Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 14 de junho de 2026

F.C. Porto Campeão Nacional de Basquetebol sénior 2025/2026! Mais um título neste Ano d'Ouro da era AVB. E na calha mais evocações históricas do Basquete Portista (In revista "Mundo Azul)...

-14 de JUNHO de 2026 

O F.C. Porto sagrou-se Campeão Nacional de Basquetebol, em seniores, este domingo 14 de JUNHO, no jogo 4 da final e como tal no expirar desta época, com um agregado de 3-1 sobre o Benfica, terminando em beleza e com grande emoção a temporada desportiva de 2025/2026. Conquistado que é e fica o título de Campeão Nacional, não só contra tudo e todos, como estamos habituados, mas também contra todas as previsões, além de contra os anseios adversários.

Assim sendo, quase de enfiada aos diversos títulos nacionais obtidos nestes dias e nos últimos tempos, cá está mais um. Como que a questionar se ainda haverá algum bom portista que não saiba apreciar como o trabalho da nova Direção do Futebol Clube do Porto, presidida por André Villas-Boas, está a dar bons frutos, graças ao ótimo e importante esforço em prol do F.C. Porto, com o F. C. Porto acima de tudo.

Tão importante título nacional do basquetebol portista, após o decisivo jogo 4 da final (à melhor de 5 jogos, sem ser preciso jogar o quinto), merece pois ficar aqui registado. Como se reproduz da página oficial fcporto.pt:

FC Porto bateu o Benfica (75-71) e venceu o título nacional

A equipa de basquetebol do FC Porto sagrou-se Campeã Nacional pela 13.ª vez após receber e vencer o Benfica, por 75-71, no quarto jogo da final do play-off. Depois de eliminarem o Imortal BC nos quartos de final (2-0) e o Sporting nas meias-finais (3-1), os portistas entraram em desvantagem na eliminatória decisiva, mas venceram os três jogos seguintes (3-1) e voltaram a erguer um troféu que escapava há uma década.

Menos de 48 horas depois de baterem o mesmo adversário no terceiro jogo (87-63), os azuis e brancos regressaram ao Dragão Arena de olhos postos no título nacional, só que os lisboetas não facilitaram a tarefa e o equilíbrio foi nota predominante no primeiro período (18-17).

Com algumas dificuldades na reposição de bola, os comandados de Fernando Sá viram o avanço desaparecer e estiveram mesmo a perder por cinco pontos (21-26) na reta final da primeira parte, mas Corey Allen voltou a entrar, marcou três triplos seguidos e devolveu a vantagem ao conjunto da casa (30-26), que recolheu aos balneários com mais dois pontos do que o rival da Luz (37-35). 

Além do base norte-americano, que somou nove pontos e uma assistência na etapa inaugural, também Robbie Beran (sete pontos e quatro ressaltos), Cornelius Hudson (sete pontos e três ressaltos) e Miguel Queiroz (seis pontos, três ressaltos e duas assistências) estiveram em evidência.

Com tudo em aberto no arranque da segunda parte, o FC Porto voltou a atravessar um período complicado e esteve a perder por sete (44-51) no terceiro período, mas Corey Allen tornou a assumir as despesas do ataque e contribuiu decisivamente para a recuperação portista já no último quarto (58-57).

Na reta final, os comandados de Fernando Sá fizeram das tripas coração e confirmaram a conquista do Campeonato Nacional de basquetebol apoiados pelos 1.839 adeptos que encheram as bancadas do Dragão Arena. Corey Allen foi a grande figura do duelo decisivo ao assinar 31 pontos e três assistências.

Ficha de jogo:

FC PORTO 75-71 BENFICA

Liga Portuguesa de Basquetebol, play-offs, final, jogo 4

14 de junho de 2026 - Dragão Arena

Árbitros: Sérgio Silva, Paulo Marques e Vicente Jardim

FC PORTO: Cinco inicial - Corey Allen (31), Wes Washpun (8), Cornelius Hudson (7), Robbie Beran (7) e Miguel Queiroz (9)

Suplentes participantes: Miguel Maria (3), Jhonathan Dunn (2), Vlad Voytso (3), Yago Carrera, João Guerreiro, Gonçalo Delgado (4) e Tanner Omlid (1)

Treinador: Fernando Sá

BENFICA: Eugene Crandall (25), Aaron Broussard (17), Betinho Gomes (8), Aleksander Dziewa (17) e Makram Romdhane

Suplentes: Eduardo Francisco, Rasaq Yussuf (3), José Silva (2), Diogo Gameiro, Daniel Relvão (5), Koby McEwen e Jhonathan Andrade

Treinador: Norberto Alves

Ao intervalo: 37-35

Parciais: 18-17; 19-18; 18-22; 20-14





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Na pertinência deste título atual, convirá fazer um relance por tempos idos. E para o efeito relembra-se algo publicado na revista Mundo Azul (do Conselho Cultural do FCP, publicação oficial existente em 2009 e 2010, enquanto a D. Filomena Pinto da Costa, segunda esposa de Jorge Nuno Pinto da Costa, esteve naquele órgão do clube). Artigos esses de colaboração pessoal prestada à mesma revista, a convite por a então Diretora ter apreciado o que era escrito e ela lia no blogue "Memória Portista". Contando com algumas crónicas a historiar diversas modalidades do Clube, como no caso sobre o Basquete do FC Porto, desde a relação do antigo basquetebolista Fernando Gomes da Silva, no tempo de Dale Dover, integrando a história da secção de basquetebol portista, numa crónica de memorização histórica da mesma modalidade no FC Porto na chegada ao tempo da publicação. Conforme foi publicado na revista Mundo Azul, em seu número 11, de janeiro de 2010.


… E, ao correr das lembranças, eis um pouco da história do Basquetebol do FC Porto, conforme foi inserto na mesma revista, com texto da mesma autoria:

Armando Pinto

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FC Porto Campeão Nacional de Iniciados e com este título é Campeão em todos os escalões do futebol português em 2026 (Sub-15, Sub-17, Sub-19 e Seniores)! Oportunidade de lembrar um dos primeiros títulos de iniciados (em 1977).


-14 de JUNHO de 2026 

O FC Porto sagrou-se Campeão Nacional de Iniciados (Sub-15), ao consumar o título respetivo a uma jornada do fim. Juntando mais este título nacional aos anteriormente já conquistados, de modo que termina a época de 2025/2026 com o pleno: Campeão em todos os escalões de futebol: Sub-15, Sub-17, Sub-19 e Seniores!

Assim sendo, depois da equipa principal, ou seja dos seniores, também as equipas de juniores, juvenis e Iniciados conseguiram esse feito. Havendo agora, neste domingo 14 de junho, no dia seguinte à festividade popular do Santo António, os jovens futebolistas representantes do F.C. Porto vencido em Alverca por 2-1, às portas de Lisboa (enquanto o 2.º classificado, Sporting, perdeu em casa, para completar a festa), fechando-se as contas da atribuição do título. Assim os Iniciados concretizaram para o FC Porto o total de campeonatos de todas as categorias na mesma época.  

Um título de Iniciados que já fugia desde 2010/2011, para o F.C. Porto. Nesta época futebolística de grandes feitos, juntando ainda o título do futebol feminino, a pontos que de verdade é este 2026 um ano de ouro do futebol portista. Numa épica recuperação do Clube, estando assim de parabéns o presidente André Villas-Boas e os membros do futebol azul e branco, desde os seniores até à formação, diretores, técnicos, jogadores e demais elementos dos respetivos staffs. No ano em que já se começam a ver novos horizontes para melhores condições, com o começo das obras para o futuro Centro de Alto Rendimento, que libertará mais espaço no Centro de Treinos Jorge Costa para as equipas da formação.

