Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

FC Porto na alta-roda europeia e subida na consideração internacional: Ciclismo com estatuto de Continental Profissional e Futebol Profissional entre os melhores da Liga dos Campeões!


W52-FCPorto  Profissional Continental em 2019

Foi conhecida esta terça-feira, dia 11 de dezembro de 2018, que o FC Porto foi aceite pela entidade máxima do ciclismo para que a representação portista seja “Equipa Continental Profissional”.  Ficando aprovada a pretensão e candidatura do FC Porto à subida de escalão.

Assim, no mesmo dia em que a equipa principal do futebol do FC Porto fez mais um brilharete no estrangeiro, além de continuar na maior prova europeia entre os melhores do velho continente (também vencendo o último jogo da fase de grupos da Liga dos Campeões em que já estava apurada, inclusive com o 1º lugar no respetivo grupo de apuramento, e batendo mais algumas marcas); bem como no escalão de Sub-19 também a representação jovem do FC Porto assegurou a continuidade na UEFA Youth League, igualmente com comprovativa vitória na exótica Turquia que confina a Europa com a Ásia (tendo os dragões de forma idêntica garantido o apuramento para os oitavos de final da correspondente competição, no caso vencendo também o seu grupo)…  chega então notícia do ciclismo do FC Porto ter subido na consideração internacional.


Em cima do acontecimento, foi anunciado na página oficial do clube, fcporto.pt:

« W52-FC PORTO NO ESCALÃO CONTINENTAL PROFISSIONAL
Candidatura foi aceite pela União Ciclista Internacional
A União Ciclista Internacional (UCI) anunciou nesta terça-feira que a W52-FC Porto vai competir em 2019 com o estatuto de Equipa Continental Profissional.
A W52-FC Porto, vencedora das três últimas edições da Volta a Portugal, surge desta forma no segundo escalão do ciclismo mundial.»


Perante isso, na satisfação portista, juntamos a alusiva missiva que a secção do ciclismo portista manifesta, a propósito, na sua página informática, como algo que merece retenção histórica, para memória da vivência azul e branca:

« A subida a Profissional Continental era uma ambição já há muito conhecida da direção da equipa, que juntamente com os principais patrocinadores trabalharam para juntar um grupo capaz de assegurar tal ambição.
A entrada no segundo escalão mais alto do ciclismo mundial (a seguir ao World Tour) foi um processo iniciado nos últimos 2 anos, que teve nos últimos meses a meta final, com a apresentação do pedido formal para a subida de escalão. A época ciclista ainda não tinha terminado e já se tinha dado o primeiro passo para a subida a Profissional Continental.
Toda a apresentação do pedido é trabalhada diretamente com a UCI (União Ciclista Internacional) órgão máximo do ciclismo mundial.
Após entrega de todas as exigências e obrigações que a equipa tem que garantir e apresentar, o pedido é concedido ou negado. Só hoje se soube que o mesmo foi aprovado.
A W52-FC Porto é uma das 25 equipas do escalão Profissional Continental em todo o mundo, a única portuguesa.
A última vez que Portugal esteve representado com uma equipa neste escalão foi em 2008.
Com a subida de escalão, a equipa vai poder participar em provas com um nível mais alto (somente abertas a equipas World Tour e Profissional Continental), e quem sabe, a grande ambição ser convidada a participar numa das grandes voltas internacionais.
Toda a equipa vai trabalhar para representar o ciclismo português o melhor possível.»


Recorde-se que, depois de ter deixado de ter equipa profissional em 1983, o FC Porto só voltou a participar em provas de ciclismo em 2016, com a pareceria que formou a equipa W52-FC Porto, e agora em 2018 é aprovado como participante no escalão Continental Profissional, passando em 2019 a participar com esse estatuto internacional.


Parabéns aos Homens do Ciclismo do FC Porto. O FC Porto é assim honrado ainda mais. E de cima das bicicletas pesadas de antigamente até às mais leves de agora, longo e brilhante historial pedalado por grandes valores contemplam esta honra!


