Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Uma das históricas Voltas Portistas: Cinquentenário da vitória de Joaquim Leão, na Volta a Portugal de 1964


Enquanto o futebol não retorna em força, estando-se ainda na fase preparatória da pré-época, folgam as maiores atenções que costumam incidir na bola e alargam-se raios de ação por outros motivos. Chegando entretanto o tempo da Volta a Portugal em bicicleta, em tempo de férias para muita gente, fazendo convergir focos noticiosos para o ciclismo e, assim, ao menos recordar tempos em que a modalidade ciclista tinha mais encanto, como acontecia quando alinhavam equipas dos grandes clubes portugueses a pedalar ao longo das estradas.


Com efeito, neste período de maior calor de verão, por norma, é mesmo tempo do ciclismo, ao chegar a Volta a Portugal. A corrida-rainha que provoca ainda algum entusiasmo, dando por isso mote a algumas evocações das que por vezes aqui trazemos. Vindo a talhe, aqui e agora, uma das históricas Voltas Portistas: a da vitória do grande ciclista Joaquim Leão, em 1964, que este ano de 2014 perfaz cinquenta anos desde que ocorreu.


Como de vezes anteriores, noutras oportunidades, neste e outros espaços de Memória Portista, já lembramos algumas Voltas a Portugal conquistadas por ciclistas do F C Porto e inclusive desenvolvemos currículos e lembranças de ases dos pedais que vestiram a camisola azul e branca, desta vez recordamos a brilhante vitória de Joaquim Leão, em 1964. Um triunfo também referido e ilustrado em artigos como o da Participação Portista na Volta a Portugal, por exemplo, porém desta feita mais pormenorizadamente. Deixando a narrativa a cargo de imagens documentais do arquivo pessoal do autor, de recortes e papéis preservados, algo amarelecidos pelo tempo, cujos originais temos guardados, com dobras, anotações pessoais e outras particularidades (fora as iniciais AP que, sempre de forma diversa, apenas colocamos como marca na digitalização). De material capaz de reforçar quão interessante é a história do ciclismo no seio da coletividade azul e branca, como modalidade que, em seus tempos áureos, captou muito entusiasmo e apoio à causa Portista.


Eis aí, então, algumas recordações da Volta individualmente conquistada por Joaquim Leão, e coletivamente aumentou o número de triunfos do F C Porto, em 1964.




Armando Pinto


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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Festas Portistas – Um caso de duas jornadas festivas… dedicadas a Américo!


Na proximidade da festa de apresentação da equipa principal do F C Porto para 2014/2015 e ainda na calha da recente festa de homenagem e despedida ao Deco, de duas em uma, duma assentada, recordamos desta feita um exemplo de duas festas dedicadas a um mesmo futebolista. Possivelmente caso único, tanto quanto nos lembramos. Tal o que ocorreu, com alguns anos de intervalo, durante a década de sessenta, primeiro com uma festa de homenagem e depois, volvidos anos, com uma outra de despedida, ao guarda-redes Américo.


Ora, quanto à festa de apresentação do plantel entretanto formado para a próxima época, está ainda de fresco o respetivo conhecimento, por tudo o que foi expresso na comunicação pública. E aliás, mesmo nos sítios informáticos da Internet, sobretudo em blogues e também páginas das redes sociais, tudo e mais alguma coisa já foi referido, não interessando assim encher apenas mais espaço. Sobrando, por conseguinte,  uma aberta oportuna para recordar um caso vindo a talhe (a propósito da jornada dedicada a Deco), qual o apreço que noutros tempos foi dedicado ao célebre guardião Américo Lopes, festejado a dobrar, ainda durante sua atividade na defesa da baliza do F C Porto e por fim no encerramento da respetiva carreira.


Com efeito, corria já a transição do fim do Verão de 1964, quando, a 30 de Setembro, decorreu numa noite agradável, em pleno estádio das Antas, um jogo de homenagem a Américo, tendo como prato forte um encontro entre as formações principais do F C Porto e do Sporting, terminando com uma vitória portista por 1-0, através dum golo de Valdir.  Jogo esse em que o F C Porto alinhou com Américo (depois Rui), Atraca, Almeida, Rolando, Joaquim Jorge; Carlos Baptista, Custódio Pinto; Jaime Silva, Valdir, Artur Jorge e Nóbrega. Tendo o Sporting alinhado com todos os seus principais elementos, também, contando com o guarda-redes Carvalho, os defesas Pedro Gomes, Morato, Alfredo e Saturnino; médios Fernando Mendes e José Carlos; e avançados Serra, Sitói, Osvaldo Silva e João Morais.


