Na calha do Mundial de Futebol que por estes dias de junho de 2026 decorre na América, com os jogos distribuídos pelos Estados Unidos, Canadá e México, e sobretudo de com isso haver esforço de maior implantação do futebol mundial nos Estados Unidos, grande nação do desporto que por lá chamam de futebol americano... vem a propósito puxar atrás o filme das lembranças que perduram dos inícios das tentativas pioneiras dessa ideia. Desde que nas terras dos antigos cow-boys começaram a haver espetáculos com bola de futebol, no país do tal desporto que de futebol não tem nada, a não ser por lhe chamarem isso por lá. Começando o fenómeno desse outro sonho americano com a ida do rei Pelé para os “States”, seguido de alguns outros estrangeiros, entre os quais o português Séninho, que jogava no F.C. Porto quando foi contratado, logo a seguir ao mesmo velocista extremo se ter sagrado campeão nacional pelo F.C. Porto em 1978. Para anos depois seguir rumo idêntico o também antigo jogador do F.C. Porto José Costa, igualmente campeão nacional pelo F.C. Porto, em 1979.
Comecçou isso de Portugal para a América, no século XX, com a ida de Seninho para os Estados Unidos da América, para o Cosmos, equipa das maiores vedetas internacionais que rumaram até à antiga terra do Tio Sam...
O extremo Séninho (Arsénio Jardim) brilhou na antiga NASL ao
serviço do New York Cosmos (onde jogou ao lado de lendas como Pelé, Beckenbauer
e Cruyff) e mais tarde no Chicago Sting. Teve um enorme sucesso
além-fronteiras, sagrando-se tetracampeão norte-americano pelo Cosmos e conquistando
outro título pelo Chicago. Tendo ficado famoso pela sua velocidade na marcação
de livres diretos, como lá por esses tempos oficialmente começaram a inventar,
na sugestão de maior impacto espetacular, para chamariz público. Antes de no
futebol internacional jogado nos Estados Unidos finalmente terem adotado todas as
regras mundiais.
José Alberto Costa, avançado extremo-esquerdo, que também
representou o FC Porto em era seguinte a Séninho, e entretanto até tinha jogado
contra a Seleção dos Estados Unidos pela Seleção A de Portugal (na sua 2.ª
internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, tendo até marcado o golo da
vitória de Portugal contra os E.U.A), construiu ligação aos Estados Unidos nessa referida primeira experiência momentânea, até que anos mais tarde voltou, mas então fora dos relvados já como
treinador. Tendo inicialmente sido adjunto (de Carlos Queirós) no Metro Stars de Nova York (em 1996)
e na Seleção dos Estados Unidos (1998/99). Por fim, como treinador principal, enquanto andou lá pela América,
Costa foi contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer
Academy". Onde, entre os seus vários trabalhos na formação e no
desenvolvimento de atletas, José Costa se destacou como diretor técnico da
academia USA Seventeen Soccer Academy, sediada em Santa Clara, Califórnia.
Assim, em traços gerais, fica a memória desses inícios do
futebol mundial nessa parte do mundo, onde há o tal chamado futebol americano e
o futebol verdadeiro ali tem ganho algum espaço e atenção paulatinamente. Tendo
ficado associados aos primórdios do futebol na América esses dois nomes, de
homens do futebol que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto, Séninho e
Costa.
Armando Pinto
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