terça-feira, 19 de setembro de 2017

“Coisas do Porto”


Como as vitórias do FC Porto são sempre sentidas com ânimo feliz, como um beijo sensível em amplexo mental, agora que ressalta mais uma fase ganhadora do FC Porto, interessa viver o que se vai sentindo. Pondo olhos em coisas que remetem à mística afetiva, animam as hostes e fazem bem ao coração, como se pode sentir ouvindo a empolgante recitação do histórico poema Aleluia, na voz poderosa do célebre declamador Manuel Lereno (no disco do Hino do FC Porto, editado em 1970 durante a presidência de Pinto de Magalhães). 
Tal como num simples apetrecho pessoal, com o também poderoso dístico da legenda “FUTEBOL CLUBE DO PORTO – O MEU CLUBE”. Pois o importante é que o Porto ganhe e tudo ganha outro sentido quando o Porto ganha. Sem importar repetições, tal como apetece repetir no tempo e espaço sensações antigas… Quais, noutros tempos, pelos anos de infância, quando cantarolávamos entre amigos de brincadeiras, tocando em latas, por arremedos de tambores, à falta de melhor nesse tempo:  - “ Oh Porto, ó Porto,  do meu coração, já foste vencido, agora serás campeão”!

Armando Pinto


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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Presidente do FC Porto presente à despedida de D. António Francisco dos Santos (1948-2017), o “sorridente" Portista e estimado Bispo do Porto


Dois dias após o falecimento de D. António Francisco dos Santos, e passado o tempo mediado em que a urna com seu corpo esteve em câmara ardente na igreja da Sé, onde se rezaram laudes e cerimoniais com missas fúnebres de sufrágio, realizaram-se por fim as cerimónias do funeral na tarde de quarta-feira, com devidas honras e presenças de altos representantes da nação, mais entidades relacionadas com o ministério tão marcante do falecido Bispo do Porto. Entre cujas presenças se contou o Presidente do FC Porto, Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, em nome oficial do clube, como fez questão de honrar a memória desse bispo bondoso, sorridente, simples, a quem ninguém ficava indiferente, como Pinto da Costa fez questão de vincar ao apresentar-se de fato oficial com o emblema do grandioso baluarte desportivo – conforme comprova imagem correspondente, em visibilidade de parte do corpo da igreja e ampliação de pormenor, da assembleia de clérigos, fieis e convidados, presentes no interior do templo da Catedral Portuense.


O caso merece destaque, como ganha referência essa ligação do Prelado da diocese ao clube desportivo mais representativo da cidade e da própria diocese do Porto, sendo conhecida sua afeição pelo Futebol Clube do Porto, como se sabia e inclusive fez eco alguma comunicação:

«A atenção ao outro (o que chamamos próximo, o cidadão comum), naquela que é a maior diocese do país não lhe retirava tempo para seguir os jogos do Futebol Clube do Porto. Como confessou à agência Lusa, em Junho de 2014, evitava ouvir os relatos enquanto conduzia porque ficava “muito nervoso”. Mas, além da preferência clubística, é a frase “os pobres não podem esperar” que lhe há-de ficar colada à biografia, de tantas vezes que a usou. Uma delas foi quando realizou a sua primeira homilia como bispo do Porto, em Abril de 2014, estava a crise económica e social no seu auge: “Onde estiverem em causa os pobres, os que sofrem, que sejam os primeiros. Os pobres não podem esperar.” No sábado, durante a peregrinação diocesana a Fátima (a segunda Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto, quarenta e nove anos depois da primeira), voltou, numa entrevista à agência Ecclesia, a orientar o olhar da Igreja para os mais vulneráveis. "Não podemos esquecer aqueles que mais precisam, os que mais sofrem, aqueles em que ninguém pensa”, sublinhou.»


O Funeral, presidido pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e antecedido de missa exequial, teve então a presença do Presidente da República Portuguesa, do Primeiro Ministro do atual Governo, Presidente da Câmara Municipal do Porto e do Presidente da Direção do FC do Porto, entre tantas figuras públicas, dirigentes institucionais e imenso povo anónimo, sendo intensamente vivido por bispos, padres, seminaristas e mais elementos da Igreja, como ainda teve inclusão de diversos políticos e agentes da sociedade. Tal a grande dimensão desse que foi até agora Bispo do Porto e era amigo pessoal do Presidente do FC Porto e como Bispo do Porto e Portista era também aficionado do FC Porto, a cujos acontecimentos oficiais assistiu diversas vezes.

Armando Pinto
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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Faleceu D. António Francisco dos Santos: sorridente “Bispo do Porto” e respeitado “Dragão de Honra”


Faleceu D. António Francisco, o Bispo do Porto que tinha em seu nome o mesmo nome do mítico Bispo da Carta “Pró-Memória” a Salazar, tão marcante de seu apostolado na Diocese da Cidade da Liberdade, mais do tão simpático Papa Francisco, arauto de novos tempos religiosos. Um Prelado que muito honra a Diocese Portucalense em o ter tido nos seus eleitos.

