Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Cubillas – oportunidade de recordar o grande astro do tempo da mudança em Portugal


No dia 27 de Janeiro de 1974 Cubillas estreou-se pelo FC Porto num amigável contra a equipa brasileira “Portuguesa de Desportos”, clube de implantação portuguesa em São Paulo. Estava-se a poucos meses do 25 de Abril, e no ar já se respirava algo da transformação que encheu Portugal de diferente ânimo, por esses tempos. Tanto que começou que volvidos tempos, até o panorama do futebol português teve novo alento, com mais justiça, ainda que não total. Tendo sido necessário depois surgir Pedroto para fazer ouvir a voz do Norte, com o apoio de Pinto da Costa na parte diretiva e área de comunicação do clube, à época.


O peruano Teófilo Cubillas (Cubilhas, em português falado) que ainda chegou a participar em campo na campanha que levou à conquista da Taça de Portugal de 1976/77, ficou na história como um dos melhores jogadores que vestiram a camisola azul e branca do FC Porto.

= Equipa inicial no jogo de apresentação 

Esta lembrança é pois oportunidade de recordar esse grande astro que cintilou no futebol português.
Cubillas chegara dias antes ao Porto, e a sua “aterragem” resultou em grande receção pública no aeroporto de Pedras Rubras.


Logo depois, no seu primeiro treino, apadrinhou a campanha de lançamento dos primeiros cachecóis à Porto, que então apareciam por iniciativa de Rolando e Guedes, dupla que formou uma sociedade para a venda desse produto então a começar a ser visto pelas Antas e nos estádios portugueses (ainda guardo um exemplar original desses).


Do jogo de sua estreia também há imagens ainda do bilhete para o jogo e da equipa que alinhou de início, em fotos constantes de livros e outras publicações. Como se junta passagem do livro que, mais tarde, em Dezembro de 1976, lhe foi dedicado na coleção Ídolos.


Armando Pinto
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Flash duma entrevista de sumo, com Alcino Pedrosa


Há pessoas e coisas, entre espécies interessantes, que mesmo sem conhecermos pessoalmente, conhecemos pelo que dali nos apercebemos e apreciamos. Tal como não conheci em pessoa, mas gostava de ter contactado pessoalmente, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós e Alexandre Herculano, por exemplo, por quanto gosto de ler suas narrativas e valorizo a história pioneira. Embora, não existindo uma máquina do tempo real, é claro, como antes quero estar vivo, cinjo-me a preferir ler o que deixaram escrito. Assim também ainda não pude estar pessoalmente com um homem de histórias como é Alcino Pedrosa, que conheci do mundo informático essencialmente por ser portista e assim conheço de ler o que tão bem sabe descrever. Mas é como se conhecesse mesmo, por quanto há em comum. E neste caso também apenas porque se não proporcionou, pois como ambos estamos vivos, felizmente, lá virá o dia em que poderemos conversar de frente, em encontros de adeptos ou onde calhar, naturalmente em algo relacionado com livros e FC Porto.

Ora, vem isto a talhe duma entrevista que vem no jornal A Bola de segunda-feira, dia 27 de janeiro. Uma boa entrevista, bem explanada para o papel por outro homem de quem penso o mesmo, quão conheço pelo escreve e admiro por quanto enche as medidas de apreciação, o jornalista António Simões, um dos raros exemplos de escritores de jornais lisboetas que me chama a atenção.

Pois bem, isto é tão verdade que, após longos anos em que já não comprava o jornal A Bola, por não gostar nada de como por lá fazem jornalismo pró-regime do sistema desportivo e contra o Porto, desta vez comprei logo que soube da entrevista em apreço, em atenção a um e a outro, pois já sabia que ia gostar de ler e ficar a conhecer ainda melhor.

Assim sendo aqui registo essa entrevista, publicada na penúltima página do referido diário desportivo de Lisboa, na rubrica Flash Sport. Num modo de relâmpago, por ser de perguntas e respostas curtas e diretas, porém com muito sumo, de conteúdo apreciável e sintomático. Quase como em certas canções de letras incisivas em pequenos poemas, de sabor melodioso.

Eis aí, para constar, o que li, gostei e acho dever ficar entre memórias portistas.


Armando Pinto
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= Para ler melhor: aumentar o "Zoom" =

sábado, 25 de janeiro de 2020

Efeméride: Cinquentenário da inauguração do Estádio do Morumbi, com o FC Porto, no Brasil


Mais uma data jubilar merece ser relembrada e o facto próprio é motivo de evocação, pela honra do FC Porto ter então sido convidado e marcado solene presença. 

