Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Efeméride do 1.º jogo oficial no estádio do Dragão - a 7 DE FEVEREIRO DE 2004 - e marcador do 1.º golo oficial no novo estádio.

Em 2004, a 7 (sete) de fevereiro pela primeira vez o estádio do Dragão teve um jogo oficial. Após a inauguração ocorrida em novembro de 2003, e, devido a ser necessário algum tempo de espera para a consolidação da relva do novo estádio, entretanto ainda ter sido utilizado o estádio das Antas até 24 de janeiro de 2004 no FC Porto-Estrela da Amadora (2-0) da despedida, finalmente o estádio do Dragão recebeu um jogo oficial a 7 de fevereiro, ao correr de 2004. Tendo então o FC Porto recebido o União de Leiria, em jogo a contar a 21.ª Jornada do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de 2003/2004. Logo conseguindo aí o FC Porto a primeira vitória portista  no novo estádio em jogos oficiais, com o resultado de 2-1 a favor, por meio dos golos de Maniche e Maciel. Começando da melhor forma a campanha ainda restante dessa época, quer do Campeonato Nacional, como das eliminatórias da Liga dos Campeões Europeus.

Com efeito, nesse sábado do primeiro jogo oficial no novo estádio, Maniche foi o marcador do primeiro golo em jogos oficiais no novo recinto portista, ao abrir o marcador aos 17 minutos desse prélio. Com a curiosidade acrescida do mesmo primeiro golo ter sido marcado com Helton na baliza adversária. Visto que nesse jogo inicial do estádio do Dragão o guarda-redes Helton sofreu os dois golos do FC Porto, como era ainda o guardião da baliza da equipa de Leiria. Sendo assim ele o guarda-redes que sofreu o 1.º golo no estádio do Dragão, mas marcado pelo FC Porto (porque só mais tarde ingressou nas hostes do Clube Dragão). Golo esse primeiro então obtido por Maniche, depois de um belo trabalho de Deco e participação de outros colegas da equipa. Ficando assim para a história, tal como na inauguração do estádio do Dragão o 1.º golo em jogo particular teve autoria de Derlei, já depois o autor do 1.º golo oficial foi Maniche.

Armando Pinto

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Rememorando… um Porto-Sporting (de 1938) na data da respetiva efeméride…


Já são muitos, ao longo dos tempos, os jogos disputados do “clássico” Porto-Sporting. Mas, no meio de tantos e na peugada da história, vem neste dia a ser propício relembrar um, particularmente. De modo que dos jogos disputados no Porto, entre o FC Porto e o Sporting, relembra-se assim precisamente um, desta vez, a propósito da efeméride da sua realização, como foi a 6 de fevereiro, corria o ano de 1938. Vindo assim a calhar relembrar este, de tal efeméride do dia, na aproximação ao jogo a disputar no Porto.

Eram ainda tempos da disputa durante o mesmo ano de duas provas de âmbito nacional, as da 1.ª Liga e do Campeonato de Portugal, além de uma regional. Derivando depois no calendário do ano imediato seguir-se inicialmente a realização dos Campeonatos das Associações e de enfiada sucessiva os dois naconais. E então, em 1938, depois de ter disputado o Campeonato do Porto e sido Campeão do Norte, o FC Porto estava a jogar na l.ª Liga quando recebeu o Sporting, a 6 de fevereiro, em jogo efetuado no estádio do Lima, no Porto. Infligindo aí o azul e branco Campeão do Norte uma derrota ao rival das riscas verdes, por 2-1.

Esse prélio, jogado no domingo 6 de fevereiro desse ano de 1938, revestiu-se de ambiente entusiasta, e dele registou a revista “Stadium” uma reportagem fotográfica desse acontecimento desportivo da Invicta.  


Mais pormenorizadamente ficaram as derivadas incidências numa reportagem d’ “Os Sports”, descrevendo o desenrolar da partida e derivado triunfo final, desse jogo em que o FC Porto, com uma grande exibição, sobretudo na 1.ª parte, venceu o jogo categoricamente.   



Assim sendo, na peugada da história, recorda-se essa vitória que fez história nesse tempo de Pinga, Soares dos Reis, António Santos e C.ª… Cuja memória chega ao presente, como boa memória, a calhar bem recordar no dia da própria efeméride.

Armando Pinto

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Na calha do FC Porto-Sporting: livro “Rememorando” sobre os Porto-Sporting de 1933 a 1970

 

Na proximidade de mais um jogo de futebol entre o FC Porto e o Sporting, vem a calhar relembrar o caso de em tempos idos ter sido publicado um livro sobre os jogos desse encontro “clássico” do futebol português. Com os resultados, constituições das equipas e marcadores dos golos, respetivamente a cada jogo, além das classificações a partir que passou a haver o então Campeonato da 1.ª Divisão Nacional. Cuja publicação, como foi dada à estampa em 1970, contém essas informações apenas até esse ano de 1970 e recuando a 1933, ou seja sem conter os dados de jogos anteriores, sabendo-se que houve desde 1921/22, em provas oficiais, como foi a Liga dos primórdios das competições organizadas na era pioneira.