Dessa festa noturna de inícios do Outono de 1964, de homenagem pela dedicação do mesmo guarda-redes ao clube, sendo então considerado como referência especial, mostramos imagem alusiva, dum recorte de jornal (dos que nos foi possível guardar e preservar ao longo dos anos), reportando o agradecimento público de Américo, antes dos atos protocolares, que meteram oferta duma salva de prata oferecida em nome do F C Porto pelo então presidente do clube, Dr. Cesário Bonito; e diversas recordações de colegas, adversários e até admiradores.


Naquelas épocas, em que havia amor à camisola, era costume haver festas de homenagens aos melhores futebolistas dos clubes, mas especialmente em fins de carreira ou quando já se aproximava o arrumar das botas. Só que com Américo ainda haveria algo mais, afinal havia outra…


Ora, depois disso, muita água do rio Douro correu por baixo das pontes portuenses de D. Maria Pia, D. Luís I e Arrábida, que a custo eram atravessadas, nessas eras, pelas condicionantes de tal período político-social e desportivo do antigo regime, como é sabido… e decorreu o percurso futebolístico do melhor guarda-redes português desses tempos. Incluindo a conquista da Baliza de Prata, trofeu existente ao tempo, de guarda-redes menos batido no campeonato, bem como, mais tarde, a vitória na Taça de Portugal em 1968 e a atribuição do Trofeu Somelos-Helanca de melhor futebolista do campeonato, através de pontuação de jornalistas… do jornal A Bola, de Lisboa. De permeio com outras distinções, como da RTP, jornal O Norte Desportivo, etc.  Até que, já em finais daquela década muito recordada do século XX, em 1969, após os acontecimentos que ditaram a perda do campeonato que mais perto esteve de ser conquistado pelo F C Porto (na época de 1968/69), uma arreliadora lesão no joelho obrigou Américo a deixar a prática do futebol, pondo fim a uma brilhante carreira. Seguindo-se a sua despedida, a 02 de Setembro de 1969, com um jogo F C Porto-Benfica.


Havia aí o custo do adeus a Américo, que era bastião da retaguarda da equipa portista e ao longo dos anos fora [fôra] disfarçando alguma irregularidade das diferenças entre setores das sucessivas equipas azuis e brancas. E assim sendo, deixando-se do o ver a voar para a bola, como até de o ouvir, com seu vozeirão atroando os ares, a comandar a defesa e a dar ânimo aos colegas, contava já a saudade que batia no seio da família portista. Como se não bastasse, intrometeu-se ainda certa tristeza acrescida pelo jogo do programa, que contou com algumas estreias e inclusão de novos elementos, tal os casos de Cibrão (ex-Gil Vicente), Vieira Nunes (regressado, vindo da Académica), Gualter (ex-Guimarães), o brasileiro Ronaldo (avançado que era tão goleador que depois foi colocado a defesa), alguns ex-juniores, como Chico Gordo, e na baliza o jovem guarda-redes Aníbal, outro ex-junior em quem se depositavam fortes esperanças, depressa esfriadas, porém pela evolução do resultado nessa noite, terminado que foi o jogo, nas Antas, com uma surpreendente vitória dos encarnados por 3-0… num resultado concludente conseguido por Eusébio, Coluna e outros (cujos nomes estão legendados em algumas das imagens que por aqui colocamos). Sendo desde logo antevisto um cenário temido, como veio a acontecer sobretudo pela carreira seguinte da equipa, que, para substituir Américo, nessa mesma época (terminada com a pior classificação de sempre no campeonato nacional) comportou a inclusão de cinco guarda-redes ao longo da temporada – Aníbal, Rui, Vaz, Antenor e Frederico.


