Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

FC Porto Campeão Nacional de Juniores (Sub 19-Futebol) de 2018 / 2019. E evocação de antigas fornadas de campeões juniores !


O FC Porto sagrou-se esta quarta-feira Campeão Nacional de Juniores.

Depois de terem conquistado para o FC Porto o título de Campeão Europeu de Sub-19, os Juniores do FC Porto alcançaram a dobradinha maior, juntando o título de Campeão Nacional. O que não é para qualquer clube, só o FC Porto passa a orgulhar-se disso, entre os portugueses que chegam às competições europeias oficiais.


Algo assim deixa desolados alguns “Velhos do Restelo” de dentro e de fora, mais uma vez, como Camões descreveu n’Os Lusíadas os que estão sempre descrentes e os que fazem tudo para desacreditar o que é de seu afeto, ou do que por não gostarem querem desdenhar…  


Na última jornada da fase de apuramento de campeões, os dragões dependiam apenas de si para festejar em virtude da vantagem de um ponto para o Benfica. E, cumprindo o esperado nas hostes portistas e contra a vontade dos adversários diretos e indiretos, os Campeões Europeus de sub-19 venceram o Sporting de Braga, assegurando o Título Nacional. Tendo vencido por 2-0, com golos de Ángel Torres e Romário Baró, um em cada parte, garantindo a conquista do campeonato que fugia desde 2015/16.


No outro jogo em disputa, o Benfica, apesar de também ter vencido, viu o FC Porto manter-se firme em seu lugar, terminando os encarnados a fase final com 36 pontos, a um de distância do campeão FC Porto.


Com efeito, depois da conquista da UEFA Youth League, os dragões celebram também a nível interno. Obtendo com grande mérito o 23.º título nacional de juniores da história portista, coroando assim uma época perfeita para o escalão – com a grande conquista da UEFA Youth League, correspondente à Liga dos Campeões da categoria e agora o campeonato Nacional de Juniores, fornada atualmente chamada de Sub 19.


Os jovens dragões entraram para a última jornada da fase de apuramento de campeões com um ponto de vantagem sobre o Benfica, apesar do Benfica ter conseguido bons resultados diante do FC Porto, em jogos de resultados deveras injustos, nos quais de seus quatro golos três foram através de penaltis. Mas a formação do FC Porto resistiu a tudo no cômputo geral e triunfou nas contas finais.


Os Sub-19 do FC Porto sagraram-se campeões nacionais depois de baterem esta quarta-feira o Sporting de Braga (2-0), no Olival, na 14.ª e última jornada da fase final do Campeonato Nacional de Juniores A. Os Dragões fecharam com chave de ouro uma época de sonho, na qual juntaram a conquista do título nacional, que escapava desde 2015/2016, à conquista inédita da UEFA Youth League.


Assim a equipa júnior do FC Porto festejou o título no ambiente do Olival bem composto, vitoriando os Dragões, que terminaram esta fase final com 37 pontos, resultantes de 12 vitórias, um empate e uma derrota em 14 jogos (32 golos marcados e 11 golos sofridos).

Os Sub-19 portistas, comandados por Mário Silva, alinharam com Francisco Meixedo, Tomás Esteves, Pedro Justiniano, Levi Faustino, Tiago Lopes, Mor Ndiaye, Fábio Vieira (Rodrigo Valente, 90m+4), Romário Baró (Vítor Ferreira, 74m), Afonso Sousa (João Mário, 83m), Ángel Yesid e Fábio Silva.


Mário Silva comandou a equipa de Sub-19 do FC Porto à conquista do campeonato e da UEFA Youth League A frase mais forte do discurso de Mário Silva diz quase tudo. Depois de uma inédita conquista da UEFA Youth League, a equipa de Sub-19 do FC Porto juntou o título nacional ao título europeu. Após o triunfo sobre o Sporting de Braga na 14.ª e última jornada da fase final do Campeonato Nacional de Juniores A, o treinador dos Dragões dedicou o 23.º título nacional de Sub-19 à estrutura do FC Porto e aos adeptos:


«Já sabíamos que ia ser um jogo muito difícil. Tivemos muitos jogos desde o dia 26 de abril, mas eles portaram-se como verdadeiros campeões. Foi uma época de sonho para nós e nunca ninguém vai esquecer o que fizemos. Depois da derrota com o Benfica em casa, provavelmente só nós acreditávamos que ainda podíamos ser campeões. Este foi um título muito difícil de conquistar, pois as equipas que lutaram até ao fim perderam poucos pontos. A nossa massa associativa maravilhosa merecia este momento e acabamos a época com um sentimento de dever cumprido. Espero que estes meninos tenham muita sorte e consigam triunfar, porque merecem. Até pode haver outra equipa que consiga igualar o que fizemos, mas jamais conseguirão fazer melhor do que nós. Dedicamos esta vitória à estrutura do FC Porto e aos nossos adeptos.»


