Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Convívio pessoal com grupo Campeoníssimo de antigos hoquistas campeões do FC Porto

 

- 21 de OUTUBRO DE 2026 - Dia de quarta-feira soalheira, ainda com sol ameno a dourar as horas da entrada do Outono, recebi a grata visita de amigos antigos hoquistas campeões do FC Porto e com eles tive um animado convívio, num almoço com que me homenagearam pelo Dragão de Ouro de Sócio do Ano. Um bom reencontro que merece ser registado entre factos salientes da Memória Portista, pelo que representa a amizade e admiração que andam unidas em torno do emblema do FC Porto, no caso também pelo eco dos patins a rodarem nos rinques de outros tempos, enquanto ecoa na memória ainda a algazarra dos setiques a baterem nos pisos dos pavilhões onde jogava a equipa do Hóquei em Patins do Futebol Clube do Porto, no tempo de Magalhães, Cristiano, Hernâni, Castro, Fernandes e C.ª   

Com efeito, esse grupo, formando um conjunto de amigos antigos hoquistas do FC Porto, demandou a minha zona de residência, tendo vindo fazer-me uma amável e muito agradável visita de homenagem, em congratulação pela recente atribuição do galardão máximo de honra portista. Sendo o grupo formado por hoquistas Campeões do FC Porto, desde representantes e resistentes Campeões do primeiro título de Campeão Regional do FC Porto de 1960, ao primeiro título do Campeonato Metropolitano de 1969 e títulos de Campeões Nacionais de 1982 até aos de 1984 e 1985, incluindo o primeiro título de Campeão Europeu de 1986. Sendo o grupo, formado por 10 hoquistas desses tempos dos anos 60 aos 80: Alexandre Magalhães, Cristiano, Castro, Zé Fernandes, Vale, Hernâni, Sobral, Paulo Carvalho, Valentim e Rui Caetano. Totalizando então comigo 11 convivas, quão formamos uma boa equipa. E não tendo podido vir outros mais, como por exemplo Leite, Brito, Orlando e Júlio, uns por motivos de saúde e outros por variados de ordem particular, senão o grupo seria maior ainda.

Então, depois de peripécias normais da deslocação da cidade do Porto até à minha região de interior nos limites do Distrito do Porto, decorreu um animado convívio, à mesa de um restaurante em plena encosta da freguesia de Rande, com o cenário do vale da Vila da Longra por fundo visual, até ter atingido momento especial com a entrega de uma camisola alusiva à comemoração dos 50 anos do Campeonato de 1969, que me foi oferecida e guardo com estimação. Convivendo ali presencialmente a momentos de boa disposição própria de bons tempos idos, ao género do que era passado no ambiente do tempo desses hoquistas, desde quando nas Antas sabiam que havia um rapazinho que vivia longe mas seguia com entusiasmo o hóquei azul e branco, mais tarde que sobre eles também escreveu “coisas” no jornal O Porto e ali estava a ser homenageado por eles mesmos, vitoriando a conquista do Dragão de Ouro do amigo. Completando-se depois o encontro já em minha casa, passando por meu escritório doméstico, onde guardo minhas estimações, com o Dragão de Ouro a chegar à vista e às mãos dos antigos hoquistas, quando por fim puderam pegar nessa estatueta dourada de grande impacto.


Da ocorrência, derivada da honra do galardão Dragão de Ouro ter vindo para a Longra, ficando dentro do ser concelhio de Felgueiras, qual base para esta vinda dos antigos hoquistas Campeões Portistas para este belo encontro de convívio e homenagem, dão conta as imagens captadas na ocasião e que, como ilustração, permitem registar tão grata visita, quão aqui assinalo com gosto.













Armando Pinto

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Ademir - autor do golo que valeu o Título Nacional de futebol em 1978 !

