Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Efeméride da estreia de Cubillas em jogos oficiais pelo FC Porto

A 10 de fevereiro de 1974 aconteceu a estreia oficial de Teófilo Cubillas ao serviço do FC Porto. Em jogos oficiais, visto a estreia em jogos particulares ter sido anteriormente a 27 de janeiro. Havendo o primeiro jogo oficial em Portugal sido então nesse dia de fevereiro no Estádio Alfredo da Silva, no Barreiro, numa tarde domingueira em que a equipa portista empatou 0-0 com a da CUF, a contar para a 19.ª jornada do Campeonato Nacional de 1973/74.

Contratado ao Basileia, da Suíça, graças ao precioso contributo dos sócios que corresponderam a uma campanha de angariação de fundos, para o efeito (dando assim possibilidades do diretor Jorge Vieira fazer a contratação), começava então o famoso craque peruano a sua participação com a camisola do FC Porto. Depois da sua chegada ao Porto ter sido ocorrência digna de registo, tal a receção que até meteu espera de dirigentes e jornalistas logo à saída do avião. Nesse que foi um dos momentos históricos da presidência do Dr. Américo Sá.

Então Cubillas, que havia sido considerado o “Melhor Jovem do Mundial de 1970” e “Rei da América em 1972”, «viria a representar o FC Porto em 110 ocasiões e a marcar 66 golos com a camisola azul e branca. Durante esse período, "El Nené" guiou os Dragões à conquista da Taça de Portugal e a seleção do Perú à vitória na Copa América, acabando eleito MVP do torneio. A FIFA considera Cubillas um dos melhores futebolistas do século XX e os portistas que o viram jogar não poderiam estar mais de acordo».

Cubillas, durante a sua curta permanência no FC Porto, antes de sair ainda contribuiu em 1976 em 2 jogos da campanha da Taça de 1976/77 que o FC Porto depois conquistou, sendo assim um dos vencedores dessa mesma Taça de Portugal. Não tendo sido possível ganhar o campeonato por motivos que eram habituais também por esses tempos, como foi um caso, por exemplo, de no então decisivo Sporting-FC Porto o Sporting ter vencido com golos irregulares, o primeiro dos quais até marcado em falta claríssima do avançado leonino sobre o guarda-redes Tibi…

Na oportunidade desta lembrança, e porque em anteriores artigos sobre Cubillas (“Cubilhas”, como se lê) foram entretanto versadas outras curiosidades e respetivas imagens, desta feita ilustra-se a publicação com uma sequência de gravuras e algumas capas de revistas de arquivo pessoal.


Armando Pinto

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Nota: Para relembrar a estreia de Cubillas em jogos particulares, clicar em

https://memoriaporto.blogspot.com/2017/01/recordando-estreia-de-cubillas-com.html

Assim como outra lembrança em

https://memoriaporto.blogspot.com/2023/03/lembrando-cubillas-o-eterno-cubilhas-do.html

e da sua despedida em

https://memoriaporto.blogspot.com/2024/01/recordando-o-regresso-de-cubillas-ao.html 

AP

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Efeméride de um FC Porto-Sporting de 1948 - jogo desse clássico jogado a 8 de fevereiro…

 

Na proximidade de mais um encontro de futebol FC Porto-Sporting vem sempre a propósito lembrar alguns dos muitos jogos disputados entre os dois contendores. Mas no caso de puxar a memória a um desses que tenha acontecido no dia desta data, a 8 de fevereiro. Sendo esse o caso da efeméride deste dia, acontecido em 1948. Como ocorreu então no segundo domingo de fevereiro desse ano, por sinal de boa memória porque o FC Porto venceu concludentemente por 4-1. Em jogo do Campeonato Nacional, no Campo da Constituição, o então recinto oficial do FC Porto.

Para verificar o que aconteceu então, respiga-se da revista “Stadium” a parte respeitante à crónica do jogo. 



E ilustra-se esta memorização com imagens da mesma publicação lisboeta, do respetivo número publicado em data seguinte, a 11 de fevereiro. Cuja sequência descreve em panorâmica esse acontecimento resultante.


Faltou na reportagem, da referida revista de Lisboa, a indicação dos marcadores dos golos - que se mostram, contudo, pela ficha do jogo constante do livro REMEMORANDO.

Armando Pinto

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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Efeméride do 1.º jogo oficial no estádio do Dragão - a 7 DE FEVEREIRO DE 2004 - e marcador do 1.º golo oficial no novo estádio.

Em 2004, a 7 (sete) de fevereiro pela primeira vez o estádio do Dragão teve um jogo oficial. Após a inauguração ocorrida em novembro de 2003, e, devido a ser necessário algum tempo de espera para a consolidação da relva do novo estádio, entretanto ainda ter sido utilizado o estádio das Antas até 24 de janeiro de 2004 no FC Porto-Estrela da Amadora (2-0) da despedida, finalmente o estádio do Dragão recebeu um jogo oficial a 7 de fevereiro, ao correr de 2004. Tendo então o FC Porto recebido o União de Leiria, em jogo a contar para a 21.ª Jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 2003/2004. Logo conseguindo aí o FC Porto a primeira vitória portista  no novo estádio em jogos oficiais, com o resultado de 2-1 a favor, por meio dos golos de Maniche e Maciel. Começando da melhor forma a campanha ainda restante dessa época, quer do Campeonato Nacional, como das eliminatórias da Liga dos Campeões Europeus.

