quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Antigo Lar do Jogador do F C Porto


Em período de acalmia de jogos e outras cenas do panorama desportivo, apesar de haver diversos mais temas de interesse e focos de atenção, como os da atualidade, proporcionam sempre estes interlúdios que haja um espaço para curiosidades, entre motivos que despertem atração evocativa.

Em tal apelo, da ideia dum espaço deste género, lembramo-nos de focar a antiga existência do Lar do Jogador do F C Porto, em virtude do que representou no desenvolvimento organizativo tendente à afirmação do futebol do clube. Surgido que foi, inicialmente pelos anos quarenta e depois teve continuidade a meio da década de cinquenta, do século XX, ou seja aquando da passagem para o semi-profissionalismo, dos tempos de Pinga e outros que envergavam a camisola das duas listas azuis do F C Porto, bem como posteriormente na definitiva profissionalização dos futebolistas, no tempo do comando de Yustrich, num dos sinais da evolução que começava a notar-se e tudo o mais que se foi expandindo.

Naturalmente que no presente existe uma outra casa a servir de Lar do F C Porto, a agora chamada Casa do Dragão, apenas que havendo a diferença de esta comportar jovens, destinada que é aos rapazes das categorias de formação; enquanto que a antiga mansão era para os seniores, juntando os que não tinham residência em zonas do Porto e especialmente os solteiros, servindo aos fins de semana para juntar também os casados e por vezes ainda para estágios da totalidade do plantel, embora mais usualmente os convocados para jogos, etc

O assunto dava pano para mangas, de tanto que merece apreciação e considerações, mas precisamente por uma grande abundância descritiva em que se alongaria, cingimos o tema a umas quantas rememorações e privilegiando a ilustração, através de fotografias coevas.  Na linha de que o que se vê, pela figuração, dispensa muita explicação, tal qual a máxima que uma imagem vale por mil palavras.


Ora, o Lar do Jogador inicial teve lugar na chamada Quinta da Fonte da Vinha, no tempo em que estava à frente dos destinos do clube o industrial Sebastião Ferreira Mendes.Num paradisíaco local, propriedade daquele então presidente da Direção, junto ao rio Douro, no concelho de Gaia, para os lados de Oliveira do Douro. Um frondoso espaço ribeirinho que já antes servia para realização de eventos ligados a momentos altos da vivência do F C Porto – como se demonstra por imagem de um postal de 1932, referente a “Passeio fluvial organizado pelo F.C.Porto à Quinta Fonte da Vinha, em homenagem ao seu 1º Grupo de Futebol, Campeão Nacional. Aspecto do desembarque. 14 de Agosto de 1932.”

Pois essa quinta, tendo ficado depois como sítio e casa de passagem de tempo dos futebolistas do F C Porto, passou a ser conhecida por Quinta dos Jogadores, servindo então como local de concentração em determinados períodos e de estágios antecedentes aos jogos, sendo ali que se passou, por exemplo, o célebre episódio ocorrido com uma macaca talismã do Sporting, que resultou a pontos do F C Porto ter vencido de forma concludente o resultado do embate com os leões, que se seguiu (mas que aqui e agora não podemos estar a relembrar, para não nos desviarmos do tema).


Não é verdade, portanto, o que tem sido afirmado, quanto ao Lar haver sido criado por Yustrich, pois já existira antes. Com a vinda daquele treinador brasileiro, que impôs sua chancela de marca, houve sim uma reativação da ideia e reformulação do conceito, passando a ser alargado como residência permanente dos jogadores solteiros que até aí viviam fora do Porto, além de ter ficado em instalações dentro da cidade do Porto, no Bonfim, em casa relativamente próxima ao estádio. Cuja inauguração aconteceu a 21 de Setembro de 1955, na semana seguinte ao início do Campeonato de 1955/56 – acto a que se reporta a imagem cimeira (com legendas manuscritas por José Bacelar, um dos homens de proa dentro do clube nesse tempo), numa cerimónia presidida pelo Dr. Cesário Bonito, no momento em que usava da palavra Afonso Silva. E um dos primeiros utilizadores foi logo Jaburu, o “Flecha negra”, vindo do Brasil e que ganhou grande cartel pela Invicta, sendo a casa aberta curiosamente na véspera do jogo de estreia desse avançado detentor dum grande corpanzil e famoso pelo seu poder de goleador. Como relata um trecho do livro “Glória e Vida”, narrado em trabalho interessante do António Simões d´A Bola:


Dum desses fins de semana de concentração será uma pose, que se mostra de seguida, duma sugestiva descontração de alguns elementos principais do plantel – vendo-se, a partir da esquerda, Gastão, Eleutério, José Maria, depois outro Zé Maria, o Pedroto (de pé), mais Sá Pereira e Hernâni.


Como corolário das estadias anuais, no período das temporadas desportivas, havia no fim de cada época um convívio, antes das férias, metendo jogos de solteiros e casados, entre os que passaram pelo Lar durante o ano. Sendo duma dessas ocasiões a gravura que se junta, com pose da equipa dos solteiros desse tempo, incluindo diferentes gerações, notando que ainda estavam solteiros homens mais velhos como Hernâni, Arcanjo; Pedroto, Virgílio, José Maria, tal qual mais novos como Morais, Sarmento, Correia, Américo, etc.


Passados anos o Lar conheceu outros poisos, entre os quais passou pela Praça das Flores e também pela rua de Costa Cabral, durando até eras adiantadas dos anos sessentas, enquanto os futebolistas foram tendo outras ocupações paralelas. Até que com o profissionalismo integral os estágios passaram a coexistir em pensões e hotéis.


Dessas diversas fases ilustramos um andamento cronológico através de algumas fotos intercaladas ao logo do texto, desde uma roda de amigos à porta da casa comum, ao tempo de Humaitá (e restantes indicados na legenda); seguindo-se um instantâneo de Miguel Arcanjo numa sala de estar do “Lar do Porto”, com seus discos junto a um móvel-aparelho de gira-discos da época, no regresso de uma digressão da equipa;


..vendo-se, depois, também junto à frontaria do edifício o defesa Almeida, acompanhado de Barrigana (não o guarda-redes, mas um defesa que em meados da década de 60 fez parte do plantel, havendo integrado a equipa principal em torneios e jogos particulares, e oficialmente alinhou pelas reservas); até findar este circuito pelo tempo com Atraca num descanso de guerreiro, passando os olhos por uma publicação, no leito retemperador.



Armando Pinto

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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Réquiem memorando a Rui Filipe


Perfaz hoje a distância de 19 anos desde o falecimento de Rui Filipe. Mais precisamente, fez 19 anos esta madrugada que partiu o homem do 1º golo do único "Penta" do futebol português e que, antes de desaparecer, marcou na Luz um golo ao Benfica - que deu então para empatar a 1ª mão da Supertaça desse ano e permitiu que depois o F C Porto a pudesse ganhar, como aconteceu...


Rui Filipe, de seu nome completo com os sobrenomes Tavares Bastos (por sinal um apelido com que em tempos houve outro célebre futebolista do F C Porto), nascera a 8 de Março de 1968 e deixou este mundo, portanto, a 28 de Agosto de 1994.

Jovem futebolista raçudo e habilidoso, que se distinguia no F C Porto pela sua fisionomia de cabelo louro, a juntar a um jeito de andar pelo campo sem parar e estar sempre em cima da bola e dos adversários, em suma que dava o que de melhor tinha e podia em defesa da sua e nossa camisola do F C Porto.

Iniciado o Campeonato Nacional dessa época, o F C Porto começou bem com uma vitória diante do Braga, num jogo complicado, cujo nó se desatou por meio dum golo do voluntarioso Rui Filipe (e teve desfecho, por fim, com outro golo mais de confirmação já sobre a hora, num remate de Kostadinov). Tendo o tento de Rui Filipe sido o primeiro da caminhada coroada, passados anos, com a conquista do Penta, na série de cinco campeonatos consecutivos - feito único, até agora, no futebol luso.


