Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sábado, 20 de junho de 2026

Dois históricos portistas na história dos inícios do futebol mundial nos Estados Unidos da América: Séninho e Costa!

Na calha do Mundial de Futebol que por estes dias de junho de 2026 decorre na América, com os jogos distribuídos pelos Estados Unidos, Canadá e México, e sobretudo de com isso haver esforço de maior implantação do futebol mundial nos Estados Unidos, grande nação do desporto que por lá chamam de futebol americano... vem a propósito puxar atrás o filme das lembranças que perduram dos inícios das tentativas pioneiras dessa ideia. Desde que nas terras dos antigos cow-boys começaram a haver espetáculos com bola de futebol, no país do tal desporto que de futebol não tem nada, a não ser por lhe chamarem isso por lá. Começando o fenómeno desse outro sonho americano com a ida do rei Pelé para os “States”, seguido de alguns outros estrangeiros, entre os quais o português Séninho, que jogava no F.C. Porto quando foi contratado, logo a seguir ao mesmo velocista extremo se ter sagrado campeão nacional pelo F.C. Porto em 1978. Para anos depois seguir rumo idêntico o também antigo jogador do F.C. Porto José Costa, igualmente campeão nacional pelo F.C. Porto, em 1979.

Comecçou isso de Portugal para a América, no século XX, com a ida de Seninho para os Estados Unidos da América, para o Cosmos, equipa das maiores vedetas internacionais que rumaram até à antiga terra do Tio Sam...


Seninho fora um dos célebres componentes da formação azul e branca que em 1977/78 conquistou finalmente o título nacional que há muito fugia ao F C Porto, depois de na época anterior também ter participado em vitoriosa campanha na Taça de Portugal. Após haver festejado a grande alegria de ser Campeão Nacional, em 1978 rumou até terras americanas, para o Cosmos de Nova Iorque, por tentadora oferta que o levou a ganhar uma avultada remuneração, à época.

O extremo Séninho (Arsénio Jardim) brilhou na antiga NASL ao serviço do New York Cosmos (onde jogou ao lado de lendas como Pelé, Beckenbauer e Cruyff) e mais tarde no Chicago Sting. Teve um enorme sucesso além-fronteiras, sagrando-se tetracampeão norte-americano pelo Cosmos e conquistando outro título pelo Chicago. Tendo ficado famoso pela sua velocidade na marcação de livres diretos, como lá por esses tempos oficialmente começaram a inventar, na sugestão de maior impacto espetacular, para chamariz público. Antes de no futebol internacional jogado nos Estados Unidos finalmente terem adotado todas as regras mundiais.

Dessa realidade Séninho, recordamos o que publicou a revista Selecções Desportivas em sua edição de Dezembro de 1978.

Entretanto, também o extremo Costa chegou a estar momentaneamente como jogador nessa parte do mundo, curiosamente quando lá jogava Pelé, com quem Costa chegou a trocar de camisola. Por o então extremo-esquerdo da equipa treinada por Pedroto, o José Costa, ter tido oportunidade então de estar junto ao Pelé num período de férias – conforme relata a legenda da foto que juntamos, como ilustração.

José Alberto Costa, avançado extremo-esquerdo, que também representou o FC Porto em era seguinte a Séninho, e entretanto até tinha jogado contra a Seleção dos Estados Unidos pela Seleção A de Portugal (na sua 2.ª internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, tendo até marcado o golo da vitória de Portugal contra os E.U.A), construiu ligação aos Estados Unidos nessa referida primeira experiência momentânea, até que anos mais tarde voltou, mas então fora dos relvados já como treinador. Tendo inicialmente sido adjunto (de Carlos Queirós) no Metro Stars de Nova York (em 1996) e na Seleção dos Estados Unidos (1998/99). Por fim, como treinador principal, enquanto andou lá pela América, Costa foi contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer Academy". Onde, entre os seus vários trabalhos na formação e no desenvolvimento de atletas, José Costa se destacou como diretor técnico da academia USA Seventeen Soccer Academy, sediada em Santa Clara, Califórnia.

(imagem da Internet)

Assim, em traços gerais, fica a memória desses inícios do futebol mundial nessa parte do mundo, onde há o tal chamado futebol americano e o futebol verdadeiro ali tem ganho algum espaço e atenção paulatinamente. Tendo ficado associados aos primórdios do futebol na América esses dois nomes, de homens do futebol que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto, Séninho e Costa.

Armando Pinto

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