Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Pedroto: Eterna Recordação!


Hoje é dia de aniversário de José Maria de Carvalho Pedroto. Se Pedroto fosse vivo, fisicamente fazia anos de seu nascimento. Mas, embora sem já o podermos ver, ele continua presente, mantendo-se vivo na Memória Portista.


Sobre José Pedroto não é necessário muitas palavras, bastando dizer que ao ter ficado conhecido como Mestre Pedroto está sintetizado quanto representa para o futebol português e muito especialmente para o FC Porto.


Assim sendo, para não andar a repetir algo do que neste espaço de memória já lhe dedicamos, em anteriores artigos de rememoração, desta vez deitamos mão do que sobre ele ficou registado no livro “FCPorto figuras & factos 1893-2005”, de J Tamagnini Barbosa e Manuel Dias (como produto oficial FCP, em 2005); e também da “Enciclopédia do Desporto, volume 11 (publicado em 2003, pela editora Quidnovi). A cujo material juntamos imagens de cromos, da coleção aqui do autor. 



Como é apanágio da ideia do autor destas linhas, quem engrandeceu e eleva o FC Porto ficou e está no nosso afeto, como de família, não por sangue mas pelo coração, Pedroto é e será eterna recordação!


Armando Pinto
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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Curiosidades Portistas: Uma "sociedade" de quatro futebolistas do FC Porto: Pedroto, Teixeira, Vieira e Américo - em 1952/53


No deslumbre interessante que proporciona o conhecimento de factos passados na história que nos toca, seja na área da heroicidade das figuras da chamada história da Pátria, seja ao nível desportivo na admiração pelos nomes ilustres do historial do clube desportivo que nos enternece motivação especial, merece um cantinho peculiar de afeto o que se guarda no baú de memórias do grande baluarte do desporto português. Incluindo curiosidades relacionadas. Como o caso desta vez a merecer uma revista memorizante.


Ora, folheando páginas de história portista, pousam nossos olhos num anúncio publicitário sobre uma mota usada em tempos idos. Conforme aparece numa das páginas do livro “Colecção FIGURAS do FUTEBOL NACIONAL” (Volume I - Futebol Clube do Porto), publicado na época de 1952/53. Sendo essa publicação numa edição conjunta de “Publicidade Sete Cores” e da “Livraria Simões Lopes”, através de patrocínios de anunciantes, entre os quais estava a firma dessa moto, naturalmente. Com a curiosidade de em tal campanha de promoção terem entrado quatro futebolistas ao tempo a jogarem no FC Porto, que aceitaram juntar seus nomes, para o efeito – Teixeira, Pedroto, Vieira e Américo.


Assim os futebolistas António Teixeira, José Pedroto, Carlos Vieira e Américo Lopes “faziam reclame” (como se dizia, popularmente), conforme era anunciado desse modo, a afirmarem que compravam motos da marca publicitada. Estava-se então nos inícios da década dos anos cinquentas, a entrar por 1953, sendo de notar que Teixeira e Pedroto eram já nomes consagrados como titulares da equipa principal do FC Porto, enquanto Carlos Vieira que era mais antigo no clube era visto como um reforço quando necessário, e Américo estava a começar a entrar no plantel, antes ainda de ter ido para a tropa e o serviço militar lhe atrasar a carreira.


Ao tempo ainda o estádio das Antas era novo, havia sido inaugurado em Maio da temporada anterior e todos os futebolistas do FC Porto entretanto tinham passado pelo pelado do campo da Constituição. A equipa principal detinha também alguns dos grandes valores da década de quarenta, mas estavam de permeio a entrar jovens arietes. Tendo por isso a escolha sido sintomática do apreço dos diversos níveis etários e da inerente valorização diante do público.

Era então treinador do FC Porto o célebre Cândido de Oliveira. Ao lado de cuja biografia, no referido livro, foi colocado o chamariz do anúncio publicitário...


Perante esta curiosidade, e os quatro elementos do FC Porto terem sido escolhidos para essa publicidade, em sinal da admiração com que eram tidos, folheamos o livro em apreço para revisitarmos o que sobre os mesmos, desse quarteto, era então narrado à época.


