quarta-feira, 22 de abril de 2026

NOITE DOURADA DAS ROSETAS DE OURO ENTREGUES NO ESTÁDIO DO DRAGÃO!

Solenidade Portista de 21 DE ABRIL - de entrega das simbólicas Rosetas de Sócios inscritos em 1974 e 1975 e ainda a alguém de 1973 - pelos mais de 50 anos de filiação ao FC Porto!

Foi uma noite em cheio em todos os sentidos. Com os espaços cerimoniais repletos dos associados homenageados, bem como de seus acompanhantes convidados, desde o antecedente “Cocktail de Receção” até à Sessão Solene, com natural ponto alto nas entregas das rosetas, que foram todas pelas mãos do Presidente André Villas-Boas. Numa grande e admirável atitude de respeito e admiração pelos sócios, mesmo com esforço físico de tanto tempo em pé a cumprimentar e a falar pessoalmente com toda a gente com direito à homenagem, pelos mais de 50 anos de associados, numa soma de muito perto de 400 sócios. Porque, além dos sócios inscritos em 1974 e 1975, dos 50 anos completados depois da eleição acontecida em 2024, também houve pelo menos um caso de 1973… do que sei, pessoalmente. Tendo nesta noite passada de 21 de abril de 2026 ficado reposta a devida situação. Com 3 anos de atraso, por eu ter ficado esquecido em 2024, na entrega acontecida em março, antes das eleições de abril, em 2024… Mas, finalmente, desta feita recebi.

Que diferença agora, entre esta sessão de entrega das rosetas, e as que havia antes! Como eu senti quando nos anos 90, mais precisamente em 1999, recebi a minha roseta dos 25 anos (que perfizera em 1998). Agora o FC Porto dignifica e é dignificado com a presidência de André Villas-Boas!


Quanto ao resto, basta reproduzir o que foi registado na página oficial fcporto.pt :

«50 anos como associado não são apenas uma marca no tempo, são o testemunho vivo de uma fidelidade que moldou o destino de uma instituição. Por isso mesmo, o FC Porto prestou a devida homenagem aos sócios que completaram meio século de ligação ao Clube.


Numa cerimónia que decorreu esta terça-feira à noite, 383 associados receberam as Rosetas de Ouro das mãos do Presidente do FC Porto, André Villas-Boas, em plena Tribuna VIP do Estádio do Dragão.

Inscritos como sócios... quando a equipa de futebol procurava quebrar um longo jejum de títulos, estes homens e mulheres viram o FC Porto conquistar 25 Campeonatos Nacionais, 17 Taças de Portugal, 24 Supertaças, duas Taças Intercontinentais, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus, uma Liga dos Campeões, uma Taça UEFA, uma Liga Europa, uma Supertaça Europeia e uma Taça da Liga.

Durante as últimas cinco décadas, os sócios recém-distinguidos com as Rosetas de Ouro, viveram de perto os tempos de crescimento, afirmação e consolidação do FC Porto no panorama nacional e internacional, nunca deixando de o apoiar nos bons e maus momentos.

Numa altura em que o número de associados já supera os 176 mil, o Clube homenageia aqueles que se filiaram há mais de 50 anos e que tanto contribuíram para a construção da identidade e do sucesso do FC Porto. »

Em suma, e novamente em palavras aqui do autor: Foi uma festa bonita e bem organizada, de encher o coração. Deixando-me emocionado as palavras do amigo presidente André Villas-Boas na entrega da minha Roseta de Ouro!






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Agora… a minha Roseta dos 50 anos já está em seu sítio, aqui no meu espaço pessoal, junto com a anterior dos 25 anos.




Armando Pinto

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terça-feira, 21 de abril de 2026

Dia da noite da minha Roseta de Ouro de Sócio do FC Porto!

 

Hoje, dia 21 de ABRIL de 2026 é Dia de entrega oficial e festiva das Rosetas aos Sócios do FC Porto com mais de 50 anos de associados portistas.

Sócio que sou desde janeiro de 1973, já devia ter recebido a minha roseta dos 50 anos em 2023/2024, mas no último tempo da presidência de Pinto da Costa foi esquecida a minha ficha de associado, para não dizer de outro modo, aquando da entrega oficial efetuada antes das eleições de 2024. Assim sendo vou finalmente recebê-la agora, felizmente, e até sendo melhor por motivos óbvios.

