Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Objeto do Mês" de ABRIL: Caldeirão R C Celta de Vigo – oferta recebida pelo FC Porto num amigável FC Porto-Celta, em 1958 – com associação a algo pessoal de ligação portista…!

Na já habitual colocação pública de um objeto das reservas do Museu do FC Porto em exposição mensal, no espaço livre de passagem entre o museu e a loja do Dragão, está este mês de ABRIL de 2026 exposto no mesmo átrio, vulgarmente conhecido por Hall do Museu, um simbólico objeto típico da Galiza, representando o caldeirão da cultura galega-céltica. Tratando-se do “Caldeirão RC Celta de Vigo”, de oferta recebida pelo FC Porto num amigável FC Porto-Celta de Vigo realizado no princípio do ano de 1958. 

Houve então, logo a 1 de janeiro desse ano, a disputa de um encontro particular de cariz festivo no estádio das Antas, em pleno Dia de Ano Novo, entre as equipas principais do Futebol Clube do Porto e do Real Club Celta de Vigo, terminado com um empate simpático de 1-1. Tendo no final desse jogo havido um convívio entre as representações dos dois clubes, celebrado também com trocas de lembranças, havendo sido oferecido pelo presidente daquele clube da região irmã da Galiza um pequeno caldeirão de ferro, com o emblema do clube galego e em letras gravadas o respetivo nome do mesmo clube. Ficando assim como lembrança, na troca de gestos de cortesia, do Presidente António Herrero ao homólogo portista Dr. Paulo Pombo, essa peça que assinala o momento, com tal simbólico objeto.

Ora, esse caldeirão típico da região galega, em materiais diversos, é extensivamente um objeto algo simbólico que em tempos, pelo menos, costumava servir de recordação de visitas à região circundante de Vigo até Santiago de Compostela. Como pessoalmente ficou um exemplo, duma visita excursionista a Compostela em 1973, em que eu trouxe como recordação um caldeirão desses, de material mais leve, obviamente, e com decoração algo folclórica. 

Cuja função decorativa, do artefacto singelo, ficou a assinalar a lembrança desse passeio em tal momento de carácter particular. Com extensivo significado, no caso, por ter sido em 1973, no ano em que entrei para sócio do FC Porto.

Armando Pinto

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

Efeméride: 1.º jogo da Seleção Nacional de Juniores de futebol - com representantes do FC Porto: 2 titulares e 2 suplentes, sendo do FC Porto ambos os guarda-redes e o marcador do golo do empate final - em 1954!

A 2 de abril de 1954 deu-se a estreia da Seleção Nacional de Juniores de futebol em jogos oficiais. Cujo jogo inicial foi então disputado na Alemanha, para o Torneio Internacional de Juniores da FIFA, diante da Irlanda, terminado com um empate de 2-2.

Nessa Seleção o FC Porto esteve representado pelos dois guarda-redes, o titular e o que ficou a suplente, Roldão e Norberto, respetivamente. Mais pelo defesa Amorim, que não alinhou nesse primeiro jogo, e por Fernando Ferreira (conhecido por “Ferreirinha”), que foi titular e marcou 1 golo na estreia.

= Os dois guarda-redes: à esquerda da imagem, Roldão; e à direita, Norberto.

Antes, quando a Seleção se preparava para esse Europeu da categoria, foi no destacável “Desportos do Cavaleiro Andante”, suplemento do jornal Mundo Desportivo, feita uma apresentação da mesma Seleção, contendo na capa os dois guarda-redes, como caso raro, e numa página do seu interior a referência ao facto dos 2 guarda-redes serem do mesmo clube, FC Porto, informando mais a constituição de todo o plantel da Seleção que esteve nos treinos de preparação - conforme se dá à estampa, como amostra.

Curioso o caso de no destaque dado a um jogador da CUF ser referido, na publicação, que tal defesa da equipa do Barreiro seria bem visto no Sporting… Tendo então a Seleção sido formada por 4 jogadores do FC Porto, 4 do Belenenses, 3 do Benfica, 2 do Sporting, 1 da CUF, 1 da Ovarense, 1 do Atlético, 1 do Olhanense e 1 do Vialonga.