Livro esse, intitulado “REMEMORANDO”, tem em sub-título na capa “Resumo estatístico dos jogos entre o FCP e o SPORTING de 1933 a 1970”, numa “Compilação de-EDUARDO PEREIRA ARAÚJO”. E na contra-capa os emblemas dos dois clubes, que no caso do distintivo do Sporting era ainda o antigo e original. 

Livro que, contudo, tem poucas imagens de ilustração, incluindo apenas duas fotografias de equipas de cada clube - como se exemplifica com uma foto duma equipa do FC Porto de 1956. Sendo um livro que também consta da biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue.

Armando Pinto

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Evocação de José Monteiro da Costa - na passagem da efeméride do falecimento do "Refundador do FC Porto".

  

No dia 30 de janeiro de 1911 faleceu José Monteiro da Costa, obreiro do renascimento do FC Porto em 1906. Tinha apenas 29 anos, então quando desapareceu do mundo dos vivos.

Falecera então em 1911 José Monteiro da Costa, o grande impulsionador da atividade desportiva no FC Porto, como continuador da ideia de Nicolau de Almeida, na refundação da iniciativa de 1893, tendo Monteiro da Costa feito com que o projeto continuasse. Após os primeiros tempos de existência clubista do FC Porto, que havia entretanto ficado em banho-maria por a esposa do fundador não simpatizar com desporto atlético. Havendo José Monteiro da Costa depois dado nova vida ao clube, em modo decisivo.

Ora, José Monteiro da Costa, com a revitalização do clube portista empreendeu a organização da coletividade que passou a ter por cor principal o azul, que vigorava no país real, nesse tempo da Monarquia. Tendo ele então vivido na transição para a República, mas acabou por falecer jovem ainda nos princípios do novo regime político português, saído da revolução republicana do 5 de Outubro de 1910. Não chegando assim Monteiro da Costa a afeiçoar-se às novas cores da alterada bandeira nacional, entretanto instituída meses depois – já que a nova bandeira nacional foi ratificada pela Assembleia Nacional Constituinte, na sua sessão inaugural, a 19 de junho de 1911. Continuando no Porto, porém, a cor azul e brilhar na bandeira e nos equipamentos do FC Porto, na justa lealdade que é apanágio da Invicta. À imagem do que cantou Camões n’ Os Lusíadas (no canto VI, est. 52), referindo o Porto, terra de onde saíram os Doze de Inglaterra, no famoso episódio cavalheiresco: «Lá na leal cidade donde teve / Origem (como é fama) o nome eterno / De Portugal …»


Da era da "Refundação do FC Porto", ficou nos anais portistas a histórica fotografia da equipa de futebol com José Monteiro da Costa também como jogador.

  

Falecera então em 1911 José Monteiro da Costa, o grande impulsionador da atividade desportiva no FC Porto. Em pouco mais de quatro anos, entre os 24 e os 29 de vida, Monteiro da Costa contribuiu decisivamente para dotar o Clube de instalações para a prática de diversas modalidades e de sucesso desportivo, de que foi exemplo a vitória sobre o Real Fortuna de Vigo, em abril de 1910 - o primeiro triunfo internacional de uma equipa portuguesa.

Armando Pinto

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Efeméride da importante vitória do FC Porto no estádio do Benfica em janeiro de 1985 - com icónico golo de Gomes!

 

A 27 de janeiro, em 1985, o FC Porto foi vencer ao estádio da Luz para o campeonato de futebol da 1ª Divisão Nacional, algo que já não acontecia há alguns anos, dando redobradas expetativas para o título nacional que pairava no horizonte. Tanto que então 30 mil portistas foram em romaria acompanhar a equipa e assim protagonizaram uma das maiores deslocações de que há memória. Em cuja enchente os adeptos portistas coloriram de azul e branco o antigo Estádio da Luz, onde o FC Porto venceu por 1-0 com um cabeceamento certeiro de Fernando Gomes. Estava-se na primeira época da equipa portista sob o comando de Artur Jorge, e no terceiro ano da presidência de Pinto da Costa. Enquanto a mesma temporada futebolística ia a meio, mas bem encaminhada finalmente com o FC Porto no comando do campeonato.

Esse decisivo golo (que na imagem cimeira vemos Gomes a festejar e na seguinte acompanhado por Futre nos festejos), efusivamente saudado, foi marcado aos 70 minutos de jogo da importantíssima vitória do FC Porto em Lisboa, nesse encontro do Campeonato Nacional da época de 1984/85. Tendo sido nesse ‘clássico’ que o FC Porto de Artur Jorge embalou definitivamente para ser campeão, ao sair da Luz com 7 pontos de vantagem sobre o Benfica, para um título que o FC Porto conquistara pela última vez em 1978/79.

