Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Recordando: Estreia de Lima Pereira com a camisola do F. C. Porto - em jogo particular - a 11 de agosto de 1978…

 

No verão de 1978, em pleno começo da preparação para a então nova época futebolística de 1978/79, entre os jogadores adquiridos que passaram a reforçar o plantel do futebol portista, contava-se Lima Pereira, proveniente do Varzim. Juntando-se esse alto defesa a um grupo de caras novas no Clube, alguns dos quais se estrearam logo no primeiro jogo particular de apresentação do plantel, no festival de início de temporada em que foram entregues as faixas de campeões aos vencedores do Campeonato de 1977/78. Enquanto no segundo jogo, dias depois, já entraram em campo mais alguns dos novos, entre os quais Lima Pereira - cuja estreia se assinala por ter sido, pelo tempo adiante, um dos mais distintos elementos da equipa.

António Lima Pereira havia-se salientado na defesa varzinista e os olhos de Pedroto repararam nele nos jogos que efetuou frente ao F. C. Porto na temporada de 1977/78, sobretudo no encontro da 2.ª Volta do Campeonato, quando o F. C. Porto ganhou ao Varzim por 5-1, nas Antas, numa goleada que podia ter tido muito maior diferença se não fosse a atuação do alto defesa barbudo, como ao tempo ele se apresentava de barba preta, com nome futebolístico Lima Pereira. E assim na época seguinte ele foi um dos reforços da equipa azul e branca.

Então, no segundo jogo particular da pré-época, a 11 de agosto de 1978, Lima Pereira entrou na equipa portista nesse prélio acontecido diante dos ingleses do Chelsea. Num jogo cujo desenrolar se pode rever pela reportagem inserta no jornal O Porto. Curiosamente, pelo que registou o cronista José da Cunha (um dos membros do atual grupo de reunião dos antigos colaboradores do jornal), entre os jogadores que melhor se exibiram, nesse jogo, esteve o brasileiro Toninho Metralha, que fazia parte do plantel desde a época anterior mas poucos jogos oficiais fez - incluindo nessa mesma temporada que se seguiu, embora ainda fosse dos que se sagraram campeões, por ter atuado num jogo do campeonato do “Bi” de 1978/79. 

Após isso, a estreia de Lima Pereira em jogos oficiais com a camisola dos Dragões aconteceu a 13 de Setembro desse ano de 1978, em jogo diante do A.E.K. de Atenas, a contar para a 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus de 1978/79.

Lima Pereira, com o decorrer do tempo, foi um grande defesa-central, cuja carreira dispensa apresentações. Acabando por se tornar num icónico nome do futebol portista, tal como ficou célebre a sua convicta e sintomática afirmação publica de que «- Nunca troquei uma camisola com um jogador do Benfica nem do Sporting, pois eles não merecem ter uma camisola do Futebol Clube do Porto»!

António José Lima Pereira (Poveiro nascido a 1 de Fevereiro de 1952 e falecido a 22 de Janeiro de 2022) jogou durante 11 temporadas com o brasão do F. C. do Porto ao peito. Disputou 264 jogos oficiais pela equipa principal azul e branca (sem contar jogos de reservas e particulares), marcou 12 golos e conquistou 15 Títulos, pelo F. C. Porto. Tendo sido Campeão Nacional, Europeu e Mundial,  vencedor da Supertaça Europeia, Supertaça nacional Cândido de Oliveira e Taça de Portugal. Como também enquanto futebolista do F. C. Porto foi 20 vezes internacional na Seleção Nacional A, pela qual esteve presente no Campeonato da Europa de 1984.

Armando Pinto

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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Aniversário da Associação de Futebol do Porto - organismo portuense fundado pelo FC Porto e pelo Leixões - em 1912!

 

Em agosto festeja a A.F. Porto o seu aniversário de existência, fundada que foi a Associação em 1912. Então concretizada através de reunião preparatória de 3 desse mês e decisão fundadora no dia 10, ao segundo ano da implantação da República em Portugal. Por iniciativa do FC Porto, numa ação de materialização para a organização do futebol na área distrital do Porto, mas que, apesar de convites formulados a outros clubes da região existentes nesse tempo, apenas o FC Porto e o Leixões tiveram discernimento para efetivar. 

