Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Efeméride da importante vitória do FC Porto no estádio do Benfica em janeiro de 1985 - com icónico golo de Gomes!

 

A 27 de janeiro, em 1985, o FC Porto foi vencer ao estádio da Luz para o campeonato de futebol da 1ª Divisão Nacional, algo que já não acontecia há alguns anos, dando redobradas expetativas para o título nacional que pairava no horizonte. Tanto que então 30 mil portistas foram em romaria acompanhar a equipa e assim protagonizaram uma das maiores deslocações de que há memória. Em cuja enchente os adeptos portistas coloriram de azul e branco o antigo Estádio da Luz, onde o FC Porto venceu por 1-0 com um cabeceamento certeiro de Fernando Gomes. Estava-se na primeira época da equipa portista sob o comando de Artur Jorge, e no terceiro ano da presidência de Pinto da Costa. Enquanto a mesma temporada futebolística ia a meio, mas bem encaminhada finalmente com o FC Porto no comando do campeonato.

Esse decisivo golo (que na imagem cimeira vemos Gomes a festejar e na seguinte acompanhado por Futre nos festejos), efusivamente saudado, foi marcado aos 70 minutos de jogo da importantíssima vitória do FC Porto em Lisboa, nesse encontro do Campeonato Nacional da época de 1984/85. Tendo sido nesse ‘clássico’ que o FC Porto de Artur Jorge embalou definitivamente para ser campeão, ao sair da Luz com 7 pontos de vantagem sobre o Benfica, para um título que o FC Porto conquistara pela última vez em 1978/79.

Esse golo icónico de Fernando Gomes, na vitória do FC Porto sobre o Benfica em 1985, teve impacto crucial para o domínio portista na década de 80, além de reforçar a veia goleadora de Fernando Gomes, que ao tempo já tinha 27 golos na conta pessoal e estava lançado para se consagrar novamente como o melhor marcador da Europa. Como no final do campeonato o eterno 9 do FC Porto recebeu a sua segunda Bota de Ouro. Tal como à época se destacava e o golo foi amplamente celebrado nas hostes portistas. Merecendo bem ter ficado guardado na memória portista, como se regista com imagens das duas páginas que foram dedicadas a esse jogo na revista “Foot”, que nesse tempo se publicava com sede em Lisboa.

Armando Pinto

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domingo, 25 de janeiro de 2026

Falecimento da avó materna de André Villas-Boas, presidente do FC Porto.

 

Faleceu este domingo, dia 25 de janeiro de 2026, a avó materna do Presidente do FC Porto.

Maria Eduarda Pina Cabral Moreira dos Santos tinha 99 anos. Nascida em 1926, estava perto de seu centenário, pois faria 100 anos dentro de três meses. Era a mãe de D. Teresa Maria de Pina Cabral e Silva, mãe de André Villas-Boas. 

Fica assim aqui uma homenagem a essa senhora, de cuja descendência veio ao mundo o atual Presidente do FC Porto, pessoa que é muito querida de quem gosta verdadeiramente do FC Porto. Aqui assim considerada a senhora D. Maria Eduarda, embora sem acrescentos biográficos por desconhecimento pessoal. Porque nas referências conhecidas sobre os laços familiares do Timoneiro do FC Porto tem sido mais aludido o lado paterno. Tanto que ainda há tempos aqui neste blogue de Memória Portista foi possível referenciar, num artigo, a bisavó paterna de André Villas-Boas, escritora e influente na sua fluência da língua inglesa. Contudo sobre o lado materno, além de seu avô Álvaro, que morreu muito novo, haver sido jornalista desportivo, inclusive com trabalhos na histórica revista Flama, na qual a sua filha e mais tarde mãe de André Villas-Boas chegou a ser capa da revista, apenas mais se sabe da  ligação da mesma sua mãe ao ramo comercial de diversas lojas na cidade do Porto. O que leva a notar que está a faltar já uma obra literária que inclua mais pormenores também familiares do Presidente Portista que tem conseguido salvar o FC Porto.

Ao presidente do FC Porto e à sua família enlutada, o autor deste blogue apresenta as mais sentidas condolências, com um abraço solidário ao meu amigo Presidente.

Armando Pinto

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Bilhete de memórias do último jogo no estádio das Antas...

  

Sábado, 24 de janeiro de 2004 - dia do último jogo no Estádio das Antas: F. C. Porto, 2 - Estrela da Amadora, 0.

