Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Valor da memória museológica - A propósito de exposições temporárias no museu do FC Porto



O FC Porto, entre tantos títulos nacionais e internacionais, com cume superiormente atingido nas conquistas da Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões de futebol sénior em 1987 e 2004, Supertaça Europeia em 1987/88, Taça UEFA/Liga Europa de 2003 e 2011, Taça Intercontinental/Mundial de Clubes em 1987 e 2004, Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins em 1986 e 1990, Taça das Taças em 1982 e 1983, Taça CERS em 1994 e 1996, Supertaça europeia em 1987, no hóquei em patins sénior, é também Campeão Europeu de Sub-15 no hóquei em patins, título alcançado ao findar o mês de outubro de 2016. Grandes conquistas, estas e tantas outras que são bem vivas na memória portista, mas se não ficassem perpetuadas como deve ser, guardadas as taças e mais recordações alusivas em espaço museológico físico, daqui a anos seriam simplesmente objeto de algumas memórias contadas, sem permanecerem ao alcance de visualização posterior.


É assim de respeitar honrosamente o que dizia ao sentimento dos antepassados e gerações sucessoras o vibrar das bancadas de madeira do campo da Constituição, o que soava aos ouvidos no chiar dos patins do rinque de cimento no recinto desportivo da Constituição, ao bater dos pés no cimento das bancadas do estádio das Antas, as passadas na pista de cinza e o som do vento nas corridas de bicicletas da pista de ciclismo no mesmo estádio, todo o eco do pavilhão de treinos Pinto de Magalhães e o bruá do pavilhão gimnodesportivo Américo Sá, mesmo a agitação aquática da piscina das Antas, etc. etc. até à comodidade do estádio do Dragão e pavilhão Dragão Caixa, mais o que se vai vendo da piscina de Campanhã na cidade do Porto e áreas de treino do futebol no Centro do Olival em Gaia.

= Célebre Título do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Futebol de 1977/78, por fim de longo jejum...

Querem tais factos em si significar a importância que sempre terá a guarda de tudo, mesmo tudo o que seja possível, de quanto foi conquistado, como de permeio vivido; e quão possa representar ocorrências dignas de apreço.

= Vitória na final da Taça de 1968... !

Nós, portistas de hoje, os portistas felizmente vivos e todos ainda de tempos mais ou menos recentes, somos afinal herdeiros de um longo caminho como é a história do FC Porto, devendo reconhecer que a história passa por nós mas começou muito antes, com os nossos antepassados consócios. Sendo assim a preservação da memória contida no museu do clube um brado dos campeões e seus apoiantes do passado, a chegar ao presente na concentração de testemunhos dignos de vivo apreço coletivo.

= Vitórias, em 1948 de Fernando Moreira e Dias dos Santos bisando de seguida em 1949 e 1950, na Volta a Portugal em bicicleta.

Deve pois esse repositório despertar plenamente o sentimento alargado desse mundo atrativamente grato, de modo a que tudo o que contribuiu para a identidade vitoriosa com que nos identificamos seja devidamente preservada e como tal todos os que se identificam com o que representa tanto historial do FC Porto nos sintamos despertos nesse sentido. Perante o valor sentimental existente pelas conquistas representadas por trofeus e outros objetos de estimação memorial.

= Abertura da exposição temporária sobre o historial do Andebol do FC Porto.

Esse amplo sentimento de abraço ao que nos diz muito fica plenamente amparado na exposição atualmente existente sobre o histórico percurso do andebol do FC Porto. Por entre exposições temporárias, mas que deviam ser permanentes, tal o que o museu desperta para portistas convictos e todos os visitantes afinal. Conforme dizem os números, sabendo-se que quando completou três anos o Museu do FC Porto tinha recebido mais de 410 mil visitas.

= Américo, ao receber o primeiro Trofeu Baliza de Prata instituído em Portugal e a sua camisola amarela da final da Taça de 1968!

Tem sido grande a reação e é muito requisitado, com efeito o nosso museu, o grande e bonito museu do FC Porto. Além de alargar o campo de ação a exposições temporárias dentro do próprio museu e em espaços exteriores, nomeadamente em certames de promoção e eventos, como ainda não há muito tempo aconteceu em Lisboa e mais recentemente na Feira Internacional de Macau, como em diversos outros locais, ao longe e ao perto.


Agora está patente ao público uma outra exposição temporária, esta na Sala Multiusos. Com muito para ver, desde troféus, bolas, objetos vários e imagens documentais, mais nomes, números, factos e curiosidades sobre o Andebol do FC Porto, respeitante aos 86 anos de História que a modalidade tem dentro do clube. A decorrer, em princípio, até inícios do próximo mês de Dezembro.

= Uma das famosas linhas avançadas do FC Porto da geração de ouro dos anos 50...

Ora, nem todos poderão passar por lá dentro do período em que está a decorrer, de abertura ao público, estando a lembrar-nos os portistas da diáspora, entre portugueses e não só que vivem durante a maior parte do ano noutros países, e mesmo os portistas espalhado ao longo do retângulo português dos tais seiscentos e tal quilómetros de cima a baixo, mais os das regiões insulares. Inclusive quem vivendo pelo interior do distrito naturalmente não se desloca com frequência até à cidade do Porto... Assim sendo, não só se apenas a exposição ficar aberta até dezembro, como ainda se até continuar mais tempo, desde que seja temporária simplesmente.