Armando Pinto

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sábado, 8 de dezembro de 2018

Efeméride: Conquista da oficial 1ª Supertaça nacional de futebol


A 8 de Dezembro de 1981 o FC Porto venceu pela primeira vez a Supertaça portuguesa de futebol, assim nesse tempo mais conhecida popularmente, em formato oficial. Também na primeira versão mesmo oficial, pois antes tinha havido duas edições não oficiais, das quais uma até de cariz particularmente quase privado, organizada entre FC Porto e Boavista, ao tempo detentores do campeonato e da Taça de Portugal. Tendo na ocasião os dois clubes da cidade Invicta acordado fazer um jogo de pré-época em 1979 com uma taça assim denominada em disputa, que o Boavista venceu e até apenas recebeu no balneário, na presença de representantes dos dois clubes. Como no ano seguinte, em confronto a duas mãos, também de caraterística particular, combinaram e jogaram como vencedores do campeonato e taça os então titulares Benfica e Sporting, cujo resultado pendeu para o lado benfiquista. Embora mais tarde a Federação começasse a incluir essas duas primeiras experiências não oficiais como oficializadas, contrariamente ao que continua a fazer com a lista dos Campeonatos Nacionais / Ligas –conforme interessa aumentar certos números do Benfica, como se sabe.


Assim começando em 1981 a disputar-se a Supertaça nacional de futebol, sob organização da Federação Portuguesa de Futebol, foi o FC Porto o vencedor, contrariando prognósticos e inclusive a tendência desse tempo. Taça que então passou a ser chamada de Supertaça Cândido de Oliveira. Curiosamente sendo dado novamente o mesmo nome a uma taça, quando nos anos cinquentas houve outra taça com o mesmo nome (algo já recordado em anterior artigo neste blogue), que o FC Porto também venceu. E, sabe-se lá porquê, depressa desapareceu do calendário das organizações oficiais…

= Bilhete de futebol, do jogo para a Supertaça, S.L.Benfica/F.C.Porto (2-0), realizado no Estádio da Luz, 01 de Dezembro de 1981.

Então em 1981 ainda o FC Porto vivia sob e sobre efeitos do que acontecera em 1980, ao findar a época respetiva, no chamado verão quente das Antas. Havendo certo desencanto e desmotivação generalizada no universo portista.

= Pose de conjunto duma das equipas do FC Porto que jogaram durante a época de 1981/82, em que se disputou a Supertaça de Dezembro de 1981.

Até que, passado o ano de 1980 sem nada de especial e o seguinte a caminhar para o fim, antes do Natal de 1981 cai no sapatinho natalício do Portismo a vitória na Supertaça que começava a ganhar forma. Inclusive com vitória resultante duma reviravolta quase épica, graças à recuperação encetada pela equipa que teve como herói o pequeno e irrequieto Jacques, goleador que no jogo decisivo marcou três golos à sua conta. Tendo na 1ª mão, na semana anterior (em dia também feriado, 1 de Dezembro) o FC Porto perdido por 2-0 no antigo estádio da Luz, ficando com uma diferença difícil de anular e especialmente, pelos contornos da época, quase sem esperanças de superação. Ao que no segundo jogo, de tira-teimas, se adensou mais tal noção de fatalismo, quando surgiu o empate através do primeiro futebolista estrangeiro do Benfica (fora os antigos ultramarinos, entretanto naturalizados ou com dupla nacionalidade, e outros que optaram pela sua nacionalidade após o 25 de Abril). Igualdade que então anulava o bom começo dos homens das Antas. Só que o melhor ainda estava para vir… também. Numa correria que o FC Porto empreendeu na parte final do jogo, marcou enfim os golos necessários, a deixar os jogadores e adeptos contrários mais vermelhos de surpresa, até. E no fim, esse trofeu foi levantado pelo grupo das camisolas tradicionais das duas listas azuis, perante a euforia dos apoiantes, em pleno estádio das Antas.

= Jacques, em disputa com dois adversários, em pleno jogo com o Benfica...

De notar, de modo interessante, que o jogo para a entrega da Supertaça foi transmitido pela RTP de surpresa, quase sem ninguém contar. Sendo raro na altura haver jogos transmitidos em direto pela televisão e do FC Porto então nem se fala… Mas como dessa vez era com o Benfica e quase todo o mundo pensava que a decisão da mesma taça estava decidida, entende-se… 

Disputado a uma terça-feira, que era dia santo e feriado [8 dezembro], esse jogo esteve na eminência de ser adiado, ou seja, melhor dizendo, estava para não se realizar, porque tinha falecido a esposa do preparador físico do FC Porto, à época, Ferdinand Smetana, também adjunto de Stessl. Mas a solicitação do FC Porto, para o efeito, já não foi a tempo de serem devidamente tratados os procedimentos necessários com a federação. E lá subiram ao relvado Fonseca, Gabriel, Simões, Freitas, Lima Pereira, Romeu, Jaime Pacheco, Jaime Magalhães, Walsh, Jacques e Costa, com entrada também de João Pinto e Júlio, no decorrer do jogo. Os quais, juntando seu tempo de jogo a Albertino, Sousa e Adelino Teixeira, que haviam jogado no primeiro jogo, transformaram-se nos primeiros vencedores da primeira Supertaça oficial e primeira também conquistada pelo FC Porto.

= Jacques Pereira !

À época ainda o troféu oficial em disputa era a taça original, só muito mais tarde passou ao atual trofeu.

Ora, então em 1981, a 8 de Dezembro (como bem recorda nesta data a newsletter oficial “Dragões Diário”), «o Estádio das Antas foi palco do jogo que decidiu a primeira edição oficial da Supertaça Cândido de Oliveira, então disputada a duas mãos. No primeiro encontro, na Luz, o FC Porto perdeu por 2-0. A tarefa que a equipa de Stessl tinha pela frente não era fácil e tornou-se mais difícil aos 58 minutos, quando Jorge Gomes marcou para os lisboetas o golo que estabelecia um empate a uma bola. Com meia hora de jogo pela frente, os Dragões precisavam de três golos para conquistar o troféu, e foi mesmo isso que conseguiram: em apenas 14 minutos, Jacques (com um bis) e Costa resolveram. Desde então, o FC Porto já venceu mais 20 Supertaças e tornou-se um verdadeiro especialista neste tipo de competição, mesmo à escala internacional...»


Obs.: Por impedimento ainda momentâneo de digitalização de imagens, não é possível ao autor destas linhas juntar fotos do acontecimento. Deita-se assim mãos a cópias de imagens relacionadas, das que circulam em espaços da internet.

Armando Pinto
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Falecimento de Joaquim Leão – Ciclista do FC Porto Vencedor da Volta a Portugal de 1964


Chegou notícia do falecimento de Joaquim Leão, desaparecendo assim fisicamente mais um ídolo de nossa infância e dos tempos em que o FC Porto fazia frente ao sistema desportivo nacional por meio do ciclismo…


Ora… Através de notícia difundida pelo Jornal Novo Regional e partilhada no universo dos comuns amigos portistas do facebook pelo grande Portista e amigo sr. Rui Costa, de Lordelo (Paredes), surge a informação deste acontecimento, triste, mas ao mesmo tempo propício e rememorar tão grande ciclista do FC Porto, como foi Joaquim Leão, o tal, que contrariando o nome, deu grandes alegrias ao mundo do clube dragão.

= Joaquim Leão, com a coroa de louros de trunfo na Volta a Portugal, num dos atos comemorativos com que na época foi homenageado, ladeado pelos seus colegas de equipa Mário Silva e Sousa Cardoso. =

Atente-se então na notícia do infausto desenlace:

« Morreu Joaquim Leão - Sobradense vencedor da Volta a Portugal em 1964
JORNAL N. REGIONAL QUARTA-FEIRA, 5 DEZEMBRO, 2018

Morreu Joaquim Leão. Foi esta manhã e a causa deverá ter a ver com problemas cardíacos. Joaquim Leão foi um dos quatro ciclistas de Sobrado que venceu a Volta a Portugal em bicicleta (os outros foram Fernando Moreira, Nuno Ribeiro e Rui Vinhas; e todos do FC Porto). Foi em 1964 que o ex-ciclista sobradense venceu a prova rainha em Portugal. No museu do FC Porto está a camisola da vitória com que Joaquim Leão envergava no dia 30 de agosto, quando terminou a Volta.


Joaquim Leão tinha 75 anos.

(O funeral realiza-se esta quinta-feira, dia 6, em Sobrado pelas 16 horas.)


Recorde-se sobre este grande desportista que agora nos deixa:

Tudo começou numa prova em Lousada, em 1957, quanto tinha 16 anos; numa prova em que participou como popular. Só depois é que o FC do Porto o contratou e foi com a camisola do clube azul e branco que percorreu as estradas do país com inúmeras vitórias durante cerca de uma dezena de anos.

Joaquim Leão conseguiu vários títulos, nomeadamente seis de campeão nacional de estrada, uma prova Porto-Lisboa e conquistou prémios, amigos e também dinheiro. Referia ao JNR o antigo ciclista que “cheguei a ganhar cinco contos, o que na altura era muito dinheiro, ganhava mais que um ministro. Recebia de luvas 25 contos por ano”.

= Joaquim Leão numa prova do Nacional de Ciclo-Cross, especialidade em que também foi campeão nacional. Na imagem a receber felicitações do então dirigente portista Venceslau Teixeira (antigo atleta de basquetebol e hóquei em campo, e mais tarde diretor de modalidades amadoras).