Então, a 24 de janeiro, em 2004, o Estádio das Antas abriu portas uma última vez, na noite fria desse sábado de tempo ainda de cantares das Janeiras, para os presentes verem in loco o FC Porto a jogar e a ganhar. Já de malas aviadas para o Dragão, os azuis e brancos receberam o Estrela da Amadora na 19.ª jornada desse campeonato em que o FC Porto acabaria campeão. Tendo na despedida do mítico estádio os jogadores portistas vencido a equipa do Estela da Amadora por 2-0, com um bis de Benny McCarthy, marcados no derradeiro quarto de hora da primeira parte. Seguindo-se uma segunda parte também fria dentro do campo, como que sentindo todos já certa nostalgia pelo encerramento desse enternecedor local de tantas memórias.

Já com o estádio do Dragão ali à beira, o estádio das Antas teve então ainda um último fôlego. Depois de inaugurado o novo estádio, a 16 de novembro de 2003, mas com seu relvado ainda não consolidado, estando deveras solto e como tal sem condições para receber jogos oficiais, continuou durante mais algum tempo o velhinho estádio das Antas a ser o local da realização de mais alguns jogos da equipa principal de futebol do FC Porto. Até que, finalmente, a 24 de janeiro de 2004, pela noite desse sábado, se realizou  o último jogo no Estádio das Antas. Cujo desfecho ficou assim para a história, na conta da vitória do F C Porto por 2 - 0 sobre o Estrela da Amadora, a contar para o Campeonato Nacional da Liga Portuguesa de 2003/2004.


Ora, na passagem de mais esta efeméride, recorda-se o facto com imagem do bilhete com que nessa fria noite lá estive, em tal jogo resolvido através de dois golos de McCarthy. Sendo esse então o acontecimento de despedida das Antas, e também do regresso de Sérgio Conceição como jogador, que depois se revelaria já pouco produtivo, alinhando apenas como reforço em jogos das provas nacionais. Entre factos que ficaram como lembranças dessa noite de despedida, em que também houve estreia do cântico dos Superdragões de incentivo a que os nossos jogadores joguem por nós.

Armando Pinto

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Revista MUNDO AZUL e mais uma das histórias das modalidades na revista do Conselho Cultural do FC Porto...

 

Entre as diversas publicações oficiais do FC Porto ao longo dos anos, de jornais e revistas do clube dragão, além dos primeiros boletins, do seguinte jornal O Porto, duradouro desde 1949 até 1986, e da sucessora revista Dragões, existente desde 1985 e que ainda se mantém, teve papel interessante e importante na vivência portista a revista “Mundo Azul”. Revista esta com chancela do Conselho Cultural do clube, publicada de 2009 até 2010, em quinze números mensais, mais um especial, totalizando a sua coleção 16 revistas publicadas, apenas, por entretanto ter sido extinta.

Ora, a revista Mundo Azul existiu então enquanto esteve à frente do Conselho Cultural do FC Porto a então Diretora D. Filomena Morais, desempenhando um papel atrativo extensivo ao que então ia tendo a revista Dragões, ao tempo, a pontos de logo a revista "Mundo Azul" ter cativado as atenções pelos atributos que demonstrava, como charneira do portismo de interesse pela história portista. Quão passou a incluir artigos de memórias sobre a história clubista, levando a que a então Diretora da revista houvesse procurado esse acrescento às publicações do clube. Daí tivessem passado a ter lugar na mesma revista mensal, de teor cultural portista, também artigos sobre histórias das modalidades e de personagens da vida azul e branca. E para o efeito foram publicadas algumas crónicas minhas, por então a D. Filomena, Diretora da revista e do Conselho Cultural, ter tido conhecimento do que eu ia escrevendo e publicando no meu primeiro blogue (anterior a este atual, entretanto desaparecido da Internet esse antigo, por ter sido atacado e eliminado por adversários… nesse mundo virtual). Tendo depois, surpreendentemente, a revista “Mundo Azul” deixado de ser publicada quando a mesma segunda esposa de Pinto da Costa saiu das suas funções. A pontos que eu, que recebia a revista por correio quando saía cada seu número, todos os meses, nem cheguei a receber a última, por sua publicação haver coincidido com a ocorrência que motivou o desenlace… A ponto de nem ter chegado a ver o último artigo com meu nome publicado na mesma revista. (Que foi quase só distribuída na cidade do Porto, não tendo chegado às Casas do FC Porto, como as outras, segundo alguns testemunhos).

