Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Falecimento de José da Cunha - outrora colaborador do antigo jornal O Porto e escritor/autor do livro “Memórias de um DRAGÃO”

Faleceu na quarta-feira, dia 14, o amigo José da Cunha, membro do grupo dos Colaboradores do antigo jornal O Porto - que assim fica mais reduzido, com menos um elemento.  Irá a sepultar sexta-feira, dia 16.

O Cunha era um grande portista, adepto do FC Porto que chegou a servir na função de redator e colaborador do jornal O Porto, órgão oficial noticioso e historiador do FC Porto existente até 1986. E mais tarde, depois de como escritor ter publicado livros de contos e romances, foi autor de um livro de memórias portistas, intitulado “Memórias de um DRAGÃO”, publicado em 2025.

Eis a informação fúnebre:

JOSÉ DA CUNHA OLIVEIRA

Nascido a 22/02/1949 - falecido a 14/10/2026

De 77 anos         

Morada: Lugar de Atães - JOVIM, GONDOMAR, PORTO

Naturalidade: Jovim, Gondomar

Velório; Capela Mortuária de Jovim - Quarta-feira, dia 14 de Outubro de 2026 - Chegada do corpo às 19:00 Horas

Funeral: Igreja Paroquial de Jovim - Sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2026, pelas 15:00 Horas

Cemitério: Jovim

Cerimónias: Missa de 7.º Dia na igreja paroquial de JOVIM, GONDOMAR, PORTO - Terça-feira, dia 20-10-2026, às 19:00 Horas

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Como homenagem, recorda-se seu percurso curricular:

José da Cunha, amigo correligionário Portista que em tempos foi colaborador do jornal O Porto, antigo órgão informativo oficial do Futebol Clube do Porto; e, além de jornalista nalguns órgãos de comunicação nacional, também escritor com alguns livros  publicados, de contos, romances e memórias, foi então autor do referido livro que enriqueceu a literatura de teor portista. Cuja apresentação ocorreu em maio de 2025, versando temas do mundo dragão, desde notas do historial, até recordações extensivas.

Ora, José da Cunha teve percurso no jornalismo passado pelo jornal O Porto, como por alguns jornais e revistas de âmbito nacional e áreas diversas; a ainda na área radiofónica. Ao passo que como escritor publicou diversos livros, tais como: “Contos sem Amarras”, “Fintou o Destino” e “E Tudo o Vento Mudou”. Um de contos e dois romances. Mais o referido “Memórias de um Dragão”, com memórias de sua ligação ao FC Porto. 

O José da Cunha, além da ligação sentimental portista, integrava também o grupo de amigos formado por antigos colaboradores do jornal O Porto, outrora órgão oficial do FC Porto, em cujo âmbito temos reunido através da organização de nosso Encontro de Colaboradores do Jornal O PORTO, num amplo formato de almoço de convívio, quão tem sido em duas vezes por ano. Num bom grupo de sobreviventes, ainda, que conseguimos formar equipa, mais pela sintonia à mesa e fora dela. 

Como Curriculum Vitae pode ser acrescentado:

José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e viveu na cidade do Porto desde os 16 anos. Aos 19 anos ingressou na Força Aérea como voluntário, com o objetivo de evitar a sua participação em confrontos armados em caso de mobilização para a guerra do Ultramar. No entanto, devido a uma desobediência de cariz administrativo, foi obrigado a desertar da Base Aérea da Ota, após um ato libertário e de insubordinação que lhe valeu alguns dias de prisão, a expulsão da Força Aérea e a quase certa mobilização, no âmbito do serviço militar obrigatório, para um teatro da guerra colonial. Para fugir a tal inevitabilidade, foi a salto para França, donde viria a regressar mais tarde. A Revolução de Abril de 1974 marcou a sua vida, a ele, que se considera incapaz de respirar sem liberdade. Recentemente voltou a residir em Jovim-Gondomar.

Gostava de ler e escrever, de comunicar e de viajar, de praticar desporto e de criar amizades sinceras para toda a vida. O conceito família era-lhe também muito caro.

Como cidadão empenhado, foi presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e deputado na Assembleia Municipal do Porto.

Apresentou trabalhos como autodidata em diversas exposições coletivas de Pintura e Escultura. No jornalismo, escreveu, entre outros, para os jornais O Porto, O Norte Desportivo, Primeiro de Janeiro, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias, revista Bancada (em que foi chefe de redação), Jornal Lagoa Transmontana (que fundou e foi seu diretor), mais Rádio Placard (Porto).

