Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 27 de março de 2018

Fotógrafos do meio ambiente Porto-clube


Uma imagem vale por muitas palavras, como se diz usualmente em frase feita há muito. Tal se entende por quanto fotografias captadas por mãos de mestres conseguem dar melhor ideia da vista levada ao clique. Mas como tudo, também, quando devidamente acompanhadas por legendas e textos a preceito têm ainda leitura mais completa, principalmente enquanto noção informativa. Sendo assim as fotografias boa ilustração a reportagens narrativas de momentos para sempre recordar, qual casamento de união, ao jeito como diz o rifão popular de quando se faz a panela logo se faz o testo para ela.


Para o facto houve e há artistas, capazes de descrever visualmente algo por meio de ilustrativas imagens artísticas. Tal o caso do desporto, que através de fotografias vai de encontro a emoções vividas, graças ao engenho e arte de fotógrafos especializados; bem como no mundo do F C Porto, particularmente. Por via de bons artífices da manobra das máquinas fotográficas e sobretudo sensibilidade subjacente, ficando perpetuado o ambiente vivido nos estádios e pavilhões em que as camisolas azuis e brancas fizeram e fazem saltar corações portistas.


É assim de valorizar esse mister, cujos membros são autores de interessante contributo ao conhecimento sempre presente. Porque, além do fator histórico e divulgativo, dando para lembrar e reviver, há também o aspeto elucidativo. Até para quem não conseguiu presenciar o momento fisicamente e teve ou tem de se cingir ao que lê e ouve. Uma coisa é ouvir-se dizer, ou aperceber-se pelo que aparece escrito, e outra ver e poder rever. Vindo ao caso os fotógrafos que nos habituamos a ver nos recintos de jogo do FC Porto e mesmo os que conhecemos apenas de nome, antes e agora, mais os que nos são familiares por algum contacto pessoal e conhecimento de admiração clubística.


Ora, transportando ao caso pessoal, o tema merece enquadramento e visualização na retina da memória.

Como Portista tenho sempre mentalmente vestida a camisola do FC Porto. Como apoiante entusiasta, de guardar bem dentro esse sentimento especial. Mas ocasiões houve e há em que senti mais na pele tê-la mesmo ajustada ao corpo, embora apenas em afeto. Como das poucas vezes que estive no relvado do recinto principal do FC Porto, no mítico estádio das Antas, quase sufocado pela visão tida desde baixo para o cimo das bancadas apinhadas de gente, já que no estádio do Dragão ainda não pude experimentar essa sensação, a não ser em visita, ou seja sem jogo a decorrer. Fora a visão de cima para o relvado… em dia de jogo. E se a primeira vez que pisei a relva das Antas e logo em dia de jogo, rapazinho ainda, foi ao lado do meu amigo Armando Silva, o guarda-redes Armando, que me proporcionou essa proeza, por assim dizer, que não mais esquecerei… também me ficou na retina da memória o cumprimento do fotógrafo sr. Fernando Timóteo, que eu conhecia de vista pela leitura do jornal O Porto, ao tempo, e ali vi em posição privilegiada, como normalmente se vê. O senhor Timóteo que mais tarde foi mesmo meu amigo pessoal, a partir que passei a mandar umas “coisas” para publicação no mesmo órgão informativo oficial do FC Porto e depois ele foi até fotógrafo convidado em momentos pessoais.


Pois o senhor Fernando Timóteo era figura conhecida dos meios portistas, como fotógrafo oficial do FC Porto pelos idos anos sessentas e setentas, pelo menos. Sendo então fotógrafo do jornal O Porto, além de também ser fotógrafo de jornais diários e desportivos nacionais. Acrescentando valorização às reportagens fotográficas sobre temas nortenhos e particularmente portistas com outros fotógrafos conhecidos, como foram os casos de Malacó e Salvador, entre outros. Acontecendo que quanto a Malacó o conhecia apenas pelas suas imagens, mais fama que lhe advinha de seus trabalhos e sobretudo pelas fotos de jogos do FC Porto que se podiam ver num mostruário envidraçado quase ao fundo da avenida dos Aliados. 


Enquanto já no que respeitava ao Foto Salvador conhecia a sua firma pelas fotografias que via na montra da Rua de Santa Catarina, por normalmente mostrarem poses oficiais de ídolos do mundo portista, mais pessoalmente por ter chegado a ter mesmo fotos originais “tiradas” por ele, como é o caso das fotografias dos guarda-redes Armando e Rui, que ainda guardo.


Assim sendo, não tendo memória pessoal de outros anteriores e mesmo posteriores, desses tempos, os referidos fotógrafos de publicações desportivas são referenciais merecedores deste apontamento. Mas há mais.


Na atualidade, apesar de haver outros meios dilatados, como a Internet e derivadas redes sociais, até televisões a abarrotar de programas desportivos, quantas vezes demasiado faciosos e de encher  tempo, são as imagens fotográficas  que mais contam, pelo que encerram, afinal. Havendo no meio dessa função bons fotógrafos, que vemos também lá em baixo junto ao terreno de jogo, quer de quando é possível assistir nas bancadas, como pela televisão; e de modo definitivo nas fotos que surgem nos sítios de consulta permanente em moldes informáticos. Entre os quais se incluem alguns que conheço pessoalmente, com mais ou menos contactos, mas todos com admiração personalizada. Desde os conhecidos de encontros portistas, como no caso do anual Dia do Clube e da Hora do Clube, assim como de convívios particulares, como foi o caso da célebre visita de bons Portistas ao museu particular do antigo guarda-redes Américo, mais a abertura ao público do museu do FC Porto, etc. Sem esquecer convivência da blogosfera e partilhas informáticas.


Bons profissionais da fotografia e artistas desse ofício se contam então entre personagens desse género de ministério, sendo com gosto que posso dizer que vejo presentemente junto ao relvado pessoas de máquina em punho que também me conhecem e sobretudo me encantam com o que vão fazendo. Fotógrafos que agora são expoentes da recolha de testemunhos da vida do FC Porto, entre outros trabalhos evidentemente, como uns Rui Russo, José Carlos Silva, José Lacerda e Pedro Blue, por exemplo. Que estão na linha do que antigamente apreciava no meu amigo sr. Fernando Timóteo, quão esclarecedoras aos olhos as fotografias são. E, com nitidez na boa qualidade de precisão, o mundo desportivo melhor pula e avança, como bola no mundo fantástico do Portismo que nos corre nas veias.


Sobressaiem então e em suma tais boas novas na objetiva desses fotógrafos, que consideramos e incluímos no valioso lote de pessoas que fazem coisas boas em prol do FC Porto. Quais “fotógrafos do Porto”, como os consideramos, entre gente de valor do meio ambiente do Porto-clube.


ARMANDO PINTO
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