Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Recordando: Na efeméride da segunda Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins do FC Porto... Memórias da primeira participação do hóquei portista na principal Liga Europeia!

Em 1990, em plena antecipação da noite de São João, que se seguiria pela noite dentro na cidade do Porto, a equipa de hóquei em patins do FC Porto viveu em Espanha esse começo de noite que fez no ambiente da Invicta a alegria ser ainda maior. Tendo então o FC Porto conquistado a sua segunda Taça dos Campeões Europeus de hóquei patinado ao bater os espanhóis do Noia, na Catalunha, e assim o hóquei portista ergueu pela segunda vez o troféu de Campeão Europeu, quatro anos depois da primeira conquista acontecida em Novara, na Itália.

Então, a 23 de JUNHO de 1990 a equipa de José Fernandes, que já tinha vencido por 6-0 no Pavilhão Américo de Sá, esteve sempre na frente e voltou a triunfar, por 5-2, fazendo a festa lá em território catalão. Repetindo Zé Fernandes, como treinador da equipa vencedora, o feito em 1986 alcançado com Cristiano à frente da equipa azul e branca. Tal como passados muitos anos, em 2023, com o treinador Ricardo Ares foi alcançada pela terceira vez a mesma prova, embora já ao tempo chamada Liga dos Campeões (“Champions League”). E esta época finda, ainda de fresca memória, foi pela quarta vez alcançado o mesmo feito, com Paulo Freitas a orientar a equipa triunfante da Liga dos Campeões, em 2026.

Na oportunidade desta evocação, lembra-se a façanha da efeméride deste dia, 23 de JUNHO, do que foi então alcançado na véspera do feriado sanjoanino portuense, em 1990, no aquecimento para a noite de São João mais vibrada com martelos azuis e brancos. E na sequência desta lembrança, recorda-se ainda o começo das participações do FC Porto nas provas europeias de hóquei. Tendo o Clube Dragão começado logo pela Taça dos Campeões em 1970, então como Campeão Metropolitano, cuja 1.ª eliminatória ficou decidida no Porto em Junho, também, naquele ano de 1970.  

Ora, indo por partes, primeiro relembra-se a Taça dos Campeões Europeus de 1990, alcançada ao início da noite do dia 23, festejada com balões à Porto lançados ao ar, enquanto andavam na multidão festejos derivados das notícias vindas pelo ar, das transmissões chegadas.

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Então, a 23 de junho de 1990, ao final do dia da véspera da festa maior portuense e à chegada dessa noite de São João, o FC Porto conquistava pela segunda vez a Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins. Era então a equipa portista treinada por José Fernandes, à frente dum lote de hoquistas que derrotou o Noia na final europeia, alinhando com: Franklim Pais, António Alves, Carlos Realista, Vítor Hugo, Tó Neves, Vítor Bruno e Diego Allende. Depois de terem ganho por 6-0 na primeira mão, jogada no antigo Gimnodesportivo das Antas-Pavilhão Américo Sá, os Dragões foram à Catalunha erguer o troféu com mais uma vitória, dessa vez por 5-2. Fazendo com que para o mundo portista fosse ainda mais um grande São João.

Aconteceu felizmente então que o FC Porto foi a casa do detentor do título europeu da época anterior, o Noia de Barcelona, com a vantagem de seis golos, obtidos no sábado anterior no pavilhão das Antas. E sem fazer a coisa por menos, em Espanha voltou a equipa portista a vencer por números esclarecedores, saindo os hoquistas azuis e brancos vitoriosos desse encontro da 2.ª mão da final com triunfo por 5-2.



De tal importante vitória registou ao tempo o jornal O Jogo a respetiva ficha e curta nota de reportagem, que se reproduz.


Enquanto isso, a revista Dragões reportou também diversos aspetos da eliminatória e correspondente deslocação.



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Com essa retaguarda memorial é oportuno relembrar como e quando tudo começou, na primeira participação do hóquei do FC Porto na Taça dos Campeões Europeus, em 1970. 

Vem assim a propósito evocar tempos dos inícios da participação do hóquei patinado portista em jogos oficiais das provas internacionais. Tendo começado a entrada nas provas europeia logo em 1970 pela antiga Taça dos Campeões Europeus, atualmente chamada Liga dos Campeões – WSE Champions League - Men, a Liga dos Campeões da WSE de Homens, principal competição europeia de clubes de Hóquei em Patins da Europa em equipas masculinas, organizada pela World Skate Europe - Rink Hockey.


