sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Lembrança de saudade: Américo - na data que era de seu aniversário!

Américo, o grande guarda-redes Américo Lopes, se fosse vivo faria 93 anos, agora em 2026. Sendo que nasceu há 93 anos, em Santa Maria de Lamas, do concelho da então Vila da Feira (atualmente Santa Maria da Feira). Havendo sido figura pública em boa parte de sua vida passada diante das balizas do FC Porto e com a camisola n.º 1 do grande clube dragão cingida ao corpo, numa longa vida como a sua entretanto vivenciada com a família em São Paio de Oleiros, onde residiu e repousa no descanso eterno. 

Américo foi um dos melhores guarda-redes do futebol do FC Porto e de Portugal. Fazendo parte da lista de guardiões de excelência no FC Porto, cuja galeria comporta uns tais valores como Siska, Soares dos Reis, Barrigana, Acúrcio, Américo, Armando, Rui, Tibi, Fonseca, Zé Beto, Mlynarczyk, Vítor Baía, Helton, Casillas, Diogo Costa e Cláudio Ramos, entre outros. E naturalmente Américo junto com Diogo Costa, Baía, Barrigana, Soares dos Reis e Siska num pedestal de popularidade histórica.

Pois a lembrança da data em que Américo nasceu é ocasião de o evocar, mais uma vez, ele que entretanto faleceu em 2023, com 90 anos, mas continua bem presente na Memória Portista. Aguardando-se ainda a publicação de um livro sobre ele, elaborado e concluído há muito por pessoa amiga, cuja publicação está prometida há anos.

Sobre Américo, como ao longo do tempo ele tem sido alvo de diversos artigos que aqui lhe foram e estão dedicados, lembra-se a sua figura desta vez através de mais imagens, com história.

Recordando então esse que foi grande ídolo de infância e juventude aqui do autor destas linhas, curvamo-nos diante de sua memória. E como sinal de mais uma homenagem pessoal, recordam-se imagens de sua carreira no vislunbre de diversas fotos históricas.

Armando Pinto

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Efeméride do 1.º jogo internacional das competições europeias no Estádio do Dragão: FC Porto, 2-Manchester United, 1 - para a Liga dos Campeões 2003/2004

 

A 25 DE FEVEREIRO DE 2004 o Estádio do Dragão teve o primeiro jogo internacional de caráter oficial. Tendo então, na noite dessa quarta-feira, o ainda novíssimo Estádio do Dragão, recentemente inaugurado em novembro anterior (de 2003) e com jogos oficiais há 18 dias antes, desde o dia 7 do mesmo mês, foi então pela primeira vez local de um encontro para as competições europeias. 

Então, em jogo a contar para a Liga dos Campeões Europeus, o FC Porto recebeu como oponente de honra o Manchester United, ao tempo poderoso clube da equipa orientada por “sir” Alex Ferguson, e com jogadores como Roy Keane, Paul Scholes, Ryan Giggs, Ruud van Nistelrooy, Diego Forlán e Cristiano Ronaldo, num lote de adversários que não tiveram outro remédio senão sair do Porto com uma derrota comprometedora. 

Pois quem mais brilhou nessa noite de estrelas foi o portista sul-africano McCarthy, autor dos dois golos do FC Porto, no resultado que suplantou o único golo da equipa inglesa, marcado por um outro sul-africano, Quinton Fortune. De modo que os então detentores do título português e da Liga Europa da ápoca anterior derrotaram o também campeão inglês, por 2-1, na primeira mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões de 2003/04 - dando um passo importante para o que depois aconteceu lá, na velha Albion, onde o Porto dessa colheita fez história, depois, como se sabe.

Assinalando o acontecimento, ilustra-se esta evocação com recordações histórico-literárias alusivas, primeiro com a capa e primeira página duma brochura anterior ao jogo, e por fim com a ficha constante do livro “2004 ANO OURO ”de final desse ano, em edições do jornal O Jogo.  

Armando Pinto

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Armindo de Vasconcelos: Figura importante do antigo jornal O Porto numa vida sorridente...!

