Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Parabéns - ao Cristiano do Hóquei Portista!


Cristiano, figura histórica da implantação do hóquei portista ao nível cimeiro do hóquei patinado nacional, e como tal referência maior da história do hóquei em patins do FC Porto, nasceu na cidade do Porto, em Paranhos, a 3 de Maio de 1951. Ou seja nesta data, do mês das flores e dos amores por natureza, comemora seu aniversário natalício. Logo neste dia é ocasião de ser celebrado mais um dia de anos, perfazendo agora 66 anos, desde que nasceu esse mesmo Cristiano Joaquim Marques Trindade Pereira, conforme a graça de seu nome completo, que hoje completa essa idade e a quem aqui o autor destas linhas por esta via faz seguir saudação aniversária.

Cristiano Pereira foi efetivamente importante na ascensão do hóquei em patins no FC Porto. Modalidade que antes dele andara pela divisão secundária e após subida à escala principal andava afastado dos primeiros lugares nas provas regionais, até que com a sua entrada na equipa principal hoquista do FC Porto, ainda com idade de júnior, Cristiano deu forte incremento na modalidade dentro do clube dragão. A pontos que o FC Porto em hóquei se via e desejava para ombrear ao tempo com os mais históricos clubes de hóquei a nível regional e passados tempos já discutia os lugares cimeiros nas provas de âmbito nacional. Com realce seguinte para ter estado em momentos históricos como foram os casos de ter sido um dos dois primeiros internacionais juniores do FC Porto na seleção nacional dessa categoria, fazendo entretanto parte do trio de primeiros atletas campeões europeus formados no FC Porto e mais tarde e durante anos o único hoquista do FC Porto com lugar na Seleções A de Portugal.

Como homenagem e ao jeito de envio dos parabéns pessoais, junta-se aqui duas peças jornalísticas respeitantes à sua carreira, com imagens digitalizadas de recortes guardados em arquivo pessoal, tratando-se de interessantes entrevistas mediadas por alguns anos (uma de 1968 e outra de 1972), que tiveram publicação no jornal O Porto. Através de cujas recordações personalizadas aqui o autor destas linhas deseja ao Cristiano muitas felicidades e muitos anos de vida, com meus parabéns pessoais – sendo Cristiano como é merecedor do apreço portista como grande atleta que foi autenticamente bandeira do hóquei em patins azul-branco e como ídolo de infância e juventude do autor deste blogue.


Abraço de parabéns!

Armando Pinto
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Sobre Cristiano, confira-se também (clicando em) ... Nome Referencial do Hóquei Portista...

A.P.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Amplexo de Parabéns ao grande “Américo do Porto”!


O nascimento é associado a entrada para a vida, sendo abertura da luz vista na chegada a este mundo. Qual Natal de cada um, enquanto a realidade natalícia é um facto marcante. Tanto que a passagem aniversariante da data de “fazer anos” será sempre especial e por associação extensiva a ternurenta temporada natalícia é propícia a afinidades próprias.

»»»»»» Américo ainda nos Juniores do FC Porto ««««««

Vem ao caso que na recente quadra de Natal, como época de partilha, atrita a ofertas pessoais de prendas, houve propositado enquadramento pessoal em sentido restrito, tendo oferecido à família um livro particular de cunho autobiográfico, personalizado, em edição de autor limitada a poucos exemplares, pelas características de narrativa familiar. Entre cuja descrição, contando o que veio à ideia, de lembranças de uma vida, e narrando factos desde a infância, deixei ali recordados também os tempos em que me lembro de ter começado a simpatizar com o grande Futebol Clube do Porto. E em trechos dessas rememorações, acabei por anotar como então passei a admirar o então guarda-redes do F C Porto, o Américo. Por entre diversas curiosidades e recordações em tal remanso existencial do percurso de vida.