Prova em que entrou o FC Porto pela primeira vez em 1970 na Taça dos Campeões como Campeão Metropolitano e Vice-Campeão Nacional, títulos alcançados em 1969. E o FC Porto teve entrada em rinque das provas europeias de hóquei em patins diante do Rollsport Reimscheid, o primeiro clube adversário internacional em oficiais competições da Europa. Tendo-se então defrontado o FC Porto, representante português, e aquele campeão da Alemanha Federal, para a Taça dos Campeões Europeus.

Foi aí dado o primeiro passo, melhor dizendo as primeiras patinadelas, no começo das participações do Hóquei em Patins do FC Porto nas provas oficiais europeias, em 1970. Volvidos meses da conquista do “Campeonato Metropolitano” de 1969 e seguinte lugar de vice-campeão nacional no mesmo ano. Sendo o Nacional disputado entre o Campeão Metropolitano (da Metrópole Continental) e os Campeões das províncias ultramarinas de Angola e Moçambique. Com o primeiro jogo europeu a nível oficial na Alemanha, naquele tempo em que por aqueles lados ainda o rinque de jogos da equipa anfitriã era ao ar livre  como documenta a foto coeva captada por um elemento da caravana portista. 

 

Assim começara a participação portista na fase de eliminatórias da Taça dos Campeões Europeus com a ida à Alemanha, para os quartos-de-final da prova, em confronto com os campeões germânicos do Rollsport Reimscheid. De cujo jogo, da 1ª mão, há que recordar algo através de imagens ilustrativas de momentos anteriores ao jogo, como recordação da viagem e sobretudo pela visão do local do mesmo jogo, durante a curta estadia.


Como ilustração junta-se uma sequência de imagens particulares, a contar já com uma individual de Cristiano, em pose de recordação, com o piso do rinque por cenário. Cristiano era então jovem craque da modalidade e bandeira do hóquei portista, sendo um dos representantes do F C Porto nas seleções nacionais de juniores (junto com Fernando Barbot, Castro e Júlio, os primeiros campeões europeus formados do F C Porto, como foram ao serviço da camisola das quinas) e único portista que ia à seleção A… Como, salvo raríssimas exceções (sobretudo uma ou outra chamada rara do guarda-redes João Brito e mais tarde do Castro também), aconteceria ainda, depois, durante anos a fio  sagrando-se entretanto e posteriormente Cristiano também Campeão Europeu e Mundial com a seleção de seniores e inclusive sido melhor marcador num Mundial, disputado na Argentina.


Por esses tempos, de 1969/1970, a equipa era composta pelos elementos integrantes da fotografia junta, ou seja, pela ordem captada (desde cima e da esquerda para a direita), Hernâni Martins, Cristiano, Leite, Magalhães; Fernandes, Castro, Brito e Ricardo. Mais (dos que não ficaram nesta foto) uns Júlio, Joel, Rui Caetano, Luís Caetano, Sobral, Graça, Orlando, etc. Ainda se contava com o “capitão” Alexandre Magalhães (que terminara a atividade e volvido algum tempo passaria a ser treinador pouco depois, ficando a orientar a equipa principal do F C Porto durante a mesma época).

Voltando com o filme atrás, contava então ainda a estreia internacional, em apreço. Ressaltando o começo vitorioso, perante o Rollsport Reimscheid. Revestindo-se naturalmente de expetativa e consequente marcação tal ocorrência, tendo o pontapé de saída sido dado com a concludente vitória do F C Porto na Alemanha  por 2-10, ou seja por dez tentos dos visitantes portugueses contra dois dos visitados alemães, no reduto teutão (a que correspondeu na resposta a nova e mais descontraída vitória por 8-5 no jogo da 2ª mão, no Porto). Havendo ficado na memória da deslocação à então Alemanha Federal diversas curiosidades, num jogo disputado em rinque aberto e dentro do espaço dum parque de lazer, ao género de jardim florestal citadino. Como revelam as anexas fotografias relativas, da chegada ao parque e inerente visualização do rinque, de Reimscheid.


