Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lembrando... o ingresso do avançado brasileiro DJALMA no FC Porto - em JULHO de 1966.

Em tempo de transferências do mundo do futebol, no período inicial de nova época desportiva, vem a toque de bola lembrar uma transferência ocorrida com uma aquisição feita pelo FC Porto, enquanto decorria o Mundial de futebol de 1966, em Inglaterra, com a seleção portuguesa a passar a fase em que o selecionador Luz Afonso e o treinador Otto Glória erraram em deixar a baliza da equipa das quinas à mercê dos ingleses - mas isso é outra história, aqui apenas aflorada como enquadramento no tempo. Interessando que nesse ínterim o FC Porto por cá ia procurando fazer pela vida para a nova época, sem contar com o que na Velha Albion se passava na equipa com as camisolas portuguesas, apenas incluindo do FC Porto o defesa Festa, que conseguiu furar a linha BSB, do regime presidencial de Benfica, Sporting e Belenenses (com a baliza a ter ficado escancarada diante da Coreia, valendo a reviravolta acontecida, mas depois já com resultado negativo à frente da seleção inglesa de Charlton e C.ª)…

Então, a 27 de JULHO, em 1966, foi noticiada a transferência de Djalma, brasileiro que na anterior época de 1965/66 dera nas vistas na linha avançada do Vitória de Guimarães e se salientara como goleador, levando a que o FC Porto o adquirisse para reforço da época de 1966/67. Numa transferência que se revestiu de contrapartidas, envolvendo idas para o Guimarães do defesa Joaquim Jorge e do avançado Lázaro, além da soma de dinheiro da parte do contrato.

Ao tempo o setor atacante do FC Porto estava enfraquecido, apenas contando com o avançado-centro Manuel António, adquirido na temporada anterior à Académica, mas sem confirmar o valor que demonstrara anteriormente com o equipamento preto da academia coimbrã, acrescido do outro avançado, o “ponta de lança” Amaury, ter regressado ao Brasil.

O caso é assim referido no livro do jornal A Bola, “História de 50 anos do Desporto Português”:

Tal como no livrinho da “Coleção Ídolos do Desporto”, dedicado ao Djalma, está pormenorizada a transferência:


Djalma teve depois grande influência na boa campanha da equipa portista de 1966/67 a 1968/69, tendo tido ponto alto com a conquista da Taça de Portugal em 1968, para cuja ida à final contribuiu com 4 golos marcados ao Benfica nos dois jogos da meia-final (empate 2-2 na Luz com 2 golos seus e vitória nas Antas por 3-0 com mais 2 dele e 1 de Pavão), bem como na final foi ele que marcou o canto de que resultou o golo da vitória, por 2-1 sobre o Vitória de Setúbal.  

Ganhou fama, a par com os dotes de goleador, com sua maneira de responder às agressões dos adversários. Tendo, depois de o FC Porto ter perdido o Campeonato de 1968/69 por casos internos na parte final, sem ele ter estado envolvido, entenda-se, saído para o Belenenses em 1969/70.

Armando Pinto

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domingo, 26 de julho de 2026

V Encontro de Colaboradores do antigo jornal O Porto

 

- 25 de julho/2026 - Realizado mais um Encontro do Grupo de Colaboradores do antigo jornal O Porto, o quinto desde que se criou um grupo para o efeito, contando com antigos colaboradores do antigo órgão jornalístico oficial do FC Porto, entre os que se tem conhecimento de ainda estarem vivos. Contando com os que escreveram no jornal e dois convidados, um como filho de um antigo membro do jornal e outro como colecionador de jornais O Porto.


Estiveram então presentes 9 (indicando por ordem alfabética): Amílcar Mendes, Armando Pinto, Armindo Vasconcelos, Carvalho Brochado, Carvalho Couto, Domingos António Cabral, Gomes da Rocha, José Amaro Viana e Paulo Jorge Oliveira. Não puderam estar presentes desta feita 4 dos elementos do grupo, dois por motivos de sua vida particular e os outros dois por estarem em recuperação de casos clínicos, que foram lembrados e a quem se deseja bom restabelecimento.