Como foi há 50 anos, quando a 25 de janeiro de 1970, mais de 107 mil espectadores assistiram à inauguração da conclusão do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, mais conhecido como Morumbi, em São Paulo, no Brasil. E foi aí em frente aos tricolores, sendo o São Paulo uma das muitas equipas importantes da grande metrópole brasileira – à época o futebol brasileiro estava muito à frente de todos os outros – que o FC PORTO deixou uma excelente impressão no continente sul-americano, com uma exibição resultante em meritória igualdade a um golo (1-1), através dum golo marcado por Vieira Nunes pelo lado dos Dragões.

= Vieira Nunes

Está pois o F C Porto ligado a tal momento assinalável daquele estádio brasileiro, o recinto do São Paulo, Morumbi de seu nome mais conhecido.

Ora, conforme rezam as crónicas, o estádio do Morumbi, oficialmente denominado Cícero Pompeu de Toledo, foi inaugurado duas vezes, sendo a primeira, como pré-inauguração, ainda com o estádio inacabado, em 1960; e dez anos mais tarde, em 1970 a inauguração definitiva, com a conclusão da sua lotação. Sendo portanto em 1970 mais propriamente a inauguração do anel superior.

Segundo a história, um jogador do clube paulista, chamado Peixinho, fez o primeiro golo do Morumbi, em 1960 (com que foi também selada vitória por 1-0 sobre o Sporting de Portugal); porém, na inauguração do anel superior, com o estádio concluído, quem fez em 1970 o golo inaugural do estádio foi então o futebolista português Vieira Nunes, ao serviço do F C Porto.


Assim sendo, nessa inauguração do Morumbi ocorrida no dia 25 de Janeiro de 1970, o jogo do número festivo, São Paulo - F C Porto, terminado  com um golo para cada lado, evoluiu com Vieira Nunes a abrir a contagem para a equipa portuguesa, aos 32 minutos de jogo; e quase de seguida o São Paulo empatou, estabelecendo o resultado com golo apontado por Miruca, aos 35 minutos, também do primeiro tempo. Segundo os registos oficiais, como árbitro da partida esteve José Favilli Neto e o público foi de 107.069 espectadores presentes (sendo desses, 59.924 pagantes).

= Vieira Nunes em ação, apoiado de perto por Pavão.

Lá está uma placa a assinalar todo o acontecimento, para realce da presença do FC Porto na inauguração, além do Presidente da República do Brasil, general Emílio Garrastazu Médici, e do governador paulista, Abreu Sodré, nomes constantes da lápide comemorativa, então descerrada.

O FC Porto alinhou com: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Eduardo Gomes, Chico Gordo (depois Seninho aos 45 minutos), Custódio Pinto (mais tarde substituído aos 81 minutos pelo brasileiro Ronaldo, então avançado) e Nóbrega. Era treinador temporário no FC Porto Manuel Vieira (Vieirinha).

Dessa jornada festiva resultou a conquista do Trofeu Governador Abreu Sodré. (Havendo também durante essa digressão ao Brasil sido ainda recebido no Rio um trofeu como reconhecimento público de popularidade – “F C Porto o mais popular clube português no Rio de Janeiro”, através dum concurso da rádio, como se pode ver e ler pelo recorte reportando esses dois galardões.)


Dessa ocorrência ficam aqui algumas fotos correspondentes, tal como se pode conferir pelas legendas respetivas, insertas nas gravuras originais.

Armando Pinto
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Recordação do último jogo oficial do Estádio das Antas


Sábado, 24 de janeiro de 2004: realizou-se o último jogo no Estádio das Antas. F. C. Porto, 2-Estrela da Amadora, 0.


Na passagem de mais esta efeméride, recorda-se o facto com imagem do bilhete com que nessa fria noite lá estive, em tal jogo resolvido através de dois golos de McCarthy. Sendo esse então o acontecimento de despedida das Antas, e também do regresso de Sérgio Conceição como jogador, além da estreia do cântico dos Superdragões de incentivo a que os nossos jogadores joguem por nós.

Armando Pinto
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Vitória de Azevedo Maia no “Campeonato Nacional-Grande Prémio de Corta-Mato” (Ciclocross) de 1960


A 24 de janeiro de 1960:

Ciclismo - «Grande Prêmio de Corta-Mato», como Campeonato Nacional de Ciclocross de 1960, em Aldoar-Porto (Portugal), organizado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. 