= Américo na equipa vencedora da Taça de Portugal de 1968 = 

Ora o “Américo do Porto” faz anos precisamente no dia em que escrevo estas linhas, agora, a 27 de fevereiro (dia de seu nascimento, embora tenha sido registado depois com data fictícia de 6 de Março, devido às burocracias da época, quanto ao registo civil). Assim sendo, como homenagem também pessoal a esse meu amigo, com um abraço de parabéns ao meu grande ídolo de infância e adolescência, junto aqui imagens de duas páginas (das provas, sem a numeração das páginas) desse livro privado, onde Américo ficou “registado” como alguém que me toca muito…


Parabéns Sr. Américo Lopes. Feliz aniversário, com felicidades para agora e sempre no que também nos une, que é sobremaneira o FC Porto!


Armando Pinto
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sábado, 27 de fevereiro de 2016

Américo sempre!


Quando eu era pequeno (em idade, na infância, entenda-se), sendo Portista por intuição de bom gosto, como sempre julgo que tive, e paixão por encantamento do que me entusiasma, tinha na cabeça, quase por entre os livros e cadernos escolares, os nomes dos jogadores do Porto, imaginando-os de cara pelo que via nos populares cromos da bola, que circulavam entre nós, moços da escola. Sendo desse tempo a imagem cimeira de "cromo dos rebuçados" (como vinham embrulhados), para as coleções de cadernetas dos ases do futebol. E o Américo era o que mais admirávamos, o que nos seduzia ao ouvir pelo barulho radiofónico os relatos domingueiros dos jogos, pelas suas defesas… 

- Américo voa para a bola, blocando o esférico…! - Américo, entre vários jogadores, afasta o perigo… - Américo segura a redondinha, espetacularmente! (ouvíamos nos emissores do Norte Reunidos, porque as emissoras de Lisboa pouco davam do Porto) – Nem só os pássaros voam, Américo quase dá com as costas na trave, lançado em voo elegante…”

Foi dos tempos de sua entrada na equipa principal do F C Porto, por volta de 1961, a imagem da equipa com que ilustramos a descrição. Cujas fisionomias ficamos a conhecer logo pelos cromos que guardamos, juntando aqueles ídolos da geração de ouro que ganhara campeonatos e taças de que ouvíasmos falar, com outros que estavam em inícios de carreira. Num naipe em que Américo já brilhava, ao lado de Virgílio, Miguel Arcanjo, Monteiro da Costa, Ivan, Barbosa, Acúrcio, Carlos Duarte, Hernâni, Noé, Serafim e Perdigão... 


Até que… Depois, quando pela primeira vez entrei num campo em que jogava o Porto, foi com os olhos no Américo que senti melhor como gostava daquele Porto… já em tempos de Américo, Festa, Pinto, Nóbrega e por ali adiante.

Ora o Américo nesta data está de parabéns. Que eu quero mais uma vez lhe dar. Deixando narrativas no plural, como é dos cânones literários, para de modo personalizado lhe dirigir mais algumas palavras, por este meio, em ocasião assim.

Esta é uma efeméride que dá gosto assinalar, por um lado sabendo que muita gente não associa como tal, e por outro pelo que é. Pois, se ele, o Américo que foi grande guarda-redes do F C Porto, se tivesse facebook, iria receber parabéns só daqui a dias, mas não de quem sabe da história. Porque o sr. Américo Ferreira Lopes faz anos hoje, sendo nesta data que é o dia verdadeiro do seu aniversário natalício. A 27 de Fevereiro, que foi o dia em que nasceu, afinal, e não no 6 de Março, data do registo civil e que consta oficialmente.

Já muito escrevemos sobre ele nestes espaços informáticos, e muitas imagens publicamos, ao longo dos anos em que temos este blogue, como outros também, por gosto de escrita e história, em apreço pela memória portista, no caso. Mas nunca será demasiado lembrar Américo, por quanto ele foi referência e representa na história do F C Porto e do desporto nacional. Américo que foi o grande injustiçado do futebol português, quanto a internacionalizações pela seleção dita portuguesa, como ficou para a história. Mas, apesar de tudo, foi o melhor guarda-redes português da década dos anos sessentas - incluindo também lote de respeito nas equipas valorosas de que fez parte no F C Porto, como a da imagem seguinte. 


Assim sendo, como reforço de memorização, para que nunca possa ser esquecido o que lhe fizeram os senhores do futebol do sistema lisboeta BSB (do sistema antigo das presidências federativas circunscritas a serem comandadas por homens de Benfica, Sporting e Belenenses), reavivamos aqui histórias sobre isso.

