Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Marega eleva-se contra o racismo e estreia do Voleibol feminino do FC Porto no Dragão Arena: Dois casos históricos.


Pela primeira vez um desportista, vítima de insultos racistas, tomou atitude enérgica em Portugal. Como foi o caso de Marega no jogo em Guimarães, em que pela primeira vez um desportista abandonou o terreno de jogo em solo português numa atitude firme contra a xenofobia de pessoas que são sabem ser gente.


Também pela primeira uma equipa de voleibol do FC Porto jogou no atual Gimnodesportivo do FC Porto, com a estreia da equipa de voleibol feminino do FC Porto a jogar no Dragão Arena (anteriormente chamado Dragão caixa). Acontecendo isso no ano do regresso do Voleibol ao FC Porto, agora através duma equipa feminina, na parceria presente da AJM-FC Porto.


De registar, para jamais esquecer, que os insultos dos adeptos do Vitória de Guimarães começaram antes ainda do jogo se ter iniciado, como há provas sonoras de imagens dos exercícios de aquecimento dos jogadores e recrudesceram após Marega ter colocado o FC Porto a vencer por 2-1, resultado que não interessava a muita gente, pois que assim, como sucedeu, o FC Porto ficou a apenas 1 ponto do Benfica na classificação do campeonato da Liga portuguesa, coisa com que ainda há pouco tempo quase ninguém esperava...


... Esperando-se contudo que não aconteça como de outras vezes em que tudo foi branqueado. Atos destes têm de ser severamente castigados, para lição perene. E a haver quem esteja contra a condenação isso só pode vir de gente mal formada e desculpas inventadas só se entendem em pessoal doente por clubite aguda.  


Disso, de tais ocorrências históricas, respigamos para memória presente e futura alguns recortes da edição do jornal O Jogo.


Armando Pinto

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Armando Silva (guarda-redes): Dois anos de saudade na imortalidade da recordação eterna


Passam dois anos do falecimento do grande amigo senhor Armando Pereira da Silva. Dois anos de ausência, afinal, do grande guarda-redes e amigo sr. Armando Silva, para mim para sempre o “Armando do Porto”, mas que também foi o “Armando do Braga”.


Armando Pereira da Silva, nascido a 11 de Outubro de 1938, faleceu a 16 de fevereiro de 2018. Depois de uma assinalável carreira desportiva, iniciada nas camadas jovens do FC Porto, onde evoluiu de 1954/55 a 1957/58 como júnior, tendo de seguida subido a sénior ainda nessa época de 57/58 e de imediato esteve como suplente da equipa portista na final da Taça de Portugal ganha em 1958 pelo FC Porto ao Benfica. Como sénior manteve-se no FC Porto ainda até 1960, tendo depois passado por outros clubes, como foi no Gil Vicente em 1960/61, de permeio com estada no Ultramar em serviço militar em Angola devido à guerra colonial, tendo ali jogado e sido campeão pelo Ferroviário de Malange. Feita essa obrigação militar e regressado ao então continente português, representou o Salgueiros em 1963/64, até que estabilizou no Sporting de Braga de 1964/65 a 1969/70, tendo ali sido o guarda-redes efetivo da vitória na Taça de Portugal de 1965/1966. Em 1970 regressou ao FC Porto, voltando assim a ter o emblema do clube dragão ao peito entre 1970/71 a 1972/73. Regressaria por fim ao Braga no defeso de 1973, voltando a defender a camisola nº 1 do clube arsenalista do Minho de 1973/74 a 1974/75. 


Isso num percurso que levou a ter sido considerado especialista a defender penaltis, inclusive ficando detentor do recorde mundial de defesas de penaltis seguidos, tendo culminado então  no reconhecimento oficial de ter sido agraciado com a Medalha de Mérito de Exemplar Comportamento da FPF por nunca ter sofrido qualquer castigo na sua longa folha de serviço.

Ainda experimentou a função de treinador, tendo sido Campeão Distrital da 2ª Divisão da AF de Braga pelo A. D. Terras de Bouro em 1983/84. Enquanto a nível familiar soube criar uma família que o tem por trave mestra da correspondente existência e no plano social granjeou admiração e amizades sinceras e eternas.


Faz agora dois anos que desapareceu fisicamente deste mundo. A passagem desta efeméride serve mais pela oportunidade de o lembrar, se bem que esteja sempre na nossa memória. Sendo inesquecíveis os laços de amizade que tivemos e eu mantenho no meu íntimo.