Depois…

Foi há 19 anos… que surgiu, pela manhã e em dia de Beira-Mar / FC Porto, a notícia do falecimento do valecambrense Rui Filipe. No caso do autor destas linhas já no ocaso da manhã, pois, como normalmente em dia de descanso dominical sucedia, dera para saborear mais e melhor o aconchego da cama. Assim, não ouvíramos ainda nada do mundo exterior quando nos levantamos e não tínhamos passado os olhos por jornais, nem nada. Foi então que ligamos o rádio, à hora do almoço, ante a proximidade de mais um jogo do Porto, logo em Aveiro no campo do tradicionalmente difícil Beira-Mar. E… veio a surpresa e desolação.

O jogo, em Aveiro, foi disputado perante uma intensa carga dramática, sentida por todos, quer os presentes no local, como por quem acompanhava os acontecimentos das mais variadas formas. E nós, de ouvidos colados ao rádio, pelo relato do Quadrante Norte, nas vozes do Amaro e seus colegas, sentimos a amálgama de sensações que essa tarde foi proporcionando…


Dessa tarde e desse dia, deixemos falar (vendo aqui por cima) uma crónica bem precisa, conforme vem pela escrita de Manuel Dias, no livro «F. C. Porto / Os “Dragões” de Mister Robson / Álbum 94-95».

No final da época, na consagração de mais um título nacional conquistado (e primeiro do Penta), Rui Filipe foi lembrado, ele que também se sagrara Campeão, sendo homenageado com um grande poster incluído na pose de conjunto, pegado em mãos de crianças, filhos e familiares de seus colegas e dirigentes.


Como é costume dizer-se e é verdade, afinal, foi há 19 anos já, mas parece que foi ontem.

A aura, deste astro do firmamento azul e branco, deixou rasto no imaginário clubista, a pontos de nesses anos mais próximos ter sido dado seu nome a muitos filhos de adeptos Portistas, batizados assim, por conseguinte; sendo frequente aparecerem Rui Filipes em crianças com vínculo familiar Portista.

Perante isso, curvando-nos diante de sua memória, deixamos esta lembrança escrita, qual réquiem, de prece que dirigimos ao infinito, onde ele estará, também, a acompanhar o dia a dia do nosso F C Porto.

Descansa em paz, Rui Filipe. Serás sempre lembrado entre nós, Portistas!


Armando Pinto

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= Vem a propósito recordar o artigo 
                        (clicando sobre o link) 

- "Desportistas falecidos em atividade Portista".

A.P.

Revista “Dragões” – de Agosto / 2013


Em plena época de férias estivais - para quem está nesse estado, bem como para quem já gozou ou ainda vai  ter merecido descanso, ou seja para toa a gente que goste de estar informada da vida Portista - aí está mais um número da revista Dragões, na edição correspondente ao Agosto em curso. Num verão todo risonho, em ambiente agradável, como que a condizer a Estação do ano e o conteúdo deste órgão oficial do F C Porto, por quanto possa despertar valorização de tudo o que respeite ao nosso Clube. 

Colocada assim já nos escaparates, esta publicação mensal do Futebol Clube do Porto procura fazer compreender melhor o mundo azul e branco, passada que foi a chamada pré-época e se aproxima um período áureo da identidade Portista, como será o próximo ciclo comemorativo dos 120 anos (com ponto alto, para os associados e adeptos em geral, na inauguração e abertura do Museu do F C Porto, tema ainda não abordado, contudo, no número deste mês, em apreço).

Desta revista do clube, como temos procedido de vezes anteriores, aqui procuramos dar nota também, com apresentação alusiva, através dum sumário constante à página do Índice respetivo.


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Armando Pinto

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Saudação grata a Deco...!


Num "Adeus" grato a Deco, saudamos aqui, entre nós, o Mágico das Antas e do Dragão, o nosso craque que passeou classe pelos dois estádios onde com suas exibições fomos felizes.

