terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Seninho: Protagonista duma transferência antiga sempre recordada.


Seninho – nome artístico-desportivo de Arsénio Rodrigues Jardim - é um antigo futebolista que faz parte da História do F C Porto e tem lugar especial nas recordações Portistas.

Ora, estando-se em tempo de transferências de meio da época, no chamado período do mercado de inverno, com toda a expetativa e carga sensível que essa faceta transmite ao mundo da bola, diante do panorama de entradas e saídas... relembramos uma das mais mediáticas mudanças acontecidas, há muito, como foi a ida de Seninho para os Estados Unidos da América.


Seninho fora um dos célebres componentes da formação azul e branca que em 1977/78 conquistou finalmente o título nacional que há muito fugia ao F C Porto, depois de na época anterior também ter participado em vitoriosa campanha na Taça de Portugal. Após ter festejado a grande alegria de ser Campeão Nacional, em 1978 rumou até terras americanas, para o Cosmos de Nova Iorque, por tentadora oferta que o levou a ganhar uma avultada remuneração, à época.


Dessa realidade, recordamos o que publicou a revista Selecções Desportivas em sua edição de Dezembro de 1978.


Armando Pinto

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Nota – A propósito, relembre-se anterior colocação recordatória sobre Seninho, então ainda só do F C Porto, num anterior post noutro nosso espaço da blogosfera Portista, 
conf.

e


AP

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Caleidoscópio Histórico Portista


Tanto e tantos valores passaram pelo F C Porto, mas o Clube não ficou relacionado unicamente com apenas um ou outro, simplesmente, mas com muitos. Sendo assim diversos os grandes nomes que podem ser considerados importantes dentro da memória azul e branca, quase como muitos galos para um poleiro, no bom sentido (de lugar superior) que, afinal, até tem sido e é mais associado a um Pinto... da Costa. Enquanto sempre é o clube onde jogaram futebol uns Valdemar Mota, Pinga, Araújo, Hernâni, Pedroto, Pavão, Américo e Cª...

Assim sendo, vamos a uma visão apropriada, ao género caleidoscópico.

Um caleidoscópio, como se sabe, com seus pequenos fragmentos, transmite através do reflexo da luz diversas combinações, variadas e agradáveis, de efeito visual derivado. Refletindo  do próprio significado ideias belas, por meio das respetivas imagens, qual figura  possível de ser observada.

= Américo, o grande ídolo da infância do autor destas linhas. Guarda-redes inesquecível, que foi um dos maiores de sempre na defesa do reduto do F C Porto! =

Ora, como num resultado caleidoscópico, juntando pedaços dum todo, com ligações e reflexões, colocamos desta vez algumas imagens que, apesar de separadas em tempos e modos, se interligam e refletem parcelas da História do F C Porto. Tal o que se segue: Desde uma das pioneiras formações da prática de futebol já organizado dentro das atividades do clube – uma equipa do F C Porto sensivelmente por volta de 1912, pelo menos segundo rezam algumas crónicas não muito recentes; passando pelo primeiro futebolista que integrou a seleção oficial de Portugal; mais o valoroso Siska, guarda-redes famoso; até, com grande salto cronológico, revisitando a grande vitória do tempo da longa travessia dos anos sessentas e a grande conquista finalmente alcançada quase no expirar da década de setenta (com uma nossa equipa de 1977/78, curiosamente legendada em 1979, então referente à caminhada que resultou no Bicampeonato conquistado em 1979…) e de permeio incluindo referencial do goleador Fernando Gomes… passam diante das lembranças algumas ténues imagens do historial Portista, de modo rápido, sucinto mas sintomático. Culminando numa apreciação quase comparativa entre o grande Hernâni e um valor mais jovem, ao tempo em que Oliveira evoluía com a camisola azul e branca vestida. Como que a demonstrar como o tempo é mestre da vida, nas alterações que se vão sucedendo. Tal qual no presente temos valores que serão apreciados de diversos modos, mas ainda poderão ser muito valorizados…








Eis aí, assim, um caleidoscópio Portista.


Armando Pinto


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domingo, 19 de janeiro de 2014

Quinito: Eterna “Promessa” na Simpatia Portista


Estamos habituados agora ao F C Porto ser normal candidato ao título nacional de futebol. Permanecendo normalmente o F C Porto nos lugares cimeiros, até alcançar o lugar primeiro. Com futebolistas e treinadores que são mais ou menos admirados, mas mais tarde serão sempre recordados.

