Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Efeméride recordatória do 2º mandato da Gerência Presidencial de Pinto de Magalhães à frente do FC Porto


Se tempos houve em que o pecúlio memorial do FC Porto esteve sobretudo sob a guarida de associados apreciadores da memória clubista, atualmente já é dada maior atenção à preservação e colecionismo institucional do que respeita ao FC Porto. Como se tem vindo a reparar desde que houve recolha e levantamento tendente ao arquivo portista, com a contribuição natural de apoiantes do clube, aquando da instalação do Museu do FC Porto. E ainda desde que começou a haver a página “Dragões Diário", missiva diária de pugna pelo FC Porto, que, além da atualidade, atenções mediáticas e alertas públicos, por exemplo, também todos os dias assinala algo que “Aconteceu” em tempos, remetendo à recordação de retalhos da vida gloriosa do grandioso clube dragão.

Assim, porque por esse meio vem à ideia, desta feita recuando a 1969, recordamos nesta data a tomada de posse da continuidade de Afonso Pinto de Magalhães na Presidência do FC Porto, há já quase meio século.


«Há 49 anos, realizou-se no Teatro Sá da Bandeira, no centro do Porto, a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais do FC Porto. A direção continuava a ser encabeçada pelo banqueiro Afonso Pinto de Magalhães, em funções desde 1967. Umas das novidades do elenco diretivo foi o diretor das atividades desportivas amadoras: Jorge Nuno Pinto da Costa, que após vários anos como seccionista integrava pela primeira vez a direção do clube. Mais tarde, o atual presidente escreveria na sua autobiografia: “Aqueles três anos, reconheço-o hoje, corresponderam, para mim, a um verdadeiro e profícuo estágio”.»

Como tal, relembramos a efeméride com extrato do livro “6 ANOS DE PROGRESSO NA VIDA GLORIOSA DO FUTEBOL CLUBE DO PORTO”, escrito por Rodrigues Teles, incidindo na constituição dos órgãos diretivos, incluindo já então Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa como um dos diretores das “Actividades Desportivas Amadoras”.


O tema, a propósito, dá a preceito para puxar os cordéis da memória através de algumas imagens dessas eras, com que se ilustra mais umas boas lembranças de tempos idos na vida portista.

= O Presidente Pinto de Magalhães na cerimónia da inauguração de melhoramentos na “Sala de Recepções do Lar do Jogador Sénior” - acompanhado por um associado benemérito (José Coelho, autor da então valiosa oferta dos encargos da remodelação dessa dependência da mesma casa do clube), mais Laurentino Pereira, ao tempo diretor do Lar, e de futebolistas da equipa principal (vendo-se Valdemar, Custódio Pinto e Gualter). Como fundo visual, na decoração, constam quadros emoldurados da vida do clube, notando-se que um desses é da equipa vencedora da Taça de Portugal de 1968. =

Armando Pinto
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segunda-feira, 17 de abril de 2017

35 Anos de Gerência do Presidente-Dragão Nuno Pinto da Costa


São consideráveis os anos e é inquestionável a obra de Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa à frente dos destinos do FC Porto. Perfazendo agora, a 17 de abril, 35 anos que foi eleito Presidente da Direção do FC Porto.


Porque tudo o que pensamos e sentimos está expresso em tantos textos do que ao longo dos tempos tem ficado escrito pelo autor destas linhas, quer neste blogue Memória Portista, como anteriormente noutras publicações, e para não estar a repetir, colocamos desta feita, além de imagens de arquivo pessoal, mais algumas linhas do que no jornal O Jogo nesta mesma data foi publicado a propósito da ocasião, ora em apreço.


«Pinto da Costa comemora esta segunda-feira 35 anos desde a primeira eleição para presidente do FC Porto. A 17 de abril de 1982, tornou-se no 33.º presidente dos dragões, tendo começado a trabalhar nove dias depois. E não mais parou. Pinto da Costa já era o presidente com mais títulos da história do futebol, mas desde 13 de janeiro de 2017 que passou a ser também o mais "longínquo" dos presidentes de clubes a nível mundial, tendo ultrapassado, ao 12 684.º dia, o "mítico" Santiago Bernabéu (do Real Madrid). Até à data, enfrentou em eleições apenas um adversário (Martins Soares), em 1988 e 1991.»