Américo era o melhor guarda-redes português, mas no Mundial de 1966 ficou a ver os jogos no banco de suplentes, porque tinham que jogar os dos clubes dos dirigentes federativos. Motivo porque do lote dos 22 “Magriços” (como foram chamados os futebolistas dessa campanha), do F C Porto só o defesa Alberto Festa pôde jogar e apenas em metade dos jogos dessa fase final. Ficando Américo e Custódio Pinto a suplentes, enquanto Nóbrega, que até chegou a ter fato oficial pronto para o efeito, ficou de fora a ver os jogos pela televisão, preterido quase nos últimos dias, indo em sua vez um que jogava num clube pequeno mas que estava já comprometido com um dos clubes grandes de Lisboa.


Ora, para recordar essa injustiça, com o guarda-redes do F C Porto de então, respigamos uma entrevista de Américo a contar histórias relacionadas, como veio a público há uns anos no jornal O Jogo.


Posto isto, segue esta lembrança, por esta via, com votos de feliz aniversário, mais sinceros parabéns ao Américo, o guarda-redes do F C Porto que Di Stefano considerou um dos melhores que viu jogar. Consideração que em Portugal obviamente não teve tanto impacto, como se fosse referente a alguém dos clubes de Lisboa, teria… mas em Espanha foi bem considerada. A pontos que ainda no início da época presente, quando Casillas veio para o F C Porto e ao Porto aportaram muitos jornalistas estrangeiros para cobrirem o acontecimento, então chegaram espanhóis a perguntar pelo antigo guarda-redes que Di Stefano disse que foi dos melhores que defrontou…  

A propósito, recorde-se que em anterior artigo, aqui já publicamos um recorte com caixa do também antigo jornal Norte Desportivo, mostrando destaque alusivo a essa afirmação.

Parabéns então ao "Américo do Porto"!

Armando Pinto
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domingo, 11 de outubro de 2015

Histórico Guarda-redes Armando... de Parabéns!


A história do futebol nacional não se vê só nas páginas de jornais e livros, nem nas imagens que possam perdurar de reportagens filmadas. Por quanto pode significar o que nos faz rever em toda a sua dimensão. Quão também conta o valor de testemunhos pessoais, como no caso do que um simples adepto pode saber e conhecer.

Assim sendo, podemos dizer que há recordações que são páginas sublimes do livro do futebol. Conforme temos na retina quanto a um futebolista de grande carácter como foi o guarda-redes Armando, um valoroso guardião das balizas do Braga e do Porto, nos anos 60 e 70, do século XX. Guarda-redes que nos chamou primeiro a atenção quando defendia que se fartava na baliza do clube bracarense, sendo decisivo na inédita vitória do Braga na Taça de Portugal, em 1966, o que causou então admiração por todo o país; e depois quando veio para as Antas, em 1970, regressando ao F C Porto, onde se formara.

Pessoa que sempre estimamos, quer na admiração de quando o víamos de camisola com o emblema do F C Porto diante daquela grande baliza que ele tão bem defendia, quer como no seu feitio sincero e cordato, conforme nos pudemos aperceber. Portista de raça, fiel e de uma só cara, à imagem dos Portistas, como nos consideramos e somos, afinal, habituados a viver só à nossa custa, acostumados assim a contar só connosco, laboriosamente e sem favorecimentos, honesta e valorosamente. E bom adepto do Braga, que tão bem soube defender.


Quando muito nos honra termos Casillas no nosso F C Porto, algo que poucos clubes da esfera mundial se podem ufanar, em terem um guarda-redes de classe assim, um Campeão da Europa e do Mundo ao nível de títulos de clubes e de seleções, recordista de presenças na Liga dos Campeões, entre diversas honrarias; e na linha de grandes guarda-redes como Américo, Vítor Baía, Barrigana e Siska, e outros dos de maior nomeada, não nos esquecemos que gostamos de ter Casillas no F C Porto, como antes gostamos de Armando, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyc e Helton.


