Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Lembrando… de vez em quando… Entre antigos galardões do FC Porto: «Prémio Dr. Canto Moniz» ganho pelo andebolista-estudante universitário Leandro Massada - em 1975 !

 

Já em tempo de novos ares derivados do 25 de Abril, com o desporto português a arfar nova respiração e o FC Porto a começar a tornar-se um clube de maior dimensão, foi o ambiente portista despertado com a criação de 3 prémios de louvor para atletas das modalidades do ecletismo do Clube. Prémios esses com nomes de figuras relevantes da vida do clube ao longo dos tempos, nos campos relacionados com a motivação a ser premiada. Como eram e foram os “Prémio Dr. Ângelo César”, destinado a distinguir o atleta-amador que mais se tenha distinguido ao tempo no binómio estudo-desporto (atribuído a José Estrela, do Atletismo); o “Prémio Mérito Desportivo Lopes Martins” para o atleta-amador, trabalhador ou estudante, que se houvesse distinguido ao serviço do FC Porto (atribuído a Paula Santana, da Natação); e o “Prémio Dr. Canto Moniz” para o atleta que mais se tenha distinguido nos estudos - este atribuído a JOSÉ LEANDRO, o Leandro do Andebol. Sendo esta distinção, com significativo nome desse antigo médico que primeiro foi atleta-nadador e depois esteve como Presidente da Comissão Administrativa do FC Porto que em 1936 tomou conta da Direção do FC Porto até eleições seguintes, salvando o Clube nesse período de crise.

Pois então, passada a ocasião da entrega dos referidos prémios, em dezembro de 1975, foi a propósito o atleta Leandro entrevistado no jornal O Porto, já em 1976, contando sua história andebolística até esse tempo, em que fazia furor com a bola de andebol e com os livros, experiências e práticas do curso de medicina - esse então jovem que mais tarde se veio a tornar no médico Doutor Leandro Massada, incluindo ter integrado o departamento médico do FC Porto. Um grande portista há tempos entrevistado também no Porto Canal, numa entrevista que neste blogue foi e está referenciada como das melhores entradas por olhos e ouvidos aqui do autor destas lembranças. Agora recordado, aqui novamente, com esta curiosa e sintomática entrevista escrita, de 1976, na calha da recordação desse prémio portista, no âmbito do movimento para o crescimento associativo, da então "Campanha dos 70.000 sócios" (em que ele era um dos atletas considerados do que é Ser Portista.




Armando Pinto

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Nota: Para se rever o artigo sobre a entrevista do Dr. Leandro Massada ao Porto Canal, em 2022, clicar em

https://memoriaporto.blogspot.com/2022/10/dr-leandro-massada-historico.html

AP

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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Lembrando… De vez em quando… o TROFÉU PAVÃO recebido por TIBI - em 1981!


Entre antigos galardões Portistas existiu em tempos o Troféu Pavão, de homenagem a esse futebolista histórico que morreu em campo com a camisola do FC Porto vestida. Troféu esse que coexistiu então com o galardão máximo do clube, troféu Pinga, de reconhecimento aos melhores atletas de todas as modalidades. Sendo o Troféu Pavão apenas para premiar em cada temporada o mais votado do futebol sénior, numa atribuição clubista.

A correspondente taça ostenta figuração alusiva, com nome de Troféu Pavão. Num galardão de homenagem ao simbolismo de Pavão no mundo portista, que depois disso ficou na antiga Sala-museu Afonso Pinto de Magalhães, na antiga sede social, na ao tempo chamada Praça do Município, e mais tarde na Sala-Museu do Estádio das Antas, aquando da transferência da sede. Consta da coleção de cromos comemorativa do "Centenário do FC Porto – 1893-1993".

