domingo, 20 de agosto de 2017

Zé Dias ou José Alberto Dias – um jovem médico-cantor e autor portista de belas melodias


Quando o Porto ganha tudo é mais belo, até o calor sufocante dum domingo de Agosto se torna numa suave brisa calorosa. Então tudo se transforma, quase fazendo esquecer quaisquer contrariedades. Havendo boa disposição, por estarmos melhor com a vida e bem mais dispostos a dar atenção a tudo o mais. Calhando bem quando se ouve uma melodia que nos fala também disso mesmo, como uma canção chegada ao conhecimento aqui do autor destas linhas um dia destes e que desde então já ouvi vezes sem conta. Uma canção bem elaborada e melhor conseguida, como se diz quando algo é realizado na perfeição, soando melodiosamente aos ouvidos, tocando em harmonia no coração. E de modo especial, como o próprio autor da composição musical refere no caso de uma outra canção de sua autoria, escrita por ele mesmo para acompanhar os maus dias, porque apesar de tudo é uma música alegre. Assim sendo, neste dia em que até é um bom dia e ouvindo-se o Dr. José Alberto Dias, médico anatomopatologista, residente no Porto – de quem se trata aqui e agora, um portista dos bons como se nota na cantiga – melhor ainda.

Ora a canção (a partilhar acima, clicando no link para acesso) é bonita de ouvir e de modo particular é mais bela também por ser sobre o sentimento que une os bons Portistas. Sendo da autoria do jovem médico que canta esse original dedicado ao nosso glorioso F.C. do Porto.

Tivemos conhecimento disto através de pessoa amiga (o felgueirense Dr. António Carlos Sousa que é pessoa bem relacionada na cidade invicta e não só, a quem agradecemos afinal a notícia), derivando lembrarmo-nos de divulgar, por tudo e todos os que são do FC Porto nos merecerem o melhor apreço, quanto mais quando é assim gente de muito valor.

Oriundo de família de tradições das ciências ligadas à saúde, já que é filho de pais médicos (a mãe é oftalmologista de Guimarães e o pai anatomopatologista de Barcelos e criador dum laboratório de análises com seu nome), bem como uma irmã licenciada em farmácia, além de um irmão de outra área, formado em engenharia, mas na mesma área da música, sendo todos os três irmãos compositores de letras e músicas que cantam por amadorismo, nesse campo, mas na prática revelando-se excelentes cantores, quais “Bee Gees” portugueses. Dos quais nos ressalta para aqui o Dr. Zé Dias, como autor e cantor dessa linda canção portista, mais de todas as outras obviamente (de cujo rol entretanto publicado no You Tube damos nota em baixo, com o respetivo link.

Algo assim, com efeito, merece conhecimento amplo. Apesar deste jovem médico-compositor e cantor o ser quase por pura diversão e prazer privado, para si e pessoas de suas relações, a canção em apreço, tocando o afeto portista, bem merece mais – como aqui e agora fazemos, em nome do Portismo que nos corre nas veias e faz bater o coração.

Armando Pinto
= Músicas do Dr. José Alberto Dias:
(clicar em)

A. P. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Taça e Camisola da Volta de 2017 no Museu do FC Porto – entre Memórias de anteriores façanhas congéneres


Já estão no Museu FC Porto By BMG mais duas importantes peças que passam a integrar o património portista, testemunhando mais um grande feito de representantes do FC Porto, como são a taça e uma das camisolas da conquista da Volta a Portugal em bicicleta de 2017. Aumentando assim o valioso acervo museológico portista, por entre o que está patente e o que repousa ainda em reservas de armazém do Museu do FC Porto, até ao aumento projetado com a galeria futura do Dragão, qual cista ou cava de onde ecoe mais a chama memorial.


Com efeito, dois dias depois da brilhante vitória na Volta a Portugal alcançada pela equipa azul e branca de ciclismo, foi oficialmente entregue no Museu do FC Porto a taça correspondente e a camisola amarela de Alarcón, em ato simbólico cumprido a preceito com a presença de parte dos ciclistas e os responsáveis técnicos, mais o diretor principal, que depositaram nas mãos do presidente do clube tais símbolos de grande valor na estima clubista. Cuja entrega ao Museu da “amarela” e do troféu que simboliza a vitória na Volta a Portugal foi rececionada por Pinto da Costa, em apreço a tais dois símbolos da retumbante vitória da W52-FC Porto-Mestre da Cor na 79:ª edição da Volta a Portugal.


