidade desportiva feita e acrescentada dentro das possibilidades que foram surgindo e condições entretanto deparadas, ao longo de muitos anos e passando por diversas mãos e cabeças, quase aos remendos, conforme foi sendo preciso e possível; mas com tudo bem aconchegado e lindo, para nós – dizíamos então: Quem dera que isto ainda possa ser assim e assado, deveras melhorado...


...Enquanto agora, com o estádio do Dragão planeado e concretizado de raiz; idem, aspas com o gimnodesportivo (pavilhão de jogos - Dragão Caixa), temos algumas saudades do antigo estádio das Antas, de podermos entrar junto àquele grande portão com garrafal legenda “Ao Serviço da Juventude e Desporto” e poder visitar os pavilhões de treinos e jogos, a piscina, o pavilhão do bingo e o antigo campo de treinos principal (pois os restantes foram mais recentes e eram do lado de fora, pela separação da rua de acesso), tal como também de subir a rampa da arquibancada e ir aos serviços administrativos e ao museu, etc. e tal…


Isso, mais por quanto tudo aquilo significava suor e lágrimas, paixão e alegrias, muitos anos de vivências Portistas, ao sol e à chuva, entrando para a bancada muito tempo antes dos jogos para haver lugar em sítios prediletos, bem como ter de se ver os jogos de pé, com gente em segunda fila e todos apertados… mas vibrando, sem mãos nos bolsos, antes de bandeirinha em punho… 

De permeio, havendo ainda lugar no íntimo para não se perder pitada do acompanhamento da vida clubista, quão se ia ansiando que o trabalho da Comissão Pró-sede frutificasse para o clube ganhar outra expressão com a nova sede… Como outras gerações anteriores interiorizaram esperanças ainda mais primitivas, quando havia uma tal Comissão de Desportos Atléticos para arranjar uns “Cobres” através de organização de festivais, de modo a haver com que comprar melões, como quem diz material de jeito… caso saísse a contento, depois. 

Ora tudo hoje é diferente, a evolução foi muita e agora há comodidades como antes nem se imaginava. Superando tudo, para quem vai ao estádio com afeto verdadeiro, afinal, qual grande história de amor no sentido dos atos ali dentro vivenciados. 

Como homenagem aos tempos antigos de entusiasmo, aqui evocamos agora algumas recordações respeitantes a antigas existências, tal a ancestral Comissão de Desportos Atléticos, aqui lembrada por via duma narrativa de como houve “massa” para a aquisição da foto emoldurada do refundador Monteiro da Costa…


… E a Comissão Pró-Sede, que tanto andou e esbracejou com vista á edificação dum edifício-sede.


Transformadas como estão tais situações, resta não esquecer todo esse antigo labor, para se valorizar o que temos, sem perder de vista o que se caminhou até aqui… 

Guardemos pois uma terna e saudosa lembrança do que houve na capacidade existencial do nosso F. C. Porto, envolvendo em nosso enlevo o que temos na grandeza atual do clube que nos estremece. Motivo porque trazemos estas “coisas” capazes de reavivar uma mão cheia de parcelas das belas páginas que fazem grandiosa a História do F C Porto, como simples exemplos de curiosidades dos muitos pendões que compõem os arcos que engalanaram o percurso patrimonial Portista, ao longo dos tempos. Quanto já esteve preservado diante dos olhos na sala-museu da antiga sede e posterior museu das Antas, e haverá de voltar a estar, mais completo ainda que será, em próximo futuro, no museu do Dragão.


Como cantou Pedro Homem de Melo e aconteceu, assim, de hora a hora foi crescendo o baluarte...! 

© Armando Pinto 

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Remembranças do nosso Pinto “Cabecinha de Diamante” e “sus muchachos”…


Na senda dos já muitos artigos postados aqui a recordar alguns dos ídolos que fizeram a nossa cabeça Portista, ao longo dos tempos, e na continuidade do mais recente post (sobre o Hernâni), dedicamos mais alguma atenção a um outro "Ás da bola" que em tempos mereceu uma das brilhantes crónicas saídas da empolgante escrita do grande jornalista que foi Luís Alberto Ferreira. 

