Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Efeméride do último grande “clássico” jogado no Estádio das Antas

No dia 21 de Setembro de 2003 o Estádio das Antas viveu o seu último clássico, com o FC Porto a bater o Benfica por 2-0. Entrando assim da melhor forma no Outono dessa temporada, à chegada do equinócio de despedida ao verão. Época em que no fim, já em tempo primaveril, depois o FC Porto foi Bi-Campeão Nacional.

Com efeito, em jogo disputado no Domingo 21 de Setembro de 2003, no Estádio do Futebol Clube do Porto (Antas), a contar para o Campeonato Nacional que à época tinha nome oficial de SuperLiga 2003/2004, na  Jornada 5, sob arbitragem de Lucílio Baptista, o FC Porto derrotou o SL Benfica por dois golos sem resposta, mediante um golo de Derlei, aos 30 minutos, e um outro na própria baliza por Argel, aos 52 minutos.

Como curiosidades e comprovando como o FC Porto não teve vida facilitada, recorde-se que Lucílio Baptista foi aquele árbitro que depois ficou famoso por uma final da Supertaça em que entregou praticamente o trofeu ao Benfica (diante do Sporting) e o brasileiro Argel era um jogador zangado com o FC Porto, onde jogara e saíra furiosamente contrariado, como ficou para a história pelo badalado caso de ter destruído material da sede do FC Porto (falou-se em ter andado aos chutos, não numa bola mas em equipamento informático). E mais tarde, quando ingressou no Benfica, fartou-se de provocar o mundo azul e branco em entrevistas publicadas.

Para a história o FC Porto então alinhou com: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Deco, Maniche (substituído depois por Bosingwa, aos 80 minutos), Ricardo Fernandes (substituído por Pedro Mendes, aos 63 m), Jankauskas (depois Hugo Almeida, aos 83 m) e Derlei. Foram suplentes não utilizados: Nuno Espírito Santo, Pedro Emanuel, Ricardo Costa e Marco Ferreira. Sendo treinador José Mourinho.

O FC Porto naturalmente ainda jogou mais algum tempo no mítico estádio das Antas, mas esse foi o derradeiro jogo dos considerados clássicos nacionais a ser jogado naquele relvado das Antas (visto o jogo em casa com o Sporting ter sido antes, logo à 3ª jornada, que o FC Porto venceu por 4-1). Enquanto dos dérbis e jogos de vizinhos próximos havia já vindo o Braga às Antas na 1ª jornada, ao passo que os jogos com o Boavista e Guimarães foram depois no novo estádio, também todos em jogos vitoriosos pela banda do FC Porto, no Dragão – inaugurado entretanto a 16 de novembro de 2003, porém havendo jogos nas Antas até 24 de janeiro seguinte, já em 2004.

Nesse tempo, em que o FC Porto vinha de ganhar a Taça UEFA, atual Liga Europa, e o Campeonato Nacional na temporada anterior; como no início dessa época conquistara a Supertaça e no fim venceu pela segunda vez a Taça dos Campeões Europeus, então já chamada de Liga dos Campeões (Champions League), foi ainda Bi-Campeão Nacional de 2003/2004!

Armando Pinto

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domingo, 20 de setembro de 2020

Vitoriosa entrada do FC Porto no Campeonato da I Liga: mais um triunfo sobre o Braga, na linha histórica dos Porto-Braga da primeira jornada!

FC Porto 3 - 1 SC Braga



21' Castro [0-1]


45+1' Sérgio Oliveira [1-1]

45+4' Alex Telles [2-1]

92' Alex Telles [3-1]


Mais uma vez se repetiu a história e manteve a tradição: Iniciado o Campeonato Nacional com um Porto-Braga, o FC Porto venceu. Tal como aqui neste blogue foi lembrado e vincado no artigo de antecipação do jogo, ainda a meio da semana, sempre que o primeiro jogo do FC Porto no Campeonato foi na condição de visitado pelo Sporting de Braga. E assim voltou a suceder, desta vez, no jogo inicial da prova no reduto portista, tendo o jogo de estreia da época para as equipas principais dos dois emblemas, entre FC Porto e Braga, resultado em saborosa vitória do FC Porto sobre o clube arsenalista do Minho, agora na atual Liga portuguesa.

