Neste jogo enervante mas ganho com a força da mística à Porto, uma grande penalidade inventada pelo árbitro e pelos do VAR (comparativamente com o penalti que não foi marcado contra o Benfica, sobre o Gül) colocou a equipa da casa em vantagem, mas os Dragões viraram o resultado com golos de William Gomes e Fofana, aos 69 e 80 minutos, respetivamente. Tendo sido considerado oficialmente, mais uma vez, como homem do jogo Victor Froholdt, autor da assistência para o golo decisivo no triunfo. E o FC Porto ganhou à Campeão!
Memória Portista
Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.
A. P.
segunda-feira, 23 de março de 2026
Mais uma vitória em Braga, das que têm sido talismãs das "arrancadas" para o título Nacional para o FC Porto...!
domingo, 22 de março de 2026
Efeméride de uma das goleadas históricas do futebol português: FC Porto, 10- Sporting, 1 - a 22 de março - em 1936.
Em 1936, a 22 de MARÇO, a 2ª edição do Campeonato da 1ª Liga
ficou assinalada por uma das maiores goleadas em jogos clássicos de clubes
grandes e rivais, no caso entre o FC Porto e o Sporting. Quando, nesse dia 22
de Março de 1936, o FC Porto recebeu a equipa do Sporting no campo do Ameal, na
cidade Invicta, em jogo a contar para a 1.ª jornada da 2.ª volta daquela
competição, da qual os portistas eram campeões em título (por ter sido o FC Porto
o primeiro vencedor da então chamada 1ª Liga, em 1934/1935, tal como havia sido
do Campeonato de Portugal em 1921/1922). Tendo então, nesse início da
Primavera, em 1936, o FC Porto infligido uma pesada derrota à equipa do Sporting.
Com efeito, o FC Porto já ganhou ao Sporting por... 10-1. Sendo esse o resultado mais desnivelado nos jogos do clássico FC Porto-Sporting, quão aconteceu a meio da época 1935/36. Cuja vitória dos dragões na Liga, por 10-1, teve como marcadores com mais golos o avançado Carlos Nunes, autor de um “póquer” (quatro golos), e Artur Pinga, com um “hat-trick” (três golos). Enquanto, além desses grandes protagonistas da goleada, também contribuíram para o engrossar do resultado Carlos Pereira, Valdemar Mota e António Santos, com um golo cada. Pelos leões marcou o romeno Possak.
Naturalmente houve outras goleadas ao longo da história dos jogos
de equipas principais de futebol Porto-Sporting, de um lado e do outro, mas
esta foi a maior de todas entre os dois contendores. Havendo esta de 1936 superado
tudo, porque os dragões golearam os leões por 10-1, resultando que não mais se repetiu
em futebol entre os dois emblemas.
Desse jogo ilustra-se a contenda futebolística com a capa da
revista Stadium, publicação de Lisboa que colocou como gravura de destaque uma jogada
do setor atacante do Sporting… mesmo referindo “embora batido por uma contagem
avultada, o Sporting nunca deixou de atacar…!
Armando Pinto
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sexta-feira, 20 de março de 2026
Histórias de ciclismo sobre os irmãos Moreira de Sá: contadas pelo Dr. Silva Peneda (antigo Ministro do Governo Português) com muita honra partilhadas neste espaço de Memória Portista!
