segunda-feira, 26 de outubro de 2015

F C Porto em Angra do Heroísmo, agora e… em 1950!


Num ambiente algo esbatido, perante a irregularidade da equipa de futebol sénior portista, paira alguma nebulosidade no semblante azul e branco quando se perde oportunidade de tomar a dianteira do panorama futebolístico nacional. Assim, com as prestações no campeonato da Liga em fase de altos e baixos, o F C Porto deverá também pensar na participação em todas as competições, durante toda a época. Ora, assim sendo, haverá de se pensar igualmente na Taça, enquanto terá de haver um cerrar de dentes para o que se avizinha decisivamente no campeonato…

Entretanto, além de ter de haver mentalidade ganhadora em qualquer local, em casa e fora, como até nas idas à ilha da Madeira, por exemplo, também na Taça o F C Porto vai em breve até outra ilha, do grupo dos Açores. Onde bonitas paisagens se vislumbram por entre clima de quase simultâneas estações num mesmo dia, como os representantes do F C Porto se terão de adaptar e transfigurar, tal como o sol brilha sempre entre as nuvens. Enquanto nós, os que estamos fisicamente sempre fora do campo, mas de resto com tudo lá dentro, queremos continuar com confiança no futuro, desde que haja atitude vencedora de quem anda por nós e por eles mesmos dentro do recinto de jogo. 

Pois... lá terá de se começar a pôr a cabeça também na Taça, sem descurar o campeonato. Tendo ditado o sorteio da FPF que o ANGRENSE é o próximo adversário do F C PORTO na 4ª eliminatória da edição da Taça de Portugal de 2015/16. Indo assim os Dragões viajar até aos Açores, proximamente, para jogarem perante o clube de nome representante da bonita cidade de Angra, da ilha Terceira, no dia 21 de Novembro que se avizinha.

O Angrense, do ex-Campeonato Nacional de Seniores (CNS) e agora chamado Campeonato de Portugal (CP), será então o adversário do Futebol Clube do Porto na quarta eliminatória da Taça de Portugal, em encontro que se vai disputar em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, dos Açores.

Reina entretanto natural euforia em tal boa nova para os portistas residentes nessas bonitas paragens distantes e esfregam as mãos de contentes os dirigentes e adeptos do referido clube ilhéu, pela ressonância que terá esse evento, como acontecimento e fator revigorante.

Não há registo de encontros entre os Dragões e a formação açoriana do Angrense, que está atualmente entre os primeiros lugares da série E do CP. Na atual edição da Taça de Portugal, o Sport Club Angrense já eliminou a Associação Académica de Coimbra-SF, da Divisão de Honra da Associação Futebol de Coimbra (2-1, em casa), o Moura, da série H do CNS (2-1, fora, após prolongamento) e o Torre de Moncorvo, da Divisão de Honra da AF Bragança (4-1, em casa). Em 2013/14, o clube fundado a 1 de Dezembro de 1929 venceu a Liga Açores, tendo, na época seguinte, subido ao CNS e atingido a permanência com tranquilidade, permanecendo na mesma divisão (com o novo nome CP, presentemente). O ex-internacional português Pedro Pauleta, natural de São Miguel e que, embora algo fugazmente, também passou pelo F C Porto, representou o Angrense em 1994.

Assim, o F C do Porto nunca defrontou o Angrense, até agora. Unicamente chegou a fazer um jogo particular na ilha Terceira, diante de equipa representativa da ilha, formando seleção da Terceira, aquando dum périplo da equipa titular portista pelas ilhas, ao começo da década de cinquenta, do século XX.

= Barrigana, o então idolatrado “homem das mãos de ferro”, senhor de grandes estiradas, foi um dos grandes nomes da bola que alinharam em Angra do Heroísmo no jogo do F C Porto com uma seleção da ilha Terceira, em 1950. =

Aliás, acrescente-se, o clube açoriano Angrense  só jogou oficialomente com um dos clubes de maior nomeada do continente português, o Benfica, do qual o mesmo clube de Angra é filial. Tal aconteceu em 1959/60. Na altura as eliminatórias da Taça de Portugal eram disputadas a duas mãos, tendo o Benfica ido vencer com naturalidade (por 0-2) o seu filiado na ilha Terceira e depois carimbado o afastamento do Angrense com uma goleada no antigo Estádio da Luz, por 10-0. Curiosamente, anos volvidos voltou a deparar-se nova oportunidade entre os mesmos intervenientes, mas então o clube de Lisboa não precisou de jogar, sequer… Numa “história gira”.