Confirma o facto a “História do Futebol Clube do Porto” escrita por Rodrigues Teles em seu 1.º volume, impresso em 1955. 

Como ainda se pode rever também por meio de crónica incluída no livro “A Associação de Futebol do Porto-uma instituição centenária”, comemorativo do respetivo centenário, comemorado em 2012 (e publicado com alguns anos de intervalo, em 2017).




Armando Pinto

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sábado, 8 de agosto de 2026

Efeméride do Festival da Entrega das Faixas de Campeões e da Taça de Campeão, em 1978 - aos Campeões Nacionais de futebol de 1977/78!

Numa noite brilhante de festa, o estádio das Antas engalanou-se para a cerimónia da entrega das “faixas de campeões” aos heróis da conquista do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão conquistado ao fim de 19 anos de espera, em 1977/78.

Estava-se no início da nova temporada, para 78/79, na fase de pré-época ainda, e então num festival noturno que meteu apresentação dos reforços, com os novos elementos a subirem ao relvado já equipados à Porto, foi prestada homenagem aos jogadores, equipa técnica, médico, masagistas, roupeiro, secretário-técnico e dirigentes que fizeram parte do departamento de futebol portista que havia conseguido finalmente conquistar o título nacional de futebol, há muitos anos esperado. E, entretanto (como ao tempo a taça de campeão era só entregue ao clube campeão já na época seguinte à conquista do título respetivo), foi pelas mãos do então Vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Ribeiro de Magalhães, entregue a taça de Campeão Nacional, depositada nas mãos do capitão da equipa, Rodolfo.

Desse cerimonial recorda-se o ato da imposição das faixas e da taça através de imagens da reportagem do jornal O Porto.

Feita a respetiva colocação das faixas e entregas de lembranças alusivas, seguiu-se o registo fotográfico de pose da equipa campeã, com as faixas - ainda sem os reforços obviamente, que naturalmente não receberam faixas (a que só na época seguinte ganharam direito, recorde-se) e na ocasião já sem os da época anterior que haviam saído, entretanto (Séninho, Ademir, Taí e Celso).

Após tudo isso, teve lugar um jogo de futebol como aperitivo para a nova época, já com alguns dos reforços em campo, Óscar (ex-Estoril), Frasco (ex-Leixões) e Costa (ex-Académica). Não tendo ainda alinhado Lima Pereira (ex-Varzim), que jogaria depois no segundo jogo de preparação (com vitória por 2-1 sobre o Chelsea). Assim como o regressado Marco Aurélio (ex-Varzim) e ainda Vieirinha (ex-Estoril) e Serginho (ex-Feirense) que também em seguintes jogos tiveram vez. Desenrolando-se, por fim, a encerrar as ocorrências da noite da entrega das faixas e da da taça de campeão, um encontro de início de temporada, com o Dínamo de Bucareste, como também ficou descrito na altura pela reportagem do jornal O Porto.

Armando Pinto

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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Lembrando… De vez em quando… Jogo de apresentação da equipa de futebol portista na estreia de Dinis - em agosto de 1975

 

Entrara já o mês de agosto e estava o plantel do futebol sénior portista nos trabalhos de preparação para a nova época de 1975/76. Havendo então na equipa portista uma cara nova, com a saliente contratação do extremo-esquerdo Dinis, vindo do Sporting. Tendo sido marcado o jogo de apresentação para meio de agosto, antes do começo do Campeonato. Como se pode rever por excertos do jornal O Porto da época, com algumas curiosidades relacionadas, além de se poder recordar o treinador, secretário técnico e dirigentes responsáveis nesse tempo.

Vem assim a talhe recordar esse facto. Não sendo o caso relacionado com qualquer efeméride, entenda-se, mas com a aproximação de eventos, tendo ainda recentemente acontecido a apresentação para a temporada atual e estando-se prestes a iniciar mais um Campeonato da Liga 1 do futebol português.