Esse golo icónico de Fernando Gomes, na vitória do FC Porto sobre o Benfica em 1985, teve impacto crucial para o domínio portista na década de 80, além de reforçar a veia goleadora de Fernando Gomes, que ao tempo já tinha 27 golos na conta pessoal e estava lançado para se consagrar novamente como o melhor marcador da Europa. Como no final do campeonato o eterno 9 do FC Porto recebeu a sua segunda Bota de Ouro. Tal como à época se destacava e o golo foi amplamente celebrado nas hostes portistas. Merecendo bem ter ficado guardado na memória portista, como se regista com imagens das duas páginas que foram dedicadas a esse jogo na revista “Foot”, que nesse tempo se publicava com sede em Lisboa.

Armando Pinto

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Falecimento da avó materna de André Villas-Boas, presidente do FC Porto.

 

Faleceu este domingo, dia 25 de janeiro de 2026, a avó materna do Presidente do FC Porto.

Maria Eduarda Pina Cabral Moreira dos Santos tinha 99 anos. Nascida em 1926, estava perto de seu centenário, pois faria 100 anos dentro de três meses. Era a mãe de D. Teresa Maria de Pina Cabral e Silva, mãe de André Villas-Boas. 

Fica assim aqui uma homenagem a essa senhora, de cuja descendência veio ao mundo o atual Presidente do FC Porto, pessoa que é muito querida de quem gosta verdadeiramente do FC Porto. Aqui assim considerada a senhora D. Maria Eduarda, embora sem acrescentos biográficos por desconhecimento pessoal. Porque nas referências conhecidas sobre os laços familiares do Timoneiro do FC Porto tem sido mais aludido o lado paterno. Tanto que ainda há tempos aqui neste blogue de Memória Portista foi possível referenciar, num artigo, a bisavó paterna de André Villas-Boas, escritora e influente na sua fluência da língua inglesa. Contudo sobre o lado materno de André Villas-Boas, além do seu bisavô materno, Daniel Pereira de Pina Cabral, casado com D. Diamantina dos Santos, ter sido Capitão-tenente da Administração Naval, e o avô Álvaro, que morreu muito novo, haver sido jornalista desportivo, inclusive com trabalhos na histórica revista Flama, na qual a sua filha e mais tarde mãe de André Villas-Boas chegou a ser capa da revista, apenas mais se sabe da linha materna de André Villas-Boas por alguma ligação da mesma sua mãe ao ramo comercial de diversas lojas na cidade do Porto. O que leva a notar que está a faltar já uma obra literária que inclua mais pormenores também familiares do Presidente Portista que tem conseguido salvar o FC Porto.

Ao presidente do FC Porto e à sua família enlutada, o autor deste blogue apresenta as mais sentidas condolências, com um abraço solidário ao meu amigo Presidente.

Armando Pinto

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Bilhete de memórias do último jogo no estádio das Antas...

  

Sábado, 24 de janeiro de 2004 - dia do último jogo no Estádio das Antas: F. C. Porto, 2 - Estrela da Amadora, 0.

Então, a 24 de janeiro, em 2004, o Estádio das Antas abriu portas uma última vez, na noite fria desse sábado de tempo ainda de cantares das Janeiras, para os presentes verem in loco o FC Porto a jogar e a ganhar. Já de malas aviadas para o Dragão, os azuis e brancos receberam o Estrela da Amadora na 19.ª jornada desse campeonato em que o FC Porto acabaria campeão. Tendo na despedida do mítico estádio os jogadores portistas vencido a equipa do Estela da Amadora por 2-0, com um bis de Benny McCarthy, marcados no derradeiro quarto de hora da primeira parte. Seguindo-se uma segunda parte também fria dentro do campo, como que sentindo todos já certa nostalgia pelo encerramento desse enternecedor local de tantas memórias.

Já com o estádio do Dragão ali à beira, o estádio das Antas teve então ainda um último fôlego. Depois de inaugurado o novo estádio, a 16 de novembro de 2003, mas com seu relvado ainda não consolidado, estando deveras solto e como tal sem condições para receber jogos oficiais, continuou durante mais algum tempo o velhinho estádio das Antas a ser o local da realização de mais alguns jogos da equipa principal de futebol do FC Porto. Até que, finalmente, a 24 de janeiro de 2004, pela noite desse sábado, se realizou  o último jogo no Estádio das Antas. Cujo desfecho ficou assim para a história, na conta da vitória do F C Porto por 2 - 0 sobre o Estrela da Amadora, a contar para o Campeonato Nacional da Liga Portuguesa de 2003/2004.


Ora, na passagem de mais esta efeméride, recorda-se o facto com imagem do bilhete com que nessa fria noite lá estive, em tal jogo resolvido através de dois golos de McCarthy. Sendo esse então o acontecimento de despedida das Antas, e também do regresso de Sérgio Conceição como jogador, que depois se revelaria já pouco produtivo, alinhando apenas como reforço em jogos das provas nacionais. Entre factos que ficaram como lembranças dessa noite de despedida, em que também houve estreia do cântico dos Superdragões de incentivo a que os nossos jogadores joguem por nós.

Armando Pinto

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