Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Trinta Anos do desaparecimento físico do senhor Fernando Barbot, histórico dirigente do Hóquei associativo e portista


A 21 de agosto de 1989 faleceu o grande dirigente do hóquei em patins senhor Fernando Barbot, então com 65 anos. Faz agora em 2019 precisamente 30 anos desse desaparecimento físico, de seu falecimento.

Nascido em Fevereiro de 1924, Fernando A. Barbot Costa foi um cidadão distinto da cidade do Porto,  de onde era natural e residente, conhecido como farmacêutico e também dirigente desportivo. Tendo sido diretor e proprietário duma farmácia junto do mercado do Bolhão, além de ter sido dirigente representativo da Associação Nacional das Farmácias-Delegação do Norte; e mais ainda diretor na Associação de Patinagem do Porto (APP) e no Futebol Clube do Porto (FCP). Primeiro como Vice-presidente e depois Presidente da APP, e de seguida Chefe de Secção de Hóquei em Patins do FCP. Mais tarde reconhecido como Sócio Honorário da Associação de Patinagem do Porto. E de permeio associado de cotas pagas de diversos clubes portuenses, entre os quais naturalmente se cotou como prestigiado sócio efetivo do FC Porto.


Evocando sua memória, recordámo-lo nas funções de Presidente da Associação de Patinagem do Porto na homenagem prestada pela sua APP aos primeiros hoquistas internacionais juniores da área portucalense, quando Cristiano e Castro bem representaram a Associação e o FC Porto na Seleção Nacional Júnior presente no Europeu de Juniores de Vigo em 1968. Tendo a entidade associativa sido parceira nessa homenagem prestada aos dois jovens internacionais, em festival alusivo realizado no rinque da Constituição, incluindo uma das taças do certame haver tido seu nome, a Taça Barbot que esteve em disputa num dos dois jogos realizados, no caso entre a equipa de Reservas do FC Porto e a equipa principal do Fânzeres (enquanto no outro, entre as equipas principais do FC Porto e do Infante de Sagres, foi entregue ao vencedor a Taça Henrique de Carvalho, ao tempo chefe da Secção de Hóquei do FC Porto. Tendo o Fânzeres levado a Taça com o nome do Presidente da Associação, e a equipa principal do FC Porto ganho a outra, na cifra de vitória por 3-1 sobre a equipa dos irmãos Rendeiros, com 2 golos de Cristiano e 1 de Leite) 


Também, no seguimento deste preito evocativo, é de recordar que, nas mesmas funções como dirigente associativo, esteve presente no jantar de homenagem aos Campeões Metropolitanos de 1969, como a foto anexa documenta (estando ao lado de Jorge Nuno Pinto da Costa, à época Chefe de Secção do hóquei em Patins do FCP, vendo-se também ao fundo alguns dos hoquistas que conquistaram para o FC Porto esse Campeonato Metropolitano).


Por fim, em homenagem merecida, lembrámo-lo como Chefe de Secção, recortando do jornal O Porto uma entrevista de 1971 relacionada com casos desse tempo, em que como dirigente portista soube bem defender os interesses do FC Porto.


O senhor Fernando Barbot Costa, pai dos hoquistas Fernando, Luís e João Paulo Barbot, foi um dos elementos agraciados em 1973 com um distintivo honorífico, aquando da inauguração do Pavilhão Gimnodesportivo das Antas, o pavilhão de jogos mais tarde rebatizado com o nome de Américo Sá (por ter sido durante a sua presidência que foi construído, assim como o de treinos, ao lado, foi chamado Afonso Pinto de Magalhães, sendo como foi edificado durante a presidência do antecessor).

Desaparecido fisicamente em 1989, o senhor Fernando Barbot (pai) continua presente na memória portista, como um grande portista e histórico dirigente do hóquei azul e branco. Mantendo-se vivo como constante recordação, e como tal, enquanto houver quem dele tenha memória, continua presente na recordação viva. Quão poetou Camões dos ilustres "aqueles que por obras valerosas se vão da lei da Morte libertando".  

Armando Pinto
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domingo, 18 de agosto de 2019

Golos belos de cabeça e de salto à peixe: Lembrança do Cabecinha de Diamante Pinto... no salto de Zé Luís !


Nos anos de futebol que se viveu já na vida de afeto portista, entre tantos lances vistos e golos apreciados, além das naturais sensações, diversos houve de fixar na retina da memória. Como, por exemplo, os golos de belo efeito, como se diz na gíria do futebolês expressionismo.


Assim, a propósito dos golos de Zé Luís na recente vitória do Dragão, veio à ideia retida, qual filme rebobinado instantaneamente, os golos de cabeça que em tempos passados foram marca de Custódio Pinto, de tal forma que então ficou conhecido por Cabecinha de Ouro e também Cabecinha de Diamante. 



Obviamente que todos os golos do FC Porto são sempre bem-vindos, pouco importando se foram ou são marcados de cabeça ou em remates com um dos pés, mas naturalmente os mais vistosos ficam sempre nos olhos da recordação. Como foi agora com os 3 golos de Zé Luís na vitória por 4-0 sobre o Vitória de Setúbal; quer o primeiro. em pontapé certeiro de fora da área,  por ter aberto a contagem e desbloqueado a situação do jogo, mas também os seguintes, à cabeçada, por tudo e mais alguma coisa. Porém o 2º, obtido em salto à peixe, como se chama em imagem figurada no tal futebolês dito, teve o condão de juntar a alegria do golo à sensação de algo bem feito e melhor conseguido.


A propósito, é então de lembrar que um dos futebolistas do FC Porto que melhor soube interpretar essa característica foi Custódio Pinto, um dos grandes ídolos da infância e juventude aqui do autor destas linhas. Tendo ele, Custódio João Pinto (n. 1942 / f. 2004), que no FC Porto jogou entre 1961/62 a 1970/71, sido um dos bons elementos do tempo de transição do futebol portista da era de Hernâni, Carlos Duarte, Virgílio, Barbosa, Perdigão, Azumir, Serafim, etc. para seus contemporâneos Américo, Festa, Nóbrega, Jaime, Pavão, Atraca, Valdemar, Rolando e outros.



Depois do Pinto, houve também outros bons cabeceadores, como Fernando Gomes, Jardel, Falcao, por exemplo, autores de golos cuja importância ficou nos anais do mundo portista (sem incluir mais antigos, mas apenas os que vi jogar). Porém Custódio Pinto foi algo notável, por ele ser de estatura média normal e ter grande poder de elevação, além do repentismo com que finalizava jogadas com seus remates de cabeça. Ficando entre motivos de boas e históricas recordações... pessoais.


Assim sendo, recordamos na pertinência da mais recente obra de arte executada por Zé Luís, o avançado Cabo-verdiano que esta época passou a envergar a camisola do FC Porto, igualmente o cunho de Custódio Pinto nos golos de cabeça, também.


A propósito, evoca-se essa faceta de antigamente com a atualidade, a dar para bom revivalismo. Lembrando jogadas finalizadas por remates enviados à baliza pelo Pinto dos anos sessentas, em lances concluídos de cabeça, fosse de modo mais clássico como no chamado salto à peixe. Na oportunidade que os golos de Zé Luís trazem à lembrança.


Contudo, na visão desta revisão de matéria, fica desde já a noção que os golos marcados pelos jogadores do FC Porto têm todos muito valor para nós, interessando que o Porto vença. De modo a que até dias de chuva ou de aspeto nublado pareçam sempre risonhos pelo sol anímico que dá mais vida à natureza.


Armando Pinto
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Primeira Deslocação duma Embaixada do Hóquei em Patins do FC Porto à Madeira


Agosto por norma é tempo de dias soalheiros e calor a convidar ao retemperamento. Tornando mais interessante as viagens, pelos atrativos derivados. E quando se deparam motivos especiais na busca de novos horizontes, melhor ainda. Tal como há já uns bons anos, mais precisamente em 1968, através duma embaixada representativa do FC Porto, um grupo de gente do hóquei patinado portista rumou à ilha da Madeira. Fez já 50 anos em 2018 (ocasião em que foi assinalada neste blogue, no próprio dia da efeméride) que aconteceu essa que foi a primeira deslocação à Madeira por parte da secção de Hóquei em Patins do F.C. do Porto (como ao tempo se escrevia oficialmente a denominação do clube).


De notar, no caso, tratar-se então duma primeira deslocação do Hóquei do FC Porto, pois que do Futebol portista haviam-se já sucedido várias idas à Madeira muito anteriormente, tendo ficado célebres algumas, quer uma que levou à vinda de Pinga para o FC Porto, como mais tarde ficaram na memória as do tempo em que Barrigana com suas exibições ajudou o FC Porto a deixar cartaz na ilha.jardim.