Ora, dessa festa de despedida, a segunda de homenagem pública, em honra de Américo Ferreira Lopes, em que o Américo até foi distinguido oficialmente pela entidade governamental Direcção Geral dos Desportos, juntamos algumas recordações documentais, do arquivo do autor destas linhas, também. Deixando falar as palavras escritas nesse tempo, há que tempos…




Armando Pinto

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sábado, 26 de julho de 2014

Festa do Deco: Uma noite de magia no Dragão!


Foi uma festa bonita, a jornada festiva de homenagem e despedida a Deco. Um daqueles momentos que para sempre lembraremos. Festa iniciada em fim de tarde soalheira e alongada pela quente noite mágica resultante.

Nem sempre tem sido possível vivenciar no próprio local muitos dos grandes momentos que vivemos de coração palpitante, mas, tal qual foi especial estar presente na inauguração do estádio do Dragão, depois no último jogo no estádio das Antas, na inauguração do pavilhão gimnodesportivo Dragão Caixa, também podemos dizer e sentir que estivemos no estádio onde e quando aconteceu o jogo de despedida do Deco, homenageado assim entre nós.


Perante grande afluência de público, na zona das Antas, entre ruas e avenidas com ligação ao estádio do Dragão, foi um mar de gente a convergir para o recinto principal do F C Porto ao final da tarde de sexta-feira, dia 25, dia de S. Tiago, o santo mata mouros, como ficou conhecido o Apóstolo evangelizador da Península Ibérica e que, invocado em guerras antigas contra os infiéis mouros, protegeu os vitoriosos da Reconquista… sendo comum aos dois países peninsulares do extremo ocidental da Europa, Orago de muitas terras para cá e além Douro, e extensivamente de afinidade mútua aos dois clubes ibéricos que, além de outras conquistas grandiosas, foram Campeões Europeus em meados da primeira década do século XX.


Então, com o estádio a abarrotar e muita gente ainda a chegar com o programa já em andamento, visto o trânsito ter entupido a saída da auto-estrada nas proximidades do Dragão, houve desde início um ambiente especial, de apreço e entusiasmo.


Lá em baixo, no relvado, postados os artistas diante da imensa mole humana, o estádio do Dragão assistiu a um autêntico desfile de estrelas, enquanto o público se sentiu galvanizado diante de tudo aquilo. Deco recebeu prendas e recordações, nomeadamente por parte do F C Porto e também do Barcelona. Nos painéis do estádio, antes e durante o encontro, em paragens propositadas, passaram mensagens de amigos de Deco, do mundo do futebol que por variados motivos não estiveram presentes. Ao que o público se foi manifestando, conforme as circunstâncias, contudo vitoriando de modo especial os ídolos que evoluíam no campo.


Em termos mais concisamente descritivos, este jogo de despedida de Deco, um particular entre o FC Porto de 2004 e o Barcelona de 2006, teve condimentos bastantes e terminou em apoteose com um empate de 4-4 no Estádio do Dragão, mas especialmente com um belíssimo golo do homenageado, a repor as contas, em virtude de antes ter feito um outro, para o outro lado.

Ao intervalo o FC Porto vencia com dois golos apontados no primeiro quarto de hora, por Derlei e McCarthy. Depois, já com Messi em campo – pois entrou no início da segunda parte - o jogo mudou. O Barcelona marcou por Eto'o e pelo próprio Deco, num belo "chapéu". Jankauskas ainda fez o 3-2, mas Eto'o e Messi deram a volta. Até que na última jogada do encontro Deco (que mudou de equipa duas vezes e terminou com a camisola azul e branca) marcou o último golo da partida.


Para a história fica o onze inicial do FC Porto, que foi muito parecido com aquele que alinhou na final da Liga dos Campeões em Gelsenkirchen, em 2004. Só faltaram Ricardo Carvalho (porque começou no banco, tendo entrado no decorrer do encontro) e Carlos Alberto, este ausente.

Mais ainda para a posteridade, ficam algumas curiosidades, através dos dados do jogo:

O FC Porto de 2004 e o Barcelona de 2006 empataram esta sexta-feira a quatro bolas no jogo de despedida de Deco dos relvados, disputado num estádio do Dragão cheio para aplaudir Deco e ver outras estrelas como Messi, Edgar Davids, Eto`o, Vítor Baía e muitos mais.
A partida opôs as duas equipas com que o internacional português se sagrou campeão europeu.O FC Porto 2004 alinhou inicialmente com: Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Pedro Emanuel e Nuno Valente; Maniche, Costinha, Pedro Mendes e Deco; Derlei e McCarthy.
O Barcelona 2006 apresentou um onze formado por: Jorquera; Oleguer, Belletti, Gerard, Sylvinho; Davids, Van Bommel, Van Bronckhorst; Giuly, Santi Ezquerro, Gudjohnsen.


