Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 19 de abril de 2026

Recordando a homenagem a Pavão, em 1975!

 

Pavão, um dos grandes jogadores de futebol do FC Porto e um dos nomes célebres da história portista, foi devidamente eternizado num monumento público colocado em 1975 em frente ao departamento de futebol do estádio das Antas. Homenagem essa ocorrida a 19 de ABRIL de 1975, num dia que meteu cerimonial alusivo e um jogo de futebol no estádio, incluindo um trofeu com seu nome. Tendo então sido inaugurado esse monumento em memória de Fernando Pascoal Neves, conhecido por “Pavão”, contendo sua efígie, numa coluna de pedra à época colocada junto à entrada do Departamento de Futebol.

Mais tarde, aquando da demolição do mesmo antigo estádio, esse monumento passou a estar num espaço interior do novo estádio do Dragão. Hoje em dia encontra-se felizmente à vista, bem perto da Porta 1 do Estádio do Dragão.

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Pavão, falecido em pleno relvado do estádio das Antas, a jogar ao serviço do FC Porto, e ficado depois imóvel ainda com a camisola do FC Porto vestida, em Dezembro de 1973, não mais saiu do afeto portista. E, passados tempos, em abril de 1975, foi justamente homenageado com a colocação dum monumento junto ao estádio onde tombara para sempre, cuja inauguração dessa coluna teve lugar aquando dum jogo em sua memória. A 19 de Abril de 1975, data assinalável sempre e agora na passagem da respetiva efeméride.


Fernando Pascoal Neves "Pavão" (nascido em Chaves a 12 de Agosto de 1947 e falecido então no Porto a 16 de Dezembro de 1973), foi importante jogador de futebol do Futebol Clube do Porto, clube que representou em juniores, categoria em que foi campeão nacional, e depois em seniores, com uma Taça de Portugal conquistada, sempre com a camisola do FC Porto vestida. 


Um valoroso futebolista que, além disso, tendo sido um dos grandes ídolos da família portista, morreu em plena partida de futebol no Estádio das Antas. Ocorrência triste e inesquecível, acontecida ao minuto 13 da 13.ª jornada da época de 1973/74, durante um jogo do Futebol Clube do Porto com o Vitória de Setúbal no Estádio das Antas. Aí esse célebre Pavão (assim conhecido por fintar os adversários de braços abertos) caiu no relvado, depois de ter feito um passe ao então jovem colega de equipa Oliveira, indicando-lhe de braços abertos para avançar, dizendo-lhe: «- Vai, miúdo!». Caído depois, já inanimado foi levado para o Hospital de São João, mas apesar de todas as tentativas de reanimação, não foi possível salvá-lo.



Ora, passados tempos, já com Cubillas como figura da equipa principal do FC Porto, para cuja vinda Pavão também contribuíra, num plantel em que evoluíam jovens valores como o referido Oliveira, mais Rodolfo, também já Fernando Gomes, etc., foi organizado um jogo para homenagear em campo o eterno Pavão, como pretexto para a inauguração dum monumento erigido em sua memória. Tendo o descerramento dessa coluna, com um medalhão contendo o respetivo busto esculpido, acontecido em cerimónia antecedente ao jogo de cartaz do correspondente programa. Com a filha de Pavão, Maria Alexandra, menina então de tenra idade, a ter a honra no ato, sendo por sua mão que foi puxada a bandeira que cobria o obelisco, assim descerrado e ficado à vista. Na presença de dirigentes e intervenientes convidados para o jogo, que opôs a equipa do FC Porto com a Seleção Nacional, sendo árbitro o mesmo, Porém Luís, que apitara no fatídico jogo em que Pavão faleceu. 


Cerimonial esse que se relembra através de fotos do momento, vendo-se Fernando Gomes (entre o benfiquista Humberto Coelho e o setubalense Rebelo) com a camisola da equipa dos selecionados, por o "Gomes do Porto" ter sido escalado para essa representatividade.