Na oportunidade do título de Iniciados alcançado neste domingo, vem a propósito evocar um dos primeiros títulos alcançados em Iniciados, ainda quando o título era consumado numa final, para a qual eram apurados os vencedores das zonas Norte e Sul e a prova era chamada Taça Nacional de Iniciados. Sendo que esse título da categoria de Iniciados começara a ser atribuído com o início da época de 1974/75 e vem a calhar relembrar em documentação coeva o de 1976/77.

Recorde-se que em Juniores o Campeonato Nacional começou em 1938/39, e o de Juvenis em 1962/63 (então como categoria de Principiantes, de 1962 a 1965, e a partir de 1966/67 já como Juvenis). Aparecendo por fim a prova de âmbito nacional de Infantis em 1974, disputando-se o primeiro título em 1974/75, logo com o FC Porto como 1.º campeão da categoria. Tendo repetido depois o feito passado dois anos, em 1976/77. Cuja final, essa, se disputou na Tapadinha, em Lisboa, com o FC Porto a superiorizar-se ao representante sulista, do Algarve, ao vencer o Louletano por 2-0. Como se pode recordar pela reportagem ao tempo inserta no jornal O Porto - nesse tempo em que, pelas condicionantes de restrições, as fotos publicadas, em zincogravuras, eram de captações feitas durante a época, enquanto os fotolitos davam para muitas vezes. Como dessa vez, conforme se pode ver e ler.

Armando Pinto

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sábado, 13 de junho de 2026

Efeméride da ida da equipa de futebol do F.C. Porto à América em 1956

 

A 13 de JUNHO EM 1956, a equipa de futebol do Futebol Clube do Porto iniciava uma digressão pela América do Sul, e depois de ida ao Brasil, após a vitória no Campeonato Nacional e na Taça de Portugal da primeira dobradinha do FC Porto no futebol sénior, seguiu para a Venezuela.  

Vem assim a propósito lembrar essa digressão, na data da efeméride do início de tal viagem da delegação portista, que rumou para o outro lado do Atlântico. Na pertinência de neste dia a mesma ser lembrada na “Newsletter” quotidiana do FC Porto, Dragões Diário” - à qual assim também se aproveita para fazer uma vénia de apreço e reconhecimento, no sentido do serviço diário que presta, atendendo ao presente.

Então, conforme é bem lembrado no “Dragões Diário” desta data:

«Neste dia, em 1956, o F. C. do Porto partia rumo a Caracas, na Venezuela, para disputar a Pequena Copa do Mundo de Clubes. Ainda a saborear a conquista da primeira Dobradinha, os Dragões disputaram seis jogos em 20 dias, somando duas vitórias, um empate e três derrotas, registo que valeu a medalha de bronze num torneio ganho pelo Real Madrid. Os portistas Acúrcio e Teixeira foram eleitos o melhor guarda-redes e o melhor avançado da competição, respetivamente.»

Dessa digressão, registou o jornal O Porto diversos aspetos de tão longa estada pelos ares americanos. Dando conta de peripécias da época. Como agora se recorda, deitando olhos pelas páginas do mesmo antigo órgão informativo e historiador do FC Porto, a começar por imagens sugestivas do capitão Virgílio com galhardetes oferecidos em nome do F. C. Porto durante a digressão.

Atente-se então nas diversas reportagens e apontamentos extensivos, até á crónica do jogo final de encerramento.









Armando Pinto

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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Bem-vindo - de regresso - André Silva!

Foi apresentado oficialmente, como reforço para a próxima época e seguintes, o avançado portista André Silva, de regresso a casa. Um valor já conhecido, que assim volta a fazer parte do plantel sénior do FC Porto, de onde saiu muito cedo em 2017, em circunstância das saídas que naqueles tempos foram acontecendo.


Se aqui no espaço deste blogue não é muito costume referenciar aquisições, individualmente e mais ainda antes de jogarem, desta feita assinala-se a vinda do André Silva por ser um jogador já conhecido e tido como homem da casa.


Eis assim aqui as Boas-vindas a André Silva: Desejando-lhe um feliz regresso, que o mesmo é ansiar que tenha sucesso no nosso clube e todos nós portistas com ele tenhamos muitas alegrias.


