Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

1ª Taça dos Campeões Europeus do F C Porto no Hóquei em 1986… e enquadramento histórico da modalidade no clube alvi-anil!

 

Decorreu muito tempo já, mas ainda estão bem presentes na memória as iniciais conquistas que deram maior visibilidade europeia e mundial ao F C Porto, a começar na Taça dos Campeões Europeus de futebol alcançada em 1987 numa célebre valsa de bola em Viena, na Áustria, em pleno centro do mapa-mundi, por assim dizer. Porém essa não foi a primeira Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo F C Porto, pois a pioneira, com esse nome, aconteceu um ano antes, por meio do hóquei em patins, graças a uma brilhante campanha culminada numa inesquecível jogatana em Itália, desse desporto jogado com aléu sobre patins.

   

O hóquei em patins há muito era um desporto com inúmeros adeptos em Portugal, além naturalmente de diversos países onde esteve e se tem enraizado. Contudo até meados da década de sessenta, do século XX, estava demasiadamente concentrado a Sul do país, por via extensiva das políticas da nação. A Norte, por volta de década dos anos 40, começaram a aparecer algumas equipas, porém de clubes de menor expressão regional e nacional, visto o F C do Porto, por exemplo, nessas eras ter passado sobre os patins ainda a tentear-se tenuamente (como descrevemos e desenvolvemos documentalmente em anterior artigo, sobre a história hoquista do F C Porto), e apenas começou a patinar com mais equilíbrio só a partir dos anos 50, precisamente por outros clubes fazerem força para essa presença, ao tempo de Litos Gomes de Almeida, Acúrcio Carrelo, etc….

   
 = Equipa do tempo de Acúrcio (último à direita, em baixo, na foto) - que acumulava como guarda-redes internacional de futebol e como avançado no hóquei patinado, O qual foi o 1º Hoquista internacional do F C Porto na seleção portuguesa da modalidade.= 

… Até que, por fim, a meio dos anos sessentas passou o F C Porto a andar, melhor patinar, já com interesse. Perpassavam tempos em que a modalidade despertava atenções mais pelos relatos radiofónicos dos jogos da seleção nacional, levando as crianças a procurar imitar os hoquistas por meio de troços de couves ou cajatos de guarda-chuvas, assim mesmo, ou seja, usando os caules curvados nas pontas das couves das hortas, após se cortar a ramagem das folhas da mesma hortaliça, e à falta de melhor também as hastes e respetivos terminais das pegas dos guarda-chuvas, que eram então maneados a fazer de stiques. A não ser, como nalguns casos, que mão amiga, de algum artífice, fizesse um “stick” artesanal, parecido com os estiques modelados que os hoquistas a sério empunhavam a jogar.

   

Deu-se, entretanto, a meio da década de 60 o caso de num jogo para o campeonato nacional de hóquei o F C Porto ter vencido o Benfica, por volta de 1965. Ora os simpatizantes Portistas, pouco habituados a isso, rejubilaram e começou a haver alguma atenção, reforçada com a evolução do jovem Cristiano, um valor que começou a despontar no rinque da Constituição, ao lado de Alexandre Magalhães, Joaquim Leite e outros mais velhos, conhecidos dos adeptos que acompanhavam as equipas do clube nos próprios locais de jogo, mas também dos Portistas de outras paragens, através dos comentários semanalmente saídos no jornal O Porto, como aos domingos à noite e às quintas-feiras se conseguia ler n' O Norte Desportivo e, mais ao ouvido, pela alocução radiofónica quase rouquelha que emanava dum quadrante de rádio. Daí começando Cristiano a ser mais admirado, então como nome que ouvíamos com eloquência em relatos de rádio, pela difusão duma estação radiofónica portuense de que começamos a ter conhecimento, pese os soluços da fraca frequência com que chegava ao longe, através dos Emissores do Norte Reunidos…

   

Depois tudo se começou a transformar, quase a par com a queda de Salazar da cadeira e primeiros sintomas da primavera marcelista, enquanto, paulatinamente, também o hóquei se conseguiu ir impondo mais a Norte. Veio finalmente em 1968/69 um título nacional-continental, o chamado Metropolitano (que dava direito ao campeão continental português disputar o Nacional com as equipas campeãs das províncias do Ultramar)...

