Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Último golo oficial de Pedroto como futebolista


Na newsletter “Dragões Diário", na rubrica "Aconteceu" (neste dia), é agora lembrado que «há 60 anos, José Maria Pedroto marcava o último golo com a camisola do FC Porto. Fê-lo na sétima jornada do campeonato, frente ao Sporting de Braga, nas Antas. Foi o último de 35 golos em oito épocas consecutivas de azul e branco, durante as quais conquistou dois campeonatos e duas Taças de Portugal, palmarés que repetiu mais tarde enquanto treinador do FC Porto.» Isso quanto a campeonatos, pois em Taças de Portugal foram mais, só pelo FC Porto foram 3, a cujos triunfos juntou ainda mais duas como treinador do Boavista.


Ora, Pedroto, como médio dedicava-se mais a pautar o jogo, na captação de jogadas e distribuição de bola, como se diz em linguagem futebolística, mas quando lhe surgia oportunidade também fazia o gosto ao pé e mais a gosto dos apoiantes portistas. Como foi então pela última vez a 7 de novembro de 1959, segundo a indicação aludida. (Data contudo não coincidente com o que está no “Almanaque do FC Porto”, por Rui Miguel Tovar e produto oficial FCP, onde tal jogo aparece referido com data de dia 2 desse mês.) Tendo então a equipa portista alinhado (se estiver correta a informação) com Acúrcio, Paula, Arcanjo, Barbosa, Pedroto, Monteiro da Costa, Gastão, Ferreirinha, Humaitá, Adérito e Hernâni.



Pedroto, depois de ter envergado a camisola do FC Porto a partir de 1952, estava então a fazer últimos jogos como jogador na equipa principal do FC Porto. Tendo tido uma festa de homenagem após a conquista do Campeonato de 1959 (em março desse ano de 59, no jogo de entrega oficial das faixas de campeões), que não foi de despedida porque ainda jogou até finais de 1959, já na época de 1959/60. Pois tinha contrato até ao final da época, em agosto de 1960, embora nos últimos tempos até ao final do contrato praticamente só tenha feito jogos particulares e ajudado no Campeonato de Reservas. Estava já a preparar-se para ser treinador, até que enveredou de seguida pela carreira que o elevou ainda mais no panorama do futebol.


O FC Porto passava então por fase de renovação, com a fixação na equipa principal de novos jogadores como o guarda-redes Américo, o defesa Paula, o avançado Jaime (a entrarem na equipa onde ainda pontificavam uns Acúrcio, Virgílio, Arcanjo, Carlos Duarte, Hernâni, Perdigão, etc) e de passagem também contando momentaneamente no plantel com jogadores em ascensão, tais os casos de Armando, Ferreirinha, Coimbra, Humaitá, Adérito, etc.


Já com a mudança de orientação do futuro em mente, em finais da carreira de futebolista e depois da conquista do título de campeão nacional mais célebre (pelos contornos e feliz superação sobre o caso-Calabote), no mesmo ano de 1959, durante o defeso da época oficial de futebol, Pedroto deu novo rumo à sua vida também no aspeto sentimental e familiar.
Até ali solteiro e bem comportado, também, fazendo parte da equipa dos solteiros do FC Porto em jogos festivos (como à época era costume de vez em quando, conforme a imagem de ocasião em que alinhou junto com Américo, Virgílio, Arcanjo, Morais, etc.), José Maria de Carvalho Pedroto casou então, com uma jovem universitária e depois licenciada com o curso de farmácia, D. Cecília, constituindo uma linda família, que ainda hoje é referência no universo portista. Quão se pode dizer que a colheita de 1959 foi mesmo de Porto Vintage, saboreado com golos bebidos pelo título nacional e no casamento.


Armando Pinto
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