O Futebol Clube do Porto voltou a ter museu. Onde estão
patentes muitas das taças conquistadas nas diversas atividades desportivas, tal
qual distinções do historial azul e branco e diversificadas recordações do mundo
Portista. E que museu…!
Então, após a inauguração protocolar que ocorreu a 28 de
Setembro, no dia do 120º aniversário do clube, houve abertura oficial ao
público neste passado sábado, a 26 de Outubro, agora com o museu praticamente
concluído e o acervo museológico recheado, acrescido da instalação de algumas
valências de complementação e apoio, como um bar à entrada e nova loja de venda
de produtos relacionados com a simbologia do Dragão.
Tudo isso teve uma inauguração festiva, desta vez aberta ao
público verdadeiramente interessado e apaixonado, através de um programa simples,
mas marcante. Sendo as portas abertas ao toque da dança do dragão, feito o
ritual próprio em frente à entrada do museu, como que a abençoar as instalações
e os entusiastas presentes, numa entrada a passo pleno de bons augúrios.
Seguindo-se as visitas iniciais, logo a saciar tão ansiosa curiosidade, de
muitos e bons apoiantes da causa dragoniana.
O F C Porto, efetivamente, merecia um museu assim. Depois
dos anteriores espaços que funcionaram, como museu, nas antigas sedes e no já
desaparecido estádio das Antas, passa agora a haver um novo e muito enriquecido
museu, em conceito moderno e atraente. Onde há muito que ver e apreciar, mas
sobretudo deveras para sentir e reviver.
Quanto que se possa dizer ou escrever, para descrever o que
é aquilo, será sempre pouco para o muito que ali está. O melhor é entrar, para se poder ver e saber quão importante e grandioso é o atual museu do F C Porto.
Neste ínterim, tendo ainda presentes as sensações vividas,
registamos o acontecimento através de recortes de reportagem impressa na
edição deste domingo do jornal O Jogo, por quanto ficam na História as emoções
sentidas.
Pessoalmente, nas quase três horas que lá dentro andamos, para
trás e para a frente, bem como para os lados naturalmente, não demos pelo tempo
a passar e sinceramente estivemos absortos de tudo o mais. Curiosamente, sendo
esse dia, da abertura e tal nossa primeira visita, na véspera do jogo F C Porto-Sporting (um encontro de características especiais pelas afirmações provocadoras dos
dirigentes e jogadores leoninos), nem esse facto veio sequer à ideia. Também porque
era muita a fé na vitória, como afinal aconteceu, novamente, mas em especial pela
absorção nutrida naquele espaço das estrelas do firmamento azul e branco,
através da mostra de tantas glórias e memórias do historial alvi-anil.
Com o passar do tempo chegamos entretanto ao final do percurso, por fim, sem sequer saber se conseguimos ver tudo, pois não chegamos a ter diante dos olhos algumas peças de estimação que não vislumbramos, na ocasião, mas lá devem também existir, como o grande trofeu Somelos-Helanca ganho pelo Américo, então distinguido como melhor futebolista nacional de 1968, por ser uma taça que nos encheu os olhos em anteriores vistas no antigo museu das Antas, tal qual a Baliza de Prata que o mesmo guardião Américo conquistou em 1964/65, entre outros exemplos. Por entre tantos objetos e adereços que falam da vida do F C Porto ao longo dos tempos. Embora se note, por outro prisma, que houve seleção dos trofeus colocados, pois não estão tantos como estavam nas salas-museu antigas, o que é de estranhar, pensando qualquer adepto que todas as taças conquistadas devam estar expostas, por quanto significam de dedicação e vibração.
Obviamente, segundo entendemos, haverá ainda algumas colocações em falta, por ora, como acontece de nem todas as taças exibidas terem junto a devida numeração condizente, para leitura da legenda, assim como, no corredor inicial e mais escuro, pelo menos, a legendagem necessitar ainda de alguma luz a incidir sobre as legendas, para ser visível a respetiva mensagem. Tal qual na parte das modalidades dever passar a haver algum espaço mais respeitante, com maior número de artigos, porque todo o passado do ecletismo do F C Porto merece uma mais ampla representação. Assim como seria de todo o interesse que, tal como está muito bem concebido o recordatório quanto aos campos de futebol e estádios usados, também houvesse alguma atenção às instalações que existiram na cidade desportiva das Antas, bem como outras, tal qual nos lembramos da piscina, pavilhão ginodesportivo de treinos (Pinto de Magalhães), Gimnodesportivo de competições (Américo Sá), ginásio das Antas e da rua Alexandre Herculano, mais o atual pavilhão Dragão Caixa (para o qual até estarão em armazém algumas recordações alusivas à inauguração). Sem esquecer as diversas sedes sociais. Enfim, tudo isso e algo mais, se possível, para que seja deveras mais completa ainda a memorização do percurso entretanto acontecido na existência do F C Porto. Na visão de atento estudioso do palmarés do clube e obviamente também dos seus e nossos atletas que admiramos como representantes do F C Porto, e demais existências patrimoniais. Enquanto tudo o mais, em suma, torna resplandecente o cenário eloquente ali consubstanciado.
Espaço esse que ainda irá ser ampliado, como já se sabe e
aqui anotamos, através de recorte da referida reportagem do jornal O Jogo.
Ficando assim, também aqui patente, uma perpetiva do porvir, quanto ao que
poderá ser acrescido futuramente neste tão querido Museu F C Porto.
Que dizer mais? Ora... Como dizia o Poeta: «...E de hora a hora cresce o baluarte»!
Armando Pinto
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