Foram distribuídas pelos presentes duas ofertas: um íman turístico (conhecido popularmente por íman de frigorífico) alusivo à região do ofertante, Amílcar Mendes; e exemplares da “Revista da Maia”, que tem um artigo do aqui também autor deste blogue ("Ligações históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia”), por, embora felgueirense, ter sido convidado a fazer essa crónica historiadora respeitante ao respetivo concelho maiato. Tendo também o autor deste apontamento sido portador da oferta de um porta-chaves enviado pelo Telmo Esteves para o antigo chefe de redação e diretor interino Carvalho Couto.

Do mesmo encontro - para memória, sendo este espaço de memória portista - regista-se as presenças à mesa de convívio, e uma foto de grupo, no final.

Como nota final, o autor agradece ao amigo Armindo a boleia prestada, para como sempre ter podido estar presente.

Armando Pinto

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Artigo “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia” na "Revista da Maia 2026 - Revista Cultural da Câmara Municipal da Maia"!

Na anual publicação de uma revista cultural da Câmara Municipal da Maia, este ano intitulada “Revista da Maia 2026”, de seu ano XI, consta um artigo escrito aqui pelo autor deste blogue, em género de crónica ou pequeno memorial, a historiar resumidamente algumas das “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia”. Sendo essa revista, algo interessante e como não há muitos municípios a fazer e ter, prestando missão dum bom repositório de recolha de memórias e curiosidades identificativas das terras e gentes do Concelho da Maia. E como tal a ligação desportiva de cariz portista tem razão de ser, tendo mesmo muita história.

= O editor da revista com o autor deste artigo em equação - onde foi escrito o texto...

Para se perceber melhor o contexto, como se diz, atente-se numa crónica publicada no jornal “maiahoje”, em sua edição do passado dia 17.

Obviamente a mesma publicação abarca diversos e variados assuntos, incluindo ser dedicada a alguém que foi importante precisamente na historiografia maiata, o entretanto falecido senhor que foi inclusive principal dinamizador, mentor intelectual e editor fundador da mesma revista, o Dr. José Augusto Maia Marques, que por sinal foi um grande portista. Sendo por meio do atual editor da mesma revista, o historiador Rui Teles de Menezes, também portista dos bons, que o artigo pessoal teve razão de existir. Estando na revista desde a página 80 até à 101 - como se pode vislumbrar, aqui e agora, por imagens relativas à publicação, em modo de captação fotográfica, para obviar de digitalizar essa totalidade de folhas.











Armando Pinto

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Perene homenagem a João Pinto - na passagem da efeméride de sua despedida pública no estádio das Antas - em 1997!

Ao correr do verão e em pleno mês de julho, em 1997, aconteceu diante do sentimento portista, manifestado no estádio emocionante do FC Porto, a despedida de um símbolo como era, foi e é João Pinto, o capitão que levantou a Taça dos Campeões em Viena.

Então, a 22 de JULHO, em 1997, João Pinto subiu ao relvado das Antas pela última vez. Numa tarde arrepiante, o então capitão João Pinto colocou um ponto final numa carreira recheada de vitórias, não fosse ele o futebolista que mais vezes vestiu a malha azul e branca em jogos oficiais do FC Porto (por 587 vezes, na equipa principal do FC Porto, fora as das equipas de Reservas e Juniores). Nove campeonatos, quatro Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Intercontinental/Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia depois, o camisola 2 de seu tempo pendurou as botas que chegou a rasgar para jogar com um dedo partido e, lavado em lágrimas, despediu-se da família que o viu crescer. Tendo honrado bem esse número 2 icónico desde os tempos de Virgílio e passado pelo Festa, que seguidamente ficaria eternizado pelo Jorge Costa.

Pois, assim sendo, é esse mais um bom mote para evocar aqui, neste espaço de memória portista, em homenagem ao carisma de João Pinto.

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A 22 de julho de 1997, iniciados os trabalhos de início de época na “oficina” das Antas, acontecia a apresentação pública em pleno estádio das Antas do que era o cenário próximo, em cerimónia que meteu despedida especial. Então as Antas e toda a família portista despediram-se do grande João Pinto, o “Capitão de Viena”.