(Note-se que a terra natal de Américo é Santa Maria de Lamas  e a data de nascimento está conforme foi registado, mas o verdadeiro dia de seu aniversário é a 27 de fevereiro. Sendo estas mais algumas curiosidades, a talhe da publicação.)

Armando Pinto
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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

"Estrela de Roma" - Américo, o primeiro Baliza de Prata português !


Não, não se trata de figura de cinema, lembrando que ficou célebre a cena de Mastroianni na Fontana di trevi, fonte monumental de Roma com ligações amorosas e artísticas. Mas sim, isso sim, no caso presente, de um epíteto de exaltação, a glorificar cintilação em momento marcante em Roma. Como por estes dias de Agosto aconteceu com o grande resultado que o FC Porto obteve no estádio olímpico da cidade eterna, diante do AS Roma (Associazione Sportiva Roma) a contar para o apuramento para a Liga dos Campeões europeus; e anos antes ocorreu com um dia de portentosa exibição do guarda-redes portista Américo, então em jogo com a camisola de seleção portuguesa.


O FC Porto, através da equipa principal do futebol azul e branco, já obteve por diversas vezes bons resultados em Itália e particularmente em Roma. Contudo o desfecho da pré-eliminatória bem presente ressalta acima ainda, mais pelos números, tal a categórica vitória por três golos sem resposta conseguida em Roma, que apurou o clube Dragão para a fase de grupos da Liga dos Campeões desta época. Acontecendo que mais brilho houve no firmamento romano, habituado em tempos áureos a ver passar em terra legiões triunfantes. Sendo que a estrela do acontecimento, desta feita, em 2016, foi a equipa portista no seu conjunto. Algo que duma vez anterior foi mais personalizado – tal como foi apelidado, no caso, o guarda-redes Américo, “Estrela de Roma”, em 1967. Tendo o Jornal de Notícias ido mais longe, ao considerá-lo "Águia de Roma", olhando aos seus vistosos voos (e na linha de anteriormente Virgílio ter sido celebrizado como "Leão de Génova", derivado a grande exibição também pela seleção, em jogo então disputado na cidade italiana desse nome). 


O tema traz assim à memória ter brilhado em tempos outra estrela portuguesa, quando Américo se cobriu de glória na defesa da baliza portuguesa, precisamente também no Estádio Olímpico de Roma, em plena semana da Páscoa de 1967.

Relembre-se que Américo, apesar de nesse tempo ser considerado o melhor guarda-redes português, não entrou em jogo durante o Mundial de 1966 por motivos da política desportiva do regime dessas eras. Passada essa saga dos Magriços de 66, e depois de no primeiro jogo a seguir ter acontecido mais do mesmo, com os mesmos resultados na defesa da baliza da equipa representativa da Federação Portuguesa de Futebol do sistema BSB, foi depois Américo finalmente chamado a defender a honra portuguesa, em Março de 1967, em jogo decorrido no estádio da antiga capital do império. E então Américo mostrou como era… e nesse ano e seguinte, até ter sofrido grave lesão que o obrigou a abandonar a carreira, Américo foi reconhecido com diversas distinções, comprovativas da sua grande categoria.


Em atenção disso, registamos aqui essa recordação, com recortes jornalísticos alusivos à exibição de Roma, mais algumas outras passagens documentais referentes a prémios com que foi agraciado à época, além da célebre primeira Baliza de Prata e primeiro trofeu Somellos-Helanca, entre os que já anteriormente havia recebido. Sendo no seu último ano de atividade até considerado o Desportista do Ano.


Então, em tempo de grande vitória portista em Roma, algo que leva o FC Porto a estar num interessante grupo na fase seguinte da mais importante prova europeia, já ao décimo sexto ano do século XXI, há que vincar que na década de sessenta, em pleno período musical dos Beatles, de estrelas de cinema como Marcelo Mastroianni e Sofia Loren, mais outros grandes nomes da história internacional, Américo foi considerado em 1967, no século XX, “Estrela de Roma”!