Quanto ao jogo, o jornal O Porto, como órgão oficial informativo e historiador do Clube, registou tudo, como era apanágio desse mesmo jornal do Clube. Podendo assim ter-se informação do decurso desse mesmo jogo, que serviu também de apresentação de Dinis ao público das Antas, após a vinda do avançado angolano que fazia a estreia com a camisola azul e branca, em jogo particular ainda, depois de durante vários anos ter vestido as cores do Sporting, cuja transferência não foi bem a contento das hostes sportinguistas.


Eis então a crónica desse jogo com a equipa ao tempo soviética, da Ucrânia, terminado com um empate.

Armando Pinto

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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Jorge Costa: 1 ano de saudade e constante recordação - 05/8/2025 - 2026…!

Passada uma volta solar, perfaz um ano que faleceu Jorge Costa, o “Bicho” e “Capitão” eterno do FC Porto, distinto portista que foi grande como jogador de futebol e depois como dirigente. Um caso especial de ter sido dos mais carismáticos rostos do FC Porto, como futebolista primeiro, e mais tarde como diretor do futebol nos inícios da presidência de André Villas-Boas.

Sendo que neste dia e nesta oportunidade, do primeiro aniversário de seu falecimento, há e haverá diversas crónicas e muitas referências sobre seu currículo desportivo e sobretudo portista, assim como sobre as cerimónias que o FC Porto lhe prestou e presta, evocamo-lo aqui com algumas lembranças particulares.

Em seu tempo de atleta já não havia livros populares com biografias dos jogadores, senão teria tido lugar certo entre os célebres Ídolos do Desporto e outas publicações que tais. Mas ainda teve direito a ser biografado em livros contemporâneos, como dois sobre ele mesmo…


… e num sobre os melhores defesas centrais na coleção ONZE + do jornal O Jogo.



Como jogador, foi vencedor nato, desde ter sido campeão júnior pelo FC Porto e pela Seleção Nacional até Campeão Europeu dessa categoria, como de seguida como sénior foi campeão nacional e vencedor de praticamente todas as provas nacionais e nas internacionais também Campeão Mundial/vencedor da Taça Intercontinental de 2004, Campeão Europeu com a Liga dos Campeões de 2004 e Vencedor da Taça UEFA de 2003, pelo FC Porto. Como treinador deixou escola e diversas conquistas de realce, no pouco tempo em foi responsável por algumas equipas. E por fim como dirigente voltou a vencer a Supertaça Nacional Cândido de Oliveira, já em tempo do novo e atual troféu correspondente, porque no seu tempo de jogador ainda vigorava a antiga primeira taça.

Nessa categoria de ter sido atleta e depois dirigente, distinguiu-se sobremaneira, também. No FC Porto tinha havido anteriores casos, como por exemplo Cesário Bonito foi jogador, embora por pouco tempo enquanto jovem, e mais tarde presidente; Soares dos Reis, o primeiro guarda-redes de futebol internacional do FC Porto, mais tarde foi diretor do futebol e do ciclismo, com grande influência na aquisição de jogadores e no acompanhamento aos ciclistas nas grandes provas das bicicletas; bem como Hernâni, um dos maiores futebolistas de sempre, depois foi diretor do futebol, embora sem ter podido estar muito tempo no lugar por, como defensor dos interesses do FC Porto, ter sido vítima do sistema BSB. E Jorge Costa foi o que se sabe, grande apoiante e braço direito do presidente André Villas-Boas, terminou por morrer no seu posto de diretor de futebol a acompanhar os trabalhos da equipa.

É pois o “Bicho-Capitão” uma constante recordação, um vulto eterno da História do FC Porto.

Curvando-nos diante de sua memória, lembramo-lo, mais uma vez, desta feita com algumas imagens sugestivas, que dispensam legendagem.



