Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Boa Passagem de Ano e Feliz 2018


Estamos em altura do campeonato desportivo da passagem a nova fase, na viragem do ano civil de 2017 para o novo 2018. Com o pensamento memorial em quanto se passou entretanto e atenções expetantes no porvir, na esperança que o melhor está para vir… se houver justiça e não permanecer o estado balofo que tem sido apanágio do país sócio-político e desportivo nacional.

Enquanto isso, como é também ocasião de retrospetivas, mediante preferências perante as ocorrências, além de muitas referências gerais e coletivas, no âmbito da memoração a que este espaço dedica especial atenção no sublime aspeto do Portismo que nos corre nas veias, o ano de 2017 teve para a memória portista assinalável lembrança da outorga do Dragão de Ouro de Recordação ao grande guarda-redes Américo, como símbolo ainda vivo da geração dourada das décadas de cinquenta e sessenta, na valorização do lote grandioso de futebolistas que conseguiram algo apesar da sistemática tendência sulista e elitista do desporto centralizado na capital do regime. Estando na ideia do autor (para lá de artigos que estão alinhavados, na escrita amadora de quem se vai predispondo a pugnar pela história do FC Porto, tais como por exemplo sobre a dinastia dos guarda-redes Soares dos Reis, entre outros), também um tema dedicado ao Américo Lopes, guardião que foi reconhecido com o primeiro trofeu da Baliza de Prata em Portugal, ao passo que no FC Porto recebeu o antigo Trofeu Pinga e este ano, ainda, o atual Dragão de Ouro.

Desejando que o bom havido em 2017 redobre em melhoria para 2018, deixamos aqui desde já votos de Feliz Ano Novo a todo o mundo portista, com reconhecido afeto a todos os que dedicam afeição a este espaço de memorização do universo azul e branco.

Bom Ano!

Armando Pinto

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Parabéns ao Presidente-Dragão: no seu 80º aniversário natalício!


Hoje, no tal dia dedicado pela Igreja aos Santos Inocentes, perfaz 80 anos de idade o Presidente Nuno Pinto da Costa, Presidente desde 1982 do nosso FC Porto, o nosso grande clube – a que já anteriormente ele se dedicara como dirigente, durante os anos sessentas até ao início da década de oitenta em que desempenhou diversos lugares de diretor portista, tal qual antes ainda foi incluído como sócio, desde sua juventude (a partir de 1953, ou seja há cerca de 64 anos).

Sendo este dia 28 de dezembro de 2017 uma data especial, ao completar o sr. Jorge Nuno Lima Pinto da Costa seus 80 anos de vida, dos muitos anos entretanto passados ao serviço engrandecedor do Futebol clube do Porto, vem a propósito, presenteando o grande Homem Portista, enviar por este meio possível nossos Parabéns ao Presidente-Dragão Pinto da Costa. E, por esta via também pessoal, não há melhor que presentear o ego portista com a lembrança de algo associado aos inícios da idealização do clube com ele à frente dos destinos azuis e brancos… Como há anos foi recordado numa crónica publicada em Maio de 2009 na antiga revista do Conselho Cultural do FC Porto, “Mundo Azul“, através de relíquia de estimação pessoal que depois passou a fazer parte do museu do FC Porto.


…Bem como um postal que tem também história, como que entremeando por entre documentação afetiva, nosso agradecimento por tudo quanto tem feito pelo nosso FC Porto.


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Uma lembrança portista doutros tempos…


Passados dias de maior envolvência natalícia – este ano com o FC Porto em primeiro nos campeonatos em que participam as equipas A e B do clube, superando toda a concorrência e sobretudo o sistema que tem sido comandado por “mails” – e entretanto comidas as batatas molhadas em farto azeite e o abonado bacalhau da praxe, mais a doçaria tradicional, comportando o tronco natalício, sonhos, barriga de freira e algo mais, sem faltar os tradicionalíssimos formigos e as rabanadas, maila aletria decorada a canela, voltam os sonhos normais de sempre com o pensamento a girar em torno do FC Porto. 


Vem assim a talhe lembrar um facto de tempos distantes, corria 1959 para o seu final, precisamente no mesmo ano civil, mas já na época desportiva seguinte à conquista do campeonato que foi disputado até ao último segundo extra, devido ao “Caso- Calabote”.

Deitando mão da efeméride lembrada pela missiva clubista “Dragões Diário”, recordemos então que nesta data
Aconteceu que
«Há 58 anos, os jogadores do FC Porto queimaram as calorias das rabanadas do Natal num jogo frente ao Beira-Mar, no Estádio das Antas, a contar para a segunda mão da primeira eliminatória da Taça de Portugal. Quase um mês antes, em Aveiro, os portistas tinham vencido por um zero. Em casa, tiraram a barriga de misérias: 9-1 foi o resultado final, que selou a passagem à fase seguinte da competição, com golos de Teixeira, Humaitá (três), Montaño (dois), Hernâni (dois) e um autogolo de Brito.»

= Hernâni e Teixeira =

Então o autor destas notas tinha poucos anos ainda de idade, sem atingir sequer a conta dos dedos duma mão, e como tal não retenho obviamente memória pessoal da ocasião. A não ser de anos depois ter ouvido falar disto entre colegas dos irmãos mais velhos, por na roda de amigos haver um então jovem portista que dava pelo mesmo apelido de Brito – um simpático angolano que ao tempo vivia por estas paragens felgueirenses da metalurgia e do fofo pão de ló margaridense, o qual como portista dizia que se fosse ele a jogar nunca se fartaria de marcar golos pelo Porto…

= Montaño, Teixeira e Humaitá =

Ora, como ilustração desta recordação, deixa-se no sapatinho deste espaço mais algumas imagens coevas desse tempo, reportando aos artistas que marcaram os golos com intenção, pelo Futebol Clube do Porto.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

domingo, 24 de dezembro de 2017

Feliz Natal !


A toda a gente amiga, desde seguidores deste blogue, entusiastas dos mesmos motivos e assuntos, amigos pessoais, visitadores do espaço e todos quantos gostam de conhecer com proveito o que aqui é escrito, publicado, ilustrado e partilhado, o autor do blogue deseja Felizes Festas Natalícias, na vivência dum Natal à medida dos sonhos e amplitude familiar tão forte na presente quadra de ano. 

Grande Abraço de júbilo natalício

Armando Pinto

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FC Porto continua na Taça de Portugal de futebol: “Histórico” dos confrontos com o Guimarães, o adversário ultrapassado – eliminatória em que o Benfica “caiu fora"...


O FC Porto goleou o Vitória de Guimarães por 4-0 na eliminatória correspondente aos oitavos de final da Taça de Portugal, em jornada das normais eliminatórias da segunda competição tradicional do futebol português, de “bota fora” como é uso dizer-se por cá (e no Brasil dizem mata-mata). Eliminatória esta, jogada a meio da semana e já em tempo da quadra natalícia, que de véspera tivera a curiosidade do Benfica ter sido “deitado fora da carroça”, como se diz na gíria da Taça (derrotado pelo Rio Ave em Vila do Conde). Passando então o FC do Porto aos quartos de final da mesma prova, tendo superado concludentemente o Vitória minhoto, num confronto com história.