 

Continuando na boa maré de aniversariantes, por estes dias, espraiando-se em mar azul ondas de lembranças descritivas sobre confrades colaboradores do antigo jornal O PORTO, calha nesta data lembrar mais um bom amigo, na pertinência de ser aniversariante do dia - o Armindo Vasconcelos. Esse mesmo que foi redator e depois Chefe de Redação interino do jornal O Porto. Ao qual, aqui para o blogue “Memória Portista”, estava há muito reservado um lugar de honra descritiva, que andava na ideia do autor deste espaço, com respeito a ser referência no que representou o jornal O Porto até seus últimos anos de existência na vida do FC Porto. Motivo que desta vez vem a propósito, como homenagem ao mesmo Armindo Vasconcelos, assim lembrado e homenageado no dia de seu aniversário (quando se publica esta alusiva comemoração escrita). Que, sendo alguém com algo de jeito, ao jeito de filho de algo no Portismo que nos corre nas veias, qual fidalgo portista, se deve acrescentar ser assim mais: Armindo de Vasconcelos!  

O Armindo, tal como eu, é Felgueirense, natural do concelho de Felgueiras. Mas só nos conhecemos pessoalmente por o FC Porto ser um grande elo de ligação, no caso através do jornal O Porto. Tanto que eu o conhecia apenas de nome, pelo que ele assinava em seus escritos no jornal do FC Porto, pelos finais dos anos 70. Depois sim, encontramo-nos uma tarde em que no estádio das Antas pela primeira vez fui para um local da imprensa. Colaborador como eu era desde 1974 do jornal O Porto (e entrava no estádio com o cartão de sócio, como em dia de clube pagava bilhete) só em 1980 recebi um cartão correspondente, que fui buscar a casa do Zé Viana no dia do Porto-Sporting, terminado num empate 1-1, porque o Garrido não assinalou um primeiro penalti, e só mais tarde assinalou outro, pois era demasiado roubar dois...  E então, nessa tarde domingueira, indo com o Viana, estava lá também o Armindo num dos sítios dos jornalistas, onde estavam  também redatores do jornal do FC Porto. E conheci aí o Armindo Vasconcelos.  Longe até de imaginar, como soube então, que ele era familiar de um meu colega de emprego, ao tempo, por encabação ” (não sendo direto, mas por ter casado com uma prima e entrado assim na família dele). Esse por sinal um benfiquista “aferroado”, com quem eu me dava bem no trabalho enquanto não falássemos de desporto, mas com quem sempre mantive boa colaboração laboral e natural amizade extra-desportiva. Contudo deixando-o sempre algo lixado quando eu recebia correspondência portista, pois eu indicara como endereço postal o local de trabalho, para receção de correio (que obviamente era distribuído pelos carteiros em horários em que eu estava fora de casa). E então em tudo que chegava, fosse o jornal O Porto, ou cartas e encomendas com remetente contendo símbolos e o nome FC Porto, lá vinha: Armando Pinto - Posto Clínico da Longra… como ao tempo era referido oficialmente o Centro de Saúde da região. E então, quando eu soube que o Armindo o conhecia, imaginei logo como seriam as conversas entre eles…

Pois então o Armindo de Vasconcelos nasceu em terra de Felgueiras, na freguesia de Revinhade (como eu soube depois), com laços familiares também em Margaride, na então vila e hoje cidade de Felgueiras, sede do concelho. Mas desde muito novo demandou outras paragens, tendo ido estudar para Braga. Onde andou na escola Colégio de Montariol. Depois foi para a cidade do Porto, e aí frequentou o Curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Entretanto foi cumprir o serviço militar obrigatório e na tropa rumou a Moçambique, mobilizado que foi para a guerra colonial naquela província do Ultramar então português, já no seu final. E no regresso fixou-se na cidade Invicta seguindo rumo profissional, enquanto ganhou amizades, entre as quais de amigos portistas. E um desses era redator do jornal O Porto. Estava feita a encomenda que traçaria esse destino. Tendo desse modo para o FC Porto contribuído de forma desinteressada, ou seja pro bono, durante vários anos.