Com efeito, em surpreendente e quase inacreditável notícia, a manhã deste dia 11 de setembro chegou com o embate da infeliz novidade:
- Morreu o nosso querido Bispo do Porto, Dom António Francisco, devido a fulminante ataque cardíaco. Pessoa que muita alegria transmitia ao ambiente da Diocese Portucalense como se viu ainda no passado sábado na belíssima Peregrinação a Fátima da Diocese do Porto  algo, que nos mistérios insondáveis da vida, acabou por ser seu «adeus», na despedida pública dos fiéis diocesanos e perante tantas pessoas que o admiravam. Tocando ainda durante a manhã desta segunda-feira todos os sinos das paróquias da diocese do Porto em sinal de luto por sua memória.

Ser Bispo do Porto, realmente, é uma função eclesiástica e um múnus histórico de importantíssimo papel na sociedade nacional, como se revela na honrosa galeria que, entre tantos, se glorifica historicamente, desde aquele D. Hugo dos tempos das primeiras cartas de Foral, mais D. João Peculiar influente na independência política que levou ao reinado da fundação nacional e o D. Pedro Pitões da tomada de Lisboa, até ao Cardeal D. Américo da reorganização canónica para os atuais limites diocesanos da Sé Portucalense, passando depois por uns D. António Barroso, D. António Barbosa Leão, D. António Castro Meireles, D. Agostinho Sousa, D. António Ferreira Gomes, D. Júlio Tavares Rebimbas, D. Armindo Lopes Coelho e D. Manuel Clemente, até D. António Francisco. Numa constelação de estrelas sacrossantas que ficaram a cintilar no universo resplandecente da audácia bondosa nortenha, qual a crença de quem não verga a cerviz perante prepotências do poder reinol e desempenha relevantes serviços em prol da comunidade.


Entre esses desempenhos, dentro das facetas de outrora que levaram combatentes de Entre Douro e Minho a seguirem D. Pedro Pitões adjuvante de D. Afonso Henriques na conquista de Lisboa, tal como D. António Barroso se tornou mártir vivo na mudança do regime monárquico para a República e D. António Ferreira Gomes sofreu exílio político durante o regime do Estado Novo de Salazar por não servir a dois senhores, também a ligação dos Bispos do Porto às principais instituições representativas da área diocesana foram tidas em conta na memória coletiva. Honrando os Bispos do Porto com sua presença momentos e acontecimentos de relevo da vida do grandioso clube desportivo mais representativo da região. Como, no meio de tantas ocasiões, lembra o facto da bênção na inauguração do estádio das Antas ter sido por D. António Ferreira Gomes, Bispo que também benzeu as diversas instalações que mais tarde foram surgindo durante a dinâmica presidência de Afonso Pinto de Magalhães, assim como, na qualidade de entidade acompanhante do presidente Pinto da Costa, o portista D. Armindo Coelho benzeu com seu hissope na inauguração do estádio do Dragão e D. Manuel Clemente procedeu à bênção do pavilhão Dragão Caixa. Cuja caminhada foi continuada por D. António Francisco, Bispo do Porto a partir de 2014 e que em 2015, em sinal de apreço, como portista assumido e prestável consócio, foi honrosamente galardoado com o Dragão de Honra, na cerimónia da respetiva Gala da Entrega dos Dragões de Ouro acontecida em novembro daquele mesmo ano – como aqui se recorda, através de recorte da brochura de apresentação oficial e dum apontamento de reportagem da revista Dragões de janeiro de 2016.


D. António Francisco dos Santos, além de Dragão de Honra, era membro do Conselho Consultivo da Futebol Clube do Porto-Futebol, SAD.

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Com enorme pesar regista-se então que faleceu hoje, dia 11 de Setembro na Casa Episcopal da cidade do Porto, vítima de enfarte agudo do miocárdio, o Senhor D. António Francisco dos Santos, Bispo Diocesano do Porto.


Neste local de Memória Portista, como tal também, cumpre-nos ainda o dever de informar publicamente, segundo está anunciado, que as  exéquias solenes serão celebradas na próxima quarta-feira dia 13 deste mês de setembro, às 15 h 00, na Catedral do Porto. O corpo do Senhor D. António estará em Câmara ardente a partir das 17 h 00 de hoje, dia 11, estando a Catedral aberta das 9 h 00 às 24 h 00. Está previsto que o Presidente da República marque presença no funeral, entre outras individualidades dos mais diversos quadrantes da vida nacional. Todos reconhecendo que D. António Francisco esteve curto período à frente da diocese do Porto, mas em tão pouco tempo fez muito.

