Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Lembrando… (Entre) Figuras portistas de outrora e sempre: D. ALBERTINA LIGEIRO telefonista do estádio das Antas Dragonada…!

 

Nem só dentro das quatro linhas dos retângulos e pistas das modalidades desportivas se desenrola o serviço de representatividade portista. Tal como, alargando aos mais variados campos laborais, ficam na simpatia do mundo azul e branco certas pessoas de serviços variados e bons desempenhos. Quão já no passado ficara no conhecimento pessoal, por exemplo, o senhor Armando Plácido, da portaria e do atendimento pessoal, à entrada da cidadela desportiva das Antas e do departamento de futebol portista (já lembrado anteriormente neste espaço de memorização portista), bem como a D. Albertina Ligeiro, telefonista do tempo do estádio das Antas. Sendo sobre esta que, desta vez, recai uma lembrança evocativa, aqui com lugar de merecimento.

Ora a D. Albertina, Maria Albertina Lopes Ligeiro, era a telefonista mais conhecida que havia em seu tempo, sendo como era a telefonista do Futebol Clube do Porto, primeiro na antiga sede do FC Porto e depois na sede do Estádio das Antas. Pessoa simpática e que, por assim dizer, era a voz do FC Porto que toda a gente ouvia na receção aos telefonemas. Como algumas vezes tive oportunidade de ouvir (colocando na primeira pessoa, sendo eu que escrevo), das vezes que telefonei para o estádio das Antas, normalmente a perguntar alguma coisa, claro. Única forma como a conheci obviamente, e aqui se homenageia, deste simples modo, como pessoa de ligação portista. Sem saber mais nada sobre ela, de antes ou depois, importando mais lembrar como quem serve devotadamente o FC Porto fica na memória portista. Tendo sua importância no Clube sido mesmo reconhecida, aquando da conquista do Campeonato Nacional de futebol das épocas 1977/78 e 78/79, com a respetiva faixa de campeão que também lhe foi colocada. Como se pode recordar por uma entrevista dada ao jornal O Porto em julho de 1979.

No decurso do tempo outros reconhecimentos mereceu, ainda, tanto que até foi pelo Clube agraciada com o Dragão de Ouro em 1988, de funcionária do ano, estatueta que recebeu na solene entrega acontecida em janeiro de 1989.

No intuito desta recordação, ilustra-se e complementa-se a lembrança com a ficha com que foi e está referida no livro “FCPorto figuras&factos 1893-2005”, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, produto oficial FCP de 2005.


Costuma-se dizer que sem memória se perde a identidade, mas na identificação de tudo respeitante ao Clube Dragão há Memória Portista.

Armando Pinto

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

“Bolada” à lembrança da Taça de Portugal de Andebol de 1979 - a 3.ª Taça ganha pelo FC Porto em 8 edições da segunda prova andebolista nacional!

 

Entre as muitas e diversas provas que fazem parte do grandioso historial do FC Porto, vem desta vez a propósito lembrar a Taça de Portugal de Andebol respeitante à época de 1978/79, conquistada após disputadíssima final diante do Sporting a 15 de julho de 1979, no Pavilhão Gimnodesportivo de Leiria, por 19-18. Sendo essa a 3.ª vez que o FC Porto venceu a mesma Taça, ao oitavo ano de realização dessa mesma prova, criada na época 1971/72. Taça essa que anteriormente o FC Porto vencera em 1975/76 e 1976/77, conquistando então a terceira na quinta final em que a equipa do FC Porto esteve presente, em 1978/1979. (vitória que o FC Porto repetiria na época seguinte e ao longo do tempo venceu por 9 vezes, no total.)

Essa vitória de 1979, pelo significado que a revestiu, deu azo a que a Secção de Andebol do Clube prestasse uma homenagem ao Presidente do FC Porto - como deu conta o jornal O Porto na 1.ª página do número correspondente ao registo da mesma conquista. Ao tempo da presidência do Dr. Américo Sá, sendo Diretor do Andebol Teles Roxo, Chefe de Secção Fernando Pires, Treinador o Prof. António Cunha, Treinador-adjunto Manuel Jorge, mais os jogadores, os maiores heróis, afinal, que formaram a equipa - enumerada na reportagem do jornal informativo e historiador do Clube.

Então, a 15 de JULHO de 1979 disputou-se essa renhida final, que o FC Porto venceu derrotando o opositor Sporting por 19-18. Em tão emocionante despique, deveras grandioso na existência dessa mesma competição organizada pela Federação Portuguesa de Andebol. Como ficou bem descrito no jornal O Porto, na reportagem alusiva. Com uma sugestiva curiosidade: Na entrega da Taça os jogadores do FC Porto, ao recebê-la, estavam com a camisola do finalista Sporting, depois de terem trocado de camisolas com os adversários derrotados.

