A 16 de JULHO, em 1983, a equipa principal de hóquei em
patins do FC Porto deslocou-se ao Pavilhão da Luz para a decisão da Taça das Taças
da Europa, em jogo da 2.ª mão da final, após empate registado no Porto. E no
pavilhão benfiquista teve então lugar emotiva final, decidida por fim na
marcação de grandes penalidades, após empates registados no tempo regulamentar
e no prolongamento. Tendo no fim o FC Porto conquistado a Taça das Taças, pela
segunda vez, renovando assim frente ao Benfica o título que na temporada
anterior havia sido alcançado frente ao Sporting.
Nesse jogo decisivo, no pavilhão da Luz, o FC Porto teve de recuperar
de desvantagem que durante o jogo a equipa do Benfica havia conseguido, levando
para o prolongamento o encontro empatado. Tendo no tempo complementar ambas as
equipas marcado mais um golo de modo que continuou tudo igual e obrigou a ir
aos penaltis de desempate. Até que, na série de cinco penaltis para cada um dos
contendores, o guarda-redes Domingos defendeu tudo, enquanto o FC Porto teve um
penalti marcado, por Vítor Bruno. Vencendo a contenda a equipa portista, com o
treinador Vladimiro Brandão a comandar a partir do banco e com decisivas
prestações de Domingos e Vítor Bruno na hora das maiores decisões, a complementar
a boa exibição de toda a equipa durante o muito tempo jogado.
Repetia assim a equipa azul e branca o triunfo na Taça das Taças, depois
de em 1982, ainda sob efeito do trabalho da reformulação empreendida por Sampaio
Mota, ter sido conseguida a primeira conquista, já no início da presidência de
Pinto da Costa e no seguimento do trabalho iniciado na presidência anterior do
Dr. Américo de Sá, sendo treinador João Brito; culminando depois em 1983 com esse
repetido triunfo europeu, em plena era de Ilídio Pinto, a juntar nessa mesma época aos
troféus do Campeonato Nacional e da Taça de Portugal também ganhos pelo FC
Porto, já com Vladimiro Brandão a treinador.
Armando Pinto
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