Cumpre assim o Presidente do FC Porto e sua atual Direção mais uma ação portista, depois de com ponderação ter sido arrumada a casa e com forte identidade haver sido reforçado o poderio clubístico azul e branco. Depois de em setembro, na véspera do aniversário do Clube, ter havido entrega das rosetas aos sócios com mais de 75 anos de filiação, agora, nas vésperas da passagem do segundo aniversário da eleição do Presidente, ocorre a noite das Rosetas de Ouro, de 50 anos, para daqui a algum tempo ser vez das dos 25 anos. Com a dignidade que o Portismo merece.

Ora, a propósito, está a ser recordado num dos espaços informáticos do Clube algo relacionado, com imagens identificativas de há meio século: “Em dia de Rosetas de Ouro, recordamos como era o nosso mundo há 50 anos 💙”

Então, como eu só sócio já de 1973, ainda do ano da morte de Pavão, mas anterior à vinda de um astro internacional como foi Cubillas, tal como ao acontecimento nacional do 25 de abril de 1974, à entrada de Gomes no plantel principal do FC Porto e ao regresso de Pedroto, apenas relembro das imagens em apreço as que mais condizem com o meu caso, de sócio há 53 anos.

Entrado para sócio na presidência do Dr. Américo Sá, tendo mesmo sido ele que assinou a proposta para a minha entrada, para cuja admissão o contactei por carta, como acontecia ao tempo por vias de correio (eu que vivia longe do Porto e ao tempo pelas estradas antigas sessenta e tal quilómetros eram de grande distância… e sendo então necessário um sócio proponente, enquanto por aqui na minha vizinhança nesse tempo nem havia sócios do Clube)… será agora com André Villas-Boas, que sempre admirei e a quem estou grato pela atual vitalidade do nosso FC Porto, que a minha roseta me será colocada, bem junto ao peito onde pulsa o sentimento que nos une.


NotaSendo sócio de 1973 devia ter recebido na última entrega que aconteceu nos inícios de 2024. Já os de 1974 e 1975 estão dentro do período desta entrega, que leva menos de dois anos. Tendo a última entrega sido em 2024, logo só a partir de 2025/26 poderia haver seguinte.

Armando Pinto

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

“Brindes” recordatórios da ligação ao jornal O PORTO!

Através de amável oferta de um confrade das letras portistas, do antigo jornal O Porto, está agora a coleção pessoal de adereços portistas acrescida com mais alguns objetos de apreço. Graças ao envio de um porta-chaves e mais um íman com fotografia (a juntar a um anteriormente também recebido) com imagem alusiva aos encontros dos antigos colaboradores do outrora jornal do FC Porto. Por atenção do amigo Telmo Esteves, colega de Joane-Famalicão e portista que nos anos setentas também fez parte da equipa do mesmo órgão informativo e historiador do FC Porto. Sendo o íman de agora com a ficha da equipa do jornal ao tempo da conquista do Campeonato Nacional de 1977/78; e o porta-chaves referente a pose de conjunto dum dos encontros dos colaboradores d´O Porto; para aumentar a pequena e simbólica coleção de porta-chaves de motivos relacionados com o FC Porto.

Lembranças estas já acondicionadas em sítios próprios - enquanto os ímanes, para não estarem numa porta de frigorífico ou algo do género, e entretanto à espera de um suporte apropriado, ficam na estante em que também estão emblemas, incluindo a roseta de 25 anos de sócio (como ao tempo era entregue sem mais nada), que agora irá finalmente ter companhia de ouro…

Armando Pinto

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domingo, 19 de abril de 2026

Recordando a homenagem a Pavão, em 1975!

 

Pavão, um dos grandes jogadores de futebol do FC Porto e um dos nomes célebres da história portista, foi devidamente eternizado num monumento público colocado em 1975 em frente ao departamento de futebol do estádio das Antas. Homenagem essa ocorrida a 19 de ABRIL de 1975, num dia que meteu cerimonial alusivo e um jogo de futebol no estádio, incluindo um trofeu com seu nome. Tendo então sido inaugurado esse monumento em memória de Fernando Pascoal Neves, conhecido por “Pavão”, contendo sua efígie, numa coluna de pedra à época colocada junto à entrada do Departamento de Futebol.

Mais tarde, aquando da demolição do mesmo antigo estádio, esse monumento passou a estar num espaço interior do novo estádio do Dragão. Hoje em dia encontra-se felizmente à vista, bem perto da Porta 1 do Estádio do Dragão.