Com efeito, nesse sábado do primeiro jogo oficial no novo estádio, Maniche foi o marcador do primeiro golo em jogos oficiais no novo recinto portista, ao abrir o marcador aos 17 minutos desse prélio. Com a curiosidade acrescida do mesmo primeiro golo ter sido marcado com Helton na baliza adversária. Visto que nesse jogo inicial do estádio do Dragão o guarda-redes Helton sofreu os dois golos do FC Porto, como era ainda o guardião da baliza da equipa de Leiria. Sendo assim ele o guarda-redes que sofreu o 1.º golo no estádio do Dragão, mas marcado pelo FC Porto (porque só mais tarde ingressou nas hostes do Clube Dragão). Golo esse primeiro então obtido por Maniche, depois de um belo trabalho de Deco e participação de outros colegas da equipa. Ficando assim para a história, tal como na inauguração do estádio do Dragão o 1.º golo em jogo particular teve autoria de Derlei, já depois o autor do 1.º golo oficial foi Maniche.

Armando Pinto

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Rememorando… um Porto-Sporting (de 1938) na data da respetiva efeméride…


Já são muitos, ao longo dos tempos, os jogos disputados do “clássico” Porto-Sporting. Mas, no meio de tantos e na peugada da história, vem neste dia a ser propício relembrar um, particularmente. De modo que dos jogos disputados no Porto, entre o FC Porto e o Sporting, relembra-se assim precisamente um, desta vez, a propósito da efeméride da sua realização, como foi a 6 de fevereiro, corria o ano de 1938. Vindo assim a calhar relembrar este, de tal efeméride do dia, na aproximação ao jogo a disputar no Porto.

Eram ainda tempos da disputa durante o mesmo ano de duas provas de âmbito nacional, as da 1.ª Liga e do Campeonato de Portugal, além de uma regional. Derivando depois no calendário do ano imediato seguir-se inicialmente a realização dos Campeonatos das Associações e de enfiada sucessiva os dois naconais. E então, em 1938, depois de ter disputado o Campeonato do Porto e sido Campeão do Norte, o FC Porto estava a jogar na l.ª Liga quando recebeu o Sporting, a 6 de fevereiro, em jogo efetuado no estádio do Lima, no Porto. Infligindo aí o azul e branco Campeão do Norte uma derrota ao rival das riscas verdes, por 2-1.

Esse prélio, jogado no domingo 6 de fevereiro desse ano de 1938, revestiu-se de ambiente entusiasta, e dele registou a revista “Stadium” uma reportagem fotográfica desse acontecimento desportivo da Invicta.  


Mais pormenorizadamente ficaram as derivadas incidências numa reportagem d’ “Os Sports”, descrevendo o desenrolar da partida e derivado triunfo final, desse jogo em que o FC Porto, com uma grande exibição, sobretudo na 1.ª parte, venceu o jogo categoricamente.   



Assim sendo, na peugada da história, recorda-se essa vitória que fez história nesse tempo de Pinga, Soares dos Reis, António Santos e C.ª… Cuja memória chega ao presente, como boa memória, a calhar bem recordar no dia da própria efeméride.

Armando Pinto

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Na calha do FC Porto-Sporting: livro “Rememorando” sobre os Porto-Sporting de 1933 a 1970

 

Na proximidade de mais um jogo de futebol entre o FC Porto e o Sporting, vem a calhar relembrar o caso de em tempos idos ter sido publicado um livro sobre os jogos desse encontro “clássico” do futebol português. Com os resultados, constituições das equipas e marcadores dos golos, respetivamente a cada jogo, além das classificações a partir que passou a haver o então Campeonato da 1.ª Divisão Nacional. Cuja publicação, como foi dada à estampa em 1970, contém essas informações apenas até esse ano de 1970 e recuando a 1933, ou seja sem conter os dados de jogos anteriores, sabendo-se que houve desde 1921/22, em provas oficiais, como foi a Liga dos primórdios das competições organizadas na era pioneira.

Livro esse, intitulado “REMEMORANDO”, tem em sub-título na capa “Resumo estatístico dos jogos entre o FCP e o SPORTING de 1933 a 1970”, numa “Compilação de-EDUARDO PEREIRA ARAÚJO”. E na contra-capa os emblemas dos dois clubes, que no caso do distintivo do Sporting era ainda o antigo e original. 

Livro que, contudo, tem poucas imagens de ilustração, incluindo apenas duas fotografias de equipas de cada clube - como se exemplifica com uma foto duma equipa do FC Porto de 1956. Sendo um livro que também consta da biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue.