Além de suas ligações afetivas, de naturalidade e residência, a Gondomar e Porto, tem também ligações pessoais e familiares a Lagoa (aldeia do Nordeste Transmontano, de onde sua esposa é natural, do concelho de Macedo de Cavaleiros), onde costumava passar férias retemperadoras, e até apresentou publicamente seus livros, também.

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Recorde-se que aquando do lançamento de seu livro de memórias portistas o FC Porto esteve representado (a 24/5/2025) pelo Presidente da Assembleia Geral, Dr. António Tavares.

 

Cuja presença honrou o ato, na respetiva sessão que teve lugar na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de letras do Porto. Estando à mesma hora a decorrer no Dragão Arena um clássico do Andebol e a Direção do FCP assoberbada com diversos compromissos também no mesmo dia, mesmo assim o Clube não deixou de marcar presença, com o representante dos Associados do FC Porto a dignificar o evento.

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Ora, já anteriormnente lembrado aqui aquando de seu aniversário, e entretanto por ocasião do lançamento de  seu livro portista, volta desta feita a ser evocado o José da Cunha, embora por motivo de seu desaparecimento físico. Mas continuará a ser recordado, entre os colaboradores do também desaparecido jornal O PORTO, que eram totalmente graciosos, escrevendo para o jornal do Clube sem nada receberem, apenas querendo dessa maneira servir o FC Porto. 

Até sempre amigo Cunha!

Armando Pinto

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Carvalho Brochado: redator-colaborador do antigo jornal O Porto - de parabéns como aniversariante do dia!

  

Caminhando a meio no calendário o mês de Outubro, e como no meio está a virtude, como se costuma dizer, há que assinalar que este mesmo mês, precisamente a meio de seus dias, em 1949 teve a vinda à terra de um rapaz na cidade do Porto, de nome Manuel, chegado no ambiente das cegonhas maternais do hospital da maternidade portuense - que veio a ser um dos homens que ajudaram a escrever algo da história do Futebol Clube do Porto através do jornal O Porto, antigo órgão oficial do clube azul e branco em que colaborou esse então jovem Manuel Maria e mais conhecido por seus apelidos familiares de Carvalho Brochado, que foi redator-colaborador d’ O Porto bastante tempo, desde finais da década dos anos 1960’s até aos inícios dos 1980’s.

O Carvalho Brochado foi cara deveras conhecida das páginas do jornal O Porto, como me habituei a ver, por suas crónicas de acompanhamento aos jogos da equipa principal de futebol do FC Porto, como fazia junto ao relvado do estádio das Antas, de permeio com suas crónicas de análise a factos da vida azul e branca, além das crónicas sobre o Hóquei em campo portista, que ele representara como atleta e depois manteve em ligação estreita. Como comecei a apreciar sua conjugação portista e por fim estamos juntos no grupo dos resistentes colaboradores do jornal O Porto que nos reunimos em convívio de vez em quando.

Ora, o Carvalho Brochado, de nome completo Manuel Maria Carvalho Brochado, nasceu a 15-10-1949 na Maternidade de Júlio Dinis, pertencente à freguesia portuense de Cedofeita. E viveu muito de seu tempo na cidade Invicta, fora o período de serviço militar passado em diversas localidades e por fim em Macau. Enquanto atualmente sua vivência é partilhada entre o Porto e Mirandela, afeiçoado aos valores portucalenses, no coração do Douro Litoral, mas também aos idílicos recantos paisagísticos do Nordeste Transmontano da Princesa do Tua.

Em seu percurso de vida Carvalho Brochado começou a trabalhar aos 14 anos na antiga Mercedes, na Via Rápida. Um ano depois passou a laborar nas oficinas da Carcereira dos “S.T.C.P.”. Já era então, desde 1968, colaborador do jornal O Porto. E manteve-se nos “S.T.C.P.” até Agosto de 1970, altura em que ingressou na vida militar, que o levou até Macau. Aí, foi redator desportivo em dois jornais locais, Notícias de Macau e O Clarim. Tendo ainda sido correspondente pela primeira vez do jornal ”O Norte Desportivo”, levando e trazendo de um lado e outro notícias e saudades, desde a antiga província portuguesa de Macau até ao continente português, entre Agosto de 1971 a 1973.

