em edição
Memória Portista
Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.
A. P.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
Artigo “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia” na Revista da Maia 2026 -Revista Cultural da Câmara Municipal da Maia
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Perene homenagem a João Pinto - na passagem da efeméride de sua despedida pública no estádio das Antas - em 1997!
Ao correr do verão e em pleno mês de julho, em 1997,
aconteceu diante do sentimento portista, manifestado no estádio emocionante do
FC Porto, a despedida de um símbolo como era, foi e é João Pinto, o capitão que
levantou a Taça dos Campeões em Viena.
Então, a 22 de JULHO, em 1997, João Pinto subiu ao relvado das Antas pela última vez. Numa tarde arrepiante, o então capitão João Pinto colocou um ponto final numa carreira recheada de vitórias, não fosse ele o futebolista que mais vezes vestiu a malha azul e branca em jogos oficiais do FC Porto (por 587 vezes, na equipa principal do FC Porto, fora as das equipas de Reservas e Juniores). Nove campeonatos, quatro Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Intercontinental/Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia depois, o camisola 2 de seu tempo pendurou as botas que chegou a rasgar para jogar com um dedo partido e, lavado em lágrimas, despediu-se da família que o viu crescer. Tendo honrado bem esse número 2 icónico desde os tempos de Virgílio e passado pelo Festa, que seguidamente ficaria eternizado pelo Jorge Costa.
Pois, assim sendo, é esse mais um bom mote para evocar aqui,
neste espaço de memória portista, em homenagem ao carisma de João Pinto.
*****
E será sempre lembrado pela Final de Viena!

Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!
O Futebol Clube do Porto tem agora mais um reforço do
futebol, para a equipa principal. Facto, de novos jogadores, que neste local de
memória não é muito habitual, por ser assunto sobretudo do futuro. Mas desta
feita abre-se aqui uma exceção e regista-se a chegada do sul-coreano Inbeom, o
2.º da mesma nacionalidade a vestir a camisola do FC Porto, por ter havido
imediata simpatia pela primeira entrevista dada à chegada ao Porto e vista no
Porto Canal, mais seguinte chegada ao estádio do Dragão, incluindo a receção diante do
presidente André Villas-Boas, até à entrada no Centro de Treinos Jorge Costa.
Podendo-se dizer que lhe fica desde já muito bem a camisola linda das duas listas
azuis, que vestiu nas primeiras palavras a bem dizer do Porto-cidade, na
transmissão do gosto da esposa, e sua simpatia diante das Câmaras e com os
colegas. Pessoalmente gostei bem, também, de mais uma manifestação de bom
trabalho clubístico ao vê-lo, em pleno esforço durante exames médicos, na
passadeira rolante, logo com um painel à Porto da atualidade diante dos olhos,
num écran com a imagem da máxima Porto de Honra. Seja assim bem-vindo e boa
sorte Inbeom (cujo nome começo a decorar). Felicidades, o que será algo que nos
fará bem felizes, a nós Portistas.
Ora, Inbeom é então o 2.º sul-coreano a assinar e jogar pelo
FC Porto, depois de em 2016 ter vindo para a Invicta o Suk. Jogador que, confesso,
já nem me lembrava bem dele ter estado no Porto e também pouco tempo por cá esteve e
pouco jogou. Não tendo tido então passagem nem muito duradoura nem marcante,
por assim dizer. Também numa época não muito feliz do futebol portista e num
tempo em que até os equipamentos não davam grande realce, lembrando o equipamento
alternativo de cor castanha, mas mesmo o principal de riscas ao contrário, com
a azul no meio e as brancas ao lado não foi dos mais apelativos. Em suma,
deseja-se que desta vez haja mais sorte em tudo e que o novo reforço seja bem
sucedido, já que quanto a equipamentos estes novos são dos que mais gostei, com
a camisola mais bonita de sempre no que aos meus olhos reluz.
Assim sendo, para memória, como este local é de memorização
portista, regista-se alguns dados sobre os dois sul-coreanos, resumidamente. E,
claro, deitando olhos ao que sobre os mesmos há escrito.
INBEOM HWANG É DRAGÃO ATÉ 2029 - Médio internacional
sul-coreano chega ao FC Porto oriundo do Feyenoord.
Há mais uma cara nova no plantel Campeão Nacional: Inbeom
Hwang, médio de 29 anos, trocou o Feyenoord pelo FC Porto e vai reforçar as
opções de Francesco Farioli para o setor intermédio. O internacional
sul-coreano rubricou um contrato válido para as próximas três temporadas - com
outra de opção - e já vestiu a camisola azul e branca com o número 16.
Nascido a 20 de setembro de 1996 em Daejeon, no coração da
Coreia do Sul, o mais recente Dragão começou a jogar futebol na escola primária
e cedo ingressou no principal clube da terra natal. Em março de 2015, com
apenas 18 anos, estreou-se na Primeira Divisão e dois meses depois tornou-se o
futebolista mais jovem de sempre a faturar com as cores do Daejeon Citizen.
Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório após 95
jogos, 15 golos e 13 assistências no principal escalão, o atleta de 1,77 metros
foi emprestado ao Asan Mugunghwa FC - a equipa de futebol da polícia
sul-coreana, ao serviço da qual venceu o título nacional da Segunda Divisão - tendo recebido ordem de dispensa por ter conquistado a medalha de ouro nos
Jogos Asiáticos de 2018.
A aventura internacional arrancou logo a seguir, quando rumou ao Canadá para representar os Vancouver Whitecaps. Nos meses que se seguiram, Inbeom Hwang assinou quatro remates certeiros e outros tantos passes decisivos na Major League Soccer e acabou por se mudar para a Rússia.
Na primeira campanha em solo europeu, o internacional
sul-coreano deu nas vistas ao serviço do Rubin Kazan, mas acabou por voltar a
casa após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ao cabo de dez jogos
com a camisola do FC Seoul regressou à Europa, assinou pelo Olympiacos FC e
partilhou o balneário com nomes tão queridos da família portista como James
Rodríguez ou Tiquinho Soares.
A temporada seguinte foi ainda mais profícua: na época de
estreia pelo Estrela Vermelha, Inbeom Hwang marcou seis golos, fez sete
assistências, venceu o campeonato e a taça e foi distinguido como Jogador do
Ano da Superliga Sérvia. A conquista da Dobradinha e o prémio individual
valeram-lhe a mudança para os Países Baixos, onde representou o Feyenoord.
Apenas um mês depois da chegada a Roterdão, o centrocampista
sul-coreano foi eleito para a Equipa do Mês da Eredivisie e assumiu-se como um
dos principais destaques do eterno rival do Ajax de Francesco Farioli. Em
2025/26, sob o comando de Robin van Persie, ajudou o Feyenoord a garantir a
entrada direta na Liga dos Campeões - a competição europeia que mais vezes
disputou.
Internacional desde 2018, quando Paulo Bento o lançou frente
à Costa Rica, o mais recente Dragão foi o Melhor Jogador da Taça Asiática em
2019 e já participou em dois Campeonatos do Mundo. No último, assinou um golo e
uma assistência na reviravolta contra a Chéquia (2-1) e teve um papel decisivo
no triunfo da Coreia do Sul.
Com 77 internacionalizações e vários prémios coletivos e
individuais no currículo - entre eles o de MVP da primeira jornada do Mundial
- Inbeom Hwang chega à Invicta para ajudar o FC Porto a lutar em cinco
frentes: Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Liga dos
Campeões.» (Conf. fcporto.pt)
~~~ ***** ~~~
SUK - Jogador de quem ficou o sorriso das fotos de seu tempo
no FC Porto
Suk Hyun-Jun, mais conhecido por Suk (Chungju, Coreia do
Sul, 29 de Junho de 1991) é um futebolista sul-coreano que joga habitualmente a avançado.
Havia sido contratado em Janeiro de 2013 pelo
Marítimo, tendo assinado um contrato válido até 2016. Mas, entretanto, em Julho
de 2013 foi transferido para o Al-Ahli. E em Janeiro 2016 assinou pelo FC Porto,
sendo posteriormente dispensado, indo emprestado ao Trabzonspor da Turquia.
Suk teve então breve passagem pelo FC Porto, em cuja estada
de azul e branco concretizou 2 golos (1 no Campeonato Nacional da Liga e 1 na
Taça de Portugal) em 14 participações oficiais com a camisola do FC Porto,
durante a parte em que jogou da temporada de 2015/16, única ao serviço do clube
dragão.
Reforço de Inverno da temporada de 2015/16, Suk estreou-se
de Dragão ao peito no dia 20 de Janeiro de 2016 em jogo do FC Porto no Estádio
Municipal de Famalicão, contra a equipa local, num jogo da fase de grupos da
Taça da Liga (Taça CTT), com derrota por 1-0.
Fez parte de 20 das 27 convocatórias possíveis (chegou a
meio da época), 5 como titular a tempo inteiro, mais 2 substituído e 7 como
suplente utilizado, mais 6 não utilizado.
As expectativas ficaram aquém e os golos também. O seu
primeiro golo com a camisola do FC Porto, aconteceu no dia 3 de Fevereiro de
2016, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1.ª mão
das meias-finais da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Suk foi o autor
do 2.º golo aos 59 minutos.
Voltaria a marcar no dia 21 de Fevereiro, no Estádio do
Dragão, frente ao Moreirense, em jogo da 23.ª jornada do Campeonato Nacional
(Liga NOS), com vitória portista por 3-2. Suk voltou a apontar o 2.º golo do FC
Porto, restabelecendo na altura a igualdade (2-2), num jogo em que a equipa
esteve a perder por 2-0.
Talvez vítima da instabilidade técnica, recordando que Julen
Lopetegui saiu, depois do empate contra o Rio Ave em 6 de Janeiro, tendo sido
substituído temporariamente por Rui Barros, para depois entrar José Peseiro que
comandou a equipa desde o dia 24 de Janeiro, Suk não fez parte do plantel para
a temporada seguinte, sob o comando técnico de Nuno Espírito Santo.
Até ao final do contrato o sul-coreano esteve emprestado
sucessivamente aos tucos do Trabzonspor (Agosto/2016 a Janeiro/2017), aos
húngaros do Debreceni (Fevereiro a Maio/2017) e aos franceses do Troyes
(2017/18). Assinou novo contrato com os franceses do Stade de Reims (2018/19),
regressando ao Troyes, na temporada seguinte (2019/20), clube que ainda
representa.
Ele fez parte do elenco da Seleção Sul-Coreana de Futebol
nas Olimpíadas de 2016.
(Conf. blogue “Dragão Pentacampeão 2")
~~~ ***** ~~~
Assim sendo, deseja-se tudo melhor desta vez, de modo que
o novo reforço fique na boa memória portista, quão valorosa seja e fique Inbeom
na História do Futebol Clube do Porto!
Armando Pinto
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terça-feira, 21 de julho de 2026
Lembrando e homenageando Domingos - na passagem da data de seu adeus como futebolista… em 2001!
Num período como este de verão no defeso do futebol de
competição e proximidade ao início da época seguinte, é sempre tempo de renovação
dos planteis das equipas com naturais entradas e saídas. Sendo assim normal
todos os anos, também, haver jogadores que se despedem, terminando suas
carreiras de futebolistas, no caso em apreço. Como aconteceu em 2001 com o adeus
do “Domingos do Porto” aos relvados, como futebolista. Tema que assim
vem a talhe de mais uma lembrança de evocação e homenagem, dando motivo para
homenagear memorialmente esse avançado goleador que substituiu na linha avançada
do FC Porto o Bibota Gomes e também chegou a ser Bola de Prata de melhor
goleador do Campeonato Nacional, em termos de oficialização do jornal que atribui
o prémio (troféu), embora uma vez só porque no jornal A Bola lhe retiraram outra, que
ele devia ter ganho (mas porque não lhe atribuíram outro golo que ele marcou
houve outro beneficiado, obviamente dum clube de Lisboa, que foi do Benfica,
mas podia ser do Sporting se fosse algum de Alvalade a estar à bica…) como se
sabe.
Ora, passando nesta data a efeméride da despedida de
Domingos, quando ele subiu ao relvado das Antas já apenas para se despedir do
público portista, não se pode esquecer que Domingos foi um dos avançados mais
carismáticos do FC Porto. Um daqueles que se fosse do tempo dos livrinhos da “Coleção
Ídolos do Desporto”, como de uma seguinte série de livros de bolso dos “Ídolos”,
com as biografias dos craques da bola nacional, teria tido um livro a historiar
sua carreira. Aquele mesmo Domingos que, além da importância que teve dentro
dos campos em que jogou pelo FC Porto, indiretamente teve uma outra ligação de
realce, como foi de haver sido admirado enquanto jogador do FC Porto pelo então
jovem André Villas-Boas e em sequência disso ter havido o caso do envio duma
missiva ao então treinador portista e seu vizinho de residência, Bobby Robson, numa
iniciativa demonstrativa como Villas-Boas sempre teve caráter e pautou o destino
à medida de bons sonhos. No feliz argumento da história bem conhecida que,
afinal, despoletou todo o futuro que se seguiria e mesmo o presente do FC
Porto.
Ora… «Neste dia, em 2001, Domingos Paciência pendurava as
chuteiras, mas dava seguimento ao legado de azul e branco. Após 12 épocas ao
serviço do FC Porto, pelo qual marcou 143 golos em 381 jogos e conquistou sete
Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças, o goleador
começava a carreira de treinador enquanto adjunto da equipa B, ao lado de
Ilídio Vale. O amor pelo Clube vinha desde pequeno e a história de Dragão ao
peito tinha começado em 1982, com apenas 13 anos.» Como bem é lembrado na rubrica "Aconteceu" da newsletter
Dragões Diário. Num percurso que está também memorizado nalguns blogues
portistas, que dão jeito para aqui e tornam desnecessário extensivamente fazer outras narrativas.
Assim em “Estrelas do FCP” (estrelas-do-fcp.blogspot.com),
do amigo Paulo Moreira” é assim biografado o Domingos:
«Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro
de 1969 em Leça da Palmeira.
Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos
chegou ao Futebol Clube do Porto para jogar nos juvenis.
Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos
Dragões, treinada por Tomislav Ivic.
A sua estreia com a camisola dos azuis e brancos aconteceu
no dia 21 de Novembro de 1987 no Campo Maria Vitória em Moura, onde os
portistas venceram o Moura A.C. por 2-0, numa partida a contar para a 3.ª
eliminatória da Taça de Portugal de 1987/88.
Domingos jogou no F.C. Porto durante 12 temporadas. Ao longo
de todos esses anos, Domingos sagrou-se Campeão Nacional 7 vezes, venceu a Taça
de Portugal em 5 ocasiões e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira por 6
vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de
1995/96.
Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá
ficou duas épocas. Disputou 50 jogos oficiais e marcou 6 golos.
No início da temporada de 1999/00 estava de regresso ao F.C.
Porto para jogar mais duas épocas.
No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante
carreira futebolística.
Nas 12 temporadas que Domingos fez de Dragão ao peito,
disputou 378 jogos oficiais, marcou 144 golos e conquistou 18 Títulos.
Domingos também vestiu a camisola da Selecção Nacional por
34 vezes e esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 onde disputou 3
partidas e apontou 1 golo.
Na temporada de seguinte 2001/02, começou a desempenhar as
funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a
treinador da equipa b portista.
Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do
U.D. Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10
transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos
arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2.º lugar e levou os
bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada
seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa
cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas
por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos
leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi
feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou
depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal
mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015
rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três
meses. Em Abril de 2017 regressa ao campeonato português para comandar a equipa
técnica do C.F. Belenenses, cargo que ocupou até Janeiro de 2018.
Palmarés
7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)
5 Taças de Portugal
6 Supertaças Cândido de Oliveira »
Tal como em “Dragão Penta Campeão 2” (dragaopentacampeao2.blogspot.com)
do amigo Rui Anjos:
« GOLEADORES PORTISTAS - Nº 6
DOMINGOS PACIÊNCIA - goleador Nº 6
Apontou 142 golos nos 378 jogos disputados com a camisola do
FC Porto durante as 12 épocas ao seu serviço.
Domingos foi um verdadeiro ponta-de-lança mas
simultaneamente um jogador de notável qualidade técnica, de grande velocidade
com a bola dominada, que lhe permitia jogar nas alas quando necessário. Possuía
drible fácil e estonteante, muita criatividade, excelente sentido de
posicionamento, bom jogo de cabeça, remate espontâneo e colocado e uma
fulminante rapidez de reflexos (pensava e executava em limitada fracção de
segundos).
Natural de Leça da Palmeira, chegou ao FC Porto aos 13 anos
de idade para completar a sua formação. De corpo franzino mas dotado de elevado
apuro técnico, quiçá dos mais evoluídos de sempre entre os jogadores
portugueses da sua idade, foi alvo de um intenso trabalho, submetido pelos
departamentos médico e técnico do FC Porto, para a obtenção de massa muscular e
estrutura física, para colmatar de algum modo essa enorme debilidade.
Percorreu os escalões de formação de forma brilhante e
prometedora, acabando por se estrear na equipa sénior em 15 de Agosto de 1987,
em Itália, num jogo particular frente ao Fóggia. A sua estreia oficial na
equipa principal aconteceu porém três meses mais tarde, mais precisamente no
dia 21 de Novembro de 1987, no Campo Maria Vitória, frente ao Moura, na 3.ª
eliminatória da Taça de Portugal. Domingos foi titular na vitória portista por
0-2.
Nas doze épocas em que jogou pelo FC Porto, tornou-se num
dos principais goleadores, ainda que não tivesse conseguido ser um titular
indiscutível em algumas épocas. Depois de em 1990/91 ter marcado 24 golos no
campeonato nacional e ter perdido a Bola de Prata para Rui Águas, do Benfica,
só porque o Jornal A Bola, organismo que instituiu o prémio para o melhor
marcador, lhe sonegou um golo que apontou contra o Beira-Mar, atribuindo-o a um
defesa aveirense, lá conseguiu na época de 1995/96 o seu melhor registo no
campeonato, com 25 golos em 29 jogos (6 dos quais incompletos), ganhando
finalmente o troféu, bem como o prémio de melhor jogador desse campeonato. Por
curiosidade refira-se que foi até aos nossos dias o último atleta nascido em
Portugal a vencer a Bola de Prata.
Em 1996/97, a chegada do brasileiro Mário Jardel ao FC
Porto, levou Domingos a rumar ao Tenerife, nas Ilhas Canárias. Tinha então já
vestido a camisola da Selecção nacional por 32 vezes a apontado 8 golos. Pelo
clube espanhol somou mais duas internacionalizações e mais um golo.
No regresso a Portugal, em 1999/2000, chegou a ter aparente
acordo com o Sporting, mas acabou por optar pelo FC Porto, não conseguindo
atingir o brilhantismo anterior. Domingos coleccionou nos Dragões um palmarés
invejável, com 18 títulos nacionais, a Bola de Prata de 1995/96 e ainda foi
destingido com o «Dragão de Ouro» em 1988, como «Atleta do Ano» e em 1990, como
«Futebolista do Ano».
Pôs fim à carreira de jogador no final da época 2000/01 para abraçar a carreira de treinador.
Palmarés ao serviço do FC Porto (18 títulos):
7 Campeonatos nacionais (1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93,
1994/95, 1995/96 e 1996/97)
5 Taças de Portugal (1987/88, 1990/91, 1993/94, 1999/2000 e
2000/01)
6 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96 e 2000/01)
Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar
Publicada por Rui Anjos »
Atualmente Domingos Paciência exerce o cargo de
Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Anteriormente assumiu
a função de Diretor Técnico Nacional (DTN) e, mais tarde, passou a ser o elo de
ligação e diretor responsável pela Seleção Nacional A junto do presidente da
FPF, Pedro Proença.
Armando Pinto
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segunda-feira, 20 de julho de 2026
Memória da origem da publicidade nas camisolas do futebol sénior do FC Porto e do contrato com a Revigrés
A 20 de JULHO de 1983 o FC Porto e a Revigrés assinaram o primeiro contrato que levou a que essa empresa passasse a ser o primeiro patrocinador do futebol sénior portista e como tal a ter o nome nas camisolas de futebol da equipa principal (equipa A) e das reservas (equipa B) do FC Porto, passando a haver ligação com essa empresa de cerâmica, sediada no concelho de Águeda. Tendo sido obreiro desse acordo o então Vice-presidente Alexandre Magalhães, que contactou diretamente com o dono da empresa, Eng.º Adolfo Roque, com quem nesse tempo tinha contactos por via de negócios entre as empresas de ambos. Obviamente o contrato depois foi assinado pelo presidente e pelo tesoureiro do FC Porto, mais pelo vice-presidente sr. Alexandre Magalhães, com a gerência da Revigrés, empresa patrocinadora representada pelo Eng.º Adolfo Roque, na presença de um dos sócios da empresa, o sr. Augusto Gonçalves, ainda vivo.
Até esse tempo a publicidade que ia havendo no desporto e em equipas era nas camisolas de algumas da modalidades ditas amadoras, mas não no futebol. Até que nos inícios da presidência de Pinto da Costa no FC Porto saiu legislação oficial a permitir o começo da publicidade nas camisolas do futebol profissional em Portugal. Tendo logo no início desse exercício presidencial Pinto da Costa nomeado Alexandre Magalhães como Vice-presidente substituto do Presidente, bem como Presidente do Conselho Cultural e Responsável pelos contratos. Então, como o FC Porto estava em má situação financeira, foi logo essa uma possibilidade vista de poder ajudar a melhorar a situação. Sendo na fase em que o FC Porto tinha dívidas com o antigo Banco Pinto de Magalhães e Alexandre Magalhães empreendeu a renegociação da dívida, ao tempo com a União de Bancos detentora da sucessão dessa firma. Tendo depois, correspondendo a pedido do Presidente da Direção para tentar arranjar um patrocinador para o futebol, Alexandre Magalhães se lembrado da Revigrés, empresa cliente da sua em certos negócios, pois que sua firma era fornecedora de materiais, como pigmentos e outros, necessários à indústria da cerâmica. E se bem pensou melhor o fez, ligando a seu amigo e num belo dia lá o conseguiu convencer, apesar da inicial relutância do Engenheiro Roque, que apesar de não ligar grande coisa ao futebol nessa altura, sabia porém que o FC Porto não ganhara nada ainda no futebol por esses tempos, retorquindo o amigo fornecedor que o Porto não ganhara ainda mas ia ganhar e seria mesmo conhecido internacionalmente. Tendo com essas e outras conseguido o que queria, inclusive com a proposta que apresentou achada muito elevada, mas por fim aceite. Tanto que quando Alexandre Magalhães telefonou ao seu compadre Pinto da Costa (sendo padrinho de batismo do seu filho) a dar a novidade de que conseguira onze mil contos (11.000... no conhecimento popular de dinheiro da época do escudo, correspondendo a 11.000.000 escudos, onze milhões de escudos), houve espanto do seu amigo Jorge, como ele tratava Pinto da Costa, porque não contava com tanto. E foi assim, mesmo. Isso tempos antes da assinatura do contrato, visto o dono da empresa se ter de ausentar do país em viagem de negócios na ocasião, ficando a assinatura legal para depois, mas ficando o acordo selado com palavra e aperto de mãos, e a pedido de Alexandre Magalhães, pela necessidade premente da tesouraria no clube, o dinheiro foi para a conta do FC Porto muito antes de terem sido colocadas as assinaturas no papel.
Esse acordo do FC Porto com a Revigrés, mediado e conseguido
obter por Alexandre Magalhães, teve porém uma condição do responsável pelo
acordo, que foi de a partir daí, embora mantendo naturalmente a amizade,
deixaria de haver negócios de Alexandre Magalhães com a empresa de Adolfo Roque,
para não haver misturas, coisa que o dono da Revigrés não queria mas acabou por
entender. Isso então em 1983. E em 1984 Alexandre Magalhães conseguiu ainda um
acréscimo para o FC Porto, aquando da ida à final da Taça das Taças em 1984, demonstrando
ao amigo que o que dizia saiu certo e o Porto passava a andar na alta-roda
europeia, tendo o Eng.º Roque prometido e depois dado um prémio chorudo de 5.000 contos de
aumento da soma publicitária.
Tudo isto mesmo também afirmou e confirmou o Eng.º Adolfo
Roque numa entrevista à revista Dragões, no número especial antecedente à final
da Taça dos Campeões Europeus de futebol em 1987.
Histórias da história do FC Porto, que como nem sempre tem
sido contada, verdadeiramente, deve ser reposta. Sendo de fixar na memória a
ação do histórico dirigente Alexandre Magalhães, antigo atleta do Hóquei em Patins
do FC Porto, desde os primeiros tempos mesmo capitão da equipa, entre 1958 até
1970, no tempo em que Jorge Nuno Pinto da Costa foi seccionista e depois diretor das
modalidades. Seguindo-se Alexandre Magalhães ser Vice-presidente da Direção entre 1982 até 1988, com especial
responsabilidades em melhoramentos, como no caso dos painéis eletrónicos e dos
torniquetes no estádio das Antas. Assim como foi quem, em Lisboa conseguiu
convencer o Futre a vir para o FC Porto, fazendo acordo com o jogador, na
presença de seu irmão e seu pai, numas caves em frente ao Bingo do Belenenses. Tal como, quando era Presidente do Conselho Cultural criou o galardão Dragão de Ouro. Sendo
hoje ainda um dos Sócios Honorários vivos, nos seus oitenta e tal anos pujantes
e de grande portismo.
Assim sendo, o primeiro contrato do FC Porto com a Revigrés
foi assinado a 20 de julho de 1983, tornando-se a Revigrés na primeira empresa
portuguesa a patrocinar um clube de futebol na Primeira Divisão. Esta parceria
deu origem ao primeiro equipamento do clube com publicidade na camisola, em
plena temporada de 1983/84.
Graças a essa ação iniciada e concretizada em 1983, a
publicidade ainda inédita até então, passou a ser exibida nas camisolas, à
época com uma faixa a meio sobre as listas azuis e brancas, tornando-se um
ícone dos equipamentos históricos da primeira parceria e da realidade das últimas
décadas na vida do FC Porto. Tanto que hoje em dia vendem-se réplicas dessas
camisolas na loja do FC Porto, FC Porto Store.
Armando Pinto
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domingo, 19 de julho de 2026
Homenageando Rui Barros - a propósito da efeméride da despedida de sua carreira de jogador diante do público das Antas
No verão de 2000, a 19 de julho, já durante a pré-epoca da
temporada que se seguiria, despediu-se Rui Barros do público do estádio das
Antas, sendo muito aplaudido pelos presentes numa sentida e emocionante homenagem que
a família portista prestou então ao simpático quão histórico futebolista. O Rui Barros das grandes
e rápidas jogadas de contra-ataques, em velozes avançadas direcionadas às
balizas adversárias, que levaram a que ficasse conhecido por "rato atómico" e “Speedy González” (“popularmente
“Spid Gonzales”) - à imagem do figurante personagem de desenhos animados assim chamado,
esperto e muito veloz, conhecido pelas suas frases antes de sair de sua
correria, disparando: "Arriba, arriba!". Figura que o pequeno-grande
Rui Barros parecia transmitir quando suas jogadas tinham sucesso e saltava para
junto dos colegas, de sorriso abertamente malandro e satisfação humilde, de
alegria.
Rui Barros era normalmente referido por pequeno-grande jogador e essa feição ajustava-se por ele ser de pequena estatura física mas muito grande em valor futebolístico. Ficando célebre por suas arrancadas, correspondendo aos passes de colegas a “rasgar” defesas adversárias, como aconteceu no primeiro golo da final a duas mãos da Supertaça Europeia, em 1987, quando no jogo da 1.ª mão, em casa do Ajax, a passe de Fernando Gomes desde o meio campo e a ultrapassar os defesas da equipa campeã holandesa, Rui Barros fez o golo com que o FC Porto venceu por 1-0, ficando em vantagem para a conquista dessa super competição entre os vencedores das duas competições mais importantes da Europa, ao tempo (Taça dos Campeões e Taça das Taças).
Seguiu-se, nesse primeiro ano na equipa principal do FC Porto, uma muito rápida ascensão e repentina atenção, que depressa o fez ser cobiçado pela Juventus, grande equipa italiana para a qual se transferiu surpreendentemente em rápido acordo de conversações entre os clubes envolvidos. E assim como foi, também volvidos anos voltou, quase de surpresa, terminando a carreira no FC Porto, sempre como um dos mais admirados artistas da bola no mundo do FC Porto.
Ora, Rui Barros, de nome completo Rui Gil Soares de Barros,
nascido a 24 de Novembro de 1965, em Lordelo, do concelho de Paredes e distrito
do Porto, havia começado a jogar no clube de sua terra, Aliados de Lordelo, aos
12 anos; e seguidamente ainda passou pelo Rebordosa, clube de terra vizinha, como depois também pelo Paços de Ferreira já como júnior. Em cuja idade de escalão foi
então contratado pelo Futebol Clube do Porto e aí foi Campeão Nacional de
juniores. Quando saiu dos Juniores, segundo se dizia, esteve em vias de ser
definitivamente dispensado, o que só não aconteceu por Feliciano, mestre dos
escalões de formação nesse tempo, ter interferido afirmando-se contra a dispensa dum
jogador de sua qualidade e possível futuro auspicioso.
Após isso, na época de 1984/85 Rui Barros passou a sénior
mas, por o plantel ter muitos já consagrados à sua frente, foi emprestado ao Sporting
da Covilhã. Continuando assim nas temporadas de 1985/86 e 1986/87, de novo emprestado
mas desta vez ao Varzim, clube onde foi Campeão da Zona Norte da 2.ª Divisão
Nacional. Até que em 1987/88 foi integrado no plantel do F.C. Porto e passou a
fazer parte da equipa principal, que pouco tempo antes havia conquistado a Taça
dos Campeões Europeus. E logo Rui Barros na pré-época se exibiu a ponto de
agarrar o lugar durante os jogos realizados (tendo feito primeiro jogo a 6 de junho num particular ganho por 1-0 ao Flamengo, em Paris). Dando nas vistas sobretudo em prestigiados torneios europeus,
com destaque para o “Trofeo Joan Gampar”, de Barcelona, em agosto de 1987, que
o FC Porto venceu derrotando na final o Bayern de Munique por 2-0, depois de na
meia-final ter eliminado o anfitrião Barcelona por 2-1, marcando posição nessa
pré-época de estreia de Rui Barros na equipa principal do FC Porto.
Iniciando depois o Campeonato Nacional como titular, a
estreia de Rui Barros em jogos oficiais aconteceu no mesmo mês, envergando a
camisola dos Dragões no dia 26 de Agosto de 1987 no Estádio das Antas, em jogo
que o FC Porto como visitado venceu o Belenenses por 7-1, na 1.ª Jornada do
Campeonato Nacional de 1987/88. Continuando firme na primeira equipa, de modo
que à chegada do outono também alinhou nas competições europeias, fazendo sua
estreia internacional com o primeiro jogo oficial europeu a 16 de setembro
desse ano de 1987 no estádio das Antas, a contar para a 1.ª mão da 1.ª
eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1987/88, vencendo por 3-0 o
Vardar. E em novembro seguinte teve momento alto da sua então ainda curta
carreira no F.C. Porto, quando na 1.ª mão da Supertaça Europeia marcou o golo da
vitória com que a equipa azul e branca foi a Amesterdão vencer o Ajax por 1-0,
deveras importante para a conquista dessa taça europeia (consumada posteriormente
no jogo da 2.ª mão, no estádio das Antas, com nova vitória dos Dragões por 1-0).
E, mantendo o ritmo, ele e a equipa, em Dezembro também de 1987, esteve em campo na final de Tóquio da Taça Intercontinental/Mundial de Clubes que
os portistas ganharam, no célebre jogo sobre relvado coberto de neve, vencendo
diante do Peñarol do Uruguai por 2-1. Tudo isso e mais num período repleto de
títulos, culminando a época de 1987/1988, nesse seu ano de estreia ao mais alto
nível, a sagrar-se Campeão Nacional pelo FC Porto e, por fim, contribuindo
para a vitória do FC Porto na Taça de Portugal, ao derrotar no estádio do Jamor
o Vitória de Guimarães por 1-0.
Então, esse seu primeiro ano com a camisola azul e branca despertou
o interesse da Juventus, acabando por antes ainda do começo da época seguinte
ter ido para a Itália vestir a camisola listada de azul e preto de Turim. Aí
ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. Continuando um périplo europeu depois, no verão de 1990 passou a jogar no Mónaco, no qual
conquistou a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em
1992 (que perdeu frente ao Werder Bremen). Seguindo-se na época de 1993/94 ter
sido transferido para o Olympique de Marselha (clube francês em que teve Paulo
Futre como companheiro de equipa). Até que em 1994/95 regressou ao Futebol
Clube do Porto. Passando mais uns bons tempos no clube do coração, tanto que nas
6 temporadas seguintes no FC Porto foi Penta-Campeão Nacional, venceu mais 2
Taças de Portugal e 5 Supertaças Cândido de Oliveira. Terminando depois a
carreira na época de 1999/2000, despedindo-se em beleza dos relvados, com a
camisola do FC Porto vestida, na final da Taça de Portugal em que Deco e
Clayton marcaram os golos da vitória frente ao Sporting por 2-0.
Ao serviço do F.C. Porto, Rui Barros, segundo dados conhecidos, em jogos oficiais pela equipa principal, jogou durante 7 temporadas, conquistou 16 Títulos (6 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal, 5 Supertaças nacionais, 1 Taça Intercontinental/Mundial de Clubes e 1 Supertaça Europeia), ao longo de 247 jogos oficiais e contando 56 golos marcados (nas duas fases passadas no FC Porto, enquanto no total, somando com os números nos outros clubes em que esteve, fez 592 jogos e marcou 115 golos). Enquanto, de permeio pela Seleção Nacional foi internacional por 36 vezes e marcou 4 golos com a camisola das quinas (num palmarés a que se juntam mais 1 Taça UEFA, 1 Taça de Itália, e 1 Taça de França, pelos outros clubes que representou. E mais tarde, como treinador episódico, somou no palmarés 1 Supertaça Cândido de Oliveira, no FC Porto, ainda).
Em 2006/07 passou a integrar a equipa técnica do F.C. Porto,
ano em que treinou temporariamente a equipa principal portista na Supertaça
Cândido de Oliveira, que o FC Porto venceu trunfando sobre o Vitória de Setúbal
por 3-0, e assim ficou Rui Barros a ser o primeiro técnico portista vencedor
dessa prova como treinador e jogador. Continuou entretanto a fazer parte das
várias equipas técnicas que passaram pelos Dragões e em Janeiro de 2016 foi de
novo chamado a comandar a equipa principal em cinco partidas. Na temporada de
2018/19 assumiu o comando técnico da equipa B do FC Porto, cargo que ocupou até
Fevereiro de 2021. Continuando depois no Clube em funções de “Scouting” e de representatividade
clubista.
Pois, entre tudo isso, Rui Barros havia-se despedido publicamente nas Antas a 19 de Julho, ao correr do verão de 2000, num dos encontros de pré-época nas Antas, recebendo da família portista justa e significativa homenagem. Dois meses depois de ter pendurado as chuteiras na final da Taça de Portugal conquistada frente ao Sporting (2-0). Passando aí o testemunho como antigo camisola 8 do FC Porto. Facto de que deu conta a revista Dragões numa entrevista a dizer: “Rui Barros Obrigado”!
Armando Pinto
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sábado, 18 de julho de 2026
O troféu de Campeão Nacional de Liga Portugal - curiosidades respeitantes à nova e atual taça grande da Primeira Liga do futebol português!
O FC Porto é o atual Campeão Nacional e como tal foi e é o mais recente clube que levantou o troféu de campeão. Quando, a 16 de maio deste ano de 2026, no final do último jogo, referente à 34.ª e última jornada da competição, na cerimónia correspondente, o presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, acompanhado por José Manuel Neves, presidente da Associação de Futebol do Porto, e Tiago Simões, Country Manager da Betclic, entregou o respetivo troféu a André Villas-Boas, líder do emblema portista. E este, como presidente do Clube Campeão, o entregou ao capitão da equipa portista, Diogo Costa, que por sua vez o levantou junto e à frente dos colegas, acompanhados por toda a equipa técnica, que em uníssimo festejaram a conquista do 31.º Título Nacional do FC Porto.
E na foto oficial do Título da época de 2025/2026 lá ficou o troféu bem ao centro e à frente, em lugar de destque!
Celebrada assim pelo FC Porto a conquista do título de campeão da Liga Portugal Betclic, em cerimónia realizada no Estádio do Dragão, passou o Clube Dragão a ser detentor do mais recente troféu do Campeonato da Liga Portugal, que depois foi entregue no Museu do FC Porto.
É este um troféu com história ainda recente, pois que o mesmo, substituto da anterior taça e dum pequeno trofeu que também existiu entretanto na mesma função, teve já como novo ficado na posse do FC Porto. Tal o caso do agora atual sido pela primeira vez entregue em 2011, o primeiro exemplar, quando o FC Porto conquistou o 25.º Título da grandiosa história do futebol sénior portista e também André Villas-Boas estava no FC Porto, então como treinador campeão dessa época.
Ora, dessa história do troféu de Campão da Liga, que o FC
Porto já ganhou entretanto mais exemplares, somando precisamente sete do novo, indo
agora no 31.º título, dá nota explicativa o interessante livro “Bíblia do FC
Porto”, de João Pedro Bandeira, na sua “edição revista e aumentada” de 2012. Como
para aqui se transpõe, a registar as respetivas facetas do belo e importante
troféu.
Armando Pinto
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