Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Evocação do Dia de Ano Novo de 1936: vitória sobre uma equipa Checa a culminar série de jogos da época de Boas Festas de 1935/1936

 

Enquanto no Dia do Ano Novo de 2026 houve o Treino Aberto que foi um sucesso, com tanta gente a rumar ao estádio do Dragão na tarde do primeiro dia deste ano, apesar do tempo frio e de chuva que se fez sentir, mas com os corações bem animados pela presença diante dos homens que jogam, treinam e dirigem o futebol portista, vem a calhar fazer uma evocação de um dia assim passado em 1936, mas com um jogo disputado perante uma equipa estrangeira. Como acontecia nesse tempo. Havendo então esse jogo culminado uma série de jogos de futebol disputados pelo FC Porto na quadra natalícia de 1935/36, desde os dias antecedentes ao Natal de 1935 até ao Ano Novo de 1936. Coroando, essa sequência de espetáculos natalícios proporcionados aos adeptos, mais uma vitória, dessa feita em jogo internacional, com um concludente trunfo sobre a equipa Checa do clube Zidenice, por 5-2, resultado feito por 4 golos de Pinga e 1 de Carlos Mesquita.

Nesse tempo, entre outros, pontificavam na equipa do FC Porto grandes jogadores, desde o guarda-redes Soares dos Reis, que era o guardião principal da Seleção Nacional (nesse tempo de disputa de escassos jogos internacionais também entre Seleções), até ao Pinga, como era mais conhecido o célebre Artur de Sousa, também referido por Sousa. Ostentando os Portistas o título português de campeões da Liga.

Como por esses tempos e ainda durante muito tempo não havia jogos oficiais de cariz internacional, entre equipas de clubes de diferentes países, as temporadas entretanto passadas sem jogos a nível nacional eram preenchidas por vezes através de jogos particulares com equipas estrangeiras, que andavam em digressão. Como foi o caso, perante a vinda do Zedenice, que antes jogara em Lisboa com o Belenenses e por fim veio à cidade invicta para o jogo com o FC Porto. Do qual há referência na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes, a anotar: «1936-01-01 FCP x Zedenice (grupo checo) 5-2». Jogo esse que agora aqui se evoca, através de reportagem que ao tempo ficou registada no antigo jornal Os Sports, de Lisboa.

Armando Pinto

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz Ano Novo - votos pessoais de um ótimo 2026 (com muitas vitórias Portistas)!

Na continuação da Quadra Natalícia de 2025 e à chegada de novo ano: – Desejo a todos os meus amigos (as), leitores (as) e seguidores (as), uma boa Passagem de Ano e um Feliz Ano Novo de 2026. Com muitas vitórias do FC Porto. E que venha aí para nós mais uma conquista do Campeonato da 1.ª Liga do futebol!

Armando Pinto

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Fim de Ano de 2025 com o FC Porto no comando do Campeonato da 1.ª Liga do futebol português!

O FC Porto terminou o ano civil de 2025 em beleza, no 1.º lugar do Campeonato da 1ª Liga Portuguesa e com 5 pontos de avanço sobre o Sporting, mais 10 sobre o Benfica. E podiam ser mais, não fossem as ajudas de árbitros e C.ª aos rivais de Lisboa. 

Um bom final de ano!

Assim no jogo do FC Porto antes do Fim de Ano, houve mais uma vitória no estádio do Dragão, desta vez por 2-0 sobre o AVS (vulgo Aves, ou AFS - de AVS Futebol SAD…). Num triunfo construído e concretizado com maestria no 1º golo pela arte de pés do Samu, que até bisou depois ao marcar o penalti que o árbitro não queria ver e teve de ser alertado pelo VAR… Enquanto com esses dois golos Samu chegou aos oito golos nos últimos seis jogos e aos onze no campeonato. O MVP do jogo.

Ao passo que na baliza desta feita jogaram os 2 guarda redes principais, meio tempo cada um, por Diogo Costa se ter lesionado e haver sido substituído ao intervalo por Cláudio Ramos, sem que nenhum haja sofrido algum golo.

À entrada para a derradeira jornada da primeira volta, os Dragões lideram com 15 vitórias e um empate, 35 golos marcados e quatro sofridos, deixando os rivais a cinco e dez pontos, respetivamente como estão abaixo Sporting e Benfica. Acrescido do FC Porto nesta altura ter uma pontuação recorde.

Assim continuemos em 2026!

Armando Pinto

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Efeméride - Jogo FC Porto-Benfica (em 1935) de reatamento de relações entre os dois clubes grandes de Norte e Sul - nas vésperas do Ano Novo!

 

Em 1935, com dezembro quase a despedir-se e nas antevésperas de Ano Novo, estando 1936 prestes a chegar, realizou-se na cidade do Porto um jogo particular da quadra festiva de Boas Festas natalícias e de Fim de Ano entre o FC Porto e o Benfica, perante a particularidade de ter sido organizado a selar o reatamento de relações entre os dois clubes grandes de Norte e Sul, tempos antes acordado por ambas as partes.   