«Num dos poucos dias em que o eterno capitão não foi capaz de conter as lágrimas», habituados que todos estamos a sua carismática cara risonha e patente boa disposição.  Tendo aí «o lendário número dois de Jorge Nuno Pinto da Costa» se abraçado ao seu presidente de todo o tempo de sua carreira e chorou-lhe ao ombro. Depois de dignificar o brasão abençoado, o histórico representante do FC Porto nos relvados pendurava as botas. Desde então, a partir que em 1997 disse adeus à carreira como futebolista, «o Homem que ergueu a Taça de Portugal por entre pedras e garrafas no Estádio de Oeiras tem-se mantido ligado ao clube que ama e o seu coração continua a ter uma só cor: azul e branco.» Sabendo que as pessoas passam, mas o clube permanece.

 E será sempre lembrado pela Final de Viena!



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Ora, neste tempo de pré-época, da temporada que se avizinha, calha bem recordar outros bons tempos, vindo sempre ao horizonte clubista a formatação do carácter dos representantes do clube, que são quem pode e devem ser a alma de todos os que sentem o mítico Dragão.

Vem assim à memória o caso do "nosso" João Pinto, um dos expoentes do tal sentido de jogador à Porto, como ficou na retina da memória sobre a imagem do emblemático Capitão da final de Viena. Na pertinência da efeméride de nesta data, a 22 de julho de 1997, João Pinto ter posto fim à sua atividade de futebolista, encerrando então essa que foi uma das mais brilhantes carreiras do futebol português. 16 anos e 587 jogos depois da estreia como sénior do FC Porto (em 1/12/1981), o Capitão de Viena despedia-se com este palmarés: 1 Taça dos Campeões Europeus; 1 Taça Intercontinental; 1 Supertaça Europeia; 9 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; e 8 Supertaças Nacionais. Faz parte do "Hall of Fame" no Museu FC Porto e, claro, foi escolha da maioria dos adeptos que votaram para o "Melhor Onze" portista de sempre, patente no Museu do FC Porto desde sua abertura. Embora essas escolhas sejam sempre relativas, atendendo às idades dos votantes e de quem viram jogar, de modo que os mais antigos podem ficar esquecidos e injustiçados. Mas no caso de João Pinto ele é mesmo um dos melhores de sempre. 



João Pinto, que em Viena foi o capitão de equipa devido a Gomes se ter lesionado e não ter podido jogar, ficou para sempre na história, além de ter sido em suas mãos que foi entregue a Taça dos Campeões Europeus, por depois de ter recebido essa tão desejada taça não mais a ter largado durante os festejos no relvado  qual brinquedo que todos guardamos para nós, também. E mais tarde foi inclusive capitão da equipa, intervalando com Gomes e outros, até ter ficado mesmo como capitão principal após a saída de Fernando Gomes.


Pois ao rever isso, algo que jamais sai dos sentidos, recordo os apontamentos que naquele tempo anotei pessoalmente, a registar para mim tal grande alegria, essa grandiosa conquista do FC Porto. Coisa que terá de ser de conhecimento dos vindouros, para contar aos netos, que também vivemos isso. Não no local, por não nos ter sido possível, mas como se lá estivéssemos. Quão estive de corpo e alma. Perdurando pelos tempos adiante terna recordação, mais tarde até vincada com a colocação de autógrafos de alguns dos campeões europeus no livrinho alusivo a essa final triunfante.


Pois João Pinto despediu-se como futebolista na apresentação da equipa para a época que se seguiu, ao tempo. De cuja ocorrência ficou reportagem e uma entrevista alusiva na revista Dragões, de cujo número de Agosto de 1997 se respiga uma página como ilustração.


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Em rescaldo de tudo o que, quanto ao mesmo icónico João Pinto do Porto, está na História, complementa-se o quadro com algo mais. Assim atente-se no que anotou sobre João Pinto a revista do JN sob título "Porto, Porto Bicampeão", em Maio de 1996:



Armando Pinto
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Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

 