Na sequência do artigo sobre o antigo ciclista Luciano Moreira de Sá, na celebração de seus 96 anos de vida, vem a calhar bem partilhar um feixe de memórias conhecidas por um senhor ilustre como é o Dr. Silva Peneda, que foi Ministro Português. Alguém que desportiva e familiarmente é conhecedor do fenómeno do ciclismo, como genro do grande ciclista Fernando Moreira de Sá, vencedor da Volta a Portugal de 1952 e Campeão Nacional, assim como sobrinho por sua mulher do outro grande ciclista da família, que foi Luciano Moreira de Sá, bi-campeão da clássica Porto-Lisboa e também Campeão Nacional. Em ambos os casos ciclistas do Futebol Clube do Porto, nos tempos áureos do ciclismo. Histórias essas muito interessantes, que merecem ser conhecidas e por isso mesmo aqui contadas, com muita honra. Sentindo-se o autor deste blogue muito honrado por as poder partilhar neste espaço de Memória Portista, com a devida aprovação de quem de direito. Sendo assim um grande gosto pessoal, como apreciador da história portista e das memórias do ciclismo azul e branco, além de grande admirador dos dois irmãos Moreiras de Sá. E extensivamente à família do vencedor da Volta de 1952 Fernando Moreira de Sá, da filha D. Fernanda Moreira de Sá Peneda, e seu marido Dr. José Silva Peneda, mais a filha destes e neta do ciclista campeão, Dr.ª Marta Moreira de Sá Peneda.
Eis então esse belo naco de prosa memoranda, como pedaço grande apresentado em boas fatias de memórias dignas de ficarem guardadas pelo seu valor histórico e sentimental.
«HISTÓRIAS DE FERNANDO E LUCIANO MOREIRA DE SÁ
O meu nome é José Silva Peneda, casado com uma das filhas de Fernando Moreira de Sá, de nome Maria Fernanda e sobrinha do Luciano Moreira de Sá.
Ouvi muitas histórias de ciclismo dos tempos deles e convivi com algumas glórias da época, tais como Onofre Tavares, Alves Barbosa, Sousa Santos, Sousa Cardoso, Carlos Carvalho, Joaquim Sá, Emídio Pinto, Amândio Cardoso e Alberto Cerqueda, entre outros, e ouvi cenas relatadas por eles e com muita piada.
Vou contar algumas:
O Luciano venceu dois Porto-Lisboa e, numa das vitórias, o pelotão circulava compacto até à chegada da temível Calçada da Carriche que antecedia a chegada ao Estádio José Alvalade. Foi então que Luciano pegou no bidão da água, molhou o cabelo, e começou a pentear-se, dizendo bem alto, para todos ouvirem: “É para a fotografia na meta". E não é que venceu a prova! O Luciano para além de ser um grande atleta sempre teve, e ainda tem, um sentido de humor muito apurado.
= Luciano Moreira de Sá
Outra história envolve um ciclista do Benfica que andava de relações cortadas com Fernando Moreira de Sá. Foi no ano em que ele ganhou a Volta. Numa das etapas teve um furo, o carro de apoio vinha longe e o benfiquista tirou a roda da sua bicicleta e deu-a a Moreia de Sá. Na altura, esta atitude era penalizada e foi, embora o F.C. do Porto tivesse assumido tal encargo. Mas como o benfiquista não era parvo e como a notícia correu, numa chegada ao Estádio do Lima ele, de propósito, atrasou-se em relação ao pelotão e acabou por ter, segundo disse, a maior ovação da sua carreira. Chamava-se Império dos Santos, pai do treinador do Boavista José Santos. Nós, portistas, sabemos ser gratos.
A terceira história passou-se em pleno Alentejo, na etapa Setúbal-Loulé em estradas de macadame e com temperaturas a rondar os 40º. Em qualquer equipa havia os chamados aguadeiros, que enchiam os bidões nas fontes na berma das estradas para distribuir pelos colegas de equipa. Na equipa do Porto um deles era um jovem, também maiato, de nome Joaquim Cerqueda, que só teve coragem de contar esta cena dezenas de anos depois, o que revela de respeito pelo então chefe de equipa, Fernando Moreira de Sá. A fonte em causa só vertia umas pinguinhas e o nosso aguadeiro pensou que nunca mais encheria os bidões e provavelmente não chegaria ao pelotão. Estavam umas cabeças de gado a beber do tanque para onde a fonte brotava escassas gotas de água. Então, o nosso aguadeiro resolveu o problema: deu um berro ao gado, que se afastou. Mergulhou os bidões na água e, num ápice, estava de regresso ao pelotão. Fernando Moreira de Sá, muito sabido, achou estranha tanta rapidez e perguntou-lhe: “Já estás aqui? Encheste tudo”? Ao que o Alberto respondeu: "estou a andar muito bem".