Curiosamente, e de modo sintomático, na comunicação afeta ao regime e entre adversários tanto lembraram que o Braga ganhara os últimos jogos ao Porto (sem serem de começo de época, obviamente) que desta vez virou-se o feitiço… e Braga e os outros levam que contar!

Assim, o FC Porto começa bem o Campeonato! Apetecendo perguntar: - e então que tal…?!

Quem não começou nada bem, além dos antecedentes, foi a comunicação social sulista e elitista, já a tentar arranjar falsos argumentos para a superioridade que a equipa azul e branca demonstrou… e sobretudo a SPORTTV, em cuja transmissão direta houve linha de fora de jogo para eventuais centímetros no golo anulado ao FC Porto (enquanto no outro anulado ao Braga em 9 centímetros a linha mesmo que torta não conseguiria falsear isso…), mas não apareceu qualquer linha nas imagens do golo do Braga, em jogada duvidosa. E estranhamente, sendo os dois penaltis descarados e indiscutíveis, no comentário televisivo ao jogo houve um ditote de que o Taremi sabia como sacar penaltis assim... Será diferente agora por ser do FC Porto, quando em Famalicão os penaltis sobre ele eram indiscutíveis?!

Com tudo isso, fica demonstrado mais uma vez que o FC Porto tem se ser muito superior e marcar golos suficientes para superar estigmas dos que sejam anulados. E, fica a boa sensação de ser um bom início de campeonato, numa boa entrada na I Liga.

Curiosidades:

- Na imagem a equipa inicial, ainda só com jogadores campeões nacionais em título. 


Aos quais se juntaram outros depois, nas substituições, tendo-se estreado já dois dos novos reforços. Então Mehdi Taremi e Zaidu fizeram a sua estreia com a nossa camisola do FC Porto.

👉Taremi é o primeiro jogador iraniano a jogar pelo FC Porto;

👉 Zaidu é o terceiro nigeriano, após Mikel e Chidozie.


Mesmo sem público, na generalidade, conforme as determinações da DGS (Direção Geral de Saúde, ainda que por vezes se confunda com DGS da antiga polícia política da defesa de segurança do Estado), o estádio do Dragão mstrou-se imponente. Com a decoração de tapamento às cadeiras obrigatoriamente vazias, por causa da pandemia vigente. 

O Paraíso existe... com a sensação que o Dragão dá, mesmo. Tal como quem se sente bem no santuário de Fátima, o estádio do Dragão é algo sensível, só de lá estar. E mais especialmente ainda quando o FC Porto ganha. 

OBS.: Imagens da página Facebook do FC Porto (com exceção de uma, essa da página de Diogo Faria). Mas texto do autor deste blogue.

Armando Pinto

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sábado, 19 de setembro de 2020

Supertaça Nacional / 2020 de Voleibol Feminino é da equipa AJM / FC PORTO

Na linha do FC Porto vencedor, conforme apanágio do clube azul e branco (quando entra em competições é para tentar ganhar), de modo que as modalidades possíveis de seu ecletismo devem ser valorosamente fortes  pois dos fracos não reza a história… Eis que a recente entrada no voleibol feminino está a honrar o grandioso clube da Invicta, repetindo agora a vitória da época anterior na Supertaça.

Então, a equipa AJM FC Porto venceu o Porto Vólei 2014 por 3-0 (com os parciais de 25-17, 25-12 e 25-15), no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, e assim conquistou brilhantemente a Supertaça feminina de voleibol pelo segundo ano consecutivo.

A AJM FC Porto alinhou com: Jordane Tolentino, Katia Silva, Ana Vale, Luana Gomes, Tânia Oliveira e Joana Resende. Jogaram ainda: Clarisse Peixoto, Beatriz Santos e Ana Figueiras.