Então o Armindo de Vasconcelos foi redator d’ O PORTO, jornal oficial do FC Porto, que serviu mais tarde na função de “Chefe de Redação Interino”, quando o anterior desse lugar, o histórico José Viana, passou para Diretor Interino, à saída do anterior Diretor Interino, Carvalho Couto, que antes também tinha sido Chefe de Redação. Todos esses e outros daqueles de tarimba, como ao longo do tempo, de meu tempo de género correspondente à distância, havia por lá uns Almeida e Sousa, Carvalho Brochado, etc. Sendo os lugares interinos, assim, porque havia nomeações da Direção, por vezes demoradas até à respetiva oficialização. Mas também porque os que trabalhavam (escreviam, faziam reportagens e publicavam) eram mesmo os redatores, depois com funções de nomeação interina, porque os diretores de cadeiras diretivas eram mais de nome que outra coisa.

Desse labor clubista serve de exemplo uma crónica publicada na revista do aniversário do FC Porto, em 1981.

Entretanto, eu deixara de escrever para o jornal no princípio da década de 80, ainda com toda a equipa do jornal em funções, até que tempos depois soube que o Armindo Vasconcelos, mais o José Viana, e outros saíram mais tarde.

= Homem do jornal do Clube presente na vinda do futebolista Jacques Pereira para o FC Porto, em 1981.

Então, passados tempos, depois das mudanças operadas no clube em 1982, saindo toda a gente que antes fazia o jornal O Porto, o Armindo, o Lopes de Almeida e o Viana fundaram um jornal diferente, "O Vento Norte", que foi uma lufada profunda no ambiente regional. Enquanto ele e outros redatores do antigo O Porto passaram a escrever numa outra publicação desportiva periódica, a revista "Bancada".

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Ora, um percurso de vida assim merece uma melhor ordenação curricular. Quão, para acertar o passo, se coloca de fio a pavio:

Nascido a 24 de Fevereiro de 1951, em Revinhade (Felgueiras), cresceu em Meixomil (Paços de Ferreira), frequentou aí a Escola Primária Antero de Figueiredo, tendo sido aluno de um vulto local, o Professor Manuel Vieira Dinis, que lhe incutiu um gosto para a vida: a história e a arqueologia.

Frequentou, então, o Colégio Franciscano de Montariol (Braga), «vindo desse período a definitiva ligação ao portismo, por obra e graça de uma velha glória, o Senhor Hernáni Ferreira da Silva, que vi jogar num amigável com o Braga e que me conquistou pela sua classe, apesar de já estar na parte final da carreira» - como ele conta.

= Como nos filmes, o artista distingue-se sempre pela diferença que marca... 

Seguiram-se dois anos como aluno externo e trabalhador-estudante, frequentando o Colégio Universal no Porto para terminar o curso complementar dos liceus. Ainda como trabalhador-estudante, andou pela Faculdade de Letras, curso de Filologia Românica, corria o ano de 1970.

Numa época em que a guerra colonial era uma espada sobre a cabeça de uma geração, interrompeu o curso e não pediu o terceiro adiamento de incorporação, indo parar a Mafra, ao curso de oficiais milicianos. Minas e armadilhas foi o desafio seguinte, após o qual foi para a Moçambique, já depois do 25 de Abril de 1974, onde participou na descolonização.

No regresso, reencetou uma participação contínua nos diversos palcos do clube. Desde os infantis aos seniores no futebol, acompanhando hóquei em campo e em patins, basquetebol e automobilismo, os fins de semana eram uma barriga cheia de FCP, tantas vezes à boleia.

Em determinada altura, decidiu apresentar uma candidatura ao Jornal O Porto, começando como colaborador, seguindo para redactor, e terminando como Chefe de Redacção Interino, em 1982, altura em que pediu a demissão.

Como memória da bancada, um isqueiro ST Dupont que lhe caiu na cabeça quando Duda marcou o seu primeiro golo num célebre jogo com Manchester United, deixando-o a coçar o sítio do impacto, com o galo a cantar à meia-noite…

Como memória marcada na pele até hoje, um empurrão do João Pinto e do Jaime Magalhães para a água, numa fase final vencida, pensa que de juvenis, em Leiria, com o azarado raspar da canela na beira da piscina.

Ou a dimensão enorme, como portista e como dirigente do basquetebol, do Velho Eduardo Casimiro de Matos Pacheco, com quem partilhou momentos incríveis, sobretudo quando o Professor Jorge Araújo passou pelo clube. Como companheiro de luta, neste enorme espaço portista, o saudoso José Viana, que recorda todos os dias.