Essa estreia ocorreu em Solingen, na Alemanha Ocidental, diante da congénere equipa júnior da Irlanda. Para a história completa eis a equipa com que a Seleção Portuguesa alinhou, e entre parênteses os clubes a que pertenciam, ao tempo: Roldão (FC Porto), Paz (Belenenses), Tito (Belenenses), Hélder (Benfica) Palma (CUF), Poeira (Olhanense), Palmeiro Antunes (Benfica), Fernando Ferreira “Ferreirinha” (FC Porto), Isidro (Benfica), Inácio (Belenenses) e Angeja (Belenenses). Foi capitão de equipa o avançado do Belenenses Inácio. Sendo os golos marcados um pelo mesmo Inácio, e o outro por Ferreirinha, do FC Porto. Havendo Portugal chegado a estar a perder por 2-0, recuperando depois com um primeiro golo apontado por Inácio e o do empate por Ferreirinha.

= Ferreirinha

Foi selecionador Adriano Peixoto, jornalista e escritor de livros sobre desporto (curiosamente não se conhecem referências de quem foi o treinador, havendo ao tempo os dois lugares), dessa equipa Nacional de Juniores que se estreou em competições internacionais, em 1954.

O tema dessa estreia da Seleção foi versado mais tarde na revista Crónica Desportiva, três anos depois, como curiosidade incluída na edição de 5 de Maio de 1957.

Enquanto a mesma Seleção, que alinhou aí nessa estreia, teve direito a fotografia também na revista Crónica Desportiva, em seu número de 23 de junho seguinte.

Durante a mesma prova, do Torneio Internacional de Juniores, na Alemanha, Portugal averbou 3 empates (com Irlanda, Jugoslávia e Alemanha Ocidental) 3 derrotas (com Espanha, Holanda e Itália) e 1 vitória (contra a Inglaterra). Durante a mesma prova já o defesa portista Amorim chegou a alinhar e como tal também sido internacional júnior. 

Portugal competiu no Grupo 2, terminando em 3.º lugar no seu grupo, com empates contra a Irlanda e Jugoslávia e uma derrota contra a Espanha. Na classificação final, Portugal ficou em 11.º lugar após vencer a Inglaterra por 2-0. Tendo a Espanha sido vencedora do Torneio, após empate (2-2) na final com a seleção anfitriã (Alemanha Ocidental), vencendo o título com base na melhor média de golos na fase de grupos. Curiosamente Portugal tinha empatado com a  equipa alemã.


= Seleção Portuguesa de Juniores de 1954 - num outro jogo, no decorrer do Torneio Internacional da FIFA.

Ao tempo essa prova era chamada de Torneio Intrernacional de Juniores da FIFA, como Mundial Júnior, e só no ano seguinte a UEFA passou a organizar o torneio como europeu (passando em 1955 a ser Torneio Internacional da UEFA, vulgo Europeu de Juniores).

Outra curiosidade, esta da publicação da Crónica, passados três anos, foi de ser ainda referido que dos selecionados de 1954 a maioria havia atingido a equipa sénior de suas equipas, aludindo entre duas exceções o Roldão não ter ascendido ainda ao plantel principal do FC Porto. Pois nessa altura, em 1957, o Ferreirinha tinha sido emprestado pelo FC Porto ao Braga, mas depois ainda regressou e esteve no plantel sénior do FC Porto em 1959/1960, seguindo por fim por outras equipas. Enquanto Roldão foi para o Guimarães, onde durante anos foi titular e um dos melhores da história do clube vimaranense.