Como o que está mais perto, mais se torna presente, para além da campanha de manobras de bastidores que estão a levar o Benfica ao colo e a tornar o futebol português desacreditado, acresce que «o empate do FC Porto na véspera de Páscoa em Braga não foi a prenda que Pinto da Costa desejava receber por este aniversário. O FC Porto viu o Benfica distanciar-se e ficou numa situação mais complicada na luta pelo título. É isso que lhe que tem faltado nos últimos anos: Desde o tricampeonato, conquistado por Vítor Pereira em 2013, que o futebol não voltou a dar alegrias.

= Pinto da Costa com a filha, em noite da gala anual de entrega oficial dos Dragões de Ouro =

Em abril do ano passado, Jorge Nuno Pinto da Costa foi eleito para o 13.º mandato como presidente com 79% dos votos, o número mais baixo desde que foi eleito pela primeira vez. Nesse último ano, destaque para o regresso do ciclismo ao clube. Rui Vinhas ganhou mesmo a Volta a Portugal.»


Sempre defensor do FC Porto, a mais recente tomada de posição relacionada foi a manifestação pública de repúdio à condenável atitude dum secretário governamental, da atual geringonça governativa PS/B E/PC ter afrontado o FC Porto, com o beneplácito do presidente do clube conotado com o clube vermelho de Lisboa. Conforme no mesmo jornal O Jogo ficou impresso e expresso: «“Pinto da Costa viu a primeira parte do Braga-FC Porto na bancada presidencial do Municipal de Braga, junto do homólogo braguista, António Salvador, mas assistiu à segunda parte na última fila da mesma bancada junto da restante administração da SAD portista. A razão, revelou fonte oficial dos dragões, foi a forma como o secretário de Estado José Mendes, que também estava na primeira fila, festejou exuberantemente o golo do Braga", apontado por Pedro Santos logo aos seis minutos. "Se está aqui como adepto devia ir para a outra bancada, se está como membro do Governo é lamentável que se comporte assim", disse o presidente portista, segundo a mesma fonte.»


Ontém e hoje sempre Portista dos quatro costados, Pinto da Costa faz parte da história do FC Porto desde os seus tempos de adepto anónimo, mas constante, como recordou num livro biográfico a propósito do célebre jogo em que o bem triunfou sobre o mal, no desafio de futebol do "caso Calabote". Conforme se pode ler em página de que se junta imagem inclusa do texto e recorte da foto - para também mostrar a celebérrima fotografia que tem servido para certos arranjos fotográficos das normais inventonas de adeptos adversários sem escrúpulos... entre os que gostavam de ter um presidente assim no seu clube.


Pinto da Costa é líder do FC Porto há 35 anos, mas longo foi o caminho, desde os tempos em que entrou para os corpos sociais do dirigismo portista e especialmente a partir que chefiou o departamento profissional de futebol azul e branco e nessa missão teve papel importante no retorno dos títulos ao clube, assim como no período que se seguiu ao chamado verão quente das Antas e por fim o regresso (tão desejado por nós e muitos mais, como se percebe pela missiva cujo original se encontra no museu do FC Porto – carta essa de que se junta imagem), ao assumir em boa hora a presidência portista. Como entretanto já se deu testemunho num artigo escrito e publicado, em mensagem pessoal, na antiga revista (do anterior Conselho Cultural do FC Porto) Mundo Azul.


Armando Pinto
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terça-feira, 19 de abril de 2016

Em eleições portistas mais concorridas que o normal - Presidente do FC Porto reeleito para mais um mandato!


Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, sócio que tem sido mais importante do F C Porto há já muitos anos, com serviço em prol do clube que é de todos os portistas, foi reeleito pelos sócios do F C Porto que se manifestaram através do direito ao voto de quem tem a situação regularizada dentro da massa associativa azul e branca. Facto que teve lugar no passado domingo dia 17 de abril, 34 anos depois de ter sido eleito pela primeira vez, indo agora para o 13º mandato dos sucessivos exercícios presidenciais que tem desempenhado.

A eleição em apreço, curiosamente, quando havia gente dos clubes adversários a tanto desejarem inferiorizar os resultados, foi obtida com participação assinalável dos associados, numericamente a dobrar anteriores atos associativos do género. Numa percentagem em que, relativamente às últimas eleições para a presidência do clube azul e branco, houve um aumento de 91 % dos votantes, com 2.403 sócios a irem às urnas.

