Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Perene homenagem a João Pinto - na passagem da efeméride de sua despedida pública no estádio das Antas - em 1997!

Ao correr do verão e em pleno mês de julho, em 1997, aconteceu diante do sentimento portista, manifestado no estádio emocionante do FC Porto, a despedida de um símbolo como era, foi e é João Pinto, o capitão que levantou a Taça dos Campeões em Viena.

Então, a 22 de JULHO, em 1997, João Pinto subiu ao relvado das Antas pela última vez. Numa tarde arrepiante, o eterno Capitão colocou um ponto final numa carreira recheada de vitórias, não fosse ele o futebolista que mais vezes vestiu a malha azul e branca (por 587 vezes, na equipa principal do FC Porto, fora as das equipas de Reservas e Juniores). Nove campeonatos, quatro Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Intercontinental/Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia depois, o camisola 2 pendurou as botas que chegou a rasgar para jogar com um dedo partido e, lavado em lágrimas, despediu-se da família que o viu crescer.

Pois, assim sendo, é esse mais um bom mote para evocar aqui, neste espaço de memória portista.

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A 22 de julho de 1997, iniciados os trabalhos de início de época na “oficina” das Antas, acontecia a apresentação pública em pleno estádio das Antas do que era o cenário próximo, em cerimónia que meteu despedida especial. Então as Antas e toda a família portista despediram-se do grande João Pinto, o “Capitão de Viena”.


«Num dos poucos dias em que o eterno capitão não foi capaz de conter as lágrimas», habituados que todos estamos a sua carismática cara risonha e patente boa disposição.  Tendo aí «o lendário número dois de Jorge Nuno Pinto da Costa» se abraçado ao seu presidente de sempre e chorou-lhe ao ombro. Depois de dignificar o brasão abençoado em 587 ocasiões, o maior representante do FC Porto nos relvados pendurava as botas que um dia rasgou para poder jogar com o dedo do pé partido». Desde então, a partir que em 1997 disse adeus à carreira como futebolista, «o Homem que ergueu a Taça de Portugal por entre pedras e garrafas no Estádio de Oeiras tem-se mantido ligado ao clube que ama e o seu coração continua a ter uma só cor: azul e branco.» Sabendo que as pessoas passam, mas o clube fica.

 E será sempre lembrado pela Final de Viena!



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Ora, neste tempo de pré-época, da temporada que se avizinha, calha bem recordar outros bons tempos, vindo sempre ao horizonte clubista a formatação do carácter dos representantes do clube, que são quem pode e devem ser a alma de todos os que sentem o mítico Dragão.

Vem assim à memória o caso do "nosso" João Pinto, um dos expoentes do tal sentido de jogador à Porto, como ficou na retina da memória sobre a imagem do emblemático Capitão da final de Viena. Na pertinência da efeméride de nesta data, a 22 de julho de 1997, João Pinto ter posto fim à sua atividade de futebolista, encerrando então essa que foi uma das mais brilhantes carreiras do futebol português. 16 anos e 587 jogos depois da estreia como sénior do FC Porto (em 1/12/1981), o Capitão de Viena despedia-se com este palmarés: 1 Taça dos Campeões Europeus; 1 Taça Intercontinental; 1 Supertaça Europeia; 9 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; e 8 Supertaças Nacionais. Faz parte do "Hall of Fame" no Museu FC Porto e, claro, foi escolha da maioria dos adeptos que votaram para o "Melhor Onze" portista de sempre, patente no Museu do FC Porto desde sua abertura. Embora essas escolhas sejam sempre relativas, atendendo às idades dos votantes e de quem viram jogar, de modo que os mais antigos podem ficar esquecidos e injustiçados. Mas no caso de João Pinto ele é mesmo um dos melhores de sempre. 



João Pinto, que em Viena foi o capitão de equipa devido a Gomes se ter lesionado e não ter podido jogar, ficou para sempre na história, além de ter sido em suas mãos que foi entregue a Taça dos Campeões Europeus, por depois de ter recebido essa tão desejada taça não mais a ter largado durante os festejos no relvado  qual brinquedo que todos guardamos para nós, também. E mais tarde foi inclusive capitão da equipa, intervalando com Gomes e outros, até ter ficado mesmo como capitão principal após a saída de Fernando Gomes.


Pois ao rever isso, algo que jamais sai dos sentidos, recordo os apontamentos que naquele tempo anotei pessoalmente, a registar para mim tal grande alegria, essa grandiosa conquista do FC Porto. Coisa que terá de ser de conhecimento dos vindouros, para contar aos netos, que também vivemos isso. Não no local, por não nos ter sido possível, mas como se lá estivéssemos. Quão estive de corpo e alma. Perdurando pelos tempos adiante terna recordação, mais tarde até vincada com a colocação de autógrafos de alguns dos campeões europeus no livrinho alusivo a essa final triunfante.


Pois João Pinto despediu-se como futebolista na apresentação da equipa para a época que se seguiu, ao tempo. De cujo cerimonial protocolar ficou a imagem que se recorda, também encimando este espaço, entre parcelas memoriais de arquivo museológico portista. Como ficou devidamente perpetuado na revista Dragões, de cujo número de Agosto de 1997 se respiga uma página mais, como ilustração.