 

Ademir, como ficou para a história o brasileiro Ademir Vieira, é nome sempre recordado pelo golo do célebre empate que soube como vitória, no sempre lembrado jogo FC Porto-Benfica de 28 de Maio de 1978, em que um auto-golo logo no início quase estragava tudo, mas já perto do fim, finalmente, apareceu o inesquecível golo do empate, através de remate certeiro de Ademir. Ecoando ainda nos ares da memória o brado de Gomes Amaro a descrever isso no relato radiofónico dos Emissores do Norte Reunidos, mais tarde gravado em disco de vinil: Ádémir…  Ádémir! Tendo entretanto no jornal O Porto sido colocado em parangona que esse golo podia valer um campeonato. E depois, no final do Campeonato… valeu mesmo - tal a importância no Título Nacional de futebol de 1977/1978 conquistado pelo FC Porto!

Obviamente todos os golos foram importantes e contaram para a soma dos pontos que na classificação final colocaram o FC Porto em 1.º lugar... mas sem esse golo tudo se teria perdido e com ele a justiça foi reposta.

Ora, Ademir Vieira, nascido a 21 de Outubro de 1951 em São Paulo, no Brasil, está de parabéns nesta data de seu aniversário. Então, como tal, recorda-se essa memória que perdura - com devidos parabéns, desde Portugal até ao Brasil onde ele continua em forma!

Armando Pinto

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terça-feira, 20 de outubro de 2026

Lembrando… o regresso de Cristiano ao FC Porto, em 1976

 

A 20 de OUTUBRO, em 1976 (conforme é recordado pelo Museu do FC Porto na sua página informática) o hoquista «Cristiano Pereira regressava ao Futebol Clube do Porto, depois de uma passagem pelo SPV Viareggio, de Itália, dando continuidade à sua carreira de azul e branco» como hoquista de grande cartaz, sendo como era por esses tempos o maior representante do Hóquei em Patins do FC Porto, incluindo então por norma ser o único hoquista portista que costumava ser selecionado para a Seleção Nacional A (salvo raras exceções, como aconteceu por exemplo com as chamadas dos guarda-redes Brito e Castro, em anos diferentes).

Então, passada uma época, da transferência para a primeira experiência numa equipa do estrangeiro, Cristiano regressou ao FC Porto.

Além da Seleção Nacional, este histórico avançado portista também por diversas vezes fez parte da "Seleção Mundial", no caso da chamada "Seleção do Resto do Mundo" que participou em jogos condizentes pelo estrangeiro - como no caso da foto que completa esta memorização.


Desta participação de Cristiano numa Seleção do "Resto do Mundo", em 1970, pode rever-se tal ocorrência pelos apontamentos manuscritos que o autor aqui deste blogue anotou, em arquivo pessoal (ainda com letra desse tempo) em 1970.



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Ainda sobre a transferência de Cristiano para Itália, em 1976, em Fevereiro anterior, do mesmo ano, no jornal O Porto foi dado conhecimento do facto, num curioso artigo de José Viana (em que por acaso até eu fui referido, então) - conforme me recordou o amigo Paulo Jorge Oliveira, colecionador de jornais O Porto e como tal me enviou uma imagem a propósito, de recorte do jornal, que acrescento a este artigo.

Armando Pinto

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domingo, 18 de outubro de 2026

FC Porto vencedor do VII Torneio Zé Natário (mesmo sem os hoquistas presentes no Mundial/2026)

17 de OUTUBRO - Hóquei em Patins/ Seniores - FC Porto venceu a UD Oliveirense (4-4 [5-4]) na final disputada em Viana do Castelo.

A equipa de hóquei em patins do FC Porto conquistou o Torneio José Natário ao triunfar frente à UD Oliveirense na final da competição realizada em Viana do Castelo. Após o 4-4 registado no tempo regulamentar, os Dragões venceram por 5-4 na disputa por livres diretos.