A quarta história passa-se na serra da Arrábida, numa etapa que ligava Setúbal a Lisboa incluída na Volta a Portugal, que Fernando Moreira venceu, em 1952. Os restaurantes de Setúbal para homenagear Fernando Moreira de Sá confecionaram bacalhau, não à Gomes de Sá, mas sim à Moreira de Sá. Na subida para o alto da Arrábida o nosso Fernando começou a sentir- se mal, a vomitar e chegou a pôr a hipótese de desistir. A acompanhá-lo ficou o Amândio Cardoso que, qual psicólogo procurava estimular por todas as formas o doente, dizendo para respirar fundo, não forçar a pedalada, andamentos lentos na subida e teve a frase certa para dizer a um campeão. E atirou-lhe: “Fernando, se chegares lá acima na Serra tens todas as qualidades para apanhar o pelotão, antes da chegada à meta, em Lisboa”. E assim foi. Fernando Moreira de Sá descia muito bem e o contrarrelógio era uma das suas especialidades, a ponto de vários jornalistas espanhóis e portugueses o considerarem o maior contrarrelogista da Península Ibérica.
= Fernando Moreira de Sá
A quinta história foi-me contada por Onofre Tavares, um dos maiores sprinters de todos os tempos. Numa etapa da Volta a Portugal, Onofre sentiu-se mal e foi ter com Fernando Moreira de Sá dizendo que ia abandonar. Fernando, com ar sério, lembrou-lhe que, nesse dia, era o primeiro aniversário do falecimento do pai do Onofre que era um grande adepto do filho. E disse-lhe: “Lembra-te que o teu pai está na meta à espera que ganhes a etapa”. O Onofre contou-me que sentiu os cabelos dos braços a eriçarem-se, foi para a frente do pelotão, partiu tudo e ganhou a etapa. A lição aqui fica. A palavra dita no momento certo remove montanhas.
A sexta história envolve o Presidente Pinto da Costa. Quando Moreira de Sá faleceu a nossa família não esquece a permanência contínua no velório do nosso Presidente, na Igreja da Maia. A certa altura, abeira-se de mim dizendo que gostava de ter no Museu do Futebol Clube do Porto qualquer coisa que perpetuasse a memória de Fernando Moreira de Sá. Lembrei-me logo da bicicleta com que ele tinha ganho a Volta de 1952, que me ofereceu para dar umas pedaladas na sua companhia e que tinha gravado no quadro o seu nome. Consultei a minha mulher que de pronto anuiu à ideia. Pedi ao Joaquim Leite, também antigo ciclista do F.C. do Porto, que reparasse a bicicleta para ficar exatamente como era em 1952. Com alguma dificuldade ele fez um trabalho excelente e a bicicleta lá está num local de destaque do nosso Museu. Depois, Pinto da Costa disse-me que quando o F.C do Porto tinha equipa de ciclismo ela fazia questão de ir ao local onde estava a dita bicicleta e fazia uma preleção recordando Moreira de Sá que nunca envergou outra camisola que não fosse a do F. C. do Porto.
A sétima e última história
passou-se no final de uma prova que ligava Madrid ao Porto, em que participavam
os melhores dez ciclistas de Portugal e de Espanha. Na última etapa, com
chegada ao Porto, Moreira de Sá estava, na classificação geral, em segundo
lugar, a escassos segundos do primeiro. Alguns adeptos do Porto tiveram a ideia
de, na subida da Rua João IV, derrubarem o espanhol. Isso chegou aos ouvidos de
Moreira de Sá e, de imediato, fez saber que se isso acontecesse ele ficaria
apeado ao lado do ciclista espanhol. Chama-se a isto grandeza de carácter.