Em suma, esta é pois época para sempre recordar para os juniores do FC Porto. Um mês depois de se ter sagrado campeão europeu, o FC Porto, através de seus infantes dragões, sagrou-se também Campeão de Portugal na categoria superior das camadas jovens.  


~~~ ***** ~~~

Este título é pois o 23º Campeonato Nacional de Juniores conquistado pelo FC Porto, a partir de 1953. Sendo extenso o rol, já, conforme as épocas que estão no quadro de honra em que o FC Porto foi e é Campeão Nacional de futebol em Juniores:

- 1952/53, 1963/64, 1965/66, 1968/69, 1970/71, 1972/73, 1978/79, 1979/80, 1980/81, 1981/82,1983/84, 1985/86, 1986/87, 1989/90, 1992/93, 1993/94, 1997/98, 2000/01, 2006/07, 2010/11, 2014/15, 2015/16 e 2018/2019.           


Como homenagem a todo esse passado, e visto em anterior artigo aqui termos relembrado o primeiro título, obtido em 1952/53 (conforme se pode recordar por link colocado abaixo, no fim da crónica), desta feita recordamos os segundo e terceiro títulos, obtidos em 1964 e 1966, através de imagens correspondentes.


Eis aí, em poses que ficaram à posteridade, grandes valores dos escalões de juniores de antanho. Como, na de cima (referente a 1964), Artur Jorge, Luís Pinto, Silva, França, etc. e na de baixo (1966) Pavão, Victor Cruz, Lázaro, Rendeiro, Sérgio Vilarinho, Ernesto, Belo, Alberto, Arlindo, o guarda-redes Sousa, etc.

= Equipa Vencedora da Final do Campeonato Nacional de Juniores de 1966:
Em cima da esquerda para a direita: Sérgio, Belo, Orlando, David, Alberto, Pavão, Almeida, Sousa, e massagista.
Em baixo da esquerda: Vítor, Rendeiro, Miranda, Arlindo, Ernesto e Lázaro.

***
= Para recordar: Crónica referente ao titulo nacional de 2016, com homenagem evocativa aos campeões de 1952/53, pode rever-se (clicando) em

  
Armando Pinto

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Efeméride alusiva ao jornal O Porto


28 de Maio na história do FC Porto é data recordatória da inauguração do mítico Estádio das Antas. Facto assinalado já neste blogue, em oportunidades anteriores, e normalmente efeméride lembrada nos mais variados meios informativos e historiadores do FC Porto. Não sendo esse dia, porém, deveras recordado em tempos recentes por ter sido também, outrora, uma data de extensiva festa do antigo órgão oficial do FC Porto, jornal O Porto, existente desde 1949 até 1986, substituído mais tarde pela revista Dragões, após algum tempo de existência dessa nova publicação. O jornal periódico do FC Porto, cujo 1º número teve data de 24 de Maio de 1949, mas por apenas haver sido distribuído publicamente a 28 seguinte e em associação com a data do estádio, posteriormente inaugurado em 1952, por costume era nesse dia que havia também festa do pessoal do mesmo jornal portista.


Foi assim até, por exemplo, no dia do jogo em que se deu o empate mais saboroso para a verdade desportiva do futebol português. Tendo sido na soalheira tarde de 28 de Maio de 1978, aquando do Porto-Benfica que resultou em empate importante para as contas da conquista pelo FC Porto do título de campeão Nacional de 1977/78, que entre a assistência das Antas foi colocado à venda o número especial do 29º aniversário d’ O Porto. Embora a respetiva edição tenha sido com data de 24 de Maio, mas publicado ainda antes, de modo a chegar aos assinantes a tempo do aniversário correspondente, quando o jornal O Porto fazia 29 anos. Depois de na manhã desse domingo ter havido um jogo, no pavilhão de treinos Afonso Pinto de Magalhães, em convívio festivo entre diretores e colaboradores (dos que puderam marcar presença a hora matinal).


Em alusão e recordação disso, evocamos o facto do respetivo aniversário, com recorte do historial do jornal do clube até 1978, precisamente. E a talhe, também, parte duma página desse Número Especial com artigo alusivo do autor signatário, ao tempo colaborador de O Porto, gratuitamente, em voluntariado; assim como nos dias que correm, por paixão clubista também, pugnando ainda pelo FC Porto através deste blogue de Memória Portista.

Armando Pinto
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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Efeméride da Vitória na Taça de Portugal de 1956


Estava-se a meio da década de cinquenta, com o FC Porto detentor de poderosa equipa de futebol, de tal modo que então, em 1956, conseguiu superar a tradicional batota do sistema e, contra contrariedades arbitrais, venceu o Campeonato Nacional da 1ª Divisão. E na mesma época inclusive repetiu a dose, com nova vitória, dessa feita na segunda prova do calendário futebolístico nacional, ao triunfar na final da Taça de Portugal.

Como disse Hernâni, o senhor General do futebol português, esse foi um dos anos em que um campeonato valeu por dez dos outros e a Taça foi uma raridade bonita, pois para o Porto vencer tem de ser, não só tão bom como os outros, mas muitíssimo superior, porque só assim pode ganhar campeonatos contra o trabalho dos árbitros e de quem tem poder sobre o futebol.

Dessa vez, porém, como o «Nível de arbitragem» foi «competente e imparcial», o FC Porto venceu !


Foi assim a 27 de Maio (como que numa premonição, sendo uma data que décadas depois ficaria célebre pela vitória na Taça dos Campeões Europeus) que o FC Porto conquistou a sua primeira Taça de Portugal e extensivamente a primeira “dobradinha” da história do clube, juntando então Campeonato e Taça.


Aconteceu então isso em final da Taça de Portugal disputada frente ao Torreense, tendo Hernâni marcado os dois golos que selaram esse importante triunfo por 2-0 e «a confirmação de uma temporada plena de sucesso sob o comando do brasileiro Dorival Yustrich» (como bem é recordado em “Dragões Diário”, referente à efeméride portista deste dia.


Ilustrando esta bela recordação, junta-se aqui o que dias depois foi publicado no jornal O Porto, em sua edição de 30 de Maio de 1956.



E... como já então no órgão oficial O Porto ficou escrito: « Contra tudo... e contra todos!»