Por vezes assaltam à memória de todos nós algumas das vivências passadas que, apesar de nem terem sido plenamente felizes, nos deixaram uma ponta de saudade e trazem recordações ternas, por terem acontecido em períodos que deixaram marcas. Tal o caso, para aqui chamado, daquele período longo da vida Portista em que não conseguimos ver o nosso Porto na mó de cima, pelos anos sessentas e setentas, mas mesmo assim, porque estávamos ainda de cabeça fresca e então começamos a gostar do que é afinal o F. C. Porto, tudo era atraente e ficou na retina mais recôndita. Tempos em que vibrávamos com Américo, Festa, Nóbrega, Djalma, Jaime, Pavão, Rolando, Sucena, etc. etc.… e Custódio Pinto. 

Pois o Pinto, que ergueu a Taça de 1968 no Jamor. Numa tarde inesquecível... E nem vale a pena acrescentar mais, nestas ocasiões em que tudo fica dito e escrito em poucas palavras. 

Assim sendo, como simples lembrete desses lustros, sempre dignos de memorização, em permanente recordação como estão no nosso íntimo Portista, aqui se lembra então esse Custódio Pinto de boa memória – através dum artigo publicado em 1995, muitos anos depois dele já ter encostado as chuteiras e quando andava ainda rijo a treinar alguns dos nossos futuros craques, como elemento das equipas técnicas dos escalões de formação azul e branca. Como considerações sobre certa foto duma equipa do F. C. Porto, daqueles jogos em que o eterno guarda-redes suplente Rui conseguiu jogar, por impedimento momentâneo do eterno Américo da camisola amarela nº 1 Portista!


© Armando Pinto 

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= Confira-se também, a propósito, anteriores espaços dedicados a Custódio Pinto, (clicando) em

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A. P.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Memorizações Portistas, na pertinência aniversariante: Hernâni - Símbolo Memorial do F. C. Porto


No dia 16 de Outubro de 1993 realizou-se o jantar de encerramento das comemorações do centenário do F. C. Porto, tendo sido descerrada uma placa comemorativa na Sala-Museu do Estádio das Antas. Em memória do tempo da fundação, como testemunhava em tempos um quadro emoldurado figurante do mesmo Museu das Antas (ao qual se refere a imagem de cima), reportando a uma notícia do Jornal de Notícias de 1893, comprovativa da original criação do clube; e depois, volvido um século, então em 1993, com direito a lugar Vip no museu do F. C. Porto. 

Ora, na atualidade e passado 19 anos desse acontecimento, estando-se ainda em período comemorativo do 119.º Aniversário do F. C. Porto, lembra tal efeméride uma relação existente com o historial do clube e um dos mais emblemáticos representantes, o futebolista Hernâni. A propósito de numa publicação alusiva ao centenário, também do JN, ter sido colocado esse nosso antigo ídolo dos estádios num pedestal digno da História Portista, qual símbolo clubista – como se dá conta, de página e meia respetivas dessa revista. Juntando ainda, depois, um recorte dum artigo jornalístico sobre o mesmo figurante do Memorial do F. C. Porto, cujo texto fala por si só. 

Assim, na linha do trilho de preservação e transmissão que aqui se tem procurado fixar e comunicar, damos sequência à transmissão de algumas particularidades mais, de modo a procurar elevar a valorização de factos e casos do clubismo que nos enche as medidas. 

Nesse intuito, continuamos enquanto a memória permitir, de modo a que não esqueça e ainda se passe a conhecer algo mais do que merece memorização, no âmbito azul e branco.




© Armando Pinto 

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Obs. : Confira-se, a propósito ainda, um artigo publicado anteriormente no nosso blogue antepassado, conforme se pode verificar (clicando) em


A. P.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Salvé: Aniversário dum Guardião das Balizas do F. C. Porto e Sp. Braga - Parabéns Amigo Sr. Armando Pereira da Silva!


Faz anos hoje, como se diz normalmente, perfazendo mais um aniversário natalício, o amigo sr. Armando, o guarda-redes Armando Silva. Um senhor que teve a camisola n.º 1 do F. C. Porto e do Sporting de Braga, os seus dois clubes, ao serviço dos quais viveu grandes momentos duma carreira desportiva intensa. Vencedor da Taça de Portugal de 1966 como efetivo da equipa arsenalista do Minho e anteriormente integrante do plantel do F. C. Porto triunfante da mesma competição em 1958. Num rol de vivências, dignas de registo, culminando com a medalha da Federação Portuguesa de Futebol, por comportamento exemplar.