Armando Pinto

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Tributo a Pedroto – lembrança duma das primeiras taças conquistadas como treinador do F C Porto


Pedroto morreu há 30 anos, mas continua vivo no espírito Portista e mantem-se permanente na recordação de quem, como adepto e sócio do F C Porto,  viveu também  os grandes momentos da quebra do longo jejum de vitórias no futebol senior.

Muito se escreveu e disse na blogosfera portista, sobre o Mestre, além do que até chegou a ter lugar na comunicação social, embora nos meios mediáticos algo aquém do que a dimensão de sua vida e obra merecem. Comparativamente com outros casos em que até uma simples atribuição de nome a uma rua em Lisboa teve parangonas… quando, por entre diversos exemplos, Pedroto tem seu nome em ruas de diversas cidades, pelo país além (como aqui referimos no anterior artigo), mas sem a mesma difusão divulgativa… Contudo, o que interessa é que ficou vincado que José Maria Pedroto continua a ser lembrado entre a família Portista, e isso é o mais importante.

Nesse âmbito, o museu do F C Porto tem por estes dias mais um espaço dedicado a Pedroto, além do que já ali havia antes. Como foi mostrado no Porto Canal. Numa daquelas exposições de material que ainda não estava à vista, do muito que se espera poder ficar junto, quando possível, um dia, para todos podermos rever e sentir, ainda mais. Sendo vista, em imagens televisivas (pois nem sempre todos poderemos passar por lá muitas vezes, ou pelo menos com frequência, obviamente), conforme agora está patente,  uma taça que foi conquistada aquando da primeira passagem de Pedroto pelo comando da equipa principal portista, a taça da conquista do Torneio Início de 1966/67. Tratando-se da Taça Valdemar Mota, assim denominada em homenagem ao futebolista primeiro olímpico do F C Porto e da Associação de Futebol do Porto, entidade organizadora.

Por conseguinte, aproveitando o facto, recordamos agora uma vitória numa edição dessa competição, no caso reportando ao ano seguinte, porque o F C Porto por norma vencia quase todos os anos o Torneio Início, à compita com os vizinhos filiados concorrentes nos campeonatos principais que começavam quase de seguida. Assim, da vitória e consequente galardão obtido nessa prova, recordamos a imagem da entrega da respetiva taça, referente ao 1º lugar do então quadrangular Torneio Início da AFP, disputado com as melhores equipas da área da associação portuense, antes do início do campeonato. Ilustrando-se esta recordação com uma imagem de arquivo pessoal, deitando mãos a uma das páginas de registo elaborado em nosso tempo de menino e moço, focando alguns dados respetivos, da final do Torneio Início de 1967/68.



Armando Pinto
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

30º Aniversário do desaparecimento físico de José Maria Pedroto


Passa  neste dia 7 de Janeiro a conta de 30 anos do falecimento de José Maria Pedroto. Perfazendo já  30 anos de saudade e constante recordação desse grande homem do futebol, o “Pedroto do Porto” desaparecido fisicamente, mas sempre presente na associação à afirmação histórica do F C Porto.

Homem cujo labor foi oficialmente reconhecido com condecoração nacional. Jaz honrosamente no mausoléu do F C Porto, entre Glórias do F C Porto, em jazigo encimado por um anjo escultórico, a dar azo a lapidar legenda e onde estão honrados alguns nomes salientes da história do F C Porto.

 Neste longo período de ausência corporal, José Pedroto foi alvo de algumas homenagens, felizmente, sabendo-se de uma acontecida ainda no estádio das Antas, onde ficou patente uma placa alusiva no átrio de acesso aos balneários (mais tarde colocada no estádio do Dragão, aquando da transferência das instalações), como depois no próprio estádio do Dragão foi atribuído seu nome ao auditório e, além de alguns objetos recordatórios, está uma estátua a procurar honrar sua fisionomia no museu do F C Porto by BMG. Como, entretanto, seu nome foi também honrosamente atribuído na toponímia da cidade do Porto, por sinal perto das Antas, em zona de código postal nº 4200-351; mas não só, pois, ao que sabemos, pelo menos também tem seu nome numa rua da Maia (a que corresponde o código postal 4470-394 Maia), como noutra da Amadora (com código postal 2720-802 Amadora); e, mais ainda, em Oeiras, Santo António da Caparica (Distrito de Setúbal), Lamego (terra natal) e Gaia, aí com a Avenida José Maria Pedroto perto do Olival, ao longo duma extensão de 1300 metros. Agora, na passagem de três décadas após a sua morte, vai ser homenageado no Ismai, Instituto Universitário, também na cidade da Maia e área do Grande Porto.

