Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Inícios de julho, recuando a 1958: Lembranças dos alvores dum verão de outrora, remirando efeméride de há 60 anos…


Início de Julho. Em 2018 abre o laboratório futebolístico portista, no começo dos trabalhos para a nova época com a apresentação e primeiro dia de trabalho no complexo de treinos do Olival, em Gaia. Em 1958, a antiga oficina das Antas ainda não entrara de férias e havia rumado à antiga África portuguesa, em romagem de transmissão do Portismo que mexia com o sentimento dos portistas de além-mar, também.

Assim (como bem é recordado em “Dragões Diário”, na rubrica “Aconteceu”, nesta data):


 «Há exatos 60 anos, o plantel principal de futebol, treinado por Otto Bumbel, ainda não tinha terminado a época. Estava num périplo por África, que se iniciara em junho, três dias depois da conquista da edição de 1957/58 da Taça de Portugal, frente ao Benfica (na final terminada em 1-0, golo de Hernâni). Neste dia (2 de julho, em  1958), o FC Porto de Virgílio, Pedroto e Hernâni goleava por 6-0 um onze constituído pelos melhores jogadores dos principais clubes de Luanda. Estava somada a terceira vitória em Angola, depois de ter derrotado uma seleção de jogadores angolanos, sob nome de "Naturais de Angola" (2-0) e a seleção de Huambo (4-0), com um empate (2-2) pelo meio frente ao selecionado de Benguela. Iniciativa do presidente Paulo Pombo, esta era a segunda digressão do clube pelo continente, que terminaria em Moçambique, a 16 de julho.» Havendo entretanto, em Lourenço Marques (atual Maputo) o FC Porto vencido depois o Desportivo local por 3-1, assim como por igual resultado também o Ferroviário de Lourenço Marques, ainda novamente o Desportivo de Lourenço Marques com repetição da marca de 3-1 e por fim empatando 1-1 na despedida com a Seleção de Lourenço Marques.


Eram outros tempos, com o campeonato português a durar até à primavera e de seguida a Taça de Portugal disputada em eliminatórias a duas mãos até terminar em meados de junho, para a nova época desportiva ter inícios mais tarde, passada a temporada das férias grandes (como ao tempo se dizia, pela duração do interregno do período letivo e alongamento da época estival), já por volta da transição das colheitas, nos panoramas quase outonais de setembro.


Dessa digressão, então, desde finais de junho, em que o FC Porto seguiu viagem com os vencedores da Taça e outros elementos do plantel, corriam já primeiros dias de julho, se regista a ocorrência com algumas imagens de toda a comitiva e da equipa utilizada – incluindo titulares e reforços.


Para o efeito juntamos imagens de arquivo pessoal sobre essa viagem e especialmente, da mesma deslocação a África, algumas imagens da Fotobiografia de Armando Pereira da Silva, o guarda-redes Armando (que subira a sénior à época e fora suplente na final da Taça de Portugal dias antes, sendo um dos elementos incluídos na comitiva, como segundo guarda-redes na ocasião, tal como na final da taça, devido ao titular Acúrcio se ter lesionado, sendo então escalado Armando para suplente de Pinho). Tendo a caravana portista, tal como se vê nas imagens, além do presidente Dr. Paulo Pombo, do diretor Amaral, do médico Dr. Sousa Nunes e outros membros de apoio, contado com os futebolistas (pela ordem dos mesmos na imagem cimeira e à mesma na de baixo, mais panorâmica, vendo de baixo para cima e da esquerda para a direita) no primeiro plano: Barbosa, Armando, Morais e Noé; a meio: Carlos Duarte, Gastão, Teixeira e Hernâni; e em cima, atrás: Sarmento, Sá Pereira, Perdigão, Virgílio, Pinho e Arcanjo. Mais (que não ficaram na visão dessa pose, em frente ao palácio do governador da província ultramarina, conforme se nota no campo visual da imagem abaixo, mas aparecem nas restantes fotos), também Pedroto, Osvaldo Silva e Jaburu.


Armando Pinto
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