Pois, desses, é vez hoje de voltarmos a recordar Armando. Guarda-redes iniciado no F C Porto, nas camadas jovens que evoluíram no Campo da Constituição, a partir das escolas. Tendo então feito parte da seleção de Juniores da Associação de Futebol do Porto, cuja formação incluía também, nesse tempo, um jovem defesa portuense que atuava no Infesta… e dava pelo nome de Jorge Nuno (Pinto da Costa). Tendo Armando Pereira da Silva, nascido a 11 de Outubro de 1938, representado oficialmente o F C Porto uma época nos Juvenis e três nos Juniores entre 1954 a 1958, em cujo ano subiu ao escalão sénior quando foi suplente de Pinho na final da Taça de Portugal ganha pelo F C Porto, por 1-0 sobre o Benfica (golo de Hernâni). Logo a seguir foi com a equipa principal portista em digressão a Angola e Moçambique e durante dois anos fez parte do plantel sénior dos Dragões, tendo mesmo jogado em 3 jogos da 1ª equipa azul e branca e ainda sido suplente de Acúrcio em 8 jogos oficiais, além de ter sido guarda-redes efetivo da equipa do FCP em torneios de reservas, junto com os muitos valores do plantel que nem sempre atuavam na formação principal. 


Depois de ter feito então parte do grupo principal do F C Porto até 1960, rumou de seguida ao Gil Vicente, onde atuou em 1960/61, tendo de seguida o serviço militar vindo interromper-lhe a carreira, e, devido a mobilização para a guerra do ultramar, chegou a representar em 1962/63 o Ferroviário de Malange, de Angola. No regresso à vida civil, já em plena metrópole, representou o Salgueiros no decurso da temporada de 1963/64, até que em 1964/65 passou a defender a baliza do Sporting de Braga, clube onde ficou na história como guardião da equipa que até hoje alcançou o maior feito do clube da cidade dos Arcebispos – A Taça de Portugal, conquistada na final disputada no Jamor num célebre domingo de 1966. 

Nesse percurso, Armando Silva foi entretanto chamado a representar a seleção nacional B (em jogo contra congénere equipa da França) e depois foi suplente da Seleção A em quatro jogos. 

Passada essa década romântica de sonhos de Martin Luther King e dum John Kennedy, da música dos Beatles e das grandes viagens do espaço, chegando o homem à lua, no início da década de setenta deu-se o regresso de Armando às origens, tendo voltado ao F C Porto. 


E nas Antas permaneceu de 1970/71 até 1973, para de seguida acabar a carreira de novo no Braga, em 1975, clube onde é um dos Guerreiros mais históricos. Volvidos anos, chegou a experimentar a carreira de treinador, havendo sido Campeão Distrital da 2ª Divisão da A F Braga da época de 1983/84 pelo A D Terras de Bouro.


Ao longo desses anos Armando foi Campeão Nacional de Juniores pelo F C Porto em 1957/58, Campeão Distrital de Malange (durante a comissão do serviço militar pela Pátria), vencedor da Taça de Portugal pelo Braga em 1965/66, 1 vez Internacional B e suplente em 4 jogos da seleção A. Detendo record mundial de penaltis defendidos consecutivamente (4 seguidos) no jogo F C Porto x Celta de Vigo, em Caracas (Venezuela) no verão de 1971. Bem como, mais tarde, foi agraciado com a Medalha de Exemplar Comportamento da Federação Portuguesa de Futebol, em virtude dos seus 391 jogos sem qualquer castigo.


Armando, guarda-redes histórico do Braga e do F C Porto, está pois de parabéns pela sua bonita carreira desportiva. Mas, além disso, está hoje também de parabéns, mais uma vez, pela passagem de mais um seu aniversário natalício. Facto que nos leva a lhe desejar muitas mais venturas: - ao Armando meu amigo de longa data, guarda-redes que admirei como nº 1 do meu F C Porto e pessoa de meu especial apreço. Aqui e agora com um abraço de parabéns, também, pelo seu percurso humano.


Para ilustração de tudo isto, do muito que queria dizer (escrever), junto desta feita algumas fotos diferentes de vezes anteriores, cujas gravuras dispensam mais elucidações. Deixando ainda falarem pela vista algumas outras imagens documentais, junto às fotografias respetivas.

Armando Pinto

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