Com efeito, dia 7 de Janeiro de 2015, com início às 21, 00 horas, terá lugar no Auditório Principal do ISMAI um evento dedicado a José Maria Pedroto, na passagem de 30 anos de saudade, sob lema “O homem para além do tempo”. Numa realização cuja comissão organizadora conta com a presença confirmada de Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do Futebol Clube do Porto, assim como da família de José Maria Pedroto e ainda de vários Presidentes de diversos clubes a quem o saudoso treinador prestou relevantes serviços, e muitos colegas de Pedroto, mais jogadores que estiveram sob o seu comando, dirigentes desportivos e jornalistas, a convite da organização.


Tudo nunca será demais para honrar a memória de José Maria Pedroto. Um lutador pela justiça social e desportiva, um mestre do futebol e um grande Portista. Com seu desaparecimento calou-se uma boa parte da mística lutadora do F C Porto. Com Pinto a Costa, outrora pugnou pela defesa do F C Porto. Reacendendo-se na atualidade a necessidade dessa apologia, quando o Benfica está a ser descaradamente favorecido, como tem sido reconhecido com mais duma dúzia de pontos com que foi beneficiado até agora no atual campeonato… e assim volta ao presente a antiga frase, com que encimamos este artigo de crónica evocativa.


Como recordou seu filho, Dr. Rui Pedroto, seu pai, o Pedroto do Porto, foi "UM HOMEM QUE SE BATEU COMO POUCOS"!

Nesta ocasião de justa recordação, avivamos tal saudade com alguns trechos (em parcelas, para melhor leitura) de recortes que temos colados numa brochura pessoal, sobre o Mestre Pedroto:


Armando Pinto

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sábado, 29 de março de 2014

Efeméride: Entrega das Faixas aos Campeões de 1958 / 59… e Homenagem a Pedroto!


Nesta data, em 1959, houve nas Antas digno preito aos Campeões do F C Porto que venceram o sistema perpetrado pelo Calabote.

É conhecida a história algo dramática da epopeia vivida no final do campeonato português findo em 1959. Passados dias houve apoteose na entrega das faixas, a propósito da festa de homenagem então prestada a Pedroto - a que se referem estas primeiras imagens, no ato protocolar, com Pedroto a ser felicitado por Guttman e pelo então conhecido adepto da bandeira gigante do F C Porto.


Ora, na passagem da data de tal efeméride, recordamos esse festival de futebol acontecido no estádio das Antas. Fixado ainda à posteridade numa foto de conjunto que faz parte da história, bem como também já foi colocada nos nossos espaços da blogosfera Portista, anteriormente, mas que pela pertinência, no caso, voltamos a lembrar: 

- Pose a registar a imposição das faixas aos campeões nacionais, antecedendo jogo particular (da referida homenagem a José Pedroto) contra o Furth EV da República Federal da Alemanha, disputado no antigo Estádio das Antas em 29/03/1959 e que o FC Porto venceu por 4-1.

Campeões 1958/59 - Em cima, a partir da esquerda: Dr. Paulo Pombo (Presidente), Virgílio, Lito, Carlos Alberto, Américo, Carlos Duarte, Luís Roberto, Monteiro da Costa, Bela Guttmann (Treinador), Amaral (Diretor), A. Sarmento e Osvaldo Silva. Em baixo, pela mesma ordem: António Teixeira, Morais, Gastão, Noé, Acúrcio, Perdigão e Pedroto. (Faltam na foto, por não terem podido estar presentes na ocasião, entre outros: Hernâni, Miguel Arcanjo, Osvaldo Cambalacho, Pinho e Barbosa.)