- O quê…? Pois não é que o regime antigo permitia tudo ao clube do regime…reinol?! Ora foi isso mesmo… como é narrado em diversas crónicas, e, por exemplo, o site “Maisfutebol” descreve da seguinte forma:

Um compromisso da Taça que passou a jogo particular

…Sete anos mais tarde (da tal eliminatória anterior), como campeão dos Açores, o Angrense regressou à Taça de Portugal. Uma vez mais, foi emparelhado com o Benfica mas o jogo da 3ª eliminatória não se chegou a realizar.
«Devido a compromissos internacionais, o Benfica não estava em condições de apresentar a sua equipa principal na data em que deveria ser disputada a eliminatória. Em vez de efetuar o jogo, o Angrense aceitou a proposta dos benfiquistas para um jogo particular, a realizar mais tarde, com todos os jogadores da equipa que conquistou o título nacional dessa época», é possível ler na revista publicada no 83º aniversário do clube Angrense.
Nos registos ficou uma desistência do Angrense e a passagem do Benfica à eliminatória seguinte, onde acabou por ser afastado pela Académica de Coimbra.
O clube da Luz manteve a promessa e apresentou-se na Terceira posteriormente, em Junho, com Eusébio e companhia, para deleite dos locais. Vitória por 6-1 no jogo particular. Enfim…

Ora o F C Porto, agora que se depara ocasião, vai mesmo à ilha Terceira, na oportunidade em que surge vez de disputar um jogo oficial com um clube insular daquela atraente terceira ilha descoberta do arquipélago dos Açores. Pois da anterior vez, e de cariz amigável, há muitos anos, foi com uma seleção dos clubes da ilha, sabendo-se que em Angra do Heroísmo pontificam, com alguma rivalidade pelo meio, o Angrense e o Lusitânia (com o qual o F C Porto já jogou, em 1974 e 1979 e também para a Taça de Portugal, embora na cidade do Porto, tendo vencido primeiro por 8-0, através de 2 golos de Cubillas, 2 de Ricardo, 2 de Abel, 1 de Flávio e 1 outro de Oliveira; enquanto depois foi por 2-0 com um bis do goleador Fernando Gomes. Curiosidades estas relacionadas com esse clube fundado no ano da travessia aérea do Atlântico sul, em 1922, e por isso assim chamado com o nome da aeronave desse nome, em homenagem à travessia transatlântica de Gago Coutinho e Sacadura Cabral). Em cujo Estádio João Paulo II se vai disputar o jogo Angrense-F C Porto, devido ao estádio municipal, onde costuma jogar o anfitrião Angrense, não reunir condições regulamentares para a disputa oficial da prova em causa.

Tempos, aqueles antigos, em que o F C Porto, como se vê, tinha de lutar contra o poderio federativo do sistema BSB... mas mesmo assim era um clube de grande implantação nacional.


Esta ocorrência próxima faz relembrar a tal vez anterior em que o F C Porto foi até aos Açores e particularmente à ilha Terceira, onde disputou um jogo de futebol. Tal aconteceu em 1950, aquando duma digressão efetuada pela equipa principal do F C Porto pelas ilhas, numa embaixada clubista de grande significado e impacto, com paragens e realização de jogos na ilha da Madeira e em duas ilhas dos Açores, em S. Miguel e na Terceira. Viagem essa realizada devido ao sucesso da digressão feita no ano anterior a África, na famosa Caravana da Saudade. Tendo então o F C Porto ido também levar idêntico abraço às ilhas portuguesas, sulcando as águas do mar até ao meio do Atlântico. Num trajeto feito de barco, como era mais viável à época, em navio a vapor, como regista uma foto coeva, durante a navegação – em pose de conjunto de viajantes, com os futebolistas e dirigentes do F C Porto a serem alvo de cordial simpatia por parte dos tripulantes e passageiros. Entre outros, vê-se Virgílio ao centro, em primeiro plano sintomático.

Corria adiantado o mês de Junho, naquele ano primeiro da década de 50, e no jogo disputado em Angra, com a seleção local da ilha Terceira, o F C Porto venceu por 4-3, num ambiente de grande entusiasmo e apreço.

A referida digressão foi prolongada, tendo a comitiva portista saído de Portugal em Junho (depois ainda de no mesmo mês o F C Porto ter efetuado alguns jogos particulares de cariz festivo, entre os quais venceu a equipa brasileira da Portuguesa de Santos por 1-0, havendo o regresso ao Porto sido já a meio de Julho.