Armando Pinto

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Evocação de José Monteiro da Costa - na passagem da efeméride do falecimento do "Refundador do FC Porto".

  

No dia 30 de janeiro de 1911 faleceu José Monteiro da Costa, obreiro do renascimento do FC Porto em 1906. Tinha apenas 29 anos, então quando desapareceu do mundo dos vivos.

Falecera então em 1911 José Monteiro da Costa, o grande impulsionador da atividade desportiva no FC Porto, como continuador da ideia de Nicolau de Almeida, na refundação da iniciativa de 1893, tendo Monteiro da Costa feito com que o projeto continuasse. Após os primeiros tempos de existência clubista do FC Porto, que havia entretanto ficado em banho-maria por a esposa do fundador não simpatizar com desporto atlético. Havendo José Monteiro da Costa depois dado nova vida ao clube, em modo decisivo.

Ora, José Monteiro da Costa, com a revitalização do clube portista empreendeu a organização da coletividade que passou a ter por cor principal o azul, que vigorava no país real, nesse tempo da Monarquia. Tendo ele então vivido na transição para a República, mas acabou por falecer jovem ainda nos princípios do novo regime político português, saído da revolução republicana do 5 de Outubro de 1910. Não chegando assim Monteiro da Costa a afeiçoar-se às novas cores da alterada bandeira nacional, entretanto instituída meses depois – já que a nova bandeira nacional foi ratificada pela Assembleia Nacional Constituinte, na sua sessão inaugural, a 19 de junho de 1911. Continuando no Porto, porém, a cor azul e brilhar na bandeira e nos equipamentos do FC Porto, na justa lealdade que é apanágio da Invicta. À imagem do que cantou Camões n’ Os Lusíadas (no canto VI, est. 52), referindo o Porto, terra de onde saíram os Doze de Inglaterra, no famoso episódio cavalheiresco: «Lá na leal cidade donde teve / Origem (como é fama) o nome eterno / De Portugal …»


Da era da "Refundação do FC Porto", ficou nos anais portistas a histórica fotografia da equipa de futebol com José Monteiro da Costa também como jogador.

  

Falecera então em 1911 José Monteiro da Costa, o grande impulsionador da atividade desportiva no FC Porto. Em pouco mais de quatro anos, entre os 24 e os 29 de vida, Monteiro da Costa contribuiu decisivamente para dotar o Clube de instalações para a prática de diversas modalidades e de sucesso desportivo, de que foi exemplo a vitória sobre o Real Fortuna de Vigo, em abril de 1910 - o primeiro triunfo internacional de uma equipa portuguesa.

Armando Pinto

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Efeméride da importante vitória do FC Porto no estádio do Benfica em janeiro de 1985 - com icónico golo de Gomes!

 

A 27 de janeiro, em 1985, o FC Porto foi vencer ao estádio da Luz para o campeonato de futebol da 1ª Divisão Nacional, algo que já não acontecia há alguns anos, dando redobradas expetativas para o título nacional que pairava no horizonte. Tanto que então 30 mil portistas foram em romaria acompanhar a equipa e assim protagonizaram uma das maiores deslocações de que há memória. Em cuja enchente os adeptos portistas coloriram de azul e branco o antigo Estádio da Luz, onde o FC Porto venceu por 1-0 com um cabeceamento certeiro de Fernando Gomes. Estava-se na primeira época da equipa portista sob o comando de Artur Jorge, e no terceiro ano da presidência de Pinto da Costa. Enquanto a mesma temporada futebolística ia a meio, mas bem encaminhada finalmente com o FC Porto no comando do campeonato.

Esse decisivo golo (que na imagem cimeira vemos Gomes a festejar e na seguinte acompanhado por Futre nos festejos), efusivamente saudado, foi marcado aos 70 minutos de jogo da importantíssima vitória do FC Porto em Lisboa, nesse encontro do Campeonato Nacional da época de 1984/85. Tendo sido nesse ‘clássico’ que o FC Porto de Artur Jorge embalou definitivamente para ser campeão, ao sair da Luz com 7 pontos de vantagem sobre o Benfica, para um título que o FC Porto conquistara pela última vez em 1978/79.

Esse golo icónico de Fernando Gomes, na vitória do FC Porto sobre o Benfica em 1985, teve impacto crucial para o domínio portista na década de 80, além de reforçar a veia goleadora de Fernando Gomes, que ao tempo já tinha 27 golos na conta pessoal e estava lançado para se consagrar novamente como o melhor marcador da Europa. Como no final do campeonato o eterno 9 do FC Porto recebeu a sua segunda Bota de Ouro. Tal como à época se destacava e o golo foi amplamente celebrado nas hostes portistas. Merecendo bem ter ficado guardado na memória portista, como se regista com imagens das duas páginas que foram dedicadas a esse jogo na revista “Foot”, que nesse tempo se publicava com sede em Lisboa.

Armando Pinto

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