» Instantâneo captando Carvalho Brochado como repórter de O Porto, junto ao relvado. Foto registada pelo saudoso Fernando Timóteo, no antigo estádio das Antas. Em jogo do F. C. do Porto com o Leixões, de seu primeiro trabalho sobre o futebol para o jornal do clube. Também se vendo no banco do F. C. do Porto o então suplente Ricardo e o médico Dr. José Santana. Enquanto na jogada o defesa Vieira Nunes finta um adversário leixonense.

Ora, então anteriormente já Carvalho Brochado colaborava com o jornal “O Porto”, desde 1968, na secção de hóquei em campo. Modalidade em que se havia iniciado nos juniores do Leixões. Mas depois, um ano volvido e a convite de Pinto da Costa, ao tempo diretor das modalidades amadoras, ingressou no F.C do Porto, passando a evoluir na equipa de Reservas. Entretanto tinha ainda sido aluno na Escola Industrial Infante D. Henrique, no curso de serralheiro à noite, até 1969. Enquanto se mantinha desportista com a camisola do FC Porto vestida. 

Mas, intrometendo-se pelo meio o tempo de tropa, foi interrompida essa vida, tendo rumado até Macau fardado de militar, até voltar à chamada Metrópole, no regresso à vida civil. Após esse seu regresso de Macau, em agosto de 1973, trocou os S.T.C.P por novo emprego, indo para rececionista da VIAUTO, do seu amigo Jorge Vieira (naquele tempo diretor do departamento de futebol do F.C. do Porto).

Continuou com sua ligação ao jornal O Porto, ao mesmo tempo que se ligou ainda a outras publicações, como foi o caso da revista “Chuto”. Mais tarde foi vendedor de livros, na Variante do colega do jornal Rui Aires (já falecido). Seguidamente passou ainda pela “ENGIGÁS” até 2005. Época em que abraçou a carreira de angariador imobiliário, na “Re/Max”, durante 20 anos, de onde se reformou. Num percurso de vida em que também constituiu família, sendo pai de dois rapazes, os gémeos Rui Brochado e Miguel Brochado, ambos atualmente ao serviço do FC Porto, como colaboradores profissionais da atual Direção do nosso Clube.

= Quadro Técnico d' O Porto em Maio de 1978

Imagem acompanhante de um artigo de Carvalho Brochado no O PORTO

= Ficha Técnica d' O Porto em Agosto de 1979

Dado assim um relance à volta de seu currículo, ao sabor da admiração que a ligação às páginas d’ O Porto solidificou, aproveita-se a ocasião do seu aniversário, na ocorrência desta data, para o homenagear por esta via, neste espaço da memória Portista. Sendo o facto bem propício para trazer acima da memória mais um antigo colaborador do “jornal do Porto” ("O PORTO"), na linha de dar a (re)conhecer os outrora colaboradores que escreveram no jornal portista existente em tempos idos. Entre os que se sabe estarem ainda vivos e como tal integram o atual Grupo dos Colaboradores. Desta vez na calha de homenagear o amigo aniversariante Carvalho Brochado.


» Presente nos Encontros dos Colaboradores do Jornal O Porto

Posto isto, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento (quando são escritas e publicadas estas anotações), envio também por este meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, em modo de simples mas sincera homenagem de apreço, que o amigo Carvalho Brochado merece, neste espaço de Memória Portista. 

Com um abraço amigo do

ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Evocação de quando Soares do Reis ficou guarda-redes principal do FC Porto !

- 14 de OUTUBRO de 1934: Siska definitivamente substituído por Soares dos Reis.

Nos inícios da ligação do guarda-redes Manuel Soares dos Reis ao FC Porto a sua atividade desportiva ainda se dividia pelo Futebol e pelo Andebol (Handball, como se escrevia). Porque na equipa de futebol portista estava à sua frente o grande "Keeper" Miguel Siska. Até que, entrando e jogando mais vezes na equipa azul e branca de futebol, Soares dos Reis acabou por tomar conta do lugar de vez em 1934. 

Ora, o guarda-redes Soares dos Reis já alinhara por diversas vezes na baliza do FC Porto e inclusive já fora Campeão do Campeonato Regional do Porto em 1933/34, mas então Siska ainda não saíra de vez da frente das balizas, intervalando por vezes. Até que no princípio do Campeonato do Porto de 1934, na época de 1934/35, Soares dos Reis ficou mesmo em definitivo com a camisola de guarda-redes do FC Porto.