Repare-se assim, quer na panorâmica do recinto de jogo, como na turística ambientação do grupo, ladeando o célebre treinador desse tempo, Laurentino Soares. Tal como, em baixo, o conjunto que por fim posou no local do desafio – vendo-se, a partir da esquerda, Zé Fernandes, Castro, Júlio, Cristiano, Hernâni e Joaquim Leite.


Foi há muito, muito tempo... e o hóquei patinado do F C Porto, nesses tempos de Cristiano e seus pares, começava a esticar-se pelo movimento entusiasmante que crescia dentro do clube das camisolas de listas alvi-aniladas, das duas listas azuis sobre fundo branco, na mistura da cor das próprias veias dos atletas com a alvura da cor das asas dos poetas. 

= Treinador Laurentino Soares

Ora, depois do primeiro jogo na Alemanha, seguiu-se a segunda-mão da mesma eliminatória no Porto. Sendo essa primeira vez na cidade do Porto num sábado, a 6 de junho desse ano 1970  com o Pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal repleto de público, vendo pela primeira vez que teve lugar na cidade do Porto um jogo internacional de hóquei em patins a contar para uma oficial prova europeia de clubes.  

Jogava-se ali o encontro da 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1970, após o jogo da 1ª mão já realizado em maio na ao tempo Alemanha ocidental. O FC Porto havia ficado isento da disputa da 1ª eliminatória, e entrara assim na 2ª, que correspondia também aos quartos-de-final, conforme o quadro institucional à época, nessa mais importante e ainda única taça europeia do hóquei patinado, pela concorrência então contar apenas os campeões dos países mais desenvolvidos na modalidade.

Nesse cenário e com o Porto hoquístico a viver noite europeia de gala, o FC Porto recebia assim os hoquistas alemães. Nesse tempo em que a Alemanha estava dividida em duas partes, devido às consequências políticas pós-Guerra (após a II Grande Guerra), existindo o triste Muro de Berlim. Indiferente a isso, mesmo porque naquele tempo nem se sabia quase nada de política social, mas simplesmente o que era de bom tom sair nas notícias, a atenção esteve apenas no acontecimento desportivo em si. Tendo o espetáculo tido início com a distribuição de medalhas aos Campeões Metropolitanos, a anteceder a entrega da Taça do Campeonato Metropolitano ao FC Porto, vencedor na época anterior, em 1969, e como tal representante do Continente português à Taça dos Campeões Europeus.

Na ocasião a equipa do FC Porto estava um pouco desfalcada pela ausência, que se pensava ainda ser temporária, do histórico capitão Alexandre Magalhães, a quem havia falecido seu pai e tivera de interromper a atividade desportiva por via de sua vida familiar. Tendo assumido o cargo de capitão o seguinte mais antigo da equipa, Joaquim Leite.

Seguiu-se o jogo, iniciado em ambiente de satisfação coletiva e confiança no desfecho da eliminatória, atendendo ao dilatado resultado de 10-2 a favor do FC Porto verificado nas longínquas paragens germânicas. Mais ampliado seguidamente com a meia dúzia de golos marcados pelos hoquistas azuis e brancos no decorrer da 1ª parte. Até que na 2ª parte pairou certa surpresa, com o resultado a encolher a diferença, embora sempre com boa diferença, acabando vitorioso por 8-5.

= Pose das duas equipas, perfiladas conjuntamente.

Disso tudo ficou registado o desenrolar da ocorrência em pequena reportagem no jornal O Porto da semana seguinte (sendo que o mesmo órgão oficial do clube saía ao sábado, conforme apareceu aos leitores na edição do dia 13). 



Armando Pinto

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domingo, 21 de junho de 2026

Entrevistas espraiadas nos jornais O JOGO e JN de atualização pública sobre o FC Porto - pelas quais o Presidente André Villas-Boas volta a fazer novo ponto de situação - em JUNHO 2026.

 

Em tempo do calor ambiental deste quente início do verão e como tal também de praias, e ainda de quem não pode ver o mar conseguir refrescar-se de outros modos, é hoje dada à estampa em dois jornais diários nacionais duas entrevistas do presidente do Futebol Clube do Porto espraiadas por esses dois periódicos, um desportivo, O Jogo, e outro de cariz noticioso generalista, o JN-Jornal de Notícias. Em cujas páginas, neste domingo 21 de JUNHO, essas entrevistas aparecem alargadas por dois pontos de vista jornalísticos, fazendo ponto de situação sobre a atualidade do FC Porto. Em quatro páginas do JN e em oito páginas d’O JOGO, através de conversa mantida, ouvida e relatada, na transmissão do que o Presidente do F. C. Porto, André Villas-Boas, achou por bem revelar, incluindo suas tentativas de pacificação clubista, mesmo em ações com pessoas que não aceitaram a mudança salvadora do clube, de modo que está até a fazer mais do que era esperado. 