Pinto da Costa foi então reconduzido no cargo com 79 % dos votos expressos pelos 2.403 sócios votantes, entre os quais o autor destas linhas esteve presente (embora se não tivesse ido seriam apenas 2402 os votos, mas não teria direito moral a pronunciar opiniões por outros meios, em modesta opinião, entenda-se, sobre este ponto de vista pessoal). Não por qualquer outro interesse que não seja o que quero para o F C Porto. Pois, tal como o apreciei como dirigente, entre 1976/77 a 1979/80 quando ele transformou o futebol do clube, e depois dos acontecimentos que levaram à sua saída não me revi no estado clubista durante e após o chamado verão quente das Antas, e mais tarde rejubilei com o seu regresso em 1982, quando assumiu a presidência, com tão frutuosos resultados, continuo a manter confiança no seu comando dos destinos do F C Porto. Sem qualquer comprometimento nem interesses particulares, tanto que apesar de nos conhecermos, ele a mim como adepto portista e eu a ele como alguém importante na vida do clube que mexe com o coração, ainda no dia das eleições o vi e penso que ele me viu, mas nem chegamos a estar de frente sequer (por eu não ter querido intrometer-me numa roda de conversa em que ele estava). Sendo que para lhe dar parabéns pela continuidade basta voltar a ser feliz com o F C Porto proximamente.


Claro que nem tudo tem sido bom e não podemos estar de acordo no total das realidades, como no caso das camisolas oficiais dos equipamentos que se têm sucedido, que no século XXI não têm sido bem à Porto; tal qual o afrouxamento que houve com a comunicação mediática em defesa do clube, e sobretudo perante o menor acerto acontecido nos anos mais recentes pelas formações das equipas, quer do futebol, como de algumas das modalidades de pavilhão. Contudo ainda acreditamos que poderá haver melhorias e outra visão. Algo que fica desde já à atenção do provedor dos associados.

Isto o que apraz registar, em análise mais pessoal, clubisticamente. Enquanto, na parte de visão pública, merece retenção que «o presidente considerou que este é o início de uma “nova união” e que os derrotados não são os que “vieram expressar o seu desacordo anulando o boletim de voto”, mas sim “alguns jornais”, que mostraram uma vontade “descarada e frenética” de que a sua liderança fosse “hostilizada”. Porém, Pinto da Costa frisou que essa “campanha”, tal como o “apoio que os sócios” lhe mostraram nas urnas, lhe dá força para o futuro: “Hoje é o início de uma nova união, de determinação total de toda a gente para que o mandato seja ao nível deste fim de semana” (que em matéria desportiva, recorde-se, tivemos vitórias no sábado em basquetebol, frente ao Benfica, em andebol, contra o mesmo adversário, no hóquei, sobre o Óquei de Barcelos, e no domingo novamente no basquetebol, com o Barcelos, mais um triunfo do ciclismo em terras espanholas, com a vitória de Raúl Alarcón, ciclista do F C Porto, no prémio da Montanha da Vuelta Ciclista a Castilla y León, e vitória da equipa B de futebol sénior contra o Feirense, mais a magnífica exibição e vitória contra uma equipa bem valiosa, o Nacional da Madeira). É isso que os sócios querem e que os jornais não querem, mas vão ter de aguentar”.»


ARMANDO PINTO

domingo, 17 de abril de 2016

(Re)Eleição do Presidente do F C Porto Jorge Nuno Pinto da Costa / 1982-2016


Passa hoje o dia 17 de abril de 2016, domingo em que acontece mais um ato eleitoral do F C Porto, para eleição do Presidente da Direção do F C Porto. Data que em 1982 ocorreu ao sábado, quando Jorge Nuno Pinto da Costa foi pela primeira vez eleito para a Presidência Portista.


Estava um sábado de semblante algo sombrio no ambiente, a 17 de Abril de 1982, diferente assim do ânimo esperançoso pessoal, quando naquele distante dia da primavera de 1982 o autor destas linhas foi propositadamente ao Porto e demandou o pavilhão de treinos das Antas, para votar em Pinto da Costa. Estando nessa tarde o ambiente da cidadela desportiva das Antas a respirar um ar já de fé, vertendo pelo meio desejos de mudanças, quer em melhorias no seio do F. C. do Porto (conforme se escrevia à época), como ainda também na parte associativa, pois que então as mulheres ainda não podiam votar nas eleições do clube, por exemplo, como se ouvia pelo meio de conversas, entre aspetos em que o verão de anos antes era lembrado. Entremeado com frases de ordem do dia, na promessa da devolução do clube aos sócios e reforço do dragão adormecido.


Estamos agora neste domingo de 2016, na calha do dia 17 de abril, passados tantos anos, data em que atualmente o mês até já é escrito com letra pequena, perante a atual ortografia oficial portuguesa. Tendo de permeio acontecido muita coisa, com o FC Porto (conforme se está a escrever agora) transformado no Dragão que até já conquistou títulos europeus e mundiais, embora naturalmente com momentos diversos de altos e baixos, como se passa com tudo na vida. Dia este que agora, em 2016, volta a ser de nova reeleição para novo mandato do Presidente Pinto da Costa.


Na oportunidade, em que voltamos a ir ao Porto para voltar a votar no Presidente que durante estes anos dirigiu o F C Porto a pontos de nos ter proporcionado já tantas alegrias, recordamos a efeméride de há 34 anos, com algumas imagens relacionadas, quer da própria eleição e mesmo de algumas recordações guardadas - como do calendário e dum panfleto da época em que Pinto da Costa concorreu pela Lista B (já que uma A desistira entretanto da eleição para presidente e concorria apenas ao Conselho Superior do clube, como ao tempo acontecia).

O currículo de serviço portista de Jorge Nuno Pinto da Costa fala por si e por nós. O futuro a Deus pertence! 


Armando Pinto

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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Ecos visuais e documentais do duplo aniversário Portista


O F C Porto já bateu outra marca: a de 121 anos de vida, número em que é o clube com futebol de alta competição atualmente mais antigo de Portugal. Algo que não convirá aos adversários rivais aceitar de bom grado, por os seus clubes terem resultado de fusões tardias, ao passo também que o F C Porto não foi planeado nas traseiras de uma "pharmácia" nem o nosso fundador precisou de pedir dinheiro ao avô... como dizem os livros.

Mas porque o que nos importa é o que mais nos diz respeito, interessa que nos 121 anos entretanto decorridos o F C Porto foi também o primeiro campeão de Portugal em futebol, precisamente no ano de 1922, em que um futebolista do clube, Simplício, criou a versão mais completa do emblema do F C Porto; bem como o clube era já titular também desde cedo noutras modalidades. E, com destaque, teve em 1921 o 1º internacional, Artur Augusto, na primeira equipa que usou camisolas representativas da nação; tal qual o 1º olímpico, Valdemar Mota, na equipa nacional presente nas Olimpíadas de 1928; enquanto depois, no decurso dos tempos, foi tendo jogadores de grande fama, como foram Pinga, Siska, Araújo, Barrigana, Hernâni; teve o mais internacional até à década de cinquenta, Virgílio Mendes; teve em 1958, através de Hernâni, Arcanjo e Barbosa, honrosa representação na seleção Militar que venceu o respetivo Europeu da classe; assim como em 1961 idem na conquista do Europeu de juniores, através do treinador Pedroto e dos atletas Rui e Serafim; ano em que o clube teve o seu primeiro goleador, Azumir, premiado por um jornal com uma “bola de prata” de melhor marcador do campeonato; como, volvidos anos, o clube teve o guarda-redes que pela primeira vez ganhou um trofeu de guarda-redes menos batido, Américo, o qual conquistou a “Baliza de Prata”, em 1965, e mais tarde, em 1968, foi considerado o melhor do campeonato, pontuado como vencedor do 1º Prémio Somelos-Helanca... 
...Enquanto, de permeio, o clube esteve representado na primeira presença portuguesa num Mundial de futebol, em 1966, com Festa, efetivo, e Américo e Custódio Pinto, integrantes do lote mas não utilizados na fase final; tanto como em 1969 o F C Porto teve os primeiros campeões europeus formados no clube, como foram Cristiano, Fernando Barbot e António Júlio, salientes membros da seleção portuguesa que conquistou o Europeu de juniores em hóquei em patins; depois em 1984 houve a conquista da primeira “Bota de Ouro” de Fernando Gomes; ainda João Pinto chegou a ser o futebolista com mais internacionalizações pela seleção A; em 2004 o reconhecimento de Vítor Baía como melhor da Europa, etc. etc.

Isto em traços largos e muito sucintos, de tanto mais com que o F C Porto se tem coberto de glória nos mais diversos campos e lugares.

Tantas e tantas páginas de histórias estão encerradas nos muitos livros escritos ao longo destes 121 anos, ora comemorados com pompa e circunstância. Como ocorreu no próprio dia, domingo dia 28, num programa que foi do conhecimento público.