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Em rescaldo de tudo o que, quanto ao mesmo iónico João Pinto do Porto, está na História, complementa-se o quadro com algo mais. Assim atente-se no que anotou sobre João Pinto a revista do JN sob título "Porto, Porto Bicampeão", em Maio de 1996:



Armando Pinto
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Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

 

O Futebol Clube do Porto tem agora mais um reforço do futebol, para a equipa principal. Facto, de novos jogadores, que neste local de memória não é muito habitual, por ser assunto sobretudo do futuro. Mas desta feita abre-se aqui uma exceção e regista-se a chegada do sul-coreano Inbeom, o 2.º da mesma nacionalidade a vestir a camisola do FC Porto, por ter havido imediata simpatia pela primeira entrevista dada à chegada ao Porto e vista no Porto Canal, mais seguinte chegada ao estádio do Dragão, incluindo a receção diante do presidente André Villas-Boas, até à entrada no Centro de Treinos Jorge Costa. Podendo-se dizer que lhe fica desde já muito bem a camisola linda das duas listas azuis, que vestiu nas primeiras palavras a bem dizer do Porto-cidade, na transmissão do gosto da esposa, e sua simpatia diante das Câmaras e com os colegas. Pessoalmente gostei bem, também, de mais uma manifestação de bom trabalho clubístico ao vê-lo, em pleno esforço durante exames médicos, na passadeira rolante, logo com um painel à Porto da atualidade diante dos olhos, num écran com a imagem da máxima Porto de Honra. Seja assim bem-vindo e boa sorte Inbeom (cujo nome começo a decorar). Felicidades, o que será algo que nos fará bem felizes, a nós Portistas.

Ora, Inbeom é então o 2.º sul-coreano a assinar e jogar pelo FC Porto, depois de em 2016 ter vindo para a Invicta o Suk. Jogador que, confesso, já nem me lembrava bem dele ter estado no Porto e também pouco tempo por cá esteve e pouco jogou. Não tendo tido então passagem nem muito duradoura nem marcante, por assim dizer. Também numa época não muito feliz do futebol portista e num tempo em que até os equipamentos não davam grande realce, lembrando o equipamento alternativo de cor castanha, mas mesmo o principal de riscas ao contrário, com a azul no meio e as brancas ao lado não foi dos mais apelativos. Em suma, deseja-se que desta vez haja mais sorte em tudo e que o novo reforço seja bem sucedido, já que quanto a equipamentos estes novos são dos que mais gostei, com a camisola mais bonita de sempre no que aos meus olhos reluz.

Assim sendo, para memória, como este local é de memorização portista, regista-se alguns dados sobre os dois sul-coreanos, resumidamente. E, claro, deitando olhos ao que sobre os mesmos há escrito.

INBEOM HWANG É DRAGÃO ATÉ 2029 - Médio internacional sul-coreano chega ao FC Porto oriundo do Feyenoord.

Há mais uma cara nova no plantel Campeão Nacional: Inbeom Hwang, médio de 29 anos, trocou o Feyenoord pelo FC Porto e vai reforçar as opções de Francesco Farioli para o setor intermédio. O internacional sul-coreano rubricou um contrato válido para as próximas três temporadas - com outra de opção - e já vestiu a camisola azul e branca com o número 16.

Nascido a 20 de setembro de 1996 em Daejeon, no coração da Coreia do Sul, o mais recente Dragão começou a jogar futebol na escola primária e cedo ingressou no principal clube da terra natal. Em março de 2015, com apenas 18 anos, estreou-se na Primeira Divisão e dois meses depois tornou-se o futebolista mais jovem de sempre a faturar com as cores do Daejeon Citizen.

Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório após 95 jogos, 15 golos e 13 assistências no principal escalão, o atleta de 1,77 metros foi emprestado ao Asan Mugunghwa FC - a equipa de futebol da polícia sul-coreana, ao serviço da qual venceu o título nacional da Segunda Divisão - tendo recebido ordem de dispensa por ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos de 2018.

A aventura internacional arrancou logo a seguir, quando rumou ao Canadá para representar os Vancouver Whitecaps. Nos meses que se seguiram, Inbeom Hwang assinou quatro remates certeiros e outros tantos passes decisivos na Major League Soccer e acabou por se mudar para a Rússia.

Na primeira campanha em solo europeu, o internacional sul-coreano deu nas vistas ao serviço do Rubin Kazan, mas acabou por voltar a casa após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ao cabo de dez jogos com a camisola do FC Seoul regressou à Europa, assinou pelo Olympiacos FC e partilhou o balneário com nomes tão queridos da família portista como James Rodríguez ou Tiquinho Soares.

A temporada seguinte foi ainda mais profícua: na época de estreia pelo Estrela Vermelha, Inbeom Hwang marcou seis golos, fez sete assistências, venceu o campeonato e a taça e foi distinguido como Jogador do Ano da Superliga Sérvia. A conquista da Dobradinha e o prémio individual valeram-lhe a mudança para os Países Baixos, onde representou o Feyenoord.

Apenas um mês depois da chegada a Roterdão, o centrocampista sul-coreano foi eleito para a Equipa do Mês da Eredivisie e assumiu-se como um dos principais destaques do eterno rival do Ajax de Francesco Farioli. Em 2025/26, sob o comando de Robin van Persie, ajudou o Feyenoord a garantir a entrada direta na Liga dos Campeões - a competição europeia que mais vezes disputou.