Desse Troféu Pavão, criado no mandato presidencial do Dr. Américo Sá, após a morte de Pavão (e que só durou durante a mesma presidência), um original ficou então no Museu do FC Porto e outros similares foram sendo entregues aos vencedores. Promovido que era pelo jornal O Porto e que, através de pontuação atribuída pelos cronistas do jornal aos jogadores da equipa principal do futebol portista, na crónica de cada jogo, era eleito o melhor futebolista da equipa durante a respetiva época. Tendo, entre os vencedores, o guarda-redes Tibi sido vencedor em 1975/76, antes de sua saída temporária em 1977.

Ora como Tibi esteve ausente do plantel do FC Porto alguns anos, em período temporário enquanto esteve emprestado a outras equipas onde atuou então, foi após o seu regresso, por sinal em grande pois recuperou a titularidade em 1980/81, que em 1981 recebeu finalmente o seu Trofeu Pavão. Numa oportunidade festiva dentro do período comemorativo do 32.º aniversário do jornal O Porto - como se recorda por reportagem coeva, a assinalar o facto.

Armando Pinto

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segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Falecimento do “Dragão de Ouro” Eng.º Nuno Cardoso - Presidente da Câmara Municipal do Porto do tempo do planeamento do Estádio do Dragão

Faleceu Nuno Cardoso, presidente da Câmara Municipal do Porto entre 1999 a 2002, e um histórico personagem na História portuense e portista.

Notícia chegada a público na manhã desta segunda-feira, dia 7 de setembro. Tendo logo o FC Porto se manifestado solidário com os familiares e amigos de Nuno Cardoso:

«O FC Porto manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento de Nuno Cardoso, antigo Presidente da Câmara Municipal do Porto.

Figura marcante da vida política e cívica da cidade, Nuno Cardoso manteve ao longo de décadas uma intervenção empenhada em causas que entendia servirem o Porto e os seus cidadãos. A sua ligação à cidade foi constante, intensa e reconhecida por todos quantos com ele privaram.

Portista convicto e adepto fervoroso do FC Porto, acompanhou sempre o Clube com paixão e sentido de pertença.

Neste momento de dor, o FC Porto endereça as mais sentidas condolências à família, aos amigos e a todos os que partilharam o seu percurso pessoal, político e cívico.»

Ora, além da parte institucional, há a memória que perdura de ter ficado ligado ao início do processo da aprovação do Pano de Pormenor das Antas e consequente desenvolvimento do planeamento que levaria à construção do Estádio do Dragão, enquanto esteve à frente da Câmara Municipal do Porto. 

Visto isso, Nuno Cardoso faz parte da História também do FC Porto. Como se pode recordar deitando olhos a parte do que foi publicado na coleção de livros “Dragão Ano 111”, do jornal O Comércio do Porto, por Alfredo Barbosa, que em seu volume 8 descreve isso:


Depois, quando o Município do Porto passou a ser presidido por Rui Rio e houve tentativa de impedir a construção do novo estádio do FC Porto, Nuno Cardoso esteve na primeira fila da luta que levaria à conclusão da edificação em causa.

De permeio, também no livro produto oficial FCP, “FCPORTO figuras&factos 1893-2005”, de J. Tamagnini Barbosa e Manuel Dias, ficou registado algo de sua ligação ao FC Porto, incluindo ter sido galardoado com o Dragão de Ouro.

Entretanto, na imprensa diária é referido seu currículo resumido:

«Engenheiro de profissão, tinha 64 anos e faleceu após doença prolongada, segundo fontes próximas do antigo autarca do Porto.

Nuno Magalhães da Silva Cardoso, nascido no Peso da Régua, a 31 de outubro de 1961, chegou à política em 1990, como assessor do então presidente da Câmara Municipal do Porto (CMP) Fernando Gomes. Foi responsável pela estratégia de transportes para a cidade, sendo associado à concepção da rede do Metro do Porto.

Com a saída de Fernando Gomes para o Governo, Nuno Cardoso assumiu a presidência da CMP, entre 1999 e 2002. 

Nuno Cardoso licenciou-se em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto em 1985, tornando-se depois professor assