A 27 de MAIO de 1979 a equipa principal de futebol do F. C.
do Porto deslocou-se a Famalicão para defrontar o clube local, que nessa época
passara a disputar o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão; e como tal pela primeira
vez recebia o F.C. Porto na sua casa, em jogos oficiais entre as respetivas equipas
de honra. Era um jogo complicado, com o FC Famalicão a fazer a vida difícil aos
visitantes que já haviam demandado o recinto do estádio municipal famalicense, acrescido
do facto do campeonato então estar quase na reta final, estando F.C. Porto e Benfica lado
a lado com os mesmos pontos, não podendo então a equipa portista perder terreno.
Aumentando lá mesmo as dificuldades com o terreno pesado que estava, nessa tarde chuvosa
de domingo. Verificando-se depois que esse foi um jogo deveras importante para
a conquista do campeonato, no fim de contas.
Desse jogo, de tão boas recordações, rememora-se a respetiva crónica narrada no jornal O Porto e ainda uma recordação pessoal guardada.
Verificara-se então, afinal, a primeira vitória do F.C. Porto em Famalicão, nesse jogo de 1979, com marcas no resultado através de 1 golo da autoria de Oliveira e mais 3 marcados por Gomes (um dos quais com a parte de trás do corpo… por estar lá diante da baliza a desviar a bola rematada por um colega). Totalizando assim um belo resultado de 4-0 a favor da equipa portista, seguindo embalada rumo ao Bi-Campeonato que seria conquistado de enfiada, no seguimento do título anterior que acabara com o afamado longo jejum….
Estava-se então na 27.ª Jornada, em 1979, a 27 de Maio, faltando 4 jogos para o fim do Campeonato Nacional de 1978/79 – depois conquistado pelo F.C. Porto, com 1 ponto de vantagem sobre o Benfica e 8 a mais que o Sporting (quando as vitórias ainda valiam apenas 2 pontos).
Nesse jogo, perante grande apoio da massa adepta portista, aconteceu também a estreia do jovem Quinito na equipa principal do F.C. Porto, muito aplaudido quando entrou na parte final do encontro, pelos muitos portistas presentes no campo do Famalicão (ainda apenas com a bancada central dos sócios da casa e os restantes setores em terra rampeada). Estando lá também o autor desta lembrança, em pé como tanta gente e a fintar por fora com a cabeça no meio da assistência, espreitando por entre cabeças e ombros, como por vezes entre guarda-chuvas, tudo o que foi possível ver.
Guardado que foi desse dia o bilhete de entrada no Campo dos Bargos – como era ainda chamado esse recinto, transformado em estádio municipal, conforme já era também referido – ficou isso como natural recordação do jogo. No qual (como se pode ver, do que restou após rasgado pelo porteiro, como era costume) escrevi no verso que fora então ultrapassado talvez o último grande obstáculo para a conquista do título nacional… como foi, por fim, vencidos que foram depois os 3 jogos que passaram a faltar. E o Fernando Gomes, com mais esses 3 golos, e ainda outros obtidos nas seguintes jornadas, repetiu também a vitória na tabela dos melhores goleadores da prova, vencendo a terceira das suas seis Bolas de Prata conquistadas ao longo da carreira em Portugal.
Armando Pinto
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