sábado, 13 de abril de 2013

Taça da Liga...


TAÇA DA LIGA... a tal... ainda não foi desta. 
...Também o jogo havia logo de calhar num dia 13... e com um azar (esse com outro nome) dos de antiga memória, tal a nomeação dum árbitro dos que mais prejudicam o F. C. Porto, por sistema... Mas lamenta-se esta perda, que entristece os bons desportistas, por, apesar do F. C. Porto não ter feito um bom jogo, ter acabado por haver um vencedor que nada fez de especial para isso. E logo com um penalti duvidoso... e com o Porto obrigado a jogar toda a segunda parte com menos um jogador - com 10 contra mais de 11...! 

De qualquer modo foi uma tristeza, acabando assim a série vitoriosa do clube. Notando-se, por outro lado, que falta raça à nossa equipa, à maneira de fazer das tripas coração... como é apanágio do Porto.

Pese esta realidade - que se deseja sirva de lição e incentivo para dentro do balneário - mantém-se a supremacia do F. C. Porto, que a nível de comparação entre clubes portugueses, se mantém com mais provas conquistadas no total, perante a soma de 72 competições de futebol sénior, enquanto o mais direto adversário, Benfica, continua a só fazer 69...

No caso do jogo deste sábado, foi o que se sabe. Perdendo-se a hipótese de vencer, como até aqui acontecera, as finais disputadas frente ao Sporting de Braga. Verdade desfeita agora ao quinto duelo entre os clubes maiores de Entre Douro e Minho, para a Taça da Liga, no Estádio Cidade de Coimbra.

 

Antes, é de recordar, no plano memorial, frente aos "arsenalistas", os "Dragões" venceram duas edições da Taça de Portugal, uma Supertaça e, mais recentemente, há duas épocas, uma Liga Europa, no que foi a primeira e até agora única final europeia entre duas equipas lusas.

 

No meio disso, a conquista mais importante, no âmbito internacional, foi a Liga Europa, a tal cuja baliza onde entrou o golo vitorioso irá fazer parte do museu do Dragão, num  futuro já algo próximo… Foi a 18 de Maio de 2011, em Dublin, capital da República da Irlanda, com o tento do avançado colombiano Radamel Falcao a valer saboroso triunfo (1-0) ao mundo azul e branco representado pelo “onze" então orientado por André Villas-Boas.

 
 

Foi essa a quarta vitória do F.C. Porto sobre o Sporting de Braga em outras tantas finais, até então, sendo que a primeira, para a Taça de Portugal, se realizou precisamente 34 anos antes de Dublin, a 18 de Maio de 1977, e também foi decidida com um tento solitário, mas inteiramente justiceiro.

 

Nesse jogo, em pleno Estádio das Antas, como local antecipadamente aprovado oficialmente para o encontro, os "anfitriões", orientados pelo Mestre José Maria Pedroto, ganharam por 1-0, graças a um golo do "bi-Bota de Ouro" Fernando Gomes, aos 52 minutos, de cabeça, após cruzamento de Duda.

   

Os dois clubes nortenhos voltaram a encontrar-se, entretanto, na final da Taça de Portugal em 1997/98, aí no Estádio dito Nacional de Oeiras, no Jamor de Queijas, arredores de Lisboa, onde o "onze" de António Oliveira se impôs por 3-1, num embate recordado sobremaneira pelo terceiro golo, num bonito pontapé de bicicleta executado por Artur, avançado brasileiro que com aquele toque de artista sentenciou o resultado, a juntar aos golos portistas de Jardel e Aloísio.

 

Meses depois, como o F.C. Porto se sagrou campeão, seguiu-se o confronto natural para a Supertaça portuguesa, que à época se disputava a duas mãos. Assim o F. C. Porto levou a melhor logo na primeira nas Antas, com triunfo por 1-0, graças a um golo de Zahovic, aos 48 minutos. Seguindo-se um empate de confirmação no jogo derradeiro, à segunda mão, no Estádio 1.º de Maio em Braga, onde os portistas selaram praticamente o troféu aos 69 minutos, com um tento de Capucho, adiantando-se a um posterior de consolação, aos 80, com que o Braga ainda restabeleceu a igualdade, porém sem já nada valer para o lado da cidade dos arcebispos.

 

 

Fica assim para a história tudo isso e a célebre e mais importante Taça Europa, que essa foi e é nossa.