Hoje, apenas adepto, doente como sempre, tem assistido à história ímpar do clube, muito mais a partir de Braga, cidade onde se fixou há 17 anos, do que no estádio. Mas não diminuiu esta paixão enorme. O reencontro com antigos colaboradores do jornal do clube foi para si reviver memórias, amizades e um espírito que só se sente, sendo portista.

Para além do jornal do clube, foi colaborador em inúmeros jornais: O Jogo, Notícias da Tarde, Jornal de Notícias, Comércio do Porto, O Primeiro de Janeiro, A Bola, Revista Bancada, e o projecto editorial mais louco do Lopes de Almeida, que também foi colaborador do nosso jornal, O Vento Norte.

Posteriormente, mantendo-se ligado ao desporto, como adepto, ao fim de muitos anos a acompanhar o hóquei e andando ele pelos jornais a escrever sobre muita coisa, mas também de hóquei, foi “empurrado” pelo Prof. Alípio de Oliveira para funções de dirigente dessa modalidade olímpica na respetiva Associação distrital. Tendo começado por vogal, depois secretário, vice-presidente, subindo os degraus na direcção da então Associação de Hóquei do Porto. Para seguidamente ter passado ao organismo superior, tanto que pelo ano 2000 já tinha acumulado dois mandatos como vice-presidente da Federação, executivos liderados pelo Prof. Alípio, um dos maiores dirigentes da modalidade, que foi vice-presidente do COP e liderou a embaixada portuguesa aos jogos olímpicos de Atenas, depois de ter liderado a comitiva aos Jogos Mundiais da Juventude, em Moscovo. Após ter saído de sua anterior função na Federação, no final das contas, o Armindo Vasconcelos correspondeu a mais um apelo, aliás mais pois foi de 2 clubes e do Prof. Alípio. Ora, diante disso que lhe foi dirigido, candidatou-se para presidir à Federação, e, ganhando as eleições, passou a ser Presidente da FPH-Federação Portuguesa de Hóquei (em Campo). Onde deixou sua pegada, ao longo de cinco anos, desde 2017 até 2022, pelo meio incluindo as dificuldades surgidas com o aparecimento da pandemia Covid-19. Deixando contudo uma folha de serviço bem cheia, em objetivos conseguidos.

Já com mais acalmia no dia-a-dia, tem havido oportunidade de nos juntarmos, pertencendo o Armindo Vasconcelos também ao Grupo dos Colaboradores do Jornal O PORTO, como um dos que temos estado em todos os convívios já realizados. 

Desde Sobrado, passando por S. Mamede de Infesta, pelo Porto... e até novamente Sobrado!

Atualmente o Armindo de Vasconcelos escreve num blogue chamado AVENTAR. Mantendo identidade própria, qual icónica forma de misticismo, ele que sempre foi verdadeiro, frontal e direto com sua boa disposição, escrevendo sem papas na língua, da fala escrita. Em estilo com seu quê de algo próprio, em boa forma, de mente sã em corpo são.

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E assim... eis aqui esta homenagem de apreço ao amigo Armindo. Não tanto como inicialmente pensara desenvolver, porque a narrativa se foi alongando e muito ficou por dizer (escrever). Ficando porém a ideia de fazer lembrar gente que em tempos serviu o FC Porto, como no caso. Dando a conhecer antigos colaboradores do jornal O PORTO. Como é este exemplo do Armindo de Vasconcelos. A quem, sendo aniversariante nesta data, remeto aqui por escrito meus Parabéns, com esta prendazita alusiva à nossa amizade pessoal e clubística, de ligação Portista.

Armando Pinto

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Recordação do dia… (em 2009 - antigo blogue "Paixão Pelo Porto")!

 

Uma recordação, de quando comecei a colaborar com um antigo blogue, em 2009 - o "Paixão pelo Porto". Onde de seguida foram publicados diversos artigos meus, assinados com as minhas iniciais A P ou mesmo por Armando Pinto. Os textos eram publicados duas vezes por semana, por norma às quartas e segundas-feiras, salvo exceções conforme houvesse motivos de atualidade, por exemplo. Blogue esse depois extinto em 2013, sem explicações.  Havia eu de permeio tido um blogue meu, também, mas entretanto anulado. E já então tinha o meu ainda atual “Memória Portista”.

