Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 3 de outubro de 2026

Telmo Esteves - colaborador do antigo jornal O Porto - de parabéns como aniversariante do dia!

 

Entrado no calendário o mês de Outubro, há que assinalar que este mesmo mês logo nos seus primeiros dias de 1949 teve a chegada ao mundo de um rapaz, em terras do Alto Minho, que veio a ser um dos homens que ajudaram a escrever algo da história do Futebol Clube do Porto através do jornal O Porto - antigo órgão oficial do clube azul e branco em que colaborou esse então jovem, de nome Telmo, colaborador d’ O Porto algum tempo em finais da década dos anos 1970’s.

= Imagem da foto constante do seu cartão do “Notícias de Famalicão”, do tempo de colaborador d' "O Porto", também.

Aproveitando o aniversário dessa ocorrência, é pois o facto bem propício para trazer acima da memória mais um antigo colaborador do “jornal do Porto” (O PORTO), na linha de dar a (re)conhecer os outrora colaboradores que escreveram no jornal portista existente em tempos idos. Entre os que se sabe estarem ainda vivos e como tal integram o atual Grupo dos Colaboradores. Desta vez na calha de homenagear o amigo aniversariante Telmo Esteves.

= Ficha Técnica d' O Porto em Maio de 1978

Com efeito, Telmo Carlos Dantas Esteves, de seu nome completo, nasceu a 3 de Outubro de 1949, em Candemil-Vila Nova de Cerveira. E desde há muito reside em Joane-Famalicão.

(Como natural de Cerveira, é assim conterrâneo da ilustre família portista dos Puga, também com ligações ao FC Porto, desde o Professor Manuel Puga, que foi Delegado no Porto da Direção Geral de Desportos e também treinador de voleibol e preparador físico de diversas modalidades do FC Porto, até ao seu filho atual médico do futebol portista e anteriormente também atleta internacional de voleibol do FC Porto, Dr. Nelson Puga.) 

Ora, o Telmo, antes ainda de ter começado a escrever no jornal O Porto teve um percurso de vida preenchido, tendo passado pela Escola Primária de Vila Nova de Cerveira, na aprendizagem de letras e números, mais seguinte evolução nos estudos pela Escola Técnica de Viana do Castelo, Escola Comercial e Industrial de Vila Nova de Famalicão e Instituto Comercial do Porto. Foi depois Professor em Guimarães, na Sertã, em Valpaços, na Parede, em Mondim de Basto e em Fafe. Entretanto nos princípios da vida de professor no ensino secundário fez o serviço militar obrigatório e na tropa foi camarada de Cristiano Pereira (o hoquista Cristiano do FC Porto) e de um campeão nacional de remo. Depois ainda foi formador do IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional), lecionando ITI (Introdução às Tecnologias da Informação), TOE (Técnicas de Organização Empresarial), OM (Organização e Métodos), em que lhe foi atribuída a disciplina que era para advogados, mas tinha muita formação na área; e Contabilidade e Fiscalidade. De permeio foi escrevendo em diversos órgãos informativos, como colaborador ou correspondente de jornais desportivos como Record e Equipa, de Lisboa, e O Norte Desportivo e Gazeta dos Desportos, do Porto. Mais a revista Chuto. Tendo passado também pelo Lusitano Desportivo (emigração) e pela imprensa regional, havendo sido correspondente do Carrocel Desportivo do ex-RCP e sido produtor em duas rádios locais. 

Além disso ainda criou um jornal seu, o “Minho Desportivo” - publicado num número único, de 15 de julho de 1976. 

Do tempo de sua colaboração à revista "Equipa", pode rever-se um exemplo do respetivo número de 28 de dezembro de 1977 (com uma entrevista a Luís Pereira, antigo futebolista do FC Porto e ao tempo a jogar no Riopele):

Enquanto, pelo meio, foi colaborador do jornal O PORTO, jornal de que era assinante e no qual colaborou algum tempo.

= Alguns brindes de porta-chaves oferecidos pelo Telmo nos Encontros dos Colaboradores d' O Porto...

A propósito da criação do seu jornal Minho Desportivo, depois incluído no livro “História da Imprensa Desportiva em Portugal”, por Francisco Pinheiro, foi convidado para Call-Paper em Congressos de futebol, através do CEISXX (Centro de Estudos e Investigação do Século XX) da Universidade de Coimbra, não tendo participado por impedimento profissional. Foi ainda admitido a Pós-graduação em Jornalismo Político da Universidade Lusíada. A Pós-graduação não funcionou e foi convidado para outra em Ciências Empresariais, que não aceitou.