Sem o contributo dos internacionais ao serviço das Seleções de Portugal, Itália e França, Gonçalo Alves, Hélder Nunes, Pol Manrubia, César Carballeira, Carlo Di Benedetto e Ezequiel Mena (presentes no Mundial a decorrer no Paraguai), o FC Porto começou por na sexta-feira, em jogo da meia-final, diante da equipa do clube organizador, ter vencido a Juventude de Viana por 4-2, ganhando assim um lugar na final do quadrangular de pré-época. Então os Dragões bateram a formação anfitriã com golos de Afonso Oliveira (2), David Miranda e Rafa. E na final a equipa portista triunfou também, em jogo disputado no sábado e que, à semelhança do dia anterior, Rafa brilhou nesse prélio decisivo: depois de assinar o póquer que resultou na igualdade ao cabo dos 50 minutos, marcou também o livre direto que permitiu aos da Invicta erguerem o troféu, recebido por Rafa também, como capitão da equipa.

Paulo Freitas convocou os seguintes atletas: Xavi Malián e Leonardo Pais (g.r.); Rafa, Telmo Pinto, Francisco Carvalho, Martim Oliveira, Afonso Oliveira, David Miranda, Tiago Silva e Duarte Ferreira.

Com esse triunfo o FC Porto recebeu o correspondente trofeu do VII Torneio Zé Natário depois de dois dias de hóquei a prestar homenagem a uma figura que faz parte da história e da identidade da Juventude de Viana.

 Classificação final:

 1.º - FC Porto

 2.º - UD Oliveirense

 3.º - AA Espinho

 4.º - Juventude de Viana.

Armando Pinto

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sábado, 17 de outubro de 2026

49.º Aniversário Natalício do Presidente do F. C. do Porto André Villas-Boas: Feliz dia e feliz continuidade à frente do nosso Porto!

Hoje faz anos o nosso Presidente, o Presidente do FC Porto e dos Portistas, André Villas-Boas. Que foi e é o melhor que aconteceu ao FC Porto nos últimos anos. Um jovem Presidente mas com muito saber e muita cabeça, conforme tem já demonstrado ao serviço da causa Portista.


Nasceu ele, então, há 49 anos, num período marcante, quão curiosamente nascido (a meio de outubro) pouco tempo depois de eu me casar (em finais de setembro), nesse outono de 1977. Estava ainda o FC Porto sem ganhar o Campeonato Nacional de futebol maior há 18 anos, desde 1959, era que eu vivi desde que me lembro de ter memória de começar a sentir meu Portismo pelos inícios da década dos anos 1960. E como tal foi já em seu tempo de vida que, em 1978, ao fim de 19 anos de espera, o FC Porto venceu finalmente o tão desejado título nacional da então 1.ª Divisão Nacional de futebol, quando poucos dias depois nasceu o meu filho. Coisas da vida, desta vida de Portista. Agora tendo o Presidente do FC Porto como figura máxima do nosso Clube.

Grande abraço de Parabéns, amigo Presidente do nosso Futebol Clube do Porto! Com votos sinceros de muita felicidade, com muitos anos de vida, dos quais muitos à frente do nosso Porto!

Armando Pinto

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O meu Dragão de Ouro junto aos meus Dragões anteriores... também de estimação!

Pois é… Com o Dragão de Ouro recebido, tenho agora 3 Dragões, três estatuetas do Dragão, sendo que este Dragão de Ouro de Sócio que tenho, agora, obviamente ultrapassa tudo. Estando comigo junto aos outros, que antes também representaram muito quando os passei a ter. 

Na verdade, o meu Dragão de Ouro de Sócio do Ano do Futebol Clube do Porto é algo especial que tenho e muito me orgulho de ter. Facto que não é demasiado reter, e se entende, pois qualquer sócio portista gostava de receber, e até agora sócios eleitos ainda só houve e há três, desde que começou a ser por eleição entre nomeados, ou seja nos últimos três anos. Além do mais, ter sido eleito por votação e mais votado pelos sócios do FC Porto representa muito, mesmo algo bem significativo, mais a mais como eleito entre um universo de coisa de 187.000 sócios do FC Porto. Sendo assim um Portista Dragonado.

