Por estes dias quentes de finais de JULHO, em que no calor do interesse portista vem à lembrança o aniversário natalício do primeiro fenónemo da Madeira, como foi Artur de Sousa "Pinga"; e como anda na ordem do dia o tema do FC Porto ser o clube com mais títulos oficiais de futebol sénior, contra a campanha dos que querem associar ao Benfica títulos não oficiais; acrescido do facto de por estes dias haver um artigo publicado sobre uma taça não oficial do FC Porto, cujo trofeu está invisível às gerações presentes, não se podendo ver na atualidade, por assim dizer (porque em tempos desapareceu do museu e do património portista, fosse quando e como fosse)... convém frisar que, embora não contando entre títulos oficiais, esse título e a taça respetiva existiram mesmo e constam dos dados históricos conhecidos. Isto porque a imagem do FC Porto tem de sempre ser salvaguardada e entre nós portistas não há invenções, nem taças de cartões. Muito menos se juntam taças não oficiais, tanto desta primeira Taça Ibérica, de 1935, como da segunda de 1947 (havendo desta mesmo o troféu correspondente e patente no Museu do FC Porto). Vindo a propósito relembrar a existência dessa 1.ª Taça Ibérica porque foi ganha no tempo do Pinga e porque a imagem do FC Porto tem de ser defendida justificadamente. Como, por exemplo, está referido até num livro publicado pelo jornal A Bola e mais recentemente também na revista Dragões.
Memória Portista
Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.
A. P.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Na calha do aniversário de Pinga: Uma taça desaparecida mas que existiu... a Taça Ibérica de 1935 - a primeira das duas realizadas competições não oficiais entre os campeões de Portugal e Espanha.
Aniversário do nascimento de Pinga, o célebre Artur de Sousa “Pinga”…!
30 de julho - data que foi e é do aniversário natalício de
Artur de Sousa “PINGA”, nascido em 1909 nesse dia que foi numa sexta-feira.
Sendo desde então esse o dia celebrativo de seu nascimento, acontecido na ilha
da Madeira, na cidade do Funchal, onde tem uma rua com seu nome. Esse astro do
mundo do futebol dos anos 30 e 40, que (como lembra o jornalista António Simões)
«Cândido de Oliveira considerou-o o melhor jogador português da primeira metade
do século 20 e só a custo companheiro pôs Eusébio a seu nível…»
(«...Algures por 1945 (com ele a caminho do adeus), numa das primeiras edições de A BOLA, Cândido de Oliveira escreveu artigo a vacilar na dúvida sobre se o Melhor Jogador Português de Todos os Tempos era Artur José Pereira ou era Pinga – e escolheu Pinga. E, estando-se já em 1984, Carlos Nunes (seu companheiro no FC Porto) afiançou-o a Carlos Pinhão (numa entrevista em A BOLA):
— Nunca houve outro jogador como Pinga!
Pinhão, intrigado, retorquiu-lhe:
— Nem Eusébio?
e Carlos Nunes condescendeu (mas só um pouquinho…):
— Bom, na verdade, comparável ao Pinga só mesmo o Eusébio. Houve e há outros grandes jogadores, como o Tamanqueiro e o Carlos Alves, dos meus tempos, como agora o Chalana, mas o Pinga e o Eusébio foram apenas foras-de-série. Eu jogava ao lado dele, mas, às vezes, até me dava vontade de parar a admirá-lo. Nunca vi um jogador assim, a dominar a bola em velocidade, a dominar para a frente e sempre com a bola controlada. Era esse o seu segredo, a sua técnica. Quando arrancava assim ou passava mesmo ou era falta, só em falta podia ser parado
e, depois, sobre tudo isso, Pinga ainda tinha um drible que era magia, um remate que era pólvora. E tinha mais, também, fora das quatro linhas – e foi à conversa com Carlos Pinhão que Carlos Nunes soltou de si outra confidência:
— Era uma personagem fantástica, o senhor Cândido. Quando esteve preso pela PIDE, antes de o mandarem para o Tarrafal, eu e o Pinga chegámos a ir vê-lo a Caxias, por influência do capitão Maia Loureiro. Ficámos muito impressionados, estava numa cela miserável. Depois, quando o senhor Cândido veio treinar o FC Porto, já nos anos 50, foi buscar o Pinga para seu adjunto, por aquele sentimentalismo que nunca perdia. Quis fazer-lhe bem, talvez lhe fizesse mal, o Pinga tinha pouco jeito, bebia muita cerveja e morreu novo, daquela terrível doença no fígado…
… morreu a 12 de julho de 1963, quando o FC Porto o tinha posto a tratar da sua Escola de Jogadores.»)