Entre diversas informações documentais, dá conta disso a Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes, conforme consta da sua Tábua Biográfica: «1935-12-29 FCP x SLB 2-0 - Ameal - jogo combinado para reatar relações entre os 2 clubes».

Com efeito os dois grandes clubes estavam de relações cortadas. Histórias que davam pano para mangas, mas agora importa mais referir a ocorrência do reatamento dos contactos oficiais entre FC Porto e Benfica, através do jogo então acontecido a 29 de dezembro de 1935 e disputado no Campo do Ameal, no Porto.

Para documentar o acontecimento, deita-se mãos e olhos a recortes da reportagem ao tempo inserta no jornal Os Sports, de Lisboa. Com as particularidades que a peça jornalística descreve, obviamente pela narrativa dum jornalista de Lisboa, Ricardo Ornelas, “enviado especial” d´Os Sports ao jogo em apreço. Tendo o FC Porto vencido por 2-0, com 2 golos apontados da marca da grande penalidade por Pinga. "Penalties" por mão na bola de defesas benfiquistas mas que, claro, já nesse tempo, o jornalista não gostou que fossem marcados contra o Benfica. Havendo o encontro acontecido em dia de chuva forte e como tal sido regadas as pazes a água, em brinde pluvioso.




Armando Pinto

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Martim Chelmik e o legado familiar de seu bisavô Eleutério - com acrescento recordatório de outro Eleutério...

 

Entre os jovens craques lusitanos que conquistaram pela Seleção Nacional de Sub-17 os títulos de campeões europeus e mundiais, em 2025, estiveram cinco futebolistas do FC Porto: Bernardo Lima, Duarte Cunha, Yoan Pereira, Mateus Mide e Martim Chelmik. Em cujo lote dessa seleção, que no mesmo ano venceu os Campeonato da Europa e do Mundo da categoria, e ainda inscreveu o nome de Portugal pela primeira vez na lista dos vencedores do Mundial de futebol do escalão de sub 17, estava então também Martim Chelmik, grande promessa do futebol portista - que pelo Natal deste ano teve direito a uma reportagem no jornal O Jogo, em virtude do feito da conquista do Europeu e do Mundial de sub-17. Com a curiosidade de então ter sido dado à estampa o facto do Martim ser neto de um antigo futebolista do FC Porto, Eleutério Santos.

Ora, o caso fez logo tilintar os sinos e campainhas da memória, sabendo-se que na história do FC Porto e do futebol português houve um Eleutério que foi internacional, tendo alinhado a titular pela Seleção A de Portugal 1 vez, em 1954, além de algumas outras vezes em que esteve nos trabalhos de preparação para outros jogos da equipa principal das quinas. E no FC Porto fez parte do plantel vencedor do Campeonato Nacional em 1956. Porém, no caso apontado na referida reportagem jornalística sobre Chelmik, não é o mesmo, e não é avô mas bisavô do Martim Chelmik. Tratando-se do Eleutério que começou no Boavista, enquanto o internacional do FC Porto na década dos anos 50 começou a jogar no Oriental, em Lisboa, entre 1947 até 1952, de onde rumou ao FC Porto, tendo vindo para o Porto nesse ano de 1952, e jogou no FC Porto de 1952/1953 até 1956/1957, representando por fim o Salgueiros.

Seja como for, calha bem para lembrar esse outro Eleutério que foi também Campeão Nacional pelo FC Porto em 1955/56 e ao mesmo tempo evoca-se também o Eleutério Santos. Mantendo-se a lembrança de ambos os Eleutérios, visto ter sido o nome que despoletou estas alusões.

Assim, o avô da mãe do Martim e seu bisavô, Eleutério Santos, nasceu a 16 de Agosto de 1935 na cidade do Porto,  sendo seu nome completo Eleutério Luís Fontes dos Santos.

Começou a jogar nos juniores do Boavista e de seguida foi para o Futebol Clube do Porto, tendo feito parte do plantel senior portista, passando depois por vários clubes. Mais tarde regressou ao FC Porto nos Veteranos e terminou a carreira também nos Veteranos do Custóias.

De sua prestação à equipa de Veteranos (Legends ou Vintage, como atualmente se chama à equipa das Lendas), pode rever-se uma dessas ocasiões, em que na pose de conjunto Eleutério é o jogador equipado com a camisola azul e branca em terceira posição, de cima, a partir da esquerda.

Pose fotográfica da ocasião que se junta em duas versões, como se pode ver.

Em cima, da esquerda para a direita: Norberto, Nano, Baltazar, Belmiro, Orlando, Eleutério, Álvaro, Ângelo Carvalho, Pinto Vieira, Oliveira, Miguel Arcanjo, Barrigana e o árbitro. Em baixo pela mesma ordem: Correia Dias, Freitas, Jaime Silva, Ferreirinha, Adriano, Carriço, Serafim, Sebastião e os 2 fiscais de linha.

Antes do Eleutério bisavô do Martim, no FC Porto estivera então o outro Eleutério, mais antigo e deveras conhecido por ter sido internacional e Campeão Nacional.

