sábado, 31 de dezembro de 2016

Feliz 2017 !


Aos amigos e acompanhantes, leitores e comentadores, deste espaço informático de idealização e partilha histórico-literária portista:

- o autor deseja Bom Ano Novo, em  continuação de Boas Festas nesta quadra natalícia e ótimo ano de 2017. Com votos das melhores venturas para os anseios próprios, do mesmo denominador comum.  Enquanto desportivamente acabem as vergonhas que têm assentado arraiais, perante o favorecimento descarado do regime, para que deixe de compensar o mal e finalmente haja justiça dentro do fenómeno desportivo, sem manobras arbitrárias. E, assim sendo, haja na honestidade e honradez paz na terra aos homens de boa vontade!


Armando Pinto

[Retalhos da] Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) – VII, VIII e IX (final).


Continuação e final da série de flaches descritivos sobre a vida e obra futebolística do célebre PINGA - GRANDE FUTEBOLISTA PORTUGUÊS dos anos 30 e 40, do século XX, que se tivesse jogado num clube de Lisboa era certamente considerado mediaticamente pelo reino como dos maiores do panorama luso…





Armando Pinto
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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

[Retalhos da] Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) – V e VI


= Continuidade, com mais fragmentos, sobre Pinga - o primeiro futebolista-maravilha da Madeira, grande referência do FC Porto e  durante muitos anos considerado o melhor de Portugal. 




Armando Pinto
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

[Retalhos da] Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) – III e IV


Na continuidade da publicação de recortes sobre a Vida de Artur de Sousa “Pinga”, seguem-se os correspondentes retalhos III e IV, respetivamente.



Armando Pinto
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Vida de Artur de Sousa “Pinga” (Continuação) - II


Continuação / Fração II - Sobre a vida e carreira desportiva de Pinga:

Armando Pinto

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Vida de Artur de Sousa “Pinga”


« Decorria o ano de 1938 quando o madeirense Artur de Sousa “Pinga”, grande referência ofensiva da equipa portista da época, rejeitou a 27 de Dezembro uma oferta “gorda” para se mudar para o Vasco da Gama (Brasil). O avançado, que haveria de conhecer apenas dois clubes na carreira (pois além do FC Porto só jogou no Marítimo) disse não a 30 contos de luvas (cerca de 150 euros na moeda atual) e mil escudos (cerca de cinco euros) de ordenado, continuando a viver entre Águeda e o Porto. Como jogador, a bonita história de azul e branco terminou com uns notáveis 146 golos marcados em 221 jogos que fazem do já falecido “Pinga” um dos mais eficazes artilheiros ao serviço do nosso clube.»


Assim refere a página informática Dragões Diário (no texto acima reproduzido, com a devida vénia), evocando este ícone futebolístico portista, madeirense e nacional. Fazendo lembrar quão interessante é recordar sua biografia, conforme há já uns anos bons veio transcrita no jornal O Porto, em respigos dum livro sobre a carreira desportiva de Pinga - o símbolo portista que noutros tempos foi até nome do antigo galardão do clube, antecessor do atual trofeu Dragão de Ouro.


Assim sendo, para aqui transpomos recortes dessa peça antiga, em fascículos ao longo de alguns dias, por artigos a postar separadamente.

Eis o início:


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Armando Pinto

sábado, 24 de dezembro de 2016

Boas Festas – Feliz Natal !!!


A todos os amigos e leitores deste blogue, o autor formula sinceros votos de Feliz Natal, no melhor espírito de paz, felicidade, saúde e bem estar. Com um abraço natalício e especialmente de afinidade do denominador comum!

BOAS FESTAS !!!
ARMANDO PINTO

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Natal Portista sempre!


Estamos no Natal, na época enternecedora e quase mágica que representa, afinal, a festa de ano mais querida da grande maioria das pessoas. Pese as frases feitas e filosofias corretas, o Natal não é bem quando se quer, mas sim na altura própria. Com frio ou chuva, vivido sobretudo no aconchego familiar. E quando o podemos passar com boa disposição, melhor ainda.

Ora para o afeto portista que norteia estes escritos o Natal deste ano chega com boa disposição, no tocante ao plano desportista também. Essencialmente por pairar no ar a esperança renovada pela recuperação anímica recente da equipa principal do futebol portista, além do cheiro a canela e entusiasmo juvenil do ter os netos a embrenhar-se neste mundo, cujo sortilégio nos vem da infância.


