Os deuses são eternos. Como se diz em frases feitas de
memória. E como até tem sido tema para filmes e se aplica no desenvolvimento
histórico. Tal o que calha a preceito para evocar uma recordação do grande
basquetebolista Dale Dover, o valoroso encestador que passou pelo basquete
portista e foi o melhor basquetebolista de sempre que jogou nas provas
portuguesas por equipas nacionais.
Dover foi um caso à parte, um ídolo endeusado que cativava
adeptos. Com ele a jogar os pavilhões enchiam, a pontos de mais ter feito
sentir a necessidade do F C Porto ter um pavilhão próprio, levando à construção
do primeiro pavilhão para jogos de competições que o F C Porto teve, o
Gimnodesportivo das Antas.
Em harmonia à sua maneira de atuar, era conhecido popularmente por "Flash" Dover. Naquele tempo de que guardamos foto coeva, que ainda é do arquivo pessoal do autor.
A propósito, no “Dragões Diário” vem uma forma de
recordação que apraz vincar, como forma de mais fazer perdurar sua imagem à
posteridade:
«Viu Dale “Flash” Dover jogar? Lembra-se de uma das lendas
do basquetebol do FC Porto no início da década de 70 (do século XX), que tinha
médias de 40 pontos por jogo e que enchia os pavilhões portugueses? Falamos-lhe
dele, da grande figura do título de campeão nacional de 1971/72, porque o
norte-americano apareceu cá na cidade do Porto de surpresa para "matar saudades" e
conhecer a estátua que o imortaliza no Museu, que visitou, tal como o Estádio
do Dragão. Dover recordou, sempre a falar em português, os tempos memoráveis
com a camisola azul e branca e, no fim, confessou ter ficado “portista para
sempre”. O FC Porto ficou no coração de Dover e Dover também ficou no coração
do FC Porto».
Eis então, como aqui fica, umas imagens de vídeo reportando essa recente visita do “Flash” Dover ao Museu F C Porto by BMG:
((( Clicar sobre a imagem de cima, para ampliar. E na seta do vídeo, para aceder ao filme )))
