O Campeonato português de futebol está
ao rubro, vermelho pelo favorecimento ao clube do regime, mas também abrasado pela
luta que vem sendo dada pelo F C Porto, apesar de tudo. Estando ainda aberto quanto
a definições, perante as possibilidades à conquista da mais importante prova do
calendário do desporto-rei em Portugal. Enquanto a prova caminha para a fase
decisiva, num final de campeonato a prender atenções.
Um cenário desses tem ocorrido por diversas vezes, em anos
diversos, estando de fresca memória o campeonato decidido ao minuto 92 com o
golo vitorioso de Kelvin no célebre Porto-Benfica que figura no Museu do F C
Porto by BMG; tal como antes houve o inesquecível título conquistado em casa do adversário de estimação, em pleno estádio da Luz, que no fim ficou às escuras e de rega ligada por mau perder... Assim como, bons anos antes, aquele campeonato de épico momento nas Antas, do golo de Ademir que,
praticamente, acabou com a travessia de longos anos. E, entre diversos mais, o do caso-Calabote, em 1959…
Ora, como esse é um exemplo que jamais poderá ser esquecido,
recorda-se esse facto aqui e agora, para os devidos efeitos. E, para que
conste, deitamos mão a uma página da obra “O Século XX do Desporto”, do jornal
A Bola, onde, apesar de se notar umas pontinhas do que aquele jornal lisboeta é
useiro e vezeiro, o essencial é até ali confirmado.
Um final de campeonato para sempre lembrar: Assim como houve o holocausto que há quem pretenda negar, historicamente, sabendo-se de tal barbaridade que fez sofrer tanta gente; também casos houve, num outro nível obviamente, como neste caso do desporto da bola, em que o sistema BSB dominou a seu bel-prazer o futebol luso, não olhando a meios. Panorama que ultimamente tem sido reavivado, com campeonatos dos casos estorilgates, túneis, etc. O que presentemente tem ocorrido com a sistemática expulsão de jogadores das equipas adversárias nos jogos do Benfica, de forma ao clube do regime ter a vida facilitada, além de penaltis a esmo (para um lado e nada para o outro), mais as obstruções apontadas pelo árbitro italiano Colina e tudo o mais... O que volta a trazer acima que este campeonato de 2014/2015 está a ultrapassar as raias da decência. Como não se pode esquecer jamais o de 1958/1959. Algo para também ter sempre presente, ao que se vê.
Armando Pinto
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