Daquele jogo em apreço, feito em Angra do Heroísmo, junta-se aqui, também, a foto da equipa do F C Porto que alinhou então diante da seleção insular, integrando efetivos e suplentes. Num documento fotográfico raro, graças a um amigo leitor deste nosso blogue, que nos facultou tal preciosa relíquia (que lhe foi cedida por um senhor que era amigo de seu pai e tem atualmente 83 anos, o qual se ufana ainda e bem de ter também entrado em campo no decorrer desse jogo amigável, tendo jogado nos últimos 15 minutos pela seleção da Ilha Terceira, a modos que ainda hoje fala num jogador que na altura se dizia estar algo adoentado mas encheu o campo todo com o seu futebol… o célebre Araújo).


Na foto, vêm-se os grandes nomes do F C Porto admirados pelo país de cá e além-mar, que jogaram nesse dia – e é possível reconhecer pelo que se conhece da nossa Historia Portista e por quanto se vai colecionando, familiarizados com fisionomias de quem nunca vimos sequer pessoalmente. Aparecendo-nos diante dos olhos uns António Araújo, Joaquim Machado, Pinto Vieira, Ângelo Carvalho, Alfredo Pais, Virgilio Mendes, Romão?, Barrigana, Monteiro da Costa, Vital? (Correia?), Sanfins, José Maria, Carlos Vieira e (...?). Enquanto os duvidosamente restantes, mais (...), deixamos à apreciação de quem os conseguir identificar. Em sequência que apraz colocar à curiosidade e atenção pública.

Armando Pinto

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domingo, 25 de outubro de 2015

“Máxima” Portista


« A massa associativa do FC Porto não é o 12.º jogador, como se diz por aí. É o 1.º jogador, porque sem ela o futebol não tinha razão de existir » – expressão lapidar dita (em Abril de 1979) por José Maria Pedroto, o carismático Mestre “Zé do Boné", a quem pertence inteirinha tal famosa frase que coloca o adepto apoiante portista à frente da equipa, em aspeto sintomático do Portismo que norteia este sentimento de que o F C Porto ama-se ou deixa-se e o Porto é mais que uma nação, é uma religião azul, da cor do céu.

Armando Pinto

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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Início da Campanha Europeia do Hóquei do F C Porto, há 45 anos e atualmente...


Inicia-se este sábado de finais de Outubro mais uma caminhada europeia do hóquei em patins portista, em mais uma corrida de patins e mais uma viagem pelo ambiente europeu do hóquei patinado. Escalado, como está, que o FC Porto vá disputar a fase de grupos da Liga Europeia de hóquei em patins no Grupo A, juntamente com o campeão em título F C Barcelona, mais os italianos do Breganze e os alemães do ERG Iserlohn. Calhando ao F C Porto iniciar a campanha diante da equipa alemã, já neste sábado.

Relembre-se que o FC Porto, há anos, também já inscreveu o seu nome na lista de vencedores desta competição, em 1985/86 e 1989/90. 

Têm a palavra, nos stiques, patins e confiança,  Helder Nunes, Gonçalo Alves, Edo, Vitor Hugo, Jorge Silva e Cª !


Neste ciclo de apuramento da época de 2015/16, recorde-se, os encontros da fase de grupos realizam-se desde sábado  24 de Outubro, passando por Novembro e Dezembro  do corrente ano, continuando depois, por  Janeiro e Fevereiro de 2016, com os dois primeiros de cada agrupamento a seguirem para os quartos de final.

Coincide, curiosamente, o início desta jornada ser diante duma equipa alemã, no caso os germânicos do Iserlohn, como na entrada do F C Porto nas provas europeias de hóquei, corria a época desportiva de 1969/70, sucedeu o F C Porto ter feito a estreia perante o então campeão alemão, o Rollsport Reimscheid. Com a diferença que agora o primeiro jogo é na cidade do Porto, e com a época quase a dar as primeiras patinadelas, enquanto em 1970 teve lugar em  Reimscheid, já com a temporada adiantada, havendo apenas eliminatórias e participando só um clube por país.

Assim, tal como há 45 anos estivemos de sentido na prestação de Cristiano, Magalhães, Ricardo, Fernandes, Hernâni, Brito, Leite, Castro e Júlio, sob orientação do carismático treinador Laurentino Soares; agora pomos a mesma atenção nos seus sucessores atuais, como Gonçalo Alves, Helder Nunes, Jorge Silva, Vitor Hugo Pinto, Edo Bosch,  Nélson Filipe, Reinaldo Garcia, Rafa, Telmo Pinto  e Álvaro Morais, com orientação do treinador Guillem Cabestany.

Da deslocação à Alemanha, a então ocidental, no dealbar da marcante década de setenta, do século XX, pode rever-se algumas caras através de foto então inserta no jornal O Porto, naquele tempo. Outro tempo… com as limitações dessa era a não darem para mais, a pontos da improvisão duma foto de recurso…(conforme diz a própria legenda!)