Curiosamente este dia, passados dois anos desde o seu falecimento, coincide com uma ocasião em que o Braga do meu amigo senhor Armando me deu uma alegria e deixou muita gente a ver Braga por um canudo (derrotando o Benfica, no estádio da Luz, em Lisboa). Sendo que no além, lá no infinito azul celeste também o meu amigo senhor Armando estará feliz, mais ainda numa plenitude bem posicionada, por saber do facto deste seu amigo estar bem disposto, podendo a data de sua partida também ter esse condão de passar neste ambiente mais brilhante.


O meu amigo Armando do Porto, que também foi do Braga, continua a ser constante recordação. Porque quando há fundamentos fortes jamais desaparecem as grandes edificações. Até sempre, senhor Armando!


Armando Pinto

OBS.: Recorde-se o que há dois anos aqui ficou anotado, por ocasião do seu falecimento (clicando) em

https://memoriaporto.blogspot.com/2018/02/falecimento-de-armando-1938-2018-grande.html

AP

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Cartaz e Convite oficial para a apresentação do livro Ciclistas de Felgueiras - com Artur Coelho do FC Porto



Já está publicado o cartaz anunciador e está dado conhecimento geral de CONVITE oficial para o evento em apreço. Sendo de relembrar que é de ENTRADA LIVRE, à disposição de quem se interesse por temas felgueirenses, portugueses e desportivos, além de amantes do ciclismo e de aculturação sócio-cultural e motivação histórica.

O convite, segundo o conhecimento do autor, também foi enviado a entidades oficiais do setor do ciclismo associativo regional e federativo nacional.



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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Apresentação pública da equipa W52-FC Porto para 2020


Foi esta quinta-feira de meio de Fevereiro apresentada formal e oficialmente a Equipa W52-FC Porto para a época de 2020.

Sendo que esta temporada há grande expetativa para se ver como a equipa azul e branca se portará ante o panorama mais reforçado de algumas equipas adversárias, além que esta época o conjunto portista terá objetivos mais voltados ao calendário nacional, como equipa continental, sobretudo diante das naturais esperanças de obtenção dum Penta também no ciclismo, com a possibilidade duma quinta vitória consecutiva na Volta a Portugal, estão pois criados ingredientes suficientes para um amplo atrativo no decurso de 2020.


Dado anteriormente já ter havido conhecimento do equipamento para a nova época, desta feita foi mostrado o plantel completo.


Dessa ocorrência sempre interessante, pelo que define, damos aqui nota através de transcrição da reportagem inserta na página informática oficial do F C Porto:


Já é conhecida a versão 2020 da W52- FC Porto

"TEMOS UMA EQUIPA BASTANTE FORTE PARA ATACAR OS OBJETIVOS DA ÉPOCA"

13 DE FEVEREIRO DE 2020
Foi apresentado, esta quinta-feira em Viana do Castelo, o plantel da equipa W52/FC Porto para a temporada ciclística que se avizinha. São treze os atletas a compor uma formação que, em 2020, irá correr nas estradas nacionais e internacionais. A época começa já no próximo domingo, com a Prova de Abertura que irá dar início à Taça de Portugal de ciclismo de estrada. Será uma ligação de 174,5 quilómetros com partida às 12 h 30 em Albergaria-a-Velha e chegada a Vagos.


O pelotão portista conta, este ano, com três caras novas: Amaro Antunes, de regresso após dois anos na CCC; José Mendes, atual campeão nacional; e Raúl Rico, jovem espanhol recrutado à Vito/Feirense.


João Rodrigues, vencedor da Volta a Portugal 2019, sente um “fantástico” espírito de grupo numa “equipa bastante forte para atacar os objetivos desta época”. O corredor algarvio espera reconquistar a prova rainha mas tem outras competições em vista, designadamente o troféu Joaquim Agostinho, a Volta ao Algarve, a Volta ao Alentejo e a Volta à Turquia.


Plantel W52/FC Porto 2020:

Amaro Antunes
Daniel Mestre
Edgar Pinto
Francisco Campos
Gustavo Veloso
João Rodrigues
Jorge Magalhães
José Mendes
Raúl Rico
Ricardo Mestre
Rui Vinhas
Samuel Caldeira
Tiago Ferreira

Diretor desportivo: Nuno Ribeiro

Diretor do Staff: Maximino Pereira
Diretor Geral: Pedro Duque.
Diretor Principal e Patrocinador: Adriano Quintanilha
Presidente: Jorge Nuno Pinto da Costa


(Fotos da página oficial da Equipa W52-FC Porto e da Internet)

Armando Pinto

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Imagem da capa e contra-capa do livro Ciclistas de Felgueiras, com muito Porto...