Internacional desde 2018, quando Paulo Bento o lançou frente à Costa Rica, o mais recente Dragão foi o Melhor Jogador da Taça Asiática em 2019 e já participou em dois Campeonatos do Mundo. No último, assinou um golo e uma assistência na reviravolta contra a Chéquia (2-1) e teve um papel decisivo no triunfo da Coreia do Sul.

Com 77 internacionalizações e vários prémios coletivos e individuais no currículo - entre eles o de MVP da primeira jornada do Mundial - Inbeom Hwang chega à Invicta para ajudar o FC Porto a lutar em cinco frentes: Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Liga dos Campeões.» (Conf. fcporto.pt)

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SUK - Jogador de quem ficou o sorriso das fotos de seu tempo no FC Porto

Suk Hyun-Jun, mais conhecido por Suk (Chungju, Coreia do Sul, 29 de Junho de 1991) é um futebolista sul-coreano que joga habitualmente a avançado.

Havia sido contratado em Janeiro de 2013 pelo Marítimo, tendo assinado um contrato válido até 2016. Mas, entretanto, em Julho de 2013 foi transferido para o Al-Ahli. E em Janeiro 2016 assinou pelo FC Porto, sendo posteriormente dispensado, indo emprestado ao Trabzonspor da Turquia.

Suk teve então breve passagem pelo FC Porto, em cuja estada de azul e branco concretizou 2 golos (1 no Campeonato Nacional da Liga e 1 na Taça de Portugal) em 14 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a parte em que jogou da temporada de 2015/16, única ao serviço do clube dragão.

Reforço de Inverno da temporada de 2015/16, Suk estreou-se de Dragão ao peito no dia 20 de Janeiro de 2016 em jogo do FC Porto no Estádio Municipal de Famalicão, contra a equipa local, num jogo da fase de grupos da Taça da Liga (Taça CTT), com derrota por 1-0.

Fez parte de 20 das 27 convocatórias possíveis (chegou a meio da época), 5 como titular a tempo inteiro, mais 2 substituído e 7 como suplente utilizado, mais 6 não utilizado.

As expectativas ficaram aquém e os golos também. O seu primeiro golo com a camisola do FC Porto, aconteceu no dia 3 de Fevereiro de 2016, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Suk foi o autor do 2.º golo aos 59 minutos.

Voltaria a marcar no dia 21 de Fevereiro, no Estádio do Dragão, frente ao Moreirense, em jogo da 23.ª jornada do Campeonato Nacional (Liga NOS), com vitória portista por 3-2. Suk voltou a apontar o 2.º golo do FC Porto, restabelecendo na altura a igualdade (2-2), num jogo em que a equipa esteve a perder por 2-0.

Talvez vítima da instabilidade técnica, recordando que Julen Lopetegui saiu, depois do empate contra o Rio Ave em 6 de Janeiro, tendo sido substituído temporariamente por Rui Barros, para depois entrar José Peseiro que comandou a equipa desde o dia 24 de Janeiro, Suk não fez parte do plantel para a temporada seguinte, sob o comando técnico de Nuno Espírito Santo.

Até ao final do contrato o sul-coreano esteve emprestado sucessivamente aos tucos do Trabzonspor (Agosto/2016 a Janeiro/2017), aos húngaros do Debreceni (Fevereiro a Maio/2017) e aos franceses do Troyes (2017/18). Assinou novo contrato com os franceses do Stade de Reims (2018/19), regressando ao Troyes, na temporada seguinte (2019/20), clube que ainda representa.

Ele fez parte do elenco da Seleção Sul-Coreana de Futebol nas Olimpíadas de 2016.

(Conf. blogue “Dragão Pentacampeão 2")

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Assim sendo, deseja-se tudo melhor desta vez, de modo que o novo reforço fique na boa memória portista, quão valorosa seja e fique Inbeom na História do Futebol Clube do Porto!


- Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

Armando Pinto

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terça-feira, 21 de julho de 2026

Lembrando e homenageando Domingos - na passagem da data de seu adeus como futebolista… em 2001!

 

Num período como este de verão no defeso do futebol de competição e proximidade ao início da época seguinte, é sempre tempo de renovação dos planteis das equipas com naturais entradas e saídas. Sendo assim normal todos os anos, também, haver jogadores que se despedem, terminando suas carreiras de futebolistas, no caso em apreço. Como aconteceu em 2001 com o adeus do “Domingos do Porto” aos relvados, como futebolista. Tema que assim vem a talhe de mais uma lembrança de evocação e homenagem, dando motivo para homenagear memorialmente esse avançado goleador que substituiu na linha avançada do FC Porto o Bibota Gomes e também chegou a ser Bola de Prata de melhor goleador do Campeonato Nacional, em termos de oficialização do jornal que atribui o prémio (troféu), embora uma vez só porque no jornal A Bola lhe retiraram outra, que ele devia ter ganho (mas porque não lhe atribuíram outro golo que ele marcou houve outro beneficiado, obviamente dum clube de Lisboa, que foi do Benfica, mas podia ser do Sporting se fosse algum de Alvalade a estar à bica…) como se sabe.