= Foto d’ O Porto, contendo a maioria dos hoquistas que alinharam na estreia, vendo-se na formação Zé Fernandes, Cristiano, Alexandre Magalhães, Joaquim Leite, Júlio e Castro. =

(Os restantes colocamo-los aqui abaixo, por sua vez à parte:)

= Hernâni Martins, José Ricardo e João Brito =

Na atualidade e contando a oportunidade, porque já desenvolvemos este tema na época passada, com outros pormenores, recordemos o já distante começo (através do link, clicando) em


Armando Pinto

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Casillas Recordista - Artista de banda desenhada... à Porto! // Iker Casillas - Draw My Life

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Em maré de recordes, havendo uma subida honra de números e factos obtidos por gente do F C Porto, há mais um interessante dado estatístico a assinalar. Tal o que decorre do jogo vitorioso do F C Porto com o Maccabi Tel Aviv, de Israel, que o clube Dragão venceu. Em que também ocorreu outra curiosidade: O atual guardião do F C Porto, Casillas, bateu mais um recorde, quanto a jogos completos efetuados sem golos sofridos, na maior competição europeia. Tendo assim o espanhol Iker Casillas superado essa outra marca, ao tornar-se o guarda-redes com mais jogos completos sem sofrer golos na Liga dos Campeões, somando já 51 partidas, quando o anterior máximo relacionado pertencia a Edwin Van der Sar com 50 encontros sem sofrer golos.

Na pertinência de mais este notável sucesso, assinalamos o facto com a reprodução dum pequeno filme animado que tem feito furor nos meios visuais, com Casillas como heroi da fita, sendo do F C Porto este "artista"! 

Armando Pinto

((( Clicar na seta, ao centro, para aceder ao filme )))

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Ruben Neves entre Capitães históricos do F C Porto


O jovem Ruben Neves continua a fazer história, passando a ser o mais jovem Capitão na Liga dos Campeões, ao jogar esta quarta-feira como capitão do F C Porto na noite europeia que colocou o clube Dragão na liderança do respetivo grupo. Tendo então passado a ser o jogador mais novo que envergou a braçadeira de capitão num jogo da Liga dos Campeões. 

Então, quanto ao agora já capitão Ruben Neves, o médio de 18 anos liderou os "dragões" na vitória obtida no estádio do Dragão sobre o Maccabi Telavive por 2-0, em jogo da 3ª jornada do Grupo G da Liga dos Campeões.

«É um grande privilégio fazer parte da história deste clube, mas mais importante foi a vitória e a própria equipa. Estamos todos de parabéns» sintetizou o promissor futebolista azul e branco, ao capitanear s equipa do F C Porto frente ao Maccabi com apenas 18 anos e 221 dias, batendo o recorde de Rafael van der Vaart e ficou a ser o capitão mais jovem na competição, entrado em campo de início num jogo da UEFA Champions League como tal, no embate desta terça-feira frente aos israelitas, na cidade do Porto.

O anterior recorde estava na posse do médio holandês Rafael van der Vaart, que capitaneou o Ajax no terreno do A C Milan, a 16 de Setembro de 2003, com 20 anos e 217 dias. O guarda-redes russo Igor Akinfeev tinha apenas mais dez dias que Van der Vaart quando usou a braçadeira de capitão ao serviço do CSKA Moskva no jogo caseiro com o F C Porto, a 21 Novembro de 2006.

Ruben, que já capitaneara a formação portista no decorrer do jogo recentemente disputado diante do Belenenses, para o campeonato da Liga Portuguesa, e de início no jogo com o Varzim, a contar para a passada eliminatória da Taça de Portugal, torna-se assim num histórico capitão de equipa, na linha de grandes nomes que usaram a braçadeira noutros tempos.


Formado nas escolas do F C Porto, Rúben Neves nasceu a 13 de Março de 1997 e estreou-se na equipa principal portista a 15 de Agosto de 2014, num jogo diante do Marítimo, a contar para a Liga portuguesa, na qual também se estreou a marcar. Cinco dias depois, tornou-se no mais jovem jogador português a atuar no “play-off” da UEFA Champions League, frente aos franceses do LOSC Lille, jogando posteriormente com regularidade até aos quartos-de-final.

Este mesmo médio marcou presença no Campeonato da Europa Sub-21 da UEFA, passando a ser o mais jovem jogador a representar Portugal nessa competição. No dia 4 de Outubro, usou a braçadeira de capitão dos “Dragões” depois de Maicon ter sido obrigado a abandonar o jogo com o Belenenses, devido a lesão.

