Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 28 de julho de 2026

60.º aniversário do final da participação portuguesa no Mundial de futebol de 1966 - do 3.º lugar em Inglaterra contra a URSS - Com FESTA a titular e AMÉRICO e PINTO não utilizados… entre os "Magriços"!

A 28 de JULHO de 1966 a Seleção Portuguesa disputou o último jogo da participação no Campeonato Mundial de futebol, diante da Rússia para atribuição do 3.º e 4º lugares, defrontando então a URSS, a União Soviética (que era mais conhecida por Rússia, embora essa fosse a mais conhecida das repúblicas que compunham ao tempo a chamada União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Depois de no anterior dia 26 a Seleção Portuguesa ter sido afastada da final ao ter perdido na meia-final com a Inglaterra, por 2-1, por fim jogou também no estádio do Wembley o chamado jogo de consolação, com a URSS, tendo vencido por 2-1 e desse modo ficado com o 3.º lugar da classificação final. Com Festa em campo, tendo sido mesmo dele o centro de que resultou o 1.º golo do jogo, marcado por Torres (sendo o 2.º de penalti, apontado por Eusébio). Encerrando-se assim a campanha dos "Magriços" de 1966, como foram chamados os componentes da embaixada portuguesa dessa fase final do Campeonato do Mundo de Seleções.

Recorde-se que o nome Magriços dado então aos jogadores integrantes do lote dos 22 elementos da seleção A de Portugal, que disputou o Campeonato do Mundo de Futebol de 1966, se baseou no episódio d’ Os Doze de Inglaterra, descrito por Camões no canto VI d’ Os Lusíadas. E, mais concretamente no apelido do chamado Magriço (Álvaro Gonçalves Coutinho, mais conhecido como Grão Magriço ou simplesmente o Magriço), o mais famoso desses 12 cavaleiros da era do rei D. João I, fidalgos guerreiros que viajaram até Inglaterra para participarem num torneio em defesa de 12 damas… como é da história romântica. Associando-se oficialmente aquela “ideia na medida daquilo que o Grão Magriço representa, o belo episódio que Luís de Camões canta n’Os Lusíadas”, quão aquele antepassado significava para a ocasião, por assimilação dum autêntico desportista ido a Inglaterra... “

= "Magriços de 1966" em Inglaterra - estando Festa à direita, em pé; e, em baixo, Américo (o mais próximo da frente) e Pinto (em penúltimo da segunda fila da imagem) respetivamente, também à direita, do primeiro plano.

Então nesse Mundial/66 Alberto Festa foi o único que jogou do FC Porto, entre os Magriços, como jogador utilizado, enquanto Américo e Custódio Pinto, que também integraram a caravana portuguesa, não jogaram, injustiçados pelo poder do sistema reinol desse tempo, quão exemplos paradigmáticos do que acontecia por esse tempo do sistema BSB, das presidências federativas circunscritas aos 3 clubes de Lisboa – Benfica, Sporting e Belenenses… dos quais foi a molhada dos jogadores utilizados na velha Albion.
Enquanto isso o FC Porto apenas teve mais um representante além do trio dos jogadores, porque na comitiva oficial, entre os dirigentes, também foi o Eng.º Paulo Tavares, que era um dos vice-presidentes da Federação, único lugar destinado a representantes de clubes de fora da capital, na FPF. 

Alinhou então nesse último jogo Alberto Festa, o defesa-direito único portista a jogar na fase final, intrometido entre os protegidos do regime, nesse tempo do sistema BSB... 