~~~ ***** ~~~
Desse dia  juntam-se algumas imagens ilustrativas:

- Quão ficou fotograficamente assinalada a ida do "Capitão" Virgílio à tribuma do Jamor, onde recebeu o troféu das mãos do então Ministro Rebelo de Sousa e de sorriso aberto levantou a Taça...


Com a qual, de seguida no relvado toda a equipa posou à posteridade na foto de família com o troféu bem à frente. 


E, por fim, no regresso à Invicta, em momento da receção na sede do FC Porto, Virgílio, depois de ida à janela virada à Praça para mostrar o tão apreciado troféu à multidão, ter discursado diante dos microfones radiofónicos ao fazer entrega oficial da Taça à Direção do Clube.


Armando Pinto
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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Falecimento de Joaquim Torres, antigo guarda-redes vencedor da Taça de Portugal e Campeão Nacional pelo FC Porto


O antigo futebolista Joaquim Torres, guarda-redes vencedor da Taça de Portugal de 1976/77 e campeão nacional pelo FC Porto na época 1978/79, morreu esta quinta-feira, dia 23, no hospital do Barreiro, aos 74 anos, vítima de pneumonia, segundo publicação difundida por alguns órgãos de comunicação.


Antes de se transferir para os 'azuis e brancos', clube que representou entre 1976/77 e 1979/80, o guardião notabilizou-se no Vitória de Setúbal, clube em que defendeu as balizas entre 1963/64 e 1975/76.


Natural da Fuzeta, no Algarve, onde nasceu a 19 de Fevereiro de 1945, Joaquim Torres transferira-se para o Vitória de Setúbal ainda júnior e defendeu a baliza do clube sadino durante 10 temporadas, período em que foi treinado por Fernando Vaz e José Maria Pedroto.

Os seus bons desempenhos como guardião principal do Vitória de Setúbal, no qual em 1971/72 esteve na equipa que levou os setubalenses à sua melhor classificação de sempre, o segundo lugar no campeonato, e participou em várias jornadas brilhantes dos sadinos nas competições europeias, levaram Pedroto, que entretanto se tinha mudado para o FC Porto, a contratá-lo para o clube Dragão.

No FC Porto foi o guarda-redes titular da equipa que venceu a final da Taça de Portugal de 1976/77, com vitória sobre o Braga por 1-0, depois duma campanha a todos os títulos demolidora (como ficou patente na eliminação do Sporting, copiosamente derrotado nas Antas por 3-0).


