segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Abertura oficial e perspetivas presentes e futuras do Museu F C Porto


O Futebol Clube do Porto voltou a ter museu. Onde estão patentes muitas das taças conquistadas nas diversas atividades desportivas, tal qual distinções do historial azul e branco e diversificadas recordações do mundo Portista. E que museu…!

Então, após a inauguração protocolar que ocorreu a 28 de Setembro, no dia do 120º aniversário do clube, houve abertura oficial ao público neste passado sábado, a 26 de Outubro, agora com o museu praticamente concluído e o acervo museológico recheado, acrescido da instalação de algumas valências de complementação e apoio, como um bar à entrada e nova loja de venda de produtos relacionados com a simbologia do Dragão.


Tudo isso teve uma inauguração festiva, desta vez aberta ao público verdadeiramente interessado e apaixonado, através de um programa simples, mas marcante. Sendo as portas abertas ao toque da dança do dragão, feito o ritual próprio em frente à entrada do museu, como que a abençoar as instalações e os entusiastas presentes, numa entrada a passo pleno de bons augúrios. Seguindo-se as visitas iniciais, logo a saciar tão ansiosa curiosidade, de muitos e bons apoiantes da causa dragoniana.



O F C Porto, efetivamente, merecia um museu assim. Depois dos anteriores espaços que funcionaram, como museu, nas antigas sedes e no já desaparecido estádio das Antas, passa agora a haver um novo e muito enriquecido museu, em conceito moderno e atraente. Onde há muito que ver e apreciar, mas sobretudo deveras para sentir e reviver.

Quanto que se possa dizer ou escrever, para descrever o que é aquilo, será sempre pouco para o muito que ali está. O melhor é entrar, para se poder ver e saber quão importante e grandioso é o atual museu do F C Porto.

Neste ínterim, tendo ainda presentes as sensações vividas, registamos o acontecimento através de recortes de reportagem impressa na edição deste domingo do jornal O Jogo, por quanto ficam na História as emoções sentidas.


Pessoalmente, nas quase três horas que lá dentro andamos, para trás e para a frente, bem como para os lados naturalmente, não demos pelo tempo a passar e sinceramente estivemos absortos de tudo o mais. Curiosamente, sendo esse dia, da abertura e tal nossa primeira visita, na véspera do jogo F C Porto-Sporting (um encontro de características especiais pelas afirmações provocadoras dos dirigentes e jogadores leoninos), nem esse facto veio sequer à ideia. Também porque era muita a fé na vitória, como afinal aconteceu, novamente, mas em especial pela absorção nutrida naquele espaço das estrelas do firmamento azul e branco, através da mostra de tantas glórias e memórias do historial alvi-anil. 


Com o passar do tempo chegamos entretanto ao final do percurso, por fim, sem sequer saber se conseguimos ver tudo, pois não chegamos a ter diante dos olhos algumas peças de estimação que não vislumbramos, na ocasião, mas lá devem também existir, como o grande trofeu Somelos-Helanca ganho pelo Américo, então distinguido como melhor futebolista nacional de 1968, por ser uma taça que nos encheu os olhos em anteriores vistas no antigo museu das Antas, tal qual a Baliza de Prata que o mesmo guardião Américo conquistou em 1964/65, entre outros exemplos. Por entre tantos objetos e adereços que falam da vida do F C Porto ao longo dos tempos. Embora se note, por outro prisma, que houve seleção dos trofeus colocados, pois não estão tantos como estavam nas salas-museu antigas, o que é de estranhar, pensando qualquer adepto que todas as taças conquistadas devam estar expostas, por quanto significam de dedicação e vibração.

Obviamente, segundo entendemos, haverá ainda algumas colocações em falta, por ora, como acontece de nem todas as taças exibidas terem junto a devida numeração condizente, para leitura da legenda, assim como, no corredor inicial e mais escuro, pelo menos, a legendagem necessitar ainda de alguma luz a incidir sobre as legendas, para ser visível a respetiva mensagem. Tal qual na parte das modalidades dever passar a haver algum espaço mais respeitante, com maior número de artigos, porque todo o passado do ecletismo do F C Porto merece uma mais ampla representação.  Assim como seria de todo o interesse que, tal como está muito bem concebido o recordatório quanto aos campos de futebol e estádios usados, também houvesse alguma atenção às instalações que existiram na cidade desportiva das Antas, bem como outras, tal qual nos lembramos da piscina, pavilhão ginodesportivo de treinos (Pinto de Magalhães), Gimnodesportivo de competições (Américo Sá), ginásio das Antas e da rua Alexandre Herculano, mais o atual pavilhão Dragão Caixa (para o qual até estarão em armazém algumas recordações alusivas à inauguração). Sem esquecer as diversas sedes sociais. Enfim, tudo isso e algo mais, se possível, para que seja deveras mais completa ainda a memorização do percurso entretanto acontecido na existência do F C Porto. Na visão de atento estudioso do palmarés do clube e obviamente também dos seus e nossos atletas que admiramos como representantes do F C Porto, e demais existências patrimoniais. Enquanto tudo o mais, em suma, torna resplandecente o cenário eloquente ali consubstanciado.


Espaço esse que ainda irá ser ampliado, como já se sabe e aqui anotamos, através de recorte da referida reportagem do jornal O Jogo. Ficando assim, também aqui patente, uma perpetiva do porvir, quanto ao que poderá ser acrescido futuramente neste tão querido Museu F C Porto.