Deco alinhou pelo FC Porto na primeira parte, com os dragões a marcarem logo aos dois minutos por Derlei. Benni McCarthhy, aos 13, fez o 2-0.
Aos 22 minutos, Alenichev entrou para o lugar de Costinha, enquanto nos catalães Luizão rendeu Gudjohnsen.
Três minutos mais tarde sairam Jorge Costa, Nuno Valente e Derlei e entraram Mário Silva, Jorge Andrade e Jankauskas.


À passagem da meia hora, Deco saiu para descansar, entrando Ricardo Fernandes.
Aos 36 minutos McCarthy e Baía foram trocados por Sérgio Conceição e Bruno Vale.
No reatamento, Baía foi para a baliza do «Barça» para o lugar de Jorquera.
Aos 49 minutos, Gerrard, Giuly e Ezquerro cederam o lugar a Deco, Eto`o e Messi.
O camaronês marcou aos 54 minutos após bela arrancada de Messi.


Deco, aos 56 minutos, marcou para o Barcelona, com um golo de belo efeito, pedindo de imediato desculpa aos adeptos portistas, de mãos postas e inclinando-se para o público.
Jankauskas, aos 61, fez o terceiro golo portista na recarga a um remate de Sérgio Conceição defendido por Baía.


O lituano saiu dois minutos depois para a entrada de Bruno Moraes.
Eto`o, aos 66, fez o 3-3 após bom passe de Messi.
Deco e Van Bronckhorst saíram aos 74 minutos para a entrada de Sylvinho e Djalminha.
Messi, aos 80, marcou ... de cabeça, após cruzamento de Eto`o.


Secretário rendeu Maniche e Deco regressou ao FC Porto para o lugar de Paulo Ferreira.
Deco, aos 89, empatou o resultado com um toque de classe. Fechando a evolução do marcador com chave de ouro.
Grande momento de pura magia, guardado para o final. E ninguém arredou pé, sempre com todo o mundo atento a tudo o que o ambiente proporcionava.


De seguida o jogo terminou assim com uma justa igualdade, qual resultado apropriado para uma noite de festa no Dragão.


Enquanto isso, a festa continuou, atingindo ponto de rebuçado com Deco a dar uma volta de honra ao relvado, enquanto os imensos Portista presentes lhe tributavam ovação sentida. A culminar uma festa bonita, num dia especial, melhor dizendo numa noite plena de magia, curvando-nos diante do que representa o mágico Deco.


Armando Pinto

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Deco: Festa de Homenagem e Festival dos Campeões Europeus de 2004 e 2006


É esta sexta-feira, dia 25 de Julho, dia de São Tiago, santo evangelizador da Península Ibérica, que se realiza um festivo encontro entre os dois colossos ibéricos F C Porto e F C Barcelona, com suas equipas que se sagraram melhores da Europa em 2004 e 2006, em ambos os casos com Deco.

Isso tudo porque Deco vai ser homenageado com um jogo que juntará no Estádio do Dragão as equipas do FC Porto de 2004 e Barcelona de 2006, anos em que o médio foi campeão europeu nos dois clubes. A equipa portuguesa, em princípio, vai contar no plantel com nomes como Vítor Baía, Paulo Ferreira, Ricardo Carvalho, Jorge Costa, Costinha, Maniche, Derlei e muitos outros dos que integraram o plantel dessa fornada de campeões europeus, como também Nuno, Pedro Emanuel, Ricardo Costa, Sérgio Conceição, Alenitchev, Bosingwa, César Peixoto, Benni McCarthy, entre os convidados que esperamos voltar a ver com a bola a rolar a seus pés.
No Barcelona, comandado por Frank Rijkaard, deverão estar no Dragão jogadores como Lionel Messi, Puyol, Xavi, Iniesta, Ronaldinho e muitos outros dos que foram convidados.