(Sendo que nesse tempo essa categoria de ciclismo de obstáculos e por vezes corrida a pé com bicicleta ao ombro, era assim conhecida por “Corta-Mato”, como antes fora denominada “Ciclismo Pedestre”, vulgo “Ciclocross”).

Prova de Preparação para o Campeonato Mundial de “Amateur Cyclocross” em San Sebastian- Espanha.

Num circuito de 7 voltas, contabilizando 21 km, o pódio  ficou com a consequente ordem de
Classificação:
1º. Azevedo Maia (FC Porto), 1 hora, 8 minutos e 3 segundos;
2º. Fernando Pessa (Aldoar), 1 h 9 m 19 s;
3º. José Ribeiro (FC Porto), 1 h 10 m 59 s.

Esse feito (com direito à camisola de Campeão Nacional, ostentando o brasão armilar de Portugal ao peito) e seguinte participação no Mundial de Ciclocross, derivada da sua vitória em Portugal, ficaram então a constar nos “Ficheiros ASES DO DESPORTO”.


Armando Pinto
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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Cultura expressiva do mundo portista além do futebol


É evidente que o futebol é a parte mais importante do desporto na sociedade global, e inclusive o grande clube azul e branco com nome Porto começou em 1893 e continuou em 1906 com o futebol. Mas, conforme está historiado, logo nos primeiros tempos o Futebol Clube do Porto alargou seus horizontes através de atividades de gincanas, jogos de ténis e de seguida incluiu diversas modalidades, passando a ser um clube eclético.

Nesse prisma, sendo que o FC Porto sempre teve em seu seio boa diversidade de modalidades desportivas, lembramos agora algo disso.  Mesmo porque na maioria dos meios de memorização, como acontece com livros sobre história e memórias de desporto, quase que só o futebol tem lugar. Como tal traz-se aqui acima da memória alguns dos símbolos das ditas modalidades amadoras e de pavilhão, em suma de algumas das modalidades existentes, além do futebol, com pergaminhos na história do FC Porto e do desporto em geral. Bem como, extensivamente, assim como nem só de pão vive o homen, há que alargar os sentidos por algo mais, como no campo histórico-cultural.


Para o efeito, deitamos olhos ao que foi publicado em 1986 num suplemento do JN, ao tempo a tentar alargar vistas desde o passado em antevisão do futuro – sob título “Que Futuro para este Presente?”


Armando Pinto
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Cromos de boa memória


Fazem parte do imaginário popular e da memorização ancestral os chamados cromos de coleção que povoaram bons momentos da infância de muita gente boa, sobretudo até tempos anteriores à chegada dos meios informáticos, quando era em papel que chegavam imagens de comum atração.


Ora, os cromos de maior interesse eram naturalmente os dos jogadores de futebol. E entre tantas edições colecionáveis alguns grupos, dos que anualmente iam aparecendo, ficaram mais na memória particular e coletiva. Sendo que no tempo em que o autor destas linhas começou a ter olhos para isso permaneceram nas recordações os cromos do tempo de Américo, Azumir, Serafim, Hernâni, Arcanjo, etc. Em tempos de difícil competição perante o poder reinol do sistema BSB lisboeta do futebol luso. 


Mas períodos houve, posteriores e felizmente, em que o FC Porto e outros clubes já puderam competir com melhores armas. Vindo então acima o valor e a dedicação dos futebolistas que lutavam em campo pela causa do clube dragão, bem como de treinadores que conseguiam ter os atletas empenhados e responsáveis diretivos atentos a tudo e todos.


Assim sendo, de um tempo em que dá gosto lembrar como havia valores que também sabiam o que era representar o FC Porto e jogar por toda a grande família portista, recordamos alguns cromos do tempo dos consagrados craques que, superando a travessia dos anos mais longos, voltaram a fazer do  FC Porto Campeão, atualizando o hino do clube. Eis aí então a evocação desses bons tempos de Gomes, Rodolfo e tantos mais… do final dos anos 70, dos célebres títulos nacionais de 1977/78 e 1978/79.  Através de duas coleções (com imagens gentilmente enviadas por um entusiasta seguidor deste blogue) com os ídolos do plantel  detentor de jogadores da lava de 1977/78 a 1980.


Armando Pinto
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