Mais conhecido por Pinga, o cidadão Artur de Sousa, madeirense
que depois faleceu no Porto no dia 12 de Julho de 1963, com 56 anos e a poucos
dias de completar 57 no mesmo mês, estando sepultado no Mausoléu do Futebol Cube
do Porto, no cemitério de Agramonte, campo santo junto à rotunda da Boavista, na
cidade do Porto, é assim um dos símbolos portistas e grande nome do futebol
português que é constante recordação.
Tal como aqui, neste blogue, se têm sucedido artigos em sua
memória, como se pode recordar por alguns dos diversos exemplos (clicando) em:
- https://memoriaporto.blogspot.com/2021/07/112-anos-do-nascimento-de-artur-pinga.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2015/11/recordando-pinga-proposito-da-efemeride.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2025/12/efemeride-do-golo-200-de-pinga-em.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2022/12/quando-pinga-foi-tentado-com-um.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2020/06/selo-do-pinga-no-porto-nos-museus-do-fc.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2023/07/efemeride-despedida-de-pinga-como.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2023/07/homenagem-pinga-na-passagem-de-60-anos.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2015/11/do-trofeu-pinga-ao-dragao-de-ouro.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2022/12/efemeride-memoravel-gala-de-entrega-dos.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2022/07/efemeride-falecimento-de-pinga-12-de.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2019/07/efemeride-do-falecimento-de-artur-de.html
- https://memoriaporto.blogspot.com/2025/07/exposicao-temporaria-artur-sousa-pinga.html
Armando Pinto
terça-feira, 28 de julho de 2026
60.º aniversário do final da participação portuguesa no Mundial de futebol de 1966 - do 3.º lugar em Inglaterra contra a URSS - Com FESTA a titular e AMÉRICO e PINTO não utilizados… entre os "Magriços"!
A 28 de JULHO de 1966 a Seleção Portuguesa disputou o último
jogo da participação no Campeonato Mundial de futebol, diante da Rússia para
atribuição do 3.º e 4º lugares. Defrontando então a URSS, a União Soviética
(que era mais conhecida por Rússia, embora essa fosse a mais conhecida das
repúblicas que compunham ao tempo a chamada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas).
Depois de no anterior dia 26 a Seleção Portuguesa ter sido afastada da final ao
ter perdido na meia-final com a Inglaterra, por 2-1, por fim jogou também no
estádio do Wembley o chamado jogo de consolação, com a URSS, tendo vencido por 2-1 e desse
modo ficado com o 3.º lugar da classificação final. Com Festa em campo, tendo sido mesmo dele o centro de que resultou o 1.º golo do jogo, marcado por Torres (sendo o 2.º de penalti, apontado por Eusébio). Encerrando-se assim a campanha dos "Magriços" de 1966, como foram chamados os componentes da embaixada portuguesa dessa fase final do Campeonato do Mundo de Seleções.
Festa fez 3 jogos dos 6 que a seleção da camisola das quinas disputou nesse Mundial, ao passo que o guarda-redes Américo, que até tinha a camisola n.º1 dos 22 Magriços, e durante a época havia recebido prémios oficiais por seu valor, foi posto de lado para jogar José Pereira do Belenenses, de modo a que a presidência do Belenenses tivesse melhor representação por junto com Vicente... E Custódio Pinto idem aspas, ele que até era polivalente, também ficou no banco para jogarem médios e atacantes de Sporting e Benfica... Tudo na linha BSB. Com o cúmulo do único utilizado sem ser do sistema, ou seja de Benfica, Sporting e Belenenses, de Lisboa, e além do único do FC Porto que teve essa possibilidade, haver sido um do Vitória de Setúbal, Jaime Graça, porque então estava já adquirido pelo Benfica).