Segundo o programa, Deco vai alinhar uma parte por cada emblema. As receitas vão reverter em parte para a Fundação Coração da Cidade (do Porto).

O jogo de homenagem será «uma festa e uma despedida bonita». «No estádio que eu escolhi e com os adeptos que vou levar sempre no coração», conforme garante Deco. «A minha carreira não tem sentido sem o FC Porto. Foi o clube que me abriu as portas para os melhores momentos da minha carreira e não faria sentido uma despedida sem o FC Porto», acrescentou o ex-jogador dos Dragões.

Vai ser uma festa deveras sentimental, das que perdurarão pelos tempos, à imagem do homenageado, pois Deco é daqueles que será uma constante recordação.


Ora… também estaremos lá, entre tantos e tantos da família Portista, para viver mais um dia inesquecível. Em mais um encontro com a História do F C Porto e memorização de mais imagens integrantes daquilo que se não consegue definir, mas sentimos - a mística Portista.

Muito se poderia acrescentar sobre Deco, contudo para não repetir palavras sentidas de anterior reconhecimento, reforçamos este tributo com o que tivemos oportunidade de vincar aqui (clicando sobre o link) em “Saudação grata a Deco”…


Efetivamente, frise-se, Deco foi e é uma referência especial dentro do Portismo vivido em tempos relativamente ainda recentes. Como exemplo, entre inúmeros possíveis, recordamos um caso de que tivemos conhecimento e a que há tempos atrás dedicamos nossa atenção, num de nossos espaços da blogosfera Portista, como se pode rever (clicando) em “Homenagem póstuma a um Portista…

Armando Pinto

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Helton histórico entre os grandes guarda-redes do F C Porto


Ainda não é oficial, por ora, mas parece estar prestes a acontecer o final da carreira do guardião Helton ao serviço do F C Porto e, extensiva e possivelmente, do futebol. Segundo a transmissão que tem corrido ao longo da tarde desta segunda-feira, através das redes sociais informáticas.

A não ser que alguma surpresa possa ainda minorar a situação, tal ocorrência apanhou a família Portista de modo surpreendente e faz com que se viva um clima de ternura e admiração pelo simpático guarda-redes que tão bem tem preenchido a defesa das balizas do F C Porto.

Segundo notas difundidas pela comunicação social, a novidade correu célebre. Entre tantos exemplos, transcrevemos, para efeitos de registo, o que é referido no espaço da internet do jornal O Jogo.


«Guarda-redes do FC Porto partilhou uma mensagem nas redes sociais que está a inquietar os adeptos: "Eternamente Grato. 1993-2014". O verdadeiro significado da mensagem colocada por Helton no Instagram ainda não foi revelado, mas já há quem agradeça ao guarda-redes pelo que deu ao futebol e, em concreto, ao FC Porto, por entenderem que se trata do fim da carreira do guardião.

Até ao momento, nem o guarda-redes nem o FC Porto se pronunciaram sobre um possível ponto final na carreira desportiva.


Helton está no FC Porto desde 2005, ano em que trocou Leiria pela Cidade Invicta. Antes, representou o Vasco, do Brasil. Em março, o jogador contraiu uma rotura total do tendão de Aquiles, no encontro frente ao Sporting, em Alvalade, e não voltou a pisar o relvado. O regresso está(va) previsto para o final do ano.»

Helton fez história, através de grandes exibições, como pela sua maneira de ser, com especial realce para atitudes pessoais sui generis, como a célebre oferta duma camisola ao conhecido adepto portista Manuel Costa, em pleno estádio do Dragão - a que se refere a imagem, com que recordamos esse momento especial, transmitido em reportagem pelo Porto Canal.


Esta realidade, que, aquando de seu aniversário recente, nos levara a referir aqui a admiração nutrida pelo mesmo senhor da baliza, leva a recordarmos o anseio de ainda vermos reconhecido publicamente o apreço que os Portistas têm pelos que guardaram as balizas do F C Porto, sendo tempo, enquanto é possível, de juntarmos grandes vultos, ainda vivos, dos que foram donos da camisola de guarda-redes do F C Porto - para uma merecida homenagem pública que torne possível as gerações mais novas verem ainda, em carne e osso, como se costuma dizer, o grande e supremo Américo, Magriço injustiçado mas gigante da Taça de 1968 que foi oásis em deserto de tempos de outrora; junto com seu eterno suplente Rui; mais o Armando especialista em defesas de penaltis; o Tibi dos relatos do Amaro; o Torres da Taça de Portugal finalmente conquistada nas Antas, em 1976/77, recorde-se; o Fonseca do título nacional retornado ao fim de 19 anos; o Mly da Taça dos Campeões, Supertaça Europeia e Intercontinental Mundial de Clubes, em 1987 e 1988; e o Vítor Baía, considerado o melhor da Europa em 2004…!


