Memória Portista
Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis
Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.
A. P.
segunda-feira, 29 de junho de 2026
Efeméride duma vitória na Galiza em 1964 - triunfo no Torneio "Corpus Christi" em Espanha!
sábado, 27 de junho de 2026
Efeméride do adeus de Siska às balizas em jogos oficiais
Em 1933, a 27 de
JUNHO, última terça-feira desse mês dos santos populares, terminava uma era na
baliza do FC Porto, com o último jogo de Siska na baliza portista. Quase dez
anos depois da sua estreia pelo FC Porto, Mihály Siska pendurava então as luvas
num jogo das meias-finais do Campeonato de Portugal, mais precisamente na
finalíssima dessa eliminatória que nem correu bem (pois após dois empates, em
cada um dos jogos das duas mãos, houve um jogo de desempate em que o FC Porto
perdeu com o Sporting e ficou fora da discussão da final desse campeonato
antecessor da Taça de Portugal, como era disputado ao deita fora).
= Imagem de Siska nos seus primeiros tempos no FC Porto, publicada
na capa da revista “Eco dos Sports” no ano em que ele se naturalizou português.
Húngaro de nascimento, nascido em Budapeste corria o ano de 1906, mas naturalizado português em 1926, Miguel
Siska foi preponderante na conquista de dois títulos nacionais e nove
regionais no F.C. do Porto. Mais tarde, enquanto treinador, guiou o F. C. do Porto à vitória em
dois Campeonatos Nacionais e três Regionais. Na baliza, sucedeu-lhe Soares dos
Reis, outro dos grandes guarda-redes da história azul e branca e mesmo o primeiro
guarda-redes internacional portista na baliza da seleção nacional.
Desse tempo de transição ficou uma imagem da equipa ainda
com Siska e também já com Soares dos Reis, incluindo outros elementos da mesma
fase - como testemunha gravura coeva da revista Stadium.
Armando Pinto
((( Clicar sobre as imagens )))
Nota: Sobre o mesmo tema há um outro artigo anterior - conforme se pode rever (clicando) em
https://memoriaporto.blogspot.com/2020/06/recordando-siska-na-efemeride-da-sua.html
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Ângelo Faria: o primeiro futebolista dos Açores no FC Porto - antecessor do primeiro reforço de 2026 - a propósito da aquisição do jovem guarda-redes açoriano João Afonso!
O FC Porto passa a ter um jovem açoriano nas fileiras azuis
e brancas com a chegada de João Afonso, aquisição do guarda-redes contratado
pelo FC Porto, de 19 anos, proveniente do Santa Clara. Em princípio
para integrar a equipa B, em modo de ganhar experiência e mostrar-se mais e
melhor, de forma a estar em permanente contacto e observação pela equipa
principal. Sendo esse mesmo jovem já internacional português dos Sub-21 um
reforço, que traz dos Açores a particularidade de ser continuador dos poucos
açorianos que já tiveram o símbolo do FC Porto ao peito, em jogos oficiais de
futebol. Numa linha iniciada com o avançado Ângelo nos finais da década dos anos
40, de 1947 a 1949, como mais tarde aconteceu de permeio, embora em ténue passagem, com o caso de
Pauleta que jogou pela equipa de juniores do FC Porto, em 1990/91. Em cuja formação júnior Pedro
Pauleta foi Campeão Nacional, antes de ter regressado ao CD Santa Clara para continuar a sua carreira no futebol sénior, rumando depois ao estrangeiro e por
terras de Espanha e França ganhou galões de grande nome do futebol internacional,
sem nunca ter chegado porém a jogar em Portugal no principal Campeonato Nacional.
Até que agora um terceiro açoriano passa a integrar o futebol do FC Porto, o
guardião João Afonso. Num trio em que o iniciador dos ares dos Açores chegados
à Invicta merece pois ser recordado.