Após a inauguração do monumento dedicado ao Pavão, as atenções de momento viraram-se para o interior do estádio, tendo o jogo sido antecedido com a presença da viúva de Pavão a fazer as honras do cerimonial, na distribuição de medalhas alusivas aos intervenientes no desafio de futebol. 


Logo de seguida a mesma entregou um simbólico ramo de flores ao capitão de equipa Rolando, em agradecimento aos antigos colegas do marido, na companhia da filha, que foi fotografada junto com a equipa, na pose de conjunto.


Na ocasião houve ainda a entrega, por parte de representantes do jornal Mundo Desportivo, de dois galardões de Prémios que Pavão conquistara aquando de inicativas desse jornal, tendo esses prémios sido depositados nas mãos da filha de Pavão. Assim como, na oportunidade, outro prémio do mesmo jornal (então existente) e que fora ganho por Rolando, foi entregue ao nesse tempo capitão do FC Porto.


Quanto ao jogo, que serviu de chamariz (F. C. Porto, 1 -  Seleção Nacional, 1), sob arbitragem de Porém Luís, o FC Porto alinhou com: Tibi, Leopoldo, Rolando (capitão), Vieira Nunes, Gabriel, Rodolfo, Peres, Cubillas, Oliveira, Júlio e Laurindo. E a Seleção Nacional com: Damas, Rebelo, Humberto Coelho (capitão), Alhinho, Barros, Octávio, João Alves, Fraguito, Marinho, Toni e Fernando Gomes. O resultado final cifrou-se num empate a um golo para cada lado, sendo marcadores Oliveira e João Alves. 


Desse jogo pode recordar-se ainda o mesmo através de imagem dum dos bilhetes, no caso dum convite – como mostra do prélio que assinalou a homenagem, com resultado terminado num empate de 1-1 entre o FC Porto e uma Seleção de Internacionais portugueses.


Um bilhete-convite do mesmo jogo está exposto na vitrine dedicada a Pavão, no museu do FC Porto.


Também, de tal acontecimento nessa noite, ficou a mesma homenagem assinalada com a medalha distribuída pelos jogadores, árbitro e seus auxiliares, da qual mais exemplares foram colocados à venda e alguns estão em mãos de colecionadores. 


O monumento, da autoria do escultor Baltazar Bastos, ficou assim no espaço de saída do departamento de futebol, no terreiro que continha também um monumento erigido pelo Conselho Cultural do FCP ao Presidente Honorário Afonso Pinto de Magalhães (e mais tarde, largos anos depois, passou a ter também mais uma edificação de estatuária com o busto do entretanto também falecido Rui Filipe; monumentos esses, do Pavão e Rui Filipe, que passaram para uma zona nobre do interior do estádio do Dragão, com o desaparecimento do antigo estádio; junto com uma lápide e anexo medalhão de homengem a José Maria Pedroto, que estava no hall de entrada da  área social do estádio das Antas, onde também havia o painel de azelejos com o poema Aleluia (o qual  passou a figurar no atual museu). 


(Enquanto o monumento a Pinto de Magalhães desapareceu da vista publica, até agora. Após a saída das "coisas" do FC Porto da cidadela desportiva do estádio das Antas e "mudanças" para o estádio do Dragão.)
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Fernando Pascoal Neves, mais conhecido e celebrizado por Pavão, falecido na cidade do Porto e no coração do FC Porto a 16 de Dezembro de 1973, foi assim celebrizado monumentalmente a 19 de abril de 1975. Ficando algo a recordar publicamente esse que foi dos melhores jogadores nacionais, e se mais não foi reconhecido em seu tempo isso entende-se pela trama portuguesa perante representantes do FC Porto, clube com cuja camisola azul e branca vestida ele conseguiu ser Campeão Nacional de juniores e vencedor da Taça de Portugal, já em seniores. Tal como tinha a faixa de capitão da equipa principal do FC Porto, além de ter envergado ainda a camisola da seleção nacional – não tantas vezes como merecia ser chamado a representar Portugal, sabendo-se que era o melhor no seu lugar, mas como jogava no FC Porto, atendendo ao sistema BSB que privilegiava tudo o que fosse de Benfica, Sporting e Belenenses, as poucas vezes que conseguiu superar isso demonstra como era mesmo bom… e superior à concorrência!