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Pavão, falecido em pleno relvado do estádio das Antas, a jogar ao serviço do FC Porto, e ficado depois imóvel ainda com a camisola do FC Porto vestida, em Dezembro de 1973, não mais saiu do afeto portista. E, passados tempos, em abril de 1975, foi justamente homenageado com a colocação dum monumento junto ao estádio onde tombara para sempre, cuja inauguração dessa coluna teve lugar aquando dum jogo em sua memória. A 19 de Abril de 1975, data assinalável sempre e agora na passagem da respetiva efeméride.


Fernando Pascoal Neves "Pavão" (nascido em Chaves a 12 de Agosto de 1947 e falecido então no Porto a 16 de Dezembro de 1973), foi importante jogador de futebol do Futebol Clube do Porto, clube que representou em juniores, categoria em que foi campeão nacional, e depois em seniores, com uma Taça de Portugal conquistada, sempre com a camisola do FC Porto vestida. 


Um valoroso futebolista que, além disso, tendo sido um dos grandes ídolos da família portista, morreu em plena partida de futebol no Estádio das Antas. Ocorrência triste e inesquecível, acontecida ao minuto 13 da 13.ª jornada da época de 1973/74, durante um jogo do Futebol Clube do Porto com o Vitória de Setúbal no Estádio das Antas. Aí esse célebre Pavão (assim conhecido por fintar os adversários de braços abertos) caiu no relvado, depois de ter feito um passe ao então jovem colega de equipa Oliveira, indicando-lhe de braços abertos para avançar, dizendo-lhe: «- Vai, miúdo!». Caído depois, já inanimado foi levado para o Hospital de São João, mas apesar de todas as tentativas de reanimação, não foi possível salvá-lo.



Ora, passados tempos, já com Cubillas como figura da equipa principal do FC Porto, para cuja vinda Pavão também contribuíra, num plantel em que evoluíam jovens valores como o referido Oliveira, mais Rodolfo, também já Fernando Gomes, etc., foi organizado um jogo para homenagear em campo o eterno Pavão, como pretexto para a inauguração dum monumento erigido em sua memória. Tendo o descerramento dessa coluna, com um medalhão contendo o respetivo busto esculpido, acontecido em cerimónia antecedente ao jogo de cartaz do correspondente programa. Com a filha de Pavão, Maria Alexandra, menina então de tenra idade, a ter a honra no ato, sendo por sua mão que foi puxada a bandeira que cobria o obelisco, assim descerrado e ficado à vista. Na presença de dirigentes e intervenientes convidados para o jogo, que opôs a equipa do FC Porto com a Seleção Nacional, sendo árbitro o mesmo, Porém Luís, que apitara no fatídico jogo em que Pavão faleceu. 


Cerimonial esse que se relembra através de fotos do momento, vendo-se Fernando Gomes (entre o benfiquista Humberto Coelho e o setubalense Rebelo) com a camisola da equipa dos selecionados, por o "Gomes do Porto" ter sido escalado para essa representatividade.


Após a inauguração do monumento dedicado ao Pavão, as atenções de momento viraram-se para o interior do estádio, tendo o jogo sido antecedido com a presença da viúva de Pavão a fazer as honras do cerimonial, na distribuição de medalhas alusivas aos intervenientes no desafio de futebol. 


Logo de seguida a mesma entregou um simbólico ramo de flores ao capitão de equipa Rolando, em agradecimento aos antigos colegas do marido, na companhia da filha, que foi fotografada junto com a equipa, na pose de conjunto.


Na ocasião houve ainda a entrega, por parte de representantes do jornal Mundo Desportivo, de dois galardões de Prémios que Pavão conquistara aquando de inicativas desse jornal, tendo esses prémios sido depositados nas mãos da filha de Pavão. Assim como, na oportunidade, outro prémio do mesmo jornal (então existente) e que fora ganho por Rolando, foi entregue ao nesse tempo capitão do FC Porto.


Quanto ao jogo, que serviu de chamariz (F. C. Porto, 1 -  Seleção Nacional, 1), sob arbitragem de Porém Luís, o FC Porto alinhou com: Tibi, Leopoldo, Rolando (capitão), Vieira Nunes, Gabriel, Rodolfo, Peres, Cubillas, Oliveira, Júlio e Laurindo. E a Seleção Nacional com: Damas, Rebelo, Humberto Coelho (capitão), Alhinho, Barros, Octávio, João Alves, Fraguito, Marinho, Toni e Fernando Gomes. O resultado final cifrou-se num empate a um golo para cada lado, sendo marcadores Oliveira e João Alves. 


Desse jogo pode recordar-se ainda o mesmo através de imagem dum dos bilhetes, no caso dum convite – como mostra do prélio que assinalou a homenagem, com resultado terminado num empate de 1-1 entre o FC Porto e uma Seleção de Internacionais portugueses.