Antes tinha os outros dois, claro. E verdadeiramente não contava vir a ter um dourado do galardão oficial do clube, visto que no tempo da anterior Direção do FC Porto era por escolha de um só e normalmente entregue diretamente a alguém VIP, como se sabe. Bem como, depois que passou a ser por votação entre os nomeados que por algum motivo se foram distinguindo, também pensava que não conseguiria por haver sócios com mais gente conhecida no ambiente dos nossos estádio e pavilhão, enquanto na minha zona habitacional não há muitos sócios, sendo que a votação é naturalmente apenas por e para sócios. De modo que só em sonhos imaginaria. Mas afinal aconteceu, penso que por meu blogue (com endereço de memoriaporto para melhor proteção, já que um anterior foi anulado da internet por adversários…), este “Memória Portista” publicado desde 2012, ter muitos seguidores, além dos amigos e conhecidos que também vou tendo no mundo portista, em reconhecimento do que tento ir fazendo pela memorização da história azul e branca (Memória Portista) e fortalecimento do Portismo que nos corre nas veias.

Assim sendo, antes tinha dois, um oferecido por meu filho, num dia dum meu aniversário em que meus filhos me ofereceram cada qual uma prenda portista, sendo uma dessas o Dragão (enquanto de minha filha recebi um quadro de gesso pintado, com vistoso distintivo do FC Porto e legenda “O meu Clube”). Sendo esse Dragão, de porcelana sobre base de madeira, uma peça comemorativa de Campeão Nacional de 1989/90, oferecido pelo meu filho no dia de meu 37.º aniversário, em 1991. E o outro, oferecido por minha esposa como prenda de Natal, em 1999, foi e é um Dragão de cinco cabeças, representativo da conquista do Pentacampeonato do FC Porto, com cada uma das cabeças simbolizando os títulos das épocas 1994/95, 95/96, 96/97, 97/98 e 1998/99. Então tinha muito gosto neles e em os ter. Sem contar que ainda viria um outro, o do Galardão do Clube, que obviamente gostaria de um dia ter. E não é que agora tenho mesmo?!

Tenho assim 3 Dragões. Aplicando-se bem no caso o dito que três é conta que Deus fez!

Armando Pinto

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Falecimento de José da Cunha - outrora colaborador do antigo jornal O Porto e escritor/autor do livro “Memórias de um DRAGÃO”

Faleceu na quarta-feira, dia 14, o amigo José da Cunha, membro do grupo dos Colaboradores do antigo jornal O Porto - que assim fica mais reduzido, com menos um elemento.  Irá a sepultar sexta-feira, dia 16.

O Cunha era um grande portista, adepto do FC Porto que chegou a servir na função de redator e colaborador do jornal O Porto, órgão oficial noticioso e historiador do FC Porto existente até 1986. E mais tarde, depois de como escritor ter publicado livros de contos e romances, foi autor de um livro de memórias portistas, intitulado “Memórias de um DRAGÃO”, publicado em 2025.

Eis a informação fúnebre:

JOSÉ DA CUNHA OLIVEIRA

Nascido a 22/02/1949 - falecido a 14/10/2026

De 77 anos         

Morada: Lugar de Atães - JOVIM, GONDOMAR, PORTO

Naturalidade: Jovim, Gondomar

Velório; Capela Mortuária de Jovim - Quarta-feira, dia 14 de Outubro de 2026 - Chegada do corpo às 19:00 Horas

Funeral: Igreja Paroquial de Jovim - Sexta-feira, dia 16 de Outubro de 2026, pelas 15:00 Horas