Na ocasião, para lá de tudo o mais, teve certo destaque uma entrevista prestada em exclusivo ao Porto Canal pelo presidente Nuno Pinto da Costa. Cuja mediatização obviamente chegou aos jornais e inclusive a outros canais de televisão.Algo de realçar porque Pinto da Costa nos tempos mais recentes não tem estado tanto em foco como antes. Chegando finalmente uma tomada de posição superior, apesar de não tão incisiva como acontecia noutros tempos.


Assim, desta vez, embora Pinto da Costa tenha distribuído recados por outros prismas, chegando a assuntos sociais sem relacionamento ao clube, foi tocando na ferida que vem infetando o panorama do futebol nacional, especialmente. Até que clamou: «A história deste campeonato é igual à do ano passado, só que este ano começou mais cedo. O ano passado, ao quinto jogo, empatámos 2-2, com um dos golos resultante de um penálti fora da área; este ano foi uma jornada mais cedo: um penálti não assinalado e golo mal anulado. Veio-me à ideia o jogo do Estoril. No ano passado foi o senhor Rui Silva o árbitro, que depois desceu de divisão; este ano, o árbitro foi o senhor Paulo Batista, que desceu de divisão e que depois foi repescado. Num Guimarães-FC Porto, ambos líderes na altura, foi nomeado um árbitro que desceu de divisão e que depois foi repescado…»

= Uma das imagens num dos espaços interativos do museu do F C Porto, onde passam caras e temas de interesse histórico, do percurso glorioso do F C Porto. Neste caso uma equipa do tempo do guarda-redes Armando, e dos famosos Pinto, Pavão e outros (vendo-se, a partir da esquerda, em cima - Pavão, Manhiça, Vieira Nunes, Albano; Gualter e Armando; em baixo - Abel, Custódio Pinto, Chico Gordo, Bené e Eduardo Gomes).

Enquanto isso, ao correr da mesma conversa televisiva, Pinto da Costa naturalmente referiu-se ao Museu do F C Porto, na celebração do seu primeiro aniversário, porque «superou as expectativas mais otimistas: “Quando o começámos a idealizar, eu tinha uma ideia, o Antero Henrique tinha outra e ele apaixonou-se pelo projeto ainda antes de ser idealizado. Em conjunto concretizamos os nossos sonhos. Excedeu os nossos objetivos e as nossas expectativas, pois foi inaugurado a 28 de Setembro, abriu a 26 de Outubro e, em 11 meses, só em bilhetes vendidos já ultrapassa os 120.000, o que acho que é notável. Delegações, estrangeiros, escolas, são convidados e não contam, contam apenas nos visitantes. Eu venho cá muitas vezes e descubro sempre mais qualquer coisa”. Segundo o presidente, o projeto pretendia “mostrar aos sócios e aos adeptos do FC Porto o que é a história do FC Porto”, desde a sua fundação - “a 28 de Setembro de 1893, como demonstra um jornal da época” até “às grandes vitórias”: “A projeção internacional do clube é feita por projetos como o Dragon Force, que abriu recentemente uma escola em Bogotá, mas também pelo Museu. Não queria um armazém de taças, mas sim um museu e acredito até que há uma grande ligação da gente do Porto ao Museu. A cidade são as pessoas e os portuenses apaixonaram-se por esta obra e por este museu, visitado por muita gente e muitas vezes. Já é, naturalmente, parte do roteiro turístico”.»

Além, como que em resposta a questões pensadas por associados mais atentos, Pinto da Costa revelou ainda ter ainda dois sonhos para o Museu: “Poder concretizar uma sala 4D, primeira no país e fazer uma coisa inédita que se chamará “A gruta do dragão”: um grande túnel, onde exporemos mais de 30 mil troféus do FC Porto. Só com esses troféus dava para fazer um museu como os outros têm. Está em sonho, em projeto, falta a parceria.»


Com essas esperanças e anseios a bailarem no ar, no domingo alongou-se o programa festivo, desde a manhã até ao fim da tarde, como guardamos à posteridade em ilustração de imagens de divulgação oficial. Desde os números protocolares até a coreografias e outros, com realce para um momento especial, como foi a entrega da bicicleta com que Fernando Moreira de Sá venceu a Volta a Portugal de 1952 e uma taça conquistada pelo mesmo Moreira de Sá, ciclista que sempre representou o F C Porto, objectos esses oferecidos ao Museu FC PORTO by BMG pela filha do recentemente falecido antigo ciclista - a quem dedicamos um longo artigo evocativo, aqui neste blogue, aquando de seu falecimento.