Armando Pinto

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"Colecção Ídolos do Desporto” respeitante a Atletas do F. C. Porto

Coleção de resumos biográficos e curriculares da carreira de atletas portugueses, a "Ídolos do Desporto" era publicada em Lisboa. Sendo essa famosa «Colecção Ídolos do Desporto» uma publicação de exemplares de pequenas revistas, em formato de livro de bolso, muito popular desde meio da década dos anos 50 até ao início dos anos 70, do século XX, que publicava biografias profusamente ilustradas dos grandes desportistas nacionais. Foi uma das primeiras publicações de imprensa desportiva em Portugal que tinha por objetivo formar uma coleção com os livrinhos publicados a historiar os desportistas conhecidos do grande público, segundo a ideia do promotor, E. Carradinha. Reuniram-se nessa coleção as biografias de vários homens e algumas mulheres que se destacaram no futebol, em patinagem, hóquei em patins, atletismo, ciclismo, entre outras modalidades desportivas. Sendo as revistas vendidas como literatura de cordel (conforme se dizia), postas à venda penduradas em cordéis nos pontos de vendas, como nas tabacarias e em quiosques, junto com jornais e revistas de cow-boys, cinema e espetáculos, por exemplo, como era usual e visual na época.

Como era editada em Lisboa, publicou muito mais biografias dedicadas a atletas dos clubes de Lisboa e arredores, de todas aquelas modalidades referidas, ao passo que do FC Porto tiveram lugar futebolistas em muito menor número que os dos rivais; e das outras modalidades apenas 2 ciclistas foram lembrados. Teve, contudo, o condão de registar e guardar à posteridade imagens que de outro modo não chegariam aos vindouros tempos, assim como dados biográficos que ficaram conhecidos desse modo.

Iniciada em 1956 e tendo tido 7 séries até 1972, a histórica “Colecção Ídolos do Desporto” teve primeiro número dedicado a alguém do FC Porto no seu número 6 da 1.ª série, referente a Hernâni, e o último em 1972 com o n.º 21 da 7.ª Série, dedicado ao F. C. Porto equipa e clube, até ao início da presidência do Dr. Américo Sá, incidindo sobre a época da equipa de futebol sénior e de passagem com alguns dados estatísticos das modalidades principais. 

Entre os futebolistas do F. C. Porto alguns tiveram maior saliência, com mais que um número da coleção, tendo sido biografados e suas carreiras descritas em dois desses pequenos livros, com alguns anos de distância entre um e outro. Como aconteceu com Hernâni, em 1956 e 1963; Américo, em 1964 e 1968; Pinto (Custódio Pinto), em 1964 e 1970; Nóbrega, em 1964 e 1969; e Rolando (José Rolando), em 1968 e 1972.

Essa mesma coleção, dos números de jogadores de futebol e ciclistas do FC Porto, faz parte da biblioteca pessoal aqui do autor deste blogue, completa. Como se ilustra com imagem de todos os pequenos livros desses "Ídolos”.

Armando Pinto

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Efeméride da Inauguração e Benção do Mausoléu do FC Porto - a 4 de AGOSTO de 1968!

Estava-se em 1968, quando no primeiro domingo do calorento mês oitavo do calendário, a 4 de Agosto, decorreu a cerimónia da inauguração oficial do Mausoléu do FC Porto, a sepultura onde desde aí passaram a repousar Glórias do Futebol Clube do Porto, no cemitério de Agramonte, junto à rotunda da Boavista, na cidade do Porto. Numa obra edificada na presidência de Afonso Pinto de Magalhães, que, ele próprio, após ter sido retirada a bandeira que cobria a estátua e benzido o mausoléu, sobre a tampa do mesmo ali depositou uma coroa de flores em nome do FC Porto.

Desse cerimonial, recorda-se o acontecimento por ilustração de alguns momentos marcantes do ato oficial da inauguração. Através de sequência de fotografias ilustrativas, desde a marcha de atletas do clube em direção ao cemitério, com a tocha olímpica acesa nas Antas e de seguida levada em mãos por desportistas de várias modalidades; até à deposição de terra dos campos da história do clube, lançada por relicário das mãos do então futebolista Alberto Festa, que jogara na saga dos Magriços.





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A estátua que engrandece a arquitetura simbólica da sepultura, através de um anjo, simbolizando a vitória sobre a morte, foi da autoria do escultor Charters de Almeida. 

(Na preparação da obra, o escultor fez primeiro uma pequena estatueta; cujo original foi depois oferecido pelo escultor ao Presidente Afonso Pinto de Magalhães. Atualmente essa estatueta, que deu origem à estátua grande do mausoléu do clube, está na posse da família do antigo Presidente Honorário Pinto de Magalhães.)

Desde então o Mausoléu de Agramonte do FC Porto está referenciado na História do FC Porto - como é descrito no livro "F. C. Porto 100 anos de história 1893-1993", de Álvaro Magalhães e Manuel Dias.

(Indica-se como Mausoléu de Agramonte do FC Porto, porque o FC Porto tem no cemitério de Paranhos um outro mausoléu, mais antigo e mais pequeno, onde repousa o antigo treinador Jorge Orth, mais sua esposa, erigido para esse fim com subscrição dos sócios do clube, em 1962/1963.)

A cerimónia da inauguração do Mausoléu de Agramonte, em 1968, decorreu então no âmbito das comemorações do clube, no tempo em que o aniversário era assinalado em agosto. Em cujo programa, nesse domingo, houve também na antiga sede do Clube uma homenagem aos campeões de 1921/22, com entrega de medalhas aos 5 ainda vivos, na ocasião; bem como foi inaugurada a Galeria dos Internacionais do FC Porto, em exposição de quadros fotográficos referentes aos futebolistas seniores e juniores que até esse tempo tinham jogado na Seleção Nacional A e B, mais na de Juniores. Sendo desta vez lembrado o caso do Mausoléu, porque sobre a Galeria dos Internacionais já foi feito anteriormente um artigo alusivo (assim como a galeria deixou de existir, como mostra pública, desde a transferência da antiga sede para o Museu das Antas). Incidindo agora sobre a parte do Mausoléu alguns recortes da página dedicada ao acontecimento no Jornal de Notícias de 5 de agosto de 1968.



Com o impacto que teve, numa jornada de saudade e reconhecimento, a inauguração do mausoléu do FC Porto foi uma dotação singular, que mais nenhum clube desportivo possui em Portugal.


Como recordar é viver, já nesse tempo se deu assim uma boa maneira de recordar as glórias do passado, com forte desejo de fortalecimento do futuro. O FC Porto tem História e recomenda-se!

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Atualmente, como lembrança eterna, existe assim o Mausoléu do Futebol Clube do Porto. Algo sublime a honrar o sentimento clubista, denotando que os que serviram e valorizaram o F C Porto jamais serão esquecidos. Embora em número reduzido, até agora, já que na maioria dos casos as famílias preferem ter seus defuntos junto a outros familiares, mesmo assim ali repousam alguns valores do passado como exemplos referenciais em qualidade significativa. Aí estão notáveis atletas, treinadores e dirigentes, lado a lado: Acácio Mesquita, atleta de futebol e outras modalidades; Avelino Martins, futebolista “cara de aço”; João Lopes Martins, atleta mais eclético (tendo praticado sete modalidades) do clube; João Augusto Silva, dirigente; Pinga e Pavão, futebolistas carismáticos; Soares dos Reis, grande guarda-redes internacional e dirigente; Joaquim Pereira Lopes (o sr. Lopinhos), massagista; mais José Maria Pedroto, futebolista e treinador Mestre. (Tendo os primeiros a ficar ali sepultados sido por trasladação, como aconteceu com os restos mortais de Pinga, que havia falecido em 1963 e foi então trasladado em 1968 para o mausoleu do clube. Os mais recentes, sepultados aquando de suas exéquias fúnebres, até agora, foram José Maria Pedroto, em 1985,  Manuel Soares dos Reis, em 1990 e João Lopes Martins, em 1995.)


 Desses ilustres Portistas estão seus nomes numa placa colocada ao lado do mausoléu, como legenda identificativa, a assinalar as respetivas datas. 


Armando Pinto

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