Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 9 de junho de 2026

Lembrando a histórica passagem do FC Porto à final da Taça de Portugal de 1968 após eliminar o Benfica !

A 9 de junho de 1968 viveu-se no mundo portista um domingo reluzente, de sol duradouro para além do jogo disputado nas Antas. Com o FC Porto a golear e eliminar o Benfica e assim apurar-se para a final da Taça de Portugal, deixando a equipa benfiquista apeada pelo caminho e, mais ainda, vergada por copiosa derrota. 

Então, o FC Porto qualificou-se para a final da Taça de Portugal após bater o Benfica por expressivos 3-0 no Estádio das Antas. Uma semana antes, no antigo estádio da Luz, os lisboetas chegaram a dispor de uma vantagem de 2-0, mas Djalma respondeu com um bis aos remates certeiros de Eusébio e de Jaime Graça e trouxe a eliminatória empatada para a Invicta. Não satisfeito, o avançado brasileiro repetiu a dose a 9 de junho de 1968, dia em que voltou a marcar dois golos e em que Pavão também fez o gosto ao pé, no Estádio das Antas. Essa equipa, para a história, foi formada pelos onze eleitos de José Maria Pedroto (que estão na foto cimeira, pela seguinte ordem, a partir da esquerda): Bernardo da Velha, João Atraca, Pavão, Valdemar, Rolando e Américo (em pé); Jaime, Custódio Pinto, Djalma, Eduardo Gomes e Francisco Nóbrega (em primeiro plano).

Uma vitória concludente e inesquecível... Numa das tardes de domingo de futebol, com mais uma grande exibição de Américo e seus pares!

Essa célebre eliminatória foi em anos anteriores recordada em artigos de evocação, como se pode rever, porque nunca é demasiado avivar essa grande vitória em pleno tempo de Eusébio  C.ª… do regime BSB.

 Efeméride dos 3-0 ao Benfica da 2ª mão da meia-final (e passagem à Final) da Taça de Portugal de 1968 !

A 9 de junho de 1968 viveu-se uma inesquecível tarde gloriosa no mítico estádio das Antas. Estava uma tarde soalheira de domingo, ao tempo, num ambiente primaveril de boa disposição, quando em pleno recinto das Antas o FC Porto, perante exibição de gala, não deu hipóteses ao Benfica na discussão da passagem à final da Taça de Portugal. O Benfica tinha Eusébio, como se sabe, mas o FC Porto teve Djalma na plenitude da arte que o fazia admirado dos prosélitos portistas. 


E então, confirmando o que de bom já havia acontecido na primeira mão da meia-final desse ano, com um animador empate (2-2) que trouxe para as Antas a decisão, o FC Porto goleou o Benfica por 3-0 e brilhantemente ganhou assim direito a estar na final.

Para isso, além de mais uma grande exibição de Américo, a dar confiança a toda a equipa, e naturalmente exibições bem conseguidas dos do costume, como Pinto, Rolando, Pavão, Atraca, Valdemar, Nóbrega, etc., nos dois jogos houve mesmo Djalma, efetivamente. Na Luz e nas Antas, porque antes, a 2 de junho, na semana anterior ao jogo da segunda mão, já no primeiro encontro «o avançado brasileiro tinha respondido à letra aos golos de Eusébio e Jaime Graça» na igualdade de 2-2 com que terminou esse primeiro embate da eliminatória. 


Depois, no “cá te espero” de reencontro no Porto, que qualificou os azuis e brancos para final da Taça de Portugal, Djalma voltou a bisar, decidindo a eliminatória ainda antes de Pavão ter marcado também um golo a acrescentar ao resultado desse modo com contornos de goleada, na robusta conta de 3-0.


Estava conseguido o lugar de finalista e volvida uma semana houve depois aquela inesquecível tarde de glória que foi a da conquista da Taça que tanto encheu de alegria os portistas que há muito esperavam uma vitória de âmbito nacional e ali tiveram então boa compensação em se manterem fiéis, nesses tempos de domínios dos gentílicos do sistema reinol. Ficando então aí também para a história a grande vitória do futebol sénior portista da presidência de Afonso Pinto Magalhães e do treinador Pedroto na sua primeira passagem pelo comando da equipa principal do FC Porto.


Por tudo isso, e porque foi importante e entusiástica a vitória da 2ª mão da Meia-final da Taça de Portugal da época de 1967/1968, apraz recordar e elevar justamente a passagem à final. Agora que passa a data da efeméride de tal feito, por quanto sabe bem recordar aquilo, pelos contornos de dificuldades tradicionalmente sempre colocadas ao FC Porto e habituais favorecimentos algo institucionais ao Benfica, mais e muito mais naquele tempo. Assim como pelo significado que ficou a deter esse triunfo, perante o quase mito levantado por alguém de que o Benfica com Eusébio nunca teria perdido com o Porto, quando perdeu diversas vezes e dessa feita em 1968 foi mesmo eliminado da Taça, até.  


Tudo isso ficou gravado na memória portista, como ficou registado quer na retina memorial, como nas recordações pessoais mais ternas e ainda nos apontamentos particulares do portista jovem desse tempo (então com cerca de 13 anos...) e que hoje recorda isto. Como para aqui se transporta de folhas anotadas manualmente, nessa idílica fase do portismo que percorre certa veia de historiador por carolismo, no entusiasmo de que tudo o que seja de património histórico do FC Porto é valorizável para quem gosta que o FC Porto tenha vencido e vença sempre o mais possível.   


Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens )))

 

segunda-feira, 8 de junho de 2026

1.º Aniversário do 1.º título nacional da equipa principal sénior do futebol feminino do FC Porto - no culminar do 1.º ano da equipa!

 

A 8 de JUNHO, em 2025, a equipa principal sénior do futebol feminino do FC Porto festejou o primeiro título nacional, então depois de ter sido assegurada a subida de divisão. Na época de lançamento desse projeto que já habituou os portistas a troféus e marcas históricas, a Equipa A do futebol feminino portista viajou ao sul até Massamá, com um confortável 4-1 alcançado no Estádio do Dragão perante 14.462 adeptos, no jogo da 1.ª mão da final para atribuição do título de campeão. E, nesse domingo, de início da quadra dos santos populares, a equipa portista impôs-se por 2-1 ao Real SC na segunda mão da final do play-off, sagrando-se assim o FC Porto Campeão Nacional da Terceira Divisão, no primeiro ano de existência da equipa, com um registo perfeito de 26 vitórias, 221 golos marcados e apenas nove sofridos. 

Faz assim um ano, na conta cronológica. Enquanto, apenas também um ano volvido, já o FC Porto nas mulheres este ano de 2026 voltou a ser campeão da seguinte 2.ª Divisão Nacional e subiu à 1.ª Divisão Nacional, preparando a estreia no principal escalão após mais uma temporada memorável, atingindo cume com a conquista da Segunda. Tudo isso através da chamada Equipa A, pois também a B, mais a de Sub-19, já alcançaram outros títulos. Numa época encerrada em apoteose!

Assinalando o feito, na lembrança da efeméride e festejando memorialmente o correspondente 1.º aniversário do 1.º título nacional do futebol feminino portista, ilustra-se esta memória histórica com a imagem das campeãs - conforme estão na galeria particular do remanso pessoal do escritório doméstico portista, aqui do autor deste blogue.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

domingo, 7 de junho de 2026

Entre curiosidades do FC Porto com o atual novo primodivisionário Académico de Viseu… lembranças de 1978/79!


Por entre coisas e loisas de memórias, efemérides e simples lembranças da história desportiva em que o FC Porto é denominador comum, aqui neste espaço portista de memorização do clube nortenho, maior embaixador internacional que tem de lutar contra o sistema do país, vem a talhe um caso relacionado com um clube este ano promovido à divisão superior - o Académico de Viseu. Clube de futebol representativo da região tida como emblemática do histórico Viriato, a celebrar agora 112 anos da sua fundação, a 7 de maio de 1914, neste ano de 2026 em que regressa ao principal campeonato nacional, a agora I Liga, 37 anos depois de ter estado na então 1.ª Divisão Nacional, em 1989. Com a curiosidade de nessa última presença ter mediado dez anos duma das suas anteriores presenças, em 1979, entre os maiores clubes, por nesse ano de 1979 ter estado ligado ao final do percurso do título nacional, quando defrontou o FC Porto na penúltima jornada desse campeonato de 1978/79, estando então o FC Porto e Benfica igualados em pontos no cimo da classificação. Tendo o FC Porto ido vencer o Viseu, em S. João da Madeira por interdição do estádio do Fontelo, enquanto o Benfica empatou diante do Beira-Mar, em Aveiro, abrindo caminho para a decisão final da última jornada, na semana seguinte - em que mesmo com o Benfica a golear o clube de Viseu em Lisboa, no encerramento da prova, a vitória do FC Porto sobre o Barreirense fez o Porto festejar o título de Bi-Campeão.

Vem assim a calhar recordar essa vitória do FC Porto em jornada como visitante com o Académico de Viseu, em 1979, em que apesar da rispidez dos jogadores academistas beirões, com a complacência duma arbitragem escandalosa, o FC Porto superou tudo, naquele domingo que acabou risonho para o mundo portista. 

E daí a uma semana fez o estádio das Antas albergar mais uma enchente histórica de adeptos eufóricos, com o Bi-Campeonato conquistado pela equipa de Pedroto, na presidência do Dr. Américo Sá.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

Destaque de “Recomendação” ao blogue MEMÓRIA PORTISTA, iniciado em JUNHO de 2012 - in revista J (Jota, do jornal O Jogo) em 2013…


Este blogue existe no espaço da blogosfera e naturalmente da Internet desde JUNHO de 2012. Nascido então para substituir um anterior blogue pessoal que englobava mistura de assuntos portistas com temas de história, memória e literatura local e regional. Sendo então em junho de 2012 separados esses temas, com a criação de dois diferentes blogues pessoais. Um dos quais este da Memória Portista. Enquanto o antigo entretanto acabou por ser anulado, como na ocasião foi constatado, por intromissão de adversários (como não estava protegido contra piratas, ao tempo) que conseguiram seu desaparecimento. 

