Faleceu na quarta-feira, dia 14, o amigo José da Cunha, membro
do grupo dos Colaboradores do antigo jornal O Porto - que assim fica mais reduzido,
com menos um elemento. Irá a sepultar sexta-feira, dia 16.
O Cunha era um grande portista, adepto do FC Porto que
chegou a servir na função de redator e colaborador do jornal O Porto, órgão
oficial noticioso e historiador do FC Porto existente até 1986. E mais tarde,
depois de como escritor ter publicado livros de contos e romances,
foi autor de um livro de memórias portistas, intitulado “Memórias de um DRAGÃO”, publicado em 2025.
Eis a informação fúnebre:
JOSÉ DA CUNHA OLIVEIRA
Nascido a 22/02/1949 - falecido a 14/10/2026
De 77 anos
Morada: Lugar de Atães - JOVIM, GONDOMAR, PORTO
Naturalidade: Jovim, Gondomar
Velório; Capela Mortuária de Jovim - Quarta-feira, dia 14 de Outubro de 2026 - Chegada do corpo às 19:00 Horas
Funeral: Igreja Paroquial de Jovim - Sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2026, pelas 15:00 Horas
Cemitério: Jovim
Cerimónias: Missa de 7.º Dia na igreja paroquial de JOVIM, GONDOMAR, PORTO - Terça-feira, dia 20-10-2026, às 19:00 Horas
Como homenagem, recorda-se seu percurso curricular:
José da Cunha, amigo correligionário Portista que em tempos foi colaborador do jornal O Porto, antigo órgão informativo oficial do Futebol Clube do Porto; e, além de jornalista nalguns órgãos de comunicação nacional, também escritor com alguns livros publicados, de contos, romances e memórias, foi então autor do referido livro que enriqueceu a literatura de teor portista. Cuja apresentação ocorreu em maio de 2025, versando temas do mundo dragão, desde notas do historial, até recordações extensivas.
Ora, José da Cunha teve percurso no jornalismo passado pelo jornal O Porto, como por alguns jornais e revistas de âmbito nacional e áreas diversas; a ainda na área radiofónica. Ao passo que como escritor publicou diversos livros, tais como: “Contos sem Amarras”, “Fintou o Destino” e “E Tudo o Vento Mudou”. Um de contos e dois romances. Mais o referido “Memórias de um Dragão”, com memórias de sua ligação ao FC Porto.
O José da Cunha, além da ligação sentimental portista, integrava também o grupo de amigos formado por antigos colaboradores do jornal O Porto, outrora órgão oficial do FC Porto, em cujo âmbito temos reunido através da organização de nosso Encontro de Colaboradores do Jornal O PORTO, num amplo formato de almoço de convívio, quão tem sido em duas vezes por ano. Num bom grupo de sobreviventes, ainda, que conseguimos formar equipa, mais pela sintonia à mesa e fora dela.
Como Curriculum Vitae pode ser acrescentado:
José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e viveu na cidade do Porto desde os 16 anos. Aos 19 anos ingressou na Força Aérea como voluntário, com o objetivo de evitar a sua participação em confrontos armados em caso de mobilização para a guerra do Ultramar. No entanto, devido a uma desobediência de cariz administrativo, foi obrigado a desertar da Base Aérea da Ota, após um ato libertário e de insubordinação que lhe valeu alguns dias de prisão, a expulsão da Força Aérea e a quase certa mobilização, no âmbito do serviço militar obrigatório, para um teatro da guerra colonial. Para fugir a tal inevitabilidade, foi a salto para França, donde viria a regressar mais tarde. A Revolução de Abril de 1974 marcou a sua vida, a ele, que se considera incapaz de respirar sem liberdade. Recentemente voltou a residir em Jovim-Gondomar.
Gostava de ler e escrever, de comunicar e de viajar, de praticar desporto e de criar amizades sinceras para toda a vida. O conceito família era-lhe também muito caro.
Como cidadão empenhado, foi presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e deputado na Assembleia Municipal do Porto.
Apresentou trabalhos como autodidata em diversas exposições coletivas de Pintura e Escultura. No jornalismo, escreveu, entre outros, para os jornais O Porto, O Norte Desportivo, Primeiro de Janeiro, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias, revista Bancada (em que foi chefe de redação), Jornal Lagoa Transmontana (que fundou e foi seu diretor), mais Rádio Placard (Porto).
Além de suas ligações afetivas, de naturalidade e residência, a Gondomar e Porto, tem também ligações pessoais e familiares a Lagoa (aldeia do Nordeste Transmontano, de onde sua esposa é natural, do concelho de Macedo de Cavaleiros), onde costumava passar férias retemperadoras, e até apresentou publicamente seus livros, também.
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Recorde-se que aquando do lançamento de seu livro de memórias portistas o FC Porto esteve representado (a 24/5/2025) pelo Presidente da Assembleia Geral, Dr. António Tavares.
Cuja presença honrou o ato, na respetiva sessão que teve lugar na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de letras do Porto. Estando à mesma hora a decorrer no Dragão Arena um clássico do Andebol e a Direção do FCP assoberbada com diversos compromissos também no mesmo dia, mesmo assim o Clube não deixou de marcar presença, com o representante dos Associados do FC Porto a dignificar o evento.
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Ora, já anteriormnente lembrado aqui aquando de seu aniversário, e entretanto por ocasião do lançamento de seu livro portista, volta desta feita a ser evocado o José da Cunha, embora por motivo de seu desaparecimento físico. Mas continuará a ser recordado, entre os colaboradores do também desaparecido jornal O PORTO, que eram totalmente graciosos, escrevendo para o jornal do Clube sem nada receberem, apenas querendo dessa maneira servir o FC Porto.
Até sempre amigo Cunha!
Armando Pinto
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