No final o treinador do FC Porto, Rui Moreira, conferenciando com a comunicação social, afirmou: «Esperava que o Porto Vólei fizesse aquilo que fez taticamente. A questão era nossa capacidade de contrariar a equipa adversária e com que consistência. Acho que fomos capazes e fomos consistentes. Se vai ser assim o ano todo com toda a gente não creio. Foi um jogo, um momento de decisão. Estamos a aqui para a jogar o campeonato. Com estes parciais, é impossível não dar o mérito e os parabéns às jogadoras, que no fundo são as artistas. Foi uma vitória justa.»

De mais esse feito, obtido esta sexta-feira 18 de setembro, junta-se recorte jornalístico da caixa publicada na edição do jornal O Jogo de hoje, para constar à posteridade.

Assim sendo, aí está no bolar das jovens atletas portistas mais uma bonita forma de fazer sentir o portismo que corre nas veias apoiantes, à imagem das caras lindas e felizes que vimos pela transmissão do Porto Canal.

Armando Pinto

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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

João Almeida: central da defesa portista de grande parte dos anos 60… de parabéns!

Faz parte de nossas memórias da década dos anos sessentas aquele alto defesa da equipa do FC Porto de nome futebolístico ALMEIDA, do tempo de Américo, Festa, Atraca e outros, o João Almeida que, tal como o nome indica no sentido dum dos ditos populares (referente à defesa da terra desse nome, também, contra os inimigos), era jogador de “alma até Almeida”.

Almeida entrou muito jovem na equipa de honra do FC Porto e depressa ganhou galões de valor apreciável. De tal forma que mereceu ser-lhe dedicado um livro na coleção Ídolos do Desporto, uma pequena revista em formato de bolso, editada em Lisboa, que continha biografias dos ídolos desportivos da época, mas na qual quase que só eram contemplados desportistas de BSB (Benfica, Sporting e Belenenses, a modos como a Federação de Futebol era presidida regulamente, nesses tempos) e os poucos do FC Porto que foram furando a regra eram os que se salientavam muito entre os craques mais conhecidos do grande público.

Almeida foi do tempo em que o FC Porto era sistematicamente prejudicado por arbitragens mais que tendenciosas e os órgãos de escolha e poder punham de lado e deixavam para trás os valores e os interesses do clube azul e branco e dos seus atletas. Tanto que João Almeida, apesar de ser ao tempo um dos mais eficazes defesas que andavam no futebol português, só conseguiu ser internacional pela Seleção Militar...

... pois pelas seleções federativas, quer a Nacional B como a A estavam reservadas para futebolistas do sistema BSB e, de permeio, alguns do FC Porto para serem lembrados tinham de ser muitíssimos superiores a todos os outros. Tendo Almeida chegado, por exemplo, a estar no lote dos pré selecionados para a campanha dos Magriços do Mundial de 1966, mas no fim acabou por ficar em terra, a ter de ver os jogos pela televisão, tal como aconteceu também com Jaime e Nóbrega do FC Porto (enquanto dos 3 portistas que foram escolhidos, Américo, Festa e Pinto, apenas um, Alberto Festa, jogou na fase final…

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João Luís Pinto de Almeida, de seu nome completo, nasceu em Mafamude, Vila Nova de Gaia a 18 de setembro de 1943 (apesar de no B.I. contar outra data, com que foi registado), estando oficialmente como fazendo anos a 25/9, mas é a 18/9 que na realidade festeja seu aniversário – devido aos pais só o terem registado no Civil uns dias mais tarde, para não pagarem multas, como acontecia ao tempo.)

Muito novo foi viver para a Póvoa de Varzim, onde a família se fixou. E foi na Póvoa que começou a jogar à bola, nas brincadeiras de rua, até que foi levado ao clube da terra e ficou. Iniciou-se então em 1959/60 no Varzim, nas camadas jovens, e como depressa deu nas vistas, foi transferido para o FC Porto em 1961/62 ainda júnior. 

No equipa de juniores do FC Porto foi então treinado por Pedroto, e jogou com diversos valores em ascenção, junto com Rolando, Artur Jorge, Valdemar, Neca Soares dos Reis (o Soares dos Reis III), Vieira Nunes, Acácio, entre outros dessa geração.

E no clube das Antas, num ápice, integrou o plantel principal na temporada seguinte, substituindo o internacional Miguel Arcanjo, que se havia lesionado.

A sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 13 de Outubro de 1963 no Estádio das Antas, em jogo que os portistas venceram o Leixões por 4-0, a contar para a 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça de Portugal da época de 1963/64.

Enquanto isso, nessa mesma época foi um dos titulares da equipa portista que obteve a primeira vitória nas competições europeias, no dia 16 de Setembro de 1964, ao derrotar o Olimpique Lyonnais por 3-0 no Estádio das Antas, num jogo a contar para a 1ª mão da 1ª eliminatória da Taça dos Vencedores das Taças.

Nessa época de estreia houve mais algumas saliências, como as vitórias em torneios espanhois, quer no Troféu Luis Otero como no Corpus Christi. Conforme se pode recordar deste, em imagens coevas, da equipa que alinhou e por fim aquando da entrega do troféu. 

Foi assim, quando o FC Porto foi convidado e participou nesse torneio com o nome das festas tradicionais da cidade galega de Ourense, o Troféu Corpus Christi, em 1964. Cujo sucesso se deu em plena época do S. Pedro, festa popular em Portugal, e em Ourense decorrem as festividades que têm ponto alto na majestosa procissão do “Corpus Christi”.


Estava-se no início do verão de 1964, sendo a equipa principal do FC Porto treinada nesse tempo pelo brasileiro Otto Glória, passando o plantel por período de renovação, ainda tendo alguns grandes ases da geração dourada dos anos cinquentas, como Hernâni, Carlos Duarte, Virgílio, Arcanjo e Perdigão (por esses dias a acabar as suas carreiras), reforçada que fora a equipa anos antes com a entrada do guarda-redes Américo para titular e chegada ao clube de uns Pinto, Azumir, Atraca, Jaime, etc.  Bem como entretanto passara a contar com novos elementos como Almeida, Rolando, Paula, Festa, Nóbrega, por exemplo. Entre outros, alguns dos quais com valor mas que por diversos motivos não tiveram muita utilização, tal o caso de Valdir, bom avançado mas de ação limitada por lesões. E escasseavam ainda as oportunidades de confrontos com equipas estrangeiras, deparando-se assim boas ocasiões, como dessa vez em que o FC Porto defrontou o Deportivo da Coruña e o Athletic Bilbao (que antes fora, curiosamente, o primeiro rival dos azuis e brancos nas competições europeias, em 1956/57).


Com efeito, então o FC Porto bateu o Atlético de Bilbau (Athletic Bilbao) por 3-1 (com dois golos de Azumir e outro de Nóbrega) e conquistou o Troféu Corpus Christi, disputado em Ourense (Orense), na Galiza. No primeiro jogo da competição, os Dragões já tinham vencido o Desportivo da Corunha (Deportivo Coruña) pelo mesmo resultado (com outro bis de Azumir e mais um golo de Hernâni).  E Almeida esteve lá como um estreio na defesa, a impor respeito.

= Almeida com Virgílio, como imagem da passagem de testemunho da geração de 50 para a de 60 no FC Porto...

Entrado na equipa de honra, Almeida agarrou o lugar e só devido a algumas lesões teve interrupções momentâneas nesse posto, embora Arcanjo também entrasse na equipa principal, entretanto, coabitando os dois, mais Festa e Atraca, e por vezes Alípio Vasconcelos. A pontos de Arcanjo e Festa ainda terem jogado na seleção nacional aquando do primeiro jogo da equipa de Portugal no apuramento para o Mundial de 1966, num dos jogos em que Almeida e outros andaram pelos treinos da seleção e depois foram excluídos. (Tendo Festa depois continuado, selecionado e joagado em diversos jogos até à fase final, sendo praticamente o mais lembrado, ao passo que alguns outros andaram a suplentes de alguns que lhes eram inferiores...)

= Equipa do FC Porto em 1965/66

Almeida permaneceu com a camisola azul e branca, a tradicional das duas grandes listas azuis, até ao final da época de 1968/69. Foram oito temporadas, tendo conquistado pelo FC Porto a Taça de Portugal em 1968 e a Taça Associação de Futebol do Porto em 1961/62, 1962/63, 1963/64, 1964/65 e 1965/66.