= Equipa do jogo de atribuição do 3.º lugar no Mundial de 1966, obtido por Portugal após vitória por 2-1 com a Rússia, tendo Festa feito assistência para um dos golos portugueses, centrando para a cabeça de Torres (tendo o outro sido de penalti, com que Eusébio marcou a Lev Yashin)

Festa fez 3 jogos dos 6 que a seleção da camisola das quinas disputou nesse Mundial, ao passo que o guarda-redes Américo, que até tinha a camisola n.º1 dos 22 Magriços, e durante a época havia recebido prémios oficiais por seu valor, foi posto de lado para jogar José Pereira do Belenenses, de modo a que a presidência do Belenenses tivesse melhor representação por junto com Vicente... E Custódio Pinto idem aspas, ele que até era polivalente, também ficou no banco para jogarem médios e atacantes de Sporting e Benfica... Tudo na linha BSB. Com o cúmulo do único utilizado sem ser do sistema, ou seja de Benfica, Sporting e Belenenses, de Lisboa, e além do único do FC Porto que teve essa possibilidade, haver sido um do Vitória de Setúbal, Jaime Graça, porque então estava já adquirido pelo Benfica).

(Festa foi agraciado com uma medalha por ter jogado, como os restantes utilizados, e depois também outra com que foram agraciados todos os que incluíram o lote dos 22 Magriços, mais os que haviam participado em jogos da fase de apuramento, entre os quais esteve também o defesa portista Miguel Arcanjo, que entretanto já terminara a carreira.)

Curiosamente, no último jogo de preparação, antecedente à ida para Inglaterra, tinham jogado os 3 do FC Porto no Portugal-Roménia que a Seleção portuguesa venceu por 1-0, com Américo em destaque, a pontos de lhe terem atribuído o n.º1 das camisolas. Só que depois outros interesses contaram mais.

Eram os três de tal modo distintos que conseguiram ter lugar nos livros da famosa "Coleção Ídolos do Desporto", em grande maioria dedicados a atletas de Benfica, Sporting e Belenenses, não só de futebol mas também de várias modalidades, enquanto do FC Porto poucos futebolistas foram incluídos e de outros desportos só 2 ciclistas constaram na coleção. Mas a Américo e Pinto foram dedicados 2 livros, com intervalos de alguns anos entre um e outro... o que foi sintomático.

Foi assim Alberto Festa um dos componentes da campanha dos Magriços de 1966, e como único que teve possibilidades de jogar, é pois Festa o Grão Magriço do FC Porto nessa saga duma das lanças portistas no tempo do sistema BSB...!  

= Américo e Pinto, na caravama dos 22 selecionados...

Armando Pinto

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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Lembrando... o ingresso do avançado brasileiro DJALMA no FC Porto - em JULHO de 1966.

Em tempo de transferências do mundo do futebol, no período inicial de nova época desportiva, vem a toque de bola lembrar uma transferência ocorrida com uma aquisição feita pelo FC Porto, enquanto decorria o Mundial de futebol de 1966, em Inglaterra, com a seleção portuguesa a passar a fase em que o selecionador Luz Afonso e o treinador Otto Glória erraram em deixar a baliza da equipa das quinas à mercê dos ingleses - mas isso é outra história, aqui apenas aflorada como enquadramento no tempo. Interessando que nesse ínterim o FC Porto por cá ia procurando fazer pela vida para a nova época, sem contar com o que na Velha Albion se passava na equipa com as camisolas portuguesas, apenas incluindo do FC Porto o defesa Festa, que conseguiu furar a linha BSB, do regime presidencial de Benfica, Sporting e Belenenses (com a baliza a ter ficado escancarada diante da Coreia, valendo a reviravolta acontecida, mas depois já com resultado negativo à frente da seleção inglesa de Charlton e C.ª)…

Então, a 27 de JULHO, em 1966, foi noticiada a transferência de Djalma, brasileiro que na anterior época de 1965/66 dera nas vistas na linha avançada do Vitória de Guimarães e se salientara como goleador, levando a que o FC Porto o adquirisse para reforço da época de 1966/67. Numa transferência que se revestiu de contrapartidas, envolvendo idas para o Guimarães do defesa Joaquim Jorge e do avançado Lázaro, além da soma de dinheiro da parte do contrato.

Ao tempo o setor atacante do FC Porto estava enfraquecido, apenas contando com o avançado-centro Manuel António, adquirido na temporada anterior à Académica, mas sem confirmar o valor que demonstrara anteriormente com o equipamento preto da academia coimbrã, acrescido do outro avançado, o “ponta de lança” Amaury, ter regressado ao Brasil.