Deco pôs um ponto final na sua carreira de futebolista, lá no Brasil, dando por findo o seu percurso de atleta de futebol, em virtude de uma série de lesões que não lhe permitiram manter seu vigor, aos 35 anos de idade - a um dia de completar 36.

Encerra assim suas deambulações pelos campos de futebol o popular Deco, de seu nome Anderson Luís de Sousa, quando representava o Fluminemse, no Brasil, ao fim duma carreira que o tornou conhecido após ter vindo para Portugal e haver representado o F C Porto, onde se cobriu de glória na prestação de títulos europeus, sobretudo. Tendo, com a camisola azul e branca dos Dragões, ganho fama que deu para ter continuado um percurso também vencedor em clubes que se seguiram em seu currículo de sucesso, tal aconteceu no Barcelona, de Espanha, no Chelsea, em Inglaterra, até terminar agora no Fluminense, no qual igualmente conquistou títulos.


Numa comunicação, quase de resposta às suas recentes prestações reduzidas, por problemas físicos, Deco vincou: «É com muita tristeza e pesar que comunico o fim de minha carreira como atleta profissional. Os últimos minutos na quarta-feira pelo Fluminense foram os últimos dos 17 anos dentro de campo como jogador de futebol. Gostaria muito de continuar até o final deste Brasileiro e ajudar a colocar a equipe novamente na Libertadores, mas não estou conseguindo. Quero agradecer ao Fluminense, ao Celso Barros (presidente do patrocinador do Fluminense) e todos que trabalharam comigo nestes três anos e me deram a oportunidade de jogar no futebol brasileiro. Mais do que isso, pude participar e ajudar a conquistar dois títulos Brasileiros e mais o Campeonato Carioca. Fui muito feliz neste período no clube. Gostaria muito de ter ajudado muito mais o Fluminense, mas o meu corpo não me permitiu. Deixo claro que me dediquei, esforcei e muitos me apoiaram para que eu seguisse até o final de ano. Fisicamente poderia jogar, mas os meus músculos não suportam mais. Obrigado a todos pela confiança e carinho.»


Chegada a notícia a Portugal, país que ele representou ao serviço da seleção nacional portuguesa, logo o presidente de seu clube em Portugal soube vincar, afirmando: "Deco será uma lenda do FC Porto".

Nesse momento, em que se soube de tal notícia que marcou a última segunda-feira de Agosto, o Presidente Pinto da Costa, em breve comunicação pública, que ouvimos aos microfones do Porto Canal, salientou a capacidade de decisão do brasileiro e recordou alguns momentos de uma amizade que ficará para sempre. "Termina a carreira por vontade própria. Mais uma vez mostrou inteligência e poder de decisão. Fica na história do futebol e no F. C. Porto será uma lenda. Deve sentir-se feliz e ao olhar para trás saberá que no Porto só tem amigos." Acabando por lhe dirigir uma mensagem significativa: "Somos amigos desde que nos conhecemos. Tenho a certeza que terá êxito no que escolher, pois bem o merece. Em meu nome e dos Portistas, quero enviar-lhe um grande abraço, dizer-lhe que nunca o esqueceremos e que o esperamos em breve no Dragão".


Vão nesse sentido, com efeito, de uma despedida no Dragão, umas posteriores afirmações de seu representante, conforme se soube em mais recentes difusões, concluindo: 

« Após Deco ter tornado público, através de um comunicado, que vai dar por terminada a sua carreira de futebolista, surge agora a possibilidade desse facto ser assinalado num jogo do luso-brasileiro frente ao F C Porto. Quem o garante é o representante legal do médio, abrindo assim a porta a um dia de festa cheio de emoções. Ele (Deco) tem um carinho muito grande pelo F C Porto e diz-se adepto do clube. Conquistou onze títulos pelo clube e, se houver alguma possibilidade para um jogo de despedida, com certeza que o FC Porto estará incluído", alegou Acaz Fellegger, em declarações a uma estação de rádio portuguesa. Resta saber qual a disponibilidade dos Dragões em satisfazer este desejo. »

Deco, o mágico, como ficou conhecido, tem mesmo um lugar especial no íntimo dos membros da Família Portista. Ficando a ser constante recordação, tal como a cantiga que lhe foi dedicada pelos Portistas:
- É o número 10
Finta com os 2 pés
É melhor que o Pelé
É o Deco allez, olé !