«Na passada noite em que, com 18 anos, se tornou o capitão mais novo da Champions League (formato atual, desde 1992/93, pois antes era Taça dos Campeões Europeus), o médio português recusou qualquer estatuto especial, ainda que tenha reconhecido o momento ímpar na sua carreira. “Foi um jogo muito especial, sendo um grande privilégio fazer parte da história deste clube. O mais importante foi a vitória e a equipa, não vamos individualizar. Sabemos que podíamos ter feito um bocadinho melhor, mas o mais importante foi ganhar”, declarou nas entrevistas após o jogo, admitindo, depois, que o envergar da braçadeira foi um sonho realizado. “Claro que sim, qualquer jogador que esteja aqui desde a formação e que atinja este patamar sonha com isso. Eu tinha esse sonho, já concretizei, agora vou olhar em frente, sou um jogador como os outros. A partir do momento em que estou aqui, não interessa a idade, tenho que dar o meu máximo como todos os outros”.»


Assinalando o facto e como homenagem a este sucesso histórico, recordamos através de alguns conjuntos de imagens diversos anteriores capitães que ficaram famosos na História do F C Porto.




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Armando Pinto

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Reencontro com o Varzim para a Taça…


Aí está chegada mais uma participação portista na Taça de Portugal de futebol, à entrada para a respetiva edição desta época. Começando o F C Porto por jogar diante do Varzim, na Póvoa, um encontro sempre difícil, por quanto contra o F C Porto todos se costumam agigantar, como é sabido. Num reencontro que acontece, assim, visto o clube poveiro andar afastado das grandes competições há alguns anos, enquanto desta feita sucede este confronto perante a participação de clubes de divisões secundárias na fase inicial desta prova.

Diante deste cenário, sendo previsível alguma dificuldade, contando com possível entrada em campo de um “onze” do F C Porto diferente do habitual, é contudo desejável que não haja surpresa, desde que a equipa portista que atuar desenvolva um jogo normal, perante o valor dos elementos do plantel azul e branco.

Esta eliminatória da Taça, por outro lado, além das diversas vezes em que o F C Porto jogou e venceu o Varzim em jogos a contar para a Taça de Portugal, felizmente, faz recuar memórias a uma participação feliz do clube Dragão na mesma segunda competição do futebol nacional: Quando, também quase no início da campanha da Taça, o F C Porto eliminou categoricamente o Varzim na caminhada para a conquista da Taça de Portugal da época de 1967/68.


Ora, tendo essa conquista, da Taça vencida em 1968, sido uma importante vitória, em período do sistema BSB, como é sabido, melhor sabor teve e ainda se faz sentir na memorização a que transporta. Recordando-se que então o F C Porto, comandado por Pedroto, defrontou o Varzim na 2ª eliminatória da referida edição, pois então os clubes primodivionários entravam logo no início da mesma competição, em disputas a duas mãos, à melhor de dois jogos, como se costuma dizer. E nesse tempo o Varzim estava na 1ª Divisão. Havendo o F C Porto vencido de ambas as vezes, primeiro no estádio da Póvoa por quatro golos sem resposta, e depois nas Antas em confirmação por 5-1.

Foram jogos, esses, em que brilhou sobremaneira o goleador brasileiro Djalma, autor de 3 golos no jogo da 1ª mão, sendo o outro de Manuel António, o avançado vindo de Santo Tirso e que depois rumou à Académica, o qual entretanto somou mais outros 3 marcados ao Varzim na partida da 2ª mão. Enquanto os dois golos restantes foram do “cabecinha de diamante” Pinto e do fogoso avançado brasileiro Valdir. Coroando as boas exibições de todos, quer dos autores dos golos, bem como de seus pares, Américo, Sucena, Almeida, Valdemar, Atraca, Pavão, Eduardo Gomes, Malagueta, Valdir, Bernardo da Velha, Rolando e Rui.


Tendo presente essa boa recordação, ilustramos este desfile memorável com imagens de Valdir e do famoso Djalma em encontros com o Varzim, mais uma foto do plantel com uma boa parte dos componentes dessa época, num corolário acrescido.

Quanto a números totais, pode também sumariar-se os correspondentes encontros do seguinte modo:

Histórico das eliminatórias entre F C Porto e Varzim (até ao encontro deste sábado, da 3ª eliminatória da Taça de Portugal e que corresponde à estreia dos Dragões na actual edição da prova):

Taça de Portugal              6 jogos                 6 vitórias do FC Porto (100%)  
  
- 1965-11-07      Varzim  0-1 FC Porto        1/32 avos              Taça de Portugal (TP) 1965/1966             
- 1968-01-21       Varzim  0-4 FC Porto       1ª mão 1/16 avos            e            
1968-01-28         FC Porto 5-1 Varzim         2ª mão 1/16 avos            TP 1967/1968
- 1985-06-05       FC Porto              1-0                    Meia Final           TP 1984/1985
- 1997-02-11       FC Porto              4-0                    5ª Elimin              TP 1996/1997
- 2003-03-08       FC Porto              7-0                    Quartos de Final   TP 2002/2003     

Armando Pinto

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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Figuras de mundo azul na imprensa social


Em tempo de falta de maior atividade portista nas competições desportivas, vem a calhar voltar atenções a outras solicitações de algum sentido relacionado. No caso depondo olhos e sentidos no que surge em páginas da chamada imprensa social.