Estamos a um mês da apresentação do livro! Agora, a 7 de fevereiro, falta 1 mês para no dia 7 de março ter lugar na Biblioteca Municipal de Felgueiras o respetivo lançamento público, no dia do livro "Ciclistas de Felgueiras" chegar às mãos e olhos dos interessados.

Assim sendo, é ocasião de ir avivando a proximidade dessa ocorrência, cuja visualização ressalta nas suas capas, conforme a vista conjunta da capa e contra-capa.

Este livro surgiu devido a um desafio de pessoa com ligações ao ciclismo, então para um livro sobre a história do ciclismo do FC Porto, o que levou a uma resposta de objeção por ser necessária autorização e sobretudo interesse da parte dos responsáveis portistas. Pois que contactos preambulares do autor, de estudo da situação possível, não obtiveram resposta, até agora. Enquanto isso, o caso levou a um fracionamento do que estava escrito da mesma lavra, e naturalmente com  acrescentos deu numa junção sobre os ciclistas naturais de Felgueiras que andaram na alta roda nacional e internacional, entre os quais se conta o célebre Artur Coelho que correu pelo FC Porto. Juntando ainda um capítulo sobre o atual patrocinador principal do ciclismo do FC Porto, através da equipa W52-FC Porto, Adriano Quintanilha, também natural de felgueiras e figura importante no panorama do ciclismo português.

Armando Pinto
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Recordando tempos dos inícios de mudanças do futebol do FC Porto


Após o 25 de Abril e passada a primavera abrilista dos primeiros anos de novo regime português, também no desporto nacional, embora mais pausadamente, algo foi acontecendo de diferente. E no seio do FC Porto começou a haver novas ideias e outras panorâmicas.

Assim chegado o início de 1976, surgiram outros horizontes, com a entrada de sangue novo no dirigismo do clube. E começaram as novidades. Como é bem lembrado na newsletter “Dragões Diário”, nesta data, no acontecimento do dia a recordar, conforme escreveu Diogo Faria:

«Foi há 44 anos que os portistas começaram a poder vislumbrar um pouco do que seria o futuro imediato do clube: a 5 de fevereiro de 1976, a capa do jornal oficial do FC Porto noticiava que Jorge Nuno Pinto da Costa seria, provavelmente, o novo responsável pelo departamento de futebol. O que se passou a seguir é bem conhecido…» e é recordado no vídeo diário da FC Porto TV e também aqui e agora.


Desse caso, como efeméride a recordar, ilustra-se a lembrança com imagem de parte da capa desse número do jornal O Porto, mostrando pequena caixa da 1ª página contendo essa referência, junto com ilustração do andamento da construção da bancada e arquibancada da Maratona, além de na parte inferior conter igualmente notícia da então possível vinda do defesa Freitas. 


Pelo recorte jornalístico, pode ainda notar-se a curiosidade de nesse tempo essas decisões ainda serem tomadas pelo coletivo em reunião de Direção. Estando-se já em período de renovação também do plantel com outros valores que, com o tempo, se revelaram muito importantes no que resultou passados anos, como se sabe e faz parte da história gloriosa do FC Porto.

Armando Pinto
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Notícia no jornal Semanário de Felgueiras sobre o próximo livro CICLISTAS DE FELGUEIRAS


In "Semanário de Felgueiras", edição de papel  caixa impressa em seu número de 31 de janeiro. Reportando à data da apresentação do livro "Ciclistas de Felgueiras" em que será biografado o ciclista campeão do FC Porto Artur Coelho, e terá também destaque Adriano Quintanilha, patrocinador da W52-FC Porto.

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Recordação duma das Galas do Trofeu Pinga


A 3 de fevereiro de 1968 os Troféus Pinga eram o destaque do jornal “O Porto”. Então esse galardão maior do reconhecimento portista era mote de reportagem principal do jornal do clube, descrevendo o que ocorreu em mais uma entrega do Trofeu Pinga, que havia sido criado em 1963, para agraciar valores de bons serviços em prol do FC Porto, nomeadamente atletas das diversas modalidades com salientes desempenhos. Sendo em 1968 nove galardoados os atletas do FC Porto assim homenageados, e entre eles estava o defesa Festa, considerado o Futebolista do Ano. Ele na ocasião estava inativo, por sofrer de lesão grave que o manteve afastado dos campos muito tempo, mas recebia assim um justo preito pela sua representatividade patente em ter sido o único portista utilizado no Mundial de 1966 (ao tempo do sistema BSB). Sendo que nesse tempo o Trofeu Pinga era atribuído sensivelmente de dois em dois anos e o de 1966 (em que do futebol senior foi distinguido o guarda-redes Américo) havia sido anterior à ida a esse Campeonato do Mundo.

