Memória Portista
Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.
A. P.
sexta-feira, 17 de abril de 2026
Efeméride da eleição de Pinto da Costa em 1982
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Recordando: uma taça que o FC Porto conquistou na homenagem nacional a Vicente do Belenenses…
Uma história, essa da taça conquistada pelo FC Porto ao correr
da época futebolística de 1966/67, num jogo inserido numa festa de homenagem
nacional que englobou diversos jogos pelo País, será algo já pouco conhecido dos
adeptos do futebol atualmente, mas aconteceu. Uma história que merece ser conhecida
e como tal recordada, mas para isso tem de ser bem contada. Tendo sido o caso duma
chamada homenagem nacional a Vicente Lucas, o então conhecido defesa Vicente do
Belenenses. No âmbito de ele ter abruptamente ficado impossibilitado de jogar,
após um acidente. Isso pouco tempo depois dele ter sido um dos mais badalados
jogadores portugueses da campanha dos apelidados Magriços no Mundial de 1966,
por ter sido o defesa que anulou Pelé, em marcação cerrada mas correta (tendo sido outro que o lesionou, entenda-se), durante o jogo de Portugal com o Brasil nesse
Campeonato do Mundo disputado em Inglaterra. Havendo então Vicente sido um dos
dois jogadores do Belenenses utilizados na Seleção das quinas, entre a maioria
de jogadores de Benfica e Sporting, nesse tempo do sistema BSB, em que a Federação
Portuguesa de Futebol era presidida, à vez, só por representantes de Benfica,
Sporting e Belenenses. E desses dois do emblema do clube do Restelo, enquanto depois
o guarda-redes José Pereira depressa saiu do clube e foi jogar na 2.ª Divisão,
já Vicente era jogador do Belenenses com que se contava ainda para mais algumas
épocas.
Contudo, após o Mundial e na época que se iniciou passado pouco tempo, Vicente apenas jogou dois desafios pelo seu clube, para o Campeonato Nacional de 1966/67. Pois um acidente de automóvel afastou-o do futebol, num dia de Outubro quando se dirigia ao Estádio do Restelo e num embate com outro automobilista um vidro partido lhe cegou uma vista. Então, incapacitado como ficou, foi-lhe organizada uma festa de despedida, desenvolvida oficialmente em diversos jogos pelo país continental inteiro e por Angola e Moçambique, em janeiro de 1967. Para o efeito a Federação havia arranjado data, calhando entre os jogos da 1.ª e 2.ª mão duma eliminatória da Taça de Portugal, em que o FC Porto (depois de ter eliminado o Sporting, com 1 golo de Bernardo da Velha) jogou com a CUF e estava em vantagem feito o primeiro jogo. Assim de permeio houve o jogo de beneficência a favor do Vicente (antes do FC Porto voltar a entrar em campo na semana seguinte para eliminar a CUF para a Taça). Então, esse dia foi considerado o dia de Vicente, no dia de S. Vicente, a 22 de janeiro; e a festa considerada de homenagem nacional, com as receitas dos jogos a reverterem para o próprio Vicente. Tendo um desses jogos ocorrido no Porto, com um jogo FC Porto-Braga, que o FC Porto venceu por 3-1 e conquistou a Taça Vicente em disputa. Enquanto os jogadores intervenientes no encontro receberam medalhas alusivas. Ao passo que o produto, que envolveu a homenagem ao simpático jogador, o ajudou a iniciar sua nova vida daí para a frente.
Ora, o antigo jogador Vicente Lucas, irmão do famoso Matateu,
o Vicente do Belenenses e “Homem que secou Pelé”, como ficou para a história,
faleceu esta terça-feira 14 de Abril, aos 90 anos. Vindo assim à lembrança
essa ligação, visto seu nome continuar também ligado ao FC Porto, por essa taça
que o FC Porto conquistou e foi exibida pelo então capitão da equipa portista nesse
jogo, Eduardo Gomes. Como testemunha um recorte guardado na ocasião e que agora
ilustra esta história que merece ser conhecida e como tal aqui é contada.
Descanse em Paz, Vicente!
Armando Pinto
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terça-feira, 14 de abril de 2026
Faleceu um grande portista - o senhor Castro de Santo Tirso, amigo aqui do blogue Memória Portista e 1.º detentor do lugar anual no estádio do Dragão!
Nesta vida de Dragão, entre amigos e conhecidos obtidos no
universo portista derivado do mundo que é o FC Porto - mais que um clube é uma
família - sendo nós portistas da Família Portista… um dos amigos entretanto
entrados nas nossas amizades foi o sr. Castro, amigo por via de contactos de
amigos do blogue “Memória Portista”. Quão ele era seguidor, acompanhante e admirador
deste blogue pessoal de teor clubista. O senhor José Castro que trabalhou na
EDP de Santo Tirso. Tendo esse senhor sido o primeiro detentor de lugar anual
no estádio do FC Porto, ou seja o primeiro sócio a ter lugar adquirido no
estádio do Dragão. Com o qual por vezes nos costumavamos encontrar em diversas ocasiões no estádio do Dragão. Ele que era sócio do FC Porto há já mais de 50 anos (não sei
se estaria para receber a roseta de ouro ou já a teria recebido…). José
Fernandes Correia de Castro, sócio do FC Porto n.º 5.463.
Descanse em paz amigo correligionário portista.
(Agradeço ao comum amigo sr. Francisco Monteiro Rodrigues a informação do falecimento e envio da imagem funerária. E ao amigo Rogério Almeida, dum grupo especial de amigos de WhatsApp, a informação do sr. Castro ter sido o primeiro adepto com lugar anual no nosso estádio.)
Armando Pinto
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segunda-feira, 13 de abril de 2026
Mais um adereço histórico para a coleção pessoal: galhardete da Final da Taça dos Campeões Europeus de 1987!
Já cá está em sítio de honra a mais recente peça que veio enriquecer
a minha coleção pessoal de adereços portistas: o galhardete da Final da Taça
dos Campeões Europeus de 1987, alusivo a essa grande vitória do FC Porto – recebido por gentil oferta do amigo Paulo
Miranda, grande portista de Viana do Castelo. Um dragão dos bons, com o qual
passei a ter contactos desde há coisa de dois anos, sensivelmente quando ele se
apercebeu que eu queria o melhor para o FC Porto aquando da candidatura AVB2024
e seguinte campanha para as eleições que aconteceram na Vida do Futebol Clube do Porto.
Assim sendo, já está devidamente guardado de modo exposto o galhardete, em
apreço, no meu espaçozinho do escritório doméstico, com mudança de um quadro
mais para baixo, ganhando até espaço para outros adereços que venham a aparecer.
Ficando colmatada a falta de algo mais relativo a essa grande final da primeira
Taça dos Campeões Europeus de futebol ganha pelo FC Porto, visto ter um quadro há muito,
enquanto um alusivo galhardete pequeno que cheguei a ter, na época, se sumiu no
tempo duma das mudanças de casa. E este até é maior, ficando mesmo bem junto ao
de Campeão do Mundo de 1987, também.
Grato fica assim o autor deste blogue, e novo dono do
histórico galhardete, ao amigo Paulo Miranda e a seu pai, que aceitou que o
galhardete mudasse de paradeiro, além claro da família de casa, esposa e
filhos, que deixam de ter este objeto diante dos olhos.
Pelo apreço tido com esta oferta, aqui se dá nota do facto. O
FC Porto é um mundo, mais que um clube é um universo familiar, formando em sua
volta uma família, a Família Portista.
Armando Pinto
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sexta-feira, 10 de abril de 2026
Falecimento de Naftal (1941/2026) - o artilheiro que em dois jogos de 1965 marcou golos que derrotaram o Benfica de Eusébio e C.ª
Faleceu Naftal, esta quinta-feira dia 9 de abril, no Canadá, onde residia num lar de idosos, em Edmonton. Desaparece assim um senhor que como jogador foi deveras marcante no pouco tempo em que de, 1963 a 1966, esteve a jogar no FC Porto. Tendo então sido popularmente admirado e pessoalmente foi algo especial aqui para o autor desta lembrança.
Então Naftal foi figura de nosso encantamento em tempo de minha
idade infanto-juvenil, nesse tempo da metade e meio da década dos anos 60! Sim,
pois ficou ligado a duas vitórias inesquecíveis do FC Porto sobre o Benfica de
Eusébio e demais, dentro do mesmo ano mas em épocas diferentes e consecutivas,
ao derrotar o Benfica, duas vezes seguidas. Primeiro com um golo seu na vitória de 1-0, em março de
1965, dentro ainda da época futebolística de 1964/65; e depois com mais um golo,
o primeiro da vitória por 2-0 em setembro de 1965, já na época de 1965/66.
Foi mesmo esse primeiro, então, muito apreciado por ser em tal fase
que o Benfica andava nos píncaros do sistema. E o outro numa tarde domingueira, em
que a mesma equipa foi derrotada por 2-0 (sendo o outro golo de Nóbrega, nesse
jogo também assinalável pela estreia de Pavão na equipa principal portista). Isso
num resultado bem saboroso com Naftal a ter iniciado a contagem dessa bela
vitória por dois tentos sem resposta. E em ambos os jogos perante portentosas
exibições do guarda-redes Américo, que fechou autenticamente a baliza a Eusébio
e seus pares, secundado pela forte defesa e lá na frente Naftal a concretizar o poderio ofensivo.
De tudo isso depois registei em casa, no meu arquivo que já ia fazendo (em páginas de caderno escolar furadas para meter numa pasta), qual resenha dos encontros... em letra infantil, naturalmente, e em narrativa com olhos de pequeno mas apaixonado adepto. Mais ilustrações de imagens recortadas de jornais. Como se pode recordar, na memorização guardada.
Do 1-0 de MARÇO de 1965:
Teve então esse momento alto de seu aparecimento na ribalta, pelo lance inesquecível, surgido de um cruzamento de Nóbrega, seguido de sua parte pelo domínio da bola com o peito, sem deixar o esférico sequer tocar no relvado e concluído num potente remate à entrada da área, fazendo um golo de belo efeito, como ficou registado no bocado de jornal guardado aqui pelo autor destas linhas.
Ora Naftal faleceu agora, dia 9 de abril, com 84 anos (quase a fazer 85, dentro do mesmo mês).
Naftal, de nome completo Domingos Lucas Naftal, nasceu a 23
de Abril de 1941, em Moçambique. E faleceu agora a 9 de abril de 2026, no
Canadá.
Iniciado seu percurso de futebolista no Clube de Manjacaze,
foi daí que o FC Porto descobriu o então jovem avançado, através de portistas
radicados na linda terra moçambicana.
Em 1963 passou a jogar no FC Porto, fazendo então já parte
do plantel da época de 1963/64. Havendo entretanto feito sua estreia em jogos oficiais
pela equipa principal do Futebol Clube do Porto no domingo 26 de Abril de 1964,
em pleno no Estádio das Antas, em jogo que a equipa portista venceu a do Vitória
de Guimarães por 3-1. Tendo Naftal logo deixado sua marca, com uma boa
estreia, ao ter marcado o primeiro golo do FC Porto nesse jogo a contar para a
1.ª mão dos quartos-de-final da Taça de Portugal, da temporada. Havendo, contudo, nesse
tempo jogado mais pela equipa B do FC Porto (ao tempo chamada de Reservas, dos
jogadores que iam alternando com os da primeira equipa), por na avançada
portista haver outros competidores, como Azumir, Hernâni, Valdir, Romeu, no centro
de ataque (à época dos chamados avançados-centros) e extemos como Carlos Duarte,
Jaime, Rico, etc. Até que na época de 1964/65 já passou a jogar mais e a partir
de meio da mesma jogou a titular, como demonstra sua prestação de marcador de
7 golos no Campeonato, um dos quais o tal ao Benfica. Na época seguinte começou
bem, com mais um golo ao Benfica, à 3.ª Jornada do Campeonato Nacional, contudo
depois com a vinda do brasileiro Amaury já não teve tantas hipóteses de jogar
pela equipa de honra. Sabendo-se que nesse tempo ainda não havia substituições,
jogando por isso apenas os onze que entravam em campo e dos quais apenas
poderia haver substituição do guarda-redes em caso de lesão. Como tal, pela
equipa B, Naftal foi contribuindo para a conquista da Taça Associação de
Futebol do Porto por três vezes, nas três épocas em que incorporou o futebol
profissional do FC Porto.
Então, em jogos oficiais pela equipa principal, com a
camisola azul e branca, o avançado moçambicano Naftal, durante três temporadas, atuou
em 18 jogos oficiais e marcou 9 golos. Com saliência para alguns bem muito importantes
porque valeram vitórias assinaláveis, como por exemplo no jogo da 21.ª jornada
do Campeonato Nacional de 1964/65 em que o FC Porto foi a Lisboa ao Estádio do
Restelo vencer o Belenenses por 1-0, bem como na jornada seguinte a fazer com que o Benfica
saísse do Estádio das Antas derrotado por 1-0. Ao passo que depois, meses
volvidos, deu início à conta do resultado que fez o Benfica sair vergado das
Antas por 2-0, deixando desolado o Eusébio que dizia que não perderia no Porto…
Após isso, Naftal, como entretanto havia chegado ao FC Porto outro avançado brasileiro, o Djalma, transferiu-se na seguinte época de 1966/67 para o Vitória de Guimarães. E dali de seguida passou a jogar no Tirsense, então na 1.ª Divisão, onde durante duas épocas foi artilheiro-mor. Seguindo depois outros rumos, pois ainda envergaria as camisolas do Sporting da Covilhã, Sporting de Espinho e Marinhense nas divisões nacionais. Na Marinha Grande jogou num período de três temporadas pelo Marinhense, até 1971/72. Seguindo-se passagens pelo Vilanovense, Aliados de Lordelo e, ainda, uma ida ao Canadá para, na edição de 1975 da Canadian National Soccer League, representar os Ottawa Tigers. Viria por fim a ficar radicado na grande nação canadiana até ao final de seus dias.
Ficou então a viver no Canadá e nesse país norte-americano
que o acolheu veio a falecer agora - segundo informação recebida e transmitida por
um amigo de cá dos nossos. Conforme chegou por informação pessoal do amigo
Paulo Jorge Oliveira, que a teve por via de um seu amigo residente no Canadá, Armando
Semblano Florêncio, por sinal um antigo atleta de Yoseikan Budo do FC Porto. Sempre
com o FC Porto dentro de si, como comprova o facto de ter querido ter uma camisola do
FC Porto, já de tempo posterior ao de sua carreira, bem guardada num quadro em
que a teve emoldurada.
Descanse em paz Naftal.
Armando Pinto
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quarta-feira, 8 de abril de 2026
FC PORTO LANÇA CAMISOLA RETRO DA FINAL DA LIGA EUROPA 2010-2011 - Oportunidade de recordar essa época por uma caderneta alusiva…
O FC Porto anunciou esta quarta-feira o lançamento da
camisola retro da final da Liga Europa de 2011:
« O FC Porto lança a camisola retro da Final da Liga Europa
2011, uma peça que transporta todos os Portistas para uma das épocas mais
vitoriosas e marcantes da história do Clube.
Já disponível nas FC Porto Stores e Online
Esta edição permite a estampagem de nomes e números dos
jogadores que fizeram parte dessa temporada, utilizando o lettering oficial de
2010/11. Um detalhe que reforça a autenticidade da peça e a ligação a uma
conquista inesquecível.
No ano em que se assinalam 15 anos do sétimo título
internacional do palmarés azul e branco, esta camisola celebra uma equipa que
marcou uma era. A 18 de maio de 2011, em Dublin, Guarín cruzou, Falcao
finalizou e a história ficou escrita: o FC Porto conquistava a sua segunda Liga
Europa.