   
 = Equipa de hóquei em patins do F C Porto da conquista do Campeonato Metropolitano. Em cima, a partir da esquerda: Alexandre Magalhães, Hernâni Martins, Cristiano e José Ricardo; em baixo – Joel, Castro, Brito e Rui Caetano. = 

Desde aí o clube passou a andar na disputa das fases finais do Nacional, primeiro com as equipas ultramarinas e, a partir de 1974, com as do território português. Contudo vendo-se quase sempre o título maior fugir, algumas vezes por uma unha negra, como soe dizer-se, e outras por artes useiras e vezeiras do desporto luso. Passaram, assim, pelo serviço ao hóquei patinado alvi-anil homens como Pinto da Costa, Sampaio Mota e outros, na chefia da secção, e técnicos como Laurentino Soares, Correia de Brito, António Henriques, etc. etc. e especialmente, empunhando o stick pelos pavilhões, suaram a malha colada ao dorso, com a sagrada camisola das duas listas azuis à Porto bem junto ao corpo, tantos e bons valores, como Cristiano, Magalhães, Vitorino, Branco, Hernâni Martins, Brito, Fernandes, Leite, Ricardo, irmãos Barbot, António Júlio, Chalupa, Jorge Câmara, Campos, Augusto, etc. etc. sem que o tão desejado título viesse para as Antas. Até que em 1982, já sob comando diretivo do sr. Ilídio Pinto e com Vitor Hugo, Bruno, António Alves, Domingos Guimarães, Vale, Fanã, David Reis, Castro e Cª foi conquistada uma prova importante, e para mais a nível internacional, a Taça das Taças, seguindo-se depois outras e o primeiro campeonato nacional em 1983... 

   

Então sim, com uma equipa onde pontificava o jovem valor Vitor Hugo, aliando à experiência e natural valia dos outros, além  duma estrutura de retaguarda mais forte, foi elevado o nível com a obtenção da Taça dos Campeões Europeus, em 1986, sob o comando técnico de Cristiano e participação daqueles e outros dos mais jovens, juntando-se também nomes como Domingos Carvalho, Carlos Realista e Tó Neves.

E a partir de então foi todo um fartote, que nunca farta de mais, crescendo o lote de campeões, numa galeria extensa e valiosa, passando por Franklim, Castanheira, Almas, etc. etc. até Pedro e Paulo Alves, Allende, Felix, Filipe Santos, etc. etc. e tantos e tantos mais, como é da história.

   
= Filipe Santos - um dos históricos capitães do hóquei Portista!=

Ora então, assim aí está, já no próximo fim de semana, a possibilidade de se juntar algo mais, com a Liga dos Campeões Europeus a disputar no Dragão Caixa, ao terminar desta época de 2012/2013.

Perante tudo isso, calha bem recordar a primeira Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo F C Porto, corria o verão de 1986, quando vivemos então tamanha alegria e tivemos a ditosa possibilidade de guardar intimamente a consagração dessa inesquecível proeza dos hoquistas do F C Porto.

   
= Imagens dos dois jogos da final de 1986, a duas mãos: fases do jogo no Porto e do decisivo em Novara.=

 

 

Como tal, e por tanto que nos lembra e queremos sempre preservar na Memória Coletiva Portista, juntamos aqui e agora alguns testemunhos impressos, por via de notas de reportagem jornalística, no caso recortados da Gazeta dos Desportos, e algumas páginas coevas da revista Dragões, de 1986. Sem necessidade de mais descrições, que as que foram impregnadas no papel dessas publicações, cujas edições falam por si.