Deco tomou a resolução de acabar sua carreira, um dia antes de completar 36 anos, cuja data se celebra precisamente hoje, terça-feira. Daí que, daqui, lhe dirijamos mais um voto, de parabéns, a somar às felicidades que tanto lhe desejamos, agora e sempre.

De harmonia com toda esta envolvência, recordamos, como ilustração, algumas imagens respeitantes à sua expressiva passagem pelo F C Porto, realçando a face de seu livro, ao cimo, e gravuras e referências de alguns de seus grandes feitos internacionais, das maiores conquistas que alcançou ao serviço do nosso F C Porto. Colocando-se, por fim, uma resenha curricular de seu palmarés ligado ao F C Porto, especialmente.


Folha de Serviço de DECO:

Um palmarés ao nível do talento - 23 troféus, nove clubes, uma seleção!

Conquistou 23 troféus coletivos, vários galardões individuais, um sem número de elogios acumulados num trajeto ímpar e com passagem por gigantes da estirpe de F.C. Porto, Barcelona e Chelsea. Nestes, só em Londres não foi campeão da Europa.

O palmarés de Deco está ao nível do talento: impressionante. A estes dados teremos ainda de acrescentar as 75 chamadas à seleção A de Portugal, tornando-se em mais um Internacional português do F C Porto. Seleção pela qual se estreou a 29 de Março de 2003, contra o Brasil. E com um golo, sendo o marcador do golo da vitória de Portugal por 2-1.

Nesse período alcançou a categoria de internacional ao serviço da seleção de Portugal. Pois, apesar de ter nascido no Brasil, Deco obteve a nacionalidade portuguesa quando ainda representava o F C Porto e vestiu a camisola das "quinas" por 75 vezes, tendo entretanto participado em quatro fases finais de grandes competições de países e continentes (Euro 2004, Mundial 2006, Euro 2008 e Mundial 2010).

Na parte mais interessante, que foi quando emergiu no mundo do futebol, destaca-se então a sua ligação ao F C Porto durante cinco épocas desportivas.  Em que, no total, fez 226 jogos oficiais pelo F. C. Porto, tendo marcado 46 golos.

Clubes representados:

1995 - Nacional Atlético Clube
1996 - Corinthians
1997 - Corinthians Alagoano
1997/98 - Alverca
1998 - Salgueiros
1999/2004 - F C Porto
2004/2008 - Barcelona
2008/10 - Chelsea
2010/2013 - Fluminense


=...Na 1ª página do jornal "Lance", do Rio de Janeiro.=

Palmarés coletivo:

Liga Europa (1) - 2003 (F C Porto)

Liga dos Campeões Europeus  (2) - 2004 e 2006 (F C Porto e Barcelona)

Campeonatos de Portugal (3) - 1999, 2003 e 2004 (F C Porto)

Taça de Portugal (3) - 2000, 2001 e 2003 (F C Porto)

Supertaça portuguesa (3) - 1999, 2001 e 2003 (F C Porto)

Campeonatos de Espanha (2) - 2005 e 2006 (Barcelona)

Supertaça de Espanha (2) - 2005 e 2006 (Barcelona)

Campeonato de Inglaterra (1) - 2010 (Celsea)

Taça de Inglaterra (2) - 2009 e 2010 (Chelsea)

Supertaça inglesa (1) - 2009 (Chelsea)

Campeonatos do Brasil (2) - 2010 e 2012 (Fluminense)

Campeonato carioca (1) - 2012 (Fluminense).



Grandioso, bonito e sintomático!!!


Armando Pinto

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domingo, 25 de agosto de 2013

Algo + para o Museu do F C Porto !