Após essa época em que foi o guarda-redes principal do FC Porto, na imediata de 1977/78 cedeu o lugar a Fonseca, entretanto chegado ao clube, mas na seguinte voltou a titular em grande parte da época, tendo tido importante desempenho na conquista do Campeonato Nacional de 1978/79. A ponto de ter sido autêntico herói, com exibições decisivas nos jogos disputados em Lisboa.


Entre esses jogos ficou inesquecível o disputado em casa do Sporting, ao ter defendido um penalti inventado pelo árbitro Marques Pires a um quarto de hora do final do jogo de Alvalade. Através de cuja sua estirada ao primeiro remate e nova defesa à recarga, manteve inviolada a baliza portista, assegurando importante empate que conservou a equipa portista no caminho do título. Algo que esse árbitro bem pensara contrariar, assinalando tal penalti em jogada desenrolada ainda fora da grande área. Mas Torres concentrou-se e anulou essa tentativa!


Além do FC Porto e do Vitória de Setúbal, Joaquim Torres representou ainda o Amora e o Nacional.

Depois de terminar a carreira de futebol, o antigo guarda-redes dedicou-se à sua paixão pela fotografia, tendo sido colaborador do diário O Jogo, muitos anos, como fotógrafo; assim como desempenhou também funções de fotógrafo em vários órgãos de comunicação social na região de Setúbal.


Falecido assim em tempo próximo de mais uma final da Taça de Portugal, ao desaparecer fisicamente sempre permanecerá na memória portista como vencedor duma Taça de Portugal. Além de sua importante parte na conquista de um Campeonato, que lhe valeu o título de Campeão Nacional de 1978/1979, Joaquim Torres  será igualmente recordado como vencedor em 1977 da Taça de Portugal, também.


Armando Pinto
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quinta-feira, 23 de maio de 2019

FC Porto Campeão Nacional de Hóquei em Patins 2018 / 2019 !


O FC Porto volta também a ser o Campeão Nacional de Hóquei em Patins, nesta época de 2018/2019.


Em mais uma modalidade onde não há foras de jogo para sonegar golos de um lado e inventar de outro, tal qual nem mergulhos há para forçar penaltis de adulterar resultados, o FC Porto, vencendo as dificuldades que sempre são colocadas, desta feita conseguiu superar tudo e erguer a taça de Campeão Nacional.

Num dia especial, ao fazer vinte anos da conquista do Penta do futebol, perfazendo na quarta-feira 22 de Maio duas décadas do título que no futebol o FC Porto alcançou em cinco anos consecutivos (feito recordista do futebol nacional), também o Hóquei portista, que até já também ganhou o campeonato em dez anos seguidos, “sticou” mais um título, o 23º da história hoquista azul e branca. Do campeonato português de hóquei, o mais competitivo do mundo, como toda a gente reconhece.


Tem assim o hóquei patinado do FC Porto um percurso glorioso e grandioso, com tamanha soma de campeonatos, sabendo-se que o FC Porto entrou no hóquei muitos anos depois dos principais clubes de Lisboa e inclusive dos antigos campeões nortenhos, suplantando tudo e todos.


Ora, além de efémera participação oficial em 1944, apenas de um ano (época desportiva), o FC Porto começou a praticar hóquei em patins de modo definitivo em 1956


E a partir daí, passando pelo título  da 2ª Divisão obtido em 1956 e consequente subida à divisão principal, conquista do Título Regional em 1960, vitórias seguintes no Campeonato Regional da Associação de Patinagem do Porto, mais o Metropolitano de 1969 (à época o Campeonato de Portugal Continental), foi na época de 1982 / 1983 que pela primeira vez foi conquistado pelo FC Porto o Campeonato da 1ª Divisão. E agora, volvidos estes anos ultrapassados, já são 23 os campeonatos ganhos.


= Campeões Metropolitanos - 1968/ 1969 =


Para não estar a escrever sobre o que apenas foi possível ao autor ver à distância, pela transmissão do Porto Canal, transcreve-se para aqui o que ficou registado na página informática oficial do FC Porto, sobre o jogo da consagração:

« 22 DE MAIO DE 2019

Equipa de Guillem Cabestany garantiu o triunfo frente ao Riba d’Ave (6-3) no Dragão Caixa e a conquista do 8.º título nos últimos três anos (na soma das diversas provas ganhas)


O FC Porto Fidelidade garantiu esta quarta-feira a conquista do Campeonato Nacional de hóquei em patins, o 23.º da história do clube. A equipa de Guillem Cabestany venceu o Riba d'Ave no Dragão Caixa (6-3), em jogo em atraso da 24.ª jornada, e fechou as contas do título ainda com uma ronda por disputar.