   

Agora, temos à mão a Taça dos Campeões Europeus na fase final deste ano. Têm a palavra Reinaldo Ventura e companheiros nos stiques, luvas, joelheias, patins, viseiras, cotoveleiras e demais apetrechos dos equipamentos e acessórios, sentindo bem a camisola azul e branca. Especialmente com cabeça confiante, mentalidade ganhadora, vontade férrea, valor desportivo e entusiasmante amor clubista ao hóquei Portista, de Edo Bosch, Nelson Filipe Magalhães, Pedro Moreira, Jorge Silva, Ricardo Barreiros, Hélder Nunes, Vitor Hugo, Reinaldo Ventura, Tiago Losna e Ricardo Oliveira "Caio", mais o Tó Neves no banco com visão, saber e psicologia empolgante. Enquanto o povo anónimo Portista vive mais isso, quer nas bancadas do Dragão Caixa, como através da transmissão por imagens à distância, agora a cores na televisão, por meio do Porto Canal.

Neste período entusiasmante, com a conquista do título de Campeões Nacionais obtido pelos hoquistas do Dragão, feito esse recente que tão bem completou as proezas do futebol, andebol, boxe, natação e bilhar, onde o F C Porto venceu a eito os títulos nacionais este ano, há ainda mais uma prova para conquistar, agora esta dos melhores do hóquei europeu, para maior esplendor, qual apoteose, no mundo vitorioso azul e branco.

   

 Vamos a isso, ok !!! 

Armando Pinto 

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Recordando a 1ª Vitória Internacional da Era de Pinto da Costa na presidência do F C Porto…!

 

Está a chegar a ocasião de mais um grande acontecimento com lugar no Porto: A "final four" da Liga Europeia de hóquei em patins, que se realiza no pavilhão gimnodesportivo Dragão Caixa. Evento este ano com organização oficial a cargo do F C Porto, em reconhecimento do bom trabalho que a secção de hóquei patinado portista vem desenvolvendo. Cuja fase final ocorre este próximo fim de semana, incluindo as melhores equipas europeias de momento, num programa que irá começar no sábado, 1 de Junho, com um FC Barcelona-Benfica (15 h 00), seguindo-se no outro encontro de meia final o FC Porto Império Bonança-Valdagno (18 h 00), até que no Domingo, 2 de Junho, haverá a Final, para atribuição do título correspondente. 

   

Esta Liga dos Campeões da Europa de hóquei é uma prova há muito ansiada no seio do F C Porto, por já ter passado muito tempo desde a mais recente conquista da mesma, conseguida anteriormente pelo F C Porto, em duas ocasiões, há muitos anos já. 

Ora, associando-se esta modalidade à grande mística clubista, por o hóquei em patins ser uma das meninas dos olhos Portistas, calha a preceito uma curiosa e agradável recordação, na atualidade da reeleição de Pinto da Costa como Presidente do F C Porto. Pois foi, com efeito, no hóquei sobre patins que o Executivo de Jorge Nuno Pinto da Costa obteve o primeiro triunfo, em 1982, então através da Taça das Taças da Europa de hóquei em patins. Feito que no hóquei Portista se veio a repetir no ano imediato, diante do Benfica, e depois, sim, em 1986, ao cabo da época desportiva de 1985/86, se alcançou a primeira Taça dos Campeões Europeus, perante o Hockey Novara, de Itália, a que se seguiria a Supertaça Europeia em 1986/87, após isso ainda outra Taça dos Campeões em 1989/90, contra espanhóis  e mais duas Taças CERS em 1993/94 e 95/96, a nível internacional. Etc. e tal...!

   

Assim sendo, pese a importância da primeira Taça dos Campeões (que também recordaremos aqui proximamente), como não há amor quanto o primeiro damos primazia, nestas recordações, à pioneira obtenção duma prova europeia dentro do clube, por sinal no hóquei em patins e meses volvidos da entrada de Pinto da Costa na presidência diretiva do F C Porto, tal o cometimento da conquista da Taça das Taças  da Europa.

   

A final, disputada a duas mãos, teve como contendores o F C Porto e o Sporting, ambos a atravessar bom momento e os sportinguistas a passarem nesses ares por período áureo de sua atividade hoquista. Porém no primeiro embate, disputado no pavilhão gimnodesportivo das Antas, logo o F C Porto ganhou vantagem suficiente para depois ter ido a Alvalade arrebatar o trofeu. Isso tudo numa epopeia de que falam velhas páginas de jornais que temos guardados, e por meio de suas descrições e imagens deixamos falar a história dos acontecimentos. Estava-se em pleno verão de 1982, ao começo de Agosto, como se pode constatar nas reportagens que para aqui recortamos, quer do jornal O Porto, como do jornal Gazeta dos Desportos.