Recorde-se essa grande vitória através da crónica do jogo e reportagem descritiva de toda a envolvência, com apontamentos e recolha da lavra do então subchefe de Redação José Viana.


Armando Pinto

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terça-feira, 14 de julho de 2026

Aniversário natalício de Derlei - o autor do 1.º golo da inauguração do estádio do Dragão, mais de alguns golos decisivos da caminhada da Taça UEFA de 2003 e Liga dos Campeões de 2004 !

 

A 14 de JULHO, em 1975, nasceu Derlei, no Brasil, esse que mais tarde foi jogador de futebol histórico em Portugal e sobretudo no Futebol Clube do Porto. Sendo seu aniversário natalício uma boa ocasião para o lembrar, tendo ele sido o autor do primeiro golo marcado na inauguração do estádio do Dragão, no jogo particular festivo em que o FC Porto venceu o Barcelona de Espanha por 2-0 (na estreia de Messi pela equipa principal do grande clube espanhol da Catalunha); além do mesmo Derlei haver ficado na história por golos decisivos, com particular destaque para os 2 obtidos na final da Taça UEFA em 2003. Ficou conhecido por “Ninja”, alcunha derivada de seus ataques de surpresa às balizas adversárias.

De nome completo Vanderlei Fernandes Silva, era e ficou conhecido por Derlei, pelo diminutivo do final de seu nome próprio. Nascido no dia 14 de Julho de 1975, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Brasil.

Jogava como avançado, e após passagens pelos clubes brasileiros São Paulo, América de Natal, Grémio Manaense, Guarani e Madureira, num percurso de sua carreira futebolística que o trouxe do Brasil para Portugal, Derlei ingressou no FC Porto em 2002, vindo do União de Leiria, quando Mourinho passou a ser treinador do plantel portista. Tendo Derlei se destacado sobremaneira por, dos seus inúmeros golos ao serviço do FC Porto, terem ficado na retina da memória os dois decisivos na final da Taça UEFA em 2003. 


Bem como depois ainda foi muito importante na conquista da Liga dos Campeões Europeus na época seguinte.

(Imagens da revista Dragões, de 2003 e 2004)

Mais tarde, por opção técnica e desentendimentos dentro do Clube, foi em Janeiro de 2005 cedido pelo FC Porto ao Dínamo de Moscovo. Cujo clube moscovita depois o emprestou ao Benfica, num regresso a Portugal que já não foi bem-sucedido; sendo de seguida adquirido pelo Sporting, após rescisão de contracto com o Dínamo de Moscovo, mas também ali não jogou muito, à mistura com lesões que lhe aconteceram. Regressaria mais tarde ao Brasil, onde ainda jogou no Vitória e por fim no Madureira, terminando a carreira em 2010. Volvidos tempos regressou e acabou por se radicar em Portugal, tendo recentemente se ligado ao Fafe, assumindo funções como presidente da Administração da SAD da Associação Desportiva de Fafe, no final de 2024, como um dos rostos de um novo grupo de investidores que tem liderado o projeto do clube fafense.

Títulos ao serviço do FC Porto: Taça UEFA: 2002/03; Liga dos Campeões Europeus: 2003/04; Taça Intercontinental: 2004; Campeonato Nacional/1.ª Liga: 2002/03, 2003/04; Taça de Portugal: 2002/03; e Supertaça Cândido de Oliveira: 2003.

Como ilustração e complemento, juntam-se referências sobre ele, em publicações alusivas à sua passagem pelo FC Porto:

Entrada respetiva na “Enciclopédia do Desporto”, volume 4, da Editora Quidnovi, de 2003 (ou seja, antes da conquista da Liga dos Campeões Europeus de 2004 e percurso seguinte).

Ficha no livro “FCPorto figuras&factos 1893-2005”, de J Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, edição New D-Notícias do Douro, L.da e distribuição pel’ O Comércio do Porto, produto oficial FCP em 2005.

E da revista “FCP GOLD" do jornal O JOGO.

Armando Pinto

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

De vez em quando ao passado… Uma tacada histórica no Bilhar: lembrando um FC Porto-Círculo de Bellas-Artes de Madrid (entre campeões de Portugal e Espanha) - em 1979 - para a “Taça F.C.P.” ganha pelo F.C. Porto!