Ângelo, de nome completo Ângelo Vasconcelos Silveira Faria,
nasceu na ilha Terceira, nos Açores. Aí começou por jogar no Lusitânia de
Angra do Heroísmo e em 1947 rumou ao F.C. do Porto, tendo ingressado no plantel
portista na temporada de 1947/48. Havendo-se estreado na equipa principal azul
e branca no jogo inicial do campeonato dessa época, a contar para a 1.ª
jornada do Campeonato Nacional no Campo da Constituição, em que os portistas
receberam e venceram o Elvas C.A.F. por 4-0, a 16 de novembro de 1947 (em dia
de "póquer" de António Araújo, autor dos 4 golos do jogo).
Depois disso, Ângelo, como avançado que era e com muita concorrência
pela frente dentro da equipa portista, tendo jogado a extremo direito e interior
direito e esquerdo, conforme foi preciso, enquanto nesses lugares havia jogadores como Lourenço, Sanfins e outros, não chegou a ter muitas
oportunidades, sabendo-se como nesse tempo só podiam jogar os 11 que iniciavam os
jogos, sem haver substituições. Então Ângelo Faria representou o F.C. Porto
durante duas temporadas, enquanto disputou oito partidas oficiais e marcou 3 golos, pela equipa principal (sem contar os jogos pelas Reservas/equipa B), tendo ajudado a
conquistar a Taça Associação de Futebol do Porto em 1947/48.
Em jogos de carácter particular esteve presente a 19 de
Outubro de 1947 no dia em que os Dragões foram a Espanha defrontar o Valência C.F., quando os
portistas regressaram a casa com a taça correspondente de terem vencido os campeões espanhóis, como aconteceu por
1-0, golo de Virgílio, a carimbar tal triunfo na 2.ª Taça Ibérica, disputada
entre os campeões dos dois países vizinhos.
Com efeito, Ângelo Faria esteve ligado a essa vitória
ibérica de 1947, duma taça que teve duas versões, não oficiais mas jogadas, uma em Portugal, no Porto e outra em Espanha, em Valência. Na sequência de em tempos
mais antigos ter havido a primeira edição dessa chamada Taça Ibérica em 1935, repetindo-se então
outra em 1947, a segunda do tempo do Ângelo. Tendo a primeira sido ganha pelo FC Porto
diante do Bétis, em jogo disputado a 7 de julho de 1935, no tempo do Pinga.
Mais tarde, após a Segunda Grande Guerra, houve o referido novo confronto ibérico com o
mesmo fim, em 1947, esse com o Valência, para essa taça que o FC Porto voltou a
vencer, aí por 1-0, através de um golo de Virgílio, em jogo realizado em
Espanha, a 19 de outubro de 1947; e no qual, no onze portista entrado em campo,
esteve Ângelo Faria, participante nessa taça por fim entregue ao capitão Vítor Guilhar.
= Legenda - a contar da esquerda para a direita: em baixo - Virgílio, Ângelo Faria, Sanfins, Lourenço, Araújo, Correia Dias, Gastão e Catolino; em cima - Francisco Gonçalves (massagista), Guilhar, Joaquim, Romão, Carvalho, Vascheto (treinador), Chico, Alfredo Pais, Carlos Vieira, Marques e Barrigana.
No final da época de 1949, Ângelo Faria deixou o F.C.
Porto e regressou aos Açores onde ainda jogou no S.C. Lusitânia de Angra do
Heroísmo.
= Ângelo Faria, depois de ter regressado à sua Ilha Terceira, com a camisola do Lusitânia de Angra do Heroísmo (foto captada e enviada por Hernâni Rocha).
Nota: Para estas informações, além do material angariado em publicações, contou aqui o autor com o que está publicado no blogue “Estrelas do FCP” do amigo Paulo Moreira e especiais esclarecimentos do amigo Hernâni Rocha, da Fonte do Bastardo/Praia da Vitória, dos Açores.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Individualidades do FC Porto vão receber medalha de honra da cidade do Porto - Presidente do FC Porto André Villas-Boas, Presidente da Assembleia atual António Tavares e antigo Matos Fernandes, Capitão Jorge Costa e Bicampeã Europeia de boccia Carla Oliveira distinguidos com a Medalha de Mérito da Cidade!