Naturalmente que o melhor voto de Natal é que a mensagem de paz e verdade chegue finalmente ao desporto e o FC Porto possa afirmar-se como merece. Sem esquecer que o Natal sempre foi no FC Porto época de gratidão e apreço pelos que o servem, como ao longo dos tempos foi manifestado nas festas natalícias. De cujo ambiente, para não piscar só luzes da atenção ao presente, sabendo-se que as imagens recentes são ainda do conhecimento dos seguidores clubistas, recordamos tempos mais recuados, através de duas fotografias antigas, da década dos anos sessentas, aportando à gerência de Afonso Pinto de Magalhães – como poderia ser de outra época. Cujas imagens falam por si e muito melhor que quaisquer mais palavras.


Armando Pinto
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domingo, 18 de dezembro de 2016

Fernando Perdigão: na efeméride da sua estreia internacional, por uma Seleção Portuguesa


Perdigão, glória da equipa portista da geração dourada dos anos cinquentas, tendo sido um dos que se sagraram campeões nacionais em 1956 e em 1959, é um dos nomes quase lendários da história do FC Porto. Quer como futebolista, campeão nacional e internacional, mas também como nome do atletismo, havendo sido recordista e campeão nacional em pista igualmente com a camisola do FC Porto.

Nos inícios de sua carreira desportiva Perdigão dividiu a prática atlética entre o futebol e o atletismo, efetivamente, tendo depois de estar no Porto alinhado pela formação de atletismo portista. E ainda júnior, foi recordista de saltos em altura e campeão nacional já na categoria de sénior. Tendo, inclusive, estado no primeiro título de campeão nacional de equipas conquistado pelo FC Porto em atletismo..


Com efeito, em 1952 o FC Porto foi Campeão Nacional de Pista ao ar livre de Atletismo em Seniores Masculinos por equipas, com 159 pontos e 14 vitórias em diferentes disciplinas, conseguidas por 10 atletas, todos eles Campeões individuais nas respetivas disciplinas, entre os quais estava como Campeão de Salto em Altura o Fernando Perdigão (tal como também o igualmente futebolista Carlos Vieira, que integrou a formação Campeã de estafeta de 4 x 100 metros). Um título em atletismo, esse, que foi algo especial, em virtude dessa modalidade estar mais implantada em Lisboa, a pontos dos melhores atletas do Norte do país serem atraídos a representar equipas lisboetas, tendo o título nacional masculino do FC Porto de 1952 só voltado a repetir-se em 2001, até ser extinta a respetiva secção no Porto.


De referir que então Fernando Perdigão no dia 3 de agosto de 1952 também bateu o recorde nacional do salto em altura, numa competição de atletismo no Estádio do Lima. Então não era invulgar acumular-se mais do que um desporto (como foram diversos os exemplos, em várias modalidades, até finais dos anos cinquentas, antes do profissionalismo no futebol, em especial) e Perdigão notabilizou-se no salto em altura. Até que em 1953 optou definitivamente pelo futebol, tendo tido uma carreira de sucesso, como um refinado futebolista do FC Porto nos anos 50 e parte dos 60 do século passado.

Vestiu a camisola dos Dragões durante doze temporadas tendo-se sagrado campeão nacional em 1955/56 e 1958/59. Conquistou também por duas vezes a Taça de Portugal nas épocas de 1955/56 e 1957/58. Tal como conquistou ainda a Taça Associação de Futebol do Porto por sete vezes (1956/57, 1957/58, 1959/60, 1960/61, 1961/62, 1962/63 e 1963/64).

Havendo assim sido no futebol elemento da equipa principal, com realce para as épocas em que as equipas do Futebol Clube do Porto foram orientadas, respetivamente, pelos treinadores Yustrich e Bela Guttman, comandando lotes de jogadores que, segundo opinião abalizada de conhecedores da história desportiva nacional, tais equipas do FC Porto terão sido do melhor que houve no futebol profissional português entre 1955 a 1960, sensivelmente.

De nome completo Fernando Júlio Perdigão, nasceu no dia 11 de Novembro de 1932 em Lourenço Marques, Moçambique. E faleceu a 16 de Fevereiro de 2007, em Aveiro.

Começou a sua carreira desportiva no clube da sua terra, o Clube Desportivo de Lourenço Marques, tendo sido contratado mais tarde para jogar no Futebol Clube do Porto nos anos 50 do século XX.

= Campeões Nacionais de 1955/56 =

Lembro-me de ver imagem duma equipa do FC Porto em que Perdigão alinhava em posição de ponta esquerda, em papel colado de forro de parede, que surgia diante dos olhos em lugar de honra de estabelecimentos públicos (como numa loja de mercearia e numa de vinhos e petiscos, onde se comprava de tudo um pouco), ao jeito de fotogravura ilustrada, como eram antigamente as fotografias pintadas. E esse Perdigão, como era nome de guerra no mundo da bola e afinal era também nome de sua família, entrou na retina de minhas memórias, com simpatia por sua figura.