António Eleutério dos Santos, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1928, começou então no Oriental. Havendo passado pelos escalões de formação do Clube Oriental até que ascendeu ao plantel principal do clube lisboeta e desde logo se cotou como um dos mais importantes jogadores da equipa. Depois, aquando de sua entrada na tropa, no serviço militar obrigatório, incorporado numa unidade do Norte, Eleutério foi seduzido pela mística do FC Porto, mostrando desejo de ingressar no grande clube nortenho, anseio que conseguiu em 1952. Chegado então ao FC Porto, passou a fazer parte da equipa portista a partir de 1952/53, agarrando um lugar de titular a médio no plantel azul e branco.

Como é referido no blogue “Estrelas do FCP”, a «sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 19 de Outubro de 1952 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam o Sporting C.P., uma partida que terminou empatada 1-1 e que contou para a 4.ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1952/53. Eleutério esteve ao serviço dos Dragões durante cinco temporadas, tendo conquistado uma Taça Associação de Futebol do Porto, um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, com os portistas a derrotarem o S.C. União Torreense por 2-0 na Final disputada no Estádio do Jamor no dia 27 de Maio de 1956. Nos cinco anos em que esteve no F.C. Porto, Eleutério disputou 63 jogos oficiais pela quipa principal, e marcou três golos. O último golo que marcou foi precisamente contra o seu primeiro clube, numa partida a contar para a 25.ª jornada do Campeonato Nacional de 1956/57 em que os azuis e brancos venceram por 3-0. No final da época de 1956/57 deixou o F.C. Porto.»

Para complementar as informações sobre sua carreira, juntam-se respigos da ficha que o recorda na “Enciclopédia do Desporto”, edição Quidnovi de 2003, em seu volume 4. E a ficha dos Internacionais do FC Porto, trabalho de Rodrigues Teles, publicado em parcelas no jornal O Porto em 1968.

Assim sendo, a propósito do jovem Martim Chelmik, nascido em Matosinhos corria o mês de junho de 2008, evoca-se o Eleutério seu bisavô, nascido no Porto em 1935, e extensivamente o mais antigo Eleutério nascido em Lisboa em 1928, todos com o FC Porto como denominador comum. Chegando-se à atualidade com Martim Chelmik, que herdou esse seu apelido familiar por um general polaco que veio exilado para Portugal aquando da Segunda Grande Guerra e na área do Grande Porto constituiu família. Do qual, em sexta geração seguinte, descende Martim pelo lado da mãe. Jovem que, entrado no FC Porto pelo projeto Dragon Force, é atualmente um dos valores da equipa de Sub-19 do FC Porto e inclusive saliente com a braçadeira de capitão. De quem se espera muito, ainda e sempre, pois já «em pequeno levava o futebol muito a sério».

Armando Pinto

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Feliz Natal ! Neste Dezembro de 2025 bem azul e branco !!!

 - A todos os amigos e  acompanhantes dos blogues pessoais "MEMÓRIA PORTISTA" e "LONGRA HISTÓRICO-LITERÁRIA", aqui naturalmente incidendo mais aos leitores deste espaço de Memória Portista, o autor e gestor deseja Boas Festas, com votos de Feliz Natal passado em boa Consoada e Dia de felicidade familiar. 

E extensivamente que continuemos a ser felizes com o FC Porto, como temos vindo a ser com o nosso presidente André Villas-Boas e nossas equipas dirigentes e atléticas.

Longra / Felgueiras - Natal de 2025

Armando Pinto

domingo, 21 de dezembro de 2025

Curiosidades Portistas: O célebre coelho-mascote do guarda-redes Soares dos Reis (1910-1990)

Entre as mais diversas curiosidades de interesse memorial portista, conta-se também a do coelho que aparece em fotos do histórico guarda-redes internacional Manuel Soares dos Reis, o Soares dos Reis I do FC Porto - guardião portista que foi campeão nacional e primeiro guarda-redes internacional do clube azul e branco. Tendo esse célebre coelho sido oferta que recebeu duma admiradora, em jogo disputado em Coimbra, numa também célebre final vitoriosa do FC Porto.

Ora, embora a figura e simbolismo dos coelhos se associe mais à Páscoa, na fecundidade relacionada com a vida que na época pascal renasce pela Ressurreição, em plena Primavera enquanto a natureza revitaliza e frutifica, também pode ter algo afim com o Natal e tudo o que na roda do ano e bola da vida relembra nascimento e vitalidade. Tal como foi na vitalidade da carreira de Soares dos Reis, quando ele recebeu de prenda de uma admiradora um coelho, que depois tomou por mascote afetiva. Sobre o qual houve na historiografia desportiva, posteriormente, variadas interpretações, mas que ele simplesmente teve como mascote - como escreveu e está registado pelo próprio punho no seu álbum pessoal. Com o dono da mascote fotografado com o seu coelho em dia de jogo no estádio do Lima, no Porto.

Uma curiosidade interessante, na eterna memorização portista de quanto a grandiosidade do FC Porto faz remembrar pelos tempos fora. Com Soares dos Reis a permanecer também na memória portista, como merece, ele que, falecido em 1990 com 80 anos, até deixou em testamento à sua morte uma verba doada ao Futebol Clube do Porto.

Armando Pinto

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