De curiosidade interessante os comentários (no fim), como o que me deu depois razão... por quanto eu antes referira que Américo havia sido capitão de equipa do FCP, até ao famigerado jogo do árbitro sportingista "Calado", que o expulsou para então o Sporting poder marcar algum golo... de que precisava. Com um lapso, porém, do comentador, porque Américo esteve emprestado ao Boavista apenas 1 época e anteriormente havia estado 2 épocas sem jogar quando esteve no serviço militar. Coisas que aconteciam sempre mas aos jogadores do FC Porto, durante o regime desportivo BSB e político do Estado Novo.

Armando Pinto

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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE FEVEREIRO DE 2009

A «foto do dia» - Américo

O amigo Armando Pinto teve a gentileza de me enviar esta foto (e uma lista com troféus e distinções individuais) do 'enlameado' Américo (se alguém souber quem foi o fotógrafo que captou este belo momento, faça favor de acrescentar).
Se não conhecêssemos o Américo, bastaria esta imagem para logo o considerarmos um ícone do FC Porto dos anos 60. Os mais velhos garantem que foi, a par de Vítor Baía, o melhor guarda-redes que passou pelo FC Porto em toda a história do clube.
Foi pena ter representado o FC Porto naquele período difícil em que o clube tinha enormes dificuldades para vencer uma prova nacional. Infelizmente, a história acaba sempre por reconhecer com mais frequêcia os que ficaram ligados às vitórias, como Vítor Baía ficou, e esquecer os que defenderam o clube em momentos delicados, como Américo defendeu.
Américo chegou ao FC Porto no início da década de 50 (salvo erro em 1950/51), ainda com a idade de júnior. Contudo, e já depois de passar a sénior, teve grandes dificuldades em garantir a titularidade, pois teve a infelicidade de disputar o lugar com outros dois «monstros» da baliza portista, Pinho e Acúrcio. A sua promoção à titularidade, no início da década de 60, coincidiu com o célebre período (interrompido pela conquista da Taça de Portugal, em 1967/68) de vários anos que o FC Porto passou sem vencer o campeonato e a Taça de Portugal. Apesar de só ter visto o seu nome ficar ligado à conquista da Taça de Portugal, em 1967/68, Américo seria reconhecido com outros troféus e distinções individuais: "Baliza de Prata", galardão da então Agência Portuguesa de Revistas; "Prémio A Bola/Somelos Helanca"; "Òscar da Quinzena", da RTP; "Troféu Pinga", do FC Porto (antecessor do "Dragão de Ouro); "O Melhor do Ano" (1966 - eleição do programa «Escolha o seu ídolo»); e "Melhor Desportista do Ano" (1967) d' O Norte Desportivo.

3 comentários:

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


Comungamos do agradecimento ao amigo Armando Pinto.

Foto feliz, sem dúvida.

Foi publicada no «Norte Desportivo»
de 5ª feira seguinte ao jôgo.

Reproduzida, posteriormente, no
«Idolos do Desporto» dedicado a Américo, que possuímos... autogra- fado.

Jôgo com o Benfica de 1963/64, empatado 1-1 (no saudoso Estádio das Antas)

Foi um autêntico «duelo» Américo-Eusébio, sob chuva torrencial.

E, de facto (amigo Armando Pinto) lá está a braçadeira de capitão, condução (quási) única em Américo.

Dia, jornada, constituição das equipas, vamos «investigar» e depois diremos.

Paulo Moreira disse...

aí esta uma excelente foto.

Parabéns pelo post

Anónimo disse...

Amigo Ricardo Vara:


Enquanto não «investigamos» aqui vão umas reflexões:

- Faltou dizer que o Américo foi campeão nacional (1958/59 - fez um jôgo) sendo o terceiro guarda re- des, atrás do Acúrsio e do Pinho;

- Faltou dizer que fez duas épocas no Boavista (emprestado - 1955/57);

Sobre

«... Os mais velhos (garantirem) que foi, a par de Vítor Baía, o melhor guarda-redes que passou pelo FC Porto em toda a história do clube ...»


Achamos de uma tremenda injustiça porque, apesar de só termos visto do Barrigana para cá, a história do Clube conta as façanhas de ou- tros grandes guarda-redes, e se ca-lhar, com justo destaque para o eterno SISKA, esse sim, teria sido o maior de todos.