= Equipa principal do F C Porto num dos jogos em que Quinito alinhou de início, então junto (a partir de cima e desde a direita) com Eurico, Lima Pereira, Inácio, Fernando Gomes, João Pinto, Zé Beto, Frasco, Vermelhinho, Quim e Futre. =

Numa História como a do F C Porto, onde cabem variados factos e nomes dignos de perene memória, há também constante recordação de valores que ficarão por longos tempos na simpatia clubista. Daqueles que, além de constarem em listas de campeões, também porque, a seu tempo, foram considerados prometedores e para sempre ficaram na afeição dos adeptos fieis.

Ora, assim sendo, quase como familiares que viram seus meninos crescer e os mantiveram mentalmente assim, ainda estreitados a si, também os apoiantes Portistas têm certos jogadores como promessas eternas. Tal é, para nós, o caso de Quinito, o jovem futebolista que deu nas vistas ainda nas camadas jovens do F C Porto e começou a evoluir no plantel sénior na época do título nacional de 1978/79. Quando o F C Porto conseguiu soltar-se de antigas amarras e passou a poder lutar pelas posições classificativas de cima.


Desse Bi-campeonato ganho pelo F C Porto de assentada, tirando a barriga de misérias de modo consecutivo, em seguimento do célebre título de 1977/78, juntamos uma página evocativa. Por quanto diz respeito à memória relacionada com a memorização que, desta feita, dedicamos ao Quinito, admirado virtuoso dos toques na bola, que parecia colar-lhe aos pés e daí sair teleguiada, na construção de jogadas deveras aplaudidas.

Sobre Quinito, ficou descrito resumidamente, assim, no livro “ F C Porto / figuras & factos / 1893-2005”, por J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias:

Com efeito, como sénior, Quinito foi duas vezes Campeão Nacional pelo F C Porto, constando honrosamente na Galeria dos Campeões Portistas. Tendo sido lançado na alta roda do futebol pela mão de Pedroto, com quem ainda andou na equipa até ao malfadado verão quente de 1982, e posteriormente após a chegada de Pinto da Costa à presidência diretiva e consequente regresso de José Maria Pedroto, sendo dos elementos ativos no período anterior à maléfica doença que afastou o Mestre Pedroto.


Depois, com Artur Jorge foi novamente Campeão, ajudando a mais um título nacional, então na época de 1984/85 – como agora aqui se recorda, ainda, com alusiva passagem e a capa da revista / número especial  “Ídolos do Desporto”, de 1985.


Passaram já muitos anos, e bem sabemos que a carreira de Quinito não chegou a atingir o ponto alto que desejávamos, todos nós Portistas; mas chegou a estar em ponto de rebuçado, sem contudo ir além, por variadas razões em que o futebol é fértil. Poucos foram e são, entre tantos, os futebolistas que conseguem manter-se por muitos anos em elevado estado, no seio das grandes formações. Quinito depois ainda andou por outras equipas. Mas ficou sempre na Memória Portista, como uma constante recordação e um simpático valor do passado eterno do mundo azul e branco.


Como diz uma cantiga, O Porto é o maior e o resto é conversa. E todos juntos é sempre uma festa. Festa essa de tanta gente… que celebra com cálices de Porto – como com Quinito se celebrou em dois Campeonatos e uma Taça.


Armando Pinto

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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pinga: Um futebolista d’ ouro de outros tempos.


Está-se num período de loas de popularidade de alguns nomes sonantes do futebol, daqueles mais contemporâneos da difusão televisiva e mais ainda da teia informática expandida através da Internet. Nomes mais recentes e conhecidos das gerações atuais, por isso, que antigos astros do desporto-rei, dos que em tempos passados faziam as delícias do imaginário das multidões, entre adeptos e simpatizantes de perto e longe, quantas vezes sem nunca os terem visto ou apenas conhecerem por gravuras de jornais, quando não só de ouvirem deles falar.


Por tais razões e mais umas quantas considerações, devemos sempre recordar nossos maiores, os que nos precederam na defesa do que sentimos e nos entusiasma, como nossos antepassados, a nossa pátria e o F C Porto. E, porque os de outras eras não chegaram a ser do tempo de tv´s e computadores, não podemos esquecer grandes valores de antigamente, neste caso dos que bem serviram o F C Porto. Tal como numa religião se deve conhecer os fundamentos e numa votação o respetivo programa delineado, também nestes casos, como a memória desportiva, se deve ter em conta o percurso histórico, e não apenas reduzir tudo a um conhecimento ditado pelo mediatismo da atualidade e ditames da comunicação social vigente.