O caso é assim referido no livro do jornal A Bola, “História de 50 anos do Desporto Português”:

Tal como no livrinho da “Coleção Ídolos do Desporto”, dedicado ao Djalma, está pormenorizada a transferência:


Djalma teve depois grande influência na boa campanha da equipa portista de 1966/67 a 1968/69, tendo tido ponto alto com a conquista da Taça de Portugal em 1968, para cuja ida à final contribuiu com 4 golos marcados ao Benfica nos dois jogos da meia-final (empate 2-2 na Luz com 2 golos seus e vitória nas Antas por 3-0 com mais 2 dele e 1 de Pavão), bem como na final foi ele que marcou o canto de que resultou o golo da vitória, por 2-1 sobre o Vitória de Setúbal.  

Ganhou fama, a par com os dotes de goleador, com sua maneira de responder às agressões dos adversários. Tendo, depois de o FC Porto ter perdido o Campeonato de 1968/69 por casos internos na parte final, sem ele ter estado envolvido, entenda-se, saído para o Belenenses em 1969/70.

Armando Pinto

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domingo, 26 de julho de 2026

V Encontro de Colaboradores do antigo jornal O Porto

 

- 25 de julho/2026 - Realizado mais um Encontro do Grupo de Colaboradores do antigo jornal O Porto, o quinto desde que se criou um grupo para o efeito, contando com antigos colaboradores do antigo órgão jornalístico oficial do FC Porto, entre os que se tem conhecimento de ainda estarem vivos. Contando com os que escreveram no jornal e dois convidados, um como filho de um antigo membro do jornal e outro como colecionador de jornais O Porto.


Estiveram então presentes 9 (indicando por ordem alfabética): Amílcar Mendes, Armando Pinto, Armindo Vasconcelos, Carvalho Brochado, Carvalho Couto, Domingos António Cabral, Gomes da Rocha, José Amaro Viana e Paulo Jorge Oliveira. Não puderam estar presentes desta feita 4 dos elementos do grupo, dois por motivos de sua vida particular e os outros dois por estarem em recuperação de casos clínicos, que foram lembrados e a quem se deseja bom restabelecimento.

Foram distribuídas pelos presentes duas ofertas: um íman turístico (conhecido popularmente por íman de frigorífico) alusivo à região do ofertante, Amílcar Mendes; e exemplares da “Revista da Maia”, que tem um artigo do aqui também autor deste blogue ("Ligações históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia”), por, embora felgueirense, ter sido convidado a fazer essa crónica historiadora respeitante ao respetivo concelho maiato. Tendo também o autor deste apontamento sido portador da oferta de um porta-chaves enviado pelo Telmo Esteves para o antigo chefe de redação e diretor interino Carvalho Couto.

Do mesmo encontro - para memória, sendo este espaço de memória portista - regista-se as presenças à mesa de convívio, e uma foto de grupo, no final.

Como nota final, o autor agradece ao amigo Armindo a boleia prestada, para como sempre ter podido estar presente.

Armando Pinto

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Artigo “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia” na "Revista da Maia 2026 - Revista Cultural da Câmara Municipal da Maia"!

Na anual publicação de uma revista cultural da Câmara Municipal da Maia, este ano intitulada “Revista da Maia 2026”, de seu ano XI, consta um artigo escrito aqui pelo autor deste blogue, em género de crónica ou pequeno memorial, a historiar resumidamente algumas das “Ligações Históricas entre o Futebol Clube do Porto e a Maia”. Sendo essa revista, algo interessante e como não há muitos municípios a fazer e ter, prestando missão dum bom repositório de recolha de memórias e curiosidades identificativas das terras e gentes do Concelho da Maia. E como tal a ligação desportiva de cariz portista tem razão de ser, tendo mesmo muita história.

= O editor da revista com o autor deste artigo em equação - onde foi escrito o texto...

Para se perceber melhor o contexto, como se diz, atente-se numa crónica publicada no jornal “maiahoje”, em sua edição do passado dia 17.