O Vitor Baía, é o de maior currícu-lum e... dos maiores.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

José da Cunha: Literário do Grupo dos Colaboradores do jornal O PORTO

  

Em maré de aniversários de confrades colaboradores do antigo jornal O PORTO, calha nesta data ser aniversariante mais um, o amigo José Cunha. Também em tempos jornalista e atualmente escritor com obra publicada. Enquanto a nível portista é autor de um livro ainda recente  “Memórias de um Dragão”. 

José da Cunha, amigo correligionário Portista que em tempos foi colaborador do jornal O Porto, antigo órgão informativo oficial do Futebol Clube do Porto; e, além de jornalista nalguns órgãos de comunicação nacional, também escritor com alguns livros  publicados, de contos, romances e memórias, entre os quais o referido livro que enriqueceu a literatura de teor portista. Cuja apresentação, no passado mês de maio (de 2025), versou temas do mundo dragão, desde notas do historial, até recordações extensivas.

Ora, José da Cunha, antigo jornalista e atualmente escritor, teve percurso no jornalismo passado pelo jornal O Porto, como por alguns jornais e revistas de âmbito nacional e áreas diversas; a ainda na área radiofónica. Ao passo que como escritor tem já diversos livros publicados, tais como: “Contos sem Amarras”, “Fintou o Destino” e “E Tudo o Vento Mudou”. Um de contos e dois romances. Mais o referido e ainda recente de “Memórias de um Dragão”, com memórias de sua ligação ao FC Porto, como portista, antigo colaborador do jornal O Porto, ex-órgão oficial informativo e historiador do Clube. 

Ao José da Cunha, além da ligação sentimental portista, une também fazermos parte do grupo de amigos formado por antigos colaboradores do jornal O Porto, outrora órgão oficial do FC Porto, em cujo âmbito temos reunido através da organização de nosso Encontro de Colaboradores do Jornal O PORTO, num amplo formato de almoço de convívio, quão tem sido em duas vezes por ano. Num bom grupo de sobreviventes, ainda, que conseguimos formar equipa, pelo número que chega e passa de uma equipa de futebol clássico, mais pela sintonia à mesa e fora dela. 

Como Curriculum Vitae pode ser acrescentado:

José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e vive na cidade do Porto desde os 16 anos. Aos 19 anos ingressou na Força Aérea como voluntário, com o objetivo de evitar a sua participação em confrontos armados em caso de mobilização para a guerra do Ultramar. No entanto, devido a uma desobediência de cariz administrativo, foi obrigado a desertar da Base Aérea da Ota, após um ato libertário e de insubordinação que lhe valeu alguns dias de prisão, a expulsão da Força Aérea e a quase certa mobilização, no âmbito do serviço militar obrigatório, para um teatro da guerra colonial. Para fugir a tal inevitabilidade, foi a salto para França, donde viria a regressar mais tarde. A Revolução de Abril de 1974 marcou a sua vida, a ele, que se considera incapaz de respirar sem liberdade. De religião não precisa, pelo que não segue nenhum credo.

Gosta de ler e escrever, de comunicar e de viajar, de praticar desporto e de criar amizades sinceras para toda a vida. O conceito família é-lhe também muito caro.

Como cidadão empenhado, foi presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e deputado na Assembleia Municipal do Porto.

Apresentou trabalhos como autodidata em diversas exposições coletivas de Pintura e Escultura. No jornalismo, escreveu, entre outros, para os jornais O Porto, O Norte Desportivo, Primeiro de Janeiro, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias, revista Bancada (em que foi chefe de redação), Jornal Lagoa Transmontana (que fundou e foi seu diretor), mais Rádio Placard (Porto).

Além de suas ligações afetivas, de naturalidade e residência, a Gondomar e Porto, tem também ligações pessoais e familiares a Lagoa (aldeia do Nordeste Transmontano, de onde sua esposa é natural, do concelho de Macedo de Cavaleiros), onde costuma passar férias retemperadoras, e até já apresentou publicamente seus livros, também.