Assim sendo, por exemplo, devemos todos conhecer Artur de Sousa  Pinga, o grande futebolista português dos anos trinta e quarenta, do século XX. Como é possível recordá-lo, através do que ficou escrito. E como de outras vezes, anteriormente a este artigo, já desenvolvemos alguns textos e colocamos alguns recortes e crónicas sobre ele, neste nosso espaço da blogosfera, dispomos desta feita de mais umas frases identificativas de sua valia, na senda de sua fama, a perdurar pelos tempos além, no seio da verdadeira história do desporto português.  


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Armando Pinto  

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Supertaça Europeia: Prestigiada prova só conquistada por um clube português - F C Porto!


Foi num dia treze, por sinal de boa memória para o F C Porto e para os anais do futebol português. A 13 de Janeiro, em pleno estádio das Antas, no Porto, como que a aquecer essa fria noite do início de 1988. Quando se consumou a conquista da importante prova oficial da Europa como é a Supertaça Europeia, cuja conquista começara antes com uma vitória na Holanda. Faz anos agora, tendo isso acontecido a 13 e a euforia se prolongado nos jornais portuenses pelo dia 14. Efeméride essa que aqui evocamos, sem necessidade de muitas palavras, mais, tal o impacto que teve essa dupla vitória.

Antes disso havia adeptos de outros clubes a vangloriarem-se de umas vitórias de seus clubes na Europa, como se eles fossem de outro mundo. Pois o F C Porto, num ápice, entre a Primavera de 1987 e o início das luas de 1988, ganhou tudo o que havia para ganhar ao nível das oficiais taças europeias e mundiais. Passando a ser detentor, além da então Taça dos Campeões Europeus, também possuidor e até único dono e senhor em Portugal da Taça Intercontinental / Mundial de Clubes e… da Supertaça Europeia.

Algo que o Mundo Portista não esquece. E em Portugal… há quem se orgulhe disso!



Armando Pinto

domingo, 12 de janeiro de 2014

Calabotagens...


Dizia Hernâni, o grande futebolista portista e nacional da década de cinquenta, que o F C Porto para conquistar títulos tinha que ser muito superior aos outros, não bastando ser igual ou melhor, tal o que acontecia nas ajudas aos adversários diretos. Só com uma grande superioridade, que desse para superar tudo, é que o F C Porto conseguia vitórias. Afirmando que, por isso, um campeonato ganho pelo Porto valia por dez dos outros. E isso viu-se agora, mais uma vez, no jogo da propaganda vermelha, a reboque da programação de Eusébio…

Obviamente que o F C Porto, desta vez, não exerceu a tal superioridade evidente, e não tendo conseguido isso, ou seja que nem as ajudas de arbitragem tivessem demasiada influência, acabou por ser derrotado, enquanto diversos erros próprios ajudaram à festa programada.

Por outro lado, no fim do jogo, dizia publicamente o comentador televisivo José Fernando Rio, que muito admiramos pela sua análise correta que faz no Porto Canal: «O FC Porto foi impedido de ganhar este jogo. Falou mais alto a homenagem ao Eusébio. Deixo de lado as decisões menores e a dualidade gritante de critério técnico e disciplinar. Não posso é deixar passar em claro as duas grandes penalidades que ficaram por marcar sobre Quaresma e Danilo, ficando o FC Porto a jogar injustamente com menos um jogador, e o claro benefício ao infrator quando Jackson Martínez seguia isolado para a baliza. Uma vergonha para o futebol português!»

E dizemos nós: O F C Porto está muito aquém do costume, mas o Benfica foi ajudado descaradamente. Só quem não quer ver pode não querer reconhecer isso... Vergonha do sistema... e o árbitro Soares Dias (embora com culpas naturais também de seus protetores) - para o Panteão nacional-lisbonense já...! Não que lhe desejemos a morte, obviamente, embora lhe devesse doer a boca (onde andou com o apito) enquanto estes pontos não cicatrizarem... Mas sim, metaforicamente, colocando lá  um Cenotáfio (tumba vazia) como memorial.

No tempo de Hernâni, a era do antigo regime ficou conhecida historicamente pelo paradigma do caso-Calabote, num exemplo dos muitos desse tempo. Agora, como tudo está a regredir, como se sabe e sente, volta a haver Calabotagens…

Hernâni, a quem Eusébio tratava por “senhor Hernâni”, tal a grandeza que achava nele (como o próprio afirmou em seu tempo), dizia que um Campeonato do F C Porto valia por coisa de dez dos outros… E, como ultimamente o FCP tem vencido mais, com a tal superioridade evidente, há que analisar as causas do menor rendimento acontecido na tarde deste domingo cinzento. Para que, como aqueles tais outros festejam agora em Janeiro, no inverno, já nós, Portistas, possamos festejar mais para o tempo primaveril, em Maio…!

Com esse semblante, recordemos o nosso grande Hernâni, a quem as musas da bola obedeciam em seu tempo, sem contudo ter chegado a ser lembrado para celebrações federativas ou governamentais, entronizado entre heróis… como merecia, mas sem excessos, entenda-se.


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Armando Pinto

sábado, 11 de janeiro de 2014

Benfica – F C Porto à luz do dia…


Um jogo de futebol Benfica – F C Porto a meio da tarde dum domingo já não se via há muito, bem à luz do dia. Desde Março de 1992. Algo que agora volta à ribalta, quem sabe para não ser necessário apagar a luz no fim…

Ai quiseram assim, então há que relembrar que isso nos traz muito boas recordações!


Indo então ser reeditado o encontro em plena luz do dia, recordamos esse jogo… que, então, em Março de 1992, o F C Porto venceu por 3-2, na célebre tarde do golaço do Timofte quase sobre a hora, com um minuto a faltar para os 90’, qual golo à Kelvin uns minutos de uns bons anos antes…!!!


Ora, ficam aqui, para os efeitos devidos, imagens, crónica e dados históricos, conforme registou a revista Dragões. E nunca será de mais relembrar e reviver:


Armando Pinto


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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Década dos Anos 60’s – Um período de guerra ditatorial… e resistência Portista!


Ainda com algumas sombras presentes da encenação que adveio dos recentes acontecimentos com que o regime desportivo se tem procurado apropriar, e na sequência do anterior artigo relativo aos anos sessentas, do século XX, trazemos desta vez à ideia pública, como azeite sobre água, umas réstias do que se passou na mesma década, por ter sido em inícios desse período, nos primeiros anos sessentas, que nasceu bem dentro do autor o Portismo que perdura e deslumbra nossos sentimentos. E mais para diante conquistamos uma Taça de Portugal, qual lança que se conseguiu meter… enquanto o Campeonato era perdido diversas vezes, ingloriamente…


Sem necessidade de muitas palavras, mais, recordamos, aqui e agora, através dum singelo resumo duma publicação de âmbito nacional, algumas passagens assinaláveis desses tempos em que o regime ditatorial não dava grandes possibilidades de luta, mas, contudo, a dimensão Portista exerceu uma resistência possível. Quando qualquer vitória do F C Porto valia por muitos títulos dos outros, como se sabe… e sentíamos.

Assim, eis aqui alguns dados, desafiando o tempo e sinalizando o que foram esses tempos.


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 Armando Pinto

domingo, 5 de janeiro de 2014

Anos sessentas (de Eusébio, mas não só)...


Com tudo o que vai aparecendo na comunicação social, as transformações que nos surgem na sociedade, as repetições de história com que se depara o ambiente, etc. e tal, levam a que volte por vezes às recordações outros tempos vividos ou venham à mente casos integrantes de narrativas conhecidas. Tal o que se avista, recuando a tempos idos, diante de todo o aparato noticioso e profusão de reportagens com que a comunicação social é inundada com a morte de Eusébio, qual ênfase dada à ocorrência, numa ostentação de bradar perante o acontecimento, tratando-se dum antigo futebolista e não duma figura heroica nacional.


Quantos bons futebolistas e desportistas de outras modalidades, quão grandes e valiosos, já desapareceram do mundo dos vivos, mas só os mais atentos seguidores de assuntos desportivos e clubistas se aperceberam, por não ter sido dado grande espaço de difusão a esses acontecimentos… Ainda não foi assim há tantos anos que desapareceram uns Hernâni, Barrigana, e tantos mais, do F C Porto, o Travassos, o Peyroteo, do Sporting, o Matateu, do Belenenses, todos aqueles hoquistas da seleção de sonho dos anos cinquenta (do tempo de grande audiência dos relatos da seleção de hóquei em patins), o Fernando Moreira, Ribeiro da Silva, Agostinho e outros ciclistas, etc. etc… e, em casos desses, nada se pareceu com o luto nacional ocorrido no desaparecimento físico do Eusébio, só porque jogou no Benfica.

=Equipa do F C Porto nos anos 60, duma das formções que em vários anos estiveram perto de conquistar o campeonato nacional, mas por motivos conhecidos tal não foi possível...

Eusébio foi um grande futebolista, que ganhou maior projeção por ser já do tempo da televisão e nomeadamente por haver representado o clube do regime político-social e desportivo desse tempo. Regime esse, afinal, também, parecido ao que temos de há tempos a esta parte e, assim, tal qual, agora revivalista com o retorno ao passado que está a acontecer na sociedade portuguesa. Claro que se lamenta a sua morte, naturalmente, com que, inclusive, o F C Porto, através do presidente Pinto da Costa, já se solidarizou e tomou posição pública. Mas não aceitamos toda a importância dada, como se Eusébio fosse algum D. Afonso Henriques fundador da Pátria ou um Infante D. Henrique promotor da expansão portuguesa, que tivessem voltado à terra. 


= Custódio Pinto, numa figuração de cromo da época, com a camisola da seleção portuguesa...

...E, dos de nosso tempo, porque começamos a seguir o futebol em inícios dos anos sessentas, lembramos, além de Pinga, que diziam os mais antigos ter sido dos melhores futebolistas de sempre, bem como do General do futebol Hernâni Ferreira da Silva, idem do grande senhor Mestre José Maria Pedroto e outros de gerações anteriores, evocamos agora e sempre, como nos eram caros, uns Custódio Pinto, Pavão e mais que vimos com a camisola do F C Porto vestida. Porque portugueses somos todos e Deus há só Um…

Curvamo-nos respeitosamente perante a memória de Eusébio, homenageando tudo o que representou para o futebol português, especialmente pela sua contribuição para a prestigiante presença no Mundial de 1966. Como temos homenageado outros, em nossas memorizações. 

Armando Pinto

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Quaresma já assusta adversários… pouco católicos!


Ainda está longe o tempo de Quaresma, no calendário móvel anual, e já há quem se amedronte ante a proximidade desse nome, entre gente receosa e de pouca fé, temendo o bem dos outros, diante do que pode acontecer.

Não se trata, obviamente, do tempo quaresmal, que só começa após o Carnaval, mas de outro facto que pode virar samba carnavalesco através do batuque resultante de trivelas capazes de pôr gente a dançar e outros com vontade de se mascarar…  

Ora, é isso que se constata, quanto ao Quaresma, o futebolista Ricardo Quaresma regressado ao futebol português para, tal como da primeira vez, agora voltar a representar o F C Porto. Perante cuja realidade os adversários, por meio de representação oficial federativa, se apressaram a tentar fazer adiar sua estreia. O que, assim sendo, se pode dizer tratar-se de gente pouco católica, por não pensar no próximo… e que, assim, sem olhar a meios para atingir fins, conseguiram que Quaresma se não estreie ainda este fim-de-semana, para não ganhar ritmo e, sobretudo, moral, a tempo de ser considerado apto a ir ao jogo da semana seguinte…


Enfim, isto nota-se à evidência a partir da novidade surgida ao fim da tarde desta sexta-feira, com a notícia difundida com ênfase prazenteiro por algumas estações noticiosas, tal os comentários surgidos, a partir que se soube que a Federação não oficializou a inscrição de Quaresma a tempo de alinhar no jogo da eliminatória da Taça deste sábado, por os serviços terem estado encerrados – num dia destes, normal, mas em que deu jeito fazer gazeta, como se viu. Sabendo-se que as inscrições só reabriram ontém, dia 2, o primeiro dia útil do ano, e hoje, último dia de expediente da semana, não houve  sincronização burocrática.

É que o Quaresma anima as hostes azuis e brancas e sabe bater no peito pelo F C Porto!

Pois sim... A própria Bola TV referiu ao começo da noite que houve um braço de ferro entre a Federação e o F C Porto e não foi por culpa do F C Porto, mas sim por problemas burocráticos entre as Federações respetivas. Assim como no Porto Canal foi entretanto explicado que «o F C Porto tudo fez para tratar o assunto em tempo útil, mas o feriado no Dubai e o facto da Federação estar fechada, impossibilitaram a chegada do certificado.»

Com efeito, depois da apresentação pública na entrada do Ano Novo, já Quaresma estava convocado para integrar o lote dos escolhidos com vista ao jogo da Taça de Portugal diante do Atlético. O que até já levava certa comunicação social a tentar uma outra jogada psicológica antecipada, ao lembrar que Quaresma falhara um penalty contra o Atlético há alguns anos...

