Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Carvalho Brochado: redator-colaborador do antigo jornal O Porto - de parabéns como aniversariante do dia!

  

Caminhando a meio no calendário o mês de Outubro, e como no meio está a virtude, como se costuma dizer, há que assinalar que este mesmo mês, precisamente a meio de seus dias, em 1949 teve a vinda à terra de um rapaz na cidade do Porto, de nome Manuel, chegado no ambiente das cegonhas maternais do hospital da maternidade portuense - que veio a ser um dos homens que ajudaram a escrever algo da história do Futebol Clube do Porto através do jornal O Porto, antigo órgão oficial do clube azul e branco em que colaborou esse então jovem Manuel Maria e mais conhecido por seus apelidos familiares de Carvalho Brochado, que foi redator-colaborador d’ O Porto bastante tempo, desde finais da década dos anos 1960’s até aos inícios dos 1980’s.

O Carvalho Brochado foi cara deveras conhecida das páginas do jornal O Porto, como me habituei a ver, por suas crónicas de acompanhamento aos jogos da equipa principal de futebol do FC Porto, como fazia junto ao relvado do estádio das Antas, de permeio com suas crónicas de análise a factos da vida azul e branca, além das crónicas sobre o Hóquei em campo portista, que ele representara como atleta e depois manteve em ligação estreita. Como comecei a apreciar sua conjugação portista e por fim estamos juntos no grupo dos resistentes colaboradores do jornal O Porto que nos reunimos em convívio de vez em quando.

Ora, o Carvalho Brochado, de nome completo Manuel Maria Carvalho Brochado, nasceu a 15-10-1949 na Maternidade de Júlio Dinis, pertencente à freguesia portuense de Cedofeita. E viveu muito de seu tempo na cidade Invicta, fora o período de serviço militar passado em diversas localidades e por fim em Macau. Enquanto atualmente sua vivência é partilhada entre o Porto e Mirandela, afeiçoado aos valores portucalenses, no coração do Douro Litoral, mas também aos idílicos recantos paisagísticos do Nordeste Transmontano da Princesa do Tua.

Em seu percurso de vida Carvalho Brochado começou a trabalhar aos 14 anos na antiga Mercedes, na Via Rápida. Um ano depois passou a laborar nas oficinas da Carcereira dos “S.T.C.P.”. Já era então, desde 1968, colaborador do jornal O Porto. E manteve-se nos “S.T.C.P.” até Agosto de 1970, altura em que ingressou na vida militar, que o levou até Macau. Aí, foi redator desportivo em dois jornais locais, Notícias de Macau e O Clarim. Tendo ainda sido correspondente pela primeira vez do jornal ”O Norte Desportivo”, levando e trazendo de um lado e outro notícias e saudades, desde a antiga província portuguesa de Macau até ao continente português, entre Agosto de 1971 a 1973.

» Instantâneo captando Carvalho Brochado como repórter de O Porto, junto ao relvado. Foto registada pelo saudoso Fernando Timóteo, no antigo estádio das Antas. Em jogo do F. C. do Porto com o Leixões, de seu primeiro trabalho sobre o futebol para o jornal do clube. Também se vendo no banco do F. C. do Porto o então suplente Ricardo e o médico Dr. José Santana. Enquanto na jogada o defesa Vieira Nunes finta um adversário leixonense.

Ora, então anteriormente já Carvalho Brochado colaborava com o jornal “O Porto”, desde 1968, na secção de hóquei em campo. Modalidade em que se havia iniciado nos juniores do Leixões. Mas depois, um ano volvido e a convite de Pinto da Costa, ao tempo diretor das modalidades amadoras, ingressou no F.C do Porto, passando a evoluir na equipa de Reservas. Entretanto tinha ainda sido aluno na Escola Industrial Infante D. Henrique, no curso de serralheiro à noite, até 1969. Enquanto se mantinha desportista com a camisola do FC Porto vestida. 

Mas, intrometendo-se pelo meio o tempo de tropa, foi interrompida essa vida, tendo rumado até Macau fardado de militar, até voltar à chamada Metrópole, no regresso à vida civil. Após esse seu regresso de Macau, em agosto de 1973, trocou os S.T.C.P por novo emprego, indo para rececionista da VIAUTO, do seu amigo Jorge Vieira (naquele tempo diretor do departamento de futebol do F.C. do Porto).