Pavão está sepultado no Mausoléu do Futebol Clube do Porto, no cemitério de Agramonte, onde jazem Estrelas do FC Porto. E uma sua camisola está preservada, emoldurada devidamente, em recanto domicilário do autor destas linhas escritas.

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Na calha da rememoração sobre a homenagem póstuma prestada a Pavão em 1975, vem à memória a correspondente taça que ficou a perpetuar essa ocorrência, então, ostentando figuração alusiva, com nome de Trofeu Pavão.

Esse galardão de homenagem ao simbolismo de Pavão no mundo portista foi taça que depois disso ficou exposta na antiga Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede social, na ao tempo chamada Praça do Município. E consta da coleção de cromos comemorativa do Centenário do FC Porto – 1893-1993.


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Em 2024 o busto do medalhão do monumento de Pavão voltou a ficar em local público, à vista de todos. 
 

Com efeito, a 8 de agosto desse ano de 2024, durante o primeiro ano da presidência de André Villas-Boas, retomaram ao contacto público os monumentos dedicados a Pavão e Rui Filipe. 

Monumentos esses que haviam sido retirados aquando da demolição do estádio das Antas e na mudança de casa para o estádio do Dragão, tendo os de Pavão e Rui Filipe sido então salvaguardados e transferidos para espaço interior do estádio do Dragão, mas sem ficarem à vista do público normal.

Ora, depois de anos em que os ditos dois monumentos estiveram anos a fio no espaço de acesso VIP do estádio do Dragão, podendo apenas ser vistos por quem tivesse ali acesso, por algum motivo (e nem nas visitas do “Tour” disponível ao público essa zona era possível visitar), voltaram em agosto de 2024 para onde sempre deviam ter estado, à vista de todos.

Justa salvaguarda da memória dos nossos Pavão e Rui Filipe devidamente reconhecida, homenageada e no lugar onde pertence - na Praça do Dragão, mas, acima de tudo, junto dos portistas, sempre!

Armando Pinto


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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Efeméride da eleição de Pinto da Costa em 1982

 

Foi a 17 de abril de 1982, um sábado. Ocorrendo então a eleição que levou pela primeira vez Jorge Nuno Pinto da Costa à presidência do FC Porto, acompanhado por diretores acompanhantes como Alexandre Magalhães, Pôncio Monteiro, Rui Batista, Armando Pimentel, Álvaro Pinto, Carlos Pacheco, Fernando Vasconcelos, Ilídio Pinto, Sardoeira Pinto, Manuel Borges, etc. e mais a companhia técnica de Pedroto.

Sendo que do facto por diversas vezes e em anos variados foi já aqui, neste espaço, recordada essa ocorrência, regista-se desta vez o facto com uma imagem mesmo desse dia. Porque por vezes, querendo ilustrar a eleição de 1982, aparecem imagens de dias de reeleições acontecidas em eleições seguintes. Mas para a história ser como foi, deve ser mesmo com imagens correspondentes a cada facto. E esta foi, mesmo com o fato que se viu na ocasião... no ato ocorrido no antigo pavilhão de treinos, depois chamado Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães, na cidadela desportiva das Antas. 

Armando Pinto
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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Recordando: uma taça que o FC Porto conquistou na homenagem nacional a Vicente do Belenenses…

 