Acompanhado pelo diretor-desportivo Nuno Ribeiro, mais pelos colegas de equipa Joaquim Silva, Tiago Ferreira, António Carvalho e Rui Vinhas, Raúl Alarcón entregou o troféu e uma camisola amarela ao Presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, que num improviso à sua maneira efusiva enalteceu o grande espírito de equipa, considerando-o fundamental para mais uma conquista dos Dragões na "Grandíssima Portuguesa", como disse dirigindo algumas palavras aos heróis das pedaladas que tanto satisfizeram os apoiantes portistas. Em ato realizado através duma simples mas “muito significativa cerimónia”, na qual também marcou presença o presidente da W52-FC Porto-Mestre da Cor Adriano Quintanilha – segundo se viu felizmente pelas imagens do Porto Canal e se vê em imagens da página informática do clube.


Desse modo foi dada sequência à tradição distinta de afeto entre os representantes do FC Porto em distinção aos êxitos do ciclismo portista, entre os ciclistas e dirigentes, como tem acontecido ao longo dos tempos. Tal como se recorda com imagens de eras passadas, também, desde cerimónias de entrega de camisolas amarelas de liderança da corrida-rainha, noutros tempos (em que os detentores da liderança da prova recebiam a camisola no início da etapa, na frente do pelotão de ciclistas, através de dirigentes honrosamente encarregados de entregarem e ajudarem a vestir a camisola a envergar pelo então primeiro classificado), mais momentos de felicitações após algumas das históricas vitórias, até à receção oficial de tais símbolos.


Assim, com efeito de rememoração, como exemplos entre tantos, recordamos através de imagens alguns instantâneos alusivos a vitórias, presenças de dirigentes e outros momentos:

Tais como um dos respeitantes à vitória final de Dias dos Santos na triunfal cerimónia protocolar da Volta a Portugal de 1949...


... depois a presença distinta do então diretor Soares dos Reis (antigo guarda-redes internacional de futebol e posteriormente dirigente do clube), honrando a Equipa do FC Porto participante na Volta de 1950...


... passando pelo desfile dos ciclistas do FC Porto na parada festiva da inauguração do estádio das Antas, em 1952, junto com respetivos diretores desse tempo...


... continuando com Artur Coelho a vestir a amarela conquistada no primeiro dia da Volta a Portugal de 1956...


... bem como é um orgulho o FC Porto possuir taças recebidas por vitórias totais na Volta, como é o caso da Taça de Equipas, de mais uma vitória coletiva referente ao triunfo da Equipa do FC Porto na Volta a Portugal de 1959, então ganha também individualmente por Carlos Carvalho e entregue em receção na sede do clube, ao tempo junto ao edifício da Câmara Municipal portuense..


Volvidos anos - idêntica cerimónia de entrega à Direção dos trofeus conquistados na Volta a Portugal de 1962, como comprova a foto de troféus patrimoniais do clube (estando o vencedor individual José Pacheco entre os dirigentes, junto com toda a equipa que venceu "Por Equipas" a classificação coletiva dessa Volta e também o Prémio da Montanha de Mário Silva nesse ano, conforme as taças maiores, junto com outras de mais outros prémios)...


... depois o Dr. Miguel Pereira a dar um abraço em nome do clube, quando Mário Silva vestiu a amarela na Volta a Portugal de 1966...


... tal como, com outros diretores, se passou com Cosme Oliveira na Volta de 1967...


... e José Azevedo na de 1969...


... até à entrega da camisola amarela de Manuel Zeferino ao então presidente Dr. Américo Sá, em 1981...


Culminando com um abraço presidencial na Volta de 2016, o ano passado:


... e agora a deposição dos atuais galardões, que passam a estar publicamente em exposição no museu do FC Porto, honrando a história dos bravos ciclistas que tiveram e têm tanta gente portista a puxar por eles ao longo das estradas e a vibrar com tão espaventosas vitórias, ao sopro de tal correria que faz bater sentimentos.


Armando Pinto
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

FC Porto Triunfador da Volta a Portugal / 2017, com Raúl Alarcón “Camisola Amarela” Vencedor da Geral Individual, + Vitória Portista por Equipas e Prémio da Montanha de Amaro Antunes!


Já está. Terminada a Volta dos 90 Anos ao final da tarde do dia santo da Assunção, a 15 de agosto, o FC Porto triunfa em toda a linha: A equipa W52-FC Porto-Mestre da Cor vence a Volta a Portugal de 2017, a 79ª edição da Grandíssima Portuguesa, conseguindo assim mais títulos, passando a ter 14 vitórias individuais e 15 coletivas, em triunfos de vencedores da Geral Individual e vitórias da classificação de Equipas.


Como cereja no topo do bolo, na última etapa, em dia de consagração, com o ambiente colorido por bandeiras, cachecóis e camisolas do FC Porto no corpo e mãos de apoiantes portistas, Gustavo Veloso venceu o Contra-Relógio em Viseu e mais embelezou a festa que se seguiu.


Ora, aí está no quadro de vencedores: Raúl Alarcón é o grande vencedor da Volta; mais 2º lugar para Amaro Antunes, também o melhor na Montanha; W52 - FC Porto - Mestre da Cor dominou por equipas; e ainda Alárcón venceu também a classificação do Combinado. Bem como o FC Porto “mete” 5 ciclistas “nossos” nos 10 primeiros classificados da etapa final, fazendo “Penta” no chamado “Top 10” do contra-relógio; e especialmente 3 no Top dos 10 melhores da classificação Geral, no final, tal o 1º e 2º, através de Alarcón e Antunes, mais o 6º com António Carvalho, portista que fez uma grande Volta também. Isso tudo, após os ciclistas do FC Porto terem ganho seis etapas, das quais 5 etapas em linha e mais 1 de contra-relogio, enquanto a camisola amarela andou no corpo do Alarcón do FC Porto desde a 1ª etapa, ao segundo dia, depois do “crono” do Prólogo. O FC Porto é mesmo um caso entre aspas, um grande clube, num mundo à parte.


Foi pois um autêntico festival dado pelo FC Porto, nesta corrida feita pelos homens de azul e branco vestidos (um dos quais entretanto de amarelo pela liderança e outro todo de azul da camisola de rei da montanha). Algo que muito “lixou” os comentadores televisivos e de vários outros órgãos de comunicação, entre gente que não conseguiu disfarçar a azia de ver o FC Porto a seguir à frente e somar sempre mais… Tal como um ou outro responsável de outras equipas não esconderam como isso os desgostou. Sem esquecer o facto do Sporting, a equipa titulada amplamente como principal opositora, não ter conseguido ganhar nenhuma etapa, sequer, nem tendo qualquer lugar de destaque, quedando-se o seu melhor representante no 4º lugar da Geral. Algo que se ocorresse com o FC Porto era sistematicamente lembrado e repetido ao longo dos dias e pelos tempos fora, mas assim nos médias nacionais não é lembrado.

Para a História: Raúl Alarcón sucede a Rui Vinhas na lista de vencedores da Volta a Portugal. Na segunda vitória consecutiva da W52-FC Porto na Grandíssima, já no século XXI.


Gustavo Veloso, da W52-FC Porto, por fim, venceu a etapa cronometrada de Viseu, última da Volta a Portugal 2017 que acabou com a vitória de Raúl Alarcón, também da equipa portista. Na derradeira etapa da Grandíssima, um crono de 20,3 quilómetros disputado em Viseu, Veloso venceu com o tempo de 26.00 minutos, menos 15 segundos do que Alarcón, que foi o segundo a fazer menos tempo no percurso, a 15 segundos, e este três segundos mais rápido do que Alejandro Marque (Sporting-Tavira).

Enquanto isso, na classificação geral liderada então por Alarcón, Amaro Antunes (W52-FC Porto) foi o segundo classificado, na frente de Vicente de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) que acaba na terceira posição após ganhar o duelo com Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira) pelo último lugar do pódio, ficando o sportinguista no quarto lugar. Com os portistas a superiorizarem-se aos principais adversários a grandes distâncias, superiores a cinco minutos.


Ora, o espanhol Alarcón venceu assim pela primeira vez a Volta a Portugal e a equipa W52-FC Porto mantém o ritmo vindo da época passada. Numa demonstração mais da boa aposta do FC Porto em se ter unido com a W52, através do bom entendimento de Jorge Nuno Pinto da Costa e Adriano Sousa Quintanilha, dois homens com bom andamento no desporto.