Continuou com sua ligação ao jornal O Porto, ao mesmo tempo que se ligou ainda a outras publicações, como foi o caso da revista “Chuto”. Mais tarde foi vendedor de livros, na Variante do colega do jornal Rui Aires (já falecido). Seguidamente passou ainda pela “ENGIGÁS” até 2005. Época em que abraçou a carreira de angariador imobiliário, na “Re/Max”, durante 20 anos, de onde se reformou. Num percurso de vida em que também constituiu família, sendo pai de dois rapazes, os gémeos Rui Brochado e Miguel Brochado, ambos atualmente ao serviço do FC Porto, como colaboradores profissionais da atual Direção do nosso Clube.

= Quadro Técnico d' O Porto em Maio de 1978

Imagem acompanhante de um artigo de Carvalho Brochado no O PORTO

= Ficha Técnica d' O Porto em Agosto de 1979

Dado assim um relance à volta de seu currículo, ao sabor da admiração que a ligação às páginas d’ O Porto solidificou, aproveita-se a ocasião do seu aniversário, na ocorrência desta data, para o homenagear por esta via, neste espaço da memória Portista. Sendo o facto bem propício para trazer acima da memória mais um antigo colaborador do “jornal do Porto” ("O PORTO"), na linha de dar a (re)conhecer os outrora colaboradores que escreveram no jornal portista existente em tempos idos. Entre os que se sabe estarem ainda vivos e como tal integram o atual Grupo dos Colaboradores. Desta vez na calha de homenagear o amigo aniversariante Carvalho Brochado.


» Presente nos Encontros dos Colaboradores do Jornal O Porto

Posto isto, aproveitando a efeméride da data de seu nascimento (quando são escritas e publicadas estas anotações), envio também por este meio os devidos ”Parabéns de Feliz Aniversário”, em modo de simples mas sincera homenagem de apreço, que o amigo Carvalho Brochado merece, neste espaço de Memória Portista. 

Com um abraço amigo do

ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Evocação de quando Soares do Reis ficou guarda-redes principal do FC Porto !

- 14 de OUTUBRO de 1934: Siska definitivamente substituído por Soares dos Reis.

Nos inícios da ligação do guarda-redes Manuel Soares dos Reis ao FC Porto a sua atividade desportiva ainda se dividia pelo Futebol e pelo Andebol (Handball, como se escrevia). Porque na equipa de futebol portista estava à sua frente o grande "Keeper" Miguel Siska. Até que, entrando e jogando mais vezes na equipa azul e branca de futebol, Soares dos Reis acabou por tomar conta do lugar de vez em 1934. 

Ora, o guarda-redes Soares dos Reis já alinhara por diversas vezes na baliza do FC Porto e inclusive já fora Campeão do Campeonato Regional do Porto em 1933/34, mas então Siska ainda não saíra de vez da frente das balizas, intervalando por vezes. Até que no princípio do Campeonato do Porto de 1934, na época de 1934/35, Soares dos Reis ficou mesmo em definitivo com a camisola de guarda-redes do FC Porto.

Na Tábua Biográfica da Fotobiografia do Futebol Clube do Porto (publicada em 1987, em edição das Publicações Dom Quixote e da autoria de Rui Guedes) lá está: «1934-10-14 - Siska é definitivamente substituído por Soares dos Reis». Tendo nesse dia o FC Porto defrontado e vencido o Boavista por 3-1, no Campo da Constituição.

Com efeito, nesse Campeonato do Porto, que no final o FC Porto venceu invicto, sem derrotas e só com vitórias, o primeiro jogo foi precisamente esse, do FC Porto como anfitrião diante do Boavista. Em jogo que até a equipa Boavisteira foi a primeira a marcar (como se pode ver em imagem coeva), mas depois o conjunto portista deu a volta e triunfou sem apelo nem agravo por três golos contra um. Sendo os golos portistas marcados por Lopes Carneiro, Pinga (também referido por Artur de Sousa) e António Santos.

Desse jogo fica-se com uma ideia descritiva por meio da crónica desse dia (enviada por telefone), saída no jornal Sports, de Lisboa. Dando para ver que o FC Porto jogou quase todo o tempo apenas com 10 jogadores, por Valdemar Mota se ter lesionado. E como não havia substituições, ele ainda reentrou mais tarde mas quase a fazer figura de corpo presente e, como tal, houve troca de posições na linha avançada, para colmatar a situção.

Ilustrando esta memória, a propósito, junta-se na imagem cimeira o cartão da inscrição de Soares dos Reis nessa temporada ainda como desportista de Andebol. Quão, em testemunho do tempo dessa passagem de testemunho de Siska para Soares dos Reis, se afixa esse cartão de atleta do guarda-redes Soares dos Reis, passado pela respetiva "Associação de Handball do Porto".

Armando Pinto

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Visita ao “Museu Nelinho”- um grato encontro rodeado de simbologia portista!

 

Segunda-feira 12 de OUTUBRO, ao final da tarde, correspondendo a honroso convite, rumei a Perafita, em terras de Matosinhos e com o aeroporto de Pedras Rubras por perto, para visitar o chamado “Museu Nelinho”, do senhor Manuel, mais conhecido por Nelinho. Acompanhado por meu sobrinho que havia combinado a visita com o proprietário e autor desse espaço museológico portista, mais com meu filho e dois cunhados. 

Então, diante da amabilidade do anfitrião e cicerone, pude ver e apreciar tudo o que ali está exposto, por cima do café do sogro do Nelinho. Com olhos rasos de tanta coisa a versar sobre o FC Porto. Num interessante e grato encontro portista. Em agradável sensação azul, tal como o ambiente das luzes das duas salas carregadas de artefactos e adereços azuis e brancos.

Foi com muito gosto que ali estive, como pude manifestar por escrito no livro de honra dos visitantes. Dando meus parabéns ao Nelinho, deixo nas diversas imagens fotografadas a lembrança de tal visita. Sabendo que o Nelinho apreciou a minha presença como Dragão de Ouro de Sócio do Ano do FC Porto, junto ilustração acrescida da folha recebida de agradecimento do curador do mesmo museu. Com a alma portista fortalecida.

Abraço Nelinho e continue, pois esse seu museu merece crescer e com mais espaço ainda ganhar amplitude à medida do seu grande portismo.







Armando Pinto

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Dragão de Ouro de Sócio do Ano até brilha no meu recanto doméstico!


Já está bem aconchegado, entre outros objetos de estimação, o meu Dragão de Ouro de Sócio do Ano, colocado no meu escritório, espaço onde escrevo, pesquiso e guardo objetos de apreço. Após arrumação de livros e adereços para ganhar espaço, com a remodelação precisa está tudo agora já com os novos ornamentos e galardões. E o meu Dragão, colocado de modo a ser visto logo à entrada e para eu o ver sempre, até brilha aqui, comigo.








É um orgulho ter um Dragão de Ouro e ser Sócio Dragão de Ouro.

O FC Porto é algo especial e não se explica, sente-se.

= Obs.: A imagem cimeira foi-me enviada por um amigo, o sr. Artur Barros, a quem agradeço a boa ação e aqui coloco por a mesma sintetizar bem tudo, colocando-me com o Dragão nas palmas das minhas mãos!

Armando Pinto

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domingo, 11 de outubro de 2026

Lembrando o guarda-redes Armando na data do 88.º Aniversário de seu nascimento!

Num dia de Outono de há 88 anos, a 11 de OUTUBRO, nasceu no Porto Armando Pereira da Silva, mais tarde saliente guarda-redes de futebol, conhecido por Armando. Atleta formado desportivamente nas camadas jovens do Futebol Clube do Porto e posteriormente integrante do plantel sénior portista em duas fases de sua carreira. Tendo primeiramente evoluído nos juniores e seguinte equipa de Reservas/equipa B ao chegar a sénior, integrando entretanto o plantel de 1958 a 1960, quando chegou a ser vencedor da Taça de Portugal de 1958 como guarda-redes suplente do FC Porto presente na final e depois chegando a ser titular na equipa principal nalguns jogos em 1960, antes do serviço militar lhe ter interrompido a carreira no continente português e haver ido para o Ultramar no tempo da guerra colonial, onde ainda representou uma equipa da província de sua estada em África. Tendo no regresso representado algumas equipas portuguesas, até se ter afirmado e salientado no Sporting de Braga, a pontos de haver sido o titular na conquista da Taça de Portugal de 1966 e nesse clube ter sido internacional pela Seleção Nacional B e suplente na A. Seguindo-se regresso ao FC Porto em 1970, e aí voltou a vestir a camisola com o brasão abençoado ao peito até 1973. Regressando por fim novamente ao Braga, até ter terminado a carreira e experimentado a vida de treinador algum tempo, entre as diversas passagens de seu percurso futebolístico.

Armando, entretanto falecido há 8 anos, nasceu então há 88, conta que se assinala, desta vez. Celebrando-se o dom de ter tido existência esse senhor, merecedor de sempre ser lembrado por este seu amigo que escreve esta lembrança. Como tem acontecido por diversas vezes. Sendo que nem sempre aqui se pode rememorar antigos jogadores já falecidos, mas nas exceções possíveis cabe perene recordação deste mesmo senhor Armando Silva, como pessoa do mundo do futebol portista que ficou e está no coração do autor destas linhas. Recordando-o, desta feita, com uma foto da equipa do FC Porto do tempo de Armando e extensiva evocação de uma página de caderneta duma coleção de cromos da equipa do FC Porto com o mesmo guarda-redes Armando como n.º 1 da equipa azul e branca.

Eternamente presente nas memórias deste espaço de Memória Portista, o guarda-redes Armando será sempre contante recordação. Entre a admiração pessoal que mantém viva sua memória.

Armando Pinto

Observação: Contrariamente ao que por vezes aparece nalgumas publicações e de umas passam a outras, Armando não alinhou apenas em 2 jogos na equipa principal portista, mas sim em 17 jogos oficiais pelo FC Porto (sem contar também nos séniores em Reservas e encontros de cariz particular, como torneios, por exemplo), nas suas curtas passagens pelas balizas do FC Porto.

A.P.

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Rememoração de um jogo ("clássico" FC Porto-Benfica) fora dos campeonatos da época - em outubro de 1937


(Imagem do guarda-redes internacional Soares dos Reis a defender, mandando a bola para as alturas sobre a barra da baliza - «Com sorriso nos lábios» «Porto-Benfica / No Lima» - como o próprio anotou.)

Nos inícios de OUTUBRO de 1937 houve um jogo entre o vencedor do Campeonato de Portugal e o vencedor do campeonato da Liga, provas ao tempo disputadas na mesma época, sendo o chamado Campeonato de Portugal por eliminatórias e como tal antecessor da Taça de Portugal. Referindo-se ter sido nos inícios desse mês porque diferem as indicações da respetiva data - constando na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto ter sido a 5 de outubro, enquanto na página Dragões Diário é referido como tendo sido no dia 10. Assim sendo anota-se aqui em data posterior, dentro do período inicial do mês de início do outono, interessando que foi nos princípios daquele outubro. Tendo então, no Estádio do Lima, o FC Porto vencido o Benfica por 4-3, nesse «clássico que pode ser encarado como uma versão primitiva da Supertaça. Os Dragões, à data vencedores do Campeonato de Portugal, superiorizaram-se ao rival que havia conquistado o Campeonato da Liga.» Ao intervalo estava 1-1 e no final registou-se 4-3 a favor do Campeão de Portugal da época, graças a golos de Lopes Carneiro, Pinga, Pocas e Costuras.

Ora, desse mesmo jogo, complementando a notícia de sua realização e confirmando o resultado, ilustra-se esta memorização com recortes de crónica jornalista coeva da época, do jornal O Primeiro de Janeiro, com uma análise algo parcial - como se nota já vir de longe o mau perder e pensamentos de influência de alguns jornalistas.

Armando Pinto

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sábado, 10 de outubro de 2026

Gala dos Dragões de Ouro/2026 - uma noite luminosa da grandiosidade do Futebol Clube do Porto - culminada na entrega do Dragão de Ouro de Sócio do Ano!

 

No dia 7 de outubro, quarta-feira seguinte à comemoração da implantação da República em Portugal e dentro do âmbito comemorativo do 133.º Aniversário do FC Porto, decorreu no Pavilhão Rosa Mota/Super Bock Arena, em pleno ambiente do portuense Palácio de Cristal, a Gala dos Dragões de Ouro, de entrega dos galardões de honra do FC Porto, em festiva noite engalanada de tons azuis a fazer ressaltar o sentimento portista à flor da pele e no bater dos corações e aplausos de fervor clubista. Com o amplo pavilhão a ressoar de grande Portismo. Também aqui o autor deste blogue ali esteve e como tal aqui se testemunha algo de tanto entusiasmo ali vivido, por entre exaltação e alegria sentida, na felicidade da afeição Portista.

Antecedendo a gala, teve lugar ao final da tarde, num espaço exterior, um encontro dos galardoados e candidatos a serem também, junto com dirigentes e atletas do Clube. E então logo nos deparamos com a presença de Cubillas, o “Cubilhas” que tanto admiramos nos anos 70’s e - passando a narrar na primeira pessoa, por ser das minhas sensações desse dia inesquecível - era um meu grande ídolo do tempo em que em 1973 entrei para sócio do FC Porto. Claro que de imediato quis ser fotografado com ele, como depois fui com alguns dos atuais representantes do FC Porto, a começar pelo Presidente André Villas-Boas que rececionou tão agradável presença, em que fui acompanhado por meu filho e um dos meus netos. Enquanto restantes pessoas de família, do número possível de poderem estar presentes (sendo eu nomeado), se juntariam depois dentro do pavilhão, na festa programada. De permeio podendo estar ali dentro do ambiente do FC Porto, junto e lado a lado com os atuais jogadores e treinadores, mais dirigentes e colaboradores do clube, entre os candidatos a Dragão de sócio. Obviamente multiplicando-se as poses fotográficas. Com o meu neto feliz da vida com tantos craques à beira, dos que conhece de cromos e de ver na televisão.






Ressalve-se com isto ter de aflorar sensações pessoais, mas sendo como foi tudo isso, não há volta a dar senão referir, vincar e registar tudo em nome próprio, pois foi e será experiência inesquecível. Desse tempo que também foi meu e é e será memorável.


Depois, dentro do pavilhão, na grande nave circular do chamado Pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal, atual Super Bock Arena/Rosa Mota, estava diante dos olhos e dos sentidos todo um panorama grande e majestoso, colorido de azul matizado em várias cambiantes, onde os quatro candidatos ao Dragão de Sócio ficamos em filas seguidas e os quatro no lugar de fora, junto ao espaço de passagem. Aí, sentado junto com minha esposa e minha filha e meu filho, um meu neto e minha nora, fui vivendo tudo o que a grandiosidade do Futebol Clube do Porto é e esteve bem patente no grandioso espetáculo que se seguiu, à medida do que ali pulsava em tanta gente. Numa ambiência começada com um discurso eloquente, de oratória expressiva e convincente, do Presidente André Villas-Boas, demonstrando bem que é o Homem certo no lugar certo. Como que a dar toque de papel de destaque inicial bem saliente, com sua presença bem simpática e firme, abrindo por assim dizer a sessão que se transformou numa noite feliz. Seguindo-se todo um vasto programa, entrecortado com as apresentações dos galardoados e entregas dos trofeus, sucessivamente, até aos anúncios dos galardões que haviam estado a votos do universo dos sócios do Clube. Entre 17 troféus de Dragões de Ouro e um de Dragão de Honra. E por fim o culminar de toda a expetativa, por fim anunciada e em festa assinalada.




Neste pé, há que fazer uns agradecimentos e louvores, em nome pessoal. Para agradecer a toda a gente que votou em mim, sendo bom sabermos que houve tantos sócios e sócias a manifestarem esse apreço, entre amigos e conhecidos, bem como leitores e seguidores do meu blogue; mas, por outro lado, também a quem fez campanha contra e que afinal até ajudou, demonstrando que quem não é portista deve deixar os outros serem, porque o FC Porto ama-se ou deixa-se e está acima de tudo e todos. Por fim, louvor aos restantes nomeado e nomeadas para a atribuição do galardão de sócio, pois todos eram fortes candidatos e qualquer dos quatro podia ser o mais votado, todos merecendo a distinção que a nomeação revela. Abraço a todos e a amizade, mais o Portismo comum, continuará bem possante, agora que nos ficamos a conhecer pessoalmente.

Não é possível descrever e registar por palavras, nem narrar por letras, o que ali então se sentiu, de diversos modos. Sendo que os galardões votados só poderiam ser entregues a quem foi eleito como mais votado. Quão no caso do Dragão de Ouro de Sócio do Ano fui eu, o sócio Armando Pinto, como ao ouvir meu nome ainda esfreguei a cara a ver se ouvira bem, mas logo senti ao ser abraçado por minha família. Indo depois por ali fora, quase sem saber como, passando entre tanta gente e levando comigo o meu neto que tanto quisera estar presente e teve razão para isso. Subido ao estrado reluzente do palco foi um mundo de sensações, na felicidade de passar a sentir nas mãos o Dragão de Ouro, galardão máximo de representatividade portista, que como as taças que vi os nossos jogadores levantarem, pude beijar. Claro que tendo de falar alguma coisa nem soube bem o que dizer, a não ser o ter conseguido recordar que era e sou sócio há 53 anos, filiado no mesmo ano em que pedi namoro à que é minha esposa (já fez este ano 49 anos), nesse tempo em que já namorava há muito o F C Porto mas só nesse mesmo ano pude concretizar esse gosto, por iniciativa pessoal, também. E depois foi um mar de emoções, terminado em apoteose num vislumbre de pequenas fitas douradas caídas sobre toda a gente, como que a colorir o cenário personalizado do mundo portista. Algumas das quais estão agora junto ao meu Dragão de Ouro, a marcar o território deste Dragão Dourado e acompanhantes adereços que imortalizam esses momentos. Enquanto tudo o mais, melhor que mais palavras, se pode ver e relembrar eternamente pelas imagens que falam por si. Quão o Futebol Clube do Porto está acima de tudo e vive em nós.



























Armando Pinto