Após ter saído do FC PORTO, no defeso de 1969, transferiu-se pata o Barreiro, continuando a sua carreira no Barreirense e ali esteve na época áurea desse clube, participando também nas provas da UEFA, em 1969/70. Depois transferiu-se para o Farense em 1971/72, onde fez 4 anos de 1ª divisão, capitaneando também essa equipa. Já a meio dos anos 70 regressou ao Norte, tendo em 1975/76 ingressado no F.C. Famalicão, seguindo-se o Mirandela onde terminou a sua carreira. Foi treinador do mesmo Mirandela e a seguir do Desportivo das Aves. Regressado à Póvoa de Varzim, foi treinador do Rio Ave FC das camadas jovens no início de 80. Após isso tornou-se profissional de seguros.

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Entretanto, um seu filho, José Luís Almeida (nascido a 18 de dezembro de 1965 e com um irmão gémeo), havia seguido as pisadas do pai e, tendo jogado também no Varzim, de onde rumou às Antas, jogava já nas camadas jovens do FC Porto. 

Então houve a particularidade do filho ter defrontado o pai pelo Varzim e FC Porto.

Ora, passando ao filho, também José Luís Almeida foi jogador do Varzim SC nas camadas jovens e com 16 anos foi transferido para o FCPORTO, onde assim com essa idade já estava nos juniores, tendo como treinador mestre Feliciano. De permeio, estando nas camadas jovens, foi sendo selecionado pela Seleção Nacional júnior, havendo vestido a camisola das quinas num França-Portugal em 1981.

Passado tempo e na passagem a sénior, regressou novamente ao Varzim, clube local com o qual assinou um contrato sênior e, estando a afirmar-se na equipa, em plena 2ª época lesionou-se gravemente num pé, o que o obrigou a acabar precocemente a carreira. Pois mesmo tendo sido operado 4 vezes, teve de deixar de jogar, acabando o sonho duma carreira que tanto almejava.

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Em suma e na data em que João Almeida perfaz mais um aniversário, aqui fica esta rememoração de homenagem evocativa a esse que foi um dos nomes que à época era decorado entre os apoiantes portistas. Tendo sido mesmo um futebolista que, apesar de ter passado pelo clube em período difícil, era dos que tinham valor evidente. Fez ainda parte da equipa que venceu a Taça de Portugal em 1968, embora sem ter disputado a final.

Agora, tal como quando o víamos nos jornais e sempre que possível em jogos ao vivo e ao lado de Américo e Cª, continua nas simpatias da memória portista.  

Armando Pinto

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quinta-feira, 17 de setembro de 2020

O meu Galo de Barcelos “todo” Portista !

Já cá canta o meu Galo de Barcelos à Porto, todo emproado, como se diz de postura nobre. Um galo do típico artesanato barcelense, “coisa fina” mesmo, que recebi por amável envio dum amigo dos tempos de estudos em idade ainda infante, numa gentileza ofertada por esse meu amigo natural e residente em Barcelos, o António Fernando – cuja lembrança remete a tempos de companheirismo, mesmo sendo simpatizantes de clubes diferentes, mas com outras afinidades de valores de vida.

Ora, tendo sido recentemente popularizada a versão do típico Galo de Barcelos em feições Portistas, engalanado à Porto, em homenagem artística ao sentido do Porto Campeão da época mais sintomática da vida nacional neste início de século, passo assim também a ter essa peça, e logo em tamanho maior que o habitual, em formato grande. Um galo, este agora meu, de porte donairoso, nos seus 30 centímetros de altura, deveras vistoso, até pintado à mão por um artista de renome.

Pois o meu Galo de Barcelos Portista, como peça de valor e de estimação que já é, está e fica desde já em sítio seguro, bem guardado e resguardado, junto e entre recordações de apreço numa das minhas vitrines, no meu atelier de trabalho e passatempo, o escritório doméstico cá em casa.

Bem bonito, perfeito, que dá gosto ver e ter, não é, coisa assim?! Juntando arte e sentimento portista, mais lembrança de longa amizade!

