Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 30 de junho de 2020

Melhoras, Séninho! Cá estamos a desejar o melhor para um dos nossos grandes referenciais portistas!


Chegou aqui ao autor deste blogue o conhecimento do antigo futebolista do FC Porto Séninho estar internado no hospital de S. João, no Porto. Conforme notícia no jornal o Jogo, do dia de São Pedro, a 29 de junho.


Naturalmente que não é agradável saber desta situação, mas se Deus quiser tudo correrá bem. Entretanto soube-se que o internamento não é no S. João, como foi referido n' O Jogo, mas no Hospital Santos Silva, em Gaia.

A novidade deste episódio hospitalar é então algo que de imediato nos chegou bem aos sentidos, sendo que Séninho foi um dos grandes futebolistas do FC Porto do tempo em que o FC Porto conquistou o Campeonato de 1978, o tal título nacional que durante tantos anos ansiamos e finalmente chegou já com adeptos que começaram a ser portistas em meninos e então viram o clube campeão em adultos, como no caso pessoal.


Lembro-me bem do tempo em que Séninho chegou ao FC Porto, vindo de Angola junto com Chico Gordo, tal como antes, ainda está aqui bem na ideia, vimos pelo jornal O Porto que chegaram outros, tais os casos de Ricardo, Lemos, Ratinho e Ribeiro. 


Depois meteu-se o serviço militar obrigatório, do tempo, e Séninho foi para África novamente, mas no quadro ambiental da guerra do Ultramar. Aí teve oportunidade de continuar a jogar futebol, felizmente, e assim foi ídolo da massa adepta do FC Moxico, Filial do FC Porto. Onde ele, o Chico, e outros, foram campeões e deram grandes alegrias à comunidade continental, por assim dizer. Dando-se o caso até de, passados anos, após a independência angolana e retorno forçado de tantos portugueses desalojados, umas minhas primas, de quem gostava muito, terem ficado admiradas quando se aperceberam que eu apreciava muito o Séninho, que elas conheceram lá nos seus tempos do Moxico. Assim como mais tarde jogou em Felgueiras um dos colegas de Séninho do FC Moxico, o Valença, que era de Fafe mas pertenceu à equipa do FC Felgueiras que em 1982 subiu de divisão, e lembro-me de o ouvir contar peripécias desses tempos. Tudo coisas que fui armazenando na caixa da memória pessoal, como tudo o que guardo no coração portista.

(Foto que faz parte de diversos livros referentes a essa época de ouro de 1977/1978 e publicações de 1979/80. Tendo Séninho recebido sua faixa de campeão individualmente, numa das visitas ao Porto durante a estada já nos Estados Unidos da América, jogando no Cosmos de Nova York.)

Ora, Séninho é aquele nome que ainda nos ocorre no subconsciente do que ficou retido dos relatos do Amaro no Quadrante Norte, pelas transmissões do “Norte Reunidos”, dos golos marcados ao Manchester United e daquela sua entrada no último jogo do Campeonato de 1978 a servir de gazua furadora, quão foi chave mestra de abrir caminho aos golos que culminaram no título alcançado.


Como tal, quando foi dedicado ao Séninho um livro daqueles livrinhos de bolso da coleção Ídolos, depressa adquiri um que depois guardei, como quem abraça algo nosso, ficando esse documento a fazer parte da minha biblioteca de estimação, fruto da recolha possível de acervo documental portista.


Sendo assim Séninho algo especial em nossas afeições, desejamos que continue por muitos anos a poder avivar nossas memórias com sua presença. Motivo porque, enquanto lhe remetemos, por esta via de evocação, um abraço com votos sinceros de rápido restabelecimento, recordamos sua carreira através de respigos do livro sobre ele publicado na coleção Ídolos, mais referências constantes na revista Seleções Desportivas quando integrava já o famoso plantel do Cosmos, dos Estados Unidos da América.


Recupere bem e logo que possível, Séninho, amigo sr. Arsénio Jardim. E como, por exemplo, tem havido nos espaços interiores do Dragão um encontro anual entre adeptos portistas, chamado Dia do Clube, que tem sido oportunidade de contactos pessoais com antigos grandes nomes do FC Porto, poderá também um dia por lá aparecer, já recuperado, para todos revivermos os tempos de nossa juventude portista!


Post ScriptumInfelizmente veio a falecer dias depois do internamento hospitalar, no dia 04 / 7. 

Armando Pinto
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domingo, 28 de junho de 2020

Recordando a conquista da 1ª Taça dos Campeões Europeus de Hóquei em Patins do FC Porto


No dia 28 de Junho de 1986, em Itália, o FC Porto venceu no "inferno" de Novara por 7-5 e ergueu a primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus de hóquei em patins conquistada pelo esquadrão das Antas.

Foi essa a primeira conquista do FC Porto duma Taça dos Campeões Europeus de todas as modalidades do ecletismo portista, depois de anteriormente também ter sido a equipa senior do hóquei patinado azul e branco a ter obtido a Taça das Taças, entre trofeus oficiais europeus do galarim portista.  Antecedendo assim a  conquista do futebol, que chegaria no ano seguinte, em 1987. E a do Bilhar, mais a correspondente da equipa de futebol B do FC Porto, já no século XXI.




Foi então nesta data da véspera da festa de S. Pedro que os dragões abriram o ferrolho dessa competição europeia de hóquei, ao bateram os italianos do Novara por 7-5, no segundo jogo da final, depois de terem vencido em casa por 5-3. Antes, nas meias-finais o FC Porto eliminara o Barcelona, após haver empatado na Catalunha por 5-5 e vencido no pavilhão Américo Sá por 6-3.

Estava então Domingos Guimarães na baliza, enquanto António Alves, Carlos Realista, Vítor Hugo e Vítor Bruno compunham o cinco normalmente inicial, revezando com Franklim Pais como segundo guarda-redes, mais António Vale, Domingos Carvalho, Tó Neves e Luís Almas, que completavam o conjunto de dez hoquistas do plantel. Os quais, junto com o treinador Cristiano, os diretores Ilídio Pinto e João Baldaia, mais elementos de apoio desde o massagista Alvim ao mecânico sr. Óscar e o presidente Pinto da Costa, levantaram a Taça dos Clubes Campeões Europeus (mais tarde e atualmente denominada Liga Europeia).



Cristiano Pereira era o treinador e passados anos ainda recorda: «Foi incrível. Levávamos para Itália uma vantagem de dois golos. Em Novara o ambiente era hostil. Na primeira parte, o Novara goleava. Na segunda, foi a reviravolta com o 7-5 a acontecer a quatro minutos do fim. O árbitro terminou o jogo antes do tempo, devido ao comportamento dos adeptos e recebemos a taça no balneário. Foi o culminar de cinco anos de trabalho e essa temporada foi formidável, terminando com o título europeu num ano em que ganhámos o Campeonato Nacional, a Supertaça nacional e depois a Supertaça Europeia».

 

Então, em 1986, veio para o Porto tal pioneira Taça dos Campeões Europeus, ao tempo com esse nome, através do hóquei em patins, graças a uma brilhante campanha culminada na inesquecível jogatana em Itália, desse desporto jogado com aléu sobre patins.

   

Na passagem da correspondente efeméride, é pois oportuno recordar essa primeira Taça dos Campeões Europeus conquistada pelo F C Porto. Corria o início do verão de 1986, quando vivemos então tamanha alegria e tivemos a ditosa possibilidade de guardar intimamente a consagração dessa inesquecível proeza dos hoquistas do F C Porto.

   
= Imagens dos dois jogos da final de 1986, a duas mãos: fases do jogo no Porto e do decisivo em Novara.=

  

 
= Reportagem do jornal Gazeta dos Desportos, da edição seguinte à vitória (visto à época os jornais desportivos ainda não serem diários).

Como tal, e por tanto que nos lembra e queremos sempre preservar na Memória Coletiva Portista, juntamos aqui e agora alguns testemunhos impressos, por via de notas de reportagem jornalística, no caso recortados da Gazeta dos Desportos, e algumas páginas coevas da revista mensal Dragões, de 1986. Sem necessidade de mais descrições, que as que foram impregnadas no papel dessas publicações, cujas edições falam por si.

  













 

Para a história ficava tudo isso, conquistado em plena noitada da festa tradicional do São Pedro, última festividade dos santos populares, sob o comando do treinador campeão dessa primeira Taça dos Campeões, Cristiano. Abrindo assim com as chaves desse santo pupular a porta para os triunfos que se seguiram.

Curiosamente, passados anos, em 2019, era nesse dia oficialmente atribuída ao mesmo, Cristiano Pereira, a Medalha de Mérito-Grau Ouro da Cidade do Porto. Incluído assim que foi Cristiano entre personalidades e instituições da cidade. Proposto pelo presidente da Câmara do Porto, entre nomes ilustres merecedores de reconhecimento da edilidade portuense: - Cristiano Joaquim Marques Trindade Pereira, histórico hoquista internacional que durante anos foi o principal estandarte do hóquei em patins do FC Porto e também treinador campeão europeu de clubes, mais treinador e selecionador nacional campeão europeu e mundial pela seleção portuguesa.