Houvera luz do dia para o autor destas linhas em meados da década de cinquenta, a meio do século XX. Ano em que a equipa de futebol principal do Futebol Clube do Porto integrava, com maior utilização, o guarda-redes Frederico Barrigana, famoso “mãos de ferro”, o defesa Virgílio Mendes, o Leão de Génova e durante muitos anos recordista português de internacionalizações na Seleção A (em tempo de escassos jogos disputados, a nível de Seleções), mais Miguel Arcanjo, Vale, Carvalho, Porcel, Albasini, Eleutério, Henrique Monteiro da Costa, José Maria, António Teixeira, o famoso Hernâni Silva, Carlos Duarte, Fernando Perdigão e José Pedroto; como também Osvaldo Cambalacho, Dell Pinto, Sarmento, Vieira e Romeu. Estava então como Presidente do F. C. Porto o Dr. José Carvalho Moreira de Sousa, em 1954. Ano que, tomando o exemplo do vinho do Porto da colheita desse período, foi “vintage”. Depois o FC Porto foi campeão Nacional na época 1955/1956 após 14 anos sem ganhar o título. Bem como em 27 de Maio de 1956, ao ganhar a Taça de Portugal no estádio do Jamor, derrotando o Torreense por 2-0, o Futebol Clube do Porto pela primeira vez na sua história ganhava a sua primeira “dobradinha”. E Fernando Perdigão estava lá.

= Campeões Nacionais de 1958/59 =

Após isso ajudou a vencer novamente o título do Campeonato Nacional da 1ª divisão na época 1958/1959..

De permeio Perdigão representou Portugal na seleção nacional, primeiro na seleção B, a 18 de Dezembro de 1955; e depois, também por uma outra vez a seleção A, em 16 de Janeiro de 1957. Não tendo tido mais internacionalizações, como é fácil de saber, pelos motivos do sistema então vigente, das presidências federativas do esquema BSB, preferindo então sempre os dos três clubes de Lisboa, enquanto os do Porto para irem às seleções não podiam só ser melhores que os outros, teriam de ser muitíssimo melhores…

= Perdigão na equipa do FC Porto em 1960. No último ano de José Pedroto ainda como jogador e início da carreira de Américo como titular. ( A partir da esquerda, em cima -  Pedroto, Américo, Daucik, Miguel Arcanjo, Paula e Monteiro da Costa; em baixo - Rico, Montãno, António Teixeira, Perdigão e Humaitá. =


A meio da década dos anos sessenta, Fernando Perdigão regressou ao clube que o viu nascer em Moçambique, onde ainda jogou alguns anos, terminando a sua carreira desportiva como jogador-treinador do Clube Desportivo Indo-Português, da mesma cidade. Tendo, entre outros títulos, ali obtido o cetro de Campeão Distrital em 1964 e 1965. Posteriormente, em 1967 Fernando Perdigão ingressou no banco BCCI, um dos bancos emergentes e dos mais dinâmicos em Moçambique antes da Independência.

Depois do 25 de Abril de 1974, Perdigão veio para Portugal, tendo fixado residência na cidade de Aveiro, a terra dos ovos moles onde veio a acabar seus dias em 2007, com 77 anos.

Como homenagem a este virtuoso futebolista do FC Porto, evocando sua memória, recortamos para aqui a sua ficha da galeria dos Internacionais do FC Porto (conforme trabalho de Rodrigues Teles).

Armando Pinto
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sábado, 17 de dezembro de 2016

Lembrança da inauguração do rebaixamento do relvado e das bancadas do estádio das Antas, em 1986


No dia 17 de Dezembro de 1986 foi inaugurado o rebaixamento do relvado do Estádio das Antas, para ampliação das bancadas em profundidade do local, obra que aumentou a sua lotação para cerca de 90.000 lugares. Uma das primeiras grandes concretizações do Presidente Nuno Pinto da Costa à frente dos destinos do FC Porto.


Tal concretização, então, antecedeu o grande feito que deu forte impulso ao FC Porto, como foi no ano seguinte a conquista da Taça dos Campeões Europeus de futebol, cuja caminhada se iniciou durante as obras do rebaixamento do estádio. Motivo porque na 1ª eliminatória, ao início da época futebolística de 1986/87, o FC Porto jogou em Vila do Conde, em casa emprestada, e nos seguintes jogos em casa, já com o relvado concluído, contudo ainda com as bancadas em construção durante alguns dos desafios disputados, até culminar na final de Viena, em 1987.


Relativamente à inauguração do novo tapete e do amplo anfiteatro das Antas (de cujo jogo a taça correspondente ficou em casa, perante vitória portista em penaltis de desempate, após igualdade no tempo regulamentar), juntamos imagens do bilhete da festa e do desdobrável de envolvimento ao mesmo, como recordação pessoal de presença inesquecível.

Armando Pinto

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