= Dois ímans (ímanes) oferecidos pelo Telmo ao autor e assim guardados pessoalmente entre recordações portistas...

Segundo conta, começou a gostar de futebol, em criança ainda, desde que viu um cartaz de um jogo e então presenciou ao vivo o FC Porto do tempo de Barrigana, integrante duma equipa mista do FC Porto, num jogo particular em Famalicão. A seguir colecionou cromos, já em tempo do Américo, Azumir, Pinto, etc. Mais tarde, no Porto, como aluno conheceu jogadores portistas, de futebol e de andebol, como colegas. Viu o jornal O Porto e passou a ser seu colaborador. Assim como viu o jornal Centro Desportivo e dele foi correspondente. Escrevia versos, que foram publicados em vários jornais e foi convidado para o Dicionário Bibliográfico dos Poetas Portugueses e teve poesia criticada por Viale Moutinho na Mundo da Canção. É sócio da Casa do Futebol Clube do Porto de Vila Nova de Famalicão (presidida pelo comum amigo Pedro Pinto). Sendo o Telmo também um dos membros do GRUPO DOS COLABORADORES DO JORNAL O PORTO (que reune pelo menos duas vezes ao ano em salutar convívio). 


» Presente nos Encontros dos Colaboradores do Jornal O Porto

Ora, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento (quando são escritas e publicadas estas anotações), envio também por este meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, em modo de simples mas sincera homenagem de apreço, que o amigo Telmo merece, neste espaço de Memória Portista.  

Com um abraço amigo do

ARMANDO PINTO

Nota: a propósito e num enquadramento, reveja-se um anterior artigo, publicado neste blogue, dedicado ao Telmo Esteves (clicando) em

https://memoriaporto.blogspot.com/2020/07/na-calha-da-taca-de-portugal-revista.html

A.P. 

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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Falecimento de Fernando Barbot (1951-2026) - histórico hoquista do FC Porto Campeão Europeu com a Seleção Nacional de Juniores de 1969

   

Faleceu esta madrugada, às 4 horas da noite desta sexta-feira 2 de outubro, o antigo hoquista Fernando Barbot. Histórico nome do Hóquei em Patins do FC Porto, que foi internacional júnior e Campeão Europeu na Seleção Nacional de Juniores de 1969. Ainda chegou a integrar a equipa sénior do FC Porto. Era filho do também sr. Fernando Barbot, antigo dirigente do Hóquei em Patins do FC Porto e da Associação de Patinagem do Porto, da qual ele mesmo, o filho, mais tarde também pertenceu a seus quadros diretivos.

Como homenagem, partilhamos em sua memória um artigo que neste mesmo blogue Memória Portista foi publicado há anos.

Descanse em paz Nando Barbot.

Sentidas condolências à família, com um abraço solidário a seus irmãos e meus amigos Luís e João Paulo Barbot.

= O Velório será na capela do Foco a partir das 19, 30 h desta sexta-feira, até às 22,00 horas. E amanhã, sábado, abrindo a capela às 10,00 h, o funeral será pelas 14, 30 horas.

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Antigo hoquista, Fernando Barbot associa-se dentro da história do FC Porto e do hóquei patinado português. Bem como é identificado também por Fernando Barbot filho, como filho mais velho do senhor Fernando Barbot pai, histórico dirigente do hóquei portuense e portista – sendo como tal este herdeiro o primeiro dum trio de irmãos da lista honorífica de hoquistas do FC Porto.

Nascido no Porto a 11 de abril de 1951, Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa perfez então em abril último seu 75.º aniversário natalício. Numa conta significativa de anos de história guardada na retina de suas memórias e no filme memorando das boas amizades ganhas ao longo de sua vida. Motivo que, aqui e agora, em preito de homenagem, do seu amigo autor deste blogue, leva a uma rememoração de seu percurso desportivo. Juntando numa só memoração algo de alguns artigos que entretanto aqui já lhe tinha dedicado.

Dele eu lembro-o sempre ao olhar para o stick que ele um dia me ofereceu, o mesmo que ele usou no Europeu de Juniores em Vigo-Espanha. Além de outras recordações físicas e memórias pessoais de amizade e admiração.

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Fernando Barbot é um nome de peso na memória do hóquei portista. Primeiro através do antigo dirigente da secção de hóquei em patins do FC Porto e da Associação de Patinagem do Porto, e depois pelo filho com o mesmo nome, que calçou os patins e de aléu nas mãos evoluiu em rinque com a camisola do F C Porto, tendo inclusive sido campeão europeu, pela seleção nacional de juniores na conquista do título europeu de 1969. 


De tal nome respeitado, os elementos dessa dinastia Barbot eram assim oriundos de uma família tradicionalmente ligada ao hóquei, pois além do patriarca dedicado à área administrativa e organizativa, jogavam hóquei em patins os filhos, Fernando, Luís e João Paulo, três irmãos Barbots. Havendo anos depois, já após ter guardado os patins e o stique (“stick”), o filho Fernando também desempenhado funções diretivas, na qualidade de dirigente da A.P.P.

Ora o Fernando Barbot campeão europeu é o personagem hoquista que desta vez aqui lembramos, com todo o merecimento pela sua dedicação ao hóquei e, na parte que nos toca mais, pela afeição ao nosso comum clube Dragão.


Pois o então jovem Fernando tinha assim nome próprio como seu pai, que foi Vice-Presidente da Direção da Associação de Patinagem do Porto, organismo ainda com a sua sede numa das salas do Clube Fenianos do Porto (era o Sr. Armando Ribeiro o Presidente, como figura grada do hóquei, de que mais tarde chegou a ser selecionador nacional), assim como depois foi mesmo Presidente, o sr. Fernando Barbot, tido então com grande respeito, tal o renome obtido no mais alto cargo representativo da Associação portuense. E como hoquista, o filho Fernando mereceu a honra de ter sido chamado à seleção nacional de juniores, havendo integrado a primeira fornada da patinagem da Constituição que obteve o título europeu nessa equipa representativa de Portugal, como hoquistas formados no F C Porto. Honra sobretudo para o clube, pois esses três, que eram Cristiano, Fernando Barbot e António Júlio, tornaram-se aí os primeiros atletas campeões da Europa formados nas Escolas do F C Porto em todas as modalidades. Saídos que foram da formação iniciada no antigo rinque da Constituição, cuja criação dava então frutos, a pontos de Cristiano, nesse tempo ainda com idade de júnior, já ser figura principal da equipa sénior. Num lote de campeões europeus juniores que, com honra e glória para o clube e para o país, era ainda reforçado com Castro, guarda-redes que viera da ilha da Madeira e de idade júnior também já ajudava na equipa sénior do F C Porto.


Ora, Fernando Barbot, filho, é o mais velho dos três herdeiros do senhor Fernando Barbot pai, que ao tempo era um associado já antigo do F C Porto, de nome completo Fernando Adelino de Azevedo Mavigné Barbot Ferreira da Costa (1924-1989), distinguido com a categoria de Sócio Honorário individual da Associação de Patinagem do Porto (enquanto o FC Porto é Sócio de Mérito coletivo). Sendo o filho de nome completo Fernando Manuel Fernandes Barbot Costa. Rapaz que foi para o hóquei praticamente pela mão de seu pai – como referiu ao jornal O Porto, na ocasião (em entrevista conjunta ao grupo portista que dignificou o F C Porto através da representação portuguesa em Vigo). Era o então jovem Fernando estudante do Colégio João de Deus, no Porto, descrito como “um moço aprumado e de maneiras pouco modernistas", estando à época com 18 anos, logo ainda com mais tempo na categoria júnior (jogando com seu irmão Luís, mais Jorge Câmara e outros prometedores hoquistas desse tempo). Acrescentando o próprio, naquela entrevista: «Quando pequeno, aí com uns três anos de idade, era ele (o pai) quem me levava a ver os jogos. Como adorava patinar de “stic” nas mãos, não demorou a fazer-me jogador…»

= Quarteto dos hoquistas que foram os primeiros campeões europeus do F C Porto (em pose no antigo espaço do campo da Constituição - a partir da esquerda:)  António Júlio, José Castro, Fernando Barbot e Cristiano  =

Campeão Europeu com a camisola da seleção portuguesa que venceu o Campeonato da Europa de juniores, disputado em Vigo entre 10 e 14 de Setembro de 1969, Fernando Barbot faz parte da galeria de internacionais de hóquei do F C Porto. De cuja equipa, em que esteve incluído, há apenas uma fotografia de conjunto, numa pose coletiva feita durante a viagem rumo à Galiza, na paragem para almoço, motivo porque estão todos de fato de treino. Isso porque naquele tempo para cada jogo só eram escalados oito elementos, dos dez do lote escolhido, originando assim que só se equipavam os que constavam na ficha do encontro.