Histórias interessantes que merecem mesmo ser conhecidas e como tal com muito gosto aqui ficam partilhadas.
Armando Pinto
quinta-feira, 19 de março de 2026
No tradicional, histórico e terno Dia do Pai - uma passagem da figura paternal no sentimento portista... a lembrar também o pai do Presidente do FC Porto!
Dia 19 de MARÇO é o Dia do Pai, numa data comemorativa que homenageia anualmente os pais. Cuja tradição está enraizada e tem contornos deveras afetivos nos laços familiares. Ocasião em que a descendência mostra ao progenitor sua afeição, de variados modos naturalmente, enquanto um pai sente que vive plenamente a paternidade, na história sentimental da família. Ora, transpondo ao caso do Futebol Clube do Porto, no sentimento de ligação ao grande clube desportivo que faz parte de nossa vida e da vida de muita gente, há certas afinidades relacionadas com a história portista, desde o fundador e o refundador. Sendo naturalmente a figura paternal associada ao fundador, António Nicolau de Almeida, o criador da existência portista...
... e também ao refundador, José Monteiro da Costa, como o segundo pai na mesma existência, pela ação que possibilitou continuidade.
Mas também mais, dentro do prisma da figura paternal, como
são vistos os pais dos atletas, jogadores e jogadoras (neste momento especial
em que o futebol feminino, no seu segundo ano, se apura para a final da Taça de
Portugal!), mais grandes homens que
foram gerindo o FC Porto ao longo dos tempos. E como tal, na atualidade,
neste dia o portismo que anda no sangue azul portista lembra o pai do
Presidente André Villas-Boas, na ocasião do Dia do Pai.
É assim aqui o tema deste dia, nesta ocasião. Tal como
pessoalmente, na vida particular, tenho o meu pai como meu herói, desde que me
lembro e continuarei a lembrar pelos tempos fora. Tanto que desde pequeno me
recordo de ficar orgulhoso quando ouvia dizer que ele criara uma sirene melhor
e muito diferente de quaisquer outras, para a empresa em que trabalhava, quão
(a sirene da Metalúrgica da Longra, em Felgueiras) era uma referência para toda
a vasta região onde chegava a longa distância, a pontos que servia inclusive
como sinal de previsão meteorológica, conforme fosse ouvida. E extensivamente
ainda me orgulho dele ter sido distinguido com o Prémio da Associação
Industrial Portuense, galardão com que foi o único felgueirense assim
reconhecido. Tal como sou pai e sei como é ser visto pelos meus filhos. Num
sentimento que transportando para aqui, como espaço de memorização portista,
tem outro sentido, na amplitude do significado ser Porto, de ser pelo FC Porto.
Vindo a talhe, com justiça, na visão pessoal, uma homenagem ao pai do
Presidente do FC Porto.
Para o caso, não é necessário muito mais palavreado escrito,
pois desde que vi o pai de André Villas-Boas na apresentação da sua candidatura
para as eleições do FC Porto, como entretanto numa das conversas em que estive
presente na sede da mesma candidatura, e depois na tomada de posse de
Villas-Boas como 32.º Presidente do FC Porto, senti simpatia por esse senhor,
humilde na sua grandiosidade de pessoa culta e bem formada, mas simples a ponto
de quase passar despercebido, em modo de ser discreto. Mas sendo dele que descende o
grande timoneiro do FC Porto, o Presidente que tem conseguido levar o FC Porto
para o bom caminho.
