Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Breve historial de vencedores portistas em provas de ciclismo


Como as histórias começam sempre por um princípio e não a meio, voltamos aqui, num relance de enquadramento, aos tempos iniciais do ciclismo do F C Porto. Em ideia de subsídio à memória da existência dessa modalidade dentro do F C Porto.

De acrescento a anteriores referências, além de se saber também que já nos primórdios da vida do clube, por alturas quer da fundação como depois pela refundação da coletividade, refira-se, haviam entretanto sendo dadas iniciais pedaladas, embora com caracter de lazer e sem haver então ainda oficialização competitiva. Sabendo-se como nos primeiros tempos da vida do F C Porto houve ligação com o andamento do Velo Club do Porto, clube com prática de corridas de bicicletas, onde diversos elementos pioneiros do Futebol Clube do Porto também foram do referido Velo. Até que começaram a andar ciclistas em representação do F C Porto, como foi pelos idos tempos de finais dos anos vinte – segundo consta d’ “A VIDA DO GRANDE CLUBE NORTENHO (2)”, nº 2 das duas revistas de edição Extra das Seleções Desportivas, em 1978. Conforme vem desde aquela década dos anos vinte, tendo em 1928 Manuel Nunes de Abreu vencido o “1º circuito do Cávado” e o “Porto-Felgueiras-Porto”, em tempo dos “Fortes” e dos “Fracos”, como eram referidos. Categorias essas que ainda continuaram pela década de trinta, já com um Adalberto Soares, mais Elias Cruz e José Rainho, nos “Fortes”, tal como, entre outros também, Manuel Leite e Joaquim Silva Teixeira, nos “Fracos”…

Fernando Moreira em plena corrida de pista  – gravura de 1950 =

Havendo diversas publicações referindo que Nunes de Abreu corria em 1927 pelo Leixões, a ser assim (como escreveu Luís César naquela coleção das Seleções) em 1928 já andava pelo F C Porto. Enquanto (como está descrito no livro “A história do ciclismo português”, de Gil Moreira) em 1930, no “Match Oficial Lisboa-Porto «disputado na cidade nortenha, por estradistas nortistas e sudistas» (sic), entre outros vencedores, impôs-se então também Albino Pereira, do F C Porto.

= Dias dos Santos, duplo vencedor da Volta a Portiugal, em dois anos seguidos. =

Com isto, assim descrito, procura-se unicamente engrossar o acervo de material referente ao ciclismo no F C Porto. Porque as figuras históricas, como as do ciclismo azul e branco, por vezes se esfumam da memória vindoura, algo que apraz resgatar, a bem da gratidão do simbolismo clubista.

Vem assim a propósito acrescer, quanto a memorização relativa a provas em que ciclistas do F C Porto se salientaram, uma indicação respeitante, para reter dados sobre os quadros de honra das provas de que há conhecimento, desde a Volta a Portugal até a circuitos quase desconhecidos, fazendo a devida fixação por informações dos vencedores de muitos  certames competitivos, como foram e são as “clássicas” e os Grandes Prémios, provas de ligação entre cidades, no primeiro caso, e em etapas de curta duração, durante alguns dias, no outro.

Pois bem, além do que já historiamos em anteriores artigos, fazendo eco da galeria de ciclistas do F C Porto com lugar nas tabelas memoriais da história do ciclismo portista e seu cunho no historial da velocipedia portuguesa, desta vez vamos procurar fazer menção dos vencedores com indicação de nomes e datas (anos ou épocas desportivas), sobre as vitórias individuais e coletivas das respetivas classificações gerais finais. Começando pela  corrida mais importante, ou seja a Volta a Portugal, e continuando pelos percursos de outras provas de nomeada, sem a mesma duração, entre as corridas oficiais que ao longo dos tempos fizeram parte do calendário do ciclismo português.