Feito tal, até então inédito, que levou a uma receção apoteótica, na chegada à gare de Campanhã, na Invicta. Aparecendo na imagem, que documenta esse emotivo regresso triunfante, o presidente Pinto da Costa de cachecol à Porto, rodeado por adeptos e tendo a seu lado os antigos dirigentes de hóquei srs. Fernando Barbot (pai) e Dinis Brites, entre uma mole humana a dar largas de satisfação coletiva.

   

Então, assim foi obtida, com Jorge Nuno Pinto da Costa como Presidente da Direcção do F C Porto, a primeira retumbante vitória da longa série que tem vindo a ser colecionada ao longo dos 31 anos entretanto ultrapassados. E já nessa era, como hoje, se entoava nas multidões euforicamente coloridas de azul e Branco: Pinto da Costa, olé, Pinto da Costa, olé, olé…!

   

Armando Pinto 

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Mais um mandato da frutuosa gerência de Pinto da Costa no FC Porto: Boa continuidade, Presidente-Dragão!

 

O presidente Nuno Pinto da Costa assumiu a continuidade da sua gestão à frente dos destinos do F C Porto, ao tomar posse para mais um triénio da sua a gerência que segue de vento em popa no 13º mandato. Após ato protocolar da tomada de posse dos corpos gerentes, ocorrida esta segunda-feira, no seguimento da respetiva eleição. Cerimónia a que pudemos assistir, à distância mas em cima do acontecimento, através de imagens televisivas em direto no Porto Canal.

   

Recorde-se que Jorge Nuno Pinto da Costa foi, este sábado passado, reeleito presidente do FC Porto, com uma votação superior a 99% dos votos. Com um total de 1258 votos expressos, tanto para a Direcção como para o Conselho Superior, num sufrágio sem oposição, a que se apresentava apenas uma única lista, em sinal da grandiosa maioria da Família Portista continuar a confiar totalmente em Pinto da Costa. 

Nesta ocasião de grande satisfação pessoal e coletiva, por estarmos a viver grandes momentos e termos no horizonte anseios de outros e fundadas esperanças em mais cometimentos, associamo-nos a esta boa realidade, como mais um passo rumo à sublimação clubista que acontecerá com a concretização próxima do futuro Museu do Dragão, uma das certezas prometidas para este mandato (e sabemos que Pinto da Costa é Homem de Palavra!); bem como a manutenção da grandeza Portista perante os bons auspícios de continuidade de vitórias, e tudo o mais inerente.

   

Sabendo-se o que era o F C Porto até à chegada de Pinto da Costa e o que passou a ser depois, ao longo dos anos, e mais, é agora... prestamos aqui, dentro das nossas possibilidades, um justo tributo ao Presidente-Dragão, através da recordação de algumas páginas evocativas desses tempos de antanho, dos inícios de sua gerência, por meio de páginas de um dos livros que lhe foram dedicados…

   

 ...e com a primeira página do jornal O Porto, de Maio de 1982 (dividindo em duas imagens para melhor visualização parcelar), da edição então quinzenária de 12 a 25/5/1982 - que se podem ler clicando sobre as respetivas imagens.

 
 

A propósito, entre diversos casos de artigos que de vezes anteriores focamos o tema, relembre-se alguns exemplos, como estes 
(clicando sobre os links seguintes) 

e
 - Parabéns… 

Armando Pinto

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Adeus a João Moutinho e James… ?!

 

Passaram tão poucos dias, após a conquista do quão recente Tricampeonato de futebol conquistado pelo F C Porto, dando já saudades de jogos assim empolgantes como foi no final da prova, e já, também, volta a história das transferências e dominar atenções e a ofuscar algo do sentimentalismo clubista ainda efervescentemente de fresco. 