Uma história, essa da taça conquistada pelo FC Porto ao correr da época futebolística de 1966/67, num jogo inserido numa festa de homenagem nacional que englobou diversos jogos pelo País, será algo já pouco conhecido dos adeptos do futebol atualmente, mas aconteceu. Uma história que merece ser conhecida e como tal recordada, mas para isso tem de ser bem contada. Tendo sido o caso duma chamada homenagem nacional a Vicente Lucas, o então conhecido defesa Vicente do Belenenses. No âmbito de ele ter abruptamente ficado impossibilitado de jogar, após um acidente. Isso pouco tempo depois dele ter sido um dos mais badalados jogadores portugueses da campanha dos apelidados Magriços no Mundial de 1966, por ter sido o defesa que anulou Pelé, em marcação cerrada mas correta (tendo sido outro que o lesionou, entenda-se), durante o jogo de Portugal com o Brasil nesse Campeonato do Mundo disputado em Inglaterra. Havendo então Vicente sido um dos dois jogadores do Belenenses utilizados na Seleção das quinas, entre a maioria de jogadores de Benfica e Sporting, nesse tempo do sistema BSB, em que a Federação Portuguesa de Futebol era presidida, à vez, só por representantes de Benfica, Sporting e Belenenses. E desses dois do emblema do clube do Restelo, enquanto depois o guarda-redes José Pereira depressa saiu do clube e foi jogar na 2.ª Divisão, já Vicente era jogador do Belenenses com que se contava ainda para mais algumas épocas.

Contudo, após o Mundial e na época que se iniciou passado pouco tempo, Vicente apenas jogou dois desafios pelo seu clube, para o Campeonato Nacional de 1966/67. Pois um acidente de automóvel afastou-o do futebol, num dia de Outubro quando se dirigia ao Estádio do Restelo e num embate com outro automobilista um vidro partido lhe cegou uma vista. Então, incapacitado como ficou, foi-lhe organizada uma festa de despedida, desenvolvida oficialmente em diversos jogos pelo país continental inteiro e por Angola e Moçambique, em janeiro de 1967. Para o efeito a Federação havia arranjado data, calhando entre os jogos da 1.ª e 2.ª mão duma eliminatória da Taça de Portugal, em que o FC Porto (depois de ter eliminado o Sporting, com 1 golo de Bernardo da Velha) jogou com a CUF e estava em vantagem feito o primeiro jogo. Assim de permeio houve o jogo de beneficência a favor do Vicente (antes do FC Porto voltar a entrar em campo na semana seguinte para eliminar a CUF para a Taça). Então, esse dia foi considerado o dia de Vicente, no dia de S. Vicente, a 22 de janeiro; e a festa considerada de homenagem nacional, com as receitas dos jogos a reverterem para o próprio Vicente. Tendo um desses jogos ocorrido no Porto, com um jogo FC Porto-Braga, que o FC Porto venceu por 3-1 e conquistou a Taça Vicente em disputa. Enquanto os jogadores intervenientes no encontro receberam medalhas alusivas. Ao passo que o produto, que envolveu a homenagem ao simpático jogador, o ajudou a iniciar sua nova vida daí para a frente.

Ora, o antigo jogador Vicente Lucas, irmão do famoso Matateu, o Vicente do Belenenses e “Homem que secou Pelé”, como ficou para a história, faleceu esta terça-feira 14 de Abril, aos 90 anos. Vindo assim à lembrança essa ligação, visto seu nome continuar também ligado ao FC Porto, por essa taça que o FC Porto conquistou e foi exibida pelo então capitão da equipa portista nesse jogo, Eduardo Gomes. Como testemunha um recorte guardado na ocasião e que agora ilustra esta história que merece ser conhecida e como tal aqui é contada.

Descanse em Paz, Vicente!

Armando Pinto

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Faleceu um grande portista - o senhor Castro de Santo Tirso, amigo aqui do blogue Memória Portista e 1.º detentor do lugar anual no estádio do Dragão!

Nesta vida de Dragão, entre amigos e conhecidos obtidos no universo portista derivado do mundo que é o FC Porto - mais que um clube é uma família - sendo nós portistas da Família Portista… um dos amigos entretanto entrados nas nossas amizades foi o sr. Castro, amigo por via de contactos de amigos do blogue “Memória Portista”. Quão ele era seguidor, acompanhante e admirador deste blogue pessoal de teor clubista. O senhor José Castro que trabalhou na EDP de Santo Tirso. Tendo esse senhor sido o primeiro detentor de lugar anual no estádio do FC Porto, ou seja o primeiro sócio a ter lugar adquirido no estádio do Dragão. Com o qual por vezes nos costumavamos encontrar em diversas ocasiões no estádio do Dragão. Ele que era sócio do FC Porto há já mais de 50 anos (não sei se estaria para receber a roseta de ouro ou já a teria recebido…). José Fernandes Correia de Castro, sócio do FC Porto n.º 5.463.