Uma campanha que muito nos orgulha, sublinhada por 12
triunfos, 37 golos e momentos que permanecem na memória de todos os Portistas.
Agora, nasce uma peça que permite reviver essas emoções.
Disponível em exclusivo nas FC Porto Stores e FC Porto
Online Store, esta camisola inclui o badge oficial da Liga Europa 2010/11, bem
como detalhes que reforçam a autenticidade de uma peça pensada ao pormenor.»
Na oportunidade desta lembrança especial, recorda-se esse feito e toda essa época através de uma caderneta editada pela QuidNovi e pelo jornal O Jogo, distribuída por esse diário desportivo O Jogo em 2011, com páginas alusivas aos intervenientes diretos e estatísticas, incluindo imagens de autocolantes colecionados. No caso particular e pessoal enriquecida com mensagem autografada também especial.
Da mesma, como amostra, publicam-se algumas das diversas
páginas, no formato da camisola.
Armando Pinto
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domingo, 5 de abril de 2026
Lembrando Hernâni - na passagem de 25 anos de seu falecimento (a 5 de abril de 2001) - em dia de Páscoa de 2026, celebrando a vida sobre a morte!
Cinco de ABRIL-2001/2026: Passam este ano 25 anos do falecimento de Hernâni, o grande
futebolista Hernâni do Futebol Clube do Porto, o senhor Hernâni Silva do futebol
português, desaparecido do número dos vivos a 5 de abril de 2001, mas sempre
recordado como presença histórica assinalável. Lembrança esta que calha assim neste
ano de 2026 em pleno Dia de Páscoa, quando se celebra a ressurreição evangélica
de Cristo e como tal se comemora piamente a vitória da vida sobre a morte.
Hernâni foi um grande jogador de futebol mas sem ter sido tão reconhecido como devia ser, a nível do sistema futebolístico, obviamente por ter jogado pelo FC
Porto. Tanto que ele dizia que um campeonato ganho pelo Porto valia por dez dos
ganhos pelos clubes do regime. Como se viu pelo caso-Calabote, em que foi por um
triz que se não deu mais um “roubo de igreja”, como referia Pedroto. E depois
como dirigente representativo do FC Porto sentiu ainda na pele essa animosidade,
com o FC Porto a ser prejudicado e os desonestos ainda ficarem à vontade para
continuarem a fazer batota. Como continua, e esta época tem sido à descarada,
mais parecendo na continuação dos célebres casos que passam entre os pingos da
falsa justiça…
Vem assim a propósito mais uma rememoração sobre esse senhor
Hernâni Ferreira da Silva. Ao qual aqui neste blogue têm sido dedicados
diversos artigos, por variados motivos, desde aniversários de nascimento,
efemérides de estreias, recordações de vitórias e também por causa de assinalar outras datas, entre as quais também a de seu falecimento. Como desta vez se volta a registar, mas de modo
diferente. Dando-se desta feita lugar a rememorar sua imagem histórica por uma
biografia curricular que foi publicada numa antiga revista de Lisboa, na “Crónica
Desportiva”, em 1957, referente à respetiva ficha desportiva até esse ano.
Assim sendo, com sua carreira futebolística quase a menos de meio, ainda. Quando já
tinha sido Campeão Nacional e ganho a Taça de Portugal pelo FC Porto, um ano
antes, mas ainda sem ter conseguido os outros títulos que veio a conseguir,
desde mais uma Taça em 1958, e outro Campeonato em 1959, até à vitória no Torneio
Internacional Militar, em 1958, mais as sucessivas internacionalizações
posteriores pelas seleções militar e civil, e ainda sua passagem pelo dirigismo
desportivo depois de ter acabado a carreira de futebolista. Contudo dando para
ver como já era apreciável seu percurso, embora percebendo-se como nem tudo o
que ali aparece escrito possa ser completamente fiável, porque tem de se dar um
desconto ao autor do texto, como jornalista de Lisboa, deixando certas dúvidas
a quem lê. Fica porém o que até aí estava escrito e sobretudo as imagens
históricas, que falam melhor que tudo o mais.
Armando Pinto
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