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Ora, a ocasião é assim propícia para lembrar mais um homem de letras de ligação portista. De modo a recordar, a quem em tempos leu o jornal O Porto e ia lendo os nomes dos autores dos textos, tal como aos mais novos dar a conhecer, alguns dos colaboradores do entretanto extinto jornal O PORTO, que eram totalmente graciosos, escrevendo para o jornal do Clube sem nada receberem, apenas querendo dessa maneira servir o FC Porto. 

Pois, assim sendo, aqui fica este registo como homenagem na data de seu aniversário. Com um abraço de Parabéns e votos de Feliz Aniversário. Ao amigo Cunha, sem precisar de meter cunha para o nosso conhecimento.

Armando Pinto

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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Homenagem a Luís César: Bi-Dragão de Ouro!

 

Luís César Rodrigues Teixeira, de seu nome completo, nasceu no Porto, na freguesia de Santo Ildefonso, a 21 de fevereiro de 1944. Depois viveu em Santa Cruz da Trapa, perto das Termas de S. Pedro do Sul, de onde ainda jovenzinho foi viver para cidade do Porto. Atualmente reside em Santa Cruz da Trapa-Viseu e Porto, em diferentes períodos de tempo.

Luís César: antigo secretário-técnico do departamento de futebol do FC Porto e mais tarde diretor do departamento de futebol do FC Porto futebol SAD.

Antigo jogador de Rugby (Râguebi) no FC Porto, quando o Clube teve prática dessa modalidade, nos princípios da década dos anos 60. Depois jornalista, diretor da secção desportiva do histórico jornal O Comércio do Porto, como entretanto esteve na formação de um chamado “Jornal do Desporto”. Fez relatos de futebol e de hóquei em patins no Quadrante Norte dos Emissores do Norte Reunidos, bem como colaborou nos jornais O Norte Desportivo e O Porto. Entretanto integrou os quadros da revista Equipa e colaborou também com a coleção da (nova) revista Ídolos-Desporto. Entre outras mais publicações. Também dirigiu as Tardes Desportivas na Renascença. E foi ainda vice-presidente do Orfeão da Foz do Douro e secretário da Associação de Futebol do Porto, assim como também presidente da Federação Portuguesa de Voleibol. Até que ingressou na estrutura do FC Porto. Mais recentemente foi ainda colaborador da revista Dragões.

De seus tempos de Secretário-Técnico do futebol portista é uma entrevista que deu à revista “Chuto”, em 1979 (que para aqui se transpõe, digitalizada. Com uns riscos que foram colocados quando em 2012 esse revista foi por mim emprestada ao Museu do FC Porto, tendo aí sido feita a imagem da sua capa que consta no mesmo museu do FC Porto, inaugurado em 2013):

Esteve ao serviço do FC Porto no futebol desde 1976/77, com um interregno depois do “verão quente das Antas”, em que num curto período esteve nas mesmas funções no Belenenses. Regressou depois ao clube em 1982 e manteve-se em funções até sua aposentação, em 2008. Era um funcionário polivalente, sendo considerado enciclopédico nesse mister. Segundo opinião geral, era elemento destacável pela organização e capacidade de trabalho, com método organizativo apreciável. Recebeu em 1995 o galardão do clube “Dragão de Ouro de Funcionário do Ano”; e em 2016 outro, o “Dragão de Ouro de Recordação do Ano”.

- Outorga do Dragão de Ouro de 1995, entregue no princípio de 1996.

Após sua reforma, além de continuar como colecionador de histórias, que vai anotando nas suas agendas com acontecimentos desportivos e efemérides, bem como se mantém conservador de recordações alusivas ao FC Porto, mais das viagens, ofertas de clubes e de dirigentes, livros, revistas e fotografias que marcaram o clube, assim como camisolas, medalhas, taças, galhardetes, botões de punho, garrafas comemorativas, e outros objetos de memorização azul e branca... por fim regressou aos locais de infância, havendo voltado a Santa Cruz da Trapa. E aí, em sua casa, guarda todas essas lembranças museológicas e afetivas.

- Entrega do Dragão de Ouro de 2016.

Atualmente vive entre o Porto (no Inverno) e em Santa Cruz da Trapa entre Abril e Outubro. Ali instalou a sua CASA DE MEMÓRIAS, em Santa Cruz da Trapa, onde tem residência e uma unidade hoteleira, a Quinta do Pendão, distante cerca de duas dezenas de quilómetros de Viseu.

