quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Taça de Ouro d’ O Comércio do Porto para o F. C. Porto


No repositório memorial do património físico do F. C. Porto têm lugar entusiasta as taças e demais maravilhas que tocam bem no íntimo dos adeptos Portistas, pelo orgulho que transmitem de conquistas e honrarias.

Entre o elevado número de tais testemunhos sentimentais estão naturalmente as Taças dos Campeões Europeus de futebol e hóquei em patins, as Taças Intercontinentais do Mundial de Clubes de futebol, a Supertaça Europeia, Taças de Campeões Nacionais e restantes troféus de Portugal e doutras vitórias internacionais em futebol e nas modalidades, além de quanto mais há extensivo, dentro desses parâmetros honrosos, etc. e tal.  E outras existências, de tudo o que permite quantificação da grandiosidade desportiva e social ao longo dos já quase 120 anos de vida da nossa grande coletividade. No meio de cuja qualidade há alguns exemplares de particular arrecadação afetiva: Como uma taça que foi oferecida através de campanha do jornal O Comércio do Porto, a assinalar o duplo triunfo alcançado no Campeonato Nacional de futebol da 1ª Divisão em 1977/78 e 1978/79. Numa iniciativa daquele então prestigiado e histórico periódico, por via de subscrição pública levada a cabo com esse fim. Ação essa realizada de modo a perpetuar esse feito, visto depois de longo período de abstinência em títulos de futebol senior, se ter verificado o Bi-campeonato numa assentada, digna de nota.

Essa realidade também nos tocou sobremaneira, por o autor destas linhas haver contribuído, logo nos começos desse movimento, como recordamos por recorte alusivo, levado a efeito logo a partir de Junho desse ano de 1979, «para dotar o bicampeão nacional de um símbolo valioso e significativo» alusivo ao facto.


Ora, havendo decorrido essa campanha durante uns tempos, e após angariada soma suficiente, a taça não foi logo entregue, em tempo oportuno, por de permeio se ter intrometido os acontecimentos que levaram ao Verão Quente das Antas em 1980, por afastamento dos principais obreiros dos títulos em apreço e situações entretanto acumuladas. Verificando-se determinadas posições, como se nota por um artigo então publicado por um dos mais destacados elementos, nesse tempo, do Comércio do Porto, o jornalista Correia de Brito, que escreveu recado propositado em peça publicada na revista dos 75 anos do FCP (quando eram comemorados os aniversários do clube pela conta do ano fictício de 1906 e data inventada de 2 de Agosto) – conforme passagem que respigamos, a propósito exemplificativo.



Até que, depois, essa valiosa taça foi solenemente depositada em mãos da Direção presidida ao tempo pelo Dr. Américo Sá (depois de oficial ato protocolar de entrega ao capitão da equipa principal, Rodolfo, durante cerimonial antecedente ao jogo comemorativo das então bodas de diamante), em Agosto de 1981.


Por sentirmos que também ali temos parte, ainda que ínfima, mas sentida, recordamos essa dotação. Qual orgulho de havermos igualmente contribuído para aquela Taça de Ouro do F. C. Porto, toda em ouro de lei, que ficou no antigo museu das Antas.

© Armando Pinto

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Nota - De anteriores taças honrosamente idênticas, consulte-se artigos referentes em

e

2 comentários:

  1. Essa taça esteve no museu até ao encerramento / mudança do estádio?

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  2. Essa não conhecia... Mas é sintomático. Naquela altura, um bi-campeonato dava direito a taça, agora ganhamos tanto, até já fomos penta e há muito pessoal insatisfeito.
    Curioso e revelador do que é o novo portismo.

    Abraço

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