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Então, muitos anos depois de Portugal ter tido estreia na Seleção A, de seniores, como foi em 1921, só em 1954 teve o primeiro jogo de uma equipa de Juniores - quando Portugal participou pela primeira vez numa prova oficial de seleções de juniores. Na diferença comparativa de em Portugal ter começado a haver uma prova oficial de equipas principais em 1921, como foi a Primeira Liga (ou Liga Experimental, como anos volvidos passou também a ser conhecida), enquanto em Juniores só em 1939 teve início o respetivo campeonato, com apuramento do campeão numa final. E a Seleção de Juniores então em 1954 fez seu primeiro jogo. Assim sendo, os futebolistas que jogaram como juniores antes de 1954 não tiveram possibilidade de ser internacionais na seleção nacional dessa categoria.

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Portugal veio mais tarde a ser vencedor do Torneio da UEFA de Juniores, o Campeonato da Europa respetivo, em 1961 - no Europeu realizado em Lisboa, sendo Pedroto o treinador, com David Sequerra a Selecionador, e o FC Porto estado representado pelo guarda-redes Rui e pelo avançado Serafim, como titulares, mais Faria a suplente. Tendo Serafim sido o goleador-mor da equipa portuguesa e da prova.

Armando Pinto

NOTA: Sobre o tema dos primeiros internacionais juniores, foi anteriormente publicado um artigo, incidindo numa homenagem aos que depois também foram em 1964 - conforme se pode rever (clicando) em 

https://memoriaporto.blogspot.com/2024/04/memoria-dos-primeiros-futebolistas.html

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sábado, 28 de março de 2026

Efeméride da homenagem a Pedroto na entrega das faixas aos Campeões de 1959 - a 29 de MARÇO, dia de Páscoa desse ano!

Em 1959 a Páscoa foi a 29 de março.

Então, na tarde do domingo 29 de MARÇO de 1959, em pleno Dia de Páscoa desse ano, enquanto nas ruas da cidade do Porto e pelas terras do Norte do país, sobretudo, decorriam as visitas domiciliárias dos trajetos do tradicional Compasso, os jogadores, dirigentes e bom número de adeptos do FC Porto apressaram as suas tradições pascais para estarem presentes no estádio das Antas. Onde então, na mesma tarde desse domingo pascal, teve lugar a entrega das faixas de campeões aos elementos do FC Porto que, no domingo anterior, venceram o Campeonato da 1.ª Divisão Nacional de 1958/59, mais intensamente vivido por ter sido conquistado contra a batota do caso-Calabote... Havendo aí, na ocasião, sido entregue a cada um a respetiva faixa de Campeão Nacional e correspondente medalha, mais uma coluna prateada contendo impressos os nomes de todos os campeões. Com acrescento de dois dos jogadores campeões terem ainda sido homenageados de modo particular: Pedroto e Teixeira. De forma que por isso, na foto de conjunto, os mesmos dois ficaram na fotografia com camisolas de jogo. Tendo António Teixeira recebido uma pequena bola de ouro, ofertada pelo FC Porto, como desagravo por o jornal A Bola não lhe ter atribuído o trofeu Bola de Prata de melhor marcador do campeonato (por alguns jornalistas desse periódico de Lisboa, com o seu habitual faciosismo, não lhe terem considerado oficialmente alguns golos que ele marcara e com os quais teria tido o maior número de golos entre todos os goleadores da prova, sendo o trofeu da responsabilidade do jornal...). E, por fim, José Maria Pedroto recebeu uma homenagem como reconhecimento na despedida de sua carreira, que terminava ali dentro da equipa principal (apenas se mantendo no plantel mais uns meses para jogos particulares, até frequentar o curso internacional de treinador e enveredar pela carreira que o fez "Mestre").

Ora, como em artigos de anos anteriores aqui já ficou historiada essa festiva entrega das faixas e homenagens, mais o jogo de cartaz com que culminou o programa, desta feita dedica-se um artigo a ilustrar por imagens a referida homenagem prestada a Pedroto - conforme permanece na fixação fotográfica de um álbum que, com muito gosto pessoal, faz parte da biblioteca portista aqui do autor desta lembrança.









Armando Pinto

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Antigo ciclista Amândio Cardoso: um senhor quase centenário!