Descanse em paz amigo correligionário portista.

(Agradeço ao comum amigo sr. Francisco Monteiro Rodrigues a informação do falecimento e envio da imagem funerária. E ao amigo Rogério Almeida, dum grupo especial de amigos de WhatsApp, a informação do sr. Castro ter sido o primeiro adepto com lugar anual no nosso estádio.)

Armando Pinto

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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Mais um adereço histórico para a coleção pessoal: galhardete da Final da Taça dos Campeões Europeus de 1987!

 

Já cá está em sítio de honra a mais recente peça que veio enriquecer a minha coleção pessoal de adereços portistas: o galhardete da Final da Taça dos Campeões Europeus de 1987, alusivo a essa grande vitória do FC Porto – recebido por gentil oferta do amigo Paulo Miranda, grande portista de Viana do Castelo. Um dragão dos bons, com o qual passei a ter contactos desde há coisa de dois anos, sensivelmente quando ele se apercebeu que eu queria o melhor para o FC Porto aquando da candidatura AVB2024 e seguinte campanha para as eleições que aconteceram na Vida do Futebol Clube do Porto.

Assim sendo, já está devidamente guardado de modo exposto o galhardete, em apreço, no meu espaçozinho do escritório doméstico, com mudança de um quadro mais para baixo, ganhando até espaço para outros adereços que venham a aparecer. Ficando colmatada a falta de algo mais relativo a essa grande final da primeira Taça dos Campeões Europeus de futebol ganha pelo FC Porto, visto ter um quadro há muito, enquanto um alusivo galhardete pequeno que cheguei a ter, na época, se sumiu no tempo duma das mudanças de casa. E este até é maior, ficando mesmo bem junto ao de Campeão do Mundo de 1987, também.

Grato fica assim o autor deste blogue, e novo dono do histórico galhardete, ao amigo Paulo Miranda e a seu pai, que aceitou que o galhardete mudasse de paradeiro, além claro da família de casa, esposa e filhos, que deixam de ter este objeto diante dos olhos.    

Pelo apreço tido com esta oferta, aqui se dá nota do facto. O FC Porto é um mundo, mais que um clube é um universo familiar, formando em sua volta uma família, a Família Portista.

Armando Pinto

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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Falecimento de Naftal (1941/2026) - o artilheiro que em dois jogos de 1965 marcou golos que derrotaram o Benfica de Eusébio e C.ª

 

Faleceu Naftal, esta quinta-feira dia 9 de abril, no Canadá, onde residia num lar de idosos, em Edmonton. Desaparece assim um senhor que como jogador foi deveras marcante no pouco tempo em que de, 1963 a 1966, esteve a jogar no FC Porto. Tendo então sido popularmente admirado e pessoalmente foi algo especial aqui para o autor desta lembrança. 

Então Naftal foi figura de nosso encantamento em tempo de minha idade infanto-juvenil, nesse tempo da metade e meio da década dos anos 60! Sim, pois ficou ligado a duas vitórias inesquecíveis do FC Porto sobre o Benfica de Eusébio e demais, dentro do mesmo ano mas em épocas diferentes e consecutivas, ao derrotar o Benfica, duas vezes seguidas. Primeiro com um golo seu na vitória de 1-0, em março de 1965, dentro ainda da época futebolística de 1964/65; e depois com mais um golo, o primeiro da vitória por 2-0 em setembro de 1965, já na época de 1965/66.

