Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

domingo, 30 de agosto de 2026

Curiosidades… De vez em quando… História da Vida de António Teixeira - contada pelo próprio Teixeira no jornal O PORTO - em 1957!

Na sequência de recentemente ter sido notório o caso do jornal A Bola estar a esquecer alguns golos marcados por jogadores do FC Porto na lista de goleadores, dos que costumam ser listados nesse jornal para atribuição do prémio de goleador do campeonato... e porque na história não se esquece que em tempos nas colunas desse mesmo periódico foi tirado por duas vezes o correspondente trofeu Bola de Prata a dois jogadores do FC Porto com esses processos (como foi em 1958/59 a António Teixeira e em 1990/91 a Domingos Paciência)... vem desta vez a propósito lembrar esse António Teixeira, que na ocasião recebeu do FC Porto uma pequena bola de ouro como resposta - conforme já foi recordado e consta em artigos anteriores neste blogue, bem como mais recentemente na “Revista da Maia 2026”, também.

Ora, esse antigo avançado portista tem interessantes curiosidades na História Portista. Sendo que nesse título de 1958/59 além de ter sido jogador com mais golos marcados no campeonato, embora n’ A Bola lhe tenham tirado alguns para o efeito resultante… foi também o autor do último golo do FC Porto em Torres Vedras, que valeu o Campeonato - o terceiro golo do FC Porto, marcado quase no fim do jogo (Torreense, 0-FC Porto, 3!) e como tal o que fez a diferença final, como se sabe. Nesse tempo em que as notícias chegavam apenas via rádio-telefonia, quando no estádio da Luz o Calabote, embora prolongando o jogo de lá muito tempo, pensava que o Porto só tinha marcado dois…  

Vem assim acima da memória relembrar o mesmo António Teixeira, cuja carreira e seu palmarés têm relevo no âmbito portista.

Antes disso, já conhecido como jogador de grande presença na linha avançada do plantel sénior do FC Porto, teve voz no jornal O Porto em 1957, quando no interior do jornal oficial do Clube lhe foi dada a palavra, por escrito, com uma exposição na primeira pessoa, contando pessoalmente o seu trajeto de vida, como que a fazer um ponto de situação da carreira futebolística, até 1957. 

Já tinha sido campeão nacional pelo FC Porto e vencido a Taça de Portugal em 1956, mas ainda com alguns anos de futebolista pela frente - ou seja antes de ter vencido outra Taça de Portugal, como foi em 1958, e depois sido Bicampeão em 1959, além de algumas vezes mais ter somado outras internacionalizações pelas Seleções Nacionais B e A. Tal como mais tarde ainda ter enveredado pela carreira de treinador e ainda ter voltado ao FC Porto para o banco dos responsáveis.

Ora, sabendo isso tudo, mas nem tudo o que sobre ele diz respeito, atente-se no que o próprio contou - conforme ficou e está registado no jornal O Porto ao correr de 1957. De sua vida até 1957.



Armando Pinto

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Foto com História: Pose de conjunto dos Campeões do Bi-Campeonato de 1978/1979 - na entrega das faixas!

O Futebol Clube do Porto havia conquistado pela segunda época consecutiva o título de Campeão Nacional, como vencedor do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão do futebol português de 1978/79. Então, no início da seguinte época, estando-se na pré-epoca da nova temporada de 1979/80 e para consagração dos vencedores da época anterior, houve na noite do primeiro jogo de preparação, no estádio das Antas, o cerimonial da entrega das faixas de campeões, aos membros do departamento presentes na ocasião. Não podendo marcar presença, por se encontrarem ausentes, os jogadores que tinham já rumado a outras equipas. 

Nesses tempos a entidade organizadora da prova, a FPF, não entregava medalhas de vencedores, sendo os clubes que entregavam aos seus jogadores campeões faixas alusivas.

Tendo então, após a colocação das faixas e entrega oficial da taça de campeão (por um representante federativo), sido registado o acontecimento com uma fotografia de conjunto. De cuja captação há esta foto guardada no arquivo pessoal que, como tal, se partilha deste modo a respetiva imagem, para recordar a conquista do título de Bicampeão do F. C. do Porto em 1978/79.

- Legenda da foto: em cima e da esquerda para a direita - Luís César (Secretário técnico), Eng.º Cardoso Veloso (Dir. das Instalações), Pinto da Costa (Dir. Departamento de Futebol), Dr. Américo Sá (Presidente da Direção), Prof. Hernâni Gonçalves (Preparador físico), Dr. Domingos Gomes (Médico), Joaquim Torres, Vieirinha, Freitas, Adelino Teixeira, Gabriel, Simões, Duda, Fonseca, Lima Pereira, Quinito, Marco Aurélio, Óscar, Sérginho, José Maria Pedroto (Treinador) e António Morais (Treinador adjunto); em baixo - Zé Luís (Massagista), Vítor Hugo (Massagista), Leite (Massagista), Murça, Frasco, Fernando Gomes, Vital, Rodolfo, Costa e Agostinho (Roupeiro).