Um destes dias, numa interessante peça jornalística assinada pelo jornalista Pedro Cadima, o jornal O Jogo deu à lembrança pública uma entrevista evocativa do antigo ciclista Amândio Cardoso, um campeão do ciclismo do FC Porto que em 1951 venceu o Porto-Lisboa e em 1952 foi Campeão Nacional de Ciclocross. Sendo que o mesmo histórico ciclista, em seu tempo exímio trepador e rolador em terrenos difíceis, corre depressa agora para dentro de poucos meses completar a bonita idade de 100 anos de vida, vem a propósito registar esse facto com uma memorização de sua carreira, através de partilha da mesma entrevista do jornal; para de seguida se relembrar uma memória de seu título nacional, conforme já foi há tempos publicado neste blogue; e por fim regista-se alguns de seus títulos conquistados.

Assim sendo, eis o trabalho jornalístico, desde o título até ao corpo do mesmo texto:

O relojoeiro que trepou pelo FC Porto e vai para o centenário

(O JOGO - Pedro Cadima - 25 março 2026)

- «Amândio Cardoso ainda abre o livro da vida com quase 100 anos. Não descola do lugar de trabalho e mantém bem vivas as recordações das suas conquistas nos anos 40 e 50.»

(imagem O Jogo - Amândio Cardoso Créditos:D.R.)

« Amândio Cardoso caminha para o centenário, maratonista da vida, trepador noutros tempos, inesgotável motor das bicicletas, sendo campeão nacional de Ciclocross em 1952, participando em quatro voltas a Portugal, de 1949 a 1952. Amândio vive a contar histórias, acertando ideias e horas, inseparável dos relógios, pontual na sua lei laboral, tendo assinatura de três ourivesarias no grande Porto. É um resistente, homem de aço, como era a correr nas estradas e nos terrenos mais agrestes, sendo um embaixador competitivo do FC Porto por anos de filiação aos dragões no ciclismo.

Em São Mamede de Infesta, contam-se os dias para 28 de junho, quando abraçar os 100 anos com um legado invejável, não deixando de ser visto pelos clientes do seu espaço, consertando algo, acenando ao longe, prestável para qualquer tipo de conversa. Aos oito, via o seu FC Porto ser campeão pela primeira vez, estávamos na época 1934/35. Hoje orgulha-se de ter sido testemunha viva de todo o percurso triunfante azul e branco, com um total de 30 títulos de campeão nacional no futebol e um herói que supera Pavão, Cubillas, Madjer e Futre. O primeiro encanto prevalece. "Sempre fui portista de ver jogos a partir dos meus oito anos, depois fico portista mais a sério aos 19, quando passo a ser atleta de ciclismo do clube. O Pinga é o herói desse tempo, um jogador impressionante que também morava no Carvalhido. Era um espetáculo, muito forte, nem que lhe batessem, ele passava por todos", atira em conversa com O JOGO, aceitando mergulhar às profundezas da história, de um craque que já habita em poucas memórias.

O atleta também se forjava, duro no pelotão. "Andava de bicicleta, mas também fazia corridas a pé. Depois fiz provas como principiante e fui ganhando, inclusive uma na Avenida dos Combatentes. O FC Porto interessou-se por mim, já tinha o Moreira de Sá. Tentaram também levar-me para o Boavista, mas quis o FC Porto", lembra, dignificando a partir daí esse manto especial pelas estradas do país, sem nada temer, trepando desejos. "Corri vários anos e só defendi o FC Porto. Ganhei prémios de montanha, subia bem e ganhei uma etapa de Bragança à Covilhã, dentro da Serra da Estrela. Treinei muito para uma chegada numa viela a pique. Ganhei a uma série de espanhóis", conta Amândio Cardoso, não deixando fugir um título nacional de Ciclocross. "Participava em algumas provas aqui no Porto, em tudo o que eram terrenos duros. Andava com a bicicleta às costas", rebobina, não largando essa cassete de feitos inestimáveis. Um prazeroso baú construído com muita resiliência e ferocidade e um desafio constante aos limites. "Trabalhava e os outros não. Os meus colegas e adversários apenas corriam, eu sustentava a casa, ao mínimo contratempo, não treinava. Eles treinavam sempre que queriam, eu tratava dos relógios", observa.

