sexta-feira, 1 de março de 2013

“Clássico” Sporting-F. C. Porto com diversos atrativos…


Domina já as atenções a chegada de mais um “clássico” do futebol português, na calha do jogo entre o F C Porto e o Sporting, em pleno reduto dos leões. Encontro este que será um importante teste do F C Poto diante do Sporting, pela relevância tradicional e importância do clube Dragão manter a liderança da prova.

   

Em vésperas do 79º embate na casa "leonina", a contar para a 21ª jornada da I Liga, coloca-se aos olhos atuais o estado em que, passados os tempos antigos de poderio leonino, a formação de Alvalade tem sido colocada na realidade presente, pois o FC Porto nesses encontros em Lisboa domina autenticamente desde 1988/89, com 11 vitórias, contra apenas sete dos anfitriões, nos derradeiros 24 jogos disputados para o campeonato nacional. Embora nos mais recentes se tenham registado empates sensaborões, por assim dizer..

   

Prestando, por isso, algum cuidado por tempos de antanho, serve a parte histórica para lustrar o interesse que se dedica aos confrontos entre os dois contendores em questão. Concedendo-se, por este meio, aqui, mais uma memoração atinente a avivar lembranças; e porque de vezes anteriores já desenvolvemos um género de historial relacionado, desta vez consagramos um jogo à laia de exemplo. Dispensando alguns pormenores visuais e descritivos de uma vitória do F C Porto perante os leões em seus tempos áureos, ao tempo dos chamados violinos, que nem sempre estiveram afinados obviamente.

   

Então, deitando mãos e olhos através da revista Stadium, de 8 de Dezembro de 1948, evocamos uma jornada vitoriosa para o F C Porto, sendo que aí o Sporting era mais que favorito, acontecendo que foi isso quando o Sporting, então com grande equipa, estava na dianteira do futebol português.

   

Atente-se, como tal, nas notas de reportagem (abaixo colocada) que respigamos daquela publicação lisboeta, cuja crónica é ilustrada devidamente com as imagens que, com a devida vénia, distribuímos por entre estas linhas.

   

Posto isto, que leva a um exercício de apreciação pelo cotejo contemplativo e comparativo, do antes ao depois, também, voltamos à atualidade que interessa agora, relembrando a acutilância do jogo atual, em diversos aspetos. Nomeadamente por quanto acumula no atrativo de Izmailov voltar a Alvalade, mas com a camisola do F C Porto: Sabendo-se que Marat Izmailov protagonizou uma das transferências mais badaladas do mercado português de inverno ao trocar o Sporting pelo FC Porto, num negócio em que Miguel Lopes fez o sentido inverso. Outrora apontado em Alvalade como “acabado”, pois raramente era escalado para jogar, o médio russo “ressuscitou” no Dragão, tendo agarrado a titularidade no onze de Vítor Pereira.

   

Porém, o maior ponto de interesse estará no comportamento que eventualmente possa surpreender dentro do campo de jogo, também, no que haverá de estranho, vendo-se pela comunicação social as basófias intimidatórias de um tal Wolfswinkel, o ponta de lança dos lagartos que pouco tem mostrado mas afinal parece ter-se guardado para este jogo, ao que atira aos quatro ventos afirmando querer "impedir o FC Porto de ser campeão"…

   

Esse amuo sportinguista, patente novamente na chamada santa aliança que por vezes surge na associação aos seus inimigos vermelhos, poderá estar relacionado com a também presença do seu antigo ídolo Liedson, agora vestido de azul e branco. Em mais um sinal de como o Sporting tem ficado enfraquecido aos olhos e sentidos da generalidade dos adeptos, e não só mas também....

Sabe-se lá, no meio disso tudo, o que poderá resultar, no fim de contas, caso não surjam daquelas jogadas capazes de enganar a razão, como, historicamente ainda, com o Sporting costuma acontecer…

   

Têm a palavra os intervenientes no jogo deste sábado, a disputar à noite no novo estádio de Alvalade. 

Armando Pinto 

===» Clicar sobre as imagens, para ampliar «=== 

Nota: Como complemento, recorde-se anteriores apontamentos históricos alusivos aos encontros entre F C Porto e Sporting, (clicando) aqui


A. P.

4 comentários:

  1. Boa análise, do antes e agora, como diz. Bom texto, como nos habituou, à escritor. Dá gosto estas suas crónicas, que sempre nos dão a conhecer a história praticamente desconhecida. Só falta dizer que o Porto ganhe e bibó Porto.

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  2. Dos muitos Sporting versus F.C.Porto que vi ao vivo, recordo dois, um pela negativa, era J.Hagan o treinador dos leões e Pedroto o nosso, perdemos 3-0, apesar de termos começado a jogar muito bem. Pela positiva, o de 1984/85, mesmo não ganhando o jogo, ficou 0-0. Foi uma banho de bola, só não ganhamos por mero acaso, elas batiam na trave e saíam. Era o jogo do título, não aconteceu nessa semana, aconteceu na seguinte, 5-1 ao Belenenses nas Antas. 1º título de campeão de Jorge Nuno Pinto da Costa como Presidente.

    Um abraço

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  3. Tribuna da Bahia, Brazil


    Um Sporting – Porto inesquecível foi aquele que o FCP venceu com um golo de livre do defesa Celso. Os leões entraram em guerra com o Porto, procurando desestabilizar o moral da formação nortenha. Porém os homens do Norte ainda ficaram mais aguerridos. No eixo da defesa estava Celso. Celso Gavião. Foi um dos melhores em campo e fez o golo que ditou o resultado, em pleno reino de Alvalade. De livre direto, pois claro. Tantos anos depois, o antigo central responde da sua padaria na cidade de Fortaleza. A emoção tolda-lhe a voz.
    As saudades são compreensíveis. Celso conquistou títulos atrás de títulos no F.C. Porto. Dois campeonatos nacionais, uma Supertaça, uma Taça dos Campeões Europeus e uma Taça Intercontinental. Foi dragão de 1985 a 1988. Sente-se dragão até hoje.
    «Vivo em Fortaleza, tenho 57 anos e sou um portista dos bons», diz, durante mais um dia de trabalho na Padaria CG. «Tenho este negócio há 20 anos. Apaixonei-me pelos bolos e salgados portugueses e decidi abrir uma panificadora».
    Celso Gavião tirou um curso de pasteleiro e meteu as mãos na massa. «Tentei imitar alguma doçaria portuguesa, mas faltavam-me alguns ingredientes. Então optei por homenagear o F.C. Porto e a cidade Invicta. Criei um pastel de nozes e batizei-o com o nome de Pastel Porto».
    A vida passa devagar no Bairro do Castelão. Celso tem 12 funcionários e aproveita o tempo livre para presidir a uma associação que acompanha os antigos profissionais de futebol do Ceará (AGAP). «Além disso tenho vários imóveis para arrendamento. Não me posso queixar», admite.
    Em Fortaleza, Celso recebe a visita «regular» de dois grandes amigos portugueses. «O Artur Jorge tem casa em Natal e vem ter comigo muitas vezes. O senhor Pinto da Costa também. Esteve cá há poucos anos, levei-o à praia e fui o guia turístico dele na região. São amizades eternas».
    Celso Gavião considera, de resto, Artur Jorge e Pinto da Costa «génios do futebol». «Eu jogava no Bahía e recebi o convite para jogar no Porto. Informei-me com o Dudu, que jogava no Belenenses. Disse-me que ia para um bom clube, mas um clube ainda em crescimento».
    «Em três anos o F.C. Porto passou de clube médio a grande da Europa. Os maiores responsáveis foram esses dois senhores e os jogadores, claro», considera o antigo defesa central.
    Em três épocas nas Antas, Celso fez 78 jogos e dez golos. Os mais importantes foram obtidos em Kiev e em Alvalade, num célebre Sporting-F.C. Porto da época 1985/86. Esse é, aliás, «um dos dois jogos melhores jogos» que fez nos dragões. «O outro foi a final de Viena».
    «Tínhamos de ganhar em Alvalade, sob pena de ficar fora da corrida do título. Eu vinha de uma suspensão, por ter dado um soco ao Carlos Manuel (Benfica). Gostava de lhe pedir desculpa, até... Por isso essa partida era fundamental, para mim e para a equipa».
    Aos 40 minutos, Fernando Gomes sofre falta de Duílio. Celso bate o livre. Com violência. A bola entra ao ângulo superior esquerdo. Vítor Damas voa para nada. «Foi um golaço, né?» Foi, Celso. Um golaço. »
    Memória de um dos célebres jogos Sporting-Porto, dos muitos que o FC Porto foi vencer a Alvalade e ao sucessor Alvalade XXI!

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  4. Calhou um empate, infelizmente. Os mouros juntam-se para tentarem afastar-nos do 1º lugar, aquilo foi um autocarro a fechar e não deixar jogar. Tivemos quase 70% de superioridade em posse de bola, remates, e tudo, mas não marcamos. A nossa equipa não concretiza com a média com que joga e com adversários no ferrolho é isto. Mas só mostra como o Sporting está pequeno porque com um empate em casa já ficam felizes e os vermelhos têm tanto medo de nós que só por verem que empatamos pensam que o campeonato está deles, enfim.

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