Em vista disso, nesta envolvência, recorda-se da época de afirmação do André Silva quando ele foi imagem de capa da revista Dragões, de onde, folheando essa edição de outubro de 2016, se respigam passagens significativas.

Por fim, como reposição de memória, refere-se que com o regresso do André Silva é reposta a recordação duma camisola autografada por ele. Tratando-se duma camisola que no Natal ofereci ao meu neto mais velho, mas logo pouco depois o André Silva foi transferido do FC Porto para o Milão. Ficando captações fotográficas dessa camisola num dos meus álbuns, enquanto mais tarde a mesma camisola já foi usada no dia do recente título nacional pelo meu neto mais novo, aqui na casa-mãe da família, antes e quando viu o avô ir para o Porto assistir ao jogo da consagração do FC Porto. E agora, a camisola, então com o seu antigo n.º 10, volta com o regresso do André Silva a ter o mesmo encanto.

Armando Pinto

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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Efeméride do dia em que o FC Porto se sagrou Campeão Nacional de futebol em 1978!

 

A 11 de JUNHO, em 1978, chegava ao fim o Campeonato da 1.ª Divisão Nacional da época 1977/78, com o FC Porto finalmente Campeão, para grande alegria e alívio de tanta gente que esperou largos anos por isso. Depois de emotiva ponta final do campeonato, até que no último jogo saltaram de euforia os portistas, sócios e adeptos, enquanto saltou por fim o champanhe da vitória.

Então, nesse quente domingo, em plena tarde mais que soalheira, a ser de verão antecipado, o campeonato decidia-se na última jornada. O FC Porto era líder, com os mesmos 49 pontos do Benfica (sendo ainda de 2 pontos por vitória e 1 nos empates), mas com uma confortável vantagem na diferença de golos. Na receção ao Sporting de Braga, os Dragões não deixaram escapar o tão desejado título nacional: Oliveira marcou o primeiro, Octávio aumentou a contagem e, na segunda parte, apareceu o inevitável Gomes que, com um bis, fechou a goleada em 4-0. A festa tomou conta do Estádio das Antas e de todos os portistas: o FC Porto era Campeão Nacional 19 anos depois, com José Maria Pedroto como treinador, mais António Morais como adjunto e o professor Hernâni Gonçalves formando a equipa técnica; na presidência do Dr. Américo Gomes de Sá; sendo chefe do departamento de futebol o diretor Pinto da Costa, médico o Dr. Domingos Gomes, massagistas Victor Hugo e Leite, roupeiro Agostinho, etc. Num plantel histórico - como ficou para a história todo o conjunto, fotografado na ocasião da pose de grupo.

Dessa inesquecível tarde e imensa alegria, mais que palavras (que entretanto foram já colocadas em narrativas de anos anteriores), desta vez ilustra-se a lembrança com imagens coevas, desde gravuras de cromos de coleção até à 1.ª página do jornal O Porto.


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Nota: De anteriores lembranças desta mesma efeméride, recorde-se artigos de outros anos (clicando) em

https://memoriaporto.blogspot.com/2023/06/efemeride-o-inesquecivel-titulo-de.html

e

https://memoriaporto.blogspot.com/2018/05/lembrancas-memoraveis-do-celebre-titulo.html

Armando Pinto

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Aniversário do falecimento de Artur Peixoto Júnior - diretor do FC Porto falecido no dia em que o FC Porto se sagrou campeão nacional de futebol em 1978

  

11 de JUNHO

No dia em que na tarde do domingo 11 de junho, em 1978, o FC Porto se ia sagrar campeão nacional de futebol, morreu na manhã desse mesmo dia o diretor do FC Porto Artur Peixoto, mais conhecido por Artur Peixoto Júnior, com serviço diretivo em modalidades amadoras como o Xadrez e o Atletismo.

Em ambiente de consternação, sendo precisamente nesse dia tão esperado ao longo de tantos anos, e antecedendo a conquista do título em apreço, a triste ocorrência ficou ainda mais marcada na memória portista.