Armando Pinto

domingo, 5 de janeiro de 2014

Anos sessentas (de Eusébio, mas não só)...


Com tudo o que vai aparecendo na comunicação social, as transformações que nos surgem na sociedade, as repetições de história com que se depara o ambiente, etc. e tal, levam a que volte por vezes às recordações outros tempos vividos ou venham à mente casos integrantes de narrativas conhecidas. Tal o que se avista, recuando a tempos idos, diante de todo o aparato noticioso e profusão de reportagens com que a comunicação social é inundada com a morte de Eusébio, qual ênfase dada à ocorrência, numa ostentação de bradar perante o acontecimento, tratando-se dum antigo futebolista e não duma figura heroica nacional.


Quantos bons futebolistas e desportistas de outras modalidades, quão grandes e valiosos, já desapareceram do mundo dos vivos, mas só os mais atentos seguidores de assuntos desportivos e clubistas se aperceberam, por não ter sido dado grande espaço de difusão a esses acontecimentos… Ainda não foi assim há tantos anos que desapareceram uns Hernâni, Barrigana, e tantos mais, do F C Porto, o Travassos, o Peyroteo, do Sporting, o Matateu, do Belenenses, todos aqueles hoquistas da seleção de sonho dos anos cinquenta (do tempo de grande audiência dos relatos da seleção de hóquei em patins), o Fernando Moreira, Ribeiro da Silva, Agostinho e outros ciclistas, etc. etc… e, em casos desses, nada se pareceu com o luto nacional ocorrido no desaparecimento físico do Eusébio, só porque jogou no Benfica.

=Equipa do F C Porto nos anos 60, duma das formções que em vários anos estiveram perto de conquistar o campeonato nacional, mas por motivos conhecidos tal não foi possível...

Eusébio foi um grande futebolista, que ganhou maior projeção por ser já do tempo da televisão e nomeadamente por haver representado o clube do regime político-social e desportivo desse tempo. Regime esse, afinal, também, parecido ao que temos de há tempos a esta parte e, assim, tal qual, agora revivalista com o retorno ao passado que está a acontecer na sociedade portuguesa. Claro que se lamenta a sua morte, naturalmente, com que, inclusive, o F C Porto, através do presidente Pinto da Costa, já se solidarizou e tomou posição pública. Mas não aceitamos toda a importância dada, como se Eusébio fosse algum D. Afonso Henriques fundador da Pátria ou um Infante D. Henrique promotor da expansão portuguesa, que tivessem voltado à terra. 


= Custódio Pinto, numa figuração de cromo da época, com a camisola da seleção portuguesa...

...E, dos de nosso tempo, porque começamos a seguir o futebol em inícios dos anos sessentas, lembramos, além de Pinga, que diziam os mais antigos ter sido dos melhores futebolistas de sempre, bem como do General do futebol Hernâni Ferreira da Silva, idem do grande senhor Mestre José Maria Pedroto e outros de gerações anteriores, evocamos agora e sempre, como nos eram caros, uns Custódio Pinto, Pavão e mais que vimos com a camisola do F C Porto vestida. Porque portugueses somos todos e Deus há só Um…

Curvamo-nos respeitosamente perante a memória de Eusébio, homenageando tudo o que representou para o futebol português, especialmente pela sua contribuição para a prestigiante presença no Mundial de 1966. Como temos homenageado outros, em nossas memorizações. 

Armando Pinto

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Homens da bandeira, emblema e outros referenciais by Museu F C Porto…


Já temos de novo museu! - É o que mais sobressai em nossos pensamentos Portistas. E não um museu qualquer, de simples exposição, mas um espaço memorial, onde nos revemos todos nós adeptos e associados, novos e veteranos, qual mundo de historias e memórias, de glórias Portistas e Portismo sentido, num ambiente cronológico desportivo e social. Obra grandiosa, depois dos sucessos desportivos, da frutuosa gerência de Pinto da Costa, ao 31º ano de seu exercício presidencial.