(Festa foi agraciado com uma medalha por ter jogado, como os restantes utilizados, e depois também outra com que foram agraciados todos os que incluíram o lote dos 22 Magriços, mais os que haviam participado em jogos da fase de apuramento, entre os quais esteve também o defesa portista Miguel Arcanjo, que entretanto já terminara a carreira.)
Curiosamente, no último jogo de preparação, antecedente à ida para Inglaterra, tinham jogado os 3 do FC Porto no Portugal-Roménia que a Seleção portuguesa venceu por 1-0, com Américo em destaque, a pontos de lhe terem atribuído o n.º1 das camisolas. Só que depois outros interesses contaram mais.
Eram os três de tal modo distintos que conseguiram ter lugar nos livros da famosa "Coleção Ídolos do Desporto", em grande maioria dedicados a atletas de Benfica, Sporting e Belenenses, não só de futebol mas também de várias modalidades, enquanto do FC Porto poucos futebolistas foram incluídos e de outros desportos só 2 ciclistas constaram na coleção. Mas a Américo e Pinto foram dedicados 2 livros, com intervalos de alguns anos entre um e outro... o que foi sintomático.
Foi assim Alberto Festa, como único que teve possibilidades de jogar, o Grão Magriço do FC Porto nessa saga duma das lanças portistas no tempo do sistema BSB...!
= Américo e Pinto, na caravama dos 22 selecionados...
Faz agora 60 anos, em 2026, que isso se passou em 1966.
Armando Pinto
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segunda-feira, 27 de julho de 2026
Lembrando... o ingresso do avançado brasileiro DJALMA no FC Porto - em JULHO de 1966.
Em tempo de transferências do mundo do futebol, no período inicial
de nova época desportiva, vem a toque de bola lembrar uma transferência
ocorrida com uma aquisição feita pelo FC Porto, enquanto decorria o Mundial de
futebol de 1966, em Inglaterra, com a seleção portuguesa a passar a fase em que
o selecionador Luz Afonso e o treinador Otto Glória erraram em deixar a baliza
da equipa das quinas à mercê dos ingleses - mas isso é outra história, aqui
apenas aflorada como enquadramento no tempo. Interessando que nesse ínterim o
FC Porto por cá ia procurando fazer pela vida para a nova época, sem contar com
o que na Velha Albion se passava na equipa com as camisolas portuguesas, apenas
incluindo do FC Porto o defesa Festa, que conseguiu furar a linha BSB, do
regime presidencial de Benfica, Sporting e Belenenses (com a baliza a ter
ficado escancarada diante da Coreia, valendo a reviravolta acontecida, mas
depois já com resultado negativo à frente da seleção inglesa de Charlton e C.ª)…
Então, a 27 de JULHO, em 1966, foi noticiada a transferência
de Djalma, brasileiro que na anterior época de 1965/66 dera nas vistas na linha
avançada do Vitória de Guimarães e se salientara como goleador, levando a que o
FC Porto o adquirisse para reforço da época de 1966/67. Numa transferência que se
revestiu de contrapartidas, envolvendo idas para o Guimarães do defesa Joaquim
Jorge e do avançado Lázaro, além da soma de dinheiro da parte do contrato.
Ao tempo o setor atacante do FC Porto estava enfraquecido,
apenas contando com o avançado-centro Manuel António, adquirido na temporada
anterior à Académica, mas sem confirmar o valor que demonstrara anteriormente com
o equipamento preto da academia coimbrã, acrescido do outro avançado, o “ponta
de lança” Amaury, ter regressado ao Brasil.
O caso é assim referido no livro do jornal A Bola, “História
de 50 anos do Desporto Português”:
Tal como no livrinho da “Coleção Ídolos do Desporto”,
dedicado ao Djalma, está pormenorizada a transferência:
Djalma teve depois grande influência na boa campanha da equipa
portista de 1966/67 a 1968/69, tendo tido ponto alto com a conquista da Taça de
Portugal em 1968, para cuja ida à final contribuiu com 4 golos marcados ao Benfica
nos dois jogos da meia-final (empate 2-2 na Luz com 2 golos seus e vitória nas
Antas por 3-0 com mais 2 dele e 1 de Pavão), bem como na final foi ele que marcou
o canto de que resultou o golo da vitória, por 2-1 sobre o Vitória de
Setúbal.