Viu a glória em Gelsenkirchen e Sevilha

Amândio Cardoso abre o livro na mesa, de pé sem ajuda, inquieto na falta de mais uma fotografia, impondo destreza nos cantos da loja e oficina de trabalho. Cartões acumulam-se com significado apropriado, dentro de uma melodia de afetos por uma camisola que lhe fez a vida. "Vi os maiores de sempre como Cubillas, Pavão, Madjer e Futre, mas continuo a ficar com Pinga. Não esqueço Viena, o que vivi ali, a festa que foi. Não esqueço os meus encontros com o Zé do Boné [Pedroto] e o amigo Pinto da Costa. Mais do que meu presidente, foi sempre um amigo, aparecia muito no ciclismo. O FC Porto ganhava muito e ele era presente", sublinha o afamado relojoeiro, ciente dos belos brindes da fama para a prosperidade alcançada.

"Como atletas do FC Porto, éramos reconhecidos e eu, por vezes, queria passar despercebido. Como corria e trabalhava, essa situação fez muito bem ao negócio, ganhei clientes", relata Amândio, munido de outras efemérides preciosas. "Carreguei a maior das bandeiras na inauguração das Antas em 1952 e estive em 1948 no Campo do Lima, na vitória de 3-2 sobre o Arsenal, que rendeu a grande Taça em prata, que está no nosso museu. Também vi a equipa argentina do San Lorenzo na sua digressão espetacular. Ganhou aqui por muitos [4-9]. Eram formidáveis, faziam tudo bem e ainda ganharam por maior margem a Portugal", conta o antigo ciclista, que ostentava créditos de campeão nacional quando o recinto das Antas se engrandeceu na Invicta.

Não sobram dúvidas de uma vida cheia. "Também pude estar nas finais europeias do FC Porto, de Viena, Gelsenkirchen e Sevilha. Só não fui à última de André Villas-Boas", junta Amândio Cardoso, sócio 129, seguindo como indefetível portista às portas do centenário: "Sempre fui doido pelo clube. Mas hoje preservo-me e não vejo tanto os jogos. Acredito muito que vai voltar a ser campeão". »

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Entretanto, relembra-se a evocativa narração do título de Campeão de Ciclocross, aqui neste blogue “Memória Portista”, em “Efeméride: Vitória de Amândio Cardoso no Campeonato de Ciclocross em 1952” - artigo publicado a 13 de janeiro de 2020:


A 13 de janeiro de 1952 disputou-se o “Campeonato de Ciclismo-Pedestre” da Associação de Ciclismo do Norte de Portugal. Tratando-se da prova nortenha das corridas de ciclismo de inverno, o chamado Ciclocross. Variante velocipédica do desporto das bicicletas de corrida que durante muito tempo, ao longo de muitas épocas de antanho, teve primazia no início de cada época, disputado ao jeito de preparação enquanto não entravam no calendário as corridas de estrada.

Ora, segundo o blogue “Asociación Ibérica de Historiadores y Escritores de Ciclismo”, através da página de facebook “Memorabilia do Ciclismo Português”, é recordado nesta data ter havido em 1952 tal prova disputada no Norte de Portugal. Sendo depois disputada uma faze final com os ciclistas do sul.

Então em Independentes (ao fim de circuito de 5 voltas) venceu Amândio Cardoso, do F. C. Porto, que concluiu esse trajeto de obstáculos, tipo todo o terreno, em 29 minutos e 50 segundos.

Em Amadores Seniores (4 voltas) triunfou José Couto, também do F. C. Porto, em 24 m 10 s.