Transmite a comunicação social e depressa se propaga a saída de Moutinho e James, que o João Moutinho e James Rodriguez poderão estar em vias de passar a representar outro clube europeu, de menor dimensão histórica mas com forte poderio económico. E o que estará para vir, ainda, quanto a novidades e outras constatações, além também de contratações necessárias. 

Ora está então a fazer-se história dentro e fora do nosso clube, faltando saber se à medida das necessidades e anseios do mundo dragoniano. O que se regista, em tempo próprio, agora, na continuidade contemporânea, neste espaço vocacionado a deter atenções pela história azul e branca. 

Já adivinhávamos que alguém sairia… pois é um mal sem remédio, atendendo ao país que somos economicamente, sendo embora o F C Porto um caso de sucesso à parte, como se sabe. Mas estes casos doem e um tipo fica sem saber o que dizer. Apesar disso, confio na Direção. Mas há também que ter os olhos bem abertos, e restantes sentidos bem apurados, a nível de quem decide evidentemente, porque, bem vistas as coisas, nem todos os anos teremos os sucessos a caírem dos céus e em tempo de descontos... Este ano notou-se que havia algumas lacunas evidentes, a pontos da época não ser como poderia ter sido, obviamente; e então a nível internacional isso ficou patente. Por cá, por enquanto, ainda conseguimos superar as adversidades e campanhas do poder reinol do clube do regime, porque esse clube falha sempre nos momentos decisivos e ao chegar perto do fim dá-lhe a dor de burro... Mas há que ver que Moutinho foi um caso sério, cuja ausência contra o Málaga, por exemplo, teve o resultado que se sabe, assim como no ataque o Martínez teve um final de época e momentos importantes em que se eclipsou e até falhou, etc. etc. Acrescendo notar-se em muitas ocasiões que Hulk fez falta, naturalmente, assim como precisamos de outros valores capazes de entusiasmarem mais o ego clubista. Quer dizer, vai ter de haver uma análise e consequentes decisões muito a sério, se for para manter a liderança do futebol nacional. Até aproveitando a mudança de treinador, visto o Vítor Pereira parecer que poderá rumar à Velha Albion, o que inclusive é curioso atendendo às críticas de que foi alvo por cá, ao longo das duas épocas passadas. Enquanto dos que se falam, Domingos ou Paulo Fonseca, ou outros que possam surgir, para treinarem o FC Porto, aguardemos, pois Pinto da Costa, também, já deve ter tudo melhor que estudado. 

Então, com estas e outras, resta mesmo aguardar, embora com algumas esperanças de algo, mas com fé que Pinto da Costa continuará a ser o Jorge Nuno que todos conhecemos há muitos anos na Presidência do FC Porto. E, porque mais não é possível, fico grato ao Moutinho e ao James por tudo o que sentiram e deram pelo F C Porto, ficando bem na História Portista. 

Honremos sempre a memória Portista, que o F C Porto nos contempla! 

Armando Pinto

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Campeões… Tricampeões… Vencedores do 27º Campeonato Nacional… e gozo pelo mau perder dos bombos de festa…!!!

 

Somos Campeões, o F C Porto é Campeão Nacional de futebol.

...Não, não "Era uma Vez"… Mas sim, connosco, Portistas: - É mais uma vez: Campeões!


Pois... Não, não é como com os outros, que só de tempos a tempos, com alguns ou até muitos anos de intervalo, podem ver-se campeões, ou seja conseguem ver o seu clube a vencer o campeonato português. Nós habituamo-nos e é sempre de enfiada, é sempre a aviar!

   

Ora… Mais uma vez, somos campeões. Campeões… Tricampeões… Vencedores pela 27ª vez do Campeonato Nacional… e, desta feita, tal como antes, há uns anitos, vimos os adversários remoerem-se de inveja, desesperados até terem de desligar a luz para tentarem que não se visse a festa do F C Porto – este ano deu mais gozo também pelo mau perder dos bombos de festa…!!!