Entretanto conta que o certificado internacional não pôde dar entrada na FPF, por impossibilidade de contacto com a federação onde ultimamente Quaresma esteve inscrito, porque os serviços federativos se encontravam encerrados. Então… Ricardo Quaresma foi excluído da convocatória de Paulo Fonseca, pois o mesmo certificado internacional do extremo teria de dar entrada burocrática até às 18 horas, mas isso não ocorreu.


Paulo Fonseca pretendia utilizar Quaresma de imediato, de forma a possibilitar célere estreia do extremo, e por isso integrou-o na convocatória de 19 nomes divulgada ao início da tarde. Sem Quaresma, sobram ainda 18 atletas e é essa a listagem final para o desafio frente ao Atlético.

Tudo aponta, pois, para que a estreia do internacional português ocorra no Estádio da Luz, a 12 de Janeiro próximo. E seria bem feito que Quaresma desse razão aos que têm pouca fé no seu clube, tal o receio de que ele jogue então… no salão de festas da Luz apagada…!

Armando Pinto


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Dia Um de Novo Ano Portista


Como já vem sendo tradicional, mediante a realização nos últimos anos de ações do género, de aproximação da equipa de futebol do F C Porto até aos adeptos, teve lugar no estádio do Dragão mais um anual Treino Aberto no primeiro dia do ano, neste dia 1 de Janeiro de 2014.

Foi uma tarde de fervor clubista, na prática, esta ocorrência do Treino Aberto de Ano Novo, numa comunhão de clubismo e manifestação de grandeza clubista, pois juntar mais de dez mil pessoas para assistir a um treino de futebol, numa tarde invernosa, é algo fora do comum.


Contando com diversas novidades, a sessão foi ainda acrescida de outras surpresas, entre as quais, durante o treino, dez jogadores estiveram “equipados” com câmaras de vídeo “GoPro Hero 3+ Black Edition”,para captar vários planos do treino, a partir de pontos aéreos, do relvado, da baliza, etc. De modo a possibilitar imagens de ângulos nunca vistos, aumentando a emoção e criando uma maior proximidade com a realidade. Verificando-se que no FC Porto se continua a inovar e assim o grande baluarte da Invicta é o primeiro clube português a utilizar a tecnologia GoPro, para produções videográficas do clube. 

Nesta ocorrência digna de registo, houve também oportunidade de apresentação pública do regressado Quaresma, tendo a vasta plateia podido ver e aplaudir esse malabarista do futebol que continua a ser Ricardo Quaresma, o extremo das trivelas e, quantas vezes, goleador decisivo de importantes jogos. Um artista da bola que, enquanto esteve antes no F C Porto, teve papel primordial em muitos resultados. Ora, é com essa esperança que nos congratulamos com o seu retorno, com fé que, tal como anteriormente foi, novamente venha a poder ser um jogador daqueles que fazem a diferença.


Quaresma era, e é, um futebolista de apreciações diversas, em opostos sentidos, capaz de jogadas deslumbrantes e prestações menos conseguidas. Levando a bola colada ao pé sem que ninguém lha tire, perante a troca de olhos que provoca nos adversários, ou cabisbaixo provoque algum desânimo nas hostes, quando não joga para a equipa. Mas que, quando confiante e de moral alevantada, consegue levantar a cabeça e colocar a bola onde mais desejamos que ela vá, até beijar as redes das balizas adversárias.

Personagem algo especial de momentos épicos, como quando vimos a bola saída de lado dum dos seus pés a afagar o véu da noiva (como diz a linguagem futebolística brasileira), entrando dentro da baliza do Benfica… por mais que uma vez; queremos que ele volte a repetir tais momentos e, agora, marque também ao seu antigo Sporting. Porque havia sportinguistas dizendo que ele nunca jogava nada contra o Sporting, pela antiga relação havida… mas, afinal, foi ao F C Porto que ele quis regressar, no seu retorno ao futebol português.


Então, ainda com o sabor do momento Kelvin marcante do ano findo, começa novo ano com água na boca para mais momentos desses, com Quaresma, Kelvin e outros que tais, dos nossos jogadores do F C Porto. E como o primeiro dia é sempre especial, ficamos a desejar que este dia seja mesmo de relevo específico, perante um futuro auspicioso para o resto da época desportiva do F C Porto, a partir do começo deste novo ano civil.

Armando Pinto


Obs. : Imagens captadas, pelo autor destas linhas, a partir da transmissão televisiva do Porto Canal.