Felizmente então já havia sido iniciado este atual, mas tudo o que ficara publicado no anterior perdeu-se. Tendo sido iniciado este ainda vivo e atual também pela ideia que ia crescendo, derivado do que era referido em comentários de leitores. Com génese idealizada a partir da constatação de no seio do FC Porto faltar por esse tempo uma melhor difusão historiadora e mesmo de defesa da história do FC Porto, havendo certas lacunas na comunicação clubista. Então, desde aí ficou assim este blogue a procurar honrar, através da memória pessoal, o quanto significa o Futebol Clube do Porto, quão era e é para o portista autor e gestor do blogue “Memória Portista”.

Após isso, passado meio ano, já o blogue era reconhecido e apreciado numa publicação de âmbito nacional, como aconteceu em janeiro de 2013 numa referência publicada na revista J, publicação do jornal O Jogo e fazendo parte semanalmente da edição de domingo desse jornal desportivo nacional. Em cuja página, intitulada Zona J, era dado destaque a blogues de referência, tendo dessa vez recaído a atenção sobre o blogue Memória Portista. Como se recorda, com imagens dessa mesma página e naturalmente de parte da capa da mesma revista J (existente nesse tempo), mais recorte da nota referencial respetiva, que serviu de recomendação pública, afinal.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sábado, 6 de junho de 2026

Um livro - de vez em quando… Álbum “Campeões Nacionais de Basquetebol Seniores 1978/79”

 

Entre livros historiadores das diversas atividades e facetas do FC Porto, na biblioteca pessoal do autor aqui deste blogue, também há um de imagens a historiar o título do FC Porto Campeão Nacional de Basquetebol Sénior de 1978/79, ostentando na capa o título “BASQUETEBOL / CAMPEÕES NACIONAIS DE BASQUETEBOL / SENIORES / 1978/79”.


Sobre o qual basta dizer que comporta imagens de reportagens jornalísticas a historiar essa época do Basquetebol do FC Porto, conforme se ilustra esta memória com imagens correspondentes, como exemplo das muitas páginas que completam esse volume memorando. E que com muito gosto pessoal está numa das estantes várias da biblioteca pessoal portista.



Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Recordando - Em tempo de defeso futebolístico e época de possíveis transferências… Uma aquisição de 1977 com algo significativo - quando Vital filho veio para as Antas…

 

Estando-se no tempo das notícias e boatos de transferências, parcialmente para alimentar vendas de jornais e audiências de canais televisivos, mais jogadas de agentes e empresários (além de tentativas influenciadoras de querer mexer com clubites no ânimo dos adeptos…), vem a talhe relembrar o caso duma das transferências ocorridas em tempos idos, quando eram escassas as mudanças de jogadores e iam acontecendo transferências pontuais. Como no caso que calha desta vez evocar, acontecido em 1977, com a vinda do avançado Vital para o FC Porto, à vista da época de 1977/78. Tratando-se do filho do antigo avançado Vital, que havia sido o autor do primeiro golo do FC Porto no estádio das Antas, em 1952. Como ficou registado em curiosa imagem fotográfica saída no jornal O Porto, na pré-época em 1977, a fixar o momento em que Vital filho apreciava um quadro com a imagem de seu pai, constante da galeria então existente no átrio de acesso à área social vip e de entrada para os balneários do estádio das Antas - como a própria legenda da foto documenta.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Homenagem a Teles Roxo como Diretor do pelouro do andebol portista - em 1979

 

- JUNHO de 1979: Luís Teles Roxo, então diretor do pelouro do andebol do FC Porto, é homenageado pela respetiva secção. Em tempo de saída de funções diretivas do pelouro e como reconhecimento de seu trabalho à frente da modalidade no Clube, foi homenageado pelos elementos da secção andebolista azul e branca. A partir de uma ideia dos técnicos, acompanhada por toda a gente. Homenagem essa que foi devidamente descrita no jornal O Porto, como se pode recordar.

Teles Roxo, terminava assim a sua ligação ao andebol do FC Porto, secção que dirigira durante anos da década de 70, na presidência do Dr. Américo Sá. Para, anos volvidos, ter passado para o departamento de futebol, após a saída de Pinto da Costa do futebol portista em 1980, para mais tarde ter voltado já com o mesmo Pinto da Costa a presidente, e depois da saída de Fernando Vasconcelos do futebol, em 1984. Numa folha de serviços que ficou registada, embora com um lapso, numa das fichas do livro “FCPorto figuras & factos 1893-2005”, edição d’ O Comercio do Porto-Notícias do Douro, L.da e chancela de produto oficial licenciado FCP em 2005.

Armando Pinto

((( Clicar sobre as imagens )))