Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Profundezas do regime desportivo…


É sabido como Portugal praticamente está cingido, há muito tempo, a Lisboa e arredores, ficando o resto do país arredado duma justa visão, como mera paisagem. Custando a crer como ainda há gente que se deixa ir na nacionalizada lavagem de cérebros, como foi norma no regime da ditadura estatal da maior fatia do século XX. Bastando reparar como a comunicação social trata de favorecer os interesses do sul do País, relativamente ao Norte, perante o favorecimento do regime político-desportivo que teimam em proteger e branquear. Hoje como ontem, agora como antes… Ou como são as profundezas do regime desportivo… e os seus acólitos.

Como exemplo disso, aí está um recorte jornalístico de meio do século XX… conforme se pode vêr na imagem cimeira. Aquando duma vitória da equipa principal do F C Porto diante dum clube lisboeta que, à época, militava no escalão principal do futebol português.  À laia de figurino, apenas, que trazemos aqui e agora, depois de recente ataque que este blogue foi vítima, por estes dias (como alías também mais alguns locais informáticos congéneres, dos que repõem a história em defesa da memória do F C Porto) – através do surgimento duma mensagem de alerta de que o site poderia conter software malicioso...

Ora então repare-se como um título pode dizer tudo, na ótica de quem normalmente não gosta das vitórias do F C Porto?!

Armando Pinto

Obs.: Imagem colhida na Internet, constante de diversas páginas. Apenas por isso não se referem creditos, por desconhecimento de autoria original.
A.P.

7 comentários:

  1. http://desculpeesselugaremeu.blogspot.pt/2015/02/esta-nas-nossas-maos.html

    ResponderEliminar
  2. É uma realidade que vem de longe e pode ser comprovada todos os dias na imprensa escrita, falada ou visuaL Por se tratar de um jogo entre uma equipa nacional e outra estrangeira vi o jogo de Basileia sem cortar o som, tendo oportunidade de constatar o azedume habitual que os comentadores da TVI votam ao FC do Porto, mais parecendo que a equipa helvética é que era a portuguesa: muito parcos nos elogios e sempre críticos ao mínimo deslize preocupados em apoucar o grande jogo que ontem ocorreu em Basileia.

    Nada a que não estejamos já acautelados.

    DRAGÃO, SEMPRE!

    ResponderEliminar
  3. Já retribuí. Coloquei o blogue Desculpe, esse lugar... na minha lista de blogues, aqui no Memória Portista.
    Armando Pinto

    ResponderEliminar
  4. Já em 1920 o capitão portista, Alexandre Cal, viu-se "obrigado" a escrever uma carta aberta no jornal O Primeiro de Janeiro, sobre o branqueamento que os jornais da capital fizeram com as vitórias do F.C. Porto em Lisboa perante o benfica e o império.
    Fica aqui o excerto da carta:
    «Quero frisar que os jogadores do F.C. Porto não só se portaram de uma maneira brilhante em ambos os desafios, como foram extremamente correctos para com os seus adversários e para com o publico, não tendo abandonado o campo de jogo no decorrer da segunda parte do primeiro desafio por má vontade, mas sim porque o publico se manifestou ruidosamente e invadiu o campo, não consentindo a continuação do jogo (contra o Império). Eu não viria de modo algum falar neste assunto se a “Imprensa Desportiva” da Capital pusesse um pouco de parte o seu facciosismo e fizesse, com imparcialidade e lealdade, o relato de ambos os desafios. Mas assim não procedeu e os jornais que têm a sua “secção desportiva” e que pelo menos costumam anunciar aos seus leitores os resultados dos desafios, deixando desta vez de o fazer, excepto um que falou do resultado do primeiro desafio, mas que não disse a expressão da verdade. Com efeito, o F.C. Porto não perdeu com o Império como esse jornal publicou; se tivesse contado os factos como eles se passaram, deveria ter dito que o jogo entre o F.C. Porto e o Império não chegou a terminar porque o publico, indignado, principalmente com a arbitragem, protestou ruidosamente, incitando os jogadores a abandonarem o campo, sendo este logo invadido pela assistência, não consentindo que o jogo continuasse e aclamando com entusiasmo os jogadores portuenses, sendo até o guarda-redes levado ao colo pela multidão e delirantemente ovacionado. Esta é que é a pura verdade: o F.C. Porto não perdeu com o Império.
    O segundo desafio, jogado contra o Benfica, foi ganho pelo F.C. Porto por 3-2. Este resultado não veio em nenhum jornal dos que mantém “secção desportiva”. A razão deste silencio? É simples: Lisboa, em futebol, há dez anos ou mais que estava habituado a vencer o Porto, conseguindo quase sempre mais ou menos fáceis vitórias. Este ano, o Porto, quis vencer e venceu, e para isso trabalhou com vontade, desfazendo assim a ideia que muitos tinham de ser impossível tão cedo o Norte triunfar do Sul. Eis a razão porque foi tão pouco falada a vitória dos portuenses.
    Quanto aos jornais desportivos, um deles, que por sinal costuma trazer uma resenha bastante desenvolvida dos bons desafios, limita-se a fazer uma pequena apreciação que por acaso não condiz nada com o título, e essa mesma feita em tipo pequeno, como que a ver se passa despercebida. Inclusivamente, em lugar de dizer, “o F.C. Porto venceu o Benfica”, diz: “team do Porto vence o Benfica”. Faço esta pequena observação, que poderia parecer sem importância, mas é para que todos fiquem sabendo que o grupo que foi a Lisboa é única e exclusivamente de elementos do F.C. Porto e não com alguns do Oporto Cricket Club, como um jornal desportivo da capital fez constatar, talvez por más informações…»

    ResponderEliminar
  5. Esse jornaleco da Bolha sempre foi faccioso até dizer basta. Ainda há dias calhei de ver no programa de memórias que esse pasquim tem na televisão, e meteu-me nojo tanta sem vergonhice, de mau jornalismo e péssima sabedoria desportiva. E o Rascord é igual, o Correio da manha idem, aspas. Dizem que é o país que temos, mas há muito que essa gente anda a abusar duma ensinadela que precisam.

    ResponderEliminar
  6. Aproposito do estado da arbitragem:

    Lanço UM DESAFIO à Blogosfera Portista ( e Foruns) :

    Repitam o que já fizeram ( e teve eco) aquando da "apitadela" , UNAM-SE e denunciem com os dados possíveis ( e são muitos ) esta "brincadeira"

    Se o FCP parece não ter uma estratégia para tal ( nem de forma indireta) então que sejam estas corajosas, diligentes, dedicadas e atentas "organizações" portistas que façam .

    E façam chegar (se possível) tal "trabalho" a tudo que é entidades importantes. E divulguem no.

    ResponderEliminar
  7. O trabalho conjunto através dos blogues tem sido feito, mas o que se nota mais, nesse caso, é por meio do facebook, como via mais direta e momentânea. Que o que temos procurado fazer aqui no blogue chega a muito lado, sabemos que chega, por quanto os mouros tudo terem já tentado para silenciar este site, como antes muito tentaram, teimaram e repetiram, a pontos de terem conseguido, com o meu anterior blogue, Lôngara, que foi atacado por todos os processos, até ter desaparecido da internet, porque a blogosfera, via blogger, está muito mal pensada...e o google nesse aspeto ainda está distante da realidade. Já o clube precisa de fazer muito mais, mas isso é outra vertente. Quanto ao desafio, temos feito o que é possível, e está visto que tem chegado a muito lado, por mais que doa à mouraria deste país de luz apagada...

    ResponderEliminar