Assim sendo, no próprio dia de recordar a concretização da vitória no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de 1977/78, lembra-se esse desaparecimento súbito do portista Artur Peixoto, felgueirense natural da freguesia e paróquia de S. Tiago de Rande, nos limites da então povoação e hoje vila da Longra, do concelho de Felgueiras, mas residente na área urbana do Grande Porto. E, por conseguinte, evoca-se sua memória com a nota de pesar ao tempo transmitida no jornal O Porto, em página do número que então comemorava o Título Nacional de futebol.

Na oportunidade, recorda-se, como enquadramento, o que já neste blogue foi publicado anteriormente em artigo que lhe foi dedicado.

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Nos muitos anos da Vida do Futebol Clube do Porto muitos foram, também, os associados que serviram o Clube como Dirigentes. Uns mais e outros menos lembrados do conhecimento público que perdura pelos tempos além, mas todos dignos de menção e merecimento pela sua dedicação à causa portista. Entre os quais alguns também mais históricos, naturalmente. Além de alguns ainda conhecidos por algumas características e ligações particulares. Como no caso desta feita em apreço, sendo vez de lembrar um antigo dirigente portista natural do concelho de Felgueiras e da felgueirense freguesia de Rande – Artur Peixoto.

Vem a talhe, na ligação mais que justificada desse grande fenómeno, que é o FC Porto, evocar tais laços de afinidade felgueirense à causa portista. Porque, sendo que aqui o autor das lembranças perpetuadas neste espaço de Memória Portista não se cansa e se orgulha de ser um portista ativo, podendo, dentro do possível, de certa forma contribuir para o engrandecimento do FC Porto a partir daqui do habitat natural, houve entretanto também mais felgueirenses que foram portistas conhecidos e até salientes no seio do clube.

Ora, vem de longe a referida afinidade clubística azul e branca por terras do fofo pão de ló de Margaride, através de alguns felgueirenses, como foi o caso do Eng.º Mário Castro, que chegou a ser um grande atleta do F. C. Porto em Andebol de Onze, na década de quarenta e cinquenta, do século XX, tendo sido então campeão nacional com o FCP e “internacional” pela seleção portuguesa da modalidade; bem como, já nos anos sessenta, o mesmo também manteve notoriedade como campeão nacional em Pesca Desportiva, igualmente neste caso em representação da coletividade da Constituição e das Antas. Ainda nos anos cinquenta, correu nas estradas do país e pela estranja o ciclista Artur Coelho, que ao serviço do FCP foi camisola amarela em diversas Voltas a Portugal e venceu a Volta a S. Paulo, no Brasil, em 1957, ao passo que nos campos de futebol evoluíram os então jovens felgueirenses António Freitas e António Silva, que enfileiraram na equipa de juniores de futebol com a mesma camisola alvi-anil, sob orientação de Artur Baeta. Por esse tempo, Felgueiras teve também seu nome associado à magna campanha de angariação de fundos para a construção do Estádio das Antas, inaugurado em 1952. Tendo para o caso estado envolvidos diversos felgueirenses de renome na angariação de fundos de contribuição, incluindo um jogo de futebol em Felgueiras da equipa principal do Porto, com suas vedetas do tempo (conforme registamos no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Performances que tiveram sequência com outros vínculos mantidos, por gente destas paragens, noutros campos onde pulsava interesse azul e branco, como foi o caso do dirigismo e demais funções. Quanto aconteceu com Adriano Castro, personagem que por esses idos de cinquenta, sobretudo, trouxe a Felgueiras diversos atletas Portistas, que eram nessa era autênticos ídolos do desporto, para realizações de apreciadas provas; assim como o anteriormente referido Eng.º Mário Sampaio Castro e Deolindo de Sousa Machado foram membros da Assembleia Delegada do FCP, a meio da década de sessenta; tal como o mesmo Eng.º Mário Osório Pinto Sampaio e Castro chegou a ser vice-presidente do F. C. Porto, nos inícios de mandato do Dr. Américo Sá, de finais de sessenta e meados de setenta; altura em que Artur Peixoto Júnior foi Seccionista do Atletismo Portista; como depois Armindo Vasconcelos foi redator do jornal “O Porto”, órgão de informação do F. C. Porto de que o autor destas linhas foi igualmente colaborador, assim como mais tarde na revista Mundo Azul. 