Depois de o francês Damien Gaudin ter vencido o prólogo em Lisboa, Raúl Alarcón assumiu a liderança no segundo dia, ao vencer a primeira etapa, em Setúbal, e não mais largou a camisola amarela, completando os 1.626,9 quilómetros do percurso em 41:46.14 h, com 1.23 minutos de vantagem sobre o colega Antunes e 5.25 em relação ao mais próximo adversário, De Mateos.


Com triunfos em duas etapas - a primeira, em Setúbal, e a quarta, no alto da Senhora da Graça - Alarcón sucede ao português Rui Vinhas, e aos espanhóis Gustavo Veloso, vencedor de duas edições (então pela sua anterior equipa patrocinada também pela W52), e Alejandro Marque. Foi este agora o segundo triunfo desde que a equipa passou a W52-FC Porto.


Alarcón é natural de Alicante, no sul de Espanha, e sucede a protagonistas de conquistas épicas como Fernando Moreira (que teve uma cavalgada autêntica na "burra", como chamavam à bicicleta pesadona desses tempos, sem dar hipóteses a todos os que o seguiram na poeira das estradas de tal era), Dias dos Santos (o tal que um dia disse “Limpámos o sarampo à gajada de Lisboa”), Sousa Cardoso com mais de meio Portugal a puxar pela sua vitória perante a sua aura), Mário Silva (apesar da intoxicação alimentar que prejudicou os azuis e brancos em 1961, e por isso depois com menos de meia equipa conseguiu superar a concorrência e derrotar os dirigentes federativos, apressados em começar a etapa em que a equipa portista estava a contas com as voltas provocadas pela tal intoxicação…) e Manuel Zeferino (cuja fuga na primeira etapa, em 1981, lhe garantiu logo um avanço de 12 minutos e 28 segundos).


Em 90 anos de existência e 79 realizações de Volta a Portugal, Alarcón tornou-se o 17.º estrangeiro a ganhar a prova maior do ciclismo português e o 6º espanhol, sendo o 1º estrangeiro em representação do FC Porto, depois dos portugueses Fernando Moreira (em 1948), Dias dos Santos (1949 e 1950), Fernando Moreira de Sá (1952), Carlos Carvalho (1959), Sousa Cardoso (1960), Mário Silva (1961), José Pacheco (1962), Joaquim Leão (1964), Joaquim Sousa Santos (1979), Manuel Zeferino (1981), Marco Chagas (1982), Rui Vinhas (2016), a que se junta Raúl Alarcón, agora em 2017, a somar 14. Enquanto por equipas vão 15… Tendo de permeio o FC Porto vencido coletivamente nas Voltas de 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1959, 1962, 1964, 1969, 1979, 1980, 1981, 2016 e agora em 2017. Ao passo de corrida que no Prémio da Montanha já venceram também os então ciclistas do FC Porto Fernando Moreira (em 1947), Carlos Carvalho (1955, 1958, 1960 e 1961), Mário Silva (1962), José Amaro (1981) e Amaro Antunes, agora em 2017, também.


Quanto a números sonantes da Volta do ano: - Na classificação por equipas, a W52-FC Porto reinou a grande nível, ficando em 2º a RP-Boavista, a 23 minutos e 49 segundos, e em 3º a Efapel, a 28 minutos e 8 segundos.


- Classificação Geral Final (dos 10 primeiros):

1º Raúl Alarcón (Esp) W52-FC Porto-Mestre da Cor - 41:46:14
2º Amaro Antunes (Por) W52-FC Porto-Mestre da Cor +1:23s
3º Vicente de Mateos (Esp) Louletano-Hospital de Loulé +5:25s
4º Rinaldo Nocentini (Ita) Sporting-Tavira +5:54s
5º Alejandro Marque (Esp) Sporting-Tavira +7:10s
6º António Carvalho (Por) W52-FC Porto-Mestre da Cor +7:25s
7º João Benta (Por) RP-Boavista +7:54s
8º Henrique Casimiro (Por) Efapel +8:11s
9º Sérgio Paulinho (Por) Efapel +8:36s
10º Krists Neilands (Lat) Israel Cycling Academy +9:35s



Class. Restantes elementos da Equipa:

16.º - Ricardo Mestre (W52-FC Porto-Mestre da Cor), a 31m12s
24.º - Gustavo Veloso (W52-FC Porto-Mestre da Cor), a 42m09s
45.º - Rui Vinhas (W52-FC Porto-Mestre da Cor), a 1h29m39s
48.º - Samuel Caldeira (W52-FC Porto-Mestre da Cor), a 1h36m25s
75.º - Joaquim Silva (W52-FC Porto-Mestre da Cor), a 2h09m08s


Classificação por Equipas:

1.º - W52-FC Porto-Mestre da Cor, 125h26m02s
2.º - RP-Boavista, a 23m49s
3.º - Efapel, a 28m08s


Classificação do Prémio da Montanha:

1.º - Amaro Antunes (W52-FC Porto-Mestre da Cor), 60 pontos
2.º - Mikel Bizkarra (Euskadi-Murias), 56
3.º - João Matias (LA-Metalusa Blackjack), 48


Cl. Prémio "Kombinado":

1.º - Raúl Alarcón (W52-FC Porto-Mestre da Cor), 7
2.º - Amaro Antunes (W52-FC Porto-Mestre da Cor), 7
3.º - Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé), 12


Classificação por Pontos:

2.º - Raúl Alarcón (W52-FC Porto-Mestre da Cor), 130
3.º - Gustavo Veloso (W52-FC Porto-Mestre da Cor), 111

Armando Pinto
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Às Voltas da “Volta” do Ciclismo… a propósito dos Títulos do FC Porto


Neste dia em que termina a 79ª Volta a Portugal em Bicicleta, calha recordar uma também interessante edição ocorrida em 1951, com meritória participação dos ciclistas do FC Porto, proporcionadores então dum marcante domínio portista de vitórias em etapas ao longo da prova, como ficou para a história ao ter sido estabelecido o recorde de etapas ganhas por uma equipa.


Com efeito, como é recordado em “Dragões Diário”, esta terça-feira dia santo, 15 de agosto, «neste dia, em 1951, o ciclismo do FC Porto estabelecia um novo recorde: ganhava oito etapas da Volta a Portugal, metade do total. Onofre Tavares triunfou em quatro, Dias dos Santos, Moreira de Sá, Luciano Sá e Amândio Cardoso arrecadaram uma vitória cada. Hoje também pode ser um dia histórico, caso os Dragões ampliem o recorde de 13 conquistas individuais e 13 coletivas (aliás 14) na geral da prova.»

É assim de ressalvar a soma de títulos do FC Porto da classificação por equipas nas Voltas a Portugal, pois que tem vindo a ser referida a conta de 13 quando é de 14, verdadeiramente – passando a partir de hoje a ser 15 de equipas, portanto; e naturalmente 14 em vencedores individuais, como camisolas amarelas, no fim da Volta.

A confusão inicialmente começou em certa imprensa que se esqueceu de corrigir quando em 1969 o FC Porto viu ser-lhe dada razão – como recordamos aqui e agora através de recorte jornalístico d' O Porto de sete de março de 1970 (havendo sido no começo da época seguinte a reposição devida)…


Depois disso o lapso que se verifica em certos locais informáticos passou a ser por erro do site da Federação Portuguesa de Ciclismo, que seguiu as informações de um livro historiador da Volta, no qual erradamente era e é referido na Volta de 1962, ganha por José Pacheco do FC Porto, que quem ganhara por equipas havia sido o Sporting, quando foi o FC Porto. Como se pode facilmente constatar consultando a imprensa da época e inclusive noutros sítios. Dando-se como exemplo o material do livro dos 50 Anos do jornal A Bola. Onde sobre o mês de Agosto de 1962 é referido isso mesmo.


Além disto, comprovativo visível e palpável do facto, também consta algo mais no acervo patrimonial do FC Porto, detentor que é da taça correspondente, que foi entregue em cerimónia a que corresponde a foto que aqui colocamos abaixo, com José Pacheco entre os diretores e ao lado todos os componentes da equipa vencedora.


Armando Pinto
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Nota Bene: Com as vitórias alcançadas na Volta deste ano de 2017, passa a haver mais títulos do FC Porto, quer como de vencedores individuais, como por Equipas e Prémio da Montanha. Sendo de recordar, com a devida atenção para a natural desatualização, o rol do historial do ciclismo do FC Porto em 2016, até à data do artigo, (clicando) em
A. P.