 

Desta vez tem aqui vez uma modalidade desportiva do ecletismo do FC Porto que, mesmo sem ser de grande público, tem grande historial e um palmarés rico, com vitórias salientes em taças europeias até - o Bilhar. Vindo a calhar puxar uma ponta dos laços da memória a propósito da atualidade da realização, por estes dias, de importantes competições internacionais de Bilhar às 3 tabelas na região urbana do Grande Porto, na área concelhia de Matosinhos. Onde tem lugar a disputa de duas das mais prestigiadas competições da modalidade: a Taça do Mundo Porto/Matosinhos, individualmente, e de seguida a Taça da Europa de Clubes. Sendo que a Taça do Mundo Porto/Matosinhos integra o circuito mundial da modalidade e reunirá 149 atletas de 20 países, entre os quais alguns dos melhores jogadores do mundo; enquanto a Taça da Europa de Clubes colocará frente a frente 20 equipas europeias, incluindo três representantes portugueses: o Clube Bilharista da Amadora, o Leça FC e o F.C. Porto. Cujas competições terão lugar no Pavilhão de Leça da Palmeira e resultam de uma parceria entre as organizações internacionais da modalidade, a Federação Portuguesa de Bilhar, o F.C. Porto, o Leça FC e os municípios de Matosinhos e do Porto.

= Wilson Neves!

Vem assim a talhe puxar uma memória histórica, de uma das participações internacionais do Bilhar do F.C. Porto em tempos passados. Entre os retalhos e pontas da história que de quando em vez se lembram neste espaço de memorização portista, nem sempre com necessidade de buscar efemérides, entenda-se (embora não à toa, nunca aleatoriamente), mas sempre com algum motivo associado, como no caso da proximidade. Sendo que a prova agora a recordar teve lugar em junho e foi reportada no jornal O Porto em julho, de 1979. Tal a ocorrência verificada então, com um encontro de bilhar às 3 tabelas entre campeões de Portugal e Espanha, numa organização da secção de Bilhar do F.C. Porto, que colocou em frente aos bilhares as equipas do F.C. Porto e do Círculo de Bellas-Artes de Madrid, com Wilson Neves, Campeão Nacional de Portugal, e Avelino Rico, Campeão de Espanha, a encabeçarem o cartaz das equipas portista e madrilista, na disputa da “Taça F.C.P.”!  

Desse sucesso deu conta o jornal O Porto, como se reproduz em jeito de evocação.


Armando Pinto

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domingo, 12 de julho de 2026

Uma notícia triste de 1963: o falecimento de Pinga - assinalável eternamente!

« Aconteceu

O último adeus a Pinga

Neste dia, em 1963, o país chorava a perda de uma das grandes figuras da história do FC Porto: Artur de Sousa “Pinga” morreu aos 53 anos e deixou para trás um legado difícil de replicar. Nas 16 temporadas em que vestiu de azul e branco, o avançado madeirense disputou 222 jogos, levantou as bancadas em 149 ocasiões e escreveu as mais belas páginas da Constituição - terreno em que só ele conseguiu superar a média de um golo por partida. Durante as décadas de 30 e 40, destacou-se como uma das maiores referências desportivas e levou os historiadores a descreverem-no numa frase: “Ninguém lhe chega aos calcanhares”. »

Assim é lembrado nesta data pela newsletter "Dragões Diário", boletim informativo digital de leitura diária da atualidade portista e informação ao mundo azul e branco e não só, como se sabe. Vindo a propósito lembrar também anteriores artigos aqui publicados neste sítio de "Memória Portista", assinalando o tema de evocação sobre Pinga, figura eterna do Futebol Clube do Porto e do futebol português. Como se pode ver, clicando em

https://memoriaporto.blogspot.com/2022/07/efemeride-falecimento-de-pinga-12-de.html

mais

https://memoriaporto.blogspot.com/2023/07/homenagem-pinga-na-passagem-de-60-anos.html

ainda

https://memoriaporto.blogspot.com/2019/07/efemeride-do-falecimento-de-artur-de.html

e também

https://memoriaporto.blogspot.com/2019/09/homenagem-filatelica-ao-astro-do_3.html

((( Clicar sobre cada um dos links )))

Armando Pinto

sábado, 11 de julho de 2026

Evocando a Vitória do FC Porto na Taça Nacional de Iniciados de 1976/77: mais algumas imagens da final - em julho de 1977 !

Já aqui foi lembrada esta vitória, da final de 1977 em que o FC Porto se sagrou novamente Campeão Nacional no escalão de Iniciados, por meio dessa então chamada Taça Nacional, correspondente ao Campeonato Nacional dos mais jovens, como também era apelidada a prova. Lembrança aquela, anterior, numa referência publicada a propósito do recente título de Sub-15, que completou o Pleno desta época de 2025/2026. Vindo agora a calhar um acrescento, com mais dados e sobretudo imagens da final inédita entre o FC Porto e o Louletano, através da reportagem ao tempo impressa na revista “Equipa”, em Julho de 1977.