= Barrendero, numa pose oficial de apresentação para a Volta  – gravura de 1950 =

Assim sendo, na Volta a Portugal, é honrosa e volumosa a galeria que faz do F C Porto o clube mais triunfador da Grandíssima Volta. Conforme atestam os números e factos do palmarés portista na história da Volta”: Vencedores individuais: Volta de 1948 – Fernando Moreira; 1949-Dias dos Santos; 1950- Dias dos Santos; 1952- Fernando Moreira de Sá; 1959-Carlos Carvalho; 1960-Sousa Cardoso; 1961-Mário Silva;  1962-José Pacheco; 1964-Joaquim Leão; 1979-Joaquim Sousa Santos; 1981-Manuel Zeferino; 1982-Marco Chagas (doze no total, antes da Volta de 2016 obviamente). Vitórias coletivas (classificação por equipas em que o F C Porto venceu): nas Voltas dos anos de 1948, 1949, 1950, 1952, 1955, 1958, 1959, 1962, 1964, 1969, 1979, 1980, 1981 (treze). 

E 7 (sete) Prémios da Montanha conquistados por ciclistas do F C Porto: em 1947-Fernando Moreira; em 1955, 1958, 1960 e 1961-Carlos Carvalho; 1962-Mário Silva; 1981-José Amaro. Bem como na classificação por Pontos (que poucas vezes foi atribuído nos tempos antigos), venceram do F C Porto: 1958 – Sousa Cardoso e 1962 –José Pacheco; ao passo que (na mais recente) classificação de Combinado foi vencedor um representante portista nesse tempo: 1982 – Marco Chagas.



«------ O "Rei da Montanha", Carlos Carvalho

= Um trio de grande carisma no ciclismo portista: Onofre Tavares (ciclista dos primórdios e treinador da equipa no período áureo), mais os consagrados ciclistas Mário Silva e Sousa Cardoso =

Entre curiosidades da Volta, aponte-se o caso dos contra-relogistas, como vencedores das etapas em contra-relógio, onde cada ciclista tinha e tem de lutar sozinho, ou então em grupo restrito no caso do contra relógio por equipas, contra o tempo. Assim, no que toca aos CONTRA-RELÓGIOS INDIVIDUAIS: em 1946 (11ª Volta), na etapa Viana do Castelo-P. Varzim, com 59 Km, venceu Fernando Moreira; depois, em 1949 (14ª Volta): Pista do Lima, 9 Km, Fernando Moreira; 1949 (14ª Volta): Vila Real de Santo António-Tavira, 25 Km, Dias dos Santos; 1951 (16ª Volta): Figueira da Foz-Sangalhos, 71 Km, Dias Santos; 1956 (19ª Volta): Pista do Lima, 9 Km., Artur Coelho; 1958 (21ª Volta): Pista de Alvalade, 9 Km, Carlos Carvalho; 1959 (22ª Volta): Circuito do Estoril, 10 Km, Sousa Cardoso; 1959 (22ª Volta): Covilhã-Guarda, 44 Km, Artur Coelho; 1960 (23ª Volta): Évora-Beja, 78 Km, Sousa Cardoso; 1961 (24ª Volta): Circuito de Espinho, 3,6 Km, Artur Coelho;
1961 (24ª Volta): Pista de Alvalade, 9 Km, José Pacheco; 1962 (25ª Volta): Circuito do Furadouro, 7 Km, José Pacheco; 1962 (25ª Volta): Vila Viçosa-Portalegre, 75 Km, Sousa Cardoso; 1962 (25ª Volta): Pista das Antas, 9 Km, Sousa Cardoso; 1966 (29ª Volta): Fundão-Castelo Branco, 46 Km, Mário Silva; 1969 (32ª Volta): Pista de Tavira, 8,4 Km, Hubert Niel; 1970 (33ª Volta): Pista de Tavira, 8,4 Km., Hubert Niel; 1972 (35ª Volta): Pista das Antas, 4,5 Km, Manuel Gomes; 1974 (37ª Volta): Pista das Antas, 2,250 Km, Joaquim Andrade; 1977 (39ª Volta): Circuito de Espinho, 3,6 Km, António Alves; 1980 (42ª Volta): Estoril-Cascais, 27,5 Km, Belmiro Silva; 1980 (42ª Volta): Águeda-Curia, 23,5 Km, Alexandre Rua; 1981 (43ª Volta): Águeda, 35 Km, Manuel Zeferino; 1981 (43ª Volta): Évora, 4,2 Km, Belmiro Silva; 1981 (43ª Volta): Seia-Gouveia, 29 Km, Belmiro Silva; e 1983 (45ª Volta): Pista de Tavira, 2 Km, António Fernandes. E em etapas de CONTRA-RELÓGIOS POR EQUIPAS (variante mais rara, realizada em poucas edições da Volta; correndo juntos todos os elementos da equipa e contando o tempo da corrida coletiva): Em 1952 (à 17ª Volta): na etapa Braga-Vila do Conde, ao longo de 47,8 Km, F C Porto; 1980 (42ª Volta): Circuito de Espinho, 7,2 Km., F C Porto; 1981 (43ª Volta): Tavira-Loulé, 48 Km., F C Porto; 1982 (44ª Volta): Circuito do Campo Grande, 5,6 Km., FC Porto.
---» (Foto acima) Artur Coelho

