Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Efeméride do dia em que o FC Porto se sagrou Campeão Nacional de futebol em 1978!

 

A 11 de JUNHO, em 1978, chegava ao fim o Campeonato da 1.ª Divisão Nacional da época 1977/78, com o FC Porto finalmente Campeão, para grande alegria e alívio de tanta gente que esperou largos anos por isso. Depois de emotiva ponta final do campeonato, até que no último jogo saltaram de euforia os portistas, sócios e adeptos, enquanto saltou por fim o champanhe da vitória.

Então, nesse quente domingo, em plena tarde mais que soalheira, a ser de verão antecipado, o campeonato decidia-se na última jornada. O FC Porto era líder, com os mesmos 49 pontos do Benfica (sendo ainda de 2 pontos por vitória e 1 nos empates), mas com uma confortável vantagem na diferença de golos. Na receção ao Sporting de Braga, os Dragões não deixaram escapar o tão desejado título nacional: Oliveira marcou o primeiro, Octávio aumentou a contagem e, na segunda parte, apareceu o inevitável Gomes que, com um bis, fechou a goleada em 4-0. A festa tomou conta do Estádio das Antas e de todos os portistas: o FC Porto era Campeão Nacional 19 anos depois, com José Maria Pedroto como treinador, mais António Morais como adjunto e o professor Hernâni Gonçalves formando a equipa técnica; na presidência do Dr. Américo Gomes de Sá; sendo chefe do departamento de futebol o diretor Pinto da Costa, médico o Dr. Domingos Gomes, massagistas Victor Hugo e Leite, roupeiro Agostinho, etc. Num plantel histórico - como ficou para a história todo o conjunto, fotografado na ocasião da pose de grupo.

Dessa inesquecível tarde e imensa alegria, mais que palavras (que entretanto foram já colocadas em narrativas de anos anteriores), desta vez ilustra-se a lembrança com imagens coevas, desde gravuras de cromos de coleção até à 1.ª página do jornal O Porto.


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Nota: De anteriores lembranças desta mesma efeméride, recorde-se artigos de outros anos (clicando) em

https://memoriaporto.blogspot.com/2023/06/efemeride-o-inesquecivel-titulo-de.html

e

https://memoriaporto.blogspot.com/2018/05/lembrancas-memoraveis-do-celebre-titulo.html

Armando Pinto

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Aniversário do falecimento de Artur Peixoto Júnior - diretor do FC Porto falecido no dia em que o FC Porto se sagrou campeão nacional de futebol em 1978

  

11 de JUNHO

No dia em que na tarde do domingo 11 de junho, em 1978, o FC Porto se ia sagrar campeão nacional de futebol, morreu na manhã desse mesmo dia o diretor do FC Porto Artur Peixoto, mais conhecido por Artur Peixoto Júnior, com serviço diretivo em modalidades amadoras como o Xadrez e o Atletismo.

Em ambiente de consternação, sendo precisamente nesse dia tão esperado ao longo de tantos anos, e antecedendo a conquista do título em apreço, a triste ocorrência ficou ainda mais marcada na memória portista.

Assim sendo, no próprio dia de recordar a concretização da vitória no Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de 1977/78, lembra-se esse desaparecimento súbito do portista Artur Peixoto, felgueirense natural da freguesia e paróquia de S. Tiago de Rande, nos limites da então povoação e hoje vila da Longra, do concelho de Felgueiras, mas residente na área urbana do Grande Porto. E, por conseguinte, evoca-se sua memória com a nota de pesar ao tempo transmitida no jornal O Porto, em página do número que então comemorava o Título Nacional de futebol.

Na oportunidade, recorda-se, como enquadramento, o que já neste blogue foi publicado anteriormente em artigo que lhe foi dedicado.

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Nos muitos anos da Vida do Futebol Clube do Porto muitos foram, também, os associados que serviram o Clube como Dirigentes. Uns mais e outros menos lembrados do conhecimento público que perdura pelos tempos além, mas todos dignos de menção e merecimento pela sua dedicação à causa portista. Entre os quais alguns também mais históricos, naturalmente. Além de alguns ainda conhecidos por algumas características e ligações particulares. Como no caso desta feita em apreço, sendo vez de lembrar um antigo dirigente portista natural do concelho de Felgueiras e da felgueirense freguesia de Rande – Artur Peixoto.