O Futebol Clube do Porto tem agora mais um reforço do futebol, para a equipa principal. Facto, de novos jogadores, que neste local de memória não é muito habitual, por ser assunto sobretudo do futuro. Mas desta feita abre-se aqui uma exceção e regista-se a chegada do sul-coreano Inbeom, o 2.º da mesma nacionalidade a vestir a camisola do FC Porto, por ter havido imediata simpatia pela primeira entrevista dada à chegada ao Porto e vista no Porto Canal, mais seguinte chegada ao estádio do Dragão, incluindo a receção diante do presidente André Villas-Boas, até à entrada no Centro de Treinos Jorge Costa. Podendo-se dizer que lhe fica desde já muito bem a camisola linda das duas listas azuis, que vestiu nas primeiras palavras a bem dizer do Porto-cidade, na transmissão do gosto da esposa, e sua simpatia diante das Câmaras e com os colegas. Pessoalmente gostei bem, também, de mais uma manifestação de bom trabalho clubístico ao vê-lo, em pleno esforço durante exames médicos, na passadeira rolante, logo com um painel à Porto da atualidade diante dos olhos, num écran com a imagem da máxima Porto de Honra. Seja assim bem-vindo e boa sorte Inbeom (cujo nome começo a decorar). Felicidades, o que será algo que nos fará bem felizes, a nós Portistas.

Ora, Inbeom é então o 2.º sul-coreano a assinar e jogar pelo FC Porto, depois de em 2016 ter vindo para a Invicta o Suk. Jogador que, confesso, já nem me lembrava bem dele ter estado no Porto e também pouco tempo por cá esteve e pouco jogou. Não tendo tido então passagem nem muito duradoura nem marcante, por assim dizer. Também numa época não muito feliz do futebol portista e num tempo em que até os equipamentos não davam grande realce, lembrando o equipamento alternativo de cor castanha, mas mesmo o principal de riscas ao contrário, com a azul no meio e as brancas ao lado não foi dos mais apelativos. Em suma, deseja-se que desta vez haja mais sorte em tudo e que o novo reforço seja bem sucedido, já que quanto a equipamentos estes novos são dos que mais gostei, com a camisola mais bonita de sempre no que aos meus olhos reluz.

Assim sendo, para memória, como este local é de memorização portista, regista-se alguns dados sobre os dois sul-coreanos, resumidamente. E, claro, deitando olhos ao que sobre os mesmos há escrito.

INBEOM HWANG É DRAGÃO ATÉ 2029 - Médio internacional sul-coreano chega ao FC Porto oriundo do Feyenoord.

Há mais uma cara nova no plantel Campeão Nacional: Inbeom Hwang, médio de 29 anos, trocou o Feyenoord pelo FC Porto e vai reforçar as opções de Francesco Farioli para o setor intermédio. O internacional sul-coreano rubricou um contrato válido para as próximas três temporadas - com outra de opção - e já vestiu a camisola azul e branca com o número 16.

Nascido a 20 de setembro de 1996 em Daejeon, no coração da Coreia do Sul, o mais recente Dragão começou a jogar futebol na escola primária e cedo ingressou no principal clube da terra natal. Em março de 2015, com apenas 18 anos, estreou-se na Primeira Divisão e dois meses depois tornou-se o futebolista mais jovem de sempre a faturar com as cores do Daejeon Citizen.

Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório após 95 jogos, 15 golos e 13 assistências no principal escalão, o atleta de 1,77 metros foi emprestado ao Asan Mugunghwa FC - a equipa de futebol da polícia sul-coreana, ao serviço da qual venceu o título nacional da Segunda Divisão - tendo recebido ordem de dispensa por ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos de 2018.

A aventura internacional arrancou logo a seguir, quando rumou ao Canadá para representar os Vancouver Whitecaps. Nos meses que se seguiram, Inbeom Hwang assinou quatro remates certeiros e outros tantos passes decisivos na Major League Soccer e acabou por se mudar para a Rússia.

Na primeira campanha em solo europeu, o internacional sul-coreano deu nas vistas ao serviço do Rubin Kazan, mas acabou por voltar a casa após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ao cabo de dez jogos com a camisola do FC Seoul regressou à Europa, assinou pelo Olympiacos FC e partilhou o balneário com nomes tão queridos da família portista como James Rodríguez ou Tiquinho Soares.

A temporada seguinte foi ainda mais profícua: na época de estreia pelo Estrela Vermelha, Inbeom Hwang marcou seis golos, fez sete assistências, venceu o campeonato e a taça e foi distinguido como Jogador do Ano da Superliga Sérvia. A conquista da Dobradinha e o prémio individual valeram-lhe a mudança para os Países Baixos, onde representou o Feyenoord.

