quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Revelações sobre um Ídolo do FC Porto dos anos 60’s: Américo - no começo da sua vida extra-futebol.


Recuando no tempo e aproveitando achegas do passado com pertinência sempre presente, trazemos desta vez um assunto deveras curioso: o caso de profissionais do futebol que, em tempos de antanho, já planeavam seu futuro e se dedicavam a outros modos de vida, paralelamente. Então, o jornal O Porto, nas suas interessantes e precisas conversas de bastidores, dando a conhecer e ajudando a preservar registos historiadores, num dado trecho dedicou espaço sobre a vida além do futebol, numa rubrica que durante algumas semanas deambulou sobre o tema “PROFISSIONAIS DOS ESTÁDIOS COM OUTRAS PROFISSÕES”.


Assim, recordamos desta feita a vez em que o entrevistado foi o nosso guarda-redes e grande ídolo Américo, corria o mês de Fevereiro de 1969, antes dos acontecimentos - precisamente pelas implicações adjacentes da vida profissional com o futebol - que depois levaram aos casos de Pedroto com Américo, Custódio Pinto, Eduardo Gomes e Alberto Teixeira… Antes também de Américo haver evoluído por outros ramos empresariais (estando atualmente à frente da gerência de uma clínica de saúde).


Daquela conversa, de finais da década de sessenta, recordamos agora uma parte interessante, ficando com o essencial (sem alongarmos demasiado, em vista da extensão que a mesma comportava, com outras perguntas e consequentes respostas), num aproveitamento mais, especialmente, para evocarmos esse grande senhor das Balizas do F. C. Porto que foi Américo Lopes.


© Armando Pinto

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Nota: Sobre Américo, recorde-se mais alguns dos anteriores artigos que lhe dedicamos no nosso mais antigo blogue, tais como: 
em 





A. P. 

5 comentários:

  1. Era corrente, ainda nos tempos em que o grande Américo jogava, a maioria dos atletas exercerem actividade profissional que era exercida em simultâneo com a prática desportiva. Claro que o facto era mais comum nos clubes semi-amadores e amadores, então a maioria, em que para "assinar a ficha", muitos só o faziam com a promessa de um emprego. O futebol ainda não era naquele tempo, um modo de vida rentável a não ser nos clubes grandes.

    Américo foi outro dos meus grandes ídolos. Era magnífico, pelo menos eu pensava isso. Algumas vezes o vi a tomar café no Mucaba, quando lá estive alguns anos no exercício das minhas funções. Infelizmente, partiu muito jovem desta vida.

    Para o amigo Armando Pinto, uma abraço e bom fim de semana.

    Remígio Costa.

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  2. Há aí algum equívoco, amigo Remígio, com outro guarda-redes, talvez. Pois o Américo ainda é vivo, felizmente, estando com 79 anos, a caminhar para os 80, rijo e bem ativo, pelo que me apercebo dele continuar à frente da sua clínica, por exemplo - como aliás referi no texto do artigo, acima. Continua um senhor, como me habituei a respeitá-lo, como admirador do "Américo do Porto".

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  3. A uma interessante pergunta (qual o melhor, Américo ou Vitor Baía?) que me foi colocada num grupo do facebook, ao género de tertúlia entre Portistas, a que gostosamente pertenço - e por achar que devo transportar para aqui,por ter sido motivo de, a propósito duma opinião, haver recordado um facto de outros tempos - respondi:
    Para mim, Américo foi o melhor de todos. Dizia-se dele, como vinha num dos seus livros biográficos, que nem só os pássaros voam... pois ele era todo elasticidade. Recordo-me de uma das primeiras vezes que o vi jogar, em carne e osso, tinha eu cerca de 11 anos (e lembro-me também que passei a maior parte do jogo a olhar para ele) e de aí ele ter feito uma defesa que me pôs eufórico, lançando-se a uma bola chutada para o seu canto esquerdo - em que ele, com a ponta dum pé quase espetada na relva e a outra toda no ar, de corpo lançado à bola, todo estirado mas com elegância, defendeu a bola de forma espetacular...
    Baía era mesmo bom, mais prático e menos vistoso, enquanto Américo era um espetáculo, entre muitas qualidades dum guardião seguro como era!

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  4. Sobre o Américo que tive o prazer de conhecer e conviver há dois? anos no jantar do BiBo-PortO, já disse tudo em outros posts publicados. Neste apenas refiro que se fosse agora, com a categoria que Américo tinha, não precisava de estar a pensar em investimentos futuros, enquanto exercia a profissão. Américo ganharia, não tenho dúvidas, ao nível dos melhores do mundo, muita pasta.

    Abraço

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  5. Felizmente já passaram pelo nosso clube grandes guarda-redes e infelizmente não lhes é dado o destaque que merecem, principalmnte na c.s. que tem olhos para só para a capital.
    Nunca vi o Américo jogar mas pelo que tenho lido foi mesmo um grande guarda-redes. Dizem ainda, que se tivesse sido ele a defender a baliza da Selecção no Mundial de 66, Portugal não se tinha ficado "apenas" pelo 3º lugar.

    Abraço

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