Armando Pinto

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quarta-feira, 16 de setembro de 2020

FC Porto-Braga: 1º jogo da época dos dois, em jogo grande da jornada – Historial dos respetivos confrontos na abertura do Campeonato…

O encontro entre o FC Porto e o Sporting de Braga no estádio do Dragão abre o campeonato de futebol maior da nova época para as duas equipas, num embate que é também o jogo mais importante da jornada e primeiro grande jogo da época. Mas este não é propriamente caso inédito, repetindo alguns outros jogos iniciais de épocas anteriores, embora algo distantes no tempo. 

Ora, enquanto na comunicação social afeta ao regime, na vã tentativa de influenciar psicologicamente qualquer coisinha, tem havido sistemáticas lembranças do FC Porto não ter ganho os mais recentes encontros jogados entre as equipas principais dos dois clubes, há que lembrar também (como quando convém aos adversários é lembrado, noutras ocasiões similares doutros clubes) que das vezes que o primeiro jogo da equipa portista no Campeonato Nacional, atual Liga, foi com o FC Porto a receber o Braga, a vitória pendeu para as cores azuis e brancas.

Na jornada de estreia do campeonato há então esse duelo, desta feita entre o atual campeão nacional e o terceiro classificado da época anterior. Algo que revela de imediato a dificuldade que se depara entre ambos. Tal como na atualidade este início é de arranque ao objetivo da revalidação do título, por parte do FC Porto. Algo que noutras épocas pode ter ocorrido em situações distintas, mas sempre em jogos difíceis, como se diz. Apenas com a diferença que, devido à pandemia atual, desta vez o jogo não terá entusiasmo da presença do público, face às restrições emanadas das entidades governamentais – ao invés das permissões nas touradas e espetáculos em recintos abertos e fechados, além de eventos políticos, etc. e tal…

Assim, calha a preceito recordar vezes anteriores em que o primeiro jogo do FC Porto no Campeonato Nacional foi em casa com o Braga. Incidindo as atenções da recordação apenas para o Campeonato Nacional, como tal. Tendo sido, até agora, três as ocasiões em que o jogo Porto-Braga foi primeiro prato servido no recinto do FC Porto para a prova maior do futebol português: 

= Golo de Custódio Pinto - o "Cabecinha de ouro" do FC Porto!

- Em 1968/69, a 8 de setembro de 1968, com vitória do FC Porto por 1-0 (golo de Custódio Pinto); em 1994/95, a 21 de agosto de 1994, perante nova vitória do FC Porto, aí por 2-0 (através de golos de Rui Filipe e Kostadinov, no arranque da série que levou ao Penta único em Portugal) e em 2003/04, a 17 de agosto de 2003, repetindo a dose de 2-0 a favor do FC Porto (por meio de golos de McCarthy e Derlei). Tudo em jogos no estádio das Antas.

(Antes disso, em jogos de estreias de provas, no Porto, tinha havido logo em 1929 um FC Porto-Braga mas para o antigo Campeonato de Portugal, jogado na cidade do Porto para a 1ª eliminatória desse chamado campeonato antecessor da Taça de Portugal, em jogo com o FC Porto como anfitrião no campo do Ameal acabou vencedor por 13-0; bem como para a Taça de Portugal, já assim chamada, em 1958 foi um Porto-Braga na 1ª mão da 1ª eliminatória nesse ano da segunda prova portuguesa, jogo esse disputado no estádio das Antas e terminado com um 3-0 que serviu de boa vantagem portista para a 2ª mão em Braga).

Assim sendo, o jogo deste sábado, dia 19 de agosto de 2020, com o FC Porto a receber o Braga na abertura do Campeonato da correspondente época, é pois o quarto de estreia dos sucessivos campeonatos da atual Liga, mas com a particularidade de ser o primeiro da 1ª jornada no atual recinto próprio do FC Porto, no estádio do Dragão.

Avivando memórias e ilustrando a recordação, dos anteriores encontros de estreia rememoram-se alguns desses bons momentos, com imagens dos encontros havidos em 1968 e 1994 e, para variar, uma apresentação de início de época do catálogo oficial de 2003/04, com o equipamento dessa temporada de gala europeia. Quais bons exemplos do que tem sido a história dos inícios do campeonato nacional com um Porto-Braga.

Armando Pinto

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