Para o caso, e com a devida vénia duma lembrança, partilhada da página FCPorto, anteriormente colocada pelo amigo Paulo Bizarro (neto do antigo goleador do FC Porto António Santos, um dos campeões históricos na década dos anos trintas), o F C Porto passa assim a ter como números e factos, relativos aos confrontos com o Guimarães para a Taça de Portugal, o seguinte Histórico:

Taça de Portugal – FC Porto / Vitória SC
Em 16 jogos
12 vitórias, 1 empate, 3 derrotas
52 golos marcados, 20 sofridos
Maior vitória: 11-1 (1938/39)
Resultado de agora, nesta quinta-feira 14-12-2017, da época 2017/18: 4-0 (golos de Aboubakar, Danilo e 2 de André André)
Mais jogos realizados: Rolando (4)
Mais golos marcados: António Santos (5)

= António Santos, máximo goleador dos jogos entre FC Porto e Vitória de Guimarães para a "Taça" =

~~ * ~~
Ora... Continua o FC Porto na Taça e continua a boa campanha que tem tido bom desempenho, sempre que os árbitros não interferem no andamento do resultado.


Quase como que por milagre, ou melhoria de consciência na aproximação ao Natal (que celebra Alguém que faz a vida especial quando vivida de bem com a verdade!), desta feita o árbitro assinalou um penalti a favor do FC Porto ainda com o jogo empatado. Obviamente uma grande penalidade bem assinalada, visto o defesa vimaranense ter jogado a bola com a mão dentro da grande área, por mais que custe aos comentadores afetos a outras bandas e mailos cartilheiros do sistema - além de jogadores e treinadores que só reclamam quando é diante do FC Porto, mesmo sem razão, ao invés de quando têm razão em jogos contra outras equipas... A partir daí, que é o que conta, lá se foi o habitual ferrolho das equipas visitantes no estádio do Dragão e o FC Porto fez subir a parada, avolumando o marcador com categoria.

Engraçado é verificar como, findo o encontro e passando a viosionar no aparelho televisivo, o que aparece nos diversos canais de televisão, nos ditos de âmbito nacional, é que está tudo com cara de enterro, surgindo quase todos com cara triste e de semblantte aziado, entre locutores e comentadores conhecidos de afeto a outros lados...  O que, para nós, até dá prazer, na amplitude de poder dispor do comando para andar duns para outros, antes de ir às gravações e finalmente parar atenções a sério no Porto Canal!


Posto isto, com André André a marcar dois golos (para condizer até com o “nome de guerra”), continua a ficar para a história que o marcador de maior de golos nos encontros do FC Porto com o Vitória Sport Clube, de Guimarães, é o histórico artilheiro António Santos, avançado dos tempos de Pinga, Soares dos Reis I, e outros que tais - que se vêm na foto de Campeões de seus tempos!

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

domingo, 10 de dezembro de 2017

Grande vitória do futebol do FC Porto em Setúbal, a fazer lembrar outra goleada há já mais de meio século...


O FC Porto teve ao final deste domingo diluviano também uma cheia de golos marcados, numa goleada no terreno sempre difícil do Setúbal, um dos clubes cujas equipas nos últimos anos têm andado com muitas simpatias perante o Benfica. Tendo o FC Porto superado tudo, mandando às malvas a pressão que os outros queriam colocar sobre as camisolas azuis e brancas, que por sinal este domingo foram do equipamento alternativo laranja. Num resultado tradutor da saúde respirada no Porto, por mais chuva que caia e frio que passe, a fazer pressão sim, mas sobre os adversários diante dos resultados. Tanto que depois de ter havido impedimento de vencer o Benfica, tamanha a roubalheira acontecida, o FC Porto vence de seguida dois difíceis e importantes encontros, por margens dilatadas. Desta feita com 3 golos de Aboubakar e 2 de Marega, no estádio do Bonfim. O que até faz lembrar uma outra histórica goleada há já 61 anos e também com dois grandes avançados do FC Porto a fazerem o gosto ao pé por diversas vezes.


