Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A nossa 1ª vez… da Taça Intercontinental!


Faz agora anos, muitos… Bem sabemos quantos, mas não importa quanto já passou, pois parece ser ainda de fresco, estar sempre e bem presente… Ah, aquela conquista da Taça Intercontinental, do Mundial de Clubes disputado então numa final, a dois e num só jogo, lá nos confins nipónicos… com um fuso horário que pôs muitos portugueses e não só despertos pela noite fora... Aquela nossa primeira Taça do Mundo de futebol alcançada pelo F. C. Porto…! Numa leda manhã, de noite ainda feita manhazinha, qual madrugada que, tal como há dias inesquecíveis, será sempre uma madrugada para sempre lembrada. Então o meu filho estava com coisa de nove anos, e (alta noite, ao chegarem as três horas da madrugada) quando dei conta, sem eu contar, àquela hora, ele estava acordado e a pé para ver o jogo comigo, diante do televisor às tantas daquela madrugada… Nem pregara olho, com sentido em ver o jogo… Há que tempos foi já, bastando reparar que ele e a irmã (pois então a minha filha estava com cerca de cinco anitos) hoje estão ambos na casa dos trinta e pico… 

Ora, aquela equipa, a formação que entrou em campo, com o tradicional equipamento lindo da camisola de duas listas azuis - e que bem ficava ao Fernando Gomes, ao Madjer, a todos - é uma equipa histórica! 


Faz agora anos, efetivamente, essa primeira Taça Intercontinental. Depois, passados anos, veio outra. E não haverá duas sem três, já diz o velho rifão. Mas agora, neste dia em que passa tal aniversário, importa recordar essa Taça Intercontinental conquistada em Dezembro de 1987, sobre um manto de neve que cobria Tóquio, num ambiente branco, mais parecendo sob efeito dum luar feliz, como aquele então próximo luar de Janeiro que não tem igual, quanto amor como o primeiro…! 

Desse acontecimento inolvidável ficaram recordações espirituais, intimamente sentidas, e muitas também físicas. Como não poderia ser assim, diante do que foi aquilo…?!!!







É… Faz, neste dia 13 de Dezembro, 25 anos que vencemos a nossa 1ª Taça Intercontinental! 

Armando Pinto 

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6 comentários:

  1. Quer dizer só nós é que tivemos essa vez e por duas vezes, pois em Portugal ninguém doutros clubes teve isto a não ser nós Portistas!!!!

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  2. Lembro-me de estar na sala com o meu pai a ver o jogo.
    Então quando apareceram as primeiras imagens na tv e deu pra ver que estava tudo branco...
    Nunca tinha visto o nosso clube a jogar em cima de neve, mas no fim isso nem importou porque lá ganhamos mais uma vez.
    Curioso que quando voltamos a jogar em cima de neve (que foi na Austria para a Liga Europa), estávamos com um equipamento idêntico ao do Peñarol nesse jogo do Japão.

    Abraço

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  3. colocaram-me esta pergunta no meu blog:
    "O José Monteiro da Costa e o António Monteiro da Costa eram familiares? Se sim, em que grau de parentesco?".

    Eu acho que já li em algum lado que eram familiares. Sei que o António Monteiro da Costa jogou na equipa de 1907 no ano em que o José Monteiro da Costa era o presidente.
    Consegue descobrir alguma coisa mais sobre isso?

    Abraço

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  4. Ora, quanto à questão sobre o Monteiro da Costa, o que sei é pouco, aliás como pouco se sabe de pormenores sobre esse período. Mas, sem agora saber já onde, li algures, relativamente a esse António M C que integrou a equipa de futebol do FCP em 1907, que realmente eles, o José e o António Monteiro da Costa eram irmãos. Contudo o referido irmão, para além disso, não teve muita interferência na vida do clube, pois enquanto o pai, Jerónimo M C, fez parte dos primeiros sócios, o referido António não consta da lista dos primeiros 100 sócios do F C P. Agora, sobre a pergunta, convirá esclarecer, e não sei se haverá confusões ou dúvidas aí, é que houve um outro António Monteiro da Costa no F. C. Porto muitos anos depois, o António Henrique Monteiro da Costa, conhecido e tornado famoso simplesmente por Monteiro da Costa, companheiro de equipa de Pedroto, Hernâni e Cª. O qual, depois de ingressar no F C Porto em 1949, foi internacional na década de 50 e Campeão Nacional em 1955/56 e 58/59, além de vencedor de duas Taças de Portugal e outras competições. Este, o mais recente, não era familiar dos outros anteriores, sendo natural de S. Paio de Oleiros (Feira) e depois residente em Arcozelo (Gaia), onde faleceu e está sepultado.

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  5. De acordo, Armando. No entanto há que dizer que António Monteiro da Costa (irmão de José, o refundador do FC Porto) fazia parte do "Grupo do Destino" que meteu mãos-à-obra.
    O outro Monteiro da Costa (António Henrique Monteiro da Costa) um excelente jogador e grande nome da história do FC Porto. Jogou entre 1949 e 1962.
    Abraço.

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