Ora, passando nesta data a efeméride da despedida de Domingos, quando ele subiu ao relvado das Antas já apenas para se despedir do público portista, não se pode esquecer que Domingos foi um dos avançados mais carismáticos do FC Porto. Um daqueles que se fosse do tempo dos livrinhos da “Coleção Ídolos do Desporto”, como de uma seguinte série de livros de bolso dos “Ídolos”, com as biografias dos craques da bola nacional, teria tido um livro a historiar sua carreira. Aquele mesmo Domingos que, além da importância que teve dentro dos campos em que jogou pelo FC Porto, indiretamente teve uma outra ligação de realce, como foi de haver sido admirado enquanto jogador do FC Porto pelo então jovem André Villas-Boas e em sequência disso ter havido o caso do envio duma missiva ao então treinador portista e seu vizinho de residência, Bobby Robson, numa iniciativa demonstrativa como Villas-Boas sempre teve caráter e pautou o destino à medida de bons sonhos. No feliz argumento da história bem conhecida que, afinal, despoletou todo o futuro que se seguiria e mesmo o presente do FC Porto.

Ora… «Neste dia, em 2001, Domingos Paciência pendurava as chuteiras, mas dava seguimento ao legado de azul e branco. Após 12 épocas ao serviço do FC Porto, pelo qual marcou 143 golos em 381 jogos e conquistou sete Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças, o goleador começava a carreira de treinador enquanto adjunto da equipa B, ao lado de Ilídio Vale. O amor pelo Clube vinha desde pequeno e a história de Dragão ao peito tinha começado em 1982, com apenas 13 anos.» Como bem é lembrado na rubrica "Aconteceu" da newsletter Dragões Diário. Num percurso que está também memorizado nalguns blogues portistas, que dão jeito para aqui e tornam desnecessário extensivamente fazer outras narrativas.

Assim em “Estrelas do FCP” (estrelas-do-fcp.blogspot.com), do amigo Paulo Moreira” é assim biografado o Domingos:

«Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.

Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto para jogar nos juvenis.

Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões, treinada por Tomislav Ivic.

A sua estreia com a camisola dos azuis e brancos aconteceu no dia 21 de Novembro de 1987 no Campo Maria Vitória em Moura, onde os portistas venceram o Moura A.C. por 2-0, numa partida a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal de 1987/88.

Domingos jogou no F.C. Porto durante 12 temporadas. Ao longo de todos esses anos, Domingos sagrou-se Campeão Nacional 7 vezes, venceu a Taça de Portugal em 5 ocasiões e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira por 6 vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.

Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá ficou duas épocas. Disputou 50 jogos oficiais e marcou 6 golos.

No início da temporada de 1999/00 estava de regresso ao F.C. Porto para jogar mais duas épocas.

No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística.

Nas 12 temporadas que Domingos fez de Dragão ao peito, disputou 378 jogos oficiais, marcou 144 golos e conquistou 18 Títulos.

Domingos também vestiu a camisola da Selecção Nacional por 34 vezes e esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 onde disputou 3 partidas e apontou 1 golo.

Na temporada de seguinte 2001/02, começou a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista.

Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do U.D. Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10 transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2.º lugar e levou os bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015 rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três meses. Em Abril de 2017 regressa ao campeonato português para comandar a equipa técnica do C.F. Belenenses, cargo que ocupou até Janeiro de 2018.

Palmarés

7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)

5 Taças de Portugal

6 Supertaças Cândido de Oliveira »

Tal como em “Dragão Penta Campeão 2” (dragaopentacampeao2.blogspot.com) do amigo Rui Anjos:

« GOLEADORES PORTISTAS - Nº 6

DOMINGOS PACIÊNCIA - goleador Nº 6

Apontou 142 golos nos 378 jogos disputados com a camisola do FC Porto durante as 12 épocas ao seu serviço.

Domingos foi um verdadeiro ponta-de-lança mas simultaneamente um jogador de notável qualidade técnica, de grande velocidade com a bola dominada, que lhe permitia jogar nas alas quando necessário. Possuía drible fácil e estonteante, muita criatividade, excelente sentido de posicionamento, bom jogo de cabeça, remate espontâneo e colocado e uma fulminante rapidez de reflexos (pensava e executava em limitada fracção de segundos).

Natural de Leça da Palmeira, chegou ao FC Porto aos 13 anos de idade para completar a sua formação. De corpo franzino mas dotado de elevado apuro técnico, quiçá dos mais evoluídos de sempre entre os jogadores portugueses da sua idade, foi alvo de um intenso trabalho, submetido pelos departamentos médico e técnico do FC Porto, para a obtenção de massa muscular e estrutura física, para colmatar de algum modo essa enorme debilidade.

Percorreu os escalões de formação de forma brilhante e prometedora, acabando por se estrear na equipa sénior em 15 de Agosto de 1987, em Itália, num jogo particular frente ao Fóggia. A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu porém três meses mais tarde, mais precisamente no dia 21 de Novembro de 1987, no Campo Maria Vitória, frente ao Moura, na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Domingos foi titular na vitória portista por 0-2.