[Como ao tempo da escrita dessa narrativa, em 2018, não tinha o meu arquivo antigo, que havia emprestado há muitos anos (aquando da escrita do livro da coleção Ídolos sobre o Cristiano, para o trabalho do amigo Carvalho Couto, à época diretor interino d’ O Porto, a quem eu facultara esses meus apontamentos) e ainda não me tinha sido devolvido tal espólio, não pude completar melhor, como desejava, tendo-me ajudado informações prestadas pelo amigo e também antigo guarda-redes José Castro, felizmente, como aliás referi no mesmo artigo. Ora como entretanto pude reaver esse conjunto de páginas, da minha lavra de tempos de juventude (recebidas em recente reencontro com o amigo do antigo jornal O Porto), ou seja tendo de novo isso do que fui armazenando em jovem, agora vou republicar o mesmo artigo, com acrescento da respetiva página do meu arquivo referente ao mesmo.]

Estava-se nos primeiros dias de Agosto de 1968, com a partida a suceder no dia 7, a partir do aeroporto de Pedras Rubras, onde o Presidente da Direção, nesse tempo, Afonso Pinto de Magalhães, foi desejar boa viagem – motivo de ter sido fotografado entre os elementos da caravana, antes da entrada da comitiva portista no avião.


À época o FC Porto estava a apostar mais no hóquei em patins, como reflexo da equipa principal do clube, com Branco, Magalhães, Leite, Hernâni, Cristiano, ter começado a fazer boa figura a nível competitivo com as equipas do sul, há muito dedicadas ao hóquei patinado. E em vista disso o FC Porto reforçou-se mais, fazendo vir da Madeira o guarda-redes José Castro e o jogador de campo José Ricardo. Tendo ficado no acordo da respetiva vinda um intercâmbio, de modo aos madeirenses poderem ver o FC Porto também sobre patins.

Foi assim a primeira viagem do Hóquei em Patins do FC Porto à Madeira, na verdade, uma ida para pagar a transferência do Castro e do José Ricardo, na permuta do Marítimo para o FC Porto. Tendo as viagens sido pagas pelo FC Porto, enquanto a estadia foi custeada pelo C.S. Marítimo.


E assim passaram os hoquistas do FC Porto uma semana na paradisíaca ilha da Madeira, fazendo o que gostavam, que era jogar hóquei, e saboreando as especialidades da culinária madeirense, além de terem podido presenciar as belas vistas por ali visíveis, diante dos olhos e sentidos.


Durante a digressão, porque havia um programa a cumprir em rinque, com a disputa de um torneio, a equipa do FC Porto fez 5 jogos: com o C.F. União, C.D. Nacional, H.C. Madeira e C.S. Marítimo, quase só com vitórias, de permeio com um empate, por sinal diante do Marítimo, por ser um jogo revestido de características diferentes. Com a curiosidade de nesse encontro, o Castro e o Ricardo terem jogado pelo Marítimo, contra o F.C. Porto, em número de programa simpático e afetivo.


No fim de contas, o FC Porto ganhou naturalmente o torneio, embora, contando o empate referido, a vitória final e consequente conquista do trofeu principal tenha resultado de vantagem pela diferença de golos, pelo chamado goal-average, a culminar essa semana por todos considerada magnífica na Madeira.


A embaixada do FC Porto foi então assim constituída: Como jogadores foram Castro, Branco, Leite, Magalhães, Hernâni, Ricardo, Cristiano, Valentim e Vitorino, sob orientação do treinador Laurentino Soares e assistência do mecânico Óscar Amaral. Como dirigentes, o Diretor Dr. Mota Freitas, e os Seccionistas Arlindo Sousa e Prof. Miranda.

Um pormenor interessante: Os jogos tiveram relato na rádio, pela estação portuense dos Emissores do Norte Reunidos, tendo a delegação portista, para o efeito, sido acompanhada pelos locutores José Barroso e Ilídio Inácio (este também produtor e técnico, ao mesmo tempo).

Eis então, desse acontecimento da vida portista, o que ficou registado manualmente em arquivo pessoal do jovem entusiasta do hóquei azul e branco, agora autor deste blogue de Memória Portista:


Armando Pinto
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NOTA DE AUTOR: Sendo que à época apenas acompanhei esse acontecimento através do jornal O Porto, as anotações desse tempo cingiram-se ao que veio publicado na respetiva reportagem jornalística, da qual se recortaram as imagens, também. As fotos de reportagem com carimbo são do arquivo de José Castro. 
A. P.

domingo, 11 de agosto de 2019

16º Triunfo individual e 17º por equipas do FC Porto na Volta/2019! Grandiosa Vitória Portista na 81ª Volta a Portugal: João Rodrigues Camisola Amarela, também Rei do Prémio Kombinado + Daniel Mestre por Pontos; e Vitória Coletiva da equipa W52-FC Porto na Grandíssima Volta Portuguesa!