Armando Pinto 
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sábado, 27 de junho de 2020

Recordando Siska, na efeméride da sua despedida de guarda-redes de futebol


A 27 de junho de 1933 dizia adeus à carreira de futebolista o célebre guarda-redes Miguel Siska, um dos maiores guardiões da baliza na história do FC Porto e do futebol português. Então, esse ídolo dos tempos românticos do futebol luso, abandonava os relvados, pondo um ponto final diante das balizas em jogo com o Sporting, de desempate da meia-final do ao tempo chamado Campeonato de Portugal, género de taça por eliminatórias. Tendo aí esse famoso húngaro Mihály Siska, nacionalizado português como Miguel Siska, defendido pela última vez a baliza portista, na qual deixou um legado muito elevado. 


Havia sido a 23 de Novembro de 1924 que Siska disputou o seu primeiro jogo pelo FC Porto. E, passados nove anos, a 27 de junho de 1933 fazia o último.

Tinha então Siska ainda 18 anos «quando se estreou na baliza portista, e, um ano decorrido, alcançaria o seu primeiro título de Campeão de Portugal…», como é narrado no livro “FC Porto figuras & factos 1893-2005”. Com 27 anos largava por fim as luvas e passava a estar ligado ao futebol noutras funções, continuando dentro do FC Porto.

= “O grande guarda redes do Football Club do Porto, MIGUEL SISKA” capa de revista do tempo: Revista "o az", nº 26, de 7 de Abril de 1929. =

Nascido em 1906 na sua cidade natal de Budapeste, na Hungria, Siska veio para o Porto aos 18 anos, oriundo do Vasas de Budapeste para o Futebol Clube do Porto. E logo reforçou a equipa portista com sua valia à frente das balizas, de tal modo que era considerado um dos melhores jogadores europeus na sua posição, ficando conhecido por "meia-equipa" perante sua importância no jogo coletivo e defesa do  seu reduto.


Depois, a 12 de Março de 1926 Mihály Siska naturalizou-se português, passando a chamar-se Miguel Siska, nome que ficaria gravado a ouro como um dos mais relevantes de mais de um século de história azul e branca.»

Portugal vivia ainda aqueles tempos algo conturbados de finais da Primeira República, mas ainda sem ter chegado o tempo da ditadura que apareceria quase dois meses e meio depois, perante o golpe militar encabeçado por Gomes da Gosta, secundado por outros, como Mendes Cabeçadas. Conforme é da história. E o futebol português ainda dava primeiras correrias atrás da pesadona bola de capa, com jogadores que chutavam e davam cabeçadas trajados de camisolas largas e calções pelos joelhos, mais botas artesanais de travessas nas solas, a engrossar o couro. Sendo que ao final desse mesmo mês o organismo organizativo da modalidade, criado em 1914 como União Portuguesa de Futebol, passou a ter outro nome, mudando de UPF para Federação Portuguesa de Futebol.  


= Ação publicitária, atendendo à visibilidade da imagem de marca que Siska transmitia !

Siska viera então reforçar o futebol do Futebol Clube do Porto e depressa se impôs, tendo-se afeiçoado à cidade do Porto de tal modo que depois se naturalizou português, como agora evocamos. E durante anos foi o grande guarda-redes que povoava o imaginário dos admiradores do jogo da bola. 

= Da revista “A VIDA DO GRANDE CLUBE NORTENHO”, Extra Seleções Desportivas, publicação de 1978, por Luís César =

Num caso desses, então, um dos seus admiradores era um jovem que ao tempo ansiava também um dia defender a baliza do seu FC Porto, o qual dava pelo nome de Américo Ferreira Lopes. Como era relatado no livro biográfico anos mais tarde dedicado na coleção Ídolos do Desporto ao guarda-redes Américo, que conseguira mesmo chegar à camisola nº 1 do FC Porto:

«SOB O SIGNO DE MIHALY SISKA
Quando Américo nasceu, em 1933, Portugal desportivo vibrava de entusiasmo com as proezas de um outro guarda-redes que defendia a baliza do F. C. Porto e que era, nessa altura, justamente considerado o melhor “Keeper” existente no país. Era húngaro de origem, chamava-se Mihaly Siska e viera jovem para o Porto…»


Pois Siska foi mesmo um grande guardião do FC Porto, merecedor de ser eternamente lembrado. Como neste espaço de Memória Portista entretanto tem sido aconchegado memorialmente. E tal como se evocou anteriormente na data comemorativa de sua estreia e por outras ocorrências, também a oportunidade da efeméride da sua naturalização fez jus a mais uma lembrança. Entremeando com algumas imagens de ilustração e inclusive recortes de fichas de seu currículo em publicações reportadas a fastos do FC Porto. Como desta vez se reforça, na efeméride de sua despedida de guarda-redes. 