Pois um destes dias, através de um amigo, tive conhecimento finalmente desse artigo, ao mesmo tempo que outro amigo se prontificou a tentar encontrar-me essa revista para eu completar a coleção. (Amigos cujos nomes não refiro, apenas para evitar que sejam incomodados com idênticos pedidos de outras origens, claro.)

Assim sendo, tal como na revista foram publicados artigos sobre figuras do Clube, como também mesmo sobre blogues da blogosfera portista e sobretudo das modalidades, nas suas páginas ficaram então artigos (alguns dos quais de permeio já transpostos também neste blogue) referentes às histórias do Hóquei em patins, Ciclismo, Basquetebol, Atletismo, Andebol. E, por último, o tal mais recente, também da Pesca. E mais não foi possível, dentro da ideia que havia, por a revista ter acabado. Havendo então a última crónica historiadora sido sobre a Secção da Pesca Desportiva do FC Porto, que aqui se repesca, assim…

Armando Pinto

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Importante vitória portista em Guimarães rumo à reconquista do Título Nacional - tal como em 1978 - quando se recorda o começo há 2 anos da recuperação do FC Porto!

 

O FC Porto começou bem a 2.ª Volta do Campeonato da 1.ª Liga em 2026 ao vencer o Vitória de Guimarães na casa dos chamados “conquistadores”, como são conhecidos os representantes da terra do lendário nascimento de D. Afonso Henriques e historicamente onde nasceu Portugal. Conquistando uma sofrida mas saborosa vitória os futebolistas do FC Porto, como representantes da cidade que deu nome a Portugal e dos guerreiros que ajudaram o nosso primeiro rei a conquistar Lisboa aos mouros.

Dá-se assim, com esta importante vitória, em casa da equipa ainda recém-vencedora da Taça da Liga, um importante passo da caminhada rumo ao título nacional que se deseja reconquistar, depois de alguns anos entretanto já passados de espera. Tal como em 1978, quando o FC Porto também foi vencer a Guimarães, igualmente por 1-0 a favor. Estando há longa espera pelo título. Jogo inesquecível, esse, em que estive presente (expondo na primeira pessoa, o autor destas lembranças), apertado entre a grande mole humana de assistentes, como à época acontecia com vendas de bilhetes muito superior à lotação dos recintos, e lá no estádio municipal de Guimarães (como se chamava oficialmente, então) esteve grande falange de adeptos portistas, com todo o mundo em pé. Jogo do qual, além da memória dessa grande alegria, guardei o bilhete - rasgado pelo porteiro à entrada, como era uso nesse tempo. Com anotações pessoais no verso, que registam a situação do momento.


Agora, este domingo 18 de janeiro de 2026, a vitória do FC Porto tem também sua história, como é bem do conhecimento público. Com a curiosidade de ter acontecido um dia depois da passagem de 2 anos da apresentação pública da candidatura de André Villas-Boas às eleições para a presidência do FC Porto. Momento, afinal, do começo da reconquista do FC Porto, como se sabe. E de cujo evento também tenho guardado e bem estimado o meu bilhete desse acontecimento.


Ocorrências felizes com ligação afetivamente histórica e de associação pessoal e clubística!

Armando Pinto

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sábado, 17 de janeiro de 2026

Esforço heroico de Martim Fernandes no exemplo de João Pinto e Acúrcio!

No já inesquecível jogo Porto-Benfica da marcante noite do dia 14 de janeiro de 2026, em que o FC Porto eliminou o Benfica da Taça de Portugal desta época futebolística de 2025/2026, derrotando a sobranceria e arrogância de Rui Costa & Mourinho, ficou para a história também o facto do portista Martim Fernandes ter jogado com o nariz partido quase até ao fim do jogo. Numa boa prova de profissionalismo, mas sobretudo de alma portista e superação do jovem que teve seu sangue a cair sobre a camisola, a pontos de ter mudado várias vezes de camisola… a sua, do FC Porto.

