Ainda um pouco nas nuvens azuis do universo portista e
apreciando como é bom ser Portista, pois só como Portista poderia viver dias
como os que se têm passado, calha desta vez de escrever algo mais pessoal. De
tanto descrever e memorizar sobre factos e pessoas que estão na História do FC
Porto, agora atrevo-me a anotar impressões pessoais, na calha da surpresa e
grande satisfação de ter sido reconhecido pelo Futebol Clube do Porto entre os
nomeados deste ano para o Dragão de Ouro do Ano. E mais particularmente, no
caso, por ter sido convidado a participar num programa televisivo azul e branco e assim haver estado no Porto Canal.
Atendendo a essa experiência, quero registar neste meu
blogue "Memória Portista" tal minha presença no Porto Canal, algo que
ficará na memória pessoal, quão foi a primeira vez que estive num estúdio de televisão e
logo na televisão do FC Porto. Ocorrência, desse acontecimento, de que ficam aqui algumas
imagens que ilustram o texto, embora sem transmitir tudo o que cá dentro transpirou
e ainda paira no sentimento.
Com efeito, ainda na linha de como desde que recebi a notícia da nomeação fiquei absorto e contínuo sem saber explicar devidamente tudo o que pula e mexe desde a cabeça até ao coração, pois isto do FC Porto não se explica, mas sente-se, foi ao chegar dentro das instalações do Porto Canal que me senti mesmo na pele de nomeado para o Dragão de Ouro. Eu até nem estava para ir, pois quando recebi o convite fiquei sem saber como reagir. Incluindo, sobretudo, a minha dificuldade de deslocação, vivendo eu longe e com a particularidade de não conduzir para longas distâncias desde que tive o meu enfarte do miocárdio. Daí que ao receber o telefonema me desculpei com essa situação e inicialmente deixei pendente a resposta. Embora, ouvindo a voz muito agradável de quem me contactou ficasse com ideia de fazer o possível para ir, pois só podia ser uma voz da mística portista a chamar-me. De modo que falei com o meu filho e combinamos dele me levar, numa viagem que agradeço, a ele e à minha nora, como dos momentos em que fui e vim sem quase me aperceber do percurso onde passamos, desde a minha Longra até ao Porto e vice-versa.
Pois então, estive mesmo dentro das instalações do Porto
canal. Eu e restantes presentes, vimos e visitamos as diversas dependências e
recantos do canal televisivo do FC Porto, apreciando como tudo é diferente de
como vemos em casa. Ali onde o FC Porto é filmado, então tem outro sentido. E por fim fomos entrevistados, falamos e
vivemos esses momentos.
Tudo decorreu lindamente, sem comparação com o que
ansiosamente eu esperava. Desde a simpatia da Natacha Lobo, a da voz melodiosa
que me cativou desde o primeiro contacto (só podendo mesmo ser representativa
do FC Porto, de verdade!), passando por toda a gente com quem contactei e com
quem me cruzei sem ter fixado nomes, evidentemente nesses momentos, até à Alexandra
Oliveira, locutora apresentadora, que tão bem, até melhor dizendo excelentemente,
conduziu o programa. Cujo seu sorriso de conversa inicial e seguinte
apresentação diante das câmaras foram palavras adoçantes para acalmar o meu
estado e me ter colocado à vontade, mais até que o costume. Eu que nem gosto de
falar em público, preferindo antes escrever para comunicar como gosto, consegui
assim dizer alguma coisa do que é para mim o FC Porto.
Acresce a tudo isso, o facto de ali ter estado, no caso dos Dragões de Ouro, afinal, como representante dos Portistas do interior do país e o primeiro colaborador do antigo jornal O Porto a receber essa honra.
Só o estar ali, dentro do Porto Canal, onde já estiveram
tantos de nossa admiração, conta muito. Alguns dos quais tenho coisas comigo em
que tocaram. Como tenho no escritório caseiro, que vale por meu espaço de memorização,
onde escrevo e tenho minhas coisas de estimação, entre gratas ofertas
recebidas, guardo também peças que foram tocadas por Soares dos Reis, Américo,
Pavão, Cristiano, Fernando Barbot, Zé Fernandes, Jorge Nuno Pinto da Costa e
André Villas-Boas, além de diversificado material com autógrafos de outros,
evidentemente. E ali dentro, ao sentar-me diante das câmaras do Porto Canal,
senti que realmente estava a ser verdade eu ser um dos possíveis Dragões de
Ouro.
Posto isto, mais nem vale a pena dizer, por quanto o que anda aqui dentro vai da terra até ao céu, apenas aqui se regista isto, no âmbito das nomeações para os Dragões de Ouro, o galardão máximo do nosso FC Porto.
O F C Porto é mesmo
um mundo, muito mais que um simples clube. É o meu Clube!
Armando Pinto
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