= Seleção Nacional de Juniores que se sagrou Campeã Europeia de 1969, da qual faziam parte quatro hoquistas e um massagista do F. C. do Porto. Além de alguns mais que depois também vieram para o F C Porto. Em pé, da esquerda para a direita: José Fernandes (então da CUF, mas que depois ingressou no F C Porto), Dinis, Leitão (ambos do Parede), António Júlio (F C Porto), Fernando Barbot (F C Porto), Rui Monteiro (guarda-redes, Paço d´Arcos) e Joaquim Lopes (massagista e também do F C Porto). À frente, de cócoras: Vítor Orênsio (Parede), António Vale (Valongo) - estes dois, mais tarde transferidos para o F C Porto, Cristiano (F C Porto) e José Castro (guarda-redes, F C Porto).=

Dessa campanha, entre curiosidades e recordações, Fernando Barbot guardou o regulamento (que era entregue a todos os selecionados, com diretrizes de comportamento). Outros tempos, outras regras…


A participação da equipa portuguesa nessa prova foi seguida com grande entusiasmo e natural esperança, em virtude de na época anterior a seleção junior, já com Cristiano e Castro, do F C Porto, ter feito um brilharete no Europeu de 1968 também disputado em Espanha, tendo ficado com os mesmos pontos da seleção anfitriã, que venceu por diferença de golos. A ponto que, na jornada decisiva de Setembro de 1969, foram diversas personalidades do hóquei nortenho até Vigo, devido à proximidade, mas também ao interesse entusiasta, com saliência para alguns dirigentes do F C Porto e para o capitão da equipa principal do F C Porto, Alexandre Magalhães, entre pessoas que foram levar um abraço de estímulo aos jovens hoquistas portugueses.


Desse campeonato junta-se aqui também o frontispício do livro, devidamente autografado por todos os membros da comitiva. Sendo interessante anotar a respetiva identificação das assinaturas:
- Do lado esquerdo e de cima para baixo – Rui Monteiro, António Vale, Victor Orêncio e António Júlio; do lado direito e no mesmo sentido: Amílcar Fernandes (diretor da Federação), Welson Marques (Adjunto do selecionador), Guilhermino Rodrigues (Selecionador nacional), José Manuel Castro, Fernando Barbot, Joaquim Pedro Dinis, José Fernandes, Cristiano e Leitão.

= Capa do livro oficial do Campeonato Europeu de Juniores – 1969 (IX campeonato de europa de hockey sobre patines junior)

No regresso sucederam-se algumas justas homenagens, a nível oficial e também particular. 


De uma dessas ocasiões é a captação fotográfica que se junta, a seguir, reportando a homenagem da Associação de Patinagem e do próprio F C Porto em cerimónia realizada no rinque da Constituição. Vendo-se, no instantâneo desta foto, Cristiano, Barbot e Castro, no momento em que era entregue a Fernando Barbot uma placa alusiva com que a APP homenageou os Campeões Europeus de sua jurisdição. Na imagem está, à direita, o então diretor Dr. José Eduardo Pinto da Costa (ainda sem as  barbas brancas que tornam hoje mais conhecido o Doutor Pinto da Costa). 


Deste título, que foi acompanhado nesse tempo pelo autor destas linhas à distância mas com grande apreço e entusiasmo clubista de jovem entusiasta portista, é o "stick" usado pelo campeão europeu júnior Fernando Barbot, a que se reporta esta imagem, aqui. Aléu este que me foi depois então oferecido pelo mesmo meu amigo Fernando Barbot... e guardo bem.


Havendo entretanto Fernando Barbot continuado no escalão júnior, junto com seu irmão Luís Barbot, Armindo, Jorge e demais dessa época, Fernando ajudou a formação júnior do F C Porto a classificar-se para a fase final do "Nacional", facto inédito até então. (Enquanto o irmão mais novo era peça importante da equipa do escalão a seguir, sagrando-se campeão nacional como integrante da equipa que venceu o Campeonato Nacional de Juvenis, também ocorrência conseguida pela primeira vez nessa categoria em tal grau dos jovens portistas.)

