sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

João Brito: Guardião hoquista do F. C. Porto e nome do hóquei em patins português


Na oportunidade do hóquei em patins estar na crista da onda, com a atualidade do clássico Benfica / F. C. Porto que se disputa no pavilhão da Luz, em Lisboa (sob suspeição de mais favorecimento caseiro ao clube do regime, na linha do que aconteceu a época passada …!), trazemos agora à tona das memorações Portistas um tema relacionado: Recordando-se, desta feita, um dos valores do passado na modalidade dentro do F. C. Porto – o antigo guarda-redes internacional João de Brito.

Brito começara por se posicionar diante das balizas do F. C. Porto no final da década de cinquenta, do século XX, mais precisamente em 1958. Nesse tempo (como enquadramento), refira-se que era entusiasta um jovem que mais tarde foi figura lendária da modalidade, Cristiano Trindade Pereira. Através duma descrição do qual, a propósito, se pode ter ideia do ambiente dessas eras e da composição da equipa portista, em época de reformulação do hóquei no F. C. Porto... Assim, atente-se nas recordações de Cristiano:


Ora, retomando patinadela para a frente, na linha de anteriores recordações hoquistas, em nosso espaço da blogosfera - tal como já lembramos casos de Cristiano, irmãos Barbot, Castro, Zé Fernandes, Leite, Ricardo, etc. - desta vez damos lugar a uma evocação sobre Brito, o referido João Brito, guardião da equipa que conquistou o Campeonato Metropolitano para o F. C. Porto, em 1969, e durante diversas épocas mais representou o F. C. Porto, antes na defesa da baliza e depois como treinador. Havendo sido sob sua orientação que o F. C. Porto venceu a sua primeira taça europeia, pois foi com João Brito a treinador que a equipa sénior de hóquei em patins do F. C. Porto conquistou a Taças das Taças da Europa em 1982.


Como praticante Brito alcançou estatuto de figurar no lote dos melhores hoquistas, como comprova o facto de ter vestido a camisola da seleção portuguesa, num tempo em que o hóquei português era sobretudo sulista. Curiosamente, chegado que foi à seleção como segundo jogador do norte (como ao tempo estava reservado por norma e apenas para os hoquistas da área da Associação do Porto - sendo o outro nesse ano Júlio Rendeiro, ao tempo defesa do Infante de Sagres, e tendo então cabido a Brito a função de guarda-redes suplente da seleção). 

Nessa condição Brito incluiu a seleção que brilhantemente alcançou título vitorioso no Campeonato do Mundo disputado em 1968 no Porto, sagrando-se ele aí também campeão mundial. Um feito, da seleção A de hóquei patinado, que levou inclusive à edição duma publicação da Agência Portuguesa de Revistas, através dum pequeno livro escrito por Amadeu José de Freitas, sob título “Selecção – Orgulho de Portugal” – do qual se respiga uma parte referente à participação de João Brito.


Repare-se que, então como agora também acontece (em casos bem recentes…), Brito era ainda referido como sendo do Académico, quando já se comprometera novamente com o F. C. Porto. 

João de Brito principiou aliás a sua carreira no Futebol Clube do Porto em 1958, havendo de permeio se transferido para o Académico do Porto em 1962, para depois voltar ao F. C. Porto em 1968, ano em que assinou o regresso, passando a defender de novo a equipa da Constituição e das Antas a partir da nova época iniciada em Fevereiro de 1969. Sendo assim já nessa condição que foi chamado a representar Portugal no Campeonato do Mundo realizado no pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal, no Porto.

Com efeito, entretanto Brito integrara a Seleção Nacional que conquistou para Portugal o Mundial da modalidade em 1968, prova disputada na cidade Invicta, fazendo parte de valioso lote que incluía nomes deveras famosos desse tempo – como se dá conta no recorte colocado aqui de seguida.

= Quadro de resultados da seleção portuguesa campeã de 1968. Na foto a equipa da seleção nacional: a partir da esquerda – em cima – Fernando Adrião, Casimiro, Salema, Júlio Rendeiro, Jorge Vicente e Solipa; em baixo – Livramento, Brito, Vitor Domingos e Leonel. = 

Voltou depois Brito também à seleção por algumas vezes mais, embora episodicamente, como se vê por imagem da seleção portuguesa que em 1969 participou nos Jogos Luso-Brasileiros. Na qual constam (vendo-se, a partir da esquerda): em cima – Jorge Vicente, Solipa, Campos, Garrancho e Livramento; em baixo – Cristiano, Brito, Vitor Domingos e Rendeiro.


Fixado por fim na formação Portista, Brito teve comparticipação ativa na fase de afirmação do F. C. Porto na modalidade, ao lado de Cristiano, Magalhães, Leite, Ricardo, Hernâni, Castro, Fernandes, Barbot, Jorge Câmara, Augusto, Campos, Vale, etc. etc. 

Dando especial atenção à fase de atleta, fixamos imagem duma das formações que compôs quando ao serviço do F. C. Porto se salientou enquanto guarda-redes principal.

= Equipa principal de hóquei do F C Porto na época de 1970/71: (a partir da esquerda) em cima – Hernâni Martins, António Júlio, Cristiano e Ricardo; em baixo – Fernando Barbot, Zé Manel, Brito e Soares Pereira.= 

Armando Pinto 

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3 comentários:

  1. No jornal O Jogo lê-se

    «Clássico de sábado vai ter o mesmo árbitro do jogo que valeu o título ao Benfica e os portistas protestaram.
    O FC Porto reagiu ontem à nomeação dos árbitros para o jogo de sábado, na Luz. Rui Torres e Rego Lamela foram escolhidos para apitar o primeiro Benfica-FC Porto da época, levando o team manager portista, Franklim Pais, a declarar: "Estamos surpreendidos com a nomeação, atendendo à circunstância de um dos árbitros [Rui Torres] ter apitado o Benfica-FC Porto que resultou no protesto da última época e de outro [Rego Lamela] ter arbitrado já cinco vezes o Benfica esta época."
    Salvaguardando a qualidade dos juízes chamados a dirigir a partida que se vai realizar sábado, pelas 19 horas, no pavilhão Império Bonança, Franklim Pais frisou: "Não está em causa o valor dos árbitros, que são internacionais; alertamos apenas para o critério da nomeação."
    Recorde-se que, no final da época passada, o FC Porto protestou (sem provimento) o jogo da Luz, da 29ª jornada, alegando irregularidades na interrupção do penálti e no cartão azul mostrado a Reinaldo Ventura, defendendo ainda que o jogo teve menos 42 segundos, por o cronómetro não ter sido parado com a partida interrompida.»

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  2. Vitória no Hóquei! FC Porto de novo no 1º lugar.
    benfica 4-6 Porto! Baile de hoquei na luz:)

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  3. Boa. Aqui aprende-se e relembra-se história do grande F C Porto. Já não me lembrava bem do Brito, que grande guarda-redes. Que bom recordamos coisas destas. O resultado da nossa equipe foi fantástico, mas não se pode facilitar depois com os pequenos, como tem acontecido.

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