terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Dr. Miguel Pereira - Um Portista Honorário


Um grande clube como o Futebol Clube do Porto, de longa e grandiosa existência, detentor de representatividade carismática e simbolismo muito enraizado em muita e honrada gente, teve sempre e terá pessoas devotadas, contando ao longo da história com personagens e personalidades de boa memória.

Entre figuras portistas que são dignos de apreço e gratidão clubista, por sua ligação ao F C Porto, conta-se um dirigente do passado que continuará sempre presente no historial azul e branco, como foi o Dr. Miguel Pereira. Um antigo Presidente da Direção e elemento que desempenhou outros cargos diversos, cuja fisionomia foi sendo familiar nos meios do clube ao longo de décadas. Nome de personagem portista hoje em dia mais conhecido de quem sabe da história do clube, mas de qualquer modo digno de reconhecimento vasto entre Dragões. Um exemplo que nos lembramos de recordar, desta vez, aqui e agora, como diretor ilustre do F C Porto.  

Está por fazer uma história da vida e obra dos presidentes do F C Porto, não sendo muito do domínio público pormenores biográficos da maioria dos timoneiros que estiveram à frente dos destinos da grandiosa coletividade alvi-anil. Tal como acontece com informações relativas ao Dr. Miguel Pereira, além dos dados normais contidos em pequenas referências entretanto publicadas. Como se pode ler numa breve menção contida no livro “FC Porto - figuras & factos – 1893-2005”, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, publicado em fascículos distribuídos com o jornal O Comércio do Porto no ano 2005 – cuja ficha se anexa aqui (de seguida).


Além disso, pode acrescentar-se que foi em Maio de 1949 que o Dr. Miguel Pereira chegou a presidente do FC Porto, sendo já sob sua presidência que veio a público o Jornal O Porto, órgão informativo propriedade do F C Porto, cujo 1º número saiu a 24 de Maio desse ano, tendo como diretor Leite Maia. Passava então o F C Porto por tempos de amplo crescimento, havendo em 1949 sido dada definitiva decisão sobre a construção do estádio das Antas, para substituir o velhinho e já muito acanhado campo da Constituição. Até que foi ele, em Dezembro desse ano, que lançou oficialmente a primeira pedra do Estádio, bem como em Janeiro seguinte presenciou como presidente ao arranque das obras, em 1950, antes ainda de ter dado lugar a seu sucessor, em Março do mesmo ano.


Por isso mesmo, num livro historiador posteriormente dado à estampa e em coluna respeitante à edificação do estádio das Antas, o Dr. Miguel Pereira figura como um dos três mais salientes presidentes que ficaram associados ao estádio das Antas – conforme se pode ver in “A VIDA DO GRANDE CLUBE NORTENHO”, edição Seleções Desportivas-Extra (1ª de duas revistas), de 1978.


Substituído por Júlio Ribeiro de Campos, em segundo e curto mandato, foi então que começou a ser emitido um programa de rádio que ainda havia sido combinado na gerência do D. Miguel, mas já foi para o ar a 25 de Abril de 1950, o programa radiofónico A Voz do F C Porto, da lavra de um grupo de associados sob direção de João Manuel Antão.

Depois, tendo continuado a servir o clube, o Dr. Miguel Pereira passou por outros lugares, entre os quais chegou a ser ainda Presidente do Conselho Fiscal, e volvidos anos também Vice-Presidente da Direção, tendo sido um braço direito da presidência de Afonso Pinto de Magalhães.


Graças ao respeito com que era tido conseguiu então, entre tantas ações, cativar a colaboração de um associado que dava pelo nome de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o qual assim entrou para os órgãos diretivos como seccionista e, considerado um "diretor bombeiro" (como contou Pinto da Costa), foi acudindo ao que o Dr. Pereira lhe solicitava, por esses tempos. Em tal ganho de tarimba que hoje Jorge Nuno Pinto da Costa está a chegar ao 14º mandato como Presidente, por sua vez, na frutuosa presidência que vai em 34 anos, para já.


De todo aquele tempo que o Dr. Miguel Pereira esteve nos lugares de maiores responsabilidades nos destinos e subsistência do F C Porto, juntamos alguns aspetos de sua atividade portista através de algumas imagens dessas eras, quer em presença afetiva, quão na representatividade diretiva – como nos casos de instantâneos ilustratvos, honrando o clube e ocupando posição, junto ao presidente Pinto Magalhães e ao presidente honorário Sebastião Ferreira Mendes, num jantar de homenagem aos campeões nacionais das diversas modalidades do F C Porto, em 1968; tal como dignificando funções a entregar o trofeu Pinga ao guarda-redes Américo, de melhor futebolista, e a faixa de campeão nacional de juniores a Luís Pereira, ao tempo internacional júnior, bem como felicitando o ciclista Mário Silva; assim como a marcar presença na abertura do primeiro posto de venda de artigos de identidade portista, num postigo ao lado da antiga bilheteira, na frente do estádio das Antas.


O Dr. Miguel Pereira, desde o ano de inauguração do estádio das Antas considerado Sócio Honorário do F C Porto, foi mais tarde, já durante a primeira presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, em 1983, também oficialmente reconhecido como Presidente Honorário do F C Porto.

Armando Pinto

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3 comentários:

  1. Dois comentários no respetivo post do facebook, da esposa do sr. Pedroto, o Mestre”; e da filha do sr. Hernâni, o famoso “Hernâni do Porto” - que muito nos honram e por isso para aqui se transcrevem:

    Cecília Pedroto: Tinha um laboratório de análises clínicas, na Praça Filipa de Lencastre, onde fui algumas vezes!

    Isabel Ferreira da Silva: Dos Melhores Seres Humanos que tive a honra de conhecer e a quem muito devo. Padrinho dos meus pais e do meu irmão. Chamava ao meu pai o seu filho mais velho e a mim a sua Kiki. Que esteja no eterno descanso, que o conquistou ao longo da sua vida ao lado da esposa Sra D. Fernanda e de 4 filhos maravilhosos Manel, Miguel, Zé e Jorge. Bem hajam todos. Saudades

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  2. Aviso ao anónimo que tem andado com comentários anónimos...: Não é a velha democarecia..., não senhor. Nem nada que tenha atingido quem quer que fosse. Apenas que comentários desses, com opiniões assim, têm mesmo de ser enviados por autoria identificável. É escusado teimar. Está dito!
    Armando Pinto

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