Ganhou fama, a par com os dotes de goleador, com sua maneira
de responder às agressões dos adversários. Tendo, depois de o FC Porto ter
perdido o Campeonato de 1968/69 por casos internos na parte final, sem ele ter
estado envolvido, entenda-se, saído para o Belenenses em 1969/70.
Armando Pinto
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domingo, 26 de julho de 2026
V Encontro de Colaboradores do antigo jornal O Porto
- 25 de julho/2026 - Realizado mais um Encontro do Grupo de
Colaboradores do antigo jornal O Porto, o quinto desde que se criou um grupo
para o efeito, contando com antigos colaboradores do antigo órgão jornalístico oficial
do FC Porto, entre os que se tem conhecimento de ainda estarem vivos. Contando
com os que escreveram no jornal e dois convidados, um como filho de um antigo membro
do jornal e outro como colecionador de jornais O Porto.
Estiveram então presentes 9 (indicando por ordem alfabética):
Amílcar Mendes, Armando Pinto, Armindo Vasconcelos, Carvalho Brochado, Carvalho
Couto, Domingos António Cabral, Gomes da Rocha, José Amaro Viana e Paulo Jorge
Oliveira. Não puderam estar presentes desta feita 4 dos elementos do grupo, dois
por motivos de sua vida particular e os outros dois por estarem em recuperação
de casos clínicos, que foram lembrados e a quem se deseja bom restabelecimento.
Foram distribuídas pelos presentes duas ofertas: um íman
turístico (conhecido popularmente por íman de frigorífico) alusivo à região do
ofertante, Amílcar Mendes; e exemplares da “Revista da Maia”, que tem um artigo
do aqui também autor deste blogue ("Ligações históricas entre o Futebol Clube do
Porto e a Maia”), por, embora felgueirense, ter sido convidado a fazer essa
crónica historiadora respeitante ao respetivo concelho maiato. Tendo também o autor
deste apontamento sido portador da oferta de um porta-chaves enviado pelo Telmo
Esteves para o antigo chefe de redação e diretor interino Carvalho Couto.
Do mesmo encontro - para memória, sendo este espaço de
memória portista - regista-se as presenças à mesa de convívio, e uma foto de
grupo, no final.
Como nota final, o autor agradece ao amigo Armindo a boleia
prestada, para como sempre ter podido estar presente.
Armando Pinto
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quinta-feira, 23 de julho de 2026
Artigo “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia” na "Revista da Maia 2026 - Revista Cultural da Câmara Municipal da Maia"!
Na anual publicação de uma revista cultural da Câmara
Municipal da Maia, este ano intitulada “Revista da Maia 2026”, de seu ano XI, consta um artigo
escrito aqui pelo autor deste blogue, em género de crónica ou pequeno memorial, a
historiar resumidamente algumas das “Ligações Históricas entre o Futebol Clube
do Porto e a Maia”. Sendo essa revista, algo interessante e como não há muitos municípios a
fazer e ter, prestando missão dum bom repositório de recolha de memórias e curiosidades
identificativas das terras e gentes do Concelho da Maia. E como tal a ligação
desportiva de cariz portista tem razão de ser, tendo mesmo muita história.
= O editor da revista com o autor deste artigo em equação - onde foi escrito o texto...
Para se perceber melhor o contexto, como se diz, atente-se
numa crónica publicada no jornal “maiahoje”, em sua edição do passado dia 17.
Obviamente a mesma publicação abarca diversos e variados assuntos,
incluindo ser dedicada a alguém que foi importante precisamente na historiografia
maiata, o entretanto falecido senhor que foi inclusive principal dinamizador,
mentor intelectual e editor fundador da mesma revista, o Dr. José Augusto Maia
Marques, que por sinal foi um grande portista. Sendo por meio do atual editor
da mesma revista, o historiador Rui Teles de Menezes, também portista dos bons, que o artigo pessoal teve
razão de existir. Estando na revista desde a página 80 até à 101 - como se pode
vislumbrar, aqui e agora, por imagens relativas à publicação, em modo de
captação fotográfica, para obviar de digitalizar essa totalidade de folhas.
Armando Pinto
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