= Momento apoteótico da equipa do F C Porto, com Sousa Santos, Carlos Carvalho e Artur Coelho a serem vitoriados, em carro aberto - após a conquista da "Volta de Carlos Carvalho", vencida também na classificação coletiva, por equipas, pelo F C Porto!

Passando às “Clássicas”, na de maior história (porque ainda se realizava antes da interrupção do ciclismo no FC Porto; e só deixou de se fazer já nos primeiros anos do século XXI), o Porto-Lisboa, é também grande o rol de ciclistas portistas vencedores: em 1949-Fernando Moreira; 1951-Amândio Cardoso; 1952-Luciano Sá; 1953-Luciano Sá; 1957-Sousa Santos; 1958-Carlos Carvalho; 1959-Mário Sá; 1960-Pedro Polainas; 1961-Azevedo Maia; 1965-José Pacheco; 1966-Joaquim Leão; 1970-Joaquim Leite; 1981-José Amaro; 1982-Alexandre Ruas; 1984-Alexandre Ruas (totalizando 15).


Enquanto no Lisboa-Porto (que cedo deixou de se realizar, entretanto) é esta a lista dos que venceram pelo F C Porto: em 1949-Fernando Moreira; 1953-Alberto Moreira “Copi”; 1955-Alberto Gonçalves Silva; e em 1981-José Amaro.


= Fernando Moreira venceu o Lisboa-Porto, de 1949 (foto Stadium de 22 de Junho de 49) =

A propósito, virá a talhe pormenorizar algumas outras curiosidades, mais. Ora, em diversas publicações aparece Pedro Polainas com referência de outro clube, por durante muitos anos ter representado o Sporting, só que quando venceu esta clássica corria pelo Porto, ou seja estava em representação do F C Porto. Mas não admira essa e outras incorreções que por vezes aparecem publicadas, quando nos espaços informáticos de jornais com tradições documentais e da própria Federação estão dados incorretos sobre factos históricos.


Acrescente-se ainda, entre exemplos possíveis de interesse, que pela década dos anos trinta, o ciclismo estivera mais circunscrito ao centro e sul do país, rareando ciclistas nortenhos em posições de dianteira. Mas nos inícios dos anos quarentas o panorama evoluiu e então  o F C Porto começava a dar nas vistas, passando a ter alguns corredores de valor. Assim, para além do F C Porto ter tido duas equipas (A e B) na Volta de 1934, no Porto-Lisboa de 1941 já o F C Porto esteve representado com uma boa dupla, por Aniceto Bruno e Alberto Raposo. Tendo Raposo comandado a corrida durante grande parte do percurso, tanto que passou já em São João da Madeira adiantado, mantendo a fuga ainda em Albergaria, até à Mealhada, sem contudo depois ter conseguido aguentar a pedalada, mais para diante. Enquanto na Volta a Portugal à 6ª etapa fazia o 4º lugar, mas tanto ia na frente como parecia que se desinteressava, ao passo que Aniceto Bruno foi mantendo um ritmo certo até que no final se classificou em 3º na Geral. Em vista disso, segundo conta Eduardo Cunha Lopes no seu livro “Em Memória de Eduardo Lopes”, Raposo foi apelidado de “Estoira-vergas e versátil”; a pontos que à 18ª etapa, devido a ter tido uma queda, ainda, chegou em último à meta, «sendo presenteado por esse facto com um presunto e cem escudos» - caso que foi registado em pose fotográfica, a que reporta a foto seguinte.