Mais algum material historiográfico, este, por junto, que fica na salvaguarda da memória portista.

Armando Pinto

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sábado, 20 de junho de 2026

Dois históricos portistas na história dos inícios do futebol mundial nos Estados Unidos da América: Séninho e Costa!

Na calha do Mundial de Futebol que por estes dias de junho de 2026 decorre na América, com os jogos distribuídos pelos Estados Unidos, Canadá e México, e sobretudo de com isso haver esforço de maior implantação do futebol mundial nos Estados Unidos, grande nação do desporto que por lá chamam de futebol americano... vem a propósito puxar atrás o filme das lembranças que perduram dos inícios das tentativas pioneiras dessa ideia. Desde que nas terras dos antigos cow-boys começaram a haver espetáculos com bola de futebol, no país do tal desporto que de futebol não tem nada, a não ser por lhe chamarem isso por lá. Começando o fenómeno desse outro sonho americano com a ida do rei Pelé para os “States”, seguido de alguns outros estrangeiros, entre os quais o português Séninho, que jogava no F.C. Porto quando foi contratado, logo a seguir ao mesmo velocista extremo se ter sagrado campeão nacional pelo F.C. Porto em 1978. Para anos depois seguir rumo idêntico o também antigo jogador do F.C. Porto José Costa, igualmente campeão nacional pelo F.C. Porto, em 1979.

Comecçou isso de Portugal para a América, no século XX, com a ida de Seninho para os Estados Unidos da América, para o Cosmos, equipa das maiores vedetas internacionais que rumaram até à antiga terra do Tio Sam...


Seninho fora um dos célebres componentes da formação azul e branca que em 1977/78 conquistou finalmente o título nacional que há muito fugia ao F C Porto, depois de na época anterior também ter participado em vitoriosa campanha na Taça de Portugal. Após haver festejado a grande alegria de ser Campeão Nacional, em 1978 rumou até terras americanas, para o Cosmos de Nova Iorque, por tentadora oferta que o levou a ganhar uma avultada remuneração, à época.

O extremo Séninho (Arsénio Jardim) brilhou na antiga NASL ao serviço do New York Cosmos (onde jogou ao lado de lendas como Pelé, Beckenbauer e Cruyff) e mais tarde no Chicago Sting. Teve um enorme sucesso além-fronteiras, sagrando-se tetracampeão norte-americano pelo Cosmos e conquistando outro título pelo Chicago. Tendo ficado famoso pela sua velocidade na marcação de livres diretos, como lá por esses tempos oficialmente começaram a inventar, na sugestão de maior impacto espetacular, para chamariz público. Antes de no futebol internacional jogado nos Estados Unidos finalmente terem adotado todas as regras mundiais.

Dessa realidade Séninho, recordamos o que publicou a revista Selecções Desportivas em sua edição de Dezembro de 1978.

Entretanto, também o extremo Costa chegou a estar momentaneamente como jogador nessa parte do mundo, curiosamente quando lá jogava Pelé, com quem Costa chegou a trocar de camisola. Por o então extremo-esquerdo da equipa treinada por Pedroto, o José Costa, ter tido oportunidade então de estar junto ao Pelé num período de férias – conforme relata a legenda da foto que juntamos, como ilustração.

José Alberto Costa, avançado extremo-esquerdo, que também representou o FC Porto em era seguinte a Séninho, e entretanto até tinha jogado contra a Seleção dos Estados Unidos pela Seleção A de Portugal (na sua 2.ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, tendo até marcado o golo da vitória de Portugal contra os E.U.A), construiu ligação aos Estados Unidos nessa referida primeira experiência momentânea, até que anos mais tarde voltou, mas então fora dos relvados já como treinador. Tendo inicialmente sido adjunto (de Carlos Queirós) no Metro Stars de Nova York (em 1996) e na Seleção dos Estados Unidos (1998/99). Por fim, como treinador principal, enquanto andou lá pela América, Costa foi contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Onde, entre os seus vários trabalhos na formação e no desenvolvimento de atletas, José Costa se destacou como diretor técnico da academia USA Seventeen Soccer Academy, sediada em Santa Clara, Califórnia.