Na Tábua Biográfica da Fotobiografia do Futebol Clube do Porto (publicada em 1987, em edição das Publicações Dom Quixote e da autoria de Rui Guedes) lá está: «1934-10-14 - Siska é definitivamente substituído por Soares dos Reis». Tendo nesse dia o FC Porto defrontado e vencido o Boavista por 3-1, no Campo da Constituição.

Com efeito, nesse Campeonato do Porto, que no final o FC Porto venceu invicto, sem derrotas e só com vitórias, o primeiro jogo foi precisamente esse, do FC Porto como anfitrião diante do Boavista. Em jogo que até a equipa Boavisteira foi a primeira a marcar (como se pode ver em imagem coeva), mas depois o conjunto portista deu a volta e triunfou sem apelo nem agravo por três golos contra um. Sendo os golos portistas marcados por Lopes Carneiro, Pinga (também referido por Artur de Sousa) e António Santos.

Desse jogo fica-se com uma ideia descritiva por meio da crónica desse dia (enviada por telefone), saída no jornal Sports, de Lisboa. Dando para ver que o FC Porto jogou quase todo o tempo apenas com 10 jogadores, por Valdemar Mota se ter lesionado. E como não havia substituições, ele ainda reentrou mais tarde mas quase a fazer figura de corpo presente e, como tal, houve troca de posições na linha avançada, para colmatar a situção.

Ilustrando esta memória, a propósito, junta-se na imagem cimeira o cartão da inscrição de Soares dos Reis nessa temporada ainda como desportista de Andebol. Quão, em testemunho do tempo dessa passagem de testemunho de Siska para Soares dos Reis, se afixa esse cartão de atleta do guarda-redes Soares dos Reis, passado pela respetiva "Associação de Handball do Porto".

Armando Pinto

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Visita ao “Museu Nelinho”- um grato encontro rodeado de simbologia portista!

 

Segunda-feira 12 de OUTUBRO, ao final da tarde, correspondendo a honroso convite, rumei a Perafita, em terras de Matosinhos e com o aeroporto de Pedras Rubras por perto, para visitar o chamado “Museu Nelinho”, do senhor Manuel, mais conhecido por Nelinho. Acompanhado por meu sobrinho que havia combinado a visita com o proprietário e autor desse espaço museológico portista, mais com meu filho e dois cunhados. 

Então, diante da amabilidade do anfitrião e cicerone, pude ver e apreciar tudo o que ali está exposto, por cima do café do sogro do Nelinho. Com olhos rasos de tanta coisa a versar sobre o FC Porto. Num interessante e grato encontro portista. Em agradável sensação azul, tal como o ambiente das luzes das duas salas carregadas de artefactos e adereços azuis e brancos.

Foi com muito gosto que ali estive, como pude manifestar por escrito no livro de honra dos visitantes. Dando meus parabéns ao Nelinho, deixo nas diversas imagens fotografadas a lembrança de tal visita. Sabendo que o Nelinho apreciou a minha presença como Dragão de Ouro de Sócio do Ano do FC Porto, junto ilustração acrescida da folha recebida de agradecimento do curador do mesmo museu. Com a alma portista fortalecida.

Abraço Nelinho e continue, pois esse seu museu merece crescer e com mais espaço ainda ganhar amplitude à medida do seu grande portismo.







Armando Pinto

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dragão de Ouro de Sócio do Ano até brilha no meu recanto doméstico!


Já está bem aconchegado, entre outros objetos de estimação, o meu Dragão de Ouro de Sócio do Ano, colocado no meu escritório, espaço onde escrevo, pesquiso e guardo objetos de apreço. Após arrumação de livros e adereços para ganhar espaço, com a remodelação precisa está tudo agora já com os novos ornamentos e galardões. E o meu Dragão, colocado de modo a ser visto logo à entrada e para eu o ver sempre, até brilha aqui, comigo.








É um orgulho ter um Dragão de Ouro e ser Sócio Dragão de Ouro.

O FC Porto é algo especial e não se explica, sente-se.

= Obs.: A imagem cimeira foi-me enviada por um amigo, o sr. Artur Barros, a quem agradeço a boa ação e aqui coloco por a mesma sintetizar bem tudo, colocando-me com o Dragão nas palmas das minhas mãos!

Armando Pinto

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domingo, 11 de outubro de 2026

Lembrando o guarda-redes Armando na data do 88.º Aniversário de seu nascimento!