= Do livro “FCPorto figuras & factos 1893-2005”, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias =


Após se ter radicado em Portugal e haver naturalizado português, já como Miguel como nome adotado, não chegou contudo a ser selecionado para a seleção portuguesa de futebol, embora tido popularmente como melhor guarda-redes de seu tempo a atuar no campeonato luso. Contudo foi então o guardião da seleção da Associação de Futebol do Porto e da seleção do Norte, em jogos que ao tempo eram habituais entre equipas representativas das associações e das regiões.


Entretanto Siska em sua saliente carreira desportiva em Portugal ao serviço do FC Porto era mesmo considerado como carismático guarda-redes. A pontos de fazer parte do imaginário memorial do mundo portista pelos tempos adiante.

= Equipa do FC Porto que alinhou no último jogo de Siska, no Campo do Arnado em Coimbra.

Com a camisola de guarda-redes do FC Porto conquistou dois Campeonatos de Portugal e nove Campeonatos Regionais do Porto, antes de vencer mais competições como treinador dos Dragões. Um percurso vencedor, que iniciou uma linhagem histórica de guardiões, a começar por seu substituto Soares dos Reis, que seria depois o primeiro guarda-redes do FC Porto a ser chamado a jogar com a camisola da Seleção Nacional A de futebol.


Tudo isso num percurso acrescido de ter sido ainda treinador Bi-campeão pelo FC Porto, também, em duas épocas de conquistas do título nacional.

Armando Pinto
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terça-feira, 23 de junho de 2020

Efeméride: Trigésimo aniversário da conquista da 2ª Taça dos Campeões Europeus da história do hóquei em patins do FC Porto


Enquanto na cidade do Porto se ouviam toques de martelinhos ao início da noitada sanjoanina de 1990, em Espanha os hoquistas do FC Porto nessa bela noite de 23 de junho festejavam a conquista de mais uma Taça dos Campeões Europeus.

Faz agora 30 anos !


Pois então, em plena noite dos festejos de São João do Porto, o FC Porto foi a casa do detentor do título europeu da época anterior, o Noia de Barcelona, com a vantagem de seis golos, obtidos no sábado anterior no pavilhão das Antas com o concludente resultado de 6-0. E sem fazer a coisa por menos, em Espanha voltou a equipa portista a vencer por números esclarecedores, saindo os hoquistas azuis e brancos vitoriosos desse encontro da 2ª mão da final com triunfo por 5-2.


De tal importante vitória registou ao tempo o jornal O Jogo a respetiva ficha e curta nota de reportagem, que se reproduz.


Enquanto isso, a revista Dragões difundiu uma reportagem abrangente a diversos aspetos da eliminatória e correspondente deslocação.




(Nessa noite de festa da cidade, curiosamente, em que anos antes se dera um importante ato no mundo do futebol com repercussão na vida do clube, acontecia assim nova coisa boa, passados anos, desta vez no hóquei. Embora a de antes só fosse conhecida tempos depois e não na noite correspondente; pois pela noitinha de 23 de Junho de 1976 um diferente balão era aceso em noite de São João na casa do então Chefe do Departamento de Futebol, Jorge Nuno Pinto da Costa. Tendo ali sido assinado o acordo para o regresso de Pedroto ao FC Porto.)

Depois da vitória hoquística assim brilhantemente conquistada, regressados os homens do hóquei portista à Invicta, foram recebidos apoteoticamente em cerimónia condizente nos Paços do Concelho. De cuja homenagem na Câmara Municipal do Porto também deu conta à posteridade a revista oficial do clube.


Obtida assim nova vitória na mais importante prova europeia, repetindo o feito de 1985/1986, o treinador José Fernandes, da segunda Taça dos Campeões Europeus do FC Porto, dava continuidade ao anterior treinador campeão europeu, Cristiano. Então, na continuidade de tão importante conquista, na mesma revista do FC Porto era dada a palavra ao Zé Fernandes, publicada que foi uma sugestiva entrevista ao longo de mais algumas páginas, numa reportagem terminada com alusiva menção de posterior homenagem da firma que à época patrocinava o hóquei portista.





Na passagem da efeméride, compleram-se agora 30 anos dessa trunfante jornada europeia. Sendo assim o "Trigésimo aniversário" da conquista da 2ª Taça dos Campeões Europeus da história do hóquei em patins do FC Porto.

Armando Pinto
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