Vem a talhe, na ligação mais que justificada desse grande fenómeno, que é o FC Porto, evocar tais laços de afinidade felgueirense à causa portista. Porque, sendo que aqui o autor das lembranças perpetuadas neste espaço de Memória Portista não se cansa e se orgulha de ser um portista ativo, podendo, dentro do possível, de certa forma contribuir para o engrandecimento do FC Porto a partir daqui do habitat natural, houve entretanto também mais felgueirenses que foram portistas conhecidos e até salientes no seio do clube.

Ora, vem de longe a referida afinidade clubística azul e branca por terras do fofo pão de ló de Margaride, através de alguns felgueirenses, como foi o caso do Eng.º Mário Castro, que chegou a ser um grande atleta do F. C. Porto em Andebol de Onze, na década de quarenta e cinquenta, do século XX, tendo sido então campeão nacional com o FCP e “internacional” pela seleção portuguesa da modalidade; bem como, já nos anos sessenta, o mesmo também manteve notoriedade como campeão nacional em Pesca Desportiva, igualmente neste caso em representação da coletividade da Constituição e das Antas. Ainda nos anos cinquenta, correu nas estradas do país e pela estranja o ciclista Artur Coelho, que ao serviço do FCP foi camisola amarela em diversas Voltas a Portugal e venceu a Volta a S. Paulo, no Brasil, em 1957, ao passo que nos campos de futebol evoluíram os então jovens felgueirenses António Freitas e António Silva, que enfileiraram na equipa de juniores de futebol com a mesma camisola alvi-anil, sob orientação de Artur Baeta. Por esse tempo, Felgueiras teve também seu nome associado à magna campanha de angariação de fundos para a construção do Estádio das Antas, inaugurado em 1952. Tendo para o caso estado envolvidos diversos felgueirenses de renome na angariação de fundos de contribuição, incluindo um jogo de futebol em Felgueiras da equipa principal do Porto, com suas vedetas do tempo (conforme registamos no livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras”). Performances que tiveram sequência com outros vínculos mantidos, por gente destas paragens, noutros campos onde pulsava interesse azul e branco, como foi o caso do dirigismo e demais funções. Quanto aconteceu com Adriano Castro, personagem que por esses idos de cinquenta, sobretudo, trouxe a Felgueiras diversos atletas Portistas, que eram nessa era autênticos ídolos do desporto, para realizações de apreciadas provas; assim como o anteriormente referido Eng.º Mário Sampaio Castro e Deolindo de Sousa Machado foram membros da Assembleia Delegada do FCP, a meio da década de sessenta; tal como o mesmo Eng.º Mário Osório Pinto Sampaio e Castro chegou a ser vice-presidente do F. C. Porto, nos inícios de mandato do Dr. Américo Sá, de finais de sessenta e meados de setenta; altura em que Artur Peixoto Júnior foi Seccionista do Atletismo Portista; como depois Armindo Vasconcelos foi redator do jornal “O Porto”, órgão de informação do F. C. Porto de que o autor destas linhas foi igualmente colaborador, assim como mais tarde na revista Mundo Azul. 


Entretanto, a meio da década de 90, mais um felgueirense incorporou os Corpos Sociais do FCP, numa das gerências de Pinto da Costa, quando Mário Cunha passou a ser membro do Conselho Superior do F. C. Porto, tendo de seguida o mesmo sido reconhecido em 1996/97 com o troféu Dragão de Ouro de Dedicação Portista do ano 1996, por sua contribuição monetária para diversas obras. Assim como Pinto da Costa como presidente atribuiu o Dragão de Ouro a Adriano Quintanilha por duas vezes, em 2016 pela equipa de ciclismo W52-FC Porto como ‘Projeto do Ano’ e em 2019 a ele como “Parceiro do Ano”. Já por estes tempos recentes Virgílio Ferreira chegou a ser elemento do Desporto Adaptado, na modalidade de Boccia. Além de, recentemente, aqui o autor destas linhas ter entusiasticamente estado envolvido na caminhada que levou à eleição do Presidente André Villas-Boas.

Está pois Artur Peixoto, como felgueirense, entre esses felgueirenses, e como portista de forma mais saliente como dirigente, que foi. Artur Peixoto, que também e mais até era conhecido por Artur Peixoto Júnior, como ficou no conhecimento local, em Felgueiras, e depois praticamente ficou como nome assim adotado no conhecimento geral, como era por exemplo referido nas crónicas alusivas aos temas de sua atividade no FC Porto. Sendo que esse acrescento “Júnior” derivou de ter um tio com o mesmo nome (Artur Peixoto, que inclusive, pelos anos 20 e 30, do séc. XX, foi mesário da Misericórdia do Unhão, em cuja instituição sita nas redondezas de Rande, chegou a vice-provedor). E assim ser então diferenciado o mais jovem do mais velho, de tio para sobrinho.

Artur Peixoto nasceu em Rande, freguesia do concelho de Felgueiras, a 20 de maio de 1932. E em Rande e na região felgueirense viveu em sua juventude, até ter rumado à cidade do Porto, onde exerceu atividade profissional e se tornou industrial. E por fim foi integrado na Direção do FC Porto, ao tempo da presidência do Dr. Américo Sá, entre 1972 a 1978, quando faleceu, a 11 de junho. 

É sensivelmente desse tempo a foto seguinte, captada em plena atividade diretiva na sede do FC Porto  como se pode ver pelas paredes, ocorrida numa das salas da antiga sede social do F C Porto, ainda no edifício lateral à Câmara Municipal do Porto, na Praça do Município, hoje Praça General Humberto Delgado. Vendo-se, por fundo, algumas pequenas molduras com alguns dos quadros dedicados a figuras do clube, então patentes a decorar espaços e homenageando glórias portistas.

Entretanto, na zona do Grande Porto foi conhecido empresário da Fábrica de Tintas Lexoline, L. da, com sede em Leça da Palmeira. Entre cujos membros da respetiva sociedade estavam dois naturais de Rande-Felgueiras, Artur Peixoto e Carlos Alberto Dias Pereira, além de mais três sócios (conforme escritura de 30 de outubro de 1967, publicada em Diário do Governo de 2 de dezembro de 1967-lll Série).

Ora o sr. Artur Peixoto foi seccionista das secções do Atletismo e de Xadrez do F C Porto. Faleceu em 1978 no dia em que o F C Porto se sagrou campeão nacional de futebol sénior, ao fim de 19 anos... mas antes do jogo que consumou essa conquista. Conheci-o bem, pois era meu conterrâneo... sendo natural da freguesia de Rande, onde tinha residência familiar na Casa do Outeiro de Baixo, em pleno concelho de Felgueiras. Tendo depois de uma curta carreira profissional na então povoação da Longra, ido residir para a cidade do Porto, em cuja metrópole da Invicta, após alguns empregos e parcerias com alguns conterrâneos e conhecidos, como Adriano Castro e Carlos Pereira, se dedicou por fim à indústria de tintas, com uma conhecida firma em que foi um dos sócios gerentes.


Recordo-me de ter tomado conhecimento da triste notícia de seu falecimento quando, ao fim desse célebre dia, cheguei à minha terra, à Longra, no regresso depois do jogo do título. Embora então sem noção ainda, por quanto estava tudo ainda em êxtase pela conquista tão ansiada…. enquanto os amigos e conhecidos Portistas da Longra já faziam a festa, metendo até aparelhagem sonora de altifalantes a levar pelos ares música alusiva e gravações do relato do jogo dessa tarde, pela voz do Amaro (do Quadrante Norte, dos Emissores do Norte Reunidos), tendo de seguida sido posto no prato da aparelhagem um disco já alusivo aos campeões, que eu trouxera, comprado que foi na tarde desse dia, numa tenda à saída do estádio, louvando a “Turma de Pedroto, grande comandante / os craques do Porto, equipa gigante / (etc. etc.)… Rodolfo, Ademir, Duda e Oliveira / mais o Gomes na dianteira”…!

No livro “Memorial Histórico de Rande e Alfozes de Felgueiras” (publicado em 1997), dedicamos-lhe uma devida atenção, incluindo-o entre pessoas algo salientes na sociedade local, descrevendo:

«Antigo funcionário responsável administrativo do funcionamento da Casa do Povo da Longra, na década de cinquenta, nasceu na Casa do Outeiro de Baixo, em Rande, onde viveu durante a sua juventude...»


Desse período é uma fotografia, reproduzindo à posteridade uma sessão pública em que Artur Peixoto acompanha em palco o então presidente e um vogal da instituição Casa do Povo da  Longra (onde ele trabalhava ao tempo), mais um deputado da nação e os então Presidente da Câmara de Felgueiras e o Vice e Administrador do Concelho – conforme legendagem patente no original datilografado para a monografia histórica da região.


Ainda do mesmo período é o que sobre ele ficou também referenciado no capítulo das instituições locais, do mesmo livro, na parte a historiar a Casa do Povo da Longra.


«Estabeleceu-se mais tarde no Porto como industrial de tintas, tendo sido sócio-gerente da afamada firma nortenha do ramo, a “Lexoline”.
Apesar de não ter deixado vincada sua acção pessoal na terra natal, além de ter operado restauro da sua casa de campo (…), doou a imagem de S. Simão à igreja paroquial de Rande. Fez parte, em 1965, da Assembleia-Delegada do F. C. Porto, em cuja composição de associados também esteve Deolindo de Sousa Machado, natural de Longra-Rande. Em 1972/73 Artur Peixoto fez igualmente parte dos Corpos Gerentes do F. C. Porto, por indicação de Adriano Sampaio e Castro (que não pôde aceitar convite de seu primo Engº Mário Castro), na primeira gerência do Dr. Américo Sá, integrando a secção do atletismo.»  conforme ficou anotado no livro, também.

Sempre que podia vinha à terra natal passar fins de semanas, mais períodos de férias e fazer convívios com familiares e amigos, em sua Casa do Outeiro de baixo, em Rande. E, segundo quem com ele contactou, adorava Rande.

Faleceu precisamente no dia em que o F. C. Porto conquistava o título de Campeão Nacional de 1977/1978 em futebol, que era então muito ansiado devido a longa espera, e a cujo último jogo contava assistir depois de ir dar uns mergulhos à praia, onde morreu por acidente. Na manhã de 11 de junho de 1978.


= Nota de falecimento nos jornais no dia seguinte, 12 de junho de 1978

Incorporaram-se no funeral vários membros da Direção do FC Porto e amigos do Clube, com realce para o então presidente Dr. Américo Sá e Alexandre Magalhães, antigo hoquista do FC Porto (e mais tarde vice-presidente da Direção seguinte). Além naturalmente de muitos conterrâneos e amigos de diversas procedências.

ARMANDO PINTO

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 de Junho: dia de não deixar esquecer a vergonha da Final do Jamor/1994

 

No Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas, mas também do Anjo Custódio de Portugal, entre inúmeros temas que esse antigo Dia da Raça proporciona, também tem sempre de ser recordado o dia em que o FC Porto venceu a Taça de Portugal no estádio do Jamor, em Oeiras, a 10 de JUNHO de 1994, no Dia de Portugal. Porque então para ser recebida a taça, no camarote de honra presidencial, tiveram os jogadores do FC Porto de sofrer com arremessos de garrafas de águas, pedras e outros objetos atirados por adeptos do então derrotado finalista Sporting, por mau perder, com membros do Governo e da Federação de Futebol a ver. Num triste espetáculo às portas da capital do regime político e desportivo português. Por azia dos perdedores e por saberem que estavam à vontade, tanto que depois não houve quaisquer castigos para os predadores frustrados.

Ora, como não há anjos sem asas nestas coisas e a raça vê-se também em ocorrências reveladoras da ordem e honra, ficou para a história uma imagem exemplificativa a mostrar para sempre como os vencedores tiveram de se proteger, com a própria taça a servir de escudo contra os inimigos. Vendo-se assim de que fibra são os campeões.

Foi mesmo: «Uma das imagens mais marcantes da história azul e branca foi captada neste dia, há precisamente 32 anos, em pleno Estádio Nacional. O FC Porto acabara de vencer o Sporting na finalíssima da Taça de Portugal (2-1) e foi já sob uma chuva de pedras e garrafas que João Pinto liderou a comitiva que subiu a escadaria para receber o troféu na Tribuna de Honra. Com a Taça na mão e o coração na boca, o Capitão defendeu-se dos objetos arremessados pelos adeptos sportinguistas e demonstrou de que fibra são feitos os Dragões.»

Armando Pinto

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terça-feira, 9 de junho de 2026

Lembrando a histórica passagem do FC Porto à final da Taça de Portugal de 1968 após eliminar o Benfica !

A 9 de junho de 1968 viveu-se no mundo portista um domingo reluzente, de sol duradouro para além do jogo disputado nas Antas. Com o FC Porto a golear e eliminar o Benfica e assim apurar-se para a final da Taça de Portugal, deixando a equipa benfiquista apeada pelo caminho e, mais ainda, vergada por copiosa derrota. 

Então, o FC Porto qualificou-se para a final da Taça de Portugal após bater o Benfica por expressivos 3-0 no Estádio das Antas. Uma semana antes, no antigo estádio da Luz, os lisboetas chegaram a dispor de uma vantagem de 2-0, mas Djalma respondeu com um bis aos remates certeiros de Eusébio e de Jaime Graça e trouxe a eliminatória empatada para a Invicta. Não satisfeito, o avançado brasileiro repetiu a dose a 9 de junho de 1968, dia em que voltou a marcar dois golos e em que Pavão também fez o gosto ao pé, no Estádio das Antas. Essa equipa, para a história, foi formada pelos onze eleitos de José Maria Pedroto (que estão na foto cimeira, pela seguinte ordem, a partir da esquerda): Bernardo da Velha, João Atraca, Pavão, Valdemar, Rolando e Américo (em pé); Jaime, Custódio Pinto, Djalma, Eduardo Gomes e Francisco Nóbrega (em primeiro plano).

Uma vitória concludente e inesquecível... Numa das tardes de domingo de futebol, com mais uma grande exibição de Américo e seus pares!

Essa célebre eliminatória foi em anos anteriores recordada em artigos de evocação, como se pode rever, porque nunca é demasiado avivar essa grande vitória em pleno tempo de Eusébio  C.ª… do regime BSB.

 Efeméride dos 3-0 ao Benfica da 2ª mão da meia-final (e passagem à Final) da Taça de Portugal de 1968 !

A 9 de junho de 1968 viveu-se uma inesquecível tarde gloriosa no mítico estádio das Antas. Estava uma tarde soalheira de domingo, ao tempo, num ambiente primaveril de boa disposição, quando em pleno recinto das Antas o FC Porto, perante exibição de gala, não deu hipóteses ao Benfica na discussão da passagem à final da Taça de Portugal. O Benfica tinha Eusébio, como se sabe, mas o FC Porto teve Djalma na plenitude da arte que o fazia admirado dos prosélitos portistas. 


E então, confirmando o que de bom já havia acontecido na primeira mão da meia-final desse ano, com um animador empate (2-2) que trouxe para as Antas a decisão, o FC Porto goleou o Benfica por 3-0 e brilhantemente ganhou assim direito a estar na final.

Para isso, além de mais uma grande exibição de Américo, a dar confiança a toda a equipa, e naturalmente exibições bem conseguidas dos do costume, como Pinto, Rolando, Pavão, Atraca, Valdemar, Nóbrega, etc., nos dois jogos houve mesmo Djalma, efetivamente. Na Luz e nas Antas, porque antes, a 2 de junho, na semana anterior ao jogo da segunda mão, já no primeiro encontro «o avançado brasileiro tinha respondido à letra aos golos de Eusébio e Jaime Graça» na igualdade de 2-2 com que terminou esse primeiro embate da eliminatória. 


Depois, no “cá te espero” de reencontro no Porto, que qualificou os azuis e brancos para final da Taça de Portugal, Djalma voltou a bisar, decidindo a eliminatória ainda antes de Pavão ter marcado também um golo a acrescentar ao resultado desse modo com contornos de goleada, na robusta conta de 3-0.


Estava conseguido o lugar de finalista e volvida uma semana houve depois aquela inesquecível tarde de glória que foi a da conquista da Taça que tanto encheu de alegria os portistas que há muito esperavam uma vitória de âmbito nacional e ali tiveram então boa compensação em se manterem fiéis, nesses tempos de domínios dos gentílicos do sistema reinol. Ficando então aí também para a história a grande vitória do futebol sénior portista da presidência de Afonso Pinto Magalhães e do treinador Pedroto na sua primeira passagem pelo comando da equipa principal do FC Porto.


Por tudo isso, e porque foi importante e entusiástica a vitória da 2ª mão da Meia-final da Taça de Portugal da época de 1967/1968, apraz recordar e elevar justamente a passagem à final. Agora que passa a data da efeméride de tal feito, por quanto sabe bem recordar aquilo, pelos contornos de dificuldades tradicionalmente sempre colocadas ao FC Porto e habituais favorecimentos algo institucionais ao Benfica, mais e muito mais naquele tempo. Assim como pelo significado que ficou a deter esse triunfo, perante o quase mito levantado por alguém de que o Benfica com Eusébio nunca teria perdido com o Porto, quando perdeu diversas vezes e dessa feita em 1968 foi mesmo eliminado da Taça, até.  


Tudo isso ficou gravado na memória portista, como ficou registado quer na retina memorial, como nas recordações pessoais mais ternas e ainda nos apontamentos particulares do portista jovem desse tempo (então com cerca de 13 anos...) e que hoje recorda isto. Como para aqui se transporta de folhas anotadas manualmente, nessa idílica fase do portismo que percorre certa veia de historiador por carolismo, no entusiasmo de que tudo o que seja de património histórico do FC Porto é valorizável para quem gosta que o FC Porto tenha vencido e vença sempre o mais possível.   


Armando Pinto
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segunda-feira, 8 de junho de 2026

1.º Aniversário do 1.º título nacional da equipa principal sénior do futebol feminino do FC Porto - no culminar do 1.º ano da equipa!

 

A 8 de JUNHO, em 2025, a equipa principal sénior do futebol feminino do FC Porto festejou o primeiro título nacional, então depois de ter sido assegurada a subida de divisão. Na época de lançamento desse projeto que já habituou os portistas a troféus e marcas históricas, a Equipa A do futebol feminino portista viajou ao sul até Massamá, com um confortável 4-1 alcançado no Estádio do Dragão perante 14.462 adeptos, no jogo da 1.ª mão da final para atribuição do título de campeão. E, nesse domingo, de início da quadra dos santos populares, a equipa portista impôs-se por 2-1 ao Real SC na segunda mão da final do play-off, sagrando-se assim o FC Porto Campeão Nacional da Terceira Divisão, no primeiro ano de existência da equipa, com um registo perfeito de 26 vitórias, 221 golos marcados e apenas nove sofridos. 

Faz assim um ano, na conta cronológica. Enquanto, apenas também um ano volvido, já o FC Porto nas mulheres este ano de 2026 voltou a ser campeão da seguinte 2.ª Divisão Nacional e subiu à 1.ª Divisão Nacional, preparando a estreia no principal escalão após mais uma temporada memorável, atingindo cume com a conquista da Segunda. Tudo isso através da chamada Equipa A, pois também a B, mais a de Sub-19, já alcançaram outros títulos. Numa época encerrada em apoteose!

Assinalando o feito, na lembrança da efeméride e festejando memorialmente o correspondente 1.º aniversário do 1.º título nacional do futebol feminino portista, ilustra-se esta memória histórica com a imagem das campeãs - conforme estão na galeria particular do remanso pessoal do escritório doméstico portista, aqui do autor deste blogue.

Armando Pinto

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domingo, 7 de junho de 2026

Entre curiosidades do FC Porto com o atual novo primodivisionário Académico de Viseu… lembranças de 1978/79!


Por entre coisas e loisas de memórias, efemérides e simples lembranças da história desportiva em que o FC Porto é denominador comum, aqui neste espaço portista de memorização do clube nortenho, maior embaixador internacional que tem de lutar contra o sistema do país, vem a talhe um caso relacionado com um clube este ano promovido à divisão superior - o Académico de Viseu. Clube de futebol representativo da região tida como emblemática do histórico Viriato, a celebrar agora 112 anos da sua fundação, a 7 de maio de 1914, neste ano de 2026 em que regressa ao principal campeonato nacional, a agora I Liga, 37 anos depois de ter estado na então 1.ª Divisão Nacional, em 1989. Com a curiosidade de nessa última presença ter mediado dez anos duma das suas anteriores presenças, em 1979, entre os maiores clubes, por nesse ano de 1979 ter estado ligado ao final do percurso do título nacional, quando defrontou o FC Porto na penúltima jornada desse campeonato de 1978/79, estando então o FC Porto e Benfica igualados em pontos no cimo da classificação. Tendo o FC Porto ido vencer o Viseu, em S. João da Madeira por interdição do estádio do Fontelo, enquanto o Benfica empatou diante do Beira-Mar, em Aveiro, abrindo caminho para a decisão final da última jornada, na semana seguinte - em que mesmo com o Benfica a golear o clube de Viseu em Lisboa, no encerramento da prova, a vitória do FC Porto sobre o Barreirense fez o Porto festejar o título de Bi-Campeão.

Vem assim a calhar recordar essa vitória do FC Porto em jornada como visitante com o Académico de Viseu, em 1979, em que apesar da rispidez dos jogadores academistas beirões, com a complacência duma arbitragem escandalosa, o FC Porto superou tudo, naquele domingo que acabou risonho para o mundo portista. 

E daí a uma semana fez o estádio das Antas albergar mais uma enchente histórica de adeptos eufóricos, com o Bi-Campeonato conquistado pela equipa de Pedroto, na presidência do Dr. Américo Sá.

Armando Pinto

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Destaque de “Recomendação” ao blogue MEMÓRIA PORTISTA, iniciado em JUNHO de 2012 - in revista J (Jota, do jornal O Jogo) em 2013…


Este blogue existe no espaço da blogosfera e naturalmente da Internet desde JUNHO de 2012. Nascido então para substituir um anterior blogue pessoal que englobava mistura de assuntos portistas com temas de história, memória e literatura local e regional. Sendo então em junho de 2012 separados esses temas, com a criação de dois diferentes blogues pessoais. Um dos quais este da Memória Portista. Enquanto o antigo entretanto acabou por ser anulado, como na ocasião foi constatado, por intromissão de adversários (como não estava protegido contra piratas, ao tempo) que conseguiram seu desaparecimento. 

Felizmente então já havia sido iniciado este atual, mas tudo o que ficara publicado no anterior perdeu-se. Tendo sido iniciado este ainda vivo e atual também pela ideia que ia crescendo, derivado do que era referido em comentários de leitores. Com génese idealizada a partir da constatação de no seio do FC Porto faltar por esse tempo uma melhor difusão historiadora e mesmo de defesa da história do FC Porto, havendo certas lacunas na comunicação clubista. Então, desde aí ficou assim este blogue a procurar honrar, através da memória pessoal, o quanto significa o Futebol Clube do Porto, quão era e é para o portista autor e gestor do blogue “Memória Portista”.

Após isso, passado meio ano, já o blogue era reconhecido e apreciado numa publicação de âmbito nacional, como aconteceu em janeiro de 2013 numa referência publicada na revista J, publicação do jornal O Jogo e fazendo parte semanalmente da edição de domingo desse jornal desportivo nacional. Em cuja página, intitulada Zona J, era dado destaque a blogues de referência, tendo dessa vez recaído a atenção sobre o blogue Memória Portista. Como se recorda, com imagens dessa mesma página e naturalmente de parte da capa da mesma revista J (existente nesse tempo), mais recorte da nota referencial respetiva, que serviu de recomendação pública, afinal.

Armando Pinto

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