Ora o pai de André Villas-Boas é um senhor de boas famílias,
como se diz popularmente. Descendente dos Viscondes de Guilhomil. De cuja
linhagem vem obviamente a família Villas-Boas do Porto. Engenheiro licenciado
que até já foi Professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, do
Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, além de ter tido sociedades
em diversas firmas industriais, é assim a figura pública que merece homenagem
portista, neste caso, pelo menos de um Portista que escreve esta transmissão de sentimento
portista. E no orgulho de pai e filho, aqui se regista o pai, no dia do pai,
dirigindo as atenções da Memória Portista para o senhor Engenheiro Luís Filipe do
Vale Peixoto de Sousa e Villas-Boas. Cidadão nascido a 29 de fevereiro de 1952 (pouco mais
velho que eu, que sou do ano em que o FC Porto foi vencer a Lisboa na
inauguração do anterior estádio da Luz…). Natural da freguesia de Ramalde, da
cidade do Porto. Portuense ilustre, com a honra maior de ser dele que veio ao
mundo André Villas-Boas, o atual Presidente do Futebol Clube do Porto. Lembrança
que vem a propósito no dia do Pai. E, eu que sempre pensei que não há pai como
o meu pai, no dizer popular de que "não há pai pró meu pai", também dou apreço
aos pais de quem admiro e fazem parte de sentimentos mútuos e comuns. Como
com cada coisa em seu lugar, aqui é sítio do sentimento Portista.
Armando Pinto
quarta-feira, 18 de março de 2026
LUCIANO MOREIRA DE SÁ - Ciclista bicampeão da histórica clássica Porto-Lisboa!
Nascido a 18 de março de 1930, na Maia, em Friães-Silva
Escura, Luciano Moreira de Sá, antigo ciclista do F C Porto, perfaz agora 96
anos de vida!
Luciano Moreira de Sá formou com o irmão, Fernando Moreira
de Sá, uma dupla destacável no pelotão do ciclismo nacional, em parte dos anos
40 e 50 do século XX. Dos dois, naturalmente Fernando distinguiu-se ao ter sido vencedor de
uma Volta a Portugal, a prova mais importante do ciclismo português que ele, Moreira
de Sá mais velho, venceu em 1952. Mas igualmente Luciano Moreira de Sá foi também um
ciclista da melhor categoria, tendo sido Campeão Nacional de Fundo e por duas
vezes venceu a grande prova clássica Porto-Lisboa, enquanto na Volta a Portugal
sempre alcançou lugares classificativos entre os melhores.
Sobre Luciano de Sá e sua carreira muito há que contar, tal a importância de seu excelente currículo. Contudo, porque sobre ele, como também sobre o irmão, haverá proximamente um trabalho já escrito, para uma publicação que aparecerá a público daqui a tempos, para já e para não repetir, aqui apenas queremos assinalar, na pertinência do aniversário em apreço, a longevidade do aniversariante, na robustez de sua existência, como ele corria com energia de vencer. À imagem como em 1952 Luciano Moreira de Sá venceu a grande clássica portuguesa Porto-Lisboa; feito que depois repetiu em 1953, ao bisar a vitória na mesma grande ligação, num só dia, entre a capital do Norte e a capital do País.
Nascido em 1930, Luciano Moreira de Sá está então a festejar 96
anos de vida, neste dia 18 de março de 2026, como que a dar continuidade no tempo à sua genica de ciclista. Merecendo bem os parabéns de um Portista, aqui do autor destas linhas - que nunca o vi correr, naturalmente, mas conheço e aprecio a sua história de ciclista, como do ciclismo do FC Porto, a modalidade desportiva que pelos anos 50 e 60, e até mais, dava mais alegrias ao mundo azul e branco.
Abraço de Parabéns senhor Luciano Moreira de Sá!
Armando Pinto
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segunda-feira, 16 de março de 2026
Guilhar: o Capitão do FC Porto que ergueu a Taça Ibérica de 1947 !