Armando Pinto

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O F C Porto e Sara Sampaio!


A gente sabe… que o que hoje é presente, amanhã é memória já feita.

Assim, porque nem só de passado longínquo vive a nossa memória, bem vista a realidade, tal qual apreciamos o facto da revelação de Amália nos idos tempos da década de cinquenta, do século XX, também prezamos a recente notícia, nesta era do século XXI, de idêntico caso da famosa manequim Sara Sampaio, estrela de desfiles de moda e rosto em campanhas das "passerelles".

Conforme vem na Lux:

« Sara Sampaio utilizou as redes sociais para lamentar o facto de ainda não ter uma camisola personalizada do seu clube, o Futebol Clube do Porto.

«Falta-me a camisola do FC Porto personalizada também! E, sim, sou portista! Choque! Que comecem as ameaças, 1, 2, 3 gooooo», escreveu a manequim portuguesa, em tom de brincadeira, no Twitter.

A resposta dos «dragões» não tardou. No Twitter oficial do clube, foi publicada uma fotografia de uma camisola personalizada para a manequim com a legenda: «Sara Sampaio, está pronta e à tua espera. Vens buscá-la?».


«FC Porto, ahhhhh, siiiiiim, quando voltar ao Porto, em agosto, vai ser a minha primeira paragem», comentou a modelo, visivelmente contente com a surpresa. »

Ora, diremos nós: Mais palavras para quê?! É mais uma estrela Portista! Em relação à qual o respetivo mote, que deu razão à ocorrência, prova consideração pela mesma figura pública, qual orgulho de identificação clubista.

E, se no artigo anterior nos congratulávamos sob título de Amália Rodrigues e o F C Porto, desta vez não fazemos por menos e é o F C Porto e Sara Sampaio.

Armando Pinto

sábado, 5 de julho de 2014

Amália Rodrigues e o F C Porto…!


Pode à primeira vista parecer estranho o título, que até se podia alongar em ideia mais abrangente, quanto genericamente se  pode sintetizar numa relação azul e branca entre Amélia, Amália e Sofia, na raridade da ligação de Amália Rodrigues ao F C Porto.


Ora, na semana passada, com raios luminosos de inícios do verão de 2014, uma importante poetisa portuense e portista, Sofia, de nome oficial e completo Sophia de Mello Breyner Andresen (n. 1919 – f. 2004) teve honras de perpetuação no panteão nacional de Lisboa. Ficando ela, essa que foi a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa, o Prémio Camões, em 1999, a ficar para sempre no mesmo espaço honorífico onde jaz Amália Rodrigues, a fadista considerada voz de Portugal, que fora a primeira mulher a ser colocada no mesmo salão da igreja de Santa Engrácia, que serve de panteão nacional.

Assim já se entende melhor uma parte da generalização em epígrafe, mas há ainda Amélia. Porque foi através de Amélia Canossa que Amália colaborou com o F C Porto, nos inícios da década dos anos cinquenta, aquando da campanha de angariação de receitas para a construção do estádio das Antas.


Conta Amélia Canossa na sua Fotobiografia:


Pois, já há muito que é conhecida a afetividade Portista de Amélia Canossa, a Voz do Hino do F C Porto. Mas o caso de Amália Rodrigues não tem sido referido publicamente. Contudo na "Data Base" da revista Dragões, veio agora a lembrança:

Sempre admiramos essa senhora expoente do fado nacional e sempre a tivemos como sincera. Daí estranhar-se, sabendo como a vida de Amália tem sido narrada e gravada, de diversos meios e suportes de órgãos nacionais: Porque não tem sido mencionado, a nível histórico-literário, esse facto curioso…? - Pois... depois nós é que reparamos em tudo...?!

Armando Pinto

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