Superando tudo e indo de encontro às nossas expetativas e sobretudo desejos ansiosos, o ciclista da W52 FC Porto João Rodrigues venceu a 81ª edição da Volta a Portugal em bicicleta, voltando a trazer a vitória para a equipa azul e branca.

Realidade esta que resulta mais uma vez da feliz parceria entre o FC Porto e a formação da W52 com sede histórica em Sobrado-Valongo, liderada por Nuno Ribeiro, assim como a firma W52 patrocinadora é de Felgueiras (distrito do Porto), do empresário Adriano Quintanilha, através do projeto entre este e a direção do FC Porto liderada por Nuno Pinto da Costa.

Juntando tudo o mais importante, além da vitória individual, também a mesma equipa W52-FC Porto venceu coletivamente, assim como meteu 4 ciclistas nos 5 primeiros classificados da classificação geral final, mais o próprio vencedor da Volta, João Rodrigues venceu ainda a classificação do Prémio Kombinado e o colega de equipa Daniel Mestre venceu a classificação do Prémio por Pontos, ficando com a camisola verde do mais pontuado da prova.


Com, efeito, para grande alegria dos milhões de apoiantes do mundo portista e consequente desgosto dos milhões de adeptos do contra, o FC Porto é o grande vencedor da Volta a Portugal, novamente. Somando agora, na história da Volta, 16 triunfos individuais e 17 coletivos. Pois, com esta vitória de 2019, o FC Porto passa a ter no historial 16 ciclistas seus que foram triunfadores individualmente e já venceu por 17 vezes por equipas.

E assim o FC Porto voltou à mítica Praça dos Aliados para festejar tão retumbante vitória, desta feita no ciclismo. No regresso da Volta a Portugal à cidade do Porto.


Continuando então a superioridade evidente no ciclismo português, o FC Porto conquistou mais uma Volta a Portugal em toda a linha. Sendo mesmo uma grandíssima vitória da equipa W52-FC Porto na Grandíssima Portuguesa de 2019, como é conhecida a Volta a Portugal em bicicleta. A maior prova do ciclismo português que nesta que foi a sua 81ª edição, em 92 anos de existência cronológica, vence categoricamente, ultrapassando sobre a meta final tudo e todos os concorrentes, quer os que correram na prova como os que andavam a correr por fora contra tudo o que fosse azul e branco…  O que sucede em mais uma grande manifestação de superioridade, no aspeto histórico como na visão atual.


Assim sendo, é de memorizar, para que conste:

João Rodrigues, da equipa W52-FC Porto, é o grande vencedor da 81.ª edição da Volta a Portugal, depois de vencer o contra-relógio final que ligou Gaia ao Porto.


O ciclista da formação portuguesa partiu para a última etapa empatado com Joni Brandão, da Efapel, apesar de Brandão partir com a camisola amarela, devido à contagem atribuída oficialmente de véspera… Então, vencendo e convencendo, João Rodrigues venceu mesmo a etapa final com o tempo de 27 minutos e 31 segundos, ganhando 26 segundos de vantagem sobre Joni Brandão. António Carvalho (W52-FC Porto) foi segundo na etapa, a 15 segundos do vencedor.


João Rodrigues consegue assim ser um português a vencer a Volta a Portugal desde 2016, ano em que venceu Rui Vinhas, também pela W52-FC Porto. De resto, é a quinta vitória consecutiva para um ciclista da W52, em 2015 ainda como W52-Quinta da Lixa, daí em diante como W52-FC Porto, a partir que o FC Porto regressou ao ciclismo em 2016. Sendo essa parceria do ciclismo do FC Porto com uma firma industrial na mesma sequência de outras parcerias de outros clubes, na mesma e noutras modalidades, aliás. Com a vantagem que esta é uma associação que tem tido grandes êxitos.

Enquanto isso, Jóni Brandão voltou a ser segundo classificado da classificação geral, depois de já ter terminado nessa mesma posição em 2018 e 2015.


Daniel Mestre foi o grande vencedor da classificação por pontos, apesar de ter corrido com uma costela partida durante três etapas. Voltando à classificação geral, Gustavo Veloso foi terceiro e António Carvalho o quarto.


