A 28 de JULHO de 1966 a Seleção Portuguesa disputou o último
jogo da participação no Campeonato Mundial de futebol, diante da Rússia para
atribuição do 3.º e 4º lugares. Defrontando então a URSS, a União Soviética
(que era mais conhecida por Rússia, embora essa fosse a mais conhecida das
repúblicas que compunham ao tempo a chamada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).
Depois de no anterior dia 26 a Seleção Portuguesa ter sido afastada da final ao
ter perdido na meia-final com a Inglaterra, por 2-1, por fim jogou também no
estádio do Wembley o chamado jogo de consolação, com a URSS, tendo vencido por 2-1 e desse
modo ficado com o 3.º lugar da classificação final. Com Festa em campo, tendo sido mesmo dele o centro de que resultou o 1.º golo do jogo, marcado por Torres (sendo o 2.º de penalti, apontado por Eusébio). Encerrando-se assim a campanha dos "Magriços" de 1966, como foram chamados os componentes da embaixada portuguesa dessa fase final do Campeonato do Mundo de Seleções.
Festa fez 3 jogos dos 6 que a seleção da camisola das quinas disputou nesse Mundial, ao passo que o guarda-redes Américo, que até tinha a camisola n.º1 dos 22 Magriços, e durante a época havia recebido prémios oficiais por seu valor, foi posto de lado para jogar José Pereira do Belenenses, de modo a que a presidência do Belenenses tivesse melhor representação por junto com Vicente... E Custódio Pinto idem aspas, ele que até era polivalente, também ficou no banco para jogarem médios e atacantes de Sporting e Benfica... Tudo na linha BSB. Com o cúmulo do único utilizado sem ser do sistema, ou seja de Benfica, Sporting e Belenenses, de Lisboa, e além do único do FC Porto que teve essa possibilidade, haver sido um do Vitória de Setúbal, Jaime Graça, porque então estava já adquirido pelo Benfica).
(Festa foi agraciado com uma medalha por ter jogado, como os restantes utilizados, e depois também outra com que foram agraciados todos os que incluíram o lote dos 22 Magriços, mais os que haviam participado em jogos da fase de apuramento, entre os quais esteve também o defesa portista Miguel Arcanjo, que entretanto já terminara a carreira.)
Curiosamente, no último jogo de preparação, antecedente à ida para Inglaterra, tinham jogado os 3 do FC Porto no Portugal-Roménia que a Seleção portuguesa venceu por 1-0, com Américo em destaque, a pontos de lhe terem atribuído o n.º1 das camisolas. Só que depois outros interesses contaram mais.
Eram os três de tal modo distintos que conseguiram ter lugar nos livros da famosa "Coleção Ídolos do Desporto", em grande maioria dedicados a atletas de Benfica, Sporting e Belenenses, não só de futebol mas também de várias modalidades, enquanto do FC Porto poucos futebolistas foram incluídos e de outros desportos só 2 ciclistas constaram na coleção. Mas a Américo e Pinto foram dedicados 2 livros, com intervalos de alguns anos entre um e outro... o que foi sintomático.
Foi assim Alberto Festa, como único que teve possibilidades de jogar, o Grão Magriço do FC Porto nessa saga duma das lanças portistas no tempo do sistema BSB...!
= Américo e Pinto, na caravama dos 22 selecionados...
Faz agora 60 anos, em 2026, que isso se passou em 1966.
Armando Pinto
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Só mesmo aqui se vê isto. Felizmente acompanho este blogue. Da FPF certamente com a descoberta das escutas do Proença demostrativas da corrupção com tantos casos pró Benfica, é claro que se esquecem destas coisas. Contudo de jornais e programas de televisão nem vê-los com coisas de interesse destes.
ResponderEliminarPara um comentário que circulou algures (do qual me foi dado conhecimento por pessoa amiga, pois quem dedilha pensando estar escondido pelo teclado pessoal, tem de perceber que tudo se sabe, nada fica escondido na Internet e nos grupos de amigos): Os livros - mais propriamente pequenos livros de bolso - referidos e mostrados no artigo, são da coleção pessoal do autor, pois tenho toda a coleção completa referente aos do FC Porto.
ResponderEliminarAP