Como preito da admiração nutrida pelo mesmo antigo guarda-redes do F. C. Porto e em nome da amizade sentida, aproveitamos a ocasião para lhe prestar uma homenagem neste dia, através da oferta virtual dumas recordações plenas de gratas memorações, dando-lhe assim pessoais parabéns e desejando muitas felicidades e anos de vida.


Ora, ao jeito de prenda, remetida por este meio, colocamos aqui lembranças já com alguns anos, mediante relíquias guardadas, tendentes a evocar momentos de afetividade.


Desse jeito, primeiro recordamos um recorte jornalístico, reportando a 1972 e motivado por uma chamada de atenção que o autor, naquele tempo, enviou à redação do antigo jornal semanal do F. C. Porto. Pois então, ainda antes de termos começado a colaborar, de vez em quando, no periódico O Porto (o que aconteceu entre 1974 até 1980) procuramos intervir como leitor, sempre que víamos necessidade de puxar algum tema na pele de adepto Portista, diante das páginas do mesmo antigo órgão informativo oficial do F. C. Porto. Aí numa dessas oportunidades, a propósito dum artigo saído sobre os guarda-redes do país, entre os quais também naturalmente e com maior incidência sobre os que passaram pelas balizas da equipa sénior do F. C. Porto, ao longo dos tempos, fizemos um reparo com total cabimento, sobre o guarda-redes Armando, através de missiva que teve correspondência editorial na edição respetiva de 17 de Agosto de 1972 – conforme acima juntamos  recorte, para constar e avivar.


Seguidamente, já noutra qualidade, lembramos aqui também um postal recebido, no mesmo ano, cuja mensagem dispensa acrescento de explicações e manifesta carácter bem personalizado.



É bem verdade que recordar é viver e simples testemunhos, como estes, poderão possibilitar um manancial de voltas por uma vida digna de perdurar nos mais ternos recantos da memória. Quão desejamos por muitos e bons anos ao amigo sr. Armando, guarda-redes que nos inícios da década de setenta, do século XX, aquando do seu regresso ao Porto, apreciamos na defesa das balizas onde jogava a equipa principal de futebol do F. C. Porto.


Recorde-se: Armando Pereira da Silva nasceu no dia 11 de Outubro de 1938, no Porto. Depois de ter passado pelas escolas do Futebol Clube do Porto, Armando estreou-se na equipa principal portista na temporada de 1957/58. Logo nessa época esteve presente (como guarda-redes suplente), na Final da Taça de Portugal em que o F. C. Porto venceu o S. L. Benfica por 1-0. Representou os Dragões nas duas temporadas seguintes, mas no final do campeonato de 1959/60 deixou as Antas para cumprir o serviço militar e ingressou no Gil Vicente F. C. Foi depois obrigado a seguir para a guerra colonial em Angola, onde representou o Ferroviário de Malange. No regresso a Portugal, vestiu a camisola do S. C. Salgueiros em 1963/64.  Na temporada seguinte transferiu-se para o S. C. Braga, tendo-se mantido na cidade dos arcebispos por cinco temporadas e onde venceu a sua segunda Taça de Portugal em 1965/66, tendo sido titular na vitória sobre o V. Setúbal. Em 1970/71, regressou ao F. C. Porto para defender a baliza portista e substituir o antigo guardião Américo. Manteve-se nas Antas até ao final da temporada de 1972/73, altura em que já não era titular. Na época de 1973/74, voltou ao Braga onde jogou durante duas temporadas, para depois terminar a carreira no final de 1974/75. De permeio, representou ainda a Seleção Nacional Militar, a Seleção B Nacional e a Seleção A onde foi suplente em cinco partidas. Mais tarde passou a assumir o cargo de treinador em equipas de menor dimensão. Foi premiado pela Federação Portuguesa de Futebol com a Medalha de Comportamento Exemplar por nunca lhe ter sido aplicado nenhum castigo. Palmarés: Ostenta duas vitórias na Taça de Portugal, pelo F. C. Porto e Sp. Braga, em 1958 e 1966, respetivamente. Pelo F. C. Porto também alcançou um título de Campeão Regional de Juniores em 1957/58 e três de Campeão em Reservas, já como sénior, de 1958 a 1960. Foi ainda Campeão Regional de Malange, pelo Ferroviário, em Angola.