Nas doze épocas em que jogou pelo FC Porto, tornou-se num dos principais goleadores, ainda que não tivesse conseguido ser um titular indiscutível em algumas épocas. Depois de em 1990/91 ter marcado 24 golos no campeonato nacional e ter perdido a Bola de Prata para Rui Águas, do Benfica, só porque o Jornal A Bola, organismo que instituiu o prémio para o melhor marcador, lhe sonegou um golo que apontou contra o Beira-Mar, atribuindo-o a um defesa aveirense, lá conseguiu na época de 1995/96 o seu melhor registo no campeonato, com 25 golos em 29 jogos (6 dos quais incompletos), ganhando finalmente o troféu, bem como o prémio de melhor jogador desse campeonato. Por curiosidade refira-se que foi até aos nossos dias o último atleta nascido em Portugal a vencer a Bola de Prata.

Em 1996/97, a chegada do brasileiro Mário Jardel ao FC Porto, levou Domingos a rumar ao Tenerife, nas Ilhas Canárias. Tinha então já vestido a camisola da Selecção nacional por 32 vezes a apontado 8 golos. Pelo clube espanhol somou mais duas internacionalizações e mais um golo.

No regresso a Portugal, em 1999/2000, chegou a ter aparente acordo com o Sporting, mas acabou por optar pelo FC Porto, não conseguindo atingir o brilhantismo anterior. Domingos coleccionou nos Dragões um palmarés invejável, com 18 títulos nacionais, a Bola de Prata de 1995/96 e ainda foi destingido com o «Dragão de Ouro» em 1988, como «Atleta do Ano» e em 1990, como «Futebolista do Ano».

Pôs fim à carreira de jogador no final da época 2000/01 para abraçar a carreira de treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (18 títulos):

7 Campeonatos nacionais (1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96 e 1996/97)

5 Taças de Portugal (1987/88, 1990/91, 1993/94, 1999/2000 e 2000/01)

6 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96 e 2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

Publicada por Rui Anjos »

Atualmente Domingos Paciência exerce o cargo de Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Anteriormente assumiu a função de Diretor Técnico Nacional (DTN) e, mais tarde, passou a ser o elo de ligação e diretor responsável pela Seleção Nacional A junto do presidente da FPF, Pedro Proença.

Armando Pinto

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Memória da origem da publicidade nas camisolas do futebol sénior do FC Porto e do contrato com a Revigrés


A 20 de JULHO de 1983 o FC Porto e a Revigrés assinaram o primeiro contrato que levou a que essa empresa passasse a ser o primeiro patrocinador do futebol sénior portista e como tal a ter o nome nas camisolas de futebol da equipa principal (equipa A) e das reservas (equipa B) do FC Porto, passando a haver ligação com essa empresa de cerâmica, sediada no concelho de Águeda. Tendo sido obreiro desse acordo o então Vice-presidente Alexandre Magalhães, que contactou diretamente com o dono da empresa, Eng.º Adolfo Roque, com quem nesse tempo tinha contactos por via de negócios entre as empresas de ambos. Obviamente o contrato depois foi assinado pelo presidente e pelo tesoureiro do FC Porto, mais pelo vice-presidente sr. Alexandre Magalhães, com a gerência da Revigrés, empresa patrocinadora representada pelo Eng.º Adolfo Roque, na presença de um dos sócios da empresa, o sr. Augusto Gonçalves, ainda vivo.

Até esse tempo a publicidade que ia havendo no desporto e em equipas era nas camisolas de algumas da modalidades ditas amadoras, mas não no futebol. Até que nos inícios da presidência de Pinto da Costa no FC Porto saiu legislação oficial a permitir o começo da publicidade nas camisolas do futebol profissional em Portugal. Tendo logo no início desse exercício presidencial Pinto da Costa nomeado Alexandre Magalhães como Vice-presidente substituto do Presidente, bem como Presidente do Conselho Cultural e Responsável pelos contratos. Então, como o FC Porto estava em má situação financeira, foi logo essa uma possibilidade vista de poder ajudar a melhorar a situação. Sendo na fase em que o FC Porto tinha dívidas com o antigo Banco Pinto de Magalhães e Alexandre Magalhães empreendeu a renegociação da dívida, ao tempo com a União de Bancos detentora da sucessão dessa firma. Tendo depois, correspondendo a pedido do Presidente da Direção para tentar arranjar um patrocinador para o futebol, Alexandre Magalhães se lembrado da Revigrés, empresa cliente da sua em certos negócios, pois que sua firma era fornecedora de materiais, como pigmentos e outros, necessários à indústria da cerâmica. E se bem pensou melhor o fez, ligando a seu amigo e num belo dia lá o conseguiu convencer, apesar da inicial relutância do Engenheiro Roque, que apesar de não ligar grande coisa ao futebol nessa altura, sabia porém que o FC Porto não ganhara nada ainda no futebol por esses tempos, retorquindo o amigo fornecedor que o Porto não ganhara ainda mas ia ganhar e seria mesmo conhecido internacionalmente. Tendo com essas e outras conseguido o que queria, inclusive com a proposta que apresentou achada muito elevada, mas por fim aceite. Tanto que quando Alexandre Magalhães telefonou ao seu compadre Pinto da Costa (sendo padrinho de batismo do seu filho) a dar a novidade de que conseguira onze mil contos (11.000... no conhecimento popular de dinheiro da época do escudo, correspondendo a 11.000.000 escudos), houve espanto do seu amigo Jorge, como ele tratava Pinto da Costa. E foi assim, mesmo. Isso tempos antes da assinatura do contrato, visto o dono da empresa se ter de ausentar do país em viagem de negócios na ocasião, ficando a assinatura legal para depois, mas ficando o acordo selado com palavra e aperto de mãos, e a pedido de Alexandre Magalhães, pela necessidade premente da tesouraria no clube, o dinheiro foi para a conta do FC Porto muito antes de terem sido colocadas as assinaturas no papel.   

