Guttmann foi o treinador que comandou a equipa do F C Porto
na vitória do campeonato nacional de 1958/59 e de seguida disputou a Taça de
Portugal já comprometido com o clube vermelho do estádio de Carnide (como
inicialmente era chamado o antigo estádio da Luz). Personagem assim que se
tornou famoso para as bandas da segunda circular, em Lisboa. Mas que também por
ali acabou por sair pela porta do cavalo…
Entretanto… anos volvidos, já em idade de reforma, o mesmo
treinador voltou às Antas, numa esquisita lembrança da direção presidida pelo
Dr Américo Sá, passando o tempo quase a dormir no banco dos responsáveis, até sair
em paz, mas sem deixar saudades. Ficando mais vincada, de permeio, uma jura que
fez, do Benfica não mais voltar a ganhar qualquer final europeia…
Dispensa muitas explicações o caso da superstição associada
a essa maldição de Béla Guttmann, o treinador maltratado pelo Benfica, na sua
despedida, depois de grandes triunfos que esse lendário personagem proporcionou
ao clube que lhe dera uma comenda salazarista. Guttmann que lançou, então, uma
espécie de mau olhado derrotista, rogando uma praga ao Benfica, como é sabido,
de tal forma que tem estado em vigor, nas presenças em finais europeias do mesmo
clube lisboeta.
Ora, porque Guttman, de qualquer forma, faz parte da galeria
dos treinadores campeões do F C Porto, mas também pela curiosidade interessante
da imprecação lançada ao SLB,
recuperamos uma visão breve de sua carreira desportiva, repescada do livro “100
figuras do futebol português”, lançado em 1995 pel’ A Bola.
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A. P.