Dos campeões, estiveram ausentes: Oliveira, Gonzalez, Carvalho e Metralha.

Armando Pinto

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quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Rememorando: Vitória no Torneio Internacional de São Paulo em digressão vitoriosa no Brasil do Hóquei em Patins do FC Porto - em 1975!

A 26 de AGOSTO de 1975 rumou ao Brasil uma embaixada do Hóquei em Patins do FC Porto para participar na inauguração do pavilhão do clube Portuguesa dos Desportos, em longa viagem que englobava uma maratona de jogos pelos dias seguintes. Resultando numa digressão totalmente vitoriosa.

Então, para o efeito, partiu com destino ao Brasil uma comitiva de hoquistas representativos do plantel sénior do hóquei portista, embora com a equipa desfalcada por ao tempo dois importantes elementos, Cristiano e Castro, estarem ao serviço da Seleção Nacional A. Formado que foi assim o plantel com os guarda-redes Domingos e Zé Manel e os jogadores de pista Zé Fernandes, Vale, Júlio, Vinhas, Presas, Augusto, Rui Jorge e Amarante.  Completando a delegação azul e branca os respetivos diretores, José Maria dos Santos a chefiar a caravana e o seccionista António Carvalho, mais o  massagista Alvim, o mecânico Óscar e o treinador Luís de Sousa. Tendo no dia 28 de AGOSTO a equipa portista participado no festival inaugurativo do Pavilhão da Portuguesa de Desportos, em São Paulo, vencendo o respetivo torneio da inauguração. Seguindo-se a digressão que meteu mais jogos de um outro torneio internacional e jogos particulares, decorridos até ao dia 4 de setembro, sempre com vitórias do FC Porto. Resultando tudo num total de 7 vitórias em 7 jogos do hóquei patinado portista. Enquanto pela Seleção Nacional os portistas Castro e Cristiano foram Campeões Europeus, integrantes na Seleção Portuguesa que venceu o Campeonato Europeu - conforme se recorda pelo que registou o jornal O Porto, como se dá à estampa.

Armando Pinto

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

FUTSAL - Para a História: A PRIMEIRA VITÓRIA DA EQUIPA SÉNIOR DO FUTSAL PORTISTA - 1.º jogo (particular), 1.ª vitória, 1.º troféu (Troféu Henrique Escusa 🏆)!


23 DE AGOSTO DE 2026 - Dragões levaram a melhor sobre a equipa Amigos de Cerva (por 0-4) no primeiro jogo da história azul e branca desta modalidade.

Depois de dias antes a equipa portista de futsal ter recebido aplausos na ovação tida em plena volta ao campo do estádio do Dragão, aquando do primeiro jogo oficial da equipa principal do futebol do FC Porto, os representes portistas da nova modalidade azul e branca passaram do relvado para o pavilhão. E após 10 primeiros treinos de ambientação, logo foi colecionada a primeira vitória ainda na quadra de verão. Sendo «caso para se dizer que a equipa ganhou rosto, rotina e resultado. Cardinal é o capitão e a subida o objetivo.»

Então, o primeiro jogo decorreu na tarde domingueira de 23 de agosto. Tendo a equipa de futsal do FC Porto batido nesse domingo o Amigos de Cerva, por 4 golos sem resposta, no Pavilhão Gimnodesportivo de Cerva, em Ribeira de Pena, naquele que foi o primeiro teste de pré-temporada para os Dragões e o primeiro jogo de sempre para o Clube, ao nível de equipa sénior, criada este ano de 2026 para começar na época de 2026/27.

Cardinal capitaneou a equipa e Luís Paulo (aos 4 minutos), na primeira parte, Tiago Correia (24 m), Rafael Lara (24 m) e Óscar Santos (40 m), na etapa complementar, foram os marcadores de serviço no coletivo azul e branco, que assim conquistou o Troféu Henrique Escusa.

O treinador André Pereira utilizou os seguintes atletas: Mateus Jesus e Leandro Costa (guarda-redes); Óscar Santos, Leandro Cardoso, João Fonte, Samuel Silva, Luís Paulo, Tiago Correia, Leandro Silva, Rafael Lara, David Rodrigues e Ricardo Costa. O guarda-redes Tiago Velho, bem como Tiaguinho, Sévio Marcelo e o capitão Cardinal, não foram utilizados pelo treinador.

(Fonte: página fcporto.pt - com adaptações)

Armando Pinto

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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Curiosidades… De vez em quando… História da Vida de Pedroto - contada pelo próprio José Maria de Carvalho Pedroto no jornal O PORTO - em agosto de 1957!