Obviamente a mesma publicação abarca diversos e variados assuntos, incluindo ser dedicada a alguém que foi importante precisamente na historiografia maiata, o entretanto falecido senhor que foi inclusive principal dinamizador, mentor intelectual e editor fundador da mesma revista, o Dr. José Augusto Maia Marques, que por sinal foi um grande portista. Sendo por meio do atual editor da mesma revista, o historiador Rui Teles de Menezes, também portista dos bons, que o artigo pessoal teve razão de existir. Estando na revista desde a página 80 até à 101 - como se pode vislumbrar, aqui e agora, por imagens relativas à publicação, em modo de captação fotográfica, para obviar de digitalizar essa totalidade de folhas.











Armando Pinto

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quarta-feira, 22 de julho de 2026

Perene homenagem a João Pinto - na passagem da efeméride de sua despedida pública no estádio das Antas - em 1997!

Ao correr do verão e em pleno mês de julho, em 1997, aconteceu diante do sentimento portista, manifestado no estádio emocionante do FC Porto, a despedida de um símbolo como era, foi e é João Pinto, o capitão que levantou a Taça dos Campeões em Viena.

Então, a 22 de JULHO, em 1997, João Pinto subiu ao relvado das Antas pela última vez. Numa tarde arrepiante, o então capitão João Pinto colocou um ponto final numa carreira recheada de vitórias, não fosse ele o futebolista que mais vezes vestiu a malha azul e branca em jogos oficiais do FC Porto (por 587 vezes, na equipa principal do FC Porto, fora as das equipas de Reservas e Juniores). Nove campeonatos, quatro Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça dos Campeões Europeus, uma Intercontinental/Mundial de Clubes e uma Supertaça Europeia depois, o camisola 2 de seu tempo pendurou as botas que chegou a rasgar para jogar com um dedo partido e, lavado em lágrimas, despediu-se da família que o viu crescer. Tendo honrado bem esse número 2 icónico desde os tempos de Virgílio e passado pelo Festa, que seguidamente ficaria eternizado pelo Jorge Costa.

Pois, assim sendo, é esse mais um bom mote para evocar aqui, neste espaço de memória portista, em homenagem ao carisma de João Pinto.

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A 22 de julho de 1997, iniciados os trabalhos de início de época na “oficina” das Antas, acontecia a apresentação pública em pleno estádio das Antas do que era o cenário próximo, em cerimónia que meteu despedida especial. Então as Antas e toda a família portista despediram-se do grande João Pinto, o “Capitão de Viena”.


«Num dos poucos dias em que o eterno capitão não foi capaz de conter as lágrimas», habituados que todos estamos a sua carismática cara risonha e patente boa disposição.  Tendo aí «o lendário número dois de Jorge Nuno Pinto da Costa» se abraçado ao seu presidente de todo o tempo de sua carreira e chorou-lhe ao ombro. Depois de dignificar o brasão abençoado, o histórico representante do FC Porto nos relvados pendurava as botas. Desde então, a partir que em 1997 disse adeus à carreira como futebolista, «o Homem que ergueu a Taça de Portugal por entre pedras e garrafas no Estádio de Oeiras tem-se mantido ligado ao clube que ama e o seu coração continua a ter uma só cor: azul e branco.» Sabendo que as pessoas passam, mas o clube permanece.

 E será sempre lembrado pela Final de Viena!



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Ora, neste tempo de pré-época, da temporada que se avizinha, calha bem recordar outros bons tempos, vindo sempre ao horizonte clubista a formatação do carácter dos representantes do clube, que são quem pode e devem ser a alma de todos os que sentem o mítico Dragão.