Armando Pinto

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Obs.: Recorde-se o anterior artigo com a ligação do título nacional de 2026 com o de 1977, podendo rever-se a constituição da equipa em que estavam nomes como Bandeirinha, Quinito, Jaime Magalhães, João Pinto, etc. (clicando) em  

https://memoriaporto.blogspot.com/2026/06/fc-porto-campeao-nacional-de-iniciados.html

AP

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Lembrando… de vez em quando…. ATRACA - um Algarvio que foi “Jogador à Porto”, de garra portista!

 

Neste dia, de julho ainda sem futebol a sério com as sagradas camisolas do FC Porto em campo, é dia propício para recordar um valor do futebol portista de outros tempos, a propósito de ser data correspondente como efeméride de seu nascimento - tal o caso de Atraca, antigo futebolista do FC Porto nos anos 60, nascido em 1940 a 10 de julho. Um futebolista que era tido verdadeiramente como “jogador à Porto”, tal a forma como jogava, com raça a marcar em cima os opositores, a ponto de, apesar da sua pequena estatura física, se elevar bem alto sobre quaisquer adversários altos que lhe aparecessem pela frente na proximidade ou dentro das áreas do FC Porto. Como ficou célebre por seus duelos com o bom gigante Torres do Benfica, que Atraca suplantava normalmente (e por isso originava que esse alto avançado benfiquista se via muitas vezes a tentar fugir por outros lados onde Atraca não estivesse). 


Como ponto alto de sua carreira, Atraca foi um dos futebolistas da inesquecível vitória da Taça de Portugal de 1968. 

E, apesar de ter falecido novo, em 1973, esse raçudo Atraca é dos jogadores desse tempo mais recordado nas boas memórias desses futebolistas que passaram com a camisola do FC Porto a fase mais acirrada do sistema BSB.

De nome completo João Eleutério Luísa Atraca, com nome de ficha futebolística como Atraca, conforme era e ficou mais conhecido, nasceu no dia 10 de Julho de 1940 no Algarve, em Faro. Iniciado nas lides da bola de futebol na sua região, em plena juventude de sua carreira desportiva começou por ser conhecido no futebol, verdadeiramente, quando em 1961/62 abandonou o SC Farense e ingressou no Futebol Clube do Porto. Tendo passado a evoluir na equipa de Reservas (atualmente Equipa B), em adaptação e integração no plantel, contando que por esse tempo apenas jogavam os 11 que entravam de início nos jogos, sem haver substituições de jogadores de campo (apenas podendo ser substituído o guarda-redes em caso de lesão). Depois Atraca teve estreia oficial na equipa principal com a camisola dos Dragões a 26 de Maio de 1963, no Campo de Santana em Matosinhos, em jogo que o FC Porto venceu em casa do rival Leixões por 2-0, a contar para a 2.ª mão da 3.ª eliminatória da Taça de Portugal da época de 1962/63. E, após sucessivos anos que contam na memória dos anais azuis e brancos, como resistência às manobras de bastidores que iam sendo feitas pelo mandão regime facioso do sistema BSB, em 1968 Atraca fez parte da histórica equipa do FC Porto que conquistou a Taça de Portugal de 1967/68, vencendo na final do Jamor o Vitória de Setúbal por 2-1. Enquanto, de permeio, conquistou ainda também a Taça Associação de Futebol do Porto por quatro ocasiões, de 1962/63 até 1965/66.

Atraca esteve incluído nos trabalhos de preparação da Seleção dita nacional para a ida ao Mundial de 1966, como um dos 7 do FC Porto que estiveram no estágio de pré-convocatória (Atraca, Almeida, Jaime, Nóbrega, Festa, Pinto e Américo, mas dos quais apenas os 3 últimos foram na caravana dos 22 escolhidos e depois simplesmente Festa jogou… Como na memória ficou, por exemplo, que com Américo na baliza Portugal teria feito muito melhor que o 3.º lugar alcançado… qual sina que teima de acontecer com a dita Seleção Portuguesa ao longo dos tempos). Enquanto, com essas e outras, Atraca apenas chegou a ser Internacional pela Seleção Militar (existente pelos anos 50 e 60 com torneios internacionais, sobretudo entre países da NATO), pois, apesar de ter por diversas vezes estado nos treinos dos trabalhos da Seleção principal, nunca teve chances de jogar oficialmente pela tal Seleção Nacional A.

No fim de contas, conforme consta dos números conhecidos, em jogos da equipa principal do FC Porto, nos oito anos que Atraca esteve no FC Porto, disputou 170 jogos oficiais pela equipa principal, marcou 3 golos e venceu 5 Títulos (1 nacional, a Taça de Portugal, e 4 regionais da Associação de Futebol do Porto). Tendo por fim em 1969/70 voltado ao Farense, passando depois ao Odemirense, clube que representava quando em 1973 faleceu, vítima dum acidente de viação.

Armando Pinto

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