Armando, com amigos e colegas de carreira futebolística, como Coimbra, Carlos Baptista, Fernando, Agostinho Oliveira e outros, na equipa principal do Braga - tendo junto a si sua filha mais velha, Hersília, mais o filho Rui Jorge, como mascotes da equipa nesse tempo.

Por fim, abarcando horizontes atuais, registe-se que ainda recentemente Armando foi alvo de uma simbólica homenagem por parte do futebol bracarense, havendo tido lugar em pleno relvado um tributo a Armando Silva, junto com seu antecessor Cesário, num ato de apreço por esses dois guarda-redes que fazem parte da história do clube da cidade dos arcebispos. Aconteceu isso na abertura da Escola de Guarda-redes do S. C. Braga, ainda há dias, no recente dia 8 deste mês de Outubro, perante uma festa com direito a homenagem a esses dois guarda-redes internacionais das décadas de 50 e 60, Cesário e Armando - como se vê nas imagens, abaixo, a receberem camisolas com seus nomes, ladeando Quim e em sequência depois a posar junto com Agostinho Oliveira, novamente o também internacional Quim, mais diretores e amigos. Como curiosidade, saliente-se a presença ainda duma senhora normalmente acompanhante do Sp. Braga, conhecida por Melinha, sempre apoiante quer no estádio em Braga como em todas as deslocações do seu clube ao estrangeiro. Tudo integrado num programa protocolar que contou com a presença da totalidade dos guarda-redes formados no clube minhoto.


Na ocasião, o jornal Correio do Minho deu ênfase ao acontecimento, ouvindo essa antiga glória do futebol de Braga, Armando, que a dado passo comentou: « ”Tem um significado muito importante, porque dá para reviver e sentir uma certa saudade. Foram momentos muito gloriosos que passámos aqui no Sp. Braga”, confessou Armando, que em 1966 venceu a Taça de Portugal pelo clube bracarense. Aos 74 anos, aproveitou para deixar uma mensagem aos mais novos: “que sejam honestos e joguem o futebol pelo futebol, que sejam verdadeiros homens do futebol”.» Enquanto na comunicação nacional, por nota distribuída por agência de imprensa, era reforçado ter acontecido «num ambiente em que se reuniu o passado, o presente e o futuro, já que a cerimónia contou com a presença de guarda-redes de todos os escalões de formação e das equipas profissionais dos guerreiros do Minho».


O caso traz-nos à ideia como seria bonito um dia podermos presenciar um gesto idêntico no Porto. Não estando já fisicamente presentes anteriores nomes grandes das balizas das Antas, tal qual Barrigana, Pinho e Acúrcio, nem mesmo um mais novo como era Zé Beto, seria agradável juntar no Dragão os mais emblemáticos guarda-redes vivos, dos que deixaram maior cartaz entre a família Portista, lembrando Américo, Armando, Rui, Tibi, Fonseca, Mlynarczyk, Vitor Baía e Helton, por exemplo. Para aí poderem sentir uma justa ovação dos seus admiradores desses tempos e entusiastas das gerações da atualidade, quão merecido será prestar assim um reconhecimento coletivo, dentro do carisma pleno da mística azul e branca!


Aqui e agora, dentro do que nos é possível, formulamos votos alusivos no dia de seu aniversário e em nome pessoal: Um abraço de parabéns, muita saúde e tudo de bom, amigo sr. Armando!

= Plantel Portista - Época de 1970-71. Do tempo de regresso ao F. C. Porto do guarda-redes Armando.
Em baixo, da esquerda para a direita: Chico Gordo, Bené, Abel, Seninho, Manuel Duarte, Nóbrega, Custódio Pinto, Ricardo e Lemos; em cima, da esq. para a d.ta: Tommy Docherty, Rui, Armando Manhiça, Rolando, Valdemar, Vieira Nunes, Pavão, Albano, Gualter, Helder Ernesto, Eduardo Gomes, Armando Silva e António Teixeira. = 

© Armando Pinto 

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Nota: A propósito, recorde-se alguns dos anteriores artigos que (no nosso antigo blogue "Lôngara", agora de arquivo) dedicamos ao mesmo Guarda-redes Armando, em

(clicando, para aceder diretamente, sobre os links seguintes) 




Mais alguns outros extensivos, como 

e

A. P.