Depois... Aconteceu agora uma das derrotas inesperadas que por vezes surgem, com erros e desvios... Como foi hoje, na noite deste sábado, dia 13 de Abril de 2013, em que, passando duas épocas após o histórico duelo de Dublin, o F.C. Porto e o Sporting Bracarense jogaram nova final. Esta a mais infeliz, na verdade, como taça da cerveja que continua a ser...tratando-se duma taça considerada menos importante, como quarta prova em hierarquia de importância das competições futebolísticas em Portugal. Mas que conta sempre.   

Contudo, melhores dias virão... como os anteriores, que sabe sempre bem recordar!

 Armando Pinto

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6 comentários:

  1. Avisa-se já que comentários de adeptos mouros vão de imediato para o lixo. Como não estão habituados a ganhar, contentam-se com as coisas dos outros... mas aqui nem isso lhes será permitido.
    Os Portistas, apesar de tristes, revoltados, como se sabe e sente, esses conhecem-se bem. Como comentadores fieis, nas vitórias, derrotas e momentos de convívio clubista, esses conhecem-se bem...

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  2. Houve erros próprios, mas mais propositados e contra. Nada acontece por acaso.
    Dados curiosos:
    Braga vs F.C.Porto, Castro é expulso - F.C.Porto eliminado da Taça de Portugal.
    Braga vs F.C.Porto, Abdoulaye é expulso - F.C.Porto perde final da taça da Liga.
    O treinador é fraco? E o ano passado foi campeão? Os jogadores É QUE são os que a sad COMPROU. Se todos fossem como o Fernando, sim.
    O Polvo foi Enorme, dos poucos que fez jus à Mística "Rigor, Competência, Ambição e Paixão".
    Que se passa com o Martinez desde que nos comprometeu com o penalti falhado que pode valer a perca do campeonato?Que saudades do bicho. Conta-se que três ou quatro anos antes de deixar o F C Porto, no intervalo de um jogo que não estava a correr de feição ao F C Porto no estádio do Restelo ameaçou abandonar a carreira se o Porto não ganhasse. Diz quem viu que durante o intervalo voaram chuteiras, caixas de plástico entre outras coisas. Os companheiros também não foram poupados. Havia um avançado que dizia que as bolas não lhe chegavam e o bicho mandou-o correr mais. Na segunda parte marcou dois golos e viramos o jogo. Em campo dava tudo e punha todos em sentido. Será desta mistica que precisamos?

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  3. Para o ano vai vir outro treinador para o Porto e vai ser mais um a ser criticado, é sempre a mesma coisa, todos os treinadores são criticados, era o Artur Jorge até ganhar a Taça dos Campeões, foi o Ivic porque foi na onda do Octávio, foi o Carlos Alberto Silva porque era pouco falador, o Oliveira porque falava de mais, o Jesualdo porque era medroso, este VP é por tudo o que se diz hoje, enfim. Os jogadores que joguem, o Antero Henrique que faça melhor trabalho de casa, o Presidente que deixe de pensar só em mulheres e os árbitros que deixem de nos roubar nestas alturas.

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    1. Considero que tem muita razão, mas VP também é fraco. Não tem pedalada para o FC Porto.
      Abraço.

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  4. Também estou muito triste! Mas se ganhássemos o Campeonato estava-me marimbando. Contudo este resultado e sobretudo a exibição, foram um soco muito grande nas expectativas e confiança para o que resta da prova principal. Corremos o risco de não ganhar nada esta época (considerando que a Supertaça conquistada em Agosto diz respeito à época passada)! E também de sermos apanhados, de novo, pelos mouros (72-72...). Esperemos que não.
    Enfim, um fim-de-semana “horribilis”: derrotas no Taça da Liga, Equipa B, Juniores e Andebol… Quero esquecer, nem consigo comer… Estou mesmo doente. Já não me sentia assim há algum tempo.
    Abraço.

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  5. Em resumo, mais do mesmo!
    O FC Porto actual está uma sombra de si mesmo. Equipa espremida até ao tutano, que já deu tudo o que tinha para dar.

    A propalada posse de bola (para os lados e para trás) é hoje a máscara perfeita para disfarçar a incapacidade de criar futebol ofensivo, competente, criativo e eficaz.

    A equipa lutou com carácter mas faltou-lhe classe e competência.

    Dentro da mediocridade técnica evidenciada na maior parte do tempo, dois nomes se destacaram pela positiva: Fernando e Fabiano. Estes, mais do que quaisquer outros, mereciam ter erguido a Taça. Paciência

    Faltam cinco jogos e a jogar desta forma adivinha-se um final de época tortuoso.

    Um abraço

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