Foi mesmo esse primeiro, então, muito apreciado por ser em tal fase que o Benfica andava nos píncaros do sistema. E o outro numa tarde domingueira, em que a mesma equipa foi derrotada por 2-0 (sendo o outro golo de Nóbrega, nesse jogo também assinalável pela estreia de Pavão na equipa principal portista). Isso num resultado bem saboroso com Naftal a ter iniciado a contagem dessa bela vitória por dois tentos sem resposta. E em ambos os jogos perante portentosas exibições do guarda-redes Américo, que fechou autenticamente a baliza a Eusébio e seus pares, secundado pela forte defesa e lá na frente Naftal a concretizar o poderio ofensivo.

= Foto da equipa do FC Porto em 1965/66, com Naftal !

De tudo isso depois registei em casa, no meu arquivo que já ia fazendo (em páginas de caderno escolar furadas para meter numa pasta), qual resenha dos encontros... em letra infantil, naturalmente, e  em narrativa com olhos de pequeno mas apaixonado adepto. Mais ilustrações de imagens recortadas de jornais. Como se pode recordar, na memorização guardada.

Do 1-0 de MARÇO de 1965:

Teve então esse momento alto de seu aparecimento na ribalta, pelo lance inesquecível, surgido de um cruzamento de Nóbrega, seguido de sua parte pelo domínio da bola com o peito, sem deixar o esférico sequer tocar no relvado e concluído num potente remate à entrada da área, fazendo um golo de belo efeito, como ficou registado no bocado de jornal guardado aqui pelo autor destas linhas.


E do 2-0 de SETEMBRO de 1965 também:


Ora Naftal faleceu agora, dia 9 de abril, com 84 anos (quase a fazer 85, dentro do mesmo mês).

Naftal, de nome completo Domingos Lucas Naftal, nasceu a 23 de Abril de 1941, em Moçambique. E faleceu agora a 9 de abril de 2026, no Canadá.

Iniciado seu percurso de futebolista no Clube de Manjacaze, foi daí que o FC Porto descobriu o então jovem avançado, através de portistas radicados na linda terra moçambicana.

Em 1963 passou a jogar no FC Porto, fazendo então já parte do plantel da época de 1963/64. Havendo entretanto feito sua estreia em jogos oficiais pela equipa principal do Futebol Clube do Porto no domingo 26 de Abril de 1964, em pleno no Estádio das Antas, em jogo que a equipa portista venceu a do Vitória de Guimarães por 3-1. Tendo Naftal logo deixado sua marca, com uma boa estreia, ao ter marcado o primeiro golo do FC Porto nesse jogo a contar para a 1.ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal, da temporada. Havendo, contudo, nesse tempo jogado mais pela equipa B do FC Porto (ao tempo chamada de Reservas, dos jogadores que iam alternando com os da primeira equipa), por na avançada portista haver outros competidores, como Azumir, Hernâni, Valdir, Romeu, no centro de ataque (à época dos chamados avançados-centros) e extemos como Carlos Duarte, Jaime, Rico, etc. Até que na época de 1964/65 já passou a jogar mais e a partir de meio da mesma jogou a titular, como demonstra sua prestação de marcador de 7 golos no Campeonato, um dos quais o tal ao Benfica. Na época seguinte começou bem, com mais um golo ao Benfica, à 3.ª Jornada do Campeonato Nacional, contudo depois com a vinda do brasileiro Amaury já não teve tantas hipóteses de jogar pela equipa de honra. Sabendo-se que nesse tempo ainda não havia substituições, jogando por isso apenas os onze que entravam em campo e dos quais apenas poderia haver substituição do guarda-redes em caso de lesão. Como tal, pela equipa B, Naftal foi contribuindo para a conquista da Taça Associação de Futebol do Porto por três vezes, nas três épocas em que incorporou o futebol profissional do FC Porto.