Na mesma edição desses troféus Pinga foram ainda homenageados com medalhas comemorativas os seccionistas que tinham servido o clube até aí. Entre os distinguidos estava Jorge Nuno Pinto da Costa, nessa altura responsável pela secção de hóquei em campo.

De tal ocasião regista-se, também por recorte de peça jornalística d’ O Porto, o momento em que o “Magriço” Festa recebia, das mãos do presidente Pinto de Magalhães, a correspondente escultura do Trofeu Pinga com que foi agraciado. Com acrescida nota biográfica, correspondente à época da atribuição.


Armando Pinto
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sábado, 1 de fevereiro de 2020

Notícia no Expresso de Felgueiras sobre o livro "Ciclistas de Felgueiras"




quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Camisola da equipa de ciclismo W52-FC Porto para 2020


Já se conhece por imagens a nova camisola do ciclismo portista, a vigorar em 2012, publicada que está a visualização da nova camisola a envergar esta época pelos ciclistas da equipa W52-FC Porto.

Este ano com mais azul que branco e sem a tradicional risca central branca entre as duas tradicionais azuis, entende-se de certa forma a mudança pela profusão de letras de nomes e logotipos dos patrocinadores.

Ora, bonita como sempre por ter o emblema do FC Porto, é a que andará nas provas e esperamos que se distinga bem entre as outras, com os ciclistas de azul e branco vestidos em boas posições e andamento bem conseguido, na dianteira.


Assim sendo, atraente em seu tecido elástico, mais algo em rede nas mangas distintas com extremidade branca, assim como na parte inferior da camisola de ambos os lados se distinguem espaços brancos, a nova camisola da W52-FC Porto cintila no azul vivo próprio – que se espera seja bem complementado pelo amarelo da camisola de liderança!

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A propósito, é de lembrar que também ocasiões houve em que as camisolas do ciclismo do FC Porto não tiveram as tradicionais listas, usadas quase sempre porém. Tendo nos íncios, em 1946, por exemplo, sido usado um padrão maioritariamente azul. Como se pode verificar por imagem do tempo de juventude de Onofre Tavares:

Primeiro em fotos a preto e branco (mais propriamente num tom acizentado), duma das suas vitórias em etapas - conforme a legenda da revista Stadium.


E de seguida em foto colorida, de pose com bicicleta de pista (coloração de Eduardo Lopes, membro da AIHEC-Asociación Ibérica de Historiadores Y Escritores de Ciclismo).


Também na transição dos anos sessentas para setenta foi oficial uma camisola idêntica, com o nome maior Porto (a partir que numa participação em Espanha, mais propriamente na Volta a Tarragona, ao tempo em que o FC Porto usava na frente o logotipo publicitário da marca Texlene, houve confusão na nomeação dos ciclistas publicamente como sendo da equipa... da Texlene. Cujo padrão era como se pode ver por uma imagem de pose de José Luis Pacheco.


Como tal, entre 1969 e 1970 foi usada a camisola que se recorda por imagem da equipa de 1969 (em cujo grupo se identifica também, a partir da esquerda:  Mário Silva, Hubert Niel, José Azevedo, Joaquim Leite, Custódio Gomes, José Luís Pacheco e Cosme de Oliveira).


Armando Pinto
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quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Na aproximação à... Sessão de Lançamento do próximo livro CICLISTAS DE FELGUEIRAS, do autor deste blogue


Está marcada a data da sessão de lançamento:

A apresentação pública do Livro CICLISTAS DE FELGUEIRAS será a 7 (sete) de Março, sábado, às 15 Horas, na Biblioteca Municipal de Felgueiras.

Livro de memorização sobre os desportistas históricos da modalidade de ciclismo clássico, versa sobre a história dos ciclistas naturais de Felgueiras que andaram na alta competição do ciclismo, Artur Coelho, Joaquim Costa, Albino Mendes e Miguel Magalhães; mais sobre a figura de Adriano Quintanilha da W52/FC Porto, também natural de Felgueiras, e faz um historial das passagens da Volta a Portugal por Felgueiras, além dum enquadramento das ligações de Felgueiras ao ciclismo. Sendo desse modo perpetuada a carreira dos ciclistas felgueirenses que correram a Volta a Portugal, um do FC Porto, dois do Académico e um do Paredes e mais tarde da Zala. Com especial destaque para Artur Coelho (que correu pelo FC Porto e ao serviço do qual fez as sucessivas edições da Volta a Portugal entre 1955 a 1961) - ciclista que vestiu a camisola amarela por diversas vezes na Volta, venceu algumas etapas e muitos circuitos e Grandes Prémios, assim como fez parte da seleção nacional que entrou em duas Voltas a Espanha e ele mesmo venceu em 1957 no Brasil a clássica 9 de Julho-Volta a São Paulo. Tendo todos seu currículo desportivo deveras desenvolvido, salvaguardado à posteridade a preservação da memória coletiva desse tema. Sem esquecer referências de Felgueiras ter também equipas de Cicloturismo e campeões de DHL e Enduro BTT. Honrando Felgueiras e o desporto português.