Esse acordo do FC Porto com a Revigrés, mediado e conseguido obter por Alexandre Magalhães, teve porém uma condição do responsável pelo acordo, que foi de a partir daí, embora mantendo naturalmente a amizade, deixaria de haver negócios de Alexandre Magalhães com a empresa de Adolfo Roque, para não haver misturas, coisa que o dono da Revigrés não queria mas acabou por entender. Isso então em 1983. E em 1984 Alexandre Magalhães conseguiu ainda um acréscimo para o FC Porto, aquando da ida à final da Taça das Taças em 1984, demonstrando ao amigo que o que dizia saiu certo e o Porto passava a andar na alta-roda europeia, tendo o Eng.º Roque prometido e depois dado um prémio chorudo de 5.000 contos de aumento da soma publicitária.

Tudo isto mesmo também afirmou e confirmou o Eng.º Adolfo Roque numa entrevista à revista Dragões, no número especial antecedente à final da Taça dos Campeões Europeus de futebol em 1987.

Histórias da história do FC Porto, que como nem sempre tem sido contada, verdadeiramente, deve ser reposta. Sendo de fixar na memória a ação do histórico dirigente Alexandre Magalhães, antigo atleta do Hóquei em Patins do FC Porto, desde os primeiros tempos mesmo capitão da equipa, entre 1958 até 1970, no tempo em que Jorge Nuno Pinto da Costa foi seccionista e depois diretor das modalidades. Seguindo-se Alexandre Magalhães ser Vice-presidente da Direção entre 1982 até 1988, com especial responsabilidades em melhoramentos, como no caso dos painéis eletrónicos e dos torniquetes no estádio das Antas. Assim como foi quem, em Lisboa conseguiu convencer o Futre a vir para o FC Porto, fazendo acordo com o jogador, na presença de seu irmão e seu pai, numas caves em frente ao Bingo do Belenenses. Tal como, quando era Presidente do Conselho Cultural criou o galardão Dragão de Ouro. Sendo hoje ainda um dos Sócios Honorários vivos, nos seus oitenta e tal anos pujantes e de grande portismo.

= Alexandre Magalhães quando Vice-presidente do FC Porto.

Assim sendo, o primeiro contrato do FC Porto com a Revigrés foi assinado a 20 de julho de 1983, tornando-se a Revigrés na primeira empresa portuguesa a patrocinar um clube de futebol na Primeira Divisão. Esta parceria deu origem ao primeiro equipamento do clube com publicidade na camisola, em plena temporada de 1983/84.

Graças a essa ação iniciada e concretizada em 1983, a publicidade ainda inédita até então, passou a ser exibida nas camisolas, à época com uma faixa a meio sobre as listas azuis e brancas, tornando-se um ícone dos equipamentos históricos da primeira parceria e da realidade das últimas décadas na vida do FC Porto. Tanto que hoje em dia vendem-se réplicas dessas camisolas na loja do FC Porto, FC Porto Store.

Armando Pinto

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domingo, 19 de julho de 2026

Homenageando Rui Barros - a propósito da efeméride da despedida de sua carreira de jogador diante do público das Antas

No verão de 2000, a 19 de julho, já durante a pré-epoca da temporada que se seguiria, despediu-se Rui Barros do público do estádio das Antas, sendo muito aplaudido pelos presentes numa sentida e emocionante homenagem que a família portista prestou então ao simpático quão histórico futebolista. O Rui Barros das grandes e rápidas jogadas de contra-ataques, em velozes avançadas direcionadas às balizas adversárias, que levaram a que ficasse conhecido por "rato atómico" e “Speedy González” (“popularmente “Spid Gonzales”) - à imagem do figurante personagem de desenhos animados assim chamado, esperto e muito veloz, conhecido pelas suas frases antes de sair de sua correria, disparando: "Arriba, arriba!". Figura que o pequeno-grande Rui Barros parecia transmitir quando suas jogadas tinham sucesso e saltava para junto dos colegas, de sorriso abertamente malandro e satisfação humilde, de alegria.

Rui Barros era normalmente referido por pequeno-grande jogador e essa feição ajustava-se por ele ser de pequena estatura física mas muito grande em valor futebolístico. Ficando célebre por suas arrancadas, correspondendo aos passes de colegas a “rasgar” defesas adversárias, como aconteceu no primeiro golo da final a duas mãos da Supertaça Europeia, em 1987, quando no jogo da 1.ª mão, em casa do Ajax, a passe de Fernando Gomes desde o meio campo e a ultrapassar os defesas da equipa campeã holandesa, Rui Barros fez o golo com que o FC Porto venceu por 1-0, ficando em vantagem para a conquista dessa super competição entre os vencedores das duas competições mais importantes da Europa, ao tempo (Taça dos Campeões e Taça das Taças). 