Num dia de Outono de há 88 anos, a 11 de OUTUBRO, nasceu no Porto Armando Pereira da Silva, mais tarde saliente guarda-redes de futebol, conhecido por Armando. Atleta formado desportivamente nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto e posteriormente integrante do plantel sénior portista em duas fases de sua carreira. Tendo primeiramente evoluído nos juniores e seguinte equipa de Reservas/equipa B ao chegar a sénior, integrando entretanto o plantel de 1958 a 1960, quando chegou a ser vencedor da Taça de Portugal de 1958 como guarda-redes suplente do FC Porto presente na final e depois chegando a ser titular na equipa principal nalguns jogos em 1960, antes do serviço militar lhe ter interrompido a carreira no continente português e haver ido para o Ultramar no tempo da guerra colonial, onde ainda representou uma equipa da província de sua estada em África. Tendo no regresso representado algumas equipas portuguesas, até se ter afirmado e salientado no Sporting de Braga, a pontos de haver sido o titular na conquista da Taça de Portugal de 1966 e nesse clube ter sido internacional pela Seleção Nacional B e suplente na A. Seguindo-se regresso ao FC Porto em 1970, e aí voltou a vestir a camisola com o brasão abençoado ao peito até 1973. Regressando por fim novamente ao Braga, até ter terminado a carreira e experimentado a vida de treinador algum tempo, entre as diversas passagens de seu percurso futebolístico.

Armando, entretanto falecido há 8 anos, nasceu então há 88, conta que se assinala, desta vez. Celebrando-se o dom de ter tido existência esse senhor, merecedor de sempre ser lembrado por este seu amigo que escreve esta lembrança. Como tem acontecido por diversas vezes. Sendo que nem sempre aqui se pode rememorar antigos jogadores já falecidos, mas nas exceções possíveis cabe perene recordação deste mesmo senhor Armando Silva, como pessoa do mundo do futebol portista que ficou e está no coração do autor destas linhas. Recordando-o, desta feita, com uma foto da equipa do FC Porto do tempo de Armando e extensiva evocação de uma página de caderneta duma coleção de cromos da equipa do FC Porto com o mesmo guarda-redes Armando como n.º 1 da equipa azul e branca.

Eternamente presente nas memórias deste espaço de Memória Portista, o guarda-redes Armando será sempre contante recordação. Entre a admiração pessoal que mantém viva sua memória.

Armando Pinto

Observação: Contrariamente ao que por vezes aparece nalgumas publicações e de umas passam a outras, Armando não alinhou apenas em 2 jogos na equipa principal portista, mas sim em 17 jogos oficiais pelo FC Porto (sem contar também nos séniores em Reservas e encontros de cariz particular, como torneios, por exemplo), nas suas curtas passagens pelas balizas do FC Porto.

A.P.

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Rememoração de um jogo ("clássico" FC Porto-Benfica) fora dos campeonatos da época - em outubro de 1937


(Imagem do guarda-redes internacional Soares dos Reis a defender, mandando a bola para as alturas sobre a barra da baliza - «Com sorriso nos lábios» «Porto-Benfica / No Lima» - como o próprio anotou.)

Nos inícios de OUTUBRO de 1937 houve um jogo entre o vencedor do Campeonato de Portugal e o vencedor do campeonato da Liga, provas ao tempo disputadas na mesma época, sendo o chamado Campeonato de Portugal por eliminatórias e como tal antecessor da Taça de Portugal. Referindo-se ter sido nos inícios desse mês porque diferem as indicações da respetiva data - constando na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto ter sido a 5 de outubro, enquanto na página Dragões Diário é referido como tendo sido no dia 10. Assim sendo anota-se aqui em data posterior, dentro do período inicial do mês de início do outono, interessando que foi nos princípios daquele outubro. Tendo então, no Estádio do Lima, o FC Porto vencido o Benfica por 4-3, nesse «clássico que pode ser encarado como uma versão primitiva da Supertaça. Os Dragões, à data vencedores do Campeonato de Portugal, superiorizaram-se ao rival que havia conquistado o Campeonato da Liga.» Ao intervalo estava 1-1 e no final registou-se 4-3 a favor do Campeão de Portugal da época, graças a golos de Lopes Carneiro, Pinga, Pocas e Costuras.

Ora, desse mesmo jogo, complementando a notícia de sua realização e confirmando o resultado, ilustra-se esta memorização com recortes de crónica jornalista coeva da época, do jornal O Primeiro de Janeiro, com uma análise algo parcial - como se nota já vir de longe o mau perder e pensamentos de influência de alguns jornalistas.

Armando Pinto

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