Vem assim à memória o caso do "nosso" João Pinto, um dos expoentes do tal sentido de jogador à Porto, como ficou na retina da memória sobre a imagem do emblemático Capitão da final de Viena. Na pertinência da efeméride de nesta data, a 22 de julho de 1997, João Pinto ter posto fim à sua atividade de futebolista, encerrando então essa que foi uma das mais brilhantes carreiras do futebol português. 16 anos e 587 jogos depois da estreia como sénior do FC Porto (em 1/12/1981), o Capitão de Viena despedia-se com este palmarés: 1 Taça dos Campeões Europeus; 1 Taça Intercontinental; 1 Supertaça Europeia; 9 Campeonatos Nacionais; 4 Taças de Portugal; e 8 Supertaças Nacionais. Faz parte do "Hall of Fame" no Museu FC Porto e, claro, foi escolha da maioria dos adeptos que votaram para o "Melhor Onze" portista de sempre, patente no Museu do FC Porto desde sua abertura. Embora essas escolhas sejam sempre relativas, atendendo às idades dos votantes e de quem viram jogar, de modo que os mais antigos podem ficar esquecidos e injustiçados. Mas no caso de João Pinto ele é mesmo um dos melhores de sempre. 



João Pinto, que em Viena foi o capitão de equipa devido a Gomes se ter lesionado e não ter podido jogar, ficou para sempre na história, além de ter sido em suas mãos que foi entregue a Taça dos Campeões Europeus, por depois de ter recebido essa tão desejada taça não mais a ter largado durante os festejos no relvado  qual brinquedo que todos guardamos para nós, também. E mais tarde foi inclusive capitão da equipa, intervalando com Gomes e outros, até ter ficado mesmo como capitão principal após a saída de Fernando Gomes.


Pois ao rever isso, algo que jamais sai dos sentidos, recordo os apontamentos que naquele tempo anotei pessoalmente, a registar para mim tal grande alegria, essa grandiosa conquista do FC Porto. Coisa que terá de ser de conhecimento dos vindouros, para contar aos netos, que também vivemos isso. Não no local, por não nos ter sido possível, mas como se lá estivéssemos. Quão estive de corpo e alma. Perdurando pelos tempos adiante terna recordação, mais tarde até vincada com a colocação de autógrafos de alguns dos campeões europeus no livrinho alusivo a essa final triunfante.


Pois João Pinto despediu-se como futebolista na apresentação da equipa para a época que se seguiu, ao tempo. De cuja ocorrência ficou reportagem e uma entrevista alusiva na revista Dragões, de cujo número de Agosto de 1997 se respiga uma página como ilustração.


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Em rescaldo de tudo o que, quanto ao mesmo icónico João Pinto do Porto, está na História, complementa-se o quadro com algo mais. Assim atente-se no que anotou sobre João Pinto a revista do JN sob título "Porto, Porto Bicampeão", em Maio de 1996:



Armando Pinto
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Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

 

O Futebol Clube do Porto tem agora mais um reforço do futebol, para a equipa principal. Facto, de novos jogadores, que neste local de memória não é muito habitual, por ser assunto sobretudo do futuro. Mas desta feita abre-se aqui uma exceção e regista-se a chegada do sul-coreano Inbeom, o 2.º da mesma nacionalidade a vestir a camisola do FC Porto, por ter havido imediata simpatia pela primeira entrevista dada à chegada ao Porto e vista no Porto Canal, mais seguinte chegada ao estádio do Dragão, incluindo a receção diante do presidente André Villas-Boas, até à entrada no Centro de Treinos Jorge Costa. Podendo-se dizer que lhe fica desde já muito bem a camisola linda das duas listas azuis, que vestiu nas primeiras palavras a bem dizer do Porto-cidade, na transmissão do gosto da esposa, e sua simpatia diante das Câmaras e com os colegas. Pessoalmente gostei bem, também, de mais uma manifestação de bom trabalho clubístico ao vê-lo, em pleno esforço durante exames médicos, na passadeira rolante, logo com um painel à Porto da atualidade diante dos olhos, num écran com a imagem da máxima Porto de Honra. Seja assim bem-vindo e boa sorte Inbeom (cujo nome começo a decorar). Felicidades, o que será algo que nos fará bem felizes, a nós Portistas.