Que dizer mais? Ora... Como dizia o Poeta: «...E de hora a hora cresce o baluarte»!



Armando Pinto

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5 comentários:

  1. Sentida experiência que não se restringe ao elogio justificado.

    Abraço.

    RC.

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  2. Armando, daqui para a frente vai ser sempre a somar e melhorar.
    Abraço

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  3. Museu do FC Porto abriu portas ao "12.º jogador"


    Este fim-de-semana, na primeira vez em que o museu do FC Porto foi aberto ao público, quase dois mil visitantes foram conhecer a nova atração do principal clube da cidade.

    Era um sonho antigo do presidente do FC Porto e, agora, está concretizado e já foi partilhado com todos. Após uma longa espera, sócios e adeptos do clube podem finalmente contemplar as conquistas e marcos históricos da equipa portuguesa.

    Com um total de 27 áreas temáticas, o Museu do FC Porto convida os visitantes, logo que entram, a uma incursão num passado repleto de troféus - são cerca de 200 em exposição -, curiosidades, relíquias de várias décadas e outras preciosidades que marcaram e engrandeceram as memórias de uma história de 120 anos. Além destas, sobressai a componente tecnológica e interativa, que imortaliza e recorda momentos, histórias e feitos agora não mais esquecidos.

    A cerimónia, como é habitual no FC Porto, foi iniciada com a "Dança do Dragão", um ritual de bons presságios para o clube portuense. No museu marcaram presença nomes consagrados da história "azul e branca", como Vitor Baía, João Pinto, André, e o mais incontornável de todos: Jorge Nuno Pinto da Costa.

    Em declarações ao JPN, o presidente dos "dragões" confessou que "o museu está fantástico e é uma coisa moderna, onde as pessoas têm um contacto direto com a história". Acrescentou, ainda, que "este não é propriamente um armazém de taças como são normalmente os outros museus", e destacou as suas particularidades: "É interativo e acho que, aqui, quem tiver tempo, vê a história toda do clube em vídeos, nas próprias estátuas... Acho que está muito bem". Para o líder máximo dos "azuis e brancos", "há que reconhecer, lembrar e manter viva a chama daqueles que realmente concretizaram as vitórias" do clube.


    Um Vítor Baía com mãos de gigante

    Outra das figuras do dia foi Vitor Baía. Para o ex-guarda-redes, "comparativamente a outros museus noutras partes do mundo, este está na vanguarda e uns degraus bem acima de todos os outros". Acima de tudo, "é mais um motivo de orgulho para o FC Porto e para a cidade". Em relação à sua nomeação para o melhor onze da história do clube, Vitor Baía mostrou-se "particularmente orgulhoso", sobretudo "por terem sido os adeptos a votarem e a escolherem os preferidos", e brincou com a estátua que o homenageia: "Se eu tivesse aquelas mãos tenho a certeza que, com aquele tamanho de luvas, não entrava nenhuma [bola]! De resto está muito bem". Ao JPN, revelou ainda que as suas memórias prediletas, no museu, provêm das provas europeias, pois são essas competições que "perpetuam o nome" na história do clube.

    André, uma lenda viva da história portista, também se mostrou bastante satisfeito com o resultado final do museu, salientando a tecnologia como o seu grande predicado. "Só com a nova tecnologia é que se pôde transformar isto numa galáxia. Estou cá dentro e, se estiver concentrado naquilo que estou a fazer, parece que estou a pairar numa galáxia. Uma coisa extraordinária". Também eleito, "com orgulho", para o melhor onze da história do clube, o ex-jogador abordou ainda as emoções que provinham das vitrines e dos ecrãs do museu: "Estava a dizer ao presidente que me sentia mais nervoso a ver o museu e a passar por certas situações, aqui, do que quando ia jogar com o Benfica. Aqui estou mais nervoso. É para se ver a emoção que temos a relembrar certo tipo de acontecimentos".

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  4. Armando,

    As sensações que vivi no passado sábado, ainda não estão completamente digeridas. Só depois de as digerir bem é que irei lá voltar. E tenho a certeza que vai passar para mim a ser um habito visitar o nosso Museu. Não vou conseguir resistir a ir lá com bastante regularidade, até porque temos um Museu dinâmico, e cada vez que o visitarmos vamos deparar-nos com novidades. É verdade que ainda há muito por fazer, e muitas arrestas a limar, mas afinal, apenas vivemos o dia zero daquele espaço. A história do F.C.Porto é longa, e rica, por isso o Museu também vai demorar a mostrar-nos toda a sua história, porque de tão vasta que é, não poderia estar completa em tão curto espaço de tempo. De sábado para a frente vai ser sempre a somar...

    Abraço.

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  5. O museu do Porto é um exito,passa tudo o que se dizia. Mas a propósito não posso deixar de referir que depois de ver tudo, vejo que não deram grande atenção a muitas sujestões que o seu blogue encaminhou, vendo que não aparece nada do homem da bandeira grande, do porteiro devotado Armando Plácido, do guarda-redes Armando que era especialista a defender penaltis e, soube pelo livro do Jorge Vieira, se prestou a orientar a equipa do FCPorto quando o treinador Riera teve de abandonar uma digressão a África. E dos ciclistas, que foram importantíssimos antigamente, Mário Silva, Cardoso, etc.
    Pode ser que vejam atrás e considerem mais coisas, como deve ser, porque o museu do Porto está muito bem mas pode ficar muito melhor.

    CA

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