Entretanto a Câmara Municipal  do Porto, presidida pelo Dr. Rui Moreira, decretou 3 dias de luto na cidade Invicta e o FC Porto apresentou condolências à Igreja Católica Portuguesa através de comunicação em nome da Direção. Também os Governantes da Nação Portuguesa e diversos políticos se manifestaram publicamente, assim como algumas Câmaras Municipais do Distrito do Porto, entre as quais Gaia e Gondomar, pelo menos, decretaram dias de luto municipal. O Presidente do FC Porto referiu emocionado (em curta declaração ao Porto Canal) que perdeu um grande amigo. Como amigo também era tido na simpatia pública, dizemos nós.

O Bispo do Porto, D. António Francisco, desaparece assim fisicamente do número dos vivos aos 69 anos, em direção à morada celeste que norteou sua passagem na terra. Paz à sua Alma.

Armando Pinto
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NOTA BENE: Para relembrar seu percurso, recorde-se o que aqui também foi escrito aquando da sua nomeação como Bispo do Porto, em fevereiro de 2014 
(clicando em) 
A. P.

domingo, 10 de setembro de 2017

“Jogo de Experiências” da estreia de Hernâni e reaparecimento de Araújo


Foi em 1950, numa curiosa jornada, à entrada dessa década que ficou assinalada por uma Ínclita Geração de grandes valores do futebol portista, que se deu, como que uma passagem de testemunho, a estreia de Hernâni com a camisola do FC Porto, quase que para substituir em carisma – como foi, afinal – o emblemático António Araújo.

Nesses inícios da década recheada de bons valores entre futebolistas do FC Porto que marcaram épocas, desde Barrigana, Virgílio, Carvalho, Joaquim Machado, José Maria, Carlos Vieira, Pedroto, de permeio com grande realce para Hernâni, mais Monteiro da Costa, Carlos Duarte, Miguel Arcanjo, Perdigão, etc. etc. até outros então a despontar para brilhantes carreiras, como Américo, irmãos Sarmentos, Barbosa, etc. etc. qual geração grandiosamente histórica, estava a começar o grande Hernâni e em fim de carreira o famoso Araújo. Então, depois de longo afastamento devido a grave lesão, Araújo reaparecia a jogar, enquanto ao mesmo tempo aparecia Hernâni, em jogo que o FC Porto realizou antes ainda do início do campeonato da época de 1950/51, corria o ano de 1950 com o mês de setembro entrado no dia 11. Encontro esse que, como tal, foi apelidado de “Jogo de Experiências”, diante do Estoril, no campo-estádio da Constituição.


Jogava-se na Constituição, já com o futuro estádio das Antas no horizonte, estando o anfiteatro das Antas em construção – como se pode reavaliar e recordar por reportagem da mesma época. Sendo que nessas eras quaisquer obras eram muito demoradas, acrescidos os trabalhos com a angariação de verbas para o seu desenvolvimento, já a menos de dois anos da sua inauguração.


Assim sendo, aconteceu isso há 67 anos, quando se estreou com a camisola do FC Porto o mítico Hernâni, que ficou conhecido como “o furacão de Águeda”, no mesmo jogo que serviu de homenagem a Araújo, a que se associou o clube sulista Estoril Praia. Enquanto Araújo depois ainda foi fazendo alguns jogos pelo FC Porto, já mais como referencial do clube, quão respeitado nome no ambiente da equipa, servindo até de bandeira, no significado da sua presença, em jogos festivos de amistosas visitas do FC Porto a diversas terras de onde chegavam convites.  


Nessa tarde de setembro, do então primeiro jogo de Hernâni como jogador portista, o FC Porto alinhou inicialmente com Barrigana, Virgílio, Vasco, Carvalho, Joaquim, Romão, Baptista, Araújo, Vital, José Maria e Vieira; tendo no decorrer do jogo, entrado em substituições, também, Hernâni, Sanfins, Fragata e Monteiro da Costa. Havendo Hernâni contribuído decisivamente com um golo na vitória por 4-3, depois do Estoril ter estado a vencer por 3-0, resultado a que o FC Porto conseguiu dar a volta para um tom mais consentâneo ao acontecimento, sendo os golos portistas apontados por José Maria, Monteiro da Costa (2) e Hernâni.


Hernâni foi depois um digno sucessor de António Araújo, o tal que em seus tempos áureos era único portista nas seleções, a pontos da equipa representativa de Portugal nessas épocas ser popularmente conhecida por Sport Lisboa e Araújo. Passando por fim Hernâni Silva a seguir na linha de Pinga, Valdemar Mota, Araújo e outros dessa categoria que ultrapassa a visão do tempo. Ao longo duma carreira briosa de 14 temporadas ao serviço dos Dragões, em que Hernâni Ferreira da Silva disputou 335 jogos oficiais pelo FC Porto, marcou 183 golos e venceu dois Campeonatos e duas Taças de Portugal.