Sendo esse um local de valor real e estimativo, apraz sobre o mesmo, desde já, manifestar uma apreciação que o possa tornar ainda mais estimado e sobretudo valorizado. Para que, enquanto é tempo, possa ficar mais completo e corretamente digno da mensagem histórica que lhe está subjacente. Isto porque, apesar do autor ainda não ter tido oportunidade de ali entrar, por ora, nos chegou entretanto ao conhecimento algumas situações que urge corrigir e completar, do que se sabe através de grupos restritos de amigos confrades da paixão clubista, entre outros casos. E como não se sabe outro modo de direta transmissão, aqui vai e fica uma tentativa de achega construtiva, apenas como tal.

= Figuração imaginária de estatuária representando o fundador António Nicolau de Almeida, a escrever a histórica carta que deu notícia da criação do clube, em repto ao congénere grupo lisboeta para um jogo amigável... =

Ora bem, o nosso museu é mesmo o nosso grande Memorial do F C Porto, mas um espaço memorável onde se prende as atenções, não apenas pelos objetos expostos e imagens fixadas à posteridade, mas também e especialmente pela mensagem que acompanha tudo, o que diz muito à compreensão do que ali se pode ver e sentir. Daí que, quem vir com olhos de ver, notará algumas “coisas” que ainda poderão ser melhoradas, no atual estado em fase de apreciação. Dizem-nos que estão representados no museu, em estátuas bem concebidas, alguns figurantes da história do clube, tais como, num corredor de acesso ao museu propriamente, uns André Villas-Boas, Mourinho, Bobby Robson, Vitor Hugo, Dover, Cubillas, Guttman, Pavão, Yustrich, Valdemar Mota, Barrigana, Pinga, Norman Hall e José Monteiro da Costa; e, depois já dentro, além do Onze eleito, onde estão Baía, João Pinto, Gomes e restantes escolhidos publicamente, temos mais e só, em estátuas representativas, o Pedroto, e o Madjer. Quer dizer, repara-se logo numa falha grave, atendendo ao valor da História, que é não estar o Hernâni... também - sabendo-se de como ele, Hernâni Ferreira da Silva - o Senhor Hernâni, como lhe chamava o Eusébio, em sentido de respeito - era considerado o General do F C Porto!


= Hernâni - vitoriado e levado em ombros, no emotivo final do jogo do campeonato de 1958/59, depois da celebérrima espera pela paragem do relógio do benfiquista Calabote...! =

É preciso que a memória conte para alguma coisa, que não se deixem diluir as realidades de sempre, que sejam valorizadas as recordações de outrora, em vez de prevalecer só os conhecimentos de memórias de agora.


= Cristiano – único representante de hóquei em patins do F C Porto na seleção nacional durante muitos anos. Numa classe que mereceu lugar na coleção “Ídolos” dos Desportos. Envergando uma camisola, á época,  como a que ofereceu ao autor destas linhas, por quem a mesma foi cedida também para o museu do F C Porto; tal como o stick que ele usou num campeonato do mundo em Espanha... =

Mas há mais, à consideração de quem de direito. Assim, temos ideia, que a estar lá representado na estatuária memorial o Vitor Hugo, antigo jogador de hóquei patinado, devia estar também o Cristiano, que foi o principal hoquista do Clube, e aliás durante muitos anos único do F C Porto com lugar na seleção nacional senior. Tal qual do futebol merecia figurar nessa galeria, por exemplo, Virgílio - também por ter chegado a ser durante algum tempo o mais internacional de Portugal, cujo emblema na sua camisola deve ser revisto (do exemplar exposto); antes do qual enfileirou com grande fulgor nas hostes azul-brancas também o Siska, de quem se dizia maravilhas; e até um António Araújo e um José Rolando, nomes que serviram de bandeira do clube em épocas distantes e distintas. Bem como do ciclismo, por exemplo, um Fernando Moreira, que foi expoente dessa modalidade que mais adeptos conquistou nos anos 50, 60 e 70, especialmente quando o futebol estava em baixo... e um Mário Silva, ídolo maior da família portista nos idos de 60, pelo menos... além de alguns mais, como Sousa Cardoso, entre outros. Mesmo de outras modalidades, naturalmente, não podendo ser esquecido o Fabião, andebolista de renome, num exemplo mais. Bem sabemos que não podem estar todos, mas convém que pelo menos não estejam poucos… para a dimensão do nosso património humano.