Diante de mais uma vitória do F C Porto no Campeonato da 1ª Liga, perante todo o mundo azul e branco com os olhos no bom resultado da equipa principal do nosso clube, voltamos atenções à distância na globalidade do Interesse Portista. Porque, face à atualidade do Futebol Clube do Porto ir de vento em popa, sinal de que continuamos na dianteira, com as velas ao vento do comando do futebol luso, haverá naturalmente quem mais analise e faça as crónicas do jogo mais recente, e, assim sendo, passamos nós aqui a outros horizontes, dentro do mundo azul e branco.


Pois então, eis um tema interessante e pertinente, como é a vertente histórico-cultural.

Na ligação do F C Porto com as artes, que ao longo dos anos levou o clube Dragão a organizar diversas exposições e a realizar eventos comemorativos sob auspícios culturais, tem evoluído recentemente uma parceria do grande clube azul e branco com Joana Vasconcelos, artista plástica em voga na moda artística da atualidade. Ora, depois de haver embarcado, por assim dizer figurativamente, no “Trafaria Praia” da agora famosa Joana Vasconcelos, há também já uma encomenda para a mesma colocar no museu do F C Porto uma sua peça monumental.


Embora com noção que a substância dum golo favorável é a melhor arte ligada a algo como o F C Porto, e que a História do F C Porto é autêntica arte viva, o museu do F C Porto merece mesmo ter uma marca artística, desde que respeite a memória e os sentimentos históricos.


Recorde-se que o F C Porto marca presença no cacilheiro “Trafaria Praia”, da referida modernista, como motivo subjacente nessa obra que representa Portugal na 55.ª Bienal de Veneza. Estando presentemente o tricampeão nacional, portanto, integrado no pavilhão flutuante elaborado pela mesma artista nacional, cuja duração dará até ao dia 24 de Novembro, naquele que é considerado o mais importante evento dedicado à arte da atualidade. Acontecendo então que, no ano em que celebra o seu 120.º aniversário, o F. C. Porto está a destacar-se pela inovação e modernidade, associando-se a um projeto de extrema envergadura, visibilidade e reconhecimento de Portugal no Mundo.


Com essa realização do “Trafaria Praia”, Joana Vasconcelos reproduz um ambiente marinho à base de têxteis e elementos luminosos. O destaque vai para um trabalho de patchwork azul e branco que cobre o teto e as paredes do convés do cacilheiro, com vários elementos em crochet com LEDs incorporados. Numa interligação que levou a que os equipamentos oficiais do F C Porto para a época desportiva de 2013/14 tivessem tido apresentação no âmbito desse ícone artístico da presença portuguesa no estrangeiro. Transmitindo ideia que a associação entre o Clube e a artista plástica inclui a presença da marca F C Porto em todos os suportes de comunicação alusivos.

Extensivamente, sabe-se agora que tal colaboração tem continuidade com a execução duma obra modernista a servir de sinal simbólico, ao género de logotipo, para ficar presente fisicamente - como é normal nas obras da artista, como por exemplo o seu "Coração Independente Vermelho", criado com talheres de plástico, ou como o lustre "A Noiva", os sapatos femininos "Marylin", e outras peças compostas com diversos objetos.


Ora, embora tenhamos ideia que o museu do F C Porto deverá primordialmente dar testemunho memorial de conquistas e existências, será naturalmente enriquecido com um artefacto que dê outra visibilidade pública, atendendo à dimensão que a artista tem granjeado. Na linha, como disse Pinto da Costa, do motivo que leva o clube a alargar horizontes, porque «no FC Porto apreciamos grandes talentos como a Joana Vasconcelos e promovemos a partilha de experiências únicas». Enquanto «Joana Vasconcelos, por seu lado, reconhece a importância da presença da marca FC Porto e salienta “o espírito visionário e a dimensão internacional de uma instituição que é uma referência no mundo”».