Essa variante do ciclismo de competição não era, porém, do agrado de muitos ciclistas e mesmo de dirigentes, tendo ainda perdurado no Porto até aos anos setentas, pelo menos, nas categorias de Profissionais e Amadores, até que passou a ser mais concorrida de camadas jovens e ciclistas em princípios de carreira adulta. 

= Foto de 1952, alinhando à partida duma prova, os portistas da classe de Independentes (da esquerda para a direita) Onofre Tavares, Alberto Moreira e Amândio Cardoso.

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E, por fim, numa listagem de vitórias, a sua 
Folha curricular:

Amândio Cardoso, entre diversos títulos nas classificações coletivas (“por equipas”), foi Campeão no Campeonato Nacional de Contra-relógio por equipas em Independentes, no ano de 1950 (FC Porto Campeão com Aniceto Bruno, Amândio Cardoso e Joaquim Costa); e fez parte em 1950 e 1951 da equipa do FC Porto que triunfou coletivamente nos 1.º e 2.º Circuito de Felgueiras, bem como nas vitórias por equipas na Volta a Portugal de 1949, 1950 e 1952. Ao passo que individualmente foi o vencedor do Porto-Lisboa em 1951, entrando assim na lista dos grandes vencedores dessa clássica. Até que em 1952 foi Campeão do Norte e Campeão Nacional de Ciclocross.

Armando Pinto

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Assinalando a comemoração dos 100 anos da AFP - em 2013…

 

Em 2013, no dia 25 de MARÇO, a Associação de Futebol do Porto celebrou 100 anos de existência oficial com uma gala que teve o FC Porto em destaque. Além do Clube, várias personalidades do universo azul e branco foram homenageadas, a propósito, na ocasião.

Essa comemoração foi depois registada honrosamente em livro alusivo e comemorativo, que consta honrosamente na biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue.

Sobre essa comemoração festiva, já foi anteriormente assinalada a respetiva efeméride, como se pode rever (clicando) em

Efeméride: A Gala do Centenário da AFP – em 2013!

Armando Pinto

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segunda-feira, 23 de março de 2026

Mais uma vitória em Braga, das que têm sido talismãs das "arrancadas" para o título Nacional para o FC Porto...!

 

O F C Porto arrancou em Braga uma vitória importantíssima, no atual momento que se revela de grande forma da equipa azul e branca, na caminhada que pode levar à conquista do Título Nacional de futebol. Quando o sistema SB do futebol português tudo tem feito para prejudicar o FC Porto e beneficiar os seus Sporting e Benfica, sem olhar a meios para atingir fins. 

Além da importância de que se reveste este triunfo, contra uma escandalosa roubalheira da arbitragem e acólitos do VAR, acresce o facto marcante de se manter a distância e pressão sobre os adversários mais diretos!

Pese tudo isso e o mais subjacente, este triunfo em Braga faz avivar também quão marcantes têm sido muitos momentos vitoriosos diante do Braga, ao longo dos tempos. Normalmente revelados como talismãs em arrancadas decisivas e inesquecíveis gloriosas jornadas, quer através de triunfos em finais de taças nacionais e internacionais, quer, sobremaneira, em ocasiões de arrancadas decisivas rumo a outras vitórias inesquecíveis.  Como – facto que recordamos desta feita – uma célebre vitória que teve papel decisivo na conquista do célebre campeonato de fim de jejum, em 1977/78.


É desse jogo, com pose da equipa que alinhou de início, a foto cimeira, acompanhada dum épico verso alusivo ao momento grandioso que essa formação nos fez viver. Encerrando-se a peça, mais abaixo, com a ficha do jogo: um encontro que parecia ser mais um a correr mal, então (pois o Braga, marcara contra a corrente do jogo…) mas num ápice teve outro desfecho, primeiro saído dos pés de Oliveira o golo do empate, e, depois, a consumar a reviravolta, apareceu um golo à Gomes…  um golo decisivo de Fernando Gomes – que não jogara de início porque estava em período de afastamento regular dos trabalhos da equipa, cumprindo serviço militar, mas sempre que necessário entrava para responder à chamada…


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Tal qual em 1978, em que houve a reviravolta relembrada, agora em 2026 também foi assim, com os golos de William e Fofana a darem a volta ao resultado e fazerem justiça, contra a roubalheira que estava a acontecer.  Tendo então o "Líder" FC Porto virado o resultado e vencido em casa do Braga por 2-1, neste domingo 22 de março, depois de ter estado a perder, na 27.ª jornada. Enquanto deste  modo se mantém o FC Porto com os pontos que tinha de vantagem sobre Sporting e Benfica, na liderança da I Liga.