     
Desde jornalistas, como os televisivos gordos da RTP e da Bola, por exemplo, até aos treinador, dirigentes e alguns adeptos benfiquistas, foi triste ver quem não sabe perder e perceber que eles pensam que têm de ser sempre beneficiados e os competidores diretos prejudicados… Enquanto nós saboreamos a vitória. 


E... outros que tais se mostraram aziados, quais perdedores maus profissionais e nojentos comunicadores, uns mal encarados quanto aqueles e outros jornaleiros desses e mais outros órgãos de comunicação, outros que só sabem arrotar asneiras de azia, mais uma cara feia como um raio que não se sabe ao certo se é homem ou mulher, apesar do nome (que escondeu quando se intrometeu num livro batoteiro, há alguns anos), enfim, de permeio com satisfação nossa, como vencedores – Campeões.

   

Quando eu – permita-se referência na primeira pessoa, pois também me sinto, e como, Campeão! – pois, quando eu andava nos primeiros ares de Portista, ou por outra, estava em meus primeiros anos de vida, ainda criança, ouvia os outros falarem nos campeonatos e a gabarem-se do benfica dar uma cabazada em número de títulos obtidos, por comparação com os que o F C Porto alcançara até então… 


Passados estes anos, o F C Porto tem muito mais títulos no total, já, e em campeonatos (que é ainda no que o clube do regime consegue manter alguma distância vinda da velha senhora) então a diferença está a ficar diminuta… e a superioridade Portista cada vez mais evidente.

 

Para a História: Depois de ter recuperado a liderança do campeonato na penúltima jornada da prova, com uma vitória por 2-1 frente ao rival Benfica, o FC Porto sagrou-se este domingo tricampeão nacional de futebol, ao derrotar o Paços de Ferreira por 2-0, com golos de Lucho Gonzalez e Jackson Martínez. Sem haver o desaire tão ansiado pelos adversários, terminando de modo invicto o campeonato.

   

Foi bonito sermos Campeões, nós F C Porto, a estrutura e os adeptos, a Família Portista, contra a má vontade dos competidores vermelhos. Somos Campeões, tal como dias antes no andebol e hóquei, também agora em futebol. E sempre com os mesmos a servirem de bombos de festa, quer dentro do campo, bem como na expetativa de espetadores forçados, enquanto a caravana passa. E nós vencemos, nós Portistas somos vencedores.


O nosso F C Porto é o triunfador, é Campeão.


Foi linda a festa... pahhh!

AP

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Opinião Pública - Questionário: «Quem vai ser Campeão?»… in “Semanário de Felgueiras”


Nesta fase do campeonato, como se costuma dizer, todos têm sua opinião e maiores desejos ainda. Os adeptos dos dois clubes principais na atualidade do desporto português, diante do posicionamento na prova maior do desporto-rei nacional, estão cientes que este fim de semana podem sagrar-se campeões nacionais, na ligação clubista, mediante os resultados que vierem a ser obtidos, como se sabe.

Perante esse estado e dado o interesse e paixões que o futebol desperta, como fenómeno desportivo e motor de afetos aos clubes de cada qual, o jornal Semanário de Felgueiras, órgão de imprensa regional da área do autor destas linhas, focou esse ambiente, desta vez, em semanal inquérito que costuma colocar perante o público conterrâneo. E por versar este tema, a questão que baila na cabeça da opinião pública em geral foi então colocada a alguns felgueirenses, como aqui se dá conta.

Havendo também o autor deste blogue, no caso, sido abordado e participado, desta feita não no papel de colaborador do mesmo semanário, mas na pele de simpatizante do F C Porto, em representação do quadrante Portista; e ante a noção de tão grande expetativa, pelo caráter decisivo do desfecho da tarde domingueira que se aproxima; transmite-se as ideias e opiniões manifestadas pelo painel das pessoas ouvidas – conforme tal questionário, inserto na página 4 do SF de sexta-feira 17 de Maio de 2013:


( Clicar sobre o recorte digitalizado, para ampliar )

A. P.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Rodrigues Teles: Historiador Pioneiro do F C Porto!

 

Corre suave brisa num ambiente capaz de fazer história e de nos ficar na memória, tal a temperatura agradável que sentimos ainda no ardor alegre daquela vitória sobre o clube do regime portuga - e, para mais, sobre a hora, mesmo em tempo oportuno… Enquanto aguardamos ainda melhor temperatura ambiental em caso de próxima confirmação. 