Entretanto, no mapa de corridas, a atividade ciclista distribuía-se por provas de índole diversa, desde as chamadas corridas domingueiras, realizadas aos domingos e só de um dia, portanto, nas áreas das associações; tal como alguns grandes prémios, conforme se deu nome a provas de alguns dias; e sobretudo circuitos, como eram chamadas às corridas de etapa inseridas em festas ou dias especiais, dando voltas a localidades, onde passavam diversas vezes pelos mesmos sítios, além de corridas de pista.

Assim sendo, ficaram para a história corridas e corredores, num rol de vencedores, tais como (referindo apenas nomes de ciclistas vencedores do F C Porto):

- Circuito de Aveiro: 1936 – Aniceto Bruno
- Circuito das Aves: 1945 – Fernando Moreira (FC Porto)
- Circuito de Vila de Conde: 1945 – Fernando Moreira (então ainda como circuito autónomo, nas três primeiras ediçôes. Depois, a partir da 4ª edição, já em 1952, com o mesmo nome, mas incluído na Volta a Portugal): 1957 – Agostinho Brás; 1972 – Manuel Gomes
- Circuito da Longra (Felgueiras): 1947 – Manuel Pereira. Prova essa que fez parte do programa festivo do VI Aniversário do Sport Club da Longra (de basquetebol). Tendo a vitória do portista triunfante sido discutida sobre a meta com Joaquim Sá, também do F C Porto
- Circuito do Norte: 1948 – Fernando Moreira

De permeio, sendo também  realizadas corridas a contar para campeonatos, foram

- Campeões regionais de pista: Moreira de Sá, campeão regional de fundo; Amândio Almeida, campeão de amadores-seniores (duo das duas fotos seguintes, abaixo).

(fotos da revista  Stadium, de 11 de Maio de 1949)

- Campeonato dos 100 KM da UVP: 1949 – Onofre Tavares
- Campeonato Nacional de Velocidade (pista-Elites): 1947 – Onofre Tavares; 1948 – Onofre Tavares.

E na continuidade das corridas diversas,

- Circuito da Malveira: 1952 – Onofre Tavares; 1965 – Albino Alves; 1979 – Venceslau Fernandes;  1980 – José Amaro
- Circuito dos Campeões (Figueira da Foz): 1957- Artur Coelho
- Circuito de Esmoriz: 1957 – Agostinho Brás
- Circuito de Garcia: 1959 – Artur Coelho
- Volta ao Porto: 1958 – Artur Coelho; 1978 – Venceslau Fernandes
- Grande Prémio Vilar: 1958 – Artur Coelho; 1959 – Artur Coelho
- Circuito da Curia: 1958 – Artur Coelho; 1964 – Mário Silva
- Circuito de Santo Tirso: 1958 –  Sousa Cardoso; 1962 – José Pacheco; 1966 – Alberto Carvalho
Circuito de Rio Maior: 1961 – José Pacheco; 1966 – Mário Silva; 1980 – Fernando Fernandes
- Circuito de Matosinhos: 1962 – José Pacheco

- Circuito de Vila da Feira: 1962 – Ernesto Coelho
- Grande Prémio Robbialac: 1962 – Sousa Cardoso; 1965 – Mário Silva
- Grande Prémio do F C Porto: 1963 – Mário Sá; 1964 – Mário Silva; 1981 – Fernando Fernandes; 1982 – António Alves; 1983 – António Alves.