= Ajax-FC Porto: jogo da 1.ª mão da Supertaça Europeia!

Seguiu-se, nesse primeiro ano na equipa principal do FC Porto, uma muito rápida ascensão e repentina atenção, que depressa o fez ser cobiçado pela Juventus, grande equipa italiana para a qual se transferiu surpreendentemente em rápido acordo de conversações entre os clubes envolvidos. E assim como foi, também volvidos anos voltou, quase de surpresa, terminando a carreira no FC Porto, sempre como um dos mais admirados artistas da bola no mundo do FC Porto.

= Ajax-FC Porto!

Ora, Rui Barros, de nome completo Rui Gil Soares de Barros, nascido a 24 de Novembro de 1965, em Lordelo, do concelho de Paredes e distrito do Porto, havia começado a jogar no clube de sua terra, Aliados de Lordelo, aos 12 anos; e seguidamente ainda passou pelo Rebordosa, clube de terra vizinha, como depois também pelo Paços de Ferreira já como júnior. Em cuja idade de escalão foi então contratado pelo Futebol Clube do Porto e aí foi Campeão Nacional de juniores. Quando saiu dos Juniores, segundo se dizia, esteve em vias de ser definitivamente dispensado, o que só não aconteceu por Feliciano, mestre dos escalões de formação nesse tempo, ter interferido afirmando-se contra a dispensa dum jogador de sua qualidade e possível futuro auspicioso.

Após isso, na época de 1984/85 Rui Barros passou a sénior mas, por o plantel ter muitos já consagrados à sua frente, foi emprestado ao Sporting da Covilhã. Continuando assim nas temporadas de 1985/86 e 1986/87, de novo emprestado mas desta vez ao Varzim, clube onde foi Campeão da Zona Norte da 2.ª Divisão Nacional. Até que em 1987/88 foi integrado no plantel do F.C. Porto e passou a fazer parte da equipa principal, que pouco tempo antes havia conquistado a Taça dos Campeões Europeus. E logo Rui Barros na pré-época se exibiu a ponto de agarrar o lugar durante os jogos realizados (tendo feito primeiro jogo a 6 de junho num particular ganho por 1-0 ao Flamengo, em Paris). Dando nas vistas sobretudo em prestigiados torneios europeus, com destaque para o “Trofeo Joan Gampar”, de Barcelona, em agosto de 1987, que o FC Porto venceu derrotando na final o Bayern de Munique por 2-0, depois de na meia-final ter eliminado o anfitrião Barcelona por 2-1, marcando posição nessa pré-época de estreia de Rui Barros na equipa principal do FC Porto.

= Torneio “Trofeo Joan Gampar”, de Barcelona, em 1987, que o FC Porto venceu derrotando na final o Bayern de Munique por 2-0, depois de na meia-final ter eliminado o anfitrião Barcelona por 2-1, na pré-época de estreia de Rui Barros na equipa principal do FC Porto. 

Iniciando depois o Campeonato Nacional como titular, a estreia de Rui Barros em jogos oficiais aconteceu no mesmo mês, envergando a camisola dos Dragões no dia 26 de Agosto de 1987 no Estádio das Antas, em jogo que o FC Porto como visitado venceu o Belenenses por 7-1, na 1.ª Jornada do Campeonato Nacional de 1987/88. Continuando firme na primeira equipa, de modo que à chegada do outono também alinhou nas competições europeias, fazendo sua estreia internacional com o primeiro jogo oficial europeu a 16 de setembro desse ano de 1987 no estádio das Antas, a contar para a 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1987/88, vencendo por 3-0 o Vardar. E em novembro seguinte teve momento alto da sua então ainda curta carreira no F.C. Porto, quando na 1.ª mão da Supertaça Europeia marcou o golo da vitória com que a equipa azul e branca foi a Amesterdão vencer o Ajax por 1-0, deveras importante para a conquista dessa taça europeia (consumada posteriormente no jogo da 2.ª mão, no estádio das Antas, com nova vitória dos Dragões por 1-0). E, mantendo o ritmo, ele e a equipa, em Dezembro também de 1987, esteve em campo na final de Tóquio da Taça Intercontinental/Mundial de Clubes que os portistas ganharam, no célebre jogo sobre relvado coberto de neve, vencendo diante do Peñarol do Uruguai por 2-1. Tudo isso e mais num período repleto de títulos, culminando a época de 1987/1988, nesse seu ano de estreia ao mais alto nível, a sagrar-se Campeão Nacional pelo FC Porto e, por fim, contribuindo para a vitória do FC Porto na Taça de Portugal, ao derrotar no estádio do Jamor o Vitória de Guimarães por 1-0.

= Final de Tóquio!