= Primeiros Campeões Europeus do FC Porto, no caso pela seleção nacional de juniores de hóquei em patins, em 1969. =

Ali, onde é revisitada a História Portista, no conjunto total do percurso museológico, pode e deve ser alargado o espaço visitável de modo a conter tudo o que é material histórico nosso, o que é património físico da memória do nosso clube, tornado algo espiritual do simbolismo Dragoniano.

= Primeiro Internacional de hóquei em patins do FC Porto, Acúrcio Carrelo, em 1956; e Artur Coelho, vencedor da Clássica 9 de Julho de São Paulo, Brasil, em 1957. =

Então, a propósito da atual exposição temporaria no museu do FC Porto, e contando com futuras ideias de similares exposições sobre hóquei, ciclismo, basquetebol, bilhar, boxe, natação, etc. há que pensar em albergar ali condignamente o restante material portista. Não necessariamente hoje ou daqui a dias, mas logo que possível. Para cada modalidade ter um espaço, qual sala própria maior ou menor, mas com todos os seus trofeus e mais material histórico, em posição fixa e guarida permanentemente visível. Tal como seria de preservar as fotos que estavam emolduradas na antiga sede, à ancestral Sala-museu Pinto de Magalhães da Praça do Município (atual Praça Humberto Delgado) e sucessor Museu das Antas, sem necessidade de haver acervo em reservas de armazém, mas sim permanentemente tudo exposto, quer das modalidades no ativo como das desaparecidas do ecletismo portista.

= Entrega da Taça de Portugal de 1968, das mãos do "Capitão" Custódio Pinto ao Presidente da Direção Afonso Pinto de Magalhães (em cerimonial antecedente à final do Torneio Internacional do Porto, na semana seguinte).

O futebol, conforme o próprio nome do clube desde a fundação em 1893 e continuado na refundação de 1906, é o barómetro das atenções e aparelho das pulsações da existência portista, mas tudo o que está ligado ao clube, desde as diversificadas atividades e modalidades, até órgãos informativos e publicações variadas, tudo subjacentemente faz parte da arca do FC Porto. Sendo assim muito desejado por quem sente mesmo o FC Porto que tudo o que respeite ao FC Porto seja guardado, em exposição perene. Para que perdure no tempo e no conhecimento das gerações que vão continuar o FC Porto.


No museu que há dentro de nós, do sentimento portista, estão bem presentes as taças e demais galardões que se vêm nas vitrinas do atual Museu FC Porto By BMG, mas também recordações dos pioneiros do olimpismo no clube, sabendo que o futebolista Valdemar Mota foi olímpico ainda nos anos 20 e depois só no início dos anos 60 lhe sucederam os ciclistas Mário Silva e José Pacheco; assim como houve internacionais de futebol campeões europeus pela seleção militar, como foram Hernâni, Arcanjo e Barbosa; tal como foi honroso o clube ter seu primeiro internacional de hóquei patinado em 1956, Acúrcio, ao qual sucedeu Cristiano em 1970, depois de junto com Castro também haverem sido em juniores; além de terem sido primeiros internacionais campeões europeus formados no clube os então hoquistas juniores Cristiano, Fernando Barbot e António Júlio, etc., etc. etc. Sem esquecer as honras que merecem a Baliza de Prata e a grande taça do Prémio Somelos do guarda-redes Américo, as Bolas de prata e Botas de ouro dos goleadores Fernando Gomes e Jardel, e por aí adiante. Fazendo levantar a pele quando se vê camisolas como aquela com que o Américo defendeu na conquista da Taça de Portugal de 1968, durante o longo período em que no futebol não foi possível outras alegrias, qual a vivida nessa tarde em que o Pinto levantou a Taça ao cimo da tribuna do Jamor; mailas taças e estatuetas que Fernando Moreira, Dias dos Santos, Moreiras de Sá, Onofre Tavares, Artur Coelho, Sousa Cardoso, Carlos Carvalho, Mário Silva, Joaquim Leão, Ernesto Coelho, Azevedo Maia, Alberto Carvalho, Gabriel Azevedo, Cosme Oliveira, Custódio Gomes, e tantos outros ases dos pedais, mais os atuais ciclistas Vinhas, Veloso e restantes trouxeram de suas vitórias sobre suas bicicletas de corridas; e tudo o mais que sabemos e recordamos, de tantos e tantos factos e personagens da gloriosa história do FC Porto.



ARMANDO PINTO
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2 comentários:

  1. Dragões vencem Eurohockey
    A Eurockey Cup 2016, com competições de Sub-15 e Sub-17, culminou com a vitória do FC Porto Dragon Force nos mais novos esta segunda-feira, 31/10. O Porto venceu a final com um golo solitário de Diogo Marques.
    O Futebol Clube do Porto / Dragon Force venceu a 5ª edição da Eurockey Cup Sub-15, ao vencer na final o Manlleu por 1-0.
    Antes o Benfica, disputara o terceiro lugar, mas quedara-se em quarto, perdendo no lançamento de livres diretos (e não em golo de ouro) com o Viareggio.
    Nos Sub-17, dos clubes portugueses participantes, Benfica foi 3º, Paço de Arcos 6º e Braga 7º.

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  2. Notícia de segunda feira dia 28: "O êxito da exposição temporária «Andebol» que inaugurou a nova AT 28., tem sido tal que foi decidido prolongar a exibição até ao dia 31 de janeiro. Encontra o dia certo para veres, mas não faltes. A entrada é livre! "
    Os blogues bem intencionados valem para alguma coisa. Parabéns.

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