«--- Ernesto Coelho =
De permeio, em títulos de campeonatos de outras especialidades, Joaquim Leão sagrou-se campeão Nacional de Ciclo-Cross, em 1965 (ano em que Manuel Jorge triunfou nos 3. os Jogos Luso-Brasileiros). Em 1967 Cosme Oliveira  foi Campeão Nacional de Perseguição. Enquanto Alberto Carvalho bisou no título Nacional de Ciclo-Cross em 1966 e 1967, assim como Joaquim Leão voltou à liça com o título Nacional de Rampa. Depois em 1968 o F C Porto conquista o título de Campeão Nacional de Clubes, ano em que Cosme Oliveira obtém novo título de Perseguição e Custódio Gomes o de Velocidade.

- Troféu Abril em Portugal: 1968 – Joaquim Freitas.
- Grande Prémio Philips: 1968 – Gabriel Azevedo; 1969 – José Luís Pacheco
- Grande Prémio Riopele: 1969 – Joaquim Leite
- Grande Prémio Sachs: 1969 – Hubert Niel
- Circuito do Bombarral (“12 Voltas à Gafa”): 1970 – Hubert Niel; 1972 – Manuel Gomes; 1973 – Manuel Gomes; 1974 – Manuel Gomes.
- Grande Prémio Folpec-Azul: 1971 – Cosme Oliveira
- Volta a Gaia: 1977 – António Fernandes 
- Grande Prémio do Minho: 1978 – Venceslau Fernandes; 1981 – Belmiro Silva
- Grande Prémio Clock: 1978 – Fernando Mendes
- Grande Prémio da Ass. Ciclismo do  Porto: 1978 – Venceslau Fernandes
- Grande Prémio Abimota / “Duas Rodas”: 1978 – Fernando Mendes; 1983 – António Alves
- Grande Prémio Jornal de Notícias (JN): 1980 – Venceslau Fernandes; 1982 – Manuel Zeferino
- Grande Prémio Sicasal: 1982 – Manuel Zeferino
- Grande Prémio Sical: 1981 – Marco Chagas; 1982 – Manuel Zeferino;
- Volta ao Algarve: 1963 – Azevedo Maia; 1977 – Belmiro Silva; 1981 – Belmiro Silva
- Circuito da Moita (Oeste): 1984 – Alexandre Ruas

 = (foto) Gabriel Azevedo --»

Entre as corridas de nomeada, há ainda uma prova que em tempos teve certa importância, como foi a corrida do Regional e seguinte Nacional de Estrada. Dando-se, como exemplo, entre as diversas épocas, uns casos ao nível dos campeonatos regionais e nacionais, mais o quadro de honra  do campeonato nacional, corridas essas tradicionalmente denominadas pela realização da correspondente etapa em estrada.

Como exemplos:

- Campeonatos Nacionais de 1951...

E
- Campeonatos Regionais de Fundo de 1972 – Joaquim Andrade


LISTA DE CAMPEÕES NACIONAIS de FUNDO (Campeonato nacional de estrada): 1950 – Luciano Moreira de Sá; 1951 – Fernando Moreira de Sá; 1953 – Onofre Tavares; 1960 - Azevedo Maia; 1978 – Fernando Mendes; 1982 – Marco Chagas.


Fica assim levemente anotado, em roda livre, um breve historial das provas conquistadas por ciclistas do F C Porto, em corridas pelo território de Portugal.



= Vitórias mais recentes, da "Volta do Zeferino", ainda na última fase da gerência do Dr. Américo Sá, e já na presidência de Jorge Nuno Pinto da Costa, o sempre atual presidente do F C Porto a proceder à consagração do último vencedor do Grande Prémio do F C Porto.  