A W52 FC Porto venceu também por equipas, ultrapassando a concorrência, já que à partida estava com 2m 51s de atraso do Boavista-Rádio Popular. Boavista que nas últimas etapas se salientara com duas vitórias, salientando-se como equipa que trabalhou com a Efapel na disputa com o FC Porto.  


Ora, todo este epílogo resultou de João Rodrigues ter conseguido vencer a ultima e decisiva etapa, no contra-relógio Gaia-Porto, com “tempo canhão” de 27m 31s 33. Nesta etapa António Carvalho foi segundo e Gustavo Veloso foi quarto.


Pois Rodrigues, é um ciclista de grande simpatia e muita admiração nos seguidores da modalidade dos pedais no FC Porto, tanto que nos caíra bem na simpatia logo em 2016, quando o FC Porto fez a apresentação no regresso à modalidade, ao ouvirmos numa entrevista de António Carvalho que o jovem colega algarvio era um ciclista do sul que gostava também do FC Porto… Depois foi com entusiasmo que se vibrou com o seu primeiro triunfo numa das classificações duma prova oficial, ao sagrar-se Rei da Montanha na Volta a Castela e Leão de 2017,  em Espanha – conforme na ocasião foi devidamente assinado neste blogue de Memória Portista. Continuando as boas prestações e exibições que deixavam antever sucessos, a culminar na vitória da geral individual obtida já na Primavera deste ano, sagrando-se vencedor da 37ª Volta ao Alentejo, em 2019. Até que agora vence a Volta a Portugal, a maior corrida de etapas em Portugal, a Grandíssima Portuguesa, materializando um sonho e concretizando o desejo portista.


Classificações:


Marca assim o FC Porto ainda mais o ritmo do ciclismo português, no historial, desde que começou a disputar-se a Volta em 1927, contando alguns interregnos em parcelas de anos que não andou pelas estradas. Em cujo percurso memorial o FC Porto é o clube com mais vitórias, quer do vencedor da Volta, que recebe a taça da Grandíssima Volta, agora já a somar a 16ª vez, quer na classificação por equipas com 17 vitórias coletivas. Com a curiosidade que quando o FC Porto começou a participar na Volta já os outros clubes por lá andavam há muito, tendo muito antes começado o ciclismo no sul e inclusive durante anos aos clubes do Porto só era permitido participar com menos ciclistas, pela metade, tendo sido necessário os clubes nortenhos reclamarem muito para poderem participar em plano de igualdade. Assim pese essas atenuantes, pela lógica dos acontecimentos, é de vincar que o FC Porto apenas participou na Volta a Portugal pela primeira vez em 1934, e mesmo assim episodicamente, voltando depois em 1941, ainda sem ser para continuar, pois, como se intrometeu a grande guerra, só em 1946, com o retorno da competição, o clube azul e branco passou a participar assiduamente. Acrescendo o facto de mais tarde ter estado ausente do ciclismo durante largo tempo, desde meio dos anos oitentas até 2015, tendo regressado em grande já no ano de 2016. E, mesmo assim, é ainda e por boa margem o clube com mais vitórias.


São pois agora, e por ora até 2019, 16 vitórias individuais e 17 coletivas do FC Porto na Volta a Portugal em bicicleta.


Assim sendo, na Volta a Portugal, é honrosa e volumosa a galeria que faz do F C Porto o clube mais triunfador da Grandíssima Volta. Conforme atestam os números e factos do palmarés portista na história da Volta”:

Vencedores individuais: Volta de 1948 – Fernando Moreira; 1949 – Dias dos Santos; 1950 – Dias dos Santos; 1952 – Fernando Moreira de Sá; 1959 – Carlos Carvalho; 1960 –Sousa Cardoso; 1961 – Mário Silva; 1962 – José Pacheco; 1964 – Joaquim Leão; 1979 – Joaquim Sousa Santos; 1981 – Manuel Zeferino; 1982 – Marco Chagas; 2016 – Rui Vinhas; 2017 – Raul Alarcón; 2018 – Raul Alarcón; e 2019 – João Rodrigues (16 no total).


Vitórias Coletivas (classificação por equipas em que o F C Porto venceu): nas Voltas dos anos de 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1959, 1962, 1964, 1969, 1979, 1980, 1981, 2016, 2017, 2018 e 2019 (17).


A esse palmarés junta-se também 9 (nove) Prémios da Montanha conquistados por ciclistas do F C Porto: em 1947 – Fernando Moreira; em 1955, 1958, 1960 e 1961 – Carlos Carvalho; 1962 – Mário Silva; 1981 – José Amaro; em 2017 – Amaro Antunes e em 2018 – Raul Alarcón.