(imagem da Internet)

Assim, em traços gerais, fica a memória desses inícios do futebol mundial nessa parte do mundo, onde há o tal chamado futebol americano e o futebol verdadeiro ali tem ganho algum espaço e atenção paulatinamente. Tendo ficado associados aos primórdios do futebol na América esses dois nomes, de homens do futebol que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto, Séninho e Costa.

Armando Pinto

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Um brinde de parabéns ao cantor portista Quim Barreiros !

 

Sendo os dias de aniversários felizes ocasiões para celebrações de felicitações, também dias destes são boas ocasiões para na mesma oportunidade lembrar pessoas, da pertinência correspondente. Como vem ao caso, aqui e agora, em jeito de trazer à liça alguém de relação afetiva ao Clube da memorização deste espaço. Tratando-se dum cantor popular que se sabe ser portista - o famoso Quim Barreiros, nascido a 19 de junho de 1947. Cuja figura, nesta ordem e por todos os motivos associados, merece nossos parabéns, neste dia em que passa seu aniversário natalício. Sendo ele um Portista assumido, o que honra o mundo azul e branco e é apreciado por quem faz parte da Família Portista.

Quim Barreiros, o popular cantor português de música típica, é um conhecido adepto do Futebol Clube do Porto. Apesar de em seus primeiros tempos ter simpatizado com o Benfica até à sua juventude, por nesse tempo o acompanhamento desportivo pelo país recôndito ser através da rádio, pela Emissora Nacional, e os relatos radiofónicos provocarem um maior imaginário aos clubes de Lisboa, pelo muito tempo de antena e louvores... ao invés do que acontecia com o Porto, quase esquecido... ele depois tornou-se portista convicto após a sua passagem pelo serviço militar. Diz que era benfiquista até ir para a tropa, mas ao reparar que “lá por baixo” entre a "malta do Sul" não havia gente portista, decidiu que como "homem do Norte" não havia de ficar a torcer pelos encarnados. Passando desde aí a defender com orgulho as cores do emblema nortenho e extensivamente com maior empenho os valores do Norte de Portugal. Ficando durante sua carreira artística o mesmo artista minhoto também famoso pela sua ligação ao F.C. Porto. Em cuja envolvência já participou em espetáculos de relação clubístico-portista.  

Quim Barreiros, nasceu pois a 19 de junho de 1947 e transformou-se no famoso cantor popular que é como intérprete e acordeonista, em acompanhamento como artista cantor de suas canções de sabor brejeiro, numa mistura de estilo folclórico com sentido etnográfico de desafio tradicional, dos antigos cantares à porfia. É uma figura incontornável da música de duplo sentido, famoso por êxitos deveras conhecidos e reconhecidos. A ponto de ser presença já tradicional em espetáculos de grande alcance, como por exemplo nas queimas das fitas de finais de cursos académicos, como figura emblemática da borga estudantil.

De nome completo Joaquim de Magalhães Fernandes Barreiros, é natural de Vila Praia de Âncora, tendo nessa região de Caminha suas raízes, de onde brotam razões que lhe deram bom curso para ser como é autor e compositor de suas letras musicadas, bem conhecidas pelo humor, trocadilhos e duplo sentido. Tendo ao longo da sua vida colaborado com compositores brasileiros e portugueses, incluindo cantores famosos, como a fadista Amália, e poetas como Pedro Homem de Melo. A pontos de ser presença assídua em romarias e festas académicas de norte a sul de Portugal, tendo também grande popularidade junto das comunidades portuguesas no estrangeiro. Elevando-se no meio dessa mesma popularidade o facto de ser Portista e sobremaneira de mesmo assim ser admirado por simpatizantes de todos os clubes, sobretudo os menos sisudos.

Como homenagem, com esta comemoração sugestiva, ilustra-se a lembrança com um brinde de um disco seu quase desconhecido, que faz parte da coleção pessoal do autor deste blogue e vem a calhar por conter a cantiga tradicional dos “Parabéns a você”.

Armando Pinto

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Os primeiros Campeões Nacionais do futebol português… e do FC Porto - em 1921/1922!