O jovem defesa lateral-direito logo nos momentos iniciais do jogo sofreu forte choque com o benfiquista Lopes Cabral, resultando que ele, o jogador do FC Porto, fraturou o nariz, sangrando abundantemente. Contudo, após ter recebido assistência da equipa médica dos Dragões, em pleno relvado durante cerca duns cinco minutos, Martim decidiu prosseguir em campo. Sendo depois necessário trocar de camisola por diversas vezes, levando à ação rápida do roupeiro Jardel, sempre atento às situações e com camisolas prontas para as necessárias mudanças.

O caso levou até que após a partida e através das redes sociais, foi pelos meios informáticos do FC Porto destacada a resiliência do jogador de 19 anos: «Quando é pelo FC Porto, um nariz partido não passa de um mero detalhe.»

Com efeito, Martim Fernandes foi o herói mais recente do futebol do FC Porto, ao ter jogado grande parte do jogo entre o FC Porto e o SL Benfica com o nariz partido, tendo-se mantido em campo até perto do final do encontro, sendo substituído apenas na reta final por Alberto Costa. Na sequência do choque e consequente fratura, Martim Fernandes foi obrigado a trocar de camisola pela primeira vez ao reentrar em jogo, seguindo-se, ao longo da primeira parte, ter utilizado um total de quatro camisolas diferentes, devido às sucessivas manchas de sangue, pois voltou a mudar de equipamento ao minuto 26 e novamente aos 40 minutos, aproveitando uma interrupção do jogo.

Ora, o caso de Martim Fernandes fez avivar um anterior exemplo do João Pinto, o capitão portista de Viena que, ainda tempos antes de se ter tornado o lendário capitão do FC Porto, jogou com um dedo do pé partido, num dos episódios mais icónicos da sua carreira, tendo feito um buraco na chuteira para aguentar a dor e pintar a meia de preto para disfarçar, mostrando uma enorme superação e dedicação ao clube. Como ele próprio já contou e é um facto conhecido das histórias significativas do futebol portista.

Assim sendo, na pertinência do ocorrido no Porto-Benfica que fez o Estádio do Dragão viver uma grande noite de gala, o exemplo de João Pinto foi lembrado e bem.

Mas, além desses casos, também houve um outro anterior, que por ser mais antigo não tem sido tão lembrado. Tal o que se passou em 1958 quando o guarda-redes Acúrcio jogou com um braço partido num jogo em casa do Belenenses, curiosamente no mesmo jogo em que antes havia marcado um golo de baliza a baliza.

Efetivamente, a 23 de março de 1958 o guarda-redes Acúrcio, então titular da baliza do FC Porto, fez história como primeiro guarda-redes de futebol a marcar um golo em provas oficiais em Portugal.  Ganhando aí estatuto de protagonista mais saliente e por mais que uma razão.

Pois então: «Acúrcio assumiu-se como a grande figura do FC Porto na vitória sobre o Belenenses, por 3-1, no Estádio do Restelo. O guarda-redes marcou um golo de baliza a baliza e ainda aguentou uns bons minutos entre os postes com o braço partido, pois na altura não havia substituições.» (Só meses depois daí começou a haver guarda-redes suplente com lugar no banco, para essa eventualidade de lesão do titular, única substituição que foi permitida ainda durante mais alguns anos). E, dessa vez, ainda, em vez de ir para a baliza um outro colega de equipa, enquanto a própria equipa ficaria com menos um, ele aguentou entre os postes até ao fim. 

= A equipa do FC Porto que na época  de 1957/58 alinhou no jogo do Restelo celebrizado pelo golo de baliza a baliza e pela célebre lesão de Acúrcio. Campeonato Nacional da 1ª Divisão da Época 1957/1958, à 26ª última jornada, a 23/03/1958. Estádio do Restelo, CF Os Belenenses, 1 - FC Porto, 3. Golos do FC Porto obtidos por Acúrcio (no remate de baliza a baliza), Pedroto e Mário Paz (em autogolo, ao tentar anular  lance enviado com um enviesado efeito dado à bola por Osvaldo), sendo o golo do Belenenses através de Vicente Lucas. Na foto da pose: em cima e da esquerda para a direita - José Pedroto, Barbosa, Miguel Arcanjo, Ângelo Sarmento, Virgílio Mendes e Acúrcio; em baixo, pela mesma ordem - Carlos Duarte, Gastão, Jaburu, Osvaldo Silva e Hernâni. 

Com exemplos destes, assim, desde o nariz, passando pelo braço e indo até ao dedo do pé, é de corpo inteiro a mística portista.