Joana Vasconcelos é nos dias que correm um nome com reconhecimento internacional, com efeito. Nascida em Paris, em 1971, vive e trabalha em Lisboa. Tendo o mundo descoberto esta artista contemporânea após a sua participação na Bienal de Veneza em 2005 e 2007. Depois, a instalação Contaminação abriu a exposição coletiva The World Belongs to You, patente no Palazzo Grassi, em Veneza. A antologia da sua obra Sem Rede, apresentada no Museu Berardo em 2010, foi uma das exposições realizadas em Portugal mais vistas de sempre, superada agora pela que por estes tempos de 2013 teve, até este domingo, precisamente, no Palácio da Ajuda. Entretanto ficou célebre a sua exposição em Versailhes, com grande impacto visual e inerente apreciação internacional.


Neste pecúlio artístico, por certo que Joana Vasconcelos terá autoria duma peça capaz de transmitir uma imagem apropriada, tal como na cidade do Porto se tem simbolicamente a figura do guerreiro Porto, no imaginário coletivo em que se insere tal estátua (pese embora estar presentemente quase escondida num dos lados da avenida dos Aliados, em mais uma das assinaturas municipais do mandato infeliz de Rui Rio, depois de antes haver estado de costas, durante alguns anos ainda recentes…). E como dentro do espírito do clube existe o Dragão talismã, que dá nome ao estádio, onde está representado em pequena peça metálica cravada na parede, embora ainda à espera de uma escultura grandiosa que ficou projetada para uma das entradas nobres das vias de comunicação – como foi planeado logo no primeiro mandato presidencial de Pinto da Costa (conforme se reporta uma foto de visita oficial aos terrenos circundantes do estádio das Antas, vendo-se o dirigente das obras, Ócar Cruz, a servir de cicerone, perante a companhia de dirigentes do clube fazendo honras da casa aos autarcas desse tempo, quando Paulo Valada era o Presidente da Câmara Municipal do Porto, à época). E, mais tarde, continuou nos traçados durante a transição do plano das Antas, à execução da urbanização complementar ao estádio do Dragão.


Pois então, com memórias e significados contidos em tal universo, já não faltará muito para termos à vista de todos esse novo artefacto que vai fazer parte do museu do F C Porto. Conforme a novidade publicada na Edição Porto, à página  48, de Artes e Vidas, do Jornal de Notícias de domingo último de Agosto.


ARMANDO PINTO

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sábado, 24 de agosto de 2013

Recordação duma Equipa de Sonho do F C Porto!


Em maré de recordações e balanços, na aproximação ao cume das comemorações do 120.º aniversário do F C Porto, aqui fica uma lembrança especial, duma equipa de futebol senior do F C Porto que fez as delícias de todos nós Portistas e para sempre ficará nos anais do F C Porto: o lote dos futebolistas que venceram em Maio de 1987 a primeira competição europeia a nível oficial para o F C Porto, a Taça dos Campeões Europeus.
As suas caras são rostos de nossas memórias, de quão felizes já fomos e somos, de tudo o que andam nossas almas cheias...!

Armando Pinto

- "Coisas" que nunca esquecem: A Abertura à Europa e ao mundo... Até que agora somos Campeões Nacionais, Europeus e Mundiais... !


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Onzes do F C Porto


No âmbito das iniciativas tendentes a assinalar os 120 anos de História do F C Porto, está em voga a votação duma escolha do chamado Onze de sempre, em simpatia dos adeptos Portistas, na atualidade do F C Porto.


Ora, como diz um dos slogans: Siska, Hernâni, Pavão, Gomes... Pinga, Américo, Pedroto… e tantos mais, uns mais célebres, outros nem tanto, além dos que não foram colocados na lista oficial…  há por onde escolher um dos melhores onzes de sempre - embora com as ressalvas que têm sido referidas em diversas comunicações do universo clubista.





Na pertinência do tema, lembramos uma anterior iniciativa do jornal O Jogo, realizada ainda há poucos anos, através da publicação de diversos eleitos por seu carisma, mística e raça com que sempre ficaram identificados entre as referências do F C Porto ao longo dos tempos. Trazendo-se agora para aqui, como exemplos dos diversos casos, alguns nomes que dispensam apresentações ou mais considerações, tratando-se de estrelas que brilharam no firmamento Portista.












Armando Pinto


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