 

Em 1922 o FC Porto tornou-se o primeiro Campeão de futebol em Portugal. Então, a 18 de JUNHO de 1922, o Futebol Clube do Porto derrotou o Sporting e consagrou-se como o primeiro Campeão Nacional da história do futebol português. Após uma vitória caseira para cada lado, Dragões e lisboetas encontravam-se no jogo de tira-teimas marcado por sorteio para o Campo do Bessa, no Porto, onde foi disputada a finalíssima da edição inaugural do Campeonato de Portugal. Mas também no terceiro jogo os regulamentares 90 minutos não chegaram para decidir o vencedor, sendo necessário ir a prolongamento. Até que ao cabo de duas horas, os portistas impuseram-se por 3-1 e fizeram história. Sendo assim o F.C. Porto o clube primeiro Campeão de Portugal. Na disputa da primeira prova oficial de futebol realizada em Portugal.


Dessa façanha documenta-se e ilustra-se a referência, aqui e agora lembrada na calha da efeméride do dia, com o que sobre isso consta no livro “NÚMEROS E NOMES DO FUTEBOL PORTUGUÊS - Compilação de Ricardo Ornelas”, publicado em 1949/50 numa edição do Diário Popular.

Muitos anos passados, em 1968, durante a presidência de Afonso Pinto de Magalhães, o F. C. Porto homenageou os heróis desta vitória pioneira, da qual restavam então apenas cinco sobreviventes.

= Cinco então ainda sobreviventes (em 1968) dos primeiros Campeões de Portugal, da equipa do FC Porto que venceu o Campeonato de 1921/1922 !

Está pois gravada na memória dessa época, de 1921/22, a primeira prova oficial que houve em Portugal, de modo que serviu de barómetro e foi ganha pelo F.C. Porto. Como foi mesmo o F.C. Porto que venceu, conquistando então o 1.º Campeonato de Portugal. 

Ora, essa homenagem de 1968, evocativa do 1.º Título de futebol nacional e de preito aos ainda sobreviventes nesse tempo, teve lugar no mesmo dia em que, depois que foi inaugurado o Mausoléu do Clube, em Agramonte, de seguida houve na sede (antiga) do F.C. Porto a inauguração de uma Galeria Fotográfica dos Internacionais do F.C. Porto, com a coleção de quadros com as fotos de todos os internacionais portistas até á época da respetiva instalação desse corredor da fama, dos selecionados desde 1921 até 1968, de seniores e juniores, ostentando todos os internacionais da Seleção A e B, mais de Juniores. Como, na passada historiadora, se recorda em imagens da ocasião da inauguração dessa galeria.  

Foi em agosto de 1968, no domingo dia 4 desse mês de verão, a solene inauguração da "Galeria dos Internacionais do FC Porto", na Sede do Clube, junto à "Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães". Tendo sido conjuntamente prestada homenagem aos sobreviventes da vitória no primeiro Campeonato de Portugal, por meio de público tributo aos Campeões de 1921/1922 ainda vivos nesse tempo.

Disso se recorda, em recortes das reportagens publicadas no Jornal de Notícias e n’ O Comércio do Porto, da seguinte segunda-feira dia 5 de agosto de 1968, imagens e narrativa das respetivas cerimónias:

= Pose dos Campeões de 1921/22 junto com alguns de várias gerações de jogadores do FC Porto. Vendo-se aí Djalma (brasileiro), Acácio, Soares dos Reis, Pedroto, Festa, Valdemar Pacheco, Carlos Nunes, António Santos e outros.

= Campeões de 1921/22 - Cinco dos 11 primeiros Campeões de Portugal. Curiosamente, nenhum dos sobreviventes foi Internacional, por Portugal. Tendo desses 11 Campeões do FC Porto só um (Artur Augusto) feito parte da 1.ª Seleção Nacional de futebol, em 1921; e apenas mais um outro (Balbino) também chegou a ser selecionado para a Seleção Nacional (mas esse já mais tarde, em 1923, ou seja não nos primeiros jogos da Seleção, em 1921 e 1922). Enquanto os restantes não chegaram a "ir à Seleção" dita de Portugal - eles  que eram da equipa Campeã! - Coisas de ontém e hoje...

Armando Pinto

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Adriano Palhau: colaborador do jornal O PORTO e formador d´O JOGO… de Parabéns!

