Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 6 de setembro de 2026

Lembrando… de vez em quando… Uma das existências edificadas da antiga Cidadela Desportiva das Antas: o Pavilhão Aranhiço, do Ténis de Mesa…

 

Costuma-se dizer que o progresso quantas vezes se não compadece com existências afetivas e de grande utilidade de serviços, mas não se pode deixar esquecer que existiram diversas de tais existências físicas, que não resistiram ao camartelo para novas realidades surgidas. Como foi, no caso da existência da antiga Cidadela Desportivas das Antas, os diversos pavilhões que ali estiveram ao serviço da Juventude e Desporto do FC Porto, como constava em grandes letras identificativas sobre a entrada, encimando o pórtico da portaria exterior. Em cuja área, além do Estádio das Antas e do Campo n.º 2 de Treinos de futebol, havia o Pavilhão de Treinos das Modalidades (Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães); a Piscina de 25 metros, com tanque de aprendizagem também; o Pavilhão Gimnodesportivo das Antas (Pavilhão Américo de Sá); mais abaixo o Campo de futebol pelado, em terra batida; e ao lado do Gimnodesportivo havia o Pavilhão Aranhiço, do Ténis (que se via do campo de treinos n.º 2, ao lado do pavilhão de jogos); e ainda o Pavilhão do Bingo; enquanto do outro lado do campo n.º 2 e por baixo da arquibancada do estádio estava implantada a Sala-Museu Afonso Pinto de Magalhães e mais em baixo havia o Ginásio, espaço da Ginástica; e do outro lado os Campos números 3 e 4 de treinos de futebol. Enquanto ao cimo havia as bilheteiras e mais em frente de tudo funcionava a Sede social no grande edifício azulado, construído para esse efeito, em substituição da antiga sede do centro da cidade.  Depois aquando da construção do estádio do Dragão desapareceu quase tudo e no que restou houve modificações conhecidas. Obviamente pelo que resultou o estádio atual dá outra grande dignidade à vista do Clube, mesmo tendo sido perdido tanto espaço edificado, mas o que existiu não pode ficar no olvido da penumbra dos tempos.

Algumas dessas construções são por vezes lembradas, mas outras nem tanto ou quase nada. De modo que a história não se pode esquecer, e como tal aqui fica uma dessas lembranças sempre precisas.

Ora, assim sendo, dessas antigas existências, dá-se vez aqui e agora para recordar o Pavilhão Aranhiço, deitando olhos a uma publicação alusiva saída a público no jornal O Porto em 1976.

 Armando Pinto

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