Apenas um mês depois da chegada a Roterdão, o centrocampista sul-coreano foi eleito para a Equipa do Mês da Eredivisie e assumiu-se como um dos principais destaques do eterno rival do Ajax de Francesco Farioli. Em 2025/26, sob o comando de Robin van Persie, ajudou o Feyenoord a garantir a entrada direta na Liga dos Campeões - a competição europeia que mais vezes disputou.

Internacional desde 2018, quando Paulo Bento o lançou frente à Costa Rica, o mais recente Dragão foi o Melhor Jogador da Taça Asiática em 2019 e já participou em dois Campeonatos do Mundo. No último, assinou um golo e uma assistência na reviravolta contra a Chéquia (2-1) e teve um papel decisivo no triunfo da Coreia do Sul.

Com 77 internacionalizações e vários prémios coletivos e individuais no currículo - entre eles o de MVP da primeira jornada do Mundial - Inbeom Hwang chega à Invicta para ajudar o FC Porto a lutar em cinco frentes: Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Liga dos Campeões.» (Conf. fcporto.pt)

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SUK - Jogador de quem ficou o sorriso das fotos de seu tempo no FC Porto

Suk Hyun-Jun, mais conhecido por Suk (Chungju, Coreia do Sul, 29 de Junho de 1991) é um futebolista sul-coreano que joga habitualmente a avançado.

Havia sido contratado em Janeiro de 2013 pelo Marítimo, tendo assinado um contrato válido até 2016. Mas, entretanto, em Julho de 2013 foi transferido para o Al-Ahli. E em Janeiro 2016 assinou pelo FC Porto, sendo posteriormente dispensado, indo emprestado ao Trabzonspor da Turquia.

Suk teve então breve passagem pelo FC Porto, em cuja estada de azul e branco concretizou 2 golos (1 no Campeonato Nacional da Liga e 1 na Taça de Portugal) em 14 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a parte em que jogou da temporada de 2015/16, única ao serviço do clube dragão.

Reforço de Inverno da temporada de 2015/16, Suk estreou-se de Dragão ao peito no dia 20 de Janeiro de 2016 em jogo do FC Porto no Estádio Municipal de Famalicão, contra a equipa local, num jogo da fase de grupos da Taça da Liga (Taça CTT), com derrota por 1-0.

Fez parte de 20 das 27 convocatórias possíveis (chegou a meio da época), 5 como titular a tempo inteiro, mais 2 substituído e 7 como suplente utilizado, mais 6 não utilizado.

As expectativas ficaram aquém e os golos também. O seu primeiro golo com a camisola do FC Porto, aconteceu no dia 3 de Fevereiro de 2016, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Suk foi o autor do 2.º golo aos 59 minutos.

Voltaria a marcar no dia 21 de Fevereiro, no Estádio do Dragão, frente ao Moreirense, em jogo da 23.ª jornada do Campeonato Nacional (Liga NOS), com vitória portista por 3-2. Suk voltou a apontar o 2.º golo do FC Porto, restabelecendo na altura a igualdade (2-2), num jogo em que a equipa esteve a perder por 2-0.

Talvez vítima da instabilidade técnica, recordando que Julen Lopetegui saiu, depois do empate contra o Rio Ave em 6 de Janeiro, tendo sido substituído temporariamente por Rui Barros, para depois entrar José Peseiro que comandou a equipa desde o dia 24 de Janeiro, Suk não fez parte do plantel para a temporada seguinte, sob o comando técnico de Nuno Espírito Santo.

Até ao final do contrato o sul-coreano esteve emprestado sucessivamente aos tucos do Trabzonspor (Agosto/2016 a Janeiro/2017), aos húngaros do Debreceni (Fevereiro a Maio/2017) e aos franceses do Troyes (2017/18). Assinou novo contrato com os franceses do Stade de Reims (2018/19), regressando ao Troyes, na temporada seguinte (2019/20), clube que ainda representa.

Ele fez parte do elenco da Seleção Sul-Coreana de Futebol nas Olimpíadas de 2016.

(Conf. blogue “Dragão Pentacampeão 2")

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Assim sendo, deseja-se tudo melhor desta vez, de modo que o novo reforço fique na boa memória portista, quão valorosa seja e fique Inbeom na História do Futebol Clube do Porto!


- Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

Armando Pinto

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Lembrando e homenageando Domingos - na passagem da data de seu adeus como futebolista… em 2001!