Para a história: o FC Porto alinhou com Diogo Costa, Martim Fernandes, Kiwior, Bednarek, Zaidu, Gabri Veiga, Varela, Froholdt, Pepê, Oscar Pietuszewski, Denis Gül; mais os reforços, entrados no decorrer do jogo, Fofana, Rosario, Borja Sainz, William e Moffi.

Neste jogo enervante mas ganho com a força da mística à Porto, uma grande penalidade inventada pelo árbitro e pelos do VAR (comparativamente com o penalti que não foi marcado contra o Benfica, sobre o Gül) colocou a equipa da casa em vantagem, mas os Dragões viraram o resultado com golos de William Gomes e Fofana, aos 69 e 80 minutos, respetivamente. Tendo sido considerado oficialmente, mais uma vez, como homem do jogo Victor Froholdt, autor da assistência para o golo decisivo no triunfo. E o FC Porto ganhou à Campeão!

Então cá estamos, com fé na atual arrancada, embora na dúvida e esperança que os clubes do regime SB deixem de ser tão protegidos e a justiça ainda venha acima como o azeite, da verdade!

Armando Pinto

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domingo, 22 de março de 2026

Efeméride de uma das goleadas históricas do futebol português: FC Porto, 10- Sporting, 1 - a 22 de março - em 1936.

Em 1936, a 22 de MARÇO, a 2ª edição do Campeonato da 1ª Liga ficou assinalada por uma das maiores goleadas em jogos clássicos de clubes grandes e rivais, no caso entre o FC Porto e o Sporting. Quando, nesse dia 22 de Março de 1936, o FC Porto recebeu a equipa do Sporting no campo do Ameal, na cidade Invicta, em jogo a contar para a 1.ª jornada da 2.ª volta daquela competição, da qual os portistas eram campeões em título (por ter sido o FC Porto o primeiro vencedor da então chamada 1ª Liga, em 1934/1935, tal como havia sido do Campeonato de Portugal em 1921/1922). Tendo então, nesse início da Primavera, em 1936, o FC Porto infligido uma pesada derrota à equipa do Sporting.

Com efeito, o FC Porto já ganhou ao Sporting por... 10-1. Sendo esse o resultado mais desnivelado nos jogos do clássico FC Porto-Sporting, quão aconteceu a meio da época 1935/36. Cuja vitória dos dragões na Liga, por 10-1, teve como marcadores com mais golos o avançado Carlos Nunes, autor de um “póquer” (quatro golos), e Artur Pinga, com um “hat-trick” (três golos). Enquanto, além desses grandes protagonistas da goleada, também contribuíram para o engrossar do resultado Carlos Pereira, Valdemar Mota e António Santos, com um golo cada. Pelos leões marcou o romeno Possak.

Naturalmente houve outras goleadas ao longo da história dos jogos de equipas principais de futebol Porto-Sporting, de um lado e do outro, mas esta foi a maior de todas entre os dois contendores. Havendo esta de 1936 superado tudo, porque os dragões golearam os leões por 10-1, resultando que não mais se repetiu em futebol entre os dois emblemas.

Desse jogo ilustra-se a contenda futebolística com a capa da revista Stadium, publicação de Lisboa que colocou como gravura de destaque uma jogada do setor atacante do Sporting… mesmo referindo “embora batido por uma contagem avultada, o Sporting nunca deixou de atacar…!

Armando Pinto

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