 

18 DE JUNHO

Hoje é dia de felicitar e festejar mais um dos colaboradores do antigo jornal O Porto. Sendo data do aniversário natalício de um dos amigos do grupo dos Colaboradores d’ O Porto, o Adriano Palhau. Um Portista ativo que, “com a graça do Criador”, completa agora 65 Primaveras neste dia 18 de Junho, nascido que foi em 1961.

Vem assim a propósito, em género de felicitação, trazer à cena entre figuras de ligação portista mais um dos Colaboradores do jornal O Porto, dando uma vista de olhos pelo seu percurso jornalístico. Jornalista de carteira profissional, que, depois de escrever no jornal O Porto, entre outros casos teve tarimba no jornal desportivo O Jogo. E sobre o qual, fazendo uma pesquisa pelos motores de busca da Internet ele surge «identificado como um jornalista que contribuiu para a formação profissional de outros jornalistas»; tal como «o seu nome aparece em agradecimentos de um trabalho académico (2006) que cita colegas jornalistas do jornal desportivo O JOGO»; e ainda «autor de algumas publicações, como co-autor de “Centro Hípico do Porto-Matosinhos, 1910-2010: a história”/textos Adriano Palhau e mais 2 outros.»

Contudo, para se ser mais preciso, aqui para efeitos de apresentação curricular, o melhor é deitar mão a um texto dele próprio. Que, com a devida vénia, se transcreve para melhor identificação:

«Nasci na vila de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança. Vim para o Porto com seis anos. Apaixonei-me pelo nosso FC Porto e pela cidade.

Relativamente à minha colaboração com o Jornal O Porto, creio que se balizou entre 1980 e 1982, sob o consulado do saudoso José Viana. Nessa altura, conhecia muito bem o comum amigo Armindo e fiz amizade com o Zezé Viana (filho do Zé Viana), então ainda um miúdo.

Tendo nessa altura já completado o ensino liceal e um curso de francês de cinco anos, tive a chance de entrar (21 anos) nos quadros editoriais do Notícias da Tarde. O contrato assinado com a Empresa do Jornal de Notícias - era assim que se denominava, se a memória não me atraiçoa - remonta a 1 de Julho de 1982. Não mais assinei outro contrato de trabalho. Fui um dos fundadores do desportivo "O JOGO", em 1985, sendo director o já falecido Serafim Ferreira (o Homem das Voltas a Portugal em bicicleta). Foi aí que ganhei experiência e andamento! Quando a família Oliveira chegou aos jornais, fui um dos escolhidos para me manter nos quadros de "O Jogo" - transferência de contrato. O primeiro e único serviu, mais tarde, no início de 2009, para ser indemnizado (27 anos de casa) quando começou o despedimento nos jornais nacionais.

Trabalhei, posteriormente, como perito/avaliador para um gabinete de peritagens, com sede no Porto. Estou reformado (42 anos de descontos) desde 2023 (quase há três anos), mas continuo a renovar a carteira de jornalista (activa). Por ser um apaixonado pela caça, escrevo frequentemente artigos para a única revista portuguesa sobre a temática da caça e dos cães de caça (Caça e Cães de Caça). Agora, gratuitamente. Em anos idos, tive direito a bónus - uma viagem a África e uma visita a uma fábrica de armas em Itália!, entre outras ofertas.

Em linhas gerais, eis o meu trajecto até aos dias de hoje.»

E já não é pouco. Dando assim para felicitar por este meio o amigo e confrade Adriano Palhau e ao mesmo tempo fazer reconhecimento público de mais um valor dos que pertenceram à escola do jornal O Porto, antigo órgão oficial do FC Porto, existente entre 1949 até 1986. Um dos colegas do grupo dos encontros dos Colaboradores do jornal O Porto, que nos reunimos de vez em quando - pelo menos duas vezes ao ano, no início das estações de verão e inverno, a ver como ainda param as modas, ou melhor dizendo quão se mantém a forma! 

Dando graças pelo dom da vida, aqui se homenageia assim mais um amigo, em modo de lembrar (melhor dizendo, ir lembrando…) os colaboradores do antigo jornal O Porto que se sabe estarem vivos, no conhecimento dos elementos do grupo a que pertencemos, dos COLABORADORES DO JORNAL O PORTO.

Abraço de parabéns amigo Adriano Palhau!

do

Armando Pinto