Em ilustração de toda a dimensão do evento duplamente festejado, documentamos melhor a efeméride com colocação da reportagem alusiva publicada no mesmo dia de aniversário na Revista J, do Jornal O Jogo, em homenagem à mesma ocorrência.


Armando Pinto


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Recordando a 1ª Vitória Internacional da Era de Pinto da Costa na presidência do F C Porto…!

 

Está a chegar a ocasião de mais um grande acontecimento com lugar no Porto: A "final four" da Liga Europeia de hóquei em patins, que se realiza no pavilhão gimnodesportivo Dragão Caixa. Evento este ano com organização oficial a cargo do F C Porto, em reconhecimento do bom trabalho que a secção de hóquei patinado portista vem desenvolvendo. Cuja fase final ocorre este próximo fim de semana, incluindo as melhores equipas europeias de momento, num programa que irá começar no sábado, 1 de Junho, com um FC Barcelona-Benfica (15 h 00), seguindo-se no outro encontro de meia final o FC Porto Império Bonança-Valdagno (18 h 00), até que no Domingo, 2 de Junho, haverá a Final, para atribuição do título correspondente. 

   

Esta Liga dos Campeões da Europa de hóquei é uma prova há muito ansiada no seio do F C Porto, por já ter passado muito tempo desde a mais recente conquista da mesma, conseguida anteriormente pelo F C Porto, em duas ocasiões, há muitos anos já. 

Ora, associando-se esta modalidade à grande mística clubista, por o hóquei em patins ser uma das meninas dos olhos Portistas, calha a preceito uma curiosa e agradável recordação, na atualidade da reeleição de Pinto da Costa como Presidente do F C Porto. Pois foi, com efeito, no hóquei sobre patins que o Executivo de Jorge Nuno Pinto da Costa obteve o primeiro triunfo, em 1982, então através da Taça das Taças da Europa de hóquei em patins. Feito que no hóquei Portista se veio a repetir no ano imediato, diante do Benfica, e depois, sim, em 1986, ao cabo da época desportiva de 1985/86, se alcançou a primeira Taça dos Campeões Europeus, perante o Hockey Novara, de Itália, a que se seguiria a Supertaça Europeia em 1986/87, após isso ainda outra Taça dos Campeões em 1989/90, contra espanhóis  e mais duas Taças CERS em 1993/94 e 95/96, a nível internacional. Etc. e tal...!

   

Assim sendo, pese a importância da primeira Taça dos Campeões (que também recordaremos aqui proximamente), como não há amor quanto o primeiro damos primazia, nestas recordações, à pioneira obtenção duma prova europeia dentro do clube, por sinal no hóquei em patins e meses volvidos da entrada de Pinto da Costa na presidência diretiva do F C Porto, tal o cometimento da conquista da Taça das Taças  da Europa.

   

A final, disputada a duas mãos, teve como contendores o F C Porto e o Sporting, ambos a atravessar bom momento e os sportinguistas a passarem nesses ares por período áureo de sua atividade hoquista. Porém no primeiro embate, disputado no pavilhão gimnodesportivo das Antas, logo o F C Porto ganhou vantagem suficiente para depois ter ido a Alvalade arrebatar o trofeu. Isso tudo numa epopeia de que falam velhas páginas de jornais que temos guardados, e por meio de suas descrições e imagens deixamos falar a história dos acontecimentos. Estava-se em pleno verão de 1982, ao começo de Agosto, como se pode constatar nas reportagens que para aqui recortamos, quer do jornal O Porto, como do jornal Gazeta dos Desportos.


Feito tal, até então inédito, que levou a uma receção apoteótica, na chegada à gare de Campanhã, na Invicta. Aparecendo na imagem, que documenta esse emotivo regresso triunfante, o presidente Pinto da Costa de cachecol à Porto, rodeado por adeptos e tendo a seu lado os antigos dirigentes de hóquei srs. Fernando Barbot (pai) e Dinis Brites, entre uma mole humana a dar largas de satisfação coletiva.

   

Então, assim foi obtida, com Jorge Nuno Pinto da Costa como Presidente da Direcção do F C Porto, a primeira retumbante vitória da longa série que tem vindo a ser colecionada ao longo dos 31 anos entretanto ultrapassados. E já nessa era, como hoje, se entoava nas multidões euforicamente coloridas de azul e Branco: Pinto da Costa, olé, Pinto da Costa, olé, olé…!

   

Armando Pinto 

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