Neste tempo, quando se aguarda por novidades que tornem mais azul a realidade que paira no ar, e porque valorizamos a perpetuação da memória do que gostamos, queremos lembrar entretanto alguém com papel importante no perpetuamento dos fastos da existência do F C Porto, como foi o primeiro historiador do F C Porto. Pois se não tivesse havido esse alguém a começar, a ter dado início a algo tão trabalhoso, sem esperar por outros, muito mais se teria perdido nas brumas do tempo, como muito do que antes terá ficado envolto na penumbra do conhecimento. A pontos da confusão então havida na definição dos primeiros passos.

   

Quem aprecia a História do F C Porto e valoriza tudo o que proporciona estudo e aprofundamento da vida do F C Porto sabe que houve um Rodrigues Teles, esse, com efeito, o homem que iniciou a perpetuação histórica do grande clube azul e branco portuense, sendo quem afinal primeiro deu a conhecer e com detalhe a história do clube português que ostenta as cores que eram as do país ao tempo da respetiva fundação e seguinte revitalização. 

António Rodrigues Teles foi um empenhado adepto e distinto sócio do F C Porto, daqueles que se diz não ter sido um qualquer ou normal simpatizante, mas sim um Portista de alto coturno, por quanto procurou servir o clube do coração e o conseguiu dignificar. Chegou a estar ligado ao dirigismo dentro do clube, na criação do hóquei em campo,  e como representante clubista em órgãos associativos de raguebi e outras modalidades, enquanto na sua atividade publicista, como profissional de jornalismo, soube ser um paladino defensor do F C Porto. Intrometendo-se, enfim, a meter ombros à empreitada de passar a escrito o que andava na transmissão oral sobre a história da criação do clube, acabando depois por se documentar sobre tempos seguintes e dando inclusive um toque de atualização do que entretanto também viveu e ajudou a criar e manter.

   

Rodrigues Teles era um jornalista que virou historiador, e na verdade um grande historiador que desde muito cedo acompanhou e registou a atividade do principal Clube da Invicta, havendo conversado com alguns dos contemporâneos dos tempos antigos, então ainda vivos. Por isso escreveu de forma tão detalhada alguns dos primeiros anos e as actividades iniciais do F. C. Porto. Teve o senão de seguir demasiado à risca o que ouviu a adeptos mais antigos, alguns dos quais, naquele típico portuguesismo de aumentar um ponto ao contar um conto, quiseram ter mais protagonismo ou criaram convicções diversas, do que antes acontecera. Havendo Rodrigues Teles, após ler e ouvir testemunhos dalguma tradição oral, depois querido manter a versão inicial, escrita na história que publicara em 1933, visto que no seu trabalho da década de cinquenta já havia descortinado a anterior existência de 1893 - inclusive com a publicação da célebre carta que faz parte do 1º volume de permeio editado em 1955… Mas isso não é de admirar, afinal, como aconteceu sempre com trabalhos iniciais de investigação pioneira, na verdade, tal o que ocorreu séculos antes com as crónicas de Fernão Lopes e a história monumental portuguesa de Herculano, metendo mais tarde famosas celeumas em lendas fantasiosas de pelejas com mouros e o milagre de Ourique, etc e tal…

   
 - Capa do primeiro livro de Rodrigues Teles: "História do Foot-Ball Club do Porto: 1906-1933", edição "O Porto Desportivo", de 1933. 

Rodrigues Teles teve conhecimento da verdadeira fundação do F C Porto, mas não chegou a repor a verdade, totalmente, porque entretanto estava enraizada essa convicção transmitida. Apesar de até a data ser inventada, em virtude do tal 2 de Agosto de 1906 ter sido numa quarta-feira e não ao domingo, como diziam os que reforçavam a confusão. Mas teve o mérito de ser um acérrimo defensor da cronologia imediata, pois o pouco mais que foi sendo publicado em seu tempo, sobre tais assuntos memorandos, tinham a sua chancela. Além da sua disponibilidade em servir o clube, sempre que fosse necessário.


