Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 17 de junho de 2018

Efeméride - O título de Bicampeão do FC Porto em 1979


Em maré de evocações, nesta fase em que a moral portista continua alta, sempre com idealismo do mar azul, agora em tempo de veraneio, calha desta vez recordar a conquista do Bicampeonato de 1978/79, na data de perfazer mais um aniversário desde que ocorreu. Há quase já meio século, cuja recordação vale a pena rever na reconstituição feita na newsletter “Dragões Diário”:


«Estão decorridos 18 minutos de jogo e já Oliveira abre o livro e o marcador com um golaço... (Depois) Duda aumenta a contagem num cabeceamento fulminante, ainda antes da meia hora. O Barreirense reduz na segunda parte, mas Gomes, na execução de um livre direto, repõe as distâncias no marcador, que voltaria a funcionar novamente, já perto do fim, à custa de um autogolo dos alvirrubros. 30.ª e última jornada da I Divisão 1978/79: FC Porto, 4 – Barreirense, 1. O FC Porto é campeão nacional, bicampeão nacional 39 anos depois e pela primeira vez num Portugal democrático.» 


Foi numa tarde de domingo de manhã soalheira, com tudo cheio de gente em quanto era sítio vago na zona circunvizinha ao estádio do Porto, incluindo a antiga rotunda vizinha ao estádio das Antas de relvado pejado de circunstantes, com muitas famílias de adeptos aglomerados à volta de toalhas, sequiando o apetite de títulos à roda de suculentos farnéis. E depois, nessa quente tarde domingueira, nem a canícula impediu que o recinto portista enchesse depressa, horas antes do jogo, vivendo-se lá dentro momentos dos mais variados aspetos, em ocorrências que ajudaram a passar o tempo. Até que veio o jogo, na maior parte do tempo com os Barreirenses a tentarem impedir que o Gomes marcasse, vindo com o recado feito por estar então em disputa na chamada "Bola de prata" com o Nené do Benfica, perante uma apertada marcação de que se encarregaram Carlos Manuel e Frederico, ao tempo já “apalavrados” com o Benfica para futuro… A pontos de Carlos Manuel ter usado todos os meios permitidos pelo árbitro e fiscais de linha (como ao tempo eram chamados os auxiliares) para placar qualquer investida ou proximidade do Gomes do Porto (tendo Fernando Gomes só conseguido marcar um golo e só a passe escondido, num livre que estava para ser direto, em boa combinação com Oliveira) e o Frederico até ter preferido fazer um autogolo para o Gomes não poder encostar… lá para dentro.


Apesar disso e mesmo assim, Gomes com 1 golo nessa tarde ainda ficou com vantagem de dois sobre Nené  que no seu jogo marcou 3 golos que foram insuficientes  alcançando o avançado portista então pela terceira vez o título de melhor marcador do Campeonato Nacional (feito que mais tarde ainda viria a repetir mais outras três vezes, não tendo conseguido até mais por variados motivos, incluindo a ausência de dois anos em Espanha na sequência dos acontecimentos do verão quente de 1980.. como mais tarde por ter saído novamente aquando do desaguizado com Octávio).


Mas então importou festejar, pois era o segunda vez que o FC Porto era campeão, de enfiada, num encher de barriga depois de tantos anos de espera.


Estivemos lá, como tudo isso não mais esquece. E dá vontade de descrever, como tudo o que temos oportunidade de marcar presença, no próprio sítio.


Posto isto e para melhor efeito memorial, ilustramos a recordação com algumas passagens da reportagem do jornal O Primeiro de Janeiro, um dos jornais existentes entre a imprensa da época, entremeando com algumas fotografias (devido ao formato desse tempo não dar muito para uma digitalização compatível a leitura dos meios informáticos da blogosfera e sistemas informáticos)


ARMANDO PINTO
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