= O autor com o  então camisola amarela da Volta a Portugal de 2018, Raúl Alárcon (vencedor da Volta a Portugal de 2017 e  depois também nessa edição de 2018), em momento antecedente à saída de Felgueiras da etapa iniciada na terra do pão de ló, a 11 de agosto, ocasião em que a partida foi dada conjuntamente pelos presidentes da Câmara de Felgueiras, da Associação de Ciclismo do Porto e da Federação Portuguesa de Ciclismo.  

O autor, Armando Pinto, há muitos anos colaborador da imprensa regional e durante algum tempo também de alguma desportiva, tendo larga colaboração em jornais como o Notícias de Felgueiras, O Porto, então órgão oficial do FC Porto, e revista Mundo Azul (e ainda uma episódica participação, meses atrás, com um artigo na revista Dragões), é ainda desde 1976 colaborador do jornal Semanário de Felgueiras. Além de ser autor e gestor dos blogues informáticos MEMÓRIA PORTISTA e LONGRA HISTÓRICO-LITERÁRIA. Depois de diversos livros publicados, desde monografias históricas da região felgueirense, contos, biografias e memórias, tendo de permeio já historiado também o futebol de Felgueiras, desta vez dedica ao ciclismo mais um trabalho histórico-literário. Enquanto no campo social e funções de cidadania foi durante muitos anos funcionário da área de saúde, pertencente ao quadro do Centro de Saúde de Felgueiras-ARS Norte e Responsável Administrativo do Centro de Saúde da Longra, bem como foi diretor e presidente da Associação Casa do Povo da Longra, da qual foi fundador do seu Rancho Folclórico Infantil e Juvenil, além de haver escrito a história da mesma instituição.

(Imagem total da capa e contra-capa do livro CICLISTAS DE FELGUEIRAS)

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terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Cubillas – oportunidade de recordar o grande astro do tempo da mudança em Portugal


No dia 27 de Janeiro de 1974 Cubillas estreou-se pelo FC Porto num amigável contra a equipa brasileira “Portuguesa de Desportos”, clube de implantação portuguesa em São Paulo. Estava-se a poucos meses do 25 de Abril, e no ar já se respirava algo da transformação que encheu Portugal de diferente ânimo, por esses tempos. Tanto que, volvidos tempos, até o panorama do futebol português teve novo alento, com mais justiça, ainda que não total. Tendo sido necessário depois surgir Pedroto para fazer ouvir a voz do Norte, com o apoio de Pinto da Costa na parte diretiva e área de comunicação do clube, à época.


O peruano Teófilo Cubillas (Cubilhas, em português falado) que ainda chegou a participar em campo na campanha que levou à conquista da Taça de Portugal de 1976/77, ficou na história como um dos melhores jogadores que vestiram a camisola azul e branca do FC Porto.

= Equipa inicial no jogo de apresentação 

Esta lembrança é pois oportunidade de recordar esse grande astro que cintilou no futebol português.

Cubillas chegara dias antes ao Porto, para ser jogador do FC Porto, adquirido no tempo de Jorge Vieira como Responsável do Departamento de Futebol do clube. E a sua “aterragem” no Porto resultou em grande receção pública no aeroporto de Pedras Rubras.


Logo depois, no seu primeiro treino, apadrinhou a campanha de lançamento dos primeiros cachecóis à Porto, que então apareciam por iniciativa de Rolando e Guedes, dupla que formou uma sociedade para a venda desse produto então a começar a ser visto pelas Antas e nos estádios portugueses (ainda guardo um exemplar original desses).


Do jogo de sua estreia também há imagens ainda do bilhete para o jogo e da equipa que alinhou de início, em fotos constantes de livros e outras publicações. Como se junta passagem do livro que, mais tarde, em Dezembro de 1976, lhe foi dedicado na coleção Ídolos.


Armando Pinto
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