 

Num período como este de verão no defeso do futebol de competição e proximidade ao início da época seguinte, é sempre tempo de renovação dos planteis das equipas com naturais entradas e saídas. Sendo assim normal todos os anos, também, haver jogadores que se despedem, terminando suas carreiras de futebolistas, no caso em apreço. Como aconteceu em 2001 com o adeus do “Domingos do Porto” aos relvados, como futebolista. Tema que assim vem a talhe de mais uma lembrança de evocação e homenagem, dando motivo para homenagear memorialmente esse avançado goleador que substituiu na linha avançada do FC Porto o Bibota Gomes e também chegou a ser Bola de Prata de melhor goleador do Campeonato Nacional, em termos de oficialização do jornal que atribui o prémio (troféu), embora uma vez só porque no jornal A Bola lhe retiraram outra, que ele devia ter ganho (mas porque não lhe atribuíram outro golo que ele marcou houve outro beneficiado, obviamente dum clube de Lisboa, que foi do Benfica, mas podia ser do Sporting se fosse algum de Alvalade a estar à bica…) como se sabe.

Ora, passando nesta data a efeméride da despedida de Domingos, quando ele subiu ao relvado das Antas já apenas para se despedir do público portista, não se pode esquecer que Domingos foi um dos avançados mais carismáticos do FC Porto. Um daqueles que se fosse do tempo dos livrinhos da “Coleção Ídolos do Desporto”, como de uma seguinte série de livros de bolso dos “Ídolos”, com as biografias dos craques da bola nacional, teria tido um livro a historiar sua carreira. Aquele mesmo Domingos que, além da importância que teve dentro dos campos em que jogou pelo FC Porto, indiretamente teve uma outra ligação de realce, como foi de haver sido admirado enquanto jogador do FC Porto pelo então jovem André Villas-Boas e em sequência disso ter havido o caso do envio duma missiva ao então treinador portista e seu vizinho de residência, Bobby Robson, numa iniciativa demonstrativa como Villas-Boas sempre teve caráter e pautou o destino à medida de bons sonhos. No feliz argumento da história bem conhecida que, afinal, despoletou todo o futuro que se seguiria e mesmo o presente do FC Porto.

Ora… «Neste dia, em 2001, Domingos Paciência pendurava as chuteiras, mas dava seguimento ao legado de azul e branco. Após 12 épocas ao serviço do FC Porto, pelo qual marcou 143 golos em 381 jogos e conquistou sete Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças, o goleador começava a carreira de treinador enquanto adjunto da equipa B, ao lado de Ilídio Vale. O amor pelo Clube vinha desde pequeno e a história de Dragão ao peito tinha começado em 1982, com apenas 13 anos.» Como bem é lembrado na rubrica "Aconteceu" da newsletter Dragões Diário. Num percurso que está também memorizado nalguns blogues portistas, que dão jeito para aqui e tornam desnecessário extensivamente fazer outras narrativas.

Assim em “Estrelas do FCP” (estrelas-do-fcp.blogspot.com), do amigo Paulo Moreira” é assim biografado o Domingos:

«Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.

Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto para jogar nos juvenis.

Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões, treinada por Tomislav Ivic.

A sua estreia com a camisola dos azuis e brancos aconteceu no dia 21 de Novembro de 1987 no Campo Maria Vitória em Moura, onde os portistas venceram o Moura A.C. por 2-0, numa partida a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal de 1987/88.

Domingos jogou no F.C. Porto durante 12 temporadas. Ao longo de todos esses anos, Domingos sagrou-se Campeão Nacional 7 vezes, venceu a Taça de Portugal em 5 ocasiões e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira por 6 vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.

Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá ficou duas épocas. Disputou 50 jogos oficiais e marcou 6 golos.

No início da temporada de 1999/00 estava de regresso ao F.C. Porto para jogar mais duas épocas.

No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística.

Nas 12 temporadas que Domingos fez de Dragão ao peito, disputou 378 jogos oficiais, marcou 144 golos e conquistou 18 Títulos.

Domingos também vestiu a camisola da Selecção Nacional por 34 vezes e esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 onde disputou 3 partidas e apontou 1 golo.

Na temporada de seguinte 2001/02, começou a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista.

Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do U.D. Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10 transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2.º lugar e levou os bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015 rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três meses. Em Abril de 2017 regressa ao campeonato português para comandar a equipa técnica do C.F. Belenenses, cargo que ocupou até Janeiro de 2018.

Palmarés

7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)

5 Taças de Portugal

6 Supertaças Cândido de Oliveira »

Tal como em “Dragão Penta Campeão 2” (dragaopentacampeao2.blogspot.com) do amigo Rui Anjos:

« GOLEADORES PORTISTAS - Nº 6

DOMINGOS PACIÊNCIA - goleador Nº 6

Apontou 142 golos nos 378 jogos disputados com a camisola do FC Porto durante as 12 épocas ao seu serviço.

Domingos foi um verdadeiro ponta-de-lança mas simultaneamente um jogador de notável qualidade técnica, de grande velocidade com a bola dominada, que lhe permitia jogar nas alas quando necessário. Possuía drible fácil e estonteante, muita criatividade, excelente sentido de posicionamento, bom jogo de cabeça, remate espontâneo e colocado e uma fulminante rapidez de reflexos (pensava e executava em limitada fracção de segundos).

Natural de Leça da Palmeira, chegou ao FC Porto aos 13 anos de idade para completar a sua formação. De corpo franzino mas dotado de elevado apuro técnico, quiçá dos mais evoluídos de sempre entre os jogadores portugueses da sua idade, foi alvo de um intenso trabalho, submetido pelos departamentos médico e técnico do FC Porto, para a obtenção de massa muscular e estrutura física, para colmatar de algum modo essa enorme debilidade.

Percorreu os escalões de formação de forma brilhante e prometedora, acabando por se estrear na equipa sénior em 15 de Agosto de 1987, em Itália, num jogo particular frente ao Fóggia. A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu porém três meses mais tarde, mais precisamente no dia 21 de Novembro de 1987, no Campo Maria Vitória, frente ao Moura, na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Domingos foi titular na vitória portista por 0-2.

Nas doze épocas em que jogou pelo FC Porto, tornou-se num dos principais goleadores, ainda que não tivesse conseguido ser um titular indiscutível em algumas épocas. Depois de em 1990/91 ter marcado 24 golos no campeonato nacional e ter perdido a Bola de Prata para Rui Águas, do Benfica, só porque o Jornal A Bola, organismo que instituiu o prémio para o melhor marcador, lhe sonegou um golo que apontou contra o Beira-Mar, atribuindo-o a um defesa aveirense, lá conseguiu na época de 1995/96 o seu melhor registo no campeonato, com 25 golos em 29 jogos (6 dos quais incompletos), ganhando finalmente o troféu, bem como o prémio de melhor jogador desse campeonato. Por curiosidade refira-se que foi até aos nossos dias o último atleta nascido em Portugal a vencer a Bola de Prata.

Em 1996/97, a chegada do brasileiro Mário Jardel ao FC Porto, levou Domingos a rumar ao Tenerife, nas Ilhas Canárias. Tinha então já vestido a camisola da Selecção nacional por 32 vezes a apontado 8 golos. Pelo clube espanhol somou mais duas internacionalizações e mais um golo.

No regresso a Portugal, em 1999/2000, chegou a ter aparente acordo com o Sporting, mas acabou por optar pelo FC Porto, não conseguindo atingir o brilhantismo anterior. Domingos coleccionou nos Dragões um palmarés invejável, com 18 títulos nacionais, a Bola de Prata de 1995/96 e ainda foi destingido com o «Dragão de Ouro» em 1988, como «Atleta do Ano» e em 1990, como «Futebolista do Ano».

Pôs fim à carreira de jogador no final da época 2000/01 para abraçar a carreira de treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (18 títulos):

7 Campeonatos nacionais (1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96 e 1996/97)

5 Taças de Portugal (1987/88, 1990/91, 1993/94, 1999/2000 e 2000/01)

6 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96 e 2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

Publicada por Rui Anjos »

Atualmente Domingos Paciência exerce o cargo de Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Anteriormente assumiu a função de Diretor Técnico Nacional (DTN) e, mais tarde, passou a ser o elo de ligação e diretor responsável pela Seleção Nacional A junto do presidente da FPF, Pedro Proença.

Armando Pinto

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