No seu café restaurante em pleno centro de Sobrado, o JNV desafiou Joaquim Leão a fazer comparações entre o ciclismo atual e o do seu tempo e o antigo campeão diz logo que “as diferenças são muitas, os clubes grandes tinham equipas de ciclismo, o que levava muita gente à estrada, as estradas eram outras e o material também outro. Agora é tudo mais sofisticado, o ciclismo era feito de outra maneira. A gente tinha de se preparar muito para a corrida, agora é mais fácil.”

Lembra(va)-se também do esquema de treinos, que eram à terça-feira e à quinta no clube. À sexta era dia de massagens, mas à quarta-feira, os atletas furavam o esquema e iam treinar pelas estradas até Vila Real. “O treinador nem sabia, mas nós íamos na mesma”, refere Joaquim Leão, lembrando-se da dificuldade da subida da Serra do Marão.

= Joaquim Leão com alguns colegas de equipa do FC Porto (Mário Sá, Sousa Cardoso e Mário Silva), em pose junto a uma artista de espectáculos musicais que faziam parte da receção à Volta... 


Este sobradense também experimentou a carreira de treinador, no FC do Porto e com passagem ligeira pelo Mota, com alguns atletas com sucesso.

Questionado sobre as lembranças e saudades que tem dos tempos das corridas, o ciclista campeão diz que “a cada passo me lembro das vezes em que as provas passavam por Valongo e não se podia passar no alto da serra com a gente que estava nas bermas. Era uma festa, agora faltam as equipas do Porto, Benfica e Sporting”.


Quando ganhou a Volta a Portugal, Joaquim Leão foi recebido como um herói. “Vim de carro descapotável, desde o alto da Serra até Sobrado era só gente na estrada. Em Ermesinde, a minha irmã que era freira, colocou-me uma coroa de flores. Aqui em Sobrado era só gente e foi uma festa tão grande como nunca mais se viu. Tenho mesmo muitas saudades desses momentos”.»


Dessa irmã e outros pormenores fala uma reportagem da revista Flama dessa época, da qual guardamos a respetiva reportagem e foto grande.


Aliás, na dita reportagem e mesmo as notícias que agora e mesmo antes têm referenciado Joaquim Leão, tem servido de ilustração uma grande foto, essa mesma, de Joaquim Leão com a coroa de louros de vencedor da Volta a Portugal de 1964. Foto essa cujo original é de arquivo pessoal do autor deste blogue “Memória Portista," aparecendo inclusive ao longo de anos, com as dobras com que a possuímos em papel, tal qual partilhamos em diversos locais com marca pessoal (A. P. ou AP-Memória Portista).

= Camisola amarela de vencedor da Volta de 1964, exposta no Museu do FC Porto - com efeitos da passagem do tempo. Um histórico símbolo de que o tempo pode deixar a traça esburacar objetos, mas a estimação histórica mantém-se.

Temos também (expressando em linguagem clássica, o autor deste blogue) uma cassete de vídeo, ainda no formato antigo de imagem, sobre a Volta ganha por Joaquim Leão, que ele próprio oferecera em tempos ao seu antigo colega de equipa Ernesto Coelho, em reconhecimento do mesmo ter sido um dos que mais o ajudaram no trabalho de equipa para essa vitória… e que, por sua vez, o amigo Ernesto Coelho me ofereceu, a mim, autor e gestor deste blogue.


Joaquim Leão, anos mais tarde, por alturas em que o FC Porto deixara de ter equipa de ciclismo profissional e manteve durante algum tempo apenas o escalão amador de formação, foi também treinador do clube. E continuou pelos tempos além sempre portista, um bom portista.

= Joaquim Leão com a faixa de campeão nacional, entre campeões, na equipa do FC Porto.

Que o Joaquim Leão lá no além continue com a sua pedalada de dianteira, como homem bom e portista, a velar pelo bem do que por cá continua a ser o mundo portista.

Descanse em paz, grande Joaquim Leão!

Armando Pinto           
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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Revista Dragões – n.º 384-novembro


Mais um número da revista oficial do FC Porto está no espaço informático já usual, em formato digital.

Com efeito a edição nº 384 da Dragões, correspondente do mês de novembro, tem já referência publicada no site do FC Porto e está disponível na versão online, devendo estar por dias a publicação normal em papel.

Tal como se deseja sempre em tudo o que seja da marca Porto, a revista Dragões vem granjeando relevância na importância que tem a atividade saliente do clube. Assim como vem acertando o passo, quanto à recuperação da normalidade de publicação e distribuição, como que em acerto de qualidade com regularidade. Tanto que, entretanto, há alguns dias, até a anterior revista já chegou mais célere a casa dos assinantes, como o autor destas linhas, dias antes de surgir nova edição digital. O que se regista, com satisfação portista.