= Carlos Carvalho, vencedor da Volta de 1959 – foi apelidado "O Rei da Montanha", como ficou para a história, com mais títulos de vencedor da camisola azul do Prémio da Montanha, que venceu por quatro vezes.=

Bem como noutras classificações o FC Porto não deixa seus créditos por mãos alheias. Assim na classificação por Pontos (que poucas vezes foi atribuído nos tempos antigos), venceram do F C Porto: em 1958 – Sousa Cardoso; 1962 – José Pacheco; em 2016 – Gustavo Veloso e agora em 2019 – Daniel Mestre; ao passo que (na mais recente) classificação de Combinado (“Kombinado”) foram vencedores como representantes portistas: em 1982 – Marco Chagas; em 2018 – Raul Alarcón e agora em 2019 – João Rodrigues. 

Nesse trajeto, em que antigamente o vencedor da Volta era reconhecido com uma coroa de louros de vencedor, muitos grandes nomes ficaram associados à história da competição... 

= Vitória na Volta por Sousa Cardoso, em 1960 (então rodeado na volta de honra pelos colegas de equipa que com ele terminaram a prova: Azevedo Maia, Carlos Carvalho, Sousa Santos e Mário Sá) 

...em 1961 Mário Silva 

e Joaquim Leão em 1964.

Nisso, em maré de mar azul de recordações, não só de vencedores reza a história, também, como é de justiça, sendo de convir uma devida menção honrosa a outros que participaram ativamente no trabalho de equipa, porque ninguém consegue vencer sozinho. Como tal, num exercício de memória e reconhecimento, juntamos algumas imagens, de fotografias e gravuras jornalísticas, incluindo páginas de arquivo do autor destas linhas (de tempos idos, no entusiasmo de jovem adepto do ciclismo portista, entre tudo o que respeita ao FC Porto). Cujo acervo dispensa outro palavreado que o que as imagens mostram. 


E ainda... contam para o rol também Nomes que ficaram nas páginas da história do desporto dos pedais dentro do FC Porto, como se pode recordar alguns, a título de exemplo:


= Artur Coelho=

= Alberto Carvalho =

= J. Luís Pacheco, Joaquim Leão e Joaquim Leite =

= Manuel Zeferino, vencedor da Volta em 1981 (e do Grande Prémio JN em 1982, a que se reporta a foto, já do primeiro ano da presidência de Nuno Pinto da Costa) =

= Raúl Alarcón - 2017 e 2018 !

Nesta linha, deu-se agora continuidade, ao quarto ano da parceria da W52 com o FC Porto. Tanto que pelo quarto ano consecutivo a equipa azul e branca, dirigida tecnicamente por Nuno Ribeiro, patrocinada por Adriano Sousa Quintanilha e presidida por Jorge Nuno Lima Pinto da Costa, vence individual e coletivamente.


Durante a prova a equipa W52-FC Porto teve de ultrapassar dificuldades e ocorrências que são do conhecimento público, incluindo o acidente de Gustavo Veloso, João Rodrigues e Daniel Mestre, à chegada a Bragança, que inclusive fez com que Veloso tivesse depois perdido a amarela devido ao enfraquecimento físico (correndo com muitas dores a etapa terminada no Larouco), assim como foi forte a luta da equipa contra todos os adversários, tendo a W52-FC Porto levado a corrida a seu jeito, quão por fim deu a estocada final. E foi à medida do sonho. Um festival diante de todos, um massacre perante adversários e equipas concorrentes. Acrescendo o facto do FC Porto ter vencido 5 etapas. Sem que a equipa do clube grande concorrente, do aspeto do ambiente dos clubes de muitos adeptos clubistas, no caso do Sporting-Tavira, tivesse sequer vencido qualquer etapa. Resultando no fim que o FC Porto teve 4 ciclistas na classificação dos primeiros cinco, melhor dizendo dos cinco melhor classificados na Geral individual, sem desprimor para nenhum dos outros, que fizeram trabalho de equipa e puseram os interesses comuns acima dos seus próprios, em prol do coletivo.


O Ciclismo do FC Porto dá assim mais uma alegria à família portista. Vitória de Rodrigues e vitória por equipas!!!


Mais uma volta a Portugal azul e branca!!!



= Para recordar, a propósito, reveja-se (clicando em):

e

Armando Pinto
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