Armando Pinto
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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ser Portista… num exemplo chamado Nené Reis, louvado pelo Papa Francisco


O Ser Portista é realmente algo especial, nas variadas facetas do que consubstancia esse sentimento que une afinidades e possibilita relacionamentos, desde as bancadas do estádio e mesmo outros locais onde aconteçam encontro de portistas, como antigamente acontecia entre consócios e apoiantes sentados no cimento das Antas, passando pela atualidade das cadeiras do Estádio do Dragão e do pavilhão Dragão Caixa ou anfiteatros do Museu do FC Porto, entre vizinhos episódicos, momentâneos ou mais assíduos de lugar, até conhecimentos granjeados através de ocorrências relacionadas com o clube de afeto comum e aos contactos via internet, onde se sinta e faça algo em prol do FC Porto.

De uma dessas vertentes nasceu conhecimento do autor por um portista que, em vista da sua ligação próxima aos meios do FC Porto, passou a ser mais atentamente visto na universalidade proporcionada pelo mundo portista. 
Tal o caso do amigo sr. Nené Reis, cujo primeiro contacto derivou de informações sobre um então possível reforço para o clube, passe a recordação, mas que não mais fugiu aqui da ideia por ser portista, até mais tarde ter chegado conhecimento dele mesmo ser amigo do pároco do autor destas linhas. Havendo por isso agora captado a atenção um artigo vindo recentemente a público no jornal Voz Portucalense, relatando algo relacionado com a vinda a Fátima do Papa Francisco, aquando do centenário das aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, na ligação do sr. Reis com o ambiente diocesano do Porto.

Desse facto, derivado do encontro do sacerdote da Diocese do Porto mais idoso de Portugal, qual testemunho de como mais alguém foi honrado pelo Papa e logo um portista, damos nota aqui, transcrevendo (em parcelas de recorte, para melhor leitura) um artigo do jornal VP pela pena do Dr. João Alves Dias, vindo a público na edição de 30 de agosto do Semanário da Diocese do Porto:


Porque não é todos os dias, nem com toda a gente que acontecem coisas destas, e mais ainda por ser com pessoas de carácter portista, como é o afeto à cor da Senhora que dá cunho simbólico à Cidade da Virgem, na paz de espirito irradiado desde a Sé do ancestral burgo portucalense, sentimos apelo sentimental para esta transposição, a calhar no âmbito do que une o sentimento de afinidade, qual intuição pelo bem que sempre norteou o clube azul e branco.

Armando Pinto
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sábado, 2 de setembro de 2017

Efeméride: A Homenagem da despedida de Américo, na cronologia histórico-portista


A 2 de setembro de 1969, realizou-se no Estádio das Antas a festa de despedida do Guarda-redes Américo, contando no programa um jogo da equipa do FC Porto com o Benfica, de preenchimento à principal atração que era a homenagem ao histórico guarda-redes Américo, que então encerrava a sua carreira nessa altura, na sequência de uma lesão grave que obrigou ao fim da atividade do grande guardião das balizas portistas.


Américo Ferreira Lopes, depois de ter sido júnior do FC Porto e passado entretanto a sénior, representou o FC Porto ao longo de cerca de 18 temporadas, havendo sido inscrito na Federação Portuguesa de Futebol como junior em 1950 e como senior em 1951/1952, tendo jogado já oficialmente na equipa principal durante a época de 1952/53. Até que depois, e após interrupção de dois anos devido a ausência no serviço militar obrigatório, mais uma época de empréstimo no Boavista, se fixou definitivamente no FC Porto, enquanto a partir de 1961/62 se posicionou finalmente como dono do lugar de guarda-redes principal do FC Porto.


No decurso duma brilhante carreira Américo disputou 250 jogos  pela equipa A do FC Porto (pois antes de agarrar o lugar nº 1 fez muitos jogos pela equipa de Reservas, mais os jogos em que reprentou o Boavista e de permeio as seleções nacionais B e A), havendo conquistado pelo FC Porto um Campeonato Nacional em 1958/59, o do famigerado caso-Calabote (que esteve na origem da célebre primeira ‘Liga Calabote’, a que se seguiram mais como é sabido...), sendo nesse tempo treinador Bella Guttman; e mais tarde uma Taça de Portugal em 1967/1968, como titular dessa equipa orientada por José Maria Pedroto.


Para além disso, o seu percurso desportivo ficou marcado por diversas distinções individuais. Como foi, por exemplo, o primeiro guarda-redes a ganhar o trofeu Baliza de Prata, em 1964, correspondente a ter sido o guarda-redes que menos golos sofreu em 1963/64, então instituído pela Agência Portuguesa de Revistas; e um Prémio Nacional de Regularidade entregue através de pontos atribuídos pelos jornalistas desse tempo do jornal A Bola, o Prémio Somelos de 1967/68.


Antes já Américo havia sido distinguido com uma Festa de Homenagem, proporcionada pelo FC Porto no estádio das Antas, como reconhecimento ao então primeiro Baliza de Prata, em 1964, num festival noturno que contou com um jogo de futebol em que o FC Porto jogou com o Sporting, equipa que assim se associou a honrar o então recente vencedor da primeira Baliza de Prata, em prélio festivo a 30 de Setembro desse ano. Volvidos anos, em 1969, no mesmo mês, Américo era homenageado na sua despedida da defesa das balizas dos campos de futebol. Ficando como caso raro dum futebolista que foi alvo de duas públicas festas de homenagem.