Um bilhete-convite do mesmo jogo está exposto na vitrine dedicada a Pavão, no museu do FC Porto.


Também, de tal acontecimento nessa noite, ficou a mesma homenagem assinalada com a medalha distribuída pelos jogadores, árbitro e seus auxiliares, da qual mais exemplares foram colocados à venda e alguns estão em mãos de colecionadores. 


O monumento, da autoria do escultor Baltazar Bastos, ficou assim no espaço de saída do departamento de futebol, no terreiro que continha também um monumento erigido pelo Conselho Cultural do FCP ao Presidente Honorário Afonso Pinto de Magalhães (e mais tarde, largos anos depois, passou a ter também mais uma edificação de estatuária com o busto do entretanto também falecido Rui Filipe; monumentos esses, do Pavão e Rui Filipe, que passaram para uma zona nobre do interior do estádio do Dragão, com o desaparecimento do antigo estádio; junto com uma lápide e anexo medalhão de homengem a José Maria Pedroto, que estava no hall de entrada da  área social do estádio das Antas, onde também havia o painel de azelejos com o poema Aleluia (o qual  passou a figurar no atual museu). 


(Enquanto o monumento a Pinto de Magalhães desapareceu da vista publica, até agora. Após a saída das "coisas" do FC Porto da cidadela desportiva do estádio das Antas e "mudanças" para o estádio do Dragão.)
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Fernando Pascoal Neves, mais conhecido e celebrizado por Pavão, falecido na cidade do Porto e no coração do FC Porto a 16 de Dezembro de 1973, foi assim celebrizado monumentalmente a 19 de abril de 1975. Ficando algo a recordar publicamente esse que foi dos melhores jogadores nacionais, e se mais não foi reconhecido em seu tempo isso entende-se pela trama portuguesa perante representantes do FC Porto, clube com cuja camisola azul e branca vestida ele conseguiu ser Campeão Nacional de juniores e vencedor da Taça de Portugal, já em seniores. Tal como tinha a faixa de capitão da equipa principal do FC Porto, além de ter envergado ainda a camisola da seleção nacional – não tantas vezes como merecia ser chamado a representar Portugal, sabendo-se que era o melhor no seu lugar, mas como jogava no FC Porto, atendendo ao sistema BSB que privilegiava tudo o que fosse de Benfica, Sporting e Belenenses, as poucas vezes que conseguiu superar isso demonstra como era mesmo bom… e superior à concorrência!


Pavão está sepultado no Mausoléu do Futebol Clube do Porto, no cemitério de Agramonte, onde jazem Estrelas do FC Porto. E uma sua camisola está preservada, emoldurada devidamente, em recanto domicilário do autor destas linhas escritas.

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Na calha da rememoração sobre a homenagem póstuma prestada a Pavão em 1975, vem à memória a correspondente taça que ficou a perpetuar essa ocorrência, então, ostentando figuração alusiva, com nome de Trofeu Pavão.

Esse galardão de homenagem ao simbolismo de Pavão no mundo portista foi taça que depois disso ficou exposta na antiga Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede social, na ao tempo chamada Praça do Município. E consta da coleção de cromos comemorativa do Centenário do FC Porto – 1893-1993.


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Em 2024 o busto do medalhão do monumento de Pavão voltou a ficar em local público, à vista de todos. 
 

Com efeito, a 8 de agosto desse ano de 2024, durante o primeiro ano da presidência de André Villas-Boas, retomaram ao contacto público os monumentos dedicados a Pavão e Rui Filipe. 

Monumentos esses que haviam sido retirados aquando da demolição do estádio das Antas e na mudança de casa para o estádio do Dragão, tendo os de Pavão e Rui Filipe sido então salvaguardados e transferidos para espaço interior do estádio do Dragão, mas sem ficarem à vista do público normal.

Ora, depois de anos em que os ditos dois monumentos estiveram anos a fio no espaço de acesso VIP do estádio do Dragão, podendo apenas ser vistos por quem tivesse ali acesso, por algum motivo (e nem nas visitas do “Tour” disponível ao público essa zona era possível visitar), voltaram em agosto de 2024 para onde sempre deviam ter estado, à vista de todos.

Justa salvaguarda da memória dos nossos Pavão e Rui Filipe devidamente reconhecida, homenageada e no lugar onde pertence - na Praça do Dragão, mas, acima de tudo, junto dos portistas, sempre!

Armando Pinto


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