 

Na linha de referência entretanto aqui anotada neste blogue, sobre golos historicamente referenciais do futebol do Futebol Clube do Porto, vem desta vez acima dos exemplos sugestivos o caso dos treinadores, tomando como modelo o eterno José Maria Pedroto. Cuja carreira e seu palmarés são familiares do âmbito portista e mesmo do ambiente futebolês nacional. Tendo Pedroto nas suas diversas passagens pelo FC Porto, como jogador e depois treinador, assim como pela Seleção Nacional, quer como jogador como depois treinador da equipa campeã europeia de juniores e selecionador e treinador da Seleção A, marcado época nas temporadas em que foi figura pública do desporto português.

Antes disso tudo, Pedroto foi conhecido como jogador de grande gabarito. Sendo desse tempo, quando pertencia ao plantel sénior do FC Porto em 1957, que lhe foi pedido e ele correspondeu com uma exposição na primeira pessoa, contando pessoalmente o seu trajeto de vida, como que a fazer um ponto de situação da carreira futebolística, até 1957. 

Já tinha sido campeão nacional pelo FC Porto e vencido a Taça de Portugal em 1956, mas ainda com alguns anos de futebolista pela frente - ou seja antes de ter vencido outra Taça de Portugal, como foi em 1958, e depois sido Bicampeão em 1959, além de seguidamente ter enveredado pela carreira de treinador a partir de 1960/61.

Ora, sabendo isso tudo, mas nem tudo o que sobre ele diz respeito, atente-se no que o próprio contou - conforme ficou e está registado no jornal O Porto de 21 de agosto de 1957.


Armando Pinto

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domingo, 23 de agosto de 2026

Um golo decisivo na história do FC Porto: facto a assinalar na efeméride do início do Blogger” - plataforma da blogosfera e como tal influente na existência do blogue “Memória Portista”…

 

Em 1999, a 23 de agosto, «nasce o Blogger, a plataforma mais conhecida e influente na generalização dos blogues, desenvolvido pela Pyra Labs», como se lê na cronologia jornalística das efemérides deste dia (conforme aparece no Jornal de Notícias).

Como a data merece ser conhecida e assinalada, visto isso ter originando a vida do mundo da blogosfera e extensivamente a existência deste blogue "Memória Portista”, assinala-se a efeméride com um facto deveras importante na vida do FC Porto através de fotos condizentes, como foi o golo mais famoso e vivido como importante e decisivo para a conquista do Campeonato Nacional de futebol de 1977/1978: o célebre golo de Ademir, no Porto-Benfica que possibilitou que o FC Porto continuasse com vantagem sobre o Benfica na corrida final à conquista desse título, que até então era ansiado há 19 anos. Um golo que impediu a continuidade infeliz, sem o qual possivelmente poderia ter continuado a malapata do jejum de títulos nacionais de futebol.

Ademir havia passado a envergar a camisola do Futebol Clube do Porto em agosto de 1975 (adquirido que foi em julho) e já então no jornal O Porto foi apresentado como alguém de quem muito havia a esperar de seu remate certeiro.

Havendo diversos golos muito importantes, dos quais alguns permanecem mais no subconsciente memorando, pela sua importância, vêm sempre à memória uns quantos, como o de Hernâni em 1956, o primeiro da decisiva vitória por 3-0 sobre a Académica, obtido de penalti já com o jogo em plena segunda parte e perante todo o ambiente de nervos em que apenas o grande Hernâni teve coragem de rematar e desse modo o FC Porto arrancou para a vitória do jogo que dava e deu o título de 1955/56; depois o de António Teixeira em 1959, o terceiro da vitória por 3-0 em Torres Vedras que deu o título de 1958/59 sobre o caso Calabote; mais os golos de Valdemar e Nóbrega na Taça de Portugal de 1968, etc. ... Tal como volvidos anos e já no ambiente internacional houve em 1987 os de Madjer e Juary na final de Viena da Taça dos Campeões Europeus de 1986/87; os de Gomes e Madjer na final de Tóquio do Mundial de Clubes em dezembro do mesmo ano de 1987; bem como outros antes e depois… até ao de Falcão na Liga Europa de 2011. Mas, para a afirmação que o FC Porto conseguiu, entretanto, após a longa travessia de espera pela conquista de campeonatos e para ser dado passo em frente na globalização vitoriosa, permitindo que tivesse fim o ciclo de infortúnios e acabasse a fatalidade que se ia abatendo no ambiente clubista, teve importância decisiva o golo de Ademir no Porto-Benfica de maio de 1978. O que, após o auto-golo que estava a dar ao Benfica uma imerecida vantagem, deu por fim e quase no fim do jogo a reposição da justiça.

Ademir, Ademir… foi gritado no estádio das Antas e por todo o lado! Eco que ainda ressoa na memória portista. Levando a que nesta data, da efeméride do nascimento dos locais informáticos da blogosfera, se registe esta envolvência com a memória desse golo.

Armando Pinto

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