Armando Pinto
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Efeméride: A presença do FC Porto na "Capsúla do Tempo" da UEFA


No dia 2 de Setembro de 2004 a UEFA enterrou em Nyon, na Suíça, onde se situa a sua sede, uma cápsula do tempo destinada a ficar guardada para ser aberta em 2054, na qual o futebol dessa temporada se encontrava representado por uma bola de futebol autografada pela equipa do FC Porto, uma camisola autografada pela equipa do Milan, um programa da Gala da UEFA autografado pela equipa do Valencia e um par de luvas de guarda-redes autografadas por Vítor Baía. Honra e glória com que o FC Porto foi distinguido nesse ano em que foi o Campeão Europeu à época da comemoração do jubileu da entidade. De modo que quando em 2054 em Nyon a cápsula for desenterrada, lá estarão esses dois objetos dos Dragões, como testemunho à posteridade, algo de relevo na mística portista e honroso para a memória lusa.

Mais uma curiosidade histórica fica assim na memória do mundo azul e branco, à distância do significado e transmissão temporal.

Tal como ainda não há muito tempo, corria a primavera de 2016, em jogo do FC Porto diante do Boavista, selado com resultado em 4-0 a favor do conjunto portista, o FC Porto ficou associado ao primeiro jogo do campeonato português realizado em horário matinal,  disputado que foi esse encontro entre os dois vizinhos da Invicta na manhã do sábado 14 de Maio de 2016, também outras curiosidades ficam na retina da memória portista, entre honrarias portistas, das quais é sobremaneira eloquente a presença de símbolos portistas na capsula do tempo da UEFA.


Ora, recordando a primeira vez de jogos matinais, na verdade foi esse um jogo especial, além de ter sido recheado de golos, que valeram mais três pontos aos Dragões na última jornada da Liga NOS da mesma época. Qual goleada para asiáticos verem, na realização do jogo em horário pensado para transmissões destinadas ao fuso asiático. Tendo assim ficado para a história por ter acontecido pela primeira vez um jogo em horas de manhã portuguesa a contar para o campeonato português da Primeira Liga, iniciado ainda em horário da manhã e findo ao princípio da tarde desse sábado risonho do mês das flores.


Perante este cenário, o F C Porto ficou como clube anfitrião do primeiro jogo madrugador do campeonato da Liga principal em solo nacional, com essa vitória por 4-0 frente ao vizinho Boavista. Bem como em 1928, a 28 de Julho, houvera no campo da Constituição o primeiro jogo noturno, em prélio então empatado com o Salgueiros a dois golos para cada lado. Assim como o F C Porto foi o primeiro vencedor do primeiro Campeonato de Portugal, em 1921/22; e também do primeiro Campeonato da Liga em 1934/35, bem como, no decorrer dos anos, alcançando palmarés que tornou o F C Porto campeão nacional, europeu e mundial, como se sabe, obteve em 2016 outro título singular, como foi e é, através da equipa F C Porto B, com a conquista do título de Campeão Nacional de 2015/2016 da 2ª Liga. Sendo assim o único clube português que conseguiu vencer os dois principais campeonatos do futebol português.

Junta então o F C Porto mais curiosidades ao muito que já consta do historial portista e torna o F C Porto  um Clube Especial, detentor de feitos e com factos especiais. Tais como, recordando algo da primazia portista:

- O FC Porto é considerado, no século XXI, segundo o “Club World Ranking (21st Century)” do Oosterpark Rankings, o maior clube português, o 6º da Europa e o 7º do Mundo.
- O FC Porto foi considerado segundo a Classificação Mundial de Clubes da IFFHS desde 1991, o maior clube português, o 7º da Europa e o 12º do Mundo;
- O FC Porto foi considerado, segundo o “Worldwide Historical Clubs Ranking” do brasileiro Marcelo Leme de Arruda, o maior clube português, o 10º da Europa e o 12º do Mundo;
- O FC Porto foi e está a ser sucessivamente considerado pela CNN um dos melhores clubes  da atualidade, chegando a atingir o quarto lugar, sendo o único clube português a figurar nesta lista.
- O FC Porto é o clube mais titulado da Europa desde 1974/75 (primeira época pós-Revolução Democrática do “25 de Abril”, período que coincide com o grande crescimento do clube, iniciando a sua hegemonia em Portugal e o seu surgimento na elite internacional). Entre campeonatos, taças, supertaças e troféus internacionais, os portistas solidificaram uma hegemonia não muito comum, à escala nacional e internacional, entre os clubes dos países com mais história no futebol europeu. 
- O FC Porto, no que respeita exclusivamente às provas internacionais durante mesmo período desde 1974/75, foi o único clube português a ter conquistado títulos internacionais (7). 
- O FC Porto é o clube português com mais títulos internacionais, o 3º da Península Ibérica e o 8º da Europa;
- O FC Porto é o único clube Português que, na praia de Ipanema no Rio de Janeiro, tem 3 Bandeiras em exposição. Esta situação é bem elucidativa do prestígio e da universalidade do clube. Nesta praia de 6kms desta enorme cidade encontram-se as bandeiras dos clubes mais famosos do mundo.
- O FC Porto era o único clube português no extinto G-14, o grupo dos clubes mais poderosos da Europa, sendo também o único representante de Portugal entre os 16 fundadores da Associação Europeia de Clubes (ECA), criada após a extinção do G-14.
- O FC Porto tem, em Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, o presidente mais titulado de todos os clubes do Mundo. A grande distância encontram-se os míticos Santiago Bernabéu do Real Madrid e Josep Luíz Nuñez do FC Barcelona.
- O FC Porto é o clube português com mais botas de ouro conquistadas (3): Fernando Gomes 2 e Mário Jardel 1.
- O FC Porto é o clube português com mais participações em competições internacionais oficiais.
- O FC Porto é o clube com mais participações na Liga dos Campeões da Europa, falhando apenas nas épocas 1994/95, mais na de 2002/03, quando venceu a Taça UEFA, e na época de 2010/11, em que venceu a Liga Europa.
- O F C Porto é o único clube português que venceu a mais importante competição europeia de futebol nas duas versões, quer a Taça dos Campeões Europeus, em 1987, como a sucessora Liga dos Campeões (Champions League), em 2004.
- O FC Porto é o clube Português que mais tem contribuído para o Ranking da UEFA.
- O FC Porto foi pioneiro também na internacionalização: foi o primeiro clube português a receber um conjunto estrangeiro (o Real Fortuna de Vigo, em 1907) e o primeiro clube português a deslocar-se ao estrangeiro (a Vigo, em 1908)
- O FC Porto foi o primeiro clube a vencer o pioneiro Campeonato de Portugal em 1921/22 e também o Campeonato Nacional da Liga em 1934/35.


- O F C Porto teve na sua equipa o primeiro guarda-redes de futebol a vencer em seu tempo os mais importantes trofeus de reconhecimento da imprensa nacional, como foi a Baliza de Prata em 1963/64; e o primeiro Prémio da Regularidade, Trofeu Somelos-Helanca, em 1967/1968, conquistados por Américo.
- O FC Porto formou nos seus quadros futebolísticos uma das maiores referências da história do futebol português, Vítor Baía. Enquanto jogador, Baía foi aquele que mais títulos conquistou na história do futebol mundial, somando 33 títulos.
- O FC Porto tem atualmente, segundo dados oficiais, cerca de 110.000 sócios (vivos e com situação regularizada), sendo assim um dos 5 clubes do Mundo com mais sócios.
- O FC Porto, em 2004, segundo um estudo realizado pela FutureBrand, uma empresa americana especializada em consultoria de marcas, foi considerado a marca mais valiosa do futebol português. O estudo teve em conta fatores como: o valor das marcas, a lealdade dos adeptos, a capacidade de conseguir aumentar a venda de bilhetes para os jogos e o valor financeiro do clube. Neste estudo de marcas europeias, o FC Porto ocupou a primeira posição em Portugal e a 21ª na Europa.
- O FC Porto e o Liverpool foram os únicos clubes no mundo a ganhar em dois anos consecutivos as duas competições europeias mais importantes: a Taça UEFA e a Liga dos Campeões.
- O FC Porto, o Ajax, a Juventus e o FC Barcelona foram os únicos Clubes no Mundo que ganharam as três competições internacionais no mesmo ano (Liga dos Campeões, Supertaça Europeia e Taça Intercontinental), o Famoso Triplete Internacional.
- O FC Porto, no ano de 1987, foi super-campeão da Europa ao vencer o Ajax de Amesterdão na Supertaça Europeia por duas vezes pela marca de 1-0.
- O FC Porto é o único clube português finalista de todas as competições da UEFA e FIFA: Liga dos Campeões, Taça dos Vencedores das Taças, Supertaça Europeia, Taça UEFA e Taça Intercontinental.
- O FC Porto é o único clube português bi-campeão mundial de clubes (1987 e 2004).
- O FC Porto é o único clube português que venceu a Taça UEFA e a sucessora Liga Europa.
- O FC Porto é o único clube português que venceu a Supertaça Europeia.
- O FC Porto foi considerado pela UEFA a equipa do ano nos anos de 2003 e 2004, ao comando de José Mourinho, com estrelas como Deco, Ricardo Carvalho, Vítor Baía, Paulo Ferreira , Jorge Costa, etc.
- O FC Porto é o único clube português que teve nas suas fileiras um jogador que marcou em duas Finais Europeias consecutivas (Taça Uefa 2002/2003 e Liga dos Campeões Europeus 2003/2004). Esse jogador chamava-se Dimitry Alenitchev.
- O FC Porto teve em Artur Jorge e José Mourinho, os únicos dois treinadores Portugueses Campeões da Europa.
- Vítor Baía foi considerado pela UEFA o melhor guarda-redes do ano de 2004.
- O FC Porto é o único Clube Português representado na “Cápsula do Tempo” enterrada pela UEFA para comemorar o jubileu da entidade. Quando em 2054 em Nyon na Suíça a cápsula for desenterrada, lá estarão dois objetos dos Dragões: uma bola autografada pelo plantel que venceu a Liga dos Campeões em 2004 e um par de luvas autografado por Vítor Baía.


