sábado, 10 de novembro de 2012

F. C. Porto – Académica : Praxe de jogos com encanto azul e branco… Mais Homenagem ao Presidente "orfeonista" Dr. Paulo Pombo!


Aí está no horizonte, no panorama dos folguedos deste fim de semana de S. Martinho, um típico período de Outono, caraterístico de tempo já sob auspícios da hora de inverno. Num período que, para o panorama Portista, tem felizmente decorrido em ambiente anímico prazenteiro, tal a posição invicta e cimeira da equipa principal de futebol do F. C. Porto nas provas europeias e nacionais.


Em tal atmosfera chega mais um jogo do F. C. Porto com a Académica de Coimbra, cujo historial dos encontros retrata no tempo uma alegre bonomia, associada ao espírito académico de capa a nossos pés, para honras ante a passagem Portista. Num fundo de realce assentando arraiais para os lados do Porto, qual ambiente propício às tradicionais praxes, só que ditosas de encanto azul e branco.


Nesta envolvência, em tal amoroso atrativo de elo das capas com a simbologia da liberdade, de eterna ligação à Invicta (sem esquecer que a letra da canção-hino "Amores de Estudante" teve lavra dum antigo Presidente do F. C. Porto, Dr. Paulo Pombo), recorde-se o mais recente embate das equipas seniores do F. C. do Porto e da Académica de Coimbra, de que resultou a conquista recente da Supertaça Nacional, no início desta época desportiva. E, quanto à cronologia mais antiga, se pode também relembrar anteriores embates (clicando sobre) uma visão memoranda aos jogos Porto-Académica… 

© Armando Pinto

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A propósito, como homenagem ao referido grande e culto Presidente Portista Dr. Paulo Pombo de Carvalho, refira-se que foi em 1937 que o Dr. Paulo Pombo, em co-autoria com Aureliano da Fonseca, parceiro da então Tuna do Orfeão do Porto, compôs aquele que viria a tornar-se um Hino da Academia do Porto: "Amores de Estudante".  Cuja letra é um canto energicamente glorioso:

São como as rosas de um dia,
Os amores de um estudante
Que o vento logo levou.
Pétalas emurchecidas
Deixam no ar um perfume,
De um sonho que se sonhou.

Capas negras de estudante,
São como asas de andorinha
Enquanto dura o Verão.
Palpitam sonhos distantes,
Alinhados nos beirais
No palácio da ilusão.

Refrão:
Quero
Ficar sempre estudante,
P’ra eternizar
A ilusão de um instante.
E sendo assim,
O meu sonho de Amor
Será sempre rezado,
Baixinho dentro de mim.

Os amores de um estudante
São frágeis ondas do mar,
Que os ventos logo varreram.
Pairam na vida um instante
Logo descem, depois morrem
Mal se sabe se nasceram.

Mocidade, Oh! Mocidade,
Louca, ingénua e generosa
E faminta de ilusão
Que nunca sabe os motivos
De quanto queira o capricho
Ou lhe diga o coração.

4 comentários:

  1. Vi muitos Porto-Académica, a maioria correu bem, alguns que correram mal, mas houve um que me marcou para sempre: foi o Porto 0 - Académica 1, no ano em que, com Pedroto, se temos ganho aos estudantes e depois ao U.Tomar, tínhamos sido campeões e a seca não tinha sido de 19 anos...

    Abraço

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  2. O Porto sempre teve grandes presidentes e homens de cultura. O considerado hino dos estudantes até faz arrepiar, de nos revermos nessas palavras lindas. Dos jogos do Porto com a Académica são mais as vitórias que as derrotas, mas temos de ter cuidado porque uma vez ou outra pode correr mal. Recordo um jogo no tempo do Lemos e Abel em que estavamos na frente do campeonato e os capas vieram ao Porto empatar.Na supertaça deste ano ganhamos com um golo já sobre o final do jogo e eles ganharam há dias ao Atl.Madrid.

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  3. Uma interrupção da corrente eléctrica no momento em que iniciava o comentário, que durou cerca de uma hora, impediu que comentasse há mais tempo o assunto deste post.

    A Académica tinha um estilo próprio de jogo que privilegiava a posse de bola e a criatividade individual. Por isso se dizia, que, quando alguém jogava dentro deste modelo, praticava futebol "à Académica".

    O jogo mais marcante de que tenho memória aconteceu em 1956/57, quando os estudantes vieram às Antas para defrontar o FC Porto num jogo que precisávamos de vencer para ganhar o campeonato. Não vi o hoje, quase morri a ouvir o relato. É que, a 15' do fim, o jogo continuava 0-0 e, Ramin, o guarda-redes da Académica era o nome que mais vezes era citado pelo relatador tantas eram as suas intervenções para travar os sucessivos remates dos jogadores do Porto. Foi, então, que aconteceu o penalti que o inesquecível Hernâni, com uma frieza de gelar até um ouvinte, bateu o até ali intransponível Ramim. Seguiram-se mais dois, já não me lembro de quem, e jogo terminou com 3-0 e o título ao fim de 19 anos de espera!

    Mas valeu a pena.

    Foi o sofrimento durante todo aquele longo atravessamento do deserto que se consolidou em mim o orgulho de ser portista!

    Bom fim de semana. Abraço.

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  4. Difícil como se esperava mas vencemos, por 2-1. Mais um golo de James e um grande golo do Moutinho, que rimou com dia de S. Martinho. Os gays lá ganharam com muita sorte em Vila do Conde, onde os nossos antes deixaram dois pontos por culpa própria. Vamos na frente empatados e vai ser uma prova de regularidade, está visto.

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