= Equipa de Juniores do F. C. do Porto que pela 1.ª vez se classificou para o Campeonato Nacional, decorria o ano de 1970. Em pé: Tavares (massagista) Fernando Barbot, Luís Barbot, Armindo, Feliciano, Adriano Ferreira e Lopes. De cócoras: Vítor Freitas, Vítor Machado, Jorge Câmara, José Manuel Coelho e Joel (roupeiro).=

Fernando Barbot subiu depois à categoria sénior em 1971, tendo feito parte da equipa portista que venceu a fase Norte do Campeonato Metropolitano. 


Havendo então alinhado ao lado de Cristiano, que durante anos foi referência do hóquei portista, de José Ricardo, possivelmente o melhor hoquista português nascido na Madeira, de Joaquim Leite, grande valor do hóquei patinado e que entretanto foi internacional de hóquei em campo, mais do guarda-redes internacional sénior João Brito, do Hernâni que era nome certo nas seleções do Norte e da Associação de Patinagem do Porto e, como outros, só não foi à seleção A da FPP por ser de onde era… etc. e tal.


Entretanto Fernando Barbot havia recebido um convite para jogar pelo Boavista, mas não chegou sequer a equacionar essa possibilidade, preferindo manter-se entre os seus amigos de longa data, em vez de ir representar o clube do Bessa, que nesse tempo também tinha equipa de hóquei e com diversos contactos mútuos através de jogos da equipa B do FC Porto, como em jogos de torneios de reservas - a que se reporta o exemplo de uma imagem coeva (vendo-se na apresentação dum encontro Fernando Barbot a capitanear a equipa portista, enquanto os hoquistas da zona da Boavista pareciam muito descontraídos, em sinal do seu clube não ter grandes aspirações na modalidade, ao tempo).


Intrometendo-se a chamada para a tropa, como nesse tempo era e de longa duração o serviço militar obrigatório, acrescido à situação da equipa senior do F C Porto ter recebido alguns reforços vindos de outras equipas, Fernando Barbot solicitou a Jorge Nuno Pinto da Costa (ao tempo responsável desse setor no clube) que lhe fosse permitida a saída para um outro clube da cidade, para se manter a jogar com regularidade. Porque tinha contrato assinado com o F C Porto por mais tempo (sendo os contratos de três anos, à época), apesar de não ganhar dinheiro algum, como aliás nunca recebeu qualquer vencimento enquanto atleta. Tendo então passado a jogar no pavilhão do Lima, pelo Académico do Porto, oficialmente como emprestado pelo F C Porto, mas com a carta na mão, já. Carta essa, como era chamada, que consistia no documento de filiação clubista e inscrição associativa e federativa, efetivamente. Fez então parte da última equipa da camisola branca academista que esteve presente numa fase final do Campeonato Nacional, em 1974/75. Nessa altura tirou o primeiro grau do curso de treinadores, junto com Cristiano e outros, numa interessante experiência (pois esse curso era abrangente em diversas áreas de técnica e tática, tendo por mestres nomes sonantes do desporto nesse tempo, desde o conhecido treinador e jornalista Correia de Brito, o Prof. Manuel Puga, que era grande preparador físico em várias modalidades, além de ter sido conceituado treinador de voleibol e representante na cidade do Porto da Direção Geral dos Desportos, até ao árbitro internacional Afonso Cardoso e ao especialista de medicina desportiva Dr. Sousa Nunes, incluindo mesmo parte de dirigismo desportivo com um federativo como Vaz da Silva, etc.).  Passado então um período de três anos no clube alvi-negro, recebeu convite para representar o Candal, ainda.


Passou então Fernando Barbot a representar o Candal, de 1976 a 1978, numa equipa formada por hoquistas oriundos do F C Porto, especialmente porque o treinador havia sido pessoa importante do hóquei portista, Alfredo Sampaio Mota, antigo chefe de secção do hóquei em patins das Antas. Tendo então Fernando Barbot, junto com Jorge Câmara, Rui Caetano, Januário, Domingos Ferreira, José Manuel e seu irmão João Paulo Barbot (todos ex-F.C. do Porto), levado essa equipa de equipamento azul a ter subido de divisão, ingressando na 1ª Divisão nessa altura. Tendo Fernando Barbot ficado também assinalado nesse plantel histórico daquela zona de Gaia, tanto que ainda constam quadros emoldurados dessa equipa em cafés e outros locais públicos da localidade.