Ora, Inbeom é então o 2.º sul-coreano a assinar e jogar pelo FC Porto, depois de em 2016 ter vindo para a Invicta o Suk. Jogador que, confesso, já nem me lembrava bem dele ter estado no Porto e também pouco tempo por cá esteve e pouco jogou. Não tendo tido então passagem nem muito duradoura nem marcante, por assim dizer. Também numa época não muito feliz do futebol portista e num tempo em que até os equipamentos não davam grande realce, lembrando o equipamento alternativo de cor castanha, mas mesmo o principal de riscas ao contrário, com a azul no meio e as brancas ao lado não foi dos mais apelativos. Em suma, deseja-se que desta vez haja mais sorte em tudo e que o novo reforço seja bem sucedido, já que quanto a equipamentos estes novos são dos que mais gostei, com a camisola mais bonita de sempre no que aos meus olhos reluz.

Assim sendo, para memória, como este local é de memorização portista, regista-se alguns dados sobre os dois sul-coreanos, resumidamente. E, claro, deitando olhos ao que sobre os mesmos há escrito.

INBEOM HWANG É DRAGÃO ATÉ 2029 - Médio internacional sul-coreano chega ao FC Porto oriundo do Feyenoord.

Há mais uma cara nova no plantel Campeão Nacional: Inbeom Hwang, médio de 29 anos, trocou o Feyenoord pelo FC Porto e vai reforçar as opções de Francesco Farioli para o setor intermédio. O internacional sul-coreano rubricou um contrato válido para as próximas três temporadas - com outra de opção - e já vestiu a camisola azul e branca com o número 16.

Nascido a 20 de setembro de 1996 em Daejeon, no coração da Coreia do Sul, o mais recente Dragão começou a jogar futebol na escola primária e cedo ingressou no principal clube da terra natal. Em março de 2015, com apenas 18 anos, estreou-se na Primeira Divisão e dois meses depois tornou-se o futebolista mais jovem de sempre a faturar com as cores do Daejeon Citizen.

Chamado a cumprir o serviço militar obrigatório após 95 jogos, 15 golos e 13 assistências no principal escalão, o atleta de 1,77 metros foi emprestado ao Asan Mugunghwa FC - a equipa de futebol da polícia sul-coreana, ao serviço da qual venceu o título nacional da Segunda Divisão - tendo recebido ordem de dispensa por ter conquistado a medalha de ouro nos Jogos Asiáticos de 2018.

A aventura internacional arrancou logo a seguir, quando rumou ao Canadá para representar os Vancouver Whitecaps. Nos meses que se seguiram, Inbeom Hwang assinou quatro remates certeiros e outros tantos passes decisivos na Major League Soccer e acabou por se mudar para a Rússia.

Na primeira campanha em solo europeu, o internacional sul-coreano deu nas vistas ao serviço do Rubin Kazan, mas acabou por voltar a casa após o início do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Ao cabo de dez jogos com a camisola do FC Seoul regressou à Europa, assinou pelo Olympiacos FC e partilhou o balneário com nomes tão queridos da família portista como James Rodríguez ou Tiquinho Soares.

A temporada seguinte foi ainda mais profícua: na época de estreia pelo Estrela Vermelha, Inbeom Hwang marcou seis golos, fez sete assistências, venceu o campeonato e a taça e foi distinguido como Jogador do Ano da Superliga Sérvia. A conquista da Dobradinha e o prémio individual valeram-lhe a mudança para os Países Baixos, onde representou o Feyenoord.

Apenas um mês depois da chegada a Roterdão, o centrocampista sul-coreano foi eleito para a Equipa do Mês da Eredivisie e assumiu-se como um dos principais destaques do eterno rival do Ajax de Francesco Farioli. Em 2025/26, sob o comando de Robin van Persie, ajudou o Feyenoord a garantir a entrada direta na Liga dos Campeões - a competição europeia que mais vezes disputou.

Internacional desde 2018, quando Paulo Bento o lançou frente à Costa Rica, o mais recente Dragão foi o Melhor Jogador da Taça Asiática em 2019 e já participou em dois Campeonatos do Mundo. No último, assinou um golo e uma assistência na reviravolta contra a Chéquia (2-1) e teve um papel decisivo no triunfo da Coreia do Sul.