Atento ao caso, de como o fenómeno transporta especial atração derivada pela importância portista, detemos desta vez atenção na chamada às páginas de revistas de certas figuras portistas ou pelo menos ligadas a um quotidiano de envolvência clubista azul e branca. Reparando nalguns exemplos, apenas, como tal.

Sendo o autor daqueles leitores dessa imprensa mais de passagem de olhos em salas de espera, como todos alguma vez já alguma vez tivemos de passar o tempo, trazemos aqui e agora alguns espécimes, simplesmente, ao género de amostras, por quanto tudo o que se relacione com o F C Porto nos clama atenção. Por quanto o grande F C Porto é chamariz mediático e toda a gente que de algum modo esteja relacionava com o carisma do clube Dragão se torna mais apetecível  nos meios informáticos sociais, pelo que daí deriva, naturalmente.

Nesse prisma, olhando a páginas de periódicas revistas ainda recentes, eis aqui então alguns figurinos, de pessoas mais próximas ao meio e adeptos conhecidos, por quanto toda a gente que é Portista é distinta.






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Armando Pinto

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Albertino: Pintor de Afeições Portistas!


Albertino antes pintava a manta, como se diz popularmente, jogando e fazendo jogar na equipa do F C Porto, em pleno relvado das Antas e nos campos onde jogasse o clube Dragão. Tal como antes ainda, quando deu nas vistas aos responsáveis portistas e até foi convidado a integrar uma comitiva portista, antes mesmo de pertencer aos quadros do clube. E entretanto ficou associado com um episódio que levou Jorge Nuno Pinto da Costa a decidir-se por gerir o futebol portista, naqueles idos tempos de meio da década de setenta. Conforme sabemos pelo que nos recordamos de seguir atentamente a vida do F C Porto, bem como pelo que o próprio já contou e narra também o nosso Presidente nalgumas das suas conversas difundidas na comunicação social. De permeio já pintava em telas o que lhe ia na alma e atualmente está um senhor pintor, como artista desse mister do talento expressivo através de pincéis.

Ora Albertino presentemente está em exposição no Museu F C Porto by BMG, através de alguns seus quadros. Numa exposição individual que ficou logo famosa na abertura, como vimos pela transmissão no Porto Canal. (Vendo atentamente, tanto quanto nos foi possível, por meio das imagens televisivas do canal do clube. Pois... Isto de vivermos relativamente distante da Invicta e a mistura de motivos de saúde e outros, não nos permitiu ainda ver pessoalmente essa mostra, mas é quase como se lá tivéssemos ido, pelo que seguimos tudo com os olhos de admiração e apreço.)

Como resultado dessa atual exposição e do que Albertino representa no mundo azul e branco, o Jornal de Notícias dedicou-lhe durante este fim de semana um espaço na rubrica "Património Nacional", do caderno/suplemento “Ataque” saído a público no sábado, dia 10 deste Outubro outonal.

Dessa coluna damos conta agora, registando aqui também neste nosso espaço portista um recorte digitalizado dessa referência sobre o pintor Albertino Eduardo, o futebolista portista Albertino – deixando fluir melhor o que ficou escrito na referida edição do JN.


((( Clicar sobre o recorte digitalizado, para ampliar )))

Armando Pinto

domingo, 11 de outubro de 2015

Histórico Guarda-redes Armando... de Parabéns!


A história do futebol nacional não se vê só nas páginas de jornais e livros, nem nas imagens que possam perdurar de reportagens filmadas. Por quanto pode significar o que nos faz rever em toda a sua dimensão. Quão também conta o valor de testemunhos pessoais, como no caso do que um simples adepto pode saber e conhecer.

Assim sendo, podemos dizer que há recordações que são páginas sublimes do livro do futebol. Conforme temos na retina quanto a um futebolista de grande carácter como foi o guarda-redes Armando, um valoroso guardião das balizas do Braga e do Porto, nos anos 60 e 70, do século XX. Guarda-redes que nos chamou primeiro a atenção quando defendia que se fartava na baliza do clube bracarense, sendo decisivo na inédita vitória do Braga na Taça de Portugal, em 1966, o que causou então admiração por todo o país; e depois quando veio para as Antas, em 1970, regressando ao F C Porto, onde se formara.

Pessoa que sempre estimamos, quer na admiração de quando o víamos de camisola com o emblema do F C Porto diante daquela grande baliza que ele tão bem defendia, quer como no seu feitio sincero e cordato, conforme nos pudemos aperceber. Portista de raça, fiel e de uma só cara, à imagem dos Portistas, como nos consideramos e somos, afinal, habituados a viver só à nossa custa, acostumados assim a contar só connosco, laboriosamente e sem favorecimentos, honesta e valorosamente. E bom adepto do Braga, que tão bem soube defender.


Quando muito nos honra termos Casillas no nosso F C Porto, algo que poucos clubes da esfera mundial se podem ufanar, em terem um guarda-redes de classe assim, um Campeão da Europa e do Mundo ao nível de títulos de clubes e de seleções, recordista de presenças na Liga dos Campeões, entre diversas honrarias; e na linha de grandes guarda-redes como Américo, Vítor Baía, Barrigana e Siska, e outros dos de maior nomeada, não nos esquecemos que gostamos de ter Casillas no F C Porto, como antes gostamos de Armando, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyc e Helton.


Pois, desses, é vez hoje de voltarmos a recordar Armando. Guarda-redes iniciado no F C Porto, nas camadas jovens que evoluíram no Campo da Constituição, a partir das escolas. Tendo então feito parte da seleção de Juniores da Associação de Futebol do Porto, cuja formação incluía também, nesse tempo, um jovem defesa portuense que atuava no Infesta… e dava pelo nome de Jorge Nuno (Pinto da Costa). Tendo Armando Pereira da Silva, nascido a 11 de Outubro de 1938, representado oficialmente o F C Porto uma época nos Juvenis e três nos Juniores entre 1954 a 1958, em cujo ano subiu ao escalão sénior quando foi suplente de Pinho na final da Taça de Portugal ganha pelo F C Porto, por 1-0 sobre o Benfica (golo de Hernâni). Logo a seguir foi com a equipa principal portista em digressão a Angola e Moçambique e durante dois anos fez parte do plantel sénior dos Dragões, tendo mesmo jogado em 3 jogos da 1ª equipa azul e branca e ainda sido suplente de Acúrcio em 8 jogos oficiais, além de ter sido guarda-redes efetivo da equipa do FCP em torneios de reservas, junto com os muitos valores do plantel que nem sempre atuavam na formação principal. 


Depois de ter feito então parte do grupo principal do F C Porto até 1960, rumou de seguida ao Gil Vicente, onde atuou em 1960/61, tendo de seguida o serviço militar vindo interromper-lhe a carreira, e, devido a mobilização para a guerra do ultramar, chegou a representar em 1962/63 o Ferroviário de Malange, de Angola. No regresso à vida civil, já em plena metrópole, representou o Salgueiros no decurso da temporada de 1963/64, até que em 1964/65 passou a defender a baliza do Sporting de Braga, clube onde ficou na história como guardião da equipa que até hoje alcançou o maior feito do clube da cidade dos Arcebispos – A Taça de Portugal, conquistada na final disputada no Jamor num célebre domingo de 1966. 

Nesse percurso, Armando Silva foi entretanto chamado a representar a seleção nacional B (em jogo contra congénere equipa da França) e depois foi suplente da Seleção A em quatro jogos. 

Passada essa década romântica de sonhos de Martin Luther King e dum John Kennedy, da música dos Beatles e das grandes viagens do espaço, chegando o homem à lua, no início da década de setenta deu-se o regresso de Armando às origens, tendo voltado ao F C Porto. 


E nas Antas permaneceu de 1970/71 até 1973, para de seguida acabar a carreira de novo no Braga, em 1975, clube onde é um dos Guerreiros mais históricos. Volvidos anos, chegou a experimentar a carreira de treinador, havendo sido Campeão Distrital da 2ª Divisão da A F Braga da época de 1983/84 pelo A D Terras de Bouro.


Ao longo desses anos Armando foi Campeão Nacional de Juniores pelo F C Porto em 1957/58, Campeão Distrital de Malange (durante a comissão do serviço militar pela Pátria), vencedor da Taça de Portugal pelo Braga em 1965/66, 1 vez Internacional B e suplente em 4 jogos da seleção A. Detendo record mundial de penaltis defendidos consecutivamente (4 seguidos) no jogo F C Porto x Celta de Vigo, em Caracas (Venezuela) no verão de 1971. Bem como, mais tarde, foi agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, em virtude dos seus 391 jogos sem qualquer castigo.