Depois disso, dando continuidade à linha de seu pai como dirigente associativo, Fernando Barbot exerceu também funções diretivas na Associação de Patinagem do Porto. Tendo então, nessa qualidade, sido dirigente que andou mais próximo à equipa da Seleção da mesma Associação. Como, por exemplo, ocorreu já em princípios da década dos anos oitenta, ter estado numa representação associativa da Seleção do Porto que foi em digressão à África do Sul, a Joanesburgo, em 1983, a convite do Malhanga Roller Hóckey, equipa derivada do antigo clube F C Malhangalene, filial do F C Porto. Cuja deslocação dessa embaixada portucalense levou um abraço das gentes do hóquei nortenho aos amigos compatriotas então radicados em Joanesburgo e que haviam rumado àquele país do sul de África depois da descolonização de Angola e Moçambique. Havendo servido de cicerone, durante a estada dos hoquistas da APP naquele país, o antigo hoquista e futebolista portista Acúrcio Carrelo, à época também residente naquelas paragens.

= Com a Seleção da APP.  A partir da esquerda para a direita: em cima - Fernando Barbot (Dirigente da Associação), João de Brito (selecionador/treinador), Alves (FC Porto), Fanã (FCP), Gentil (Oliveirense), Vítor Bruno (FCP) e Adão Castro (Vice-pres. da APP e chefe da embaixada); em baixo – Vítor Hugo (FCP), Quim Silva (guarda-redes do Valongo), ? (guarda-redes da Sanjoanense) e Licínio (Sanjoanense). Também se deslocou David Reis (FCP) que não se equipou.

Por fim, afastado das lides hoquísticas, Fernando Barbot sempre que possível foi marcando presença em encontros e convívios de antigos hoquistas, bem como de mais gente ligada ao hóquei em patins. Como tem acontecido, por exemplo, em almoços e jantares comemorativos de vitórias alcançadas com a camisola da seleção nacional e do FC Porto (conforme neste blogue tem sido referido em diversas crónicas).

= Irmãos Barbots, junto com Cristiano, num convívio de Gente do Hóquei Portista.

= ... E com o autor destas linhas, simples adepto do hóquei portista e amigo também, especialmente !


= No jantar de convívio comemorativo do 50.º aniversário da conquista do Campeonato Metropolitano de 1969, assinalado pelos Campeões em dezembro de 2019. 

Para a história, com o nome de Fernando Barbot na memória portista, permanece nos anais do hóquei em patins aquela grande vitória que foi o Europeu conquistado em Espanha, na Galiza, corria o ano de 1969. Cujo acontecimento foi assinalado entretanto quando perfez 45 anos, em 2014, através dum jantar de convívio entre alguns desses campeões europeus que puderam estar presentes. Como neste blogue demos nota, conforme se pode rever 

(clicando sobre os links) em

e

Como mais tarde, volvido tempo devido, também os 50 anos, e dessa vez mesmo em Espanha, como igualmente foi registado neste espaço de Memória Portista... 

(clicando) em



ARMANDO PINTO

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Rememorando: eliminatória europeia com o Cardiff salva num penálti defendido por Américo nos minutos finais…

 

A 2 de OUTUBRO, em 1968, Américo vestiu a capa de super guarda-redes ao ser decisivo na primeira ronda da Taça das Taças da época de 1968/69. Duas semanas depois de um empate a duas bolas no País de Gales, o FC Porto voltou a medir forças com o Cardiff City, então no Estádio das Antas, e levou a melhor graças aos golos de Djalma e de Custódio Pinto. Contudo, para isso, aos 88 minutos, com o resultado em 2-1, Américo defendeu um penálti cobrado por John Toschack e manteve intactas as ambições europeias, nesse tempo em que o FC Porto poucas vezes conseguia ultrapassar a primeira eliminatória das competições europeias.

Estava-se no início de outubro, ao correr do outono de 1968, quando o FC Porto defrontou pela segunda vez o Cardiiff, na decisão da eliminatória inicial da Taça das Taças da época de 1968/69, a então existente prova europeia da taça dos vencedores de taças, para a qual o FC Porto se apurara como vencedor da Taça de Portugal da época de 1967/68.

À chegada do segundo jogo, o FC Porto vinha de ter conseguido no País de Gales um bom resultado, através de um empate a dois golos. Perante uma grande recuperação, visto ter estado a perder por 2-0, respondendo depois com dois golos do “capitão” Pinto, o “ Cabecinha de Ouro” que fixou o resultado em 2-2.