Os adeptos portistas festejam a conquista do 8.º troféu nos últimos três anos, num ciclo admirável sob o comando do técnico catalão, iniciado a 19 de junho de 2016 com o triunfo na final da Taça de Portugal, frente ao Benfica. O Riba d'Ave voltou a ser o adversário do FC Porto Fidelidade no jogo de consagração, tal como aconteceu na conquista do Campeonato em 2017.

Esta noite, perante um envolvente Mar Azul no Dragão Caixa, a equipa portista teve de manter a concentração e gerir emoções para superar um obstáculo complicado. Os visitantes foram mantendo a diferença mínima no marcador, procurando responder a cada tentativa de dilatação da margem por parte da formação azul e branca.

Rafa, Giulio Cocco, Poka e Gonçalo Alves marcaram os golos portistas na etapa inicial, mas o Riba d'Ave nunca baixou os braços e reduziu para 4-3 na segunda parte. Cocco bisou logo depois e Reinaldo García, ao minuto 45, fixou o resultado final.


Nota ainda para os jogadores de andebol do FC Porto, que garantiram no dia anterior a conquista do título, na Madeira, e marcaram presença no Dragão Caixa para apoiar a equipa de hóquei em patins e receber uma tremenda ovação dos adeptos portistas no intervalo do encontro.

Na última jornada do Campeonato Nacional, novamente no Dragão Caixa, o FC Porto Fidelidade defronta o Turquel (sábado, 15h00), já com o título de campeão conquistado.


FICHA DE JOGO

FC PORTO FIDELIDADE- RIBA D'AVE, 6-3
Campeonato Nacional da 1.ª Divisão, 24.ª jornada
22 de maio de 2019
Dragão Caixa, no Porto

Árbitros: Pedro Silva e Joaquim Pinto

FC PORTO FIDELIDADE:  Carles Grau (guarda-redes), Rafa, Reinaldo García, Gonçalo Alves e Hélder Nunes (cap.)
Suplentes: Nélson Filipe (g.r.), Telmo Pinto, Giulio Cocco, Hugo Santos e Poka
(todos utilizados)
Treinador: Guillem Cabestany

RIBA D'AVE: Diogo Fernandes (g.r.), Tomás Pereira, Diogo Casanova, Diogo Seixas, e Hugo Azevedo
Suplentes: Pedro Freitas (g.r.), Guilherme Ferreira, Nuno Pereira, Daniel Pinheiro e Bruno Pinto (cap.)
Treinador: Horácio Ferreira

Ao intervalo: 4-2

Marcadores: Rafa (2m), Giulio Cocco (7m e 35m), Nuno Pereira (11m), Poka (14m), Bruno Pinto (15m e 35m), Gonçalo Alves (23m), Reinaldo García (45m) »


Resultado final de 6-3 para o FC Porto. E no fim foi a apoteose, com a entrega das medalhas e da taça de campeão.


De realçar que no Dragão Caixa, a abarrotar de assistência, em número possível da lotação do atual pavilhão do clube, teve ainda no camarote presidencial, além de elementos da Direção (entre os quais o antigo valor hoquista Vitor Hugo, atual dirigente do Basquetebol do clube, mais o diretor de secção de Hóquei Sr. Baldaia) e convidados formais (incluindo um representante da Federação Portuguesa de Patinagem), também a presença de, pelo menos, um antigo campeão como hoquista jogador e treinador, José Fernandes  segundo se viu pela transmissão televisiva e se consegue vislumbrar em foto da ocasião.


Está assim conquistado o Título Nacional de Hóquei do escalão máximo, à penúltima jornada, ainda com um jogo por disputar. Tendo assim sido logo festejada a conquista tão desejada, diante da moldura humana que encheu a lotação do Dragão Caixa.


Atualização e enquadramento:

Com a vitória alcançada na penúltima jornada, com efeito, o FC Porto sagrou-se virtual e oficialmente CAMPEÃO NACIONAL DE HÓQUEI EM PATINS. A partir que a Oliveirense já não o poderá ultrapassar na tabela da classificação geral, mesmo porque o confronto direto entre os dois é favorável aos "dragões" (6-5 e 1-1), enquanto Sporting e Benfica ficaram para trás… Consumado fica, então, o 23º título nacional por parte do FC Porto. Número com que o FC Porto iguala o Benfica, como equipas mais vezes campeãs, sendo que o Benfica entretanto participou mais vezes no campeonato, em maior número de anos de competição.

Classificação a uma jornada do fim:

1º - FC Porto - 64 pontos
2º - UD Oliveirense - 61                
3º - Sporting CP - 58      
4º - SL Benfica - 50

Armando Pinto
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