A Câmara Municipal do Porto vai agraciar algumas
personalidades de destaque da vida do FC Porto com Medalhas de Mérito da Cidade,
entre diversas individualidades que fazem parte da lista de homenageados aprovada
por unanimidade na reunião do Executivo realizada na segunda-feira, dia 22,
antevéspera da Festa da cidade. Sendo que a entrega ocorrerá no tradicional dia
comemorativo da entrada de D. João IV e seu exército na cidade, a 9 de julho.
Entre as personalidades que vão receber a distinção oficial,
de âmbito municipal, está o Presidente do FC Porto, André Villas-Boas, mais o
Presidente da Mesa da Assembleia Geral do FC Porto, António Tavares, e a atleta
do FC Porto Bicampeã Europeia de boccia, Carla Oliveira.
Também Jorge Costa, antigo Capitão e Diretor do Futebol
Profissional do FC Porto que faleceu em agosto de 2025, e José Manuel Matos
Fernandes, antigo Presidente da Mesa da Assembleia Geral falecido no
passado mês de abril, vão ser condecorados pela autarquia, estes a título
póstumo.
As medalhas municipais distinguem pessoas singulares ou
coletivas, nacionais ou estrangeiras, que se notabilizaram pelos seus méritos
ou feitos cívicos. De acordo com a Câmara Municipal, “a distinção dos
agraciados eleva-os a motivo de orgulho por parte da população portuense e da
comunidade em geral”.
Com esta atribuição aumenta a galeria de elementos do F.C. Porto no quadro de honra das medalhas da cidade do Porto, de gente da história
do F.C. Porto que ao longo dos tempos tiveram reconhecimento com esse louvor
medalhado da Câmara Municipal do Porto, incluindo o próprio clube também distinguido
em tempos idos.
~~~ ***** ~~~
- 28/6/2021 - Vítor Hugo Silva - Mérito - Ouro - Iniciou a sua carreira na Académica de Espinho, jogou no F.C. do Porto e no Novara, em Itália. Na sua carreira conquistou vários e importantes títulos. Já como treinador de hóquei em patins, foi selecionador nacional onde venceu o Campeonato do Mundo de Hóquei. Foi um dos mais talentosos jogadores de sempre do Hóquei em Patins, tendo o Comité Olímpico Português atribuído a “Medalha Nobre Guedes”. Foi, ainda, premiado com dois Dragões de Ouro, a Medalha de Mérito Desportivo e a Medalha de Honra ao Mérito ambas pelo Governo da República Portuguesa. - 09/7/2021.
- 27/6/2022 - José Eduardo Pinto da Costa - Prof. Doutor - Mérito - Ouro - Título Póstumo - Licenciado em Medicina e Cirurgia pela Universidade do Porto. Diretor do Instituto de Medicina legal. Antigo diretor do F.C. Porto em diversas modalidades e Presidente da Associação de Patinagem do Porto em representação do FC Porto - 09/7/2022
- 19/6/2023 - Manuel Tavares - Mérito - Ouro - Jornalista - Diretor-Geral da FC Porto Media. Administrador Executivo do Porto Canal. - 09/7/2023
terça-feira, 23 de junho de 2026
Recordando: Na efeméride da segunda Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins do FC Porto... Memórias da primeira participação do hóquei portista na principal Liga Europeia!
Em 1990, em plena antecipação da noite de São João, que se seguiria pela noite dentro na cidade do Porto, a equipa de hóquei em patins do FC Porto viveu em Espanha esse começo de noite que fez no ambiente da Invicta a alegria ser ainda maior. Tendo então o FC Porto conquistado a sua segunda Taça dos Campeões Europeus de hóquei patinado ao bater os espanhóis do Noia, na Catalunha, e assim o hóquei portista ergueu pela segunda vez o troféu de Campeão Europeu, quatro anos depois da primeira conquista acontecida em Novara, na Itália.