Armando Pinto
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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Entrevista de Almeida no Porto Canal e a renovação de Farioli - em fim de semana recheado com motivos de regozijo portista!

Foi um bom fim de semana o passado após a quadra natalícia, com o presente colocado no sapatinho da afeição portista, perante a renovação acontecida com o nosso treinador Farioli. Prestando-se o Presidente André Villas-Boas a chegar, não duma chaminé mas numa escadaria icónica, com a continuidade do contrato para o nosso Francesco (nome italiano como o de S. Francisco de Assis, neste Ano Jubilar Franciscano de celebração dos 800 anos da sua morte). Sendo oficializado publicamente o alargamento da continuidade de Francesco Farioli, realizado no espaço da Biblioteca Lello, ex-líbris da cidade portuense, prestes a ter classificação de monumento nacional. Em cuja envolvência dos livros desse sítio emblemático, da cultura da própria cidade Invicta e do país, o sentimento subjacente teve por cenário também alguns volumes associados da cultura portista, como o livro A PELE DO DRAGÃO e A REPÚBLICA DO DRAGÃO. Ao início da semana em que a mesma livraria celebra 120 anos e o FC Porto cada vez faz mais prevalecer a união do clube com a cidade de seu nome. Enquanto no universo do FC Porto a eterna mística portista passou pela difusão no canal televisivo do Clube, de uma entrevista de Almeida no Porto Canal. Juntando tudo isso a diversos bons resultados das diversas modalidades portistas.

Tudo na renovação de Francesco Farioli pelo FC Porto, anunciada publicamente este domingo, dia 11, foi pensado e concretizado ao pormenor. Desde o símbolo presente na camisola entregue ao treinador, até aos livros escolhidos para aparecerem nas fotografias, nada foi ao acaso. De modo que se sente e bem a atual gerência, a fazer render os talentos da marca clubista, dos dotes das possibilidades do grande clube Dragão. Entre cujos livros, por exemplo, além d’ "A Pele do Dragão" e d’ "A República do Dragão", até o "Livro do Desassossego" foi sugestivamente colocado, entre alguns dos escolhidos.

Ora, voltando ao princípio, começou pois muito bem este período sem futebol ao mais alto nível no interesse portista, já que a equipa principal do futebol do FC Porto não jogou, voltando-se as atenções para a entrevista com o antigo defesa Almeida que passou no Porto Canal, primeiro no sábado e depois no domingo.

E como no domingo já houve futebol através da equipa B, além das equipas das categorias de formação e do futebol feminino, mais as das modalidades do atual ecletismo portista, enquanto sobressaiu a vitória do FC Porto B sobre o Sporting B, houve oportunidade de passar no televisivo canal portista a entrevista com o antigo defesa-central João Almeida, ainda sobrevivente da equipa que em 1964 obteve a primeira vitória do futebol portista em jogos oficiais das competições europeias e um dos vencedores da Taça de Portugal de 1968. 


Isso em mais uma conversa de memórias com a excelente condução de Rui Cerqueira, a que assistiu por trás das câmaras o filho do entrevistado, o amigo José Luís Almeida que acompanhou o pai. Tudo num documentário televisivo, afinal, que ficará a fazer história. E que aqui se regista, louvando o que de bom é feito em prol da alma portista.




Almeida foi do tempo em que o FC Porto ia tendo adeptos fieis, apesar dos poucos títulos conseguidos no futebol pelos anos 60, mas mesmo não tantos simpatizantes como podia ter, por alguma inoperância promocional; a pontos de, comparativamente com os rivais, o FC Porto nesse tempo apenas ter tido o jornal O Porto, enquanto Sporting e Benfica se multiplicavam em revistas e livros, além de um jornal sempre mantido, entre outras ações divulgativas. Algo que nem mudou muito entretanto, ao longo dos anos, pelos lados das Antas, apesar da criação da revista Dragões, embora com o desaparecimento do jornal O Porto e a curta existência da revista Mundo Azul. Até que nos tempos que correm as ações públicas estão a ser muito bem conseguidas, desde toda a envolvência que está a fazer crescer a massa associativa, até à concretização de boas ideias, como se viu com a apresentação da renovação do contrato com o Treinador do FC Porto. Agora tudo com outra dinâmica, diferente de tempos idos, em que se dizia que dava Deus as nozes a quem não tinha dentes. Mas agora já há dentes, venham mais nozes!

Armando Pinto

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