Então, em jogos oficiais pela equipa principal, com a camisola azul e branca, o avançado moçambicano Naftal, durante três temporadas, atuou em 18 jogos oficiais e marcou 9 golos. Com saliência para alguns bem muito importantes porque valeram vitórias assinaláveis, como por exemplo no jogo da 21.ª jornada do Campeonato Nacional de 1964/65 em que o FC Porto foi a Lisboa ao Estádio do Restelo vencer o Belenenses por 1-0, bem como na jornada seguinte a fazer com que o Benfica saísse do Estádio das Antas derrotado por 1-0. Ao passo que depois, meses volvidos, deu início à conta do resultado que fez o Benfica sair vergado das Antas por 2-0, deixando desolado o Eusébio que dizia que não perderia no Porto…

Após isso, Naftal, como entretanto havia chegado ao FC Porto outro avançado brasileiro, o Djalma, transferiu-se na seguinte época de 1966/67 para o Vitória de Guimarães. E dali de seguida passou a jogar no Tirsense, então na 1.ª Divisão, onde durante duas épocas foi artilheiro-mor. Seguindo depois outros rumos, pois ainda envergaria as camisolas do Sporting da Covilhã, Sporting de Espinho e Marinhense nas divisões nacionais. Na Marinha Grande jogou num período de três temporadas pelo Marinhense, até 1971/72. Seguindo-se passagens pelo Vilanovense, Aliados de Lordelo e, ainda, uma ida ao Canadá para, na edição de 1975 da Canadian National Soccer League, representar os Ottawa Tigers. Viria por fim a ficar radicado na grande nação canadiana até ao final de seus dias. 

Ficou então a viver no Canadá e nesse país norte-americano que o acolheu veio a falecer agora - segundo informação recebida e transmitida por um amigo de cá dos nossos. Conforme chegou por informação pessoal do amigo Paulo Jorge Oliveira, que a teve por via de um seu amigo residente no Canadá, Armando Semblano Florêncio, por sinal um antigo atleta de Yoseikan Budo do FC Porto. Sempre com o FC Porto dentro de si, como comprova o facto de ter querido ter uma camisola do FC Porto, já de tempo posterior ao de sua carreira, bem guardada num quadro em que a teve emoldurada.

Descanse em paz Naftal.

Armando Pinto

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

FC PORTO LANÇA CAMISOLA RETRO DA FINAL DA LIGA EUROPA 2010-2011 - Oportunidade de recordar essa época por uma caderneta alusiva…

O FC Porto anunciou esta quarta-feira o lançamento da camisola retro da final da Liga Europa de 2011:

« O FC Porto lança a camisola retro da Final da Liga Europa 2011, uma peça que transporta todos os Portistas para uma das épocas mais vitoriosas e marcantes da história do Clube.

Já disponível nas FC Porto Stores e Online

Esta edição permite a estampagem de nomes e números dos jogadores que fizeram parte dessa temporada, utilizando o lettering oficial de 2010/11. Um detalhe que reforça a autenticidade da peça e a ligação a uma conquista inesquecível.

No ano em que se assinalam 15 anos do sétimo título internacional do palmarés azul e branco, esta camisola celebra uma equipa que marcou uma era. A 18 de maio de 2011, em Dublin, Guarín cruzou, Falcao finalizou e a história ficou escrita: o FC Porto conquistava a sua segunda Liga Europa.

Uma campanha que muito nos orgulha, sublinhada por 12 triunfos, 37 golos e momentos que permanecem na memória de todos os Portistas.

Agora, nasce uma peça que permite reviver essas emoções.

Disponível em exclusivo nas FC Porto Stores e FC Porto Online Store, esta camisola inclui o badge oficial da Liga Europa 2010/11, bem como detalhes que reforçam a autenticidade de uma peça pensada ao pormenor.»

Na oportunidade desta lembrança especial, recorda-se esse feito e toda essa época através de uma caderneta editada pela QuidNovi e pelo jornal O Jogo, distribuída por esse diário desportivo O Jogo em 2011, com páginas alusivas aos intervenientes diretos e estatísticas, incluindo imagens de autocolantes colecionados. No caso particular e pessoal enriquecida com mensagem autografada também especial.

(Mensagem autografada na página azul, à direita) 

Da mesma, como amostra, publicam-se algumas das diversas páginas, no formato da camisola.




Armando Pinto

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