Com dois golos marcados fora de casa, à luz dos regulamentos das provas internacionais, o FC Porto estava em vantagem. Bastava assim no jogo das Antas um empate desde que fosse a zero ou por um golo para cada lado, se não fosse possível a vitória, mas esteve quase a acontecer outro empate a dois golos (com o FC Porto a vencer pela diferença mínima), não fosse uma portentosa defesa de Américo perante a marcação dum penálti, quase no expirar do tempo regulamentar…

(À época se isso acontecesse, havendo empate na eliminatória, depois poderia suceder algo mesmo de lotaria, visto haver desempates por moeda ao ar… como o FC Porto fora já eliminado em outubro de 1966 para a então existente Taça das Cidades com Feira, diante do Bordéus…)

E Américo, que já fizera grande exibição em Cardiff (jogo a que se refere a imagem seguinte), cobriu-se de glória nas Antas, como herói do jogo.


Então, a 2 de outubro de 1968, em jogo disputado no Porto, em pleno Estádio das Antas, a contar para 2.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça das Taças em futebol, disputou-se esse jogo entre o Futebol Clube do Porto e o Cardiff, decisivo para a passagem à eliminatória seguinte. Nessa noite, que era até de estreia do técnico José Maria Pedroto  como treinador nas provas da UEFA, o FC Porto recebeu e bateu o Cardiff, eliminando-o da Taça das Taças, com resultado feito por meio de um golo de Djalma e outro de Custódio Pinto, a suplantar um único golo adversário. Mas, com o resultado assim, aos 87 minutos o árbitro apitou para um penálti contra os dragões... E com muita gente a nem querer olhar, tal penalti acabou defendido pelo guardião portista Américo. Batia o relógio os 88 minutos de tempo regulamentar de jogo. Uff… Assim Américo tornou-se herói do jogo, depois de ter voado e desviado a bola para canto! Em remate bem apontado por John Toshack, que havia sido marcador do golo da sua equipa durante o jogo (e anos volvidos veio para Lisboa treinar o Sporting nos anos 80).

Resumindo, Pinto foi autor de três golos na eliminatória, Pavão fez uma grande exibição, como toda a equipa e Djalma concretizou o outro golo. Sendo de anotar que nalguns registos posteriores sobre o mesmo jogo aparece atribuído o primeiro golo como tendo sido de Pavão, mas foi do avançado Djalma, como no jornal O Porto ficou impresso ter sido o goleador brasileiro autor do 1.º golo do encontro desse desafio da 2.ª mão, nas Antas.

Pois então, já com noite cerrada nesse fim de dia, em 1968, Américo ao defender esse penálti já em tempo final do jogo, ajudou decisivamente o FC Porto a qualificar-se para a eliminatória seguinte da então oficial Taça das Taças.

Armando Pinto

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Rememorando - Ao tempo de finais da II Grande Guerra: curioso anúncio dum rebate falso sobre Pinga pendurar as botas...

 

A 1 de outubro, em 1945, pouco tempo depois do término da II Guerra Mundial, houve notícia pública de Artur de Sousa “Pinga” anunciar o final da sua carreira como futebolista. Contudo essa novidade acabou por soar a rebate falso, à época, visto o mesmo Pinga apenas se ter despedido no ano seguinte, em julho de 1946. Sendo Pinga o grande craque desse tempo e considerado historicamente “Primeira Pérola da Madeira”, como grande futebolista madeirense, sem ter precisado de fazer birras. Embora sem atualmente ser muito falado, por ter vivido num tempo de menor impacto do futebol e ter sido jogador do FC Porto, mesmo havendo em seu tempo sido o grande expoente da Seleção Nacional dos anos 30 e 40, nesse período de poucos jogos internacionais.

Ora, repondo a verdade desse tempo, dias depois, ainda dentro do mesmo mês de outubro de 1945, era anunciado que Pinga ainda jogaria mais algum tempo - conforme publicação que se lembra e regista, da revista lisboeta Stadium do seguinte dia 25 do mesmo mês.

«O avançado madeirense, que chegara ao FC Porto proveniente do Marítimo, em 1930, representou os Dragões durante 15 anos, ergueu 16 troféus - entre os quais três Ligas Portuguesas e dois Campeonatos de Portugal - e revelou-se um verdadeiro “matador” em frente às balizas: em 331 jogos de azul e branco, marcou uns impressionantes 314 golos.»

Armando Pinto

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