Então, a 23 de JUNHO de 1990 a equipa de José Fernandes, que
já tinha vencido por 6-0 no Pavilhão Américo de Sá, esteve sempre na frente e
voltou a triunfar, por 5-2, fazendo a festa lá em território catalão. Repetindo
Zé Fernandes, como treinador da equipa vencedora, o feito em 1986 alcançado com
Cristiano à frente da equipa azul e branca. Tal como passados muitos anos, em 2023,
com o treinador Ricardo Ares foi alcançada pela terceira vez a mesma prova,
embora já ao tempo chamada Liga dos Campeões (“Champions League”). E esta época finda, ainda de fresca memória, foi pela quarta vez alcançado o mesmo feito, com Paulo Freitas a orientar
a equipa triunfante da Liga dos Campeões, em 2026.
Na oportunidade desta evocação, lembra-se a façanha da
efeméride deste dia, 23 de JUNHO, do que foi então alcançado na véspera do feriado
sanjoanino portuense, em 1990, no aquecimento para a noite de São João mais vibrada
com martelos azuis e brancos. E na sequência desta lembrança, recorda-se ainda
o começo das participações do FC Porto nas provas europeias de hóquei. Tendo o Clube Dragão começado logo pela
Taça dos Campeões em 1970, então como Campeão Metropolitano, cuja 1.ª eliminatória ficou decidida no Porto em Junho, também, naquele ano de 1970.
Ora, indo por partes, primeiro relembra-se a Taça dos Campeões
Europeus de 1990, alcançada ao início da noite do dia 23, festejada com balões
à Porto lançados ao ar, enquanto andavam na multidão festejos derivados das
notícias vindas pelo ar, das transmissões chegadas.
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Então, a 23 de junho de 1990, ao final do dia da véspera da festa maior portuense e à chegada dessa noite de São João, o FC Porto conquistava pela segunda vez a Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins. Era então a equipa portista treinada por José Fernandes, à frente dum lote de hoquistas que derrotou o Noia na final europeia, alinhando com: Franklim Pais, António Alves, Carlos Realista, Vítor Hugo, Tó Neves, Vítor Bruno e Diego Allende. Depois de terem ganho por 6-0 na primeira mão, jogada no antigo Gimnodesportivo das Antas-Pavilhão Américo Sá, os Dragões foram à Catalunha erguer o troféu com mais uma vitória, dessa vez por 5-2. Fazendo com que para o mundo portista fosse ainda mais um grande São João.
Aconteceu felizmente então que o FC Porto foi a casa do detentor do título europeu da época anterior, o Noia de Barcelona, com a vantagem de seis golos, obtidos no sábado anterior no pavilhão das Antas. E sem fazer a coisa por menos, em Espanha voltou a equipa portista a vencer por números esclarecedores, saindo os hoquistas azuis e brancos vitoriosos desse encontro da 2.ª mão da final com triunfo por 5-2.
Vem assim a propósito evocar tempos dos inícios da participação do hóquei patinado portista em jogos oficiais das provas internacionais. Tendo começado a entrada nas provas europeia logo em 1970 pela antiga Taça dos Campeões Europeus, atualmente chamada Liga dos Campeões – WSE Champions League - Men, a Liga dos Campeões da WSE de Homens, principal competição europeia de clubes de Hóquei em Patins da Europa em equipas masculinas, organizada pela World Skate Europe - Rink Hockey.
Prova em que entrou o FC Porto pela primeira vez em 1970 na Taça dos Campeões como Campeão Metropolitano e Vice-Campeão Nacional, títulos alcançados em 1969. E o FC Porto teve entrada em rinque das provas europeias de hóquei em patins diante do Rollsport Reimscheid, o primeiro clube adversário internacional em oficiais competições da Europa. Tendo-se então defrontado o FC Porto, representante português, e aquele campeão da Alemanha Federal, para a Taça dos Campeões Europeus.
Foi aí dado o primeiro passo, melhor dizendo as primeiras patinadelas, no começo das participações do Hóquei em Patins do FC Porto nas provas oficiais europeias, em 1970. Volvidos meses da conquista do “Campeonato Metropolitano” de 1969 e seguinte lugar de vice-campeão nacional no mesmo ano. Sendo o Nacional disputado entre o Campeão Metropolitano (da Metrópole Continental) e os Campeões das províncias ultramarinas de Angola e Moçambique. Com o primeiro jogo europeu a nível oficial na Alemanha, naquele tempo em que por aqueles lados ainda o rinque de jogos da equipa anfitriã era ao ar livre – como documenta a foto coeva captada por um elemento da caravana portista.
Ora, depois do primeiro jogo na Alemanha, seguiu-se a segunda-mão da mesma eliminatória no Porto. Sendo essa primeira vez na cidade do Porto num sábado, a 6 de junho desse ano 1970 – com o Pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal repleto de público, vendo pela primeira vez que teve lugar na cidade do Porto um jogo internacional de hóquei em patins a contar para uma oficial prova europeia de clubes.
Jogava-se ali o encontro da 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1970, após o jogo da 1ª mão já realizado em maio na ao tempo Alemanha ocidental. O FC Porto havia ficado isento da disputa da 1ª eliminatória, e entrara assim na 2ª, que correspondia também aos quartos-de-final, conforme o quadro institucional à época, nessa mais importante e ainda única taça europeia do hóquei patinado, pela concorrência então contar apenas os campeões dos países mais desenvolvidos na modalidade.
Nesse cenário e com o Porto hoquístico a viver noite europeia de gala, o FC Porto recebia assim os hoquistas alemães. Nesse tempo em que a Alemanha estava dividida em duas partes, devido às consequências políticas pós-Guerra (após a II Grande Guerra), existindo o triste Muro de Berlim. Indiferente a isso, mesmo porque naquele tempo nem se sabia quase nada de política social, mas simplesmente o que era de bom tom sair nas notícias, a atenção esteve apenas no acontecimento desportivo em si. Tendo o espetáculo tido início com a distribuição de medalhas aos Campeões Metropolitanos, a anteceder a entrega da Taça do Campeonato Metropolitano ao FC Porto, vencedor na época anterior, em 1969, e como tal representante do Continente português à Taça dos Campeões Europeus.
Seguiu-se o jogo, iniciado em ambiente de satisfação coletiva e confiança no desfecho da eliminatória, atendendo ao dilatado resultado de 10-2 a favor do FC Porto verificado nas longínquas paragens germânicas. Mais ampliado seguidamente com a meia dúzia de golos marcados pelos hoquistas azuis e brancos no decorrer da 1ª parte. Até que na 2ª parte pairou certa surpresa, com o resultado a encolher a diferença, embora sempre com boa diferença, acabando vitorioso por 8-5.
= Pose das duas equipas, perfiladas conjuntamente.
Disso tudo ficou registado o desenrolar da ocorrência em pequena reportagem no jornal O Porto da semana seguinte (sendo que o mesmo órgão oficial do clube saía ao sábado, conforme apareceu aos leitores na edição do dia 13).
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domingo, 21 de junho de 2026
Entrevistas espraiadas nos jornais O JOGO e JN de atualização pública sobre o FC Porto - pelas quais o Presidente André Villas-Boas volta a fazer novo ponto de situação - em JUNHO 2026.
Em tempo do calor ambiental deste quente início do verão e como tal também de praias, e ainda de quem não pode ver o mar conseguir refrescar-se de outros modos, é hoje dada à estampa em dois jornais diários nacionais duas entrevistas do presidente do Futebol Clube do Porto espraiadas por esses dois periódicos, um desportivo, O Jogo, e outro de cariz noticioso generalista, o JN-Jornal de Notícias. Em cujas páginas, neste domingo 21 de JUNHO, essas entrevistas aparecem alargadas por dois pontos de vista jornalísticos, fazendo ponto de situação sobre a atualidade do FC Porto. Em quatro páginas do JN e em oito páginas d’O JOGO, através de conversa mantida, ouvida e relatada, na transmissão do que o Presidente do F. C. Porto, André Villas-Boas, achou por bem revelar, incluindo suas tentativas de pacificação clubista, mesmo em ações com pessoas que não aceitaram a mudança salvadora do clube, de modo que está até a fazer mais do que era esperado.