Armando Pinto




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9 comentários:

  1. Memoriam excepcional...

    Com um senão: "... o sempre actual presidente (Jorge Nuno) do FC Porto a proceder à consagração do último vencedor
    ..." onde poderia ter acrescentado "... modalidade que o mesmo viria a extinguir"

    O seu leitor no "O Porto".

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  2. Viva. Agora já sei...
    Mas, por favor, sem abusar. Peço se não coloca comentários sempre dirigidos ao mesmo, ao presidente de todos os portistas, afinal (enquanto não aparecer mais ninguém a candidatar-se).
    AP

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  3. Grande artigo, trabalho excelente, merecedor de vir na Dragões e de ser passado no Porto Canal. JÁ SEI QUE NÃO, DIGO O QUE SINTO MAS LÁ NÃO DEVEM QUERER MOSTRAR QUE NÃO FAZEM TRABALHOS DESTES. Aqui escreve-se mesmo à Porto, igualmente. Os ciclistas da equipa do Porto, W52 / FC Porto, devem por bem atenção no que este artigo conta.
    Teixeira J

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    Respostas
    1. De facto, por outras palavras (letras) o amigo Teixeira J disse exactamente o que pensamos mas não nos ousariamos a tanto porque não somos tão liricos.

      Faltou, todavia, escrever (dizer) algo mais até porque não se arriscava a não ser lido... como se viu.

      É mesmo verdade que somos amigo do grande ONOFRE TAVARES (a quem "tiraram" o Café da Brasileira onde todas as 4ªs. feiras ia tomar o seu cafézinho e cavaquear... salvo seja); de facto há pouco cruzamo-nos no Cemitério de Gulpilhares dizendo-lhe eu: "o Onofre vai para o Mausuléu do FC Porto quando morrer" respondendo-nos "não; venho para aqui junto da minha familia"; e lembramo-nos que no Mausuléu estão alguns que não mereceriam tanto,
      com o devido respeito.

      O seu leitor de "O Porto",



      PS.- Vamo-nos preparar para assistir a um daqueles
      "milagres" que só nos anos 60/70 de quando em vez sucediam por não ser muito habitual o que quer dizer que recuamos... 50 anos.

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  4. Para atualização

    - Palmarés do Ciclismo do F C Porto nos primeiros tempos desta nova época (2016), desde Março a Abril/Maio:

    = Volta ao Algarve
    (17-21 Mar) 4ª étapa - 9º Samuel Caldeira, Geral - 31º Rui Vinhas, Pontos - 29º Ricardo Mestre
    , Montanha - 25º Ricardo Mestre,
    Juventude - 11º João Rodrigues

    = Clássica de Amarante
    (5 Mar) 1º Rafael Reis, Geral - 5º Joaquim Silva, 8º Juan Ignácio Perez –
    2º Gustavo Veloso, Montanha,
    1º FC Porto, Equipas

    = Clássica da Primavera - Póvoa
    (6 Mar) 4º Daniel Freitas, Geral - 6º Rafael Reis –
    2º FC Porto, Equipas

    = GP Liberty Seguros
    (12-13 Mar) 1ª étapa - 4º Samuel Cadeira, 2ª étapa - 6º Samuel Caldeira, 7º Samuel Caldeira, Geral,
    5º Samuel Caldeira, Pontos

    = Volta ao Alentejo
    (16-20 Mar) 2ª étapa - 6º Rafael Reis, 10º Samuel Caldeira
    3ª etapa - 8º Rafael Reis
    5ª étapa - 3º Samuel Caldeira
    Geral - 9º Samuel Caldeira, 10º Rafael Reis,
    Equipas: 8º FC Porto

    = GP Miguel Induráin
    (2 Abr) 48º João Rodrigues

    = Vuelta a La Rioja
    (3 Abr)
    4º Samuel Caldeira, 5º Daniel Freitas, 10º Juan Ignacio Pérez
    1º FC Porto, Equipas
    = Klassica Amorebieta (10 Abr) 20º Juan Ignácio Perez