Com efeito (conforme curiosamente foi recordado de véspera no “Dragões Diário"), «em 1956 como agora em 2017, o segundo domingo de dezembro marcou no calendário do FC Porto uma deslocação a Setúbal, não para a 14.ª jornada (como a deste domingo, dia 10), mas para a 13.ª do campeonato. No Campo dos Arcos, o antigo recinto dos sadinos, a equipa orientada pelo brasileiro Flávio Costa começou o jogo praticamente a perder, mas depressa deu a volta ao marcador e acabou por golear impiedosamente por 7-1. O avançado Hernâni foi a figura da tarde, ao apontar um hat-trick, mas o extremo direito Carlos Duarte, com dois golos, também brilhou, entrando numa lista de marcadores que também foi assinada por Jaburu e Perdigão. Tem 61 anos a vitória mais expressiva de sempre dos Dragões em casa dos setubalenses» a que, além de outros resultados anteriores, numa história interessante, se junta mais o resultado deste fim de semana segundo de Dezembro, em que a equipa treinada por Sérgio Conceição triunfou por 5-0 no estádio do Vitória setubalense.

Continua assim o FC Porto no 1º lugar, em dezembro de 2017, a comandar o Camponato da LIGA NOS, como é altualmente o nome oficial da prova maior do futebol português.


Há 61 anos fora Hernâni e Carlos Duarte que mais golos marcaram, enquanto neste domingo foram Aboubakar ao também apontar um hat-trick e Marega a bisar. A quem prestamos aqui homenagem com devida saliência na sequência de imagens com que se ilustra esta crónica alusiva a mais uma alegria, com mais uma vitória. E que vitória!

Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

FC Porto é o único baluarte português na Europa do futebol


FC Porto nos oitavos da Champions League:


“Dúvida? Não. Mas luz, realidade; e sonho que, na luta, amadurece…”

“Porto palavra exata, nunca ilude…” Já está apurado, continua na Liga dos Campeões, é o único português entre os maiores e melhores da Europa do futebol !  

Lá fora não deixa dúvidas e desfaz a mentira derivada da roubalheira à portuguesa. Não fosse a podridão do futebol português e em Portugal também tudo seria diferente!


"Dúvida? Não. Mas luz, realidade e sonho que na luta amadurece"… o Porto deixa uns tantos aziados, como foi e é nosso gosto… "eis o desejo que traduz a prece”!!!


(Marcha do marcador e autores dos golos):

9' [1-0] Aboubakar 
33' [2-0] Aboubakar
 
45' [3-0] Brahimi
 
61' [3-1] Glik
 
65' [4-1] Alex Telles
 
78' [4-2] Falcao
 
88' [5-2] Soares
 
~~ * ~~
Assim, afastados os outros dois concorrentes portugueses da mesma prova, o Sporting como terceiro do respetivo grupo a ter de seguir para a Liga Europa, e o Benfica afastado de tudo, posicionado em último do seu grupo e só com derrotas, facto inédito na história de sempre dos clubes portugueses na prova mais importante do calendário europeu, o FC Porto mostra o que vale, quando não há batota através da roubalheira da corrupção nacional.

Agora… É só no Dragão que em Portugal se continua a ouvir aquela música… É o FC Porto o único português cujos jogadores terão direito a serem cantados como heróis, ouvindo… “Champions”! 

Armando Pinto

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Faleceu Barbosa, um dos Campeões de 1959, daquela vez que o FC Porto conseguiu vencer o mal interpretado no tal Calabote…


Faleceu António Barbosa, antigo futebolista do FC Porto nos anos cinquenta e princípios dos sessenta, finado na manhã deste domingo de início de Dezembro. Desaparecendo assim fisicamente um dos poucos sobreviventes da equipa maravilha do FC Porto, com Hernâni, Virgílio, Carlos Duarte, Pedroto, Monteiro da Costa, António Teixeira, Noé, Perdigão, Acúrcio, Américo e outros, que nos anos cinquenta teve o condão de conseguir vencer o sistema desportivo português, a pontos de ter ficado a convicção histórica de que só com equipa muitíssimo superior o FC Porto poderá vencer tudo e todos.