Portista e jornalista em publicações de âmbito nacional, como por exemplo no jornal “Sporting” da cidade do Porto, como correspondente no Porto do jornal “Os Sports”, depois “Mundo Desportivo”, e em Lisboa como representante do Norte na revista Stadium, publicou duas versões ou continuações de histórias do FC Porto, com paixão clubística. A primeira em 1933 e a segunda, por fascículos, em 1955. Estudo esse depois, no decurso de 1958, compilado em 3 volumes, por ordem cronológica da edição dos respetivos fascículos, que teve publicação completa em 1962.

   
- Capa interior da compilação de 1955, correspondente à original do I fascículo da História do F C Porto, de Rodrigues Teles. 

Esse mesmo António Rodrigues Telles, tal como se escrevia seu nome quando foi registado seu nascimento, em 1906, foi também membro da Assembleia Delegada do F C Porto e da Comissão Pró-Estádio, inaugurado em 1952. Escreveu posteriormente ainda uma brochura sobre os Internacionais do F C Porto na Seleção A de futebol (até 1968/69), aquando da colocação da Galeria dos Internacionais A do F C P na antiga sede, no hall do antigo museu (e que posteriormente esteve num espaço dos baixos do estádio das Antas), bem como dos anos da presidência de Pinto de Magalhães, com “6 Anos de Progresso na Vida Gloriosa do F C Porto”, editado em 1971; enquanto nos últimos anos de vida trabalhou ainda nos jornais sulistas Diário Popular e no Record, até haver falecido em 1975, quando tinha em mãos diversos trabalhos que ficaram inéditos.

   

Muito mais tarde, com certa colaboração de sua filha, Drª Maria Luísa Rodrigues Telles, ao tempo também diretora do clube, houve em 1987 uma reedição do I Volume da História do F. C. Porto, com promessa de também haver seguinte nova edição dos restantes volumes, numa edição programada pelo Conselho Cultural do F C P nesse tempo, o que não mais chegou a acontecer. Deu-se de seguida, por fim, a reposição da verdadeira data histórica, derivado ao laborioso estudo publicado por Rui Guedes com a Fotobiografia do F. C. do Porto, também publicada em 1987 – dado que em Assembleia Geral de 26 de Fevereiro de 1988 foi aprovada a confirmação da verdadeira data histórica da fundação do F. C. Porto, conforme provas confirmadas pela Biblioteca Nacional de Lisboa. E desde aí passaram a falar mais os documentos, os velhos e os novos comprovativos da vera História do F C Porto. Contudo sem nunca se olvidar a importância da iniciativa de Rodrigues Teles, sem renegar o que de bom se fez no passado, nem olvidar a autoria da importante Obra que esteve na base do que se foi sabendo do F. C. Porto de sempre. 

 

Como exemplo de como sabia ser arauto do F C Porto mesmo em terras de infiéis, damos à estampa uma das páginas mantidas de sua lavra em publicações da capital da nação, como era na lisboeta revista Stadium com as páginas Ecos do Norte e Stadium na Capital do Norte. Conforme se pode ver num artigo da referida publicação, em seu número de 16 de Novembro de 1949:

   

António Rodrigues Teles (1906-1975) foi e é um Portista Ilustre, um escritor-historiador que, na mais que necessária inventariação dos factos ligados à Vida do F C Porto, merece figurar sinceramente na verdadeira História do F C Porto. Mais, será de inteira justiça que ainda possa ser reconhecido, agora a título póstumo, com a classe de Sócio Honorário do F C Porto. Qual Heródoto da história antiga ou Alexandre Herculano de tempos medievos, Rodrigues Teles deixou seu cunho no passado imorredouro do F C Porto. Devendo-se-lhe os caboucos do estudo, donde surgiu à posteriori a pertinácia foto-documental do Rui Guedes,  numa soma que dá  o F C Porto a vencer desde 1893!

Armando Pinto 

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