    = Vuelta Castilla y Leon
    (15-17 Abr)
    2ª étapa - 5º Rafael Reis, 3ª étapa - 10º Rafael Reis

    Geral - 7º Rafael Reis, 15º Rui Vinhas,
    3º FC Porto, Equipas,
    1º Raul Alarcon, Montanha

    = Volta à Bairrada
    (23-25 Abr)
    1ª étapa - 1º Samuel Caldeira, 3º Daniel Freitas, 4º Rafael Reis
    2ª étapa - 2º Rafael Reis, 3º Samuel Caldeira
    3ª étapa (CRI) - 1º Rafael Reis, 6º Gustavo Veloso
    1º Rafael Reis, Geral, 8º Gustavo Veloso, Geral,
    1º FC Porto, Equipas,
    1º Samuel Caldeira, Pontos

    = Vuelta às Astúrias
    (30 Abr-2 Mai)
    1ª étapa - 10º António Carvalho
    2ª étapa - 10º António Carvalho
    3ª étapa - 4º António Carvalho
    Geral - 8º António Carvalho,
    1º Raul Alarcon, Montanha

    ARMANDO PINTO

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  5. Sr. Armando Pinto, antes de mais congratulá-lo por todo o contributo que tem dado em prol da defesa categórica da história do FC Porto, faço votos que um dia toda a sua recolha e consequente escrita seja utilizada pelos órgãos oficiais do clube de forma constante e plausível. É a primeira vez que lhe escrevo apesar de seguir o seu trabalho há muitos anos, podemos dizer que para a minha tenra idade se hoje consigo enumerar factos e momentos importantes da nossa enorme instituição a si lho devo. O motivo desta escrita prende-se com o seguinte, realizei uma pesquisa em relação às participações do FC Porto na Volta à Portugal, com especial foco nas vitórias colectivas, individuais e respectivos prémios. Notei que os dados apresentados estão correctos (nos diversos artigos com que nos agraciou) no entanto tenho uma dúvida que gostaria de lhe colocar. O prémio montanha da Volta a Portugal de 1981 está atribuído a Jacinto Paulinho e não a José Amaro, será que me podia elucidar para esta questão? Presumo que seja um erro da Federação Portuguesa de Ciclismo mas tenho algum interesse neste tópico.

    Link: http://www.fpciclismo.pt/ficheirossite/18082017161024.pdf

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  6. Viva amigo.
    Agradeço suas palavras e sobre a questão colocada é mais um caso de que por vezes os erros acumulados geram confusão. O caso deriva de num livro sobre a Volta a Portugal ter sido referido esse dado e mais imprecisões, de cuja publicação a Federação copiou para seus dados públicos. Mas o mais grave é que até o Porto Canal e outros meios do próprio FCP se têm deixado levar nesses erros. Assim, para não estar a publicar extensas documentações, e para tirar dúvidas a quem porventura possa ler, entre diversas provas possíveis, vou fazer um artigozinho público no meu blogue, em atualização (ou seja em post desta data (porque normalmente o último artigo é o mais lido diariamente, na proximidade do tempo) com uma passagem da publicação em banda desenhada d' Os Heróis da Estrada.
    Grato por sua iniciativa (que apenas não posso agradecer em seu nome próprio por não se ter identificado), pois dá oportunidade de poder esclarecer isto. Porque realmente o vencedor desse Prémio da Montanha foi José Amaro, que «à chegada à Guarda já era, sem problemas, o rei da montanha"».
    Armando Pinto

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    1. Agradeço profundamente a pronta resposta e o tempo que dispôs. Fico ainda mais satisfeito por saber que o prémio montanha de 1981 foi efectivamente conquistado por José Amaro, fazendo parte do grande espólio portista (dúvida esclarecida). Aqui se vê a importância de uma correcta documentação de factos e acontecimentos com o intuito de prevenir uma divulgação incorrecta ao grande público.

      Aguardarei com entusiasmo o novo artigo, continuando o acompanhamento deste enorme serviço público que amavelmente nos providência.

      Um abraço



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