- Entretanto, com a conquista do Campeonato da 2ª Liga nacional de futebol profissional, o F C Porto passou também a ser o único clube português que conquistou os dois principais campeonatos portugueses, quer o da 1ª como da 2ª Liga, sendo o único que teve a sua equipa B também em 1º lugar do respetivo campeonato.
- Até ao facto do F C Porto ter sido o primeiro clube português a fazer no seu estádio um jogo de futebol para o campeonato maior em horário da manhã, com a realização no estádio do Dragão, a 14 de Maio de 2016, do dérbi portuense F C Porto-Boavista pelas 11, 45 h, conforme foi oficialmente decidido pela Liga Portuguesa (como primeira experiência para possível conquista de novos mercados, visando transmissões televisivas de jogos do futebol português, para países de horários muito diferentes dos normais, de jogos até agora em Portugal).
- E, por fim, já em Maio de 2017, o FC Porto ainda venceu em Inglaterra a versão da Liga Europeia de equipas B, a "Premier League International Cup". Prova (International Cup, criada em 2014/15, pela Premier League, juntando equipas sub-23 e com todos os jogos a realizarem-se sempre em solo britânico), que nesse ano da sua terceira edição teve a participação de 24 equipas, das quais 12 inglesas e 12 estrangeiras do resto do Europa  em célebre final disputada em casa do clube adversário, onde Galeno, com dois golos, foi figura do encontro entre o Sunderland sub-23 e o F. C. Porto B, terminado com a vitória portuguesa por 5-0.


Armando Pinto
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Troféu Luís Otero – Objeto duplamente histórico na memória museológica portista


Tal como noutros tempos houve alterações profundas na sociedade perante mudanças estruturais, como foi em Portugal no período de transição da Monarquia à República, entrado o século XX (para não recuar demasiado na cronologia) diante do desaparecimento de antigos dinheiros como eram as moedas de Reis até à entrada do Escudo, mais a mudança das cores nacionais do azul e branco da realeza para o verde e vermelho do Partido Republicano Português e seus movimentos associados, como à entrada do século XXI surgiu a moeda Euro que substituiu pela metade o Escudo, também no futebol tudo se tem alterado ao longo dos tempos e talvez até mais depressa. Acontecendo, no caso do futebol, como desporto rei, que o facto se evidencie demasiado na repentina situação das transferências e grandes somas envolvidas. Contudo, antes disso ainda, o panorama foi sendo modificado em variados aspetos menos agressivos, como eram em tempos distantes as provas do início de época, através de torneios famosos que eram possíveis por não existirem ainda pré-eliminatórias de acesso às competições europeias, nem os campeonatos nacionais começarem em pleno período de verão, havendo inclusive férias grandes, como era chamado a esse período de veraneio alongado.


Pois então, enquanto pelos idos de quarenta e inícios de cinquenta, do século XX, ainda não existiam provas internacionais oficializadas, foram decorrendo jogos de permutas entre equipas de diversos países, tendo o FC Porto tido jogos famosos com receções vitoriosas diante do Vasco da Gama do Brasil, Arsenal de Londres, Portuguesa do Rio, Fluminense, o Real Madrid, Vazas, Valência, etc, cuja repercussão se refletia em tais momentos terem sido distinguidos com publicações de coloridas separatas de publicações da especialidade, à época, em género de “posters” médios ilustrados. Gravuras essas que se viam nesse tempo, como embelezamento, por exemplo, coladas ou pregadas a forrarem tapamentos de locais públicos, quais divisórias de tábuas de madeira em tascas e similares estabelecimentos de comes e bebes nessas eras, quando não em quadros emoldurados a decorarem lojas de comidas e casas de pasto, como em tempos idos se chamava aos restaurantes tradicionais de aspeto singelo ou clássico, respetivamente. Para depois, quando começaram as provas europeias oficiais, iniciadas a partir do Outono, os períodos de verão antecedente aos jogos de campeonato eram precedidos de torneios internacionais organizados por clubes, que se foram tornando famosos.

Então, pelos anos sessentas, em plena década que o FC Porto em Portugal não conseguia mostrar sua valia pelas manobras dos bastidores federativos, foi conseguindo desforrar-se no estrangeiro, onde foi sendo possível fazer coisas bonitas e ganhar provas importantes. Tal o caso do famoso torneio espanhol do Troféu Luís Otero, anualmente organizado em Pontevedra, na Galiza.