Agora, quando o sentimento portista está ainda ferido pelo autêntico roubo cometido pelo continuado sistema do futebol luso, tal o que aconteceu no recente clássico com o Benfica no estádio do Dragão e todas as manobras subterrâneas dos cartilheiros, falsos padres, acólitos e aquela “jandra“ que anda na sombra da corrupção que tem sido fértil no país, enquanto isso, a representatividade da entidade do mundo azul e branco sofre mais uma perda, esta física e sentimental, com o desaparecimento de Barbosa.

Barbosa foi um rosto sereno que eu me habituei a conhecer por imagens e gravuras, sendo um dos primeiros cromos que me saíram nos embrulhozitos de rebuçados era eu criança. Não o conheci pessoalmente, mas via-o na história do FC Porto, conhecia-o pelas fotografias e por quanto representava no ego portista.


Como tal, Barbosa, Américo, Arcanjo, Paula, Ívan, Virgílio, Jaime, Pinto, Azumir, Hernâni e Serafim, estão num quadro emoldurado do "atelier de estudo e escrita" do autor destas linhas, incluídos na equipa do tempo do histórico treinador Jorge Orth, ao tempo dos inícios do portismo cá de dentro...

Nascido em Miragaia, a 3 de Novembro de 1931, António Fernando Barbosa da Silva cresceu em Ramalde de baixo, em plena área típica da cidade do Porto, sendo um portuense de gema e portista de cima a baixo. Embora entrado no futebol pela oportunidade que teve no Boavista, logo que conseguiu transferiu-se para o FC Porto, ainda que tendo de prescindir de dinheiro – como se pode rever pela descrição constante no livro que em 1960 lhe foi dedicado na coleção Ídolos do Desporto…


A sua grande coroa de glória ficou assinalada com o título nacional de 1959, o célebre campeonato do caso Calabote… Mas antes ainda de ter sido Campeão Nacional, Barbosa foi Campeão Europeu Militar na Seleção portuguesa dessa categoria, junto com os colegas de clube Hernâni e Arcanjo. Algo que dá também para vincar pelas imagens das páginas da referida publicação.


Barbosa é pois um futebolista que faz parte do sentimento portista. Falecido este domingo 3 de dezembro de 2017, é mais uma estrela do firmamento azul que no infinito reluz no sentido dos homens de boa vontade. Como cantaram os anjos pelo Natal, no nascimento de Jesus Cristo, e parece que é preciso no além haver mais gente a dizer a Deus o que se passa na terra, perante a malvadez de quem tem tido o poder das más ações e decisões, no caso do futebol que faz rolar a bola de jogo e do mundo desportivo. 
Paz à sua alma.


Armando Pinto 

= Obs.: Esta foto mais recente de Barbosa (a mesma que está em cima, a ladear a da época de futebolista campeão, encimando o artigo), aqui numa fisionomia já de seus últimos tempos, foi cedida pelo meu amigo Paulo Jorge Oliveira, grande portista e também colecionador, sempre atento à angariação de fotografias portistas.

A. P.
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Monteiro da Costa: Goleador-mor dos "Porto-Benfica"



Amanhã, sexta-feira feriado nacional do primiro de dezembro, é dia de Porto-Benfica em futebol. Em primeiras categorias. Jogando-se mais um sempre apetecido clássico do futebol sénior, através das respetivas equipas principais, tipo como noutros tempos havia os confrontos entre portucalenses e mouros, no tempo da reconquista cristã e alastramento do território portucalense. Prélio com lugar onde houve nome Portugal, em pleno dia 1 de dezembro que traz à memória portuguesa o dia da Restauração, quando um grupo de grandes homens, os chamados Conjurados, com D. João Duque de Bragança à frente, restituíram a independência nacional ao então reino português, e agora apraz rememorar, quando também o grupo defensor da honra do FC Porto entra em campo e com a camisola azul e branca os bravos futebolistas dragões jogam por todos os portistas.

Tal como em 1143 houve um D. Afonso Henriques e depois na conquista de Lisboa toda uma plêiade de guerreiros à égide do bispo do Porto D. Hugo, bem como em 1640 D. João, mais tarde o IV dessa última dinastia real portuguesa, também nas justas entre portistas e benfiquistas sempre houve heróis. Um dos quais o que mais golos marcou ao clube rival lisboeta. A propósito, é justo lembrá-lo, deitando mão à recordação que dele é hoje feita na “newsletter” DRAGÕES DIÁRIO:

«Chamavam-lhe “Homem Canhão”, lia Agatha Christie, emocionava-se nas vitórias e nas derrotas, e dele se conta que chegou a chorar com saudades da família durante as digressões. Foi um ponta-de-lança temível, distinguiu-se como médio, só lhe faltou ser guarda-redes e jogou em algumas das melhores equipas de sempre do FC Porto, ao lado de Pedroto, Hernâni, Virgílio, Perdigão, Miguel Arcanjo ou Jaburu.


Monteiro da Costa, o melhor marcador da história dos jogos entre FC Porto e Benfica com os Dragões na qualidade de visitados» do qual, para se lembrar melhor, se pode acrescentar:

«Já se realizaram 83 FC Porto-Benfica para a Liga portuguesa (e aqui contabilizamos apenas os jogos com os Dragões como anfitriões) e uma pergunta vem ao de cima: quem é o maior goleador de sempre deste clássico? Talvez Fernando Gomes, Jardel ou até Domingos? Não, a resposta vai mais atrás na história e traz à memória um nome que, injustamente, será pouco conhecido: o de Monteiro da Costa.


Não se trata de José Monteiro da Costa, segundo presidente do clube, mas sim de António Henrique Monteiro da Costa, um médio/avançado nascido a 20 de agosto de 1928, em São Paio de Oleiros, concelho de Santa Maria da Feira, e que, entre as épocas 1949/50 e 1961/62 jogou por 328 vezes com a nossa camisola e marcou 96 golos. Chamavam-lhe Homem Canhão e participou nas conquistas de dois Campeonatos Nacionais (1955/56 e 1958/59) e duas Taças de Portugal (1955/56 e 1957/58).


Em 11 FC Porto-Benfica marcou oito golos, o que lhe dá o título de maior goleador nesse confronto, para a mais importante prova do futebol nacional. Bisou no duelo de 1950/51 e depois, já nas Antas, apontou mais seis golos aos lisboetas, entre as temporadas 1952/53 e 1957/58.


“Atleta pundonoroso, enérgico e esforçado. António Henrique Monteiro da Costa é, incontestavelmente, um dos elementos mais representativos do futebol – no nosso Clube e no Desporto Nacional”, lê-se, numa publicação datada de 1960. O Homem Canhão jogava em qualquer posição (só lhe terá faltado a baliza) e é uma espécie de protótipo do chamado jogador à Porto. Foi capitão durante vários anos e ainda treinador interino e treinador adjunto nos anos 1970. Faleceu em agosto de 1984» (na terra da considerada santa Maria Adelaide, em Arcozelo, onde está a camisola com que Juary marcou o golo da vitória de Viena).

«Monteiro da Costa, que foi por quatro vezes internacional português – num tempo em que os jogos de seleções eram muito mais raros – foi contemporâneo do guarda-redes Barrigana, de Miguel Arcanjo, Hernâni, Jaburu, José Maria Pedroto e Virgílio, o leão de Génova.»

(Conforme é narrado também hoje na página oficial do FC Porto).


Ora, Monteiro da Costa, que em parte da sua carreira foi médio e distribuidor de jogo, como se diz em linguagaem desportiva, além de ter ainda sido defesa, começou por ser avançado e, na posição dianteira do campo, foi pois o futebolista que até hoje mais golos marcou ao Benfica.

ARMANDO PINTO
((( Clicar sobre as imagens, para ampliar )))