Luís César faz parte também do grupo de Colaboradores do antigo jornal O Porto que se tem reunido em encontros de confraternização, como nos temos encontrado nesse convívio que para já está a acontecer duas vezes por ano.

Ora, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento (quando são escritas e publicadas estas anotações), enviando também por este meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, é assim feita esta simples mas sincera homenagem de apreço, que o amigo senhor Luís César merece, neste espaço de Memória Portista.   

Armando Pinto

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

De vez em quando - uma lembrança… Quando o então ex-treinador do FC Porto André Villas-Boas visitou o Museu FC Porto By BMG em 2014 e a revista Dragões registou o ato.

 

À distância e perante as transformações entretanto ocorridas, é interessante relembrar o caso da primeira visita oficial do antigo treinador portista ao Museu FC Porto By BMG. O Museu do Clube que havia sido inaugurado em 2013 e ele visitara a nível particular, com seus sobrinhos, anteriormente. Mas dessa vez foi em caráter oficial, mais institucional, no âmbito duma ação de solidariedade. Estando ao tempo ele numa pausa de sua função de treinador da equipa do Zenit, por paragem de inverno do campeonato russo. Recordando então o inesquecível feito alcançado em 2010/2011 com as vitórias do FC Porto na Supertaça Portuguesa, mais Campeonato da Liga Portuguesa, Taça de Portugal e Liga Europa. Como deu conta a revista Dragões, em sua edição de DEZEMBRO DE 2014 e agora aqui se recorda, pela curiosidade e apreço.


Armando Pinto

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Lembrando Yustrich: a propósito da passagem da efeméride de seu falecimento, em 1990

A 16 de fevereiro de 1990 faleceu Yustrich, célebre treinador brasileiro que foi dos mais carismáticos e polémicos condutores de homens do futebol do FC Porto de que há memória. Então, nesse dia morreu Dorival Knippel "Yustrich", o homem que conduziu o FC Porto à primeira "Dobradinha", em 1956. O timoneiro do futebol portista responsável pela conquista do Campeonato e da Taça de Portugal em 1955/56, treinador que popularmente ficou conhecido como “Ustric” (em simplificação de seu apelido "Yustrich"). Apelido esse que ele tinha ganho antes, devido às parecenças físicas com um antigo guarda-redes do Boca Juniors e era uma lenda do Clube com quem partilhava o dia de aniversário - pois nasceu a 28 de setembro de 1917 no sudeste brasileiro e fez carreira entre os postes do Flamengo, do Vasco da Gama e do América. Ora, ele na década de 50 trocou desde o Brasil o banco do Atlético Mineiro pelo português das Antas e em Portugal alcançou um feito inédito que só viria a repetir-se mais de 30 anos depois, quão foi de conquistar a dobradinha das vitórias do Campeonato Nacional português e Taça de Portugal na mesma época, em 1955/56. Acabando por sair de seguida, por ter feito trinta por uma linha à Direção na deslocação ao Brasil e Venezuela, durante a digressão que o FC Porto fez como Campeão Nacional de 1956, para o Mundialito realizado com os campeões ibéricos e sul-americanos, à época.

Isso na primeira temporada em que Yustrich esteve no Porto. Enquanto depois, de despedido e readmitido por pressão da opinião pública versus campanha de adeptos, mais tarde, na segunda nem Campeonato nem Taça. Porque no Campeonato a sua teimosia e agressividade perante alguns jogadores fez com que o FC Porto perdesse o título em 1957/58 e depois nem à final da Taça foi, que o FC Porto ganhou em 1958 já com outro treinador.

Desses factos, junta-se o que foi e está publicado no livro “100 figuras do futebol português”, edição do jornal A Bola, de publicação em fascículos ao correr de 1996.



E ainda da “Enciclopédia do Desporto”, volume 15, a ficha respetiva entrada nessa edição Quidnovi, em publicação de 2003.

Armando Pinto

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NOTA: Para uma mais ampla visão sobre Yustrich, reveja-se o que anteriormente foi publicado neste blogue, (clicando) em

https://memoriaporto.blogspot.com/2022/07/efemeride-da-assinatura-do-contrato-de.html

e

https://memoriaporto.blogspot.com/2024/10/recordando-homenagem-yustrich-em.html

AP