Eis o atraente trofeu que agora, em Setembro de 2017, é o “Objeto do Mês” de amostra no espaço público de acesso à Loja do Dragão e ao Museu do FC Porto: o Troféu Luís Otero, de 1964. Sendo esse o segundo, como importa sempre recordar, pois que tal torneio e consequente troféu foi conquistado por duas vezes pelo FC Porto, a primeira em 1962 e por fim em 1964.

Com efeito, como é descrito na relação correspondente, a propósito, «ao longo da história, o FC Porto marcava presença em importantes torneios de verão, autênticos festivais futebolísticos que ajudavam a preparar as épocas desportivas, a encantar plateias nacionais e estrangeiras e, também, a depositar factos e objetos memoráveis no património do clube.


É o caso do Troféu Luís Otero, conquistado pela segunda vez pelo FC Porto em 1964 com uma equipa onde emergia Rolando, um dos históricos capitães azuis e brancos, e o jovem Artur Jorge. A taça, erguida em Pontevedra (Espanha), e outras curiosidades sobre este torneio descobrem-se no Hall do Museu, área de circulação livre, onde todos os meses há uma revelação da diversidade e riqueza da coleção do clube, colocando a história ainda mais ao alcance de todos » - para todas as idades e com entrada livre, no Hall do Museu.
                                                                                                     Rolando »»»

Assim sendo, apraz avivar o facto ao quadrado, recordando a vitória dupla conquistada, através de alguns dos dados relacionados com essa participação em tal torneio, da primeira vez realizado entre três competidores, e à segunda dois, sempre com o FC Porto em jogo.

= Azumir e Valdir =

Em 1962, os participantes foram o Pontevedra CF e Real Betis, de Espanha, mais o FC Porto, de Portugal. Tendo o FC Porto tido o seguinte programa

- Meia-final, a 24 de Agosto de 1962 - FC Porto, 2 - Real Betis, 1 [golos: 1-0 por Hernâni, aos 40´; e 2-0 por Azumir, aos 44´; 2-1 pelo espanhol Luís, aos 87´]´,
Alinhando as equipas com
FC Porto: Rui; Virgílio, Miguel Arcanjo, Mesquita, Atraca, Paula, Carlos Duarte, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim.
Real Betis: Corral; Colo, Ríos, Arieta, Lasa, Bosch, Senekovic, Luís, Ansola, Cortés, Portilla.

- Final, no seguinte 26 de Agosto - Pontevedra CF, 0 - FC Porto, 2 [golos: 0-1 por Azumir, aos 52´, e 0-2 por Serafim, aos  58´]
Alinhando os finalistas assim
Pontevedra CF: Gato (Estévez); Firi, Calleja, Cholo; Pastor, Bea (Guillermo);Recalde, Vallejo, Tucho, Cerezuela, Ferreiro.
FC Porto: Rui; Virgílio, Arcanjo, Mesquita; Festa, Paula; Carlos Duarte, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim.


Chegados os elementos da comitiva portista ao Porto no dia seguinte, houve receção apoteótica que, a propósito, foi também ainda há um ano recordada globalmente. Incluída tal lembrança que foi nas efemérides referidas diariamente na página informática do Museu FC Porto e extensivamente partilhada na pública carta de mensagens e novidades do clube, “Dragões Diário”, relembrado a 27 de Agosto, que nessa data fazia anos que «em 1962, a equipa do FC Porto regressava a casa com o Trofeo Luis Otero, de futebol, conquistado em Pontevedra (Espanha). Vários jogadores históricos, como o guarda-redes Américo, faziam parte do plantel nesse ano». Os quais, entre mais, se podem recordar visitando o Museu para conhecer melhor os ídolos perpetuados na memória do clube.


Por acaso Américo não chegou a alinhar em nenhuma das vezes em que o FC Porto venceu esse torneio, por estar lesionado. Contudo fazia parte do plantel obviamente, tendo de ambas as vezes depois alinhado logo de início no campeonato português, ele que era e foi o guarda-redes nº 1 desse valioso grupo, do qual se recorda uma das formações contemporâneas.


Volvidos dois anos (com interregno de um ano em que só participaram o Bétis e o anfitrião Pontevedra, com o visitante sevilhano saindo vencedor), em 1964 o FC Porto voltou a ser convidado, sendo participantes o Pontevedra CF, de Espanha, e o português FC Porto:

- Final, a 6 de Setembro de 1964 - Pontevedra CF, 0 - FC Porto, 2 [golos:0-1 por Bernardo da Velha, aos 32´, e 0-2 por Nóbrega, aos  75´]
Alinhando
Pontevedra CF: Fermín; Azcueta, Batalla, Cholo; Martín Esperanza, Roldán I; José Luis (Recalde), Cerezuela (Roldán II), Vallejo, Neme, Odriozola.
FC Porto: Rui; Festa, Almeida, Joaquim Jorge; Carlos Baptista, Paula; Jaime (depois Artur Jorge), Bernardo da Velha, Valdir, Pinto (Rolando) e Nóbrega.


Armando Pinto
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