Cemitério: Jovim

Cerimónias: Missa de 7.º Dia na igreja paroquial de JOVIM, GONDOMAR, PORTO - Terça-feira, dia 20-10-2026, às 19:00 Horas

 ~~~ + ~~~

Como homenagem, recorda-se seu percurso curricular:

José da Cunha, amigo correligionário Portista que em tempos foi colaborador do jornal O Porto, antigo órgão informativo oficial do Futebol Clube do Porto; e, além de jornalista nalguns órgãos de comunicação nacional, também escritor com alguns livros  publicados, de contos, romances e memórias, foi então autor do referido livro que enriqueceu a literatura de teor portista. Cuja apresentação ocorreu em maio de 2025, versando temas do mundo dragão, desde notas do historial, até recordações extensivas.

Ora, José da Cunha teve percurso no jornalismo passado pelo jornal O Porto, como por alguns jornais e revistas de âmbito nacional e áreas diversas; a ainda na área radiofónica. Ao passo que como escritor publicou diversos livros, tais como: “Contos sem Amarras”, “Fintou o Destino” e “E Tudo o Vento Mudou”. Um de contos e dois romances. Mais o referido “Memórias de um Dragão”, com memórias de sua ligação ao FC Porto. 

O José da Cunha, além da ligação sentimental portista, integrava também o grupo de amigos formado por antigos colaboradores do jornal O Porto, outrora órgão oficial do FC Porto, em cujo âmbito temos reunido através da organização de nosso Encontro de Colaboradores do Jornal O PORTO, num amplo formato de almoço de convívio, quão tem sido em duas vezes por ano. Num bom grupo de sobreviventes, ainda, que conseguimos formar equipa, mais pela sintonia à mesa e fora dela. 

Como Curriculum Vitae pode ser acrescentado:

José da Cunha Oliveira nasceu em 1949, em Atães, Gondomar, e viveu na cidade do Porto desde os 16 anos. Aos 19 anos ingressou na Força Aérea como voluntário, com o objetivo de evitar a sua participação em confrontos armados em caso de mobilização para a guerra do Ultramar. No entanto, devido a uma desobediência de cariz administrativo, foi obrigado a desertar da Base Aérea da Ota, após um ato libertário e de insubordinação que lhe valeu alguns dias de prisão, a expulsão da Força Aérea e a quase certa mobilização, no âmbito do serviço militar obrigatório, para um teatro da guerra colonial. Para fugir a tal inevitabilidade, foi a salto para França, donde viria a regressar mais tarde. A Revolução de Abril de 1974 marcou a sua vida, a ele, que se considera incapaz de respirar sem liberdade. Recentemente voltou a residir em Jovim-Gondomar.

Gostava de ler e escrever, de comunicar e de viajar, de praticar desporto e de criar amizades sinceras para toda a vida. O conceito família era-lhe também muito caro.

Como cidadão empenhado, foi presidente da Assembleia de Freguesia da Sé e deputado na Assembleia Municipal do Porto.

Apresentou trabalhos como autodidata em diversas exposições coletivas de Pintura e Escultura. No jornalismo, escreveu, entre outros, para os jornais O Porto, O Norte Desportivo, Primeiro de Janeiro, Gazeta dos Desportos, Jornal de Notícias, revista Bancada (em que foi chefe de redação), Jornal Lagoa Transmontana (que fundou e foi seu diretor), mais Rádio Placard (Porto).

Além de suas ligações afetivas, de naturalidade e residência, a Gondomar e Porto, tem também ligações pessoais e familiares a Lagoa (aldeia do Nordeste Transmontano, de onde sua esposa é natural, do concelho de Macedo de Cavaleiros), onde costumava passar férias retemperadoras, e até apresentou publicamente seus livros, também.

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Recorde-se que aquando do lançamento de seu livro de memórias portistas o FC Porto esteve representado (a 24/5/2025) pelo Presidente da Assembleia Geral, Dr. António Tavares.

 

Cuja presença honrou o ato, na respetiva sessão que teve lugar na sede da Associação dos Jornalistas e Homens de letras do Porto. Estando à mesma hora a decorrer no Dragão Arena um clássico do Andebol e a Direção do FCP assoberbada com diversos compromissos também no mesmo dia, mesmo assim o Clube não deixou de marcar presença, com o representante dos Associados do FC Porto a dignificar o evento.

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Ora, já anteriormente lembrado aqui aquando de seu aniversário, e entretanto por ocasião do lançamento de  seu livro portista, volta desta feita a ser evocado o José da Cunha, embora por motivo de seu desaparecimento físico. Mas continuará a ser recordado, entre os colaboradores do também desaparecido jornal O PORTO, que eram totalmente graciosos, escrevendo para o jornal do Clube sem nada receberem, apenas querendo dessa maneira servir o FC Porto. 

Até sempre amigo Cunha!

Armando Pinto

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