Nos anais eternos do FC Porto, além das competições e respetivas taças conquistadas, sempre terão lugar especial as imagens dos capitães de equipa a levantarem as taças mais célebres de futebol. Como nos casos de João Pinto na Taça dos Campeões Europeus de 1987 e Gomes na Taça Intercontinental do Mundial de Clubes, em dezembro de 1987 e na Supertaça Europeia em janeiro de 1988; bem como Jorge Costa e Baía na Taça UEFA de 2003 e Liga dos Campeões de 2004, mais Costinha na Intercontinental do Mundial de Clubes de 2004 e Helton na Liga Europa de 2011. Mas antes disso alguns casos houve de efeito especial, como foi quando Pinga recebeu a Taça Ibérica de 1935 e Vitor Guilhar recebeu em mãos a Taça Ibérica de 1947. Prova que o FC Porto venceu por duas vezes, com anos de distância entre uma e outra, mas sem estas duas Ibéricas serem incluídas na soma de títulos oficiais. Sendo que as provas desses lustros de outrora não foram consideradas oficiais, como eram de tempos em que nem existiam provas internacionais organizadas por entidades europeias e mundiais (tal como outras mais, como a Taça Latina, nunca poderão ser contabilizadas em termos de títulos obtidos oficialmente pelos clubes que as venceram, por exemplo). E então, entre as referidas Ibéricas, ficou para a história a Taça Ibérica nas mãos do então capitão do FC Porto, Guilhar.
Com efeito, houve uma edição da Taça Ibérica em 1935 e depois outra em 1947. A primeira ganha pelo FC Porto diante do Bétis, em jogo disputado a 7 de julho de 1935, no velho campo do Ameal, na cidade invicta, em que o FC Porto bateu o clube andaluz por 4-2, com 3 golos de Pinga e 1 de Pocas, para conquistar a primeira edição da Taça Ibérica e garantir ao futebol português o primeiro troféu de alcance além-fronteiras. Mais tarde, após a Segunda Grande Guerra, houve novo confronto ibérico com o mesmo fim, em 1947, esse com o Valência, para essa taça que o FC Porto voltou a vencer, aí por 1-0, através de um golo de Virgílio, em jogo realizado em Espanha, a 19 de outubro de 1947.
Vitor Guilhar foi então o capitão que levantou a Taça ganha pelo FC Porto na segunda disputa da Taça Ibérica.
domingo, 15 de março de 2026
FC Porto vencedor da Taça de Portugal de Voleibol feminino/2026 - feito pela 1.ª vez alcançado pelo FC Porto como equipa só do clube (e 6 anos depois da anterior vitória ainda como parceria AJM/FC Porto)!
O FC Porto venceu a Taça de
Portugal de 2025/2026 de Voleibol feminino, na final disputada no Algarve entre
as equipas principais do FC Porto e do Sporting de Braga, as duas melhores
equipas portuguesas da atualidade do Vólei Feminino e primeiras duas
classificadas da fase do respetivo Campeonato Nacional entretanto já disputado. Enquanto os 2 rivais de Lisboa, Sporting e Benfica, se contentam a bolar em lugares imediatamente secundários.
Consegue assim o FC Porto conquistar
essa segunda prova do calendário português, a chamada prova rainha, que ainda não
tinha sido vencida pelo FC Porto como equipa apenas do Clube. Passados 6 anos
da anterior vitória, obtida ainda enquanto existia a parceria AJM/FC Porto - com
que regressara essa modalidade ao clube, anteriormente desaparecida em homens e
mulheres e depois regressada na equipa feminina no tempo da presidência de
Pinto da Costa. Agora já na atualidade da Presidência de André Villas-Boas com
outra dinâmica e melhores condições, como as próprias atletas reconhecem.
Tal grandiosa vitória merece bem ficar
registada e gravada aqui neste espaço de Memória Portista. Como, para o efeito, se
respiga a crónica respetiva do jornal O Jogo, de sua edição de hoje, domingo, dia
seguinte a esta grande vitória, que enche de mais orgulho ainda o Peito Ilustre
Dragoniano.
Armando Pinto
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