Por falar nisto, vem também à mente outros personagens que muito representaram importância na imagem do clube, no acompanhamento da vida clubista. Assim, não sabemos se lá estará representado, mas se não estiver deveria estar, o famoso Homem da bandeira gigante do F C Porto. Um senhor que, residindo no sul do país, era um Portista conhecido, embora quase no anonimato: o sr. Pina, que salvo erro vivia na Cova da Piedade, ou por essas bandas. Um simpático portador duma grande bandeira do F C Porto, com a qual assistia aos jogos do clube sempre que podia. Ficou célebre a sua presença no peão do estádio do Jamor em plena final da Taça de Portugal ganha ao Benfica com um golo do Hernâni, em 1958, pelas imagens que correram o país e chegaram a nossos dias – como aqui damos nota, através duma foto do blogue Memória Azul (com a devida vénia ao amigo Helder Russo). 


Personagem esse, o célebre Homem da bandeira, Manuel Pina, a que contamos proximamente dedicar um artigo, neste nosso espaço de Memória Portista. Sendo figura pública que mereceu ser entrevistado no famoso programa televisivo Zip Zip do Raúl Solnado, em 1969, no palco do Vilaret (Vilaré) de Lisboa, onde contou peripécias engraçadas e profundas. A pontos que, volvidos meses, numa vinda desse programa à cidade do Porto, em homenagem popular ao clubismo local, o Solnado apresentou uma rábula extensiva, criando a figura dum homem do emblema… dando vivas ao Rolando, por ser a figura máxima do clube por esses tempos.

= Rolando =

Vem a propósito, precisamente, recordar o Rolando, José Rolando Gonçalves, que também merecia figurar no museu, como referimos, tal qual Araújo. Porque, curiosamente como proclamava a arenga teatral do Solnado, houve um longo período, pelos anos sessentas, em que poucos eram os representantes do F C Porto nos meios mais salientes do desporto nacional. E no desporto-rei, depois que Américo teve de abandonar o futebol, ficou praticamente só o Rolando a ir à seleção e a ter lugar nas capas das cadernetas de cromos e a emparceirar nos ídolos das revistas, em nome do F C Porto. Tal qual umas décadas antes, pelos anos quarentas especialmente, houve o António Araújo, do qual basta dizer que em seu tempo a seleção nacional era considerada Sport Lisboa e Araújo e o no clube se dizia Futebol Clube Araújo do Porto. Assim como Américo Lopes, em meados da década de sessenta, foi o grande embaixador da mística Portista pelos campos onde esvoaçavam bandeiras do F C Porto, em tempos de dificuldade e escassez  da glorificação azul e branca...

= Américo - o "Baliza de Prata" do F C Porto e do futebol português - na imagem com o monumental Trofeu Somelos-Helanca de melhor futebolista português de 1967/68 =


Obviamente que aquilo tudo, o que é o Museu F C Porto by BMG se revela grandioso. Mas se ainda for possível representar melhor toda uma Nação Portista seria mais excelente.


Daí algumas das fotos aqui colocadas, de nosso espólio umas, outras de partilhas informáticas, como quem entra para mostrar uma visão do que se poderá ver ainda… na comunicação emanada pelos séculos já vividos, na existência institucional do F C Porto.

Como ilustração a esta visão duma mais ampla viagem histórica, recordamos a rábula de Solnado – Homem do Emblema - a falar do símbolo que era o Rolando naqueles idos de finais dos anos sessentas, como exemplo de que até com boa disposição se faz história!

Armando Pinto

= Raúl Solnado figurando a sua charla do "Homem do Emblema".=


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= Na eventualidade de ausência temporária de permissão, pode buscar-se no local próprio o acesso directo, clicando (no link ) 
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A. P.