Desta feita, segundo se pode ir vendo na consulta digital, a edição 384 da Dragões dedica boa parte das páginas ao 15.º aniversário do Estádio do Dragão, contando «tudo sobre o mais bem-sucedido estádio português em utilização e um dos mais florescentes do futebol europeu. São golos às centenas, golos de calcanhar, hat-tricks, jogadores, marcadores, treinadores e reis das assistências. Para que não falte nada e para que saiba tudo, incluindo prémios e pormenores de construção.» Enquanto a capa e páginas iniciais destacam Óliver Torres, mais recente caso da boa gestão do plantel portista e feliz gerência dos atributos dos jogadores por parte do treinador Sérgio Conceição. Entre factos dos bons momentos da vivência clubista.

Armando Pinto
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018

“Visita especial” em documentário do Porto Canal: Os dois treinadores campeões europeus do hóquei do FC Porto com a equipa portista


Na véspera de importante jogo da atual fase da Liga dos Campeões de hóquei em patins, o Porto Canal levou ao atual Museu do FC Porto e depois ao pavilhão Dragão Caixa os dois treinadores que comandaram as equipas do FC Porto nas épocas das duas conquistas da Taça dos Campeões Europeus de hóquei patinado, Cristiano Pereira e José Fernandes.


Então, antes do jogo com os italianos do Lodi, este sábado, o canal televisivo levou ao ecrã as imagens de visita proporcionada aos referidos nomes grandes do hóquei azul e branco, para através dessa realização promover um encontro de incentivo aos atuais hoquistas, com vista à concretização da vitória tão ansiada e consequente repetição da conquista que tem faltado.


Dois treinadores campeões, recorde-se, depois de terem sido jogadores de grande prestígio: Cristiano Pereira, formado no FC Porto e internacional com marcas relevantes, o grande hoquista que esteve no arranque do desenvolvimento do hóquei no FC Porto a partir de finais da década dos anos sessentas e foi bandeira da secção hoquista pelo tempo adiante; mais Zé Fernandes, que com o colega formou dupla avançada de renome.

Foi com agradável surpresa, efetivamente, que vimos Cristiano e Fernandes a andarem pelo museu, conforme tivemos oportunidade de vislumbrar nas imagens do Jornal Universo Porto (da "meia hora", como por cá se diz das 12, 30 h), esta sexta-feira, no canal tv do FC Porto. Tendo os dois craques do hóquei podido rever no Museu FC Porto by BMG as taças europeias que ajudaram a conquistar, além dos outros trofeus e recordações patentes. Embora o atual museu até nem tenha muito material exposto sobre o desporto dos patins, ainda se pode ali ver um “stick” (setique), junto com umas caneleiras doutros tempos e antiga máscara protetora de guarda-redes, tal como uma camisola (das que Cristiano envergou), no pequeno espaço dedicado às modalidades, mais uma estátua, das que estão à entrada, do também antigo mas mais recente hoquista Vítor Hugo (bi-campeão europeu como jogador, então treinado pelos dois recordados valores do passado). 


Nota-se sobremaneira a falta de uma estátua também do Cristiano, que foi efetivamente o maior representante do hóquei portista (um dos primeiros campeões europeus do clube, como campeão em 1969 no Europeu de juniores e durante anos, nos anos setentas e parte dos oitentas, o único portista que ia às seleções de seniores), além de algo do género também de Acúrcio Carrelo, que foi o primeiro internacional do clube no desporto jogado sobre patins. Assim como deveria haver imagens fixas das conquistas internacionais do hóquei e do bilhar, as modalidades que além do futebol já ergueram trofeus de competições europeias.


Cristiano e Zé Fernandes, depois bem acompanhados por Rui Cerqueira, foram ao pavilhão atual do clube e no Dragão Caixa cumprimentaram todos os hoquistas e o treinador da atualidade do hóquei em patins do FC Porto. Com os quais conversaram e puderam manifestar a esperança que reina no seio da família portista, deixando pessoalmente mensagens de incentivo e formulando votos do sucesso ao alcance dos jovens valores que defendem atualmente as camisolas do hóquei do FC Porto.


Dessa louvável iniciativa, em reportagem mais uma vez bem conseguida pelo jornalista Rui Cerqueira, juntamos algumas imagens captadas diante da televisão aqui de casa do autor destas linhas.


Armando Pinto

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