Então, esse seu primeiro ano com a camisola azul e branca despertou o interesse da Juventus, acabando por antes ainda do começo da época seguinte ter ido para a Itália vestir a camisola listada de azul e preto de Turim. Aí ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. Continuando um périplo europeu depois, no verão de 1990 passou a jogar no Mónaco, no qual conquistou a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 (que perdeu frente ao Werder Bremen). Seguindo-se na época de 1993/94 ter sido transferido para o Olympique de Marselha (clube francês em que teve Paulo Futre como companheiro de equipa). Até que em 1994/95 regressou ao Futebol Clube do Porto. Passando mais uns bons tempos no clube do coração, tanto que nas 6 temporadas seguintes no FC Porto foi Penta-Campeão Nacional, venceu mais 2 Taças de Portugal e 5 Supertaças Cândido de Oliveira. Terminando depois a carreira na época de 1999/2000, despedindo-se em beleza dos relvados, com a camisola do FC Porto vestida, na final da Taça de Portugal em que Deco e Clayton marcaram os golos da vitória frente ao Sporting por 2-0.

= FC Porto-Ajax: 2.ª mão da Supertaça Europeia, nas Antas!

Ao serviço do F.C. Porto, Rui Barros, segundo dados conhecidos, em jogos oficiais pela equipa principal, jogou durante 7 temporadas, conquistou 16 Títulos (6 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal, 5 Supertaças nacionais, 1 Taça Intercontinental/Mundial de Clubes e 1 Supertaça Europeia), ao longo de 247 jogos oficiais e contando 56 golos marcados (nas duas fases passadas no FC Porto, enquanto no total, somando com os números nos outros clubes em que esteve, fez 592 jogos e marcou 115 golos). Enquanto, de permeio pela Seleção Nacional foi internacional por 36 vezes e marcou 4 golos com a camisola das quinas (num palmarés a que se juntam mais 1 Taça UEFA, 1 Taça de Itália, e 1 Taça de França, pelos outros clubes que representou. E mais tarde, como treinador episódico, somou no palmarés 1 Supertaça Cândido de Oliveira, no FC Porto, ainda).

Em 2006/07 passou a integrar a equipa técnica do F.C. Porto, ano em que treinou temporariamente a equipa principal portista na Supertaça Cândido de Oliveira, que o FC Porto venceu trunfando sobre o Vitória de Setúbal por 3-0, e assim ficou Rui Barros a ser o primeiro técnico portista vencedor dessa prova como treinador e jogador. Continuou entretanto a fazer parte das várias equipas técnicas que passaram pelos Dragões e em Janeiro de 2016 foi de novo chamado a comandar a equipa principal em cinco partidas. Na temporada de 2018/19 assumiu o comando técnico da equipa B do FC Porto, cargo que ocupou até Fevereiro de 2021. Continuando depois no Clube em funções de “Scouting” e de representatividade clubista.

Pois, entre tudo isso, Rui Barros havia-se despedido publicamente nas Antas a 19 de Julho, ao correr do verão de 2000, num dos encontros de pré-época nas Antas, recebendo da família portista justa e significativa homenagem. Dois meses depois de ter pendurado as chuteiras na final da Taça de Portugal conquistada frente ao Sporting (2-0). Passando aí o testemunho como antigo camisola 8 do FC Porto. Facto de que deu conta a revista Dragões numa entrevista a dizer: “Rui Barros Obrigado”!

Armando Pinto

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sábado, 18 de julho de 2026

O troféu de Campeão Nacional de Liga Portugal - curiosidades respeitantes à nova e atual taça grande da Primeira Liga do futebol português!

 

O FC Porto é o atual Campeão Nacional e como tal foi e é o mais recente clube que levantou o troféu de campeão. Quando, a 16 de maio deste ano de 2026, no final do último jogo, referente à 34.ª e última jornada da competição, na cerimónia correspondente, o presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, acompanhado por José Manuel Neves, presidente da Associação de Futebol do Porto, e Tiago Simões, Country Manager da Betclic, entregou o respetivo troféu a André Villas-Boas, líder do emblema portista. E este, como presidente do Clube Campeão, o entregou ao capitão da equipa portista, Diogo Costa, que por sua vez o levantou junto e à frente dos colegas, acompanhados por toda a equipa técnica, que em uníssimo festejaram a conquista do 31.º Título Nacional do FC Porto.


E na foto oficial do Título da época de 2025/2026 lá ficou o troféu bem ao centro e à frente, em lugar de destque!

Celebrada assim pelo FC Porto a conquista do título de campeão da Liga Portugal Betclic, em cerimónia realizada no Estádio do Dragão, passou o Clube Dragão a ser detentor do mais recente troféu do Campeonato da Liga Portugal, que depois foi entregue no Museu do FC Porto.

É este um troféu com história ainda recente, pois que o mesmo, substituto da anterior taça e dum pequeno trofeu que também existiu entretanto na mesma função, teve já como novo ficado na posse do FC Porto. Tal o caso do agora atual sido pela primeira vez entregue em 2011, o primeiro exemplar, quando o FC Porto conquistou o 25.º Título da grandiosa história do futebol sénior portista e também André Villas-Boas estava no FC Porto, então como treinador campeão dessa época.

Ora, dessa história do troféu de Campão da Liga, que o FC Porto já ganhou entretanto mais exemplares, somando precisamente sete do novo, indo agora no 31.º título, dá nota explicativa o interessante livro “Bíblia do FC Porto”, de João Pedro Bandeira, na sua “edição revista e aumentada” de 2012. Como para aqui se transpõe, a registar as respetivas facetas do belo e importante troféu.

Armando Pinto

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