Com 77 internacionalizações e vários prémios coletivos e individuais no currículo - entre eles o de MVP da primeira jornada do Mundial - Inbeom Hwang chega à Invicta para ajudar o FC Porto a lutar em cinco frentes: Liga Portuguesa, Taça de Portugal, Taça da Liga, Supertaça e Liga dos Campeões.» (Conf. fcporto.pt)

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SUK - Jogador de quem ficou o sorriso das fotos de seu tempo no FC Porto

Suk Hyun-Jun, mais conhecido por Suk (Chungju, Coreia do Sul, 29 de Junho de 1991) é um futebolista sul-coreano que joga habitualmente a avançado.

Havia sido contratado em Janeiro de 2013 pelo Marítimo, tendo assinado um contrato válido até 2016. Mas, entretanto, em Julho de 2013 foi transferido para o Al-Ahli. E em Janeiro 2016 assinou pelo FC Porto, sendo posteriormente dispensado, indo emprestado ao Trabzonspor da Turquia.

Suk teve então breve passagem pelo FC Porto, em cuja estada de azul e branco concretizou 2 golos (1 no Campeonato Nacional da Liga e 1 na Taça de Portugal) em 14 participações oficiais com a camisola do FC Porto, durante a parte em que jogou da temporada de 2015/16, única ao serviço do clube dragão.

Reforço de Inverno da temporada de 2015/16, Suk estreou-se de Dragão ao peito no dia 20 de Janeiro de 2016 em jogo do FC Porto no Estádio Municipal de Famalicão, contra a equipa local, num jogo da fase de grupos da Taça da Liga (Taça CTT), com derrota por 1-0.

Fez parte de 20 das 27 convocatórias possíveis (chegou a meio da época), 5 como titular a tempo inteiro, mais 2 substituído e 7 como suplente utilizado, mais 6 não utilizado.

As expectativas ficaram aquém e os golos também. O seu primeiro golo com a camisola do FC Porto, aconteceu no dia 3 de Fevereiro de 2016, no Estádio Cidade de Barcelos, frente ao Gil Vicente, em jogo da 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, com vitória portista por 3-0. Suk foi o autor do 2.º golo aos 59 minutos.

Voltaria a marcar no dia 21 de Fevereiro, no Estádio do Dragão, frente ao Moreirense, em jogo da 23.ª jornada do Campeonato Nacional (Liga NOS), com vitória portista por 3-2. Suk voltou a apontar o 2.º golo do FC Porto, restabelecendo na altura a igualdade (2-2), num jogo em que a equipa esteve a perder por 2-0.

Talvez vítima da instabilidade técnica, recordando que Julen Lopetegui saiu, depois do empate contra o Rio Ave em 6 de Janeiro, tendo sido substituído temporariamente por Rui Barros, para depois entrar José Peseiro que comandou a equipa desde o dia 24 de Janeiro, Suk não fez parte do plantel para a temporada seguinte, sob o comando técnico de Nuno Espírito Santo.

Até ao final do contrato o sul-coreano esteve emprestado sucessivamente aos tucos do Trabzonspor (Agosto/2016 a Janeiro/2017), aos húngaros do Debreceni (Fevereiro a Maio/2017) e aos franceses do Troyes (2017/18). Assinou novo contrato com os franceses do Stade de Reims (2018/19), regressando ao Troyes, na temporada seguinte (2019/20), clube que ainda representa.

Ele fez parte do elenco da Seleção Sul-Coreana de Futebol nas Olimpíadas de 2016.

(Conf. blogue “Dragão Pentacampeão 2")

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Assim sendo, deseja-se tudo melhor desta vez, de modo que o novo reforço fique na boa memória portista, quão valorosa seja e fique Inbeom na História do Futebol Clube do Porto!


- Bem-Vindo INBEOM ao Futebol Clube do Porto - sul-coreano a quem já fica bem vestida a camisola do FC Porto!

Armando Pinto

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