Mais
algum material historiográfico, este, por junto, que fica na salvaguarda da
memória portista.
Armando Pinto
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sábado, 20 de junho de 2026
Dois históricos portistas na história dos inícios do futebol mundial nos Estados Unidos da América: Séninho e Costa!
Na calha do Mundial de Futebol que por estes dias de junho de 2026 decorre na América, com os jogos distribuídos pelos Estados Unidos, Canadá e México, e sobretudo de com isso haver esforço de maior implantação do futebol mundial nos Estados Unidos, grande nação do desporto que por lá chamam de futebol americano... vem a propósito puxar atrás o filme das lembranças que perduram dos inícios das tentativas pioneiras dessa ideia. Desde que nas terras dos antigos cow-boys começaram a haver espetáculos com bola de futebol, no país do tal desporto que de futebol não tem nada, a não ser por lhe chamarem isso por lá. Começando o fenómeno desse outro sonho americano com a ida do rei Pelé para os “States”, seguido de alguns outros estrangeiros, entre os quais o português Séninho, que jogava no F.C. Porto quando foi contratado, logo a seguir ao mesmo velocista extremo se ter sagrado campeão nacional pelo F.C. Porto em 1978. Para anos depois seguir rumo idêntico o também antigo jogador do F.C. Porto José Costa, igualmente campeão nacional pelo F.C. Porto, em 1979.
Comecçou isso de Portugal para a América, no século XX, com a ida de Seninho para os Estados Unidos da América, para o Cosmos, equipa das maiores vedetas internacionais que rumaram até à antiga terra do Tio Sam...
O extremo Séninho (Arsénio Jardim) brilhou na antiga NASL ao
serviço do New York Cosmos (onde jogou ao lado de lendas como Pelé, Beckenbauer
e Cruyff) e mais tarde no Chicago Sting. Teve um enorme sucesso
além-fronteiras, sagrando-se tetracampeão norte-americano pelo Cosmos e conquistando
outro título pelo Chicago. Tendo ficado famoso pela sua velocidade na marcação
de livres diretos, como lá por esses tempos oficialmente começaram a inventar,
na sugestão de maior impacto espetacular, para chamariz público. Antes de no
futebol internacional jogado nos Estados Unidos finalmente terem adotado todas as
regras mundiais.
José Alberto Costa, avançado extremo-esquerdo, que também
representou o FC Porto em era seguinte a Séninho, e entretanto até tinha jogado
contra a Seleção dos Estados Unidos pela Seleção A de Portugal (na sua 2.ª
internacionalização, já como jogador do F.C. Porto, tendo até marcado o golo da
vitória de Portugal contra os E.U.A), construiu ligação aos Estados Unidos nessa referida primeira experiência momentânea, até que anos mais tarde voltou, mas então fora dos relvados já como
treinador. Tendo inicialmente sido adjunto (de Carlos Queirós) no Metro Stars de Nova York (em 1996)
e na Seleção dos Estados Unidos (1998/99). Por fim, como treinador principal, enquanto andou lá pela América,
Costa foi contratado para trabalhar nos E.U.A. na "USA Seventeen Soccer
Academy". Onde, entre os seus vários trabalhos na formação e no
desenvolvimento de atletas, José Costa se destacou como diretor técnico da
academia USA Seventeen Soccer Academy, sediada em Santa Clara, Califórnia.
Assim, em traços gerais, fica a memória desses inícios do
futebol mundial nessa parte do mundo, onde há o tal chamado futebol americano e
o futebol verdadeiro ali tem ganho algum espaço e atenção paulatinamente. Tendo
ficado associados aos primórdios do futebol na América esses dois nomes, de
homens do futebol que vestiram a camisola do Futebol Clube do Porto, Séninho e
Costa.
Armando Pinto
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