Armando, guarda-redes histórico do Braga e do F C Porto, está pois de parabéns pela sua bonita carreira desportiva. Mas, além disso, está hoje também de parabéns, mais uma vez, pela passagem de mais um seu aniversário natalício. Facto que nos leva a lhe desejar muitas mais venturas: - ao Armando meu amigo de longa data, guarda-redes que admirei como nº 1 do meu F C Porto e pessoa de meu especial apreço. Aqui e agora com um abraço de parabéns, também, pelo seu percurso humano.


Para ilustração de tudo isto, do muito que queria dizer (escrever), junto desta feita algumas fotos diferentes de vezes anteriores, cujas gravuras dispensam mais elucidações. Deixando ainda falarem pela vista algumas outras imagens documentais, junto às fotografias respetivas.

Armando Pinto

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Um exercício sobre Pelé… e gente do F C Porto.


Por estes dias o F C Porto está representado em Seleções A de futebol de diversas nações, tendo presentemente 11 (onze) internacionais ao serviço das seleções principais de seus respetivos países, além de outros em seleções mais jovens (sub qualquer coisa, ou seja sub-23, sub-21, sub-19, como sejam as antigamente chamadas de Esperanças, Juniores, etc.). Andando os futebolistas do F C Porto no super cosmos do mundo futebolístico, ao lado de outras estrelas do firmamento do desporto rei, em competições da Europa da bola.

Estando-se assim em tempo de acalmia competitiva de âmbito clubístico, vem a talhe relembrar ocasiões em que futebolistas do F C Porto estiveram ao lado do maior astro do mundo do futebol, como foi o chamado rei Pelé, considerado normalmente o melhor futebolista de sempre do mundo.

Ora, sabe-se de diversos futebolistas do F C Porto que chegaram a jogar diante de Pelé ao serviço da seleção portuguesa, como Hernâni, Serafim, Festa, Américo, Pinto, Nóbrega e Pavão, pelo menos. Contudo, que me lembre (indicando na primeira pessoa, para ser mais incisivo), de memória visual, na retina das recordações que tenho mais ou menos presente, não estou a ver qualquer foto que tenha sido publicada, em jornais ou outras publicações portuguesas, mostrando algum desses jogadores do F C Porto em poses com Pelé, por exemplo. Enquanto todos nos lembramos de fotos vindas na comunicação impressa e visual em que aparecem Eusébio, Vicente e outros junto de Pelé, por exemplo também.

Para se ver alguém do F C Porto junto de Pelé, será preciso rememorar visões de anos posteriores, e quase raras.

Vem assim ao caso trazer para aqui, como que a tirar do baú, umas imagens em que por acaso surgem futebolistas do F C Porto na presença do Pelé.


Tal o caso de Cubillas, primeiro, embora em fase mais tardia ao tempo em que esteve no Porto (pelos idos anos da década de setenta). Reportando-se esta pose a ocasião relacionada com uma nomeação sul-americana. Sendo que o Cubillas, que jogou no F C Porto, foi nomeado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL) um dos melhores futebolistas sul-americanos de todos os tempos. Essa entidade colocou Cubillas numa lista de 20 jogadores que incluía, entre outros, Pelé (Brasil), Maradona (Argentina), Alfredo di Stefano (Argentina e Colômbia), Mário Kempes (Argentina) e Zico (Brasil).

(De permeio, é natural que Seninho, ex-F.C. Porto, então, tenha convivido mais particularmente com Pelé, devido a ter ingressado no americano Cosmos, clube que Pelé representara antes e no qual depois desempenhou cargos representativos, ao género de relações públicas. Mas sem terem jogado juntos e obviamente sem possibilidade de pose conjunta, devidamente equipados.)   

Entretanto, conforme comprova outra foto seguinte, também o extremo Costa chegou a estar com Pelé, quando o mesmo Edson Arantes do Nascimento, apelidado e mais conhecido por Pelé, jogava ainda nos Estados Unidos e o então extremo esquerdo da equipa treinada por Pedroto, o José Costa, teve oportunidade de estar junto ao Pelé num período de férias – conforme relata a legenda da foto que juntamos, como ilustração.


Fica assim feito este exercício, quanto a uma curiosidade como será a presença de Pelé, que muito admiramos pelo que representa na história do futebol mundial. Tendo presente que num país como Portugal, onde abundam referências documentais a jogadores de clubes de Lisboa em ocasiões como as referidas, não seja também dado o devido destaque aos contemporâneos futebolistas do F C Porto que tiveram iguais presenças.

Um exemplo entre muitos possíveis...!

Armando Pinto

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