Entretanto, a meio da década de 90, mais um felgueirense incorporou os Corpos Sociais do FCP, numa das gerências de Pinto da Costa, quando Mário Cunha passou a ser membro do Conselho Superior do F. C. Porto, tendo de seguida o mesmo sido reconhecido em 1996/97 com o troféu Dragão de Ouro de Dedicação Portista do ano 1996, por sua contribuição monetária para diversas obras. Assim como Pinto da Costa como presidente atribuiu o Dragão de Ouro a Adriano Quintanilha por duas vezes, em 2016 pela equipa de ciclismo W52-FC Porto como ‘Projeto do Ano’ e em 2019 a ele como “Parceiro do Ano”. Já por estes tempos recentes Virgílio Ferreira chegou a ser elemento do Desporto Adaptado, na modalidade de Boccia. Além de, recentemente, aqui o autor destas linhas ter entusiasticamente estado envolvido na caminhada que levou à eleição do Presidente André Villas-Boas.

Está pois Artur Peixoto, como felgueirense, entre esses felgueirenses, e como portista de forma mais saliente como dirigente, que foi. Artur Peixoto, que também e mais até era conhecido por Artur Peixoto Júnior, como ficou no conhecimento local, em Felgueiras, e depois praticamente ficou como nome assim adotado no conhecimento geral, como era por exemplo referido nas crónicas alusivas aos temas de sua atividade no FC Porto. Sendo que esse acrescento “Júnior” derivou de ter um tio com o mesmo nome (Artur Peixoto, que inclusive, pelos anos 20 e 30, do séc. XX, foi mesário da Misericórdia do Unhão, em cuja instituição sita nas redondezas de Rande, chegou a vice-provedor). E assim ser então diferenciado o mais jovem do mais velho, de tio para sobrinho.

Artur Peixoto nasceu em Rande, freguesia do concelho de Felgueiras, a 20 de maio de 1932. E em Rande e na região felgueirense viveu em sua juventude, até ter rumado à cidade do Porto, onde exerceu atividade profissional e se tornou industrial. E por fim foi integrado na Direção do FC Porto, ao tempo da presidência do Dr. Américo Sá, entre 1972 a 1978, quando faleceu, a 11 de junho. 

É sensivelmente desse tempo a foto seguinte, captada em plena atividade diretiva na sede do FC Porto  como se pode ver pelas paredes, ocorrida numa das salas da antiga sede social do F C Porto, ainda no edifício lateral à Câmara Municipal do Porto, na Praça do Município, hoje Praça General Humberto Delgado. Vendo-se, por fundo, algumas pequenas molduras com alguns dos quadros dedicados a figuras do clube, então patentes a decorar espaços e homenageando glórias portistas.

Entretanto, na zona do Grande Porto foi conhecido empresário da Fábrica de Tintas Lexoline, L. da, com sede em Leça da Palmeira. Entre cujos membros da respetiva sociedade estavam dois naturais de Rande-Felgueiras, Artur Peixoto e Carlos Alberto Dias Pereira, além de mais três sócios (conforme escritura de 30 de outubro de 1967, publicada em Diário do Governo de 2 de dezembro de 1967-lll Série).

Ora o sr. Artur Peixoto foi seccionista das secções do Atletismo e de Xadrez do F C Porto. Faleceu em 1978 no dia em que o F C Porto se sagrou campeão nacional de futebol sénior, ao fim de 19 anos... mas antes do jogo que consumou essa conquista. Conheci-o bem, pois era meu conterrâneo... sendo natural da freguesia de Rande, onde tinha residência familiar na Casa do Outeiro de Baixo, em pleno concelho de Felgueiras. Tendo depois de uma curta carreira profissional na então povoação da Longra, ido residir para a cidade do Porto, em cuja metrópole da Invicta, após alguns empregos e parcerias com alguns conterrâneos e conhecidos, como Adriano Castro e Carlos Pereira, se dedicou por fim à indústria de tintas, com uma conhecida firma em que foi um dos sócios gerentes.


Recordo-me de ter tomado conhecimento da triste notícia de seu falecimento quando, ao fim desse célebre dia, cheguei à minha terra, à Longra, no regresso depois do jogo do título. Embora então sem noção ainda, por quanto estava tudo ainda em êxtase pela conquista tão ansiada…. enquanto os amigos e conhecidos Portistas da Longra já faziam a festa, metendo até aparelhagem sonora de altifalantes a levar pelos ares música alusiva e gravações do relato do jogo dessa tarde, pela voz do Amaro (do Quadrante Norte, dos Emissores do Norte Reunidos), tendo de seguida sido posto no prato da aparelhagem um disco já alusivo aos campeões, que eu trouxera, comprado que foi na tarde desse dia, numa tenda à saída do estádio, louvando a “Turma de Pedroto, grande comandante / os craques do Porto, equipa gigante / (etc. etc.)… Rodolfo, Ademir, Duda e Oliveira / mais o Gomes na dianteira”…!

No livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (publicado em 1997), dedicamos-lhe uma devida atenção, incluindo-o entre pessoas algo salientes na sociedade local, descrevendo:

«Antigo funcionário responsável administrativo do funcionamento da Casa do Povo da Longra, na década de cinquenta, nasceu na Casa do Outeiro de Baixo, em Rande, onde viveu durante a sua juventude...»


Desse período é uma fotografia, reproduzindo à posteridade uma sessão pública em que Artur Peixoto acompanha em palco o então presidente e um vogal da instituição Casa do Povo da  Longra (onde ele trabalhava ao tempo), mais um deputado da nação e os então Presidente da Câmara de Felgueiras e o Vice e Administrador do Concelho – conforme legendagem patente no original datilografado para a monografia histórica da região.


Ainda do mesmo período é o que sobre ele ficou também referenciado no capítulo das instituições locais, do mesmo livro, na parte a historiar a Casa do Povo da Longra.


«Estabeleceu-se mais tarde no Porto como industrial de tintas, tendo sido sócio-gerente da afamada firma nortenha do ramo, a “Lexoline”.
Apesar de não ter deixado vincada sua acção pessoal na terra natal, além de ter operado restauro da sua casa de campo (…), doou a imagem de S. Simão à igreja paroquial de Rande. Fez parte, em 1965, da Assembleia-Delegada do F. C. Porto, em cuja composição de associados também esteve Deolindo de Sousa Machado, natural de Longra-Rande. Em 1972/73 Artur Peixoto fez igualmente parte dos Corpos Gerentes do F. C. Porto, por indicação de Adriano Sampaio e Castro (que não pôde aceitar convite de seu primo Engº Mário Castro), na primeira gerência do Dr. Américo Sá, integrando a secção do atletismo.»  conforme ficou anotado no livro, também.

Sempre que podia vinha à terra natal passar fins de semanas, mais períodos de férias e fazer convívios com familiares e amigos, em sua Casa do Outeiro de baixo, em Rande. E, segundo quem com ele contactou, adorava Rande.

Faleceu precisamente no dia em que o F. C. Porto conquistava o título de Campeão Nacional de 1977/1978 em futebol, que era então muito ansiado devido a longa espera, e a cujo último jogo contava assistir depois de ir dar uns mergulhos à praia, onde morreu por acidente. Na manhã de 11 de junho de 1978.


= Nota de falecimento nos jornais no dia seguinte, 12 de junho de 1978

Incorporaram-se no funeral vários membros da Direção do FC Porto e amigos do Clube, com realce para o então presidente Dr. Américo Sá e Alexandre Magalhães, antigo hoquista do FC Porto (e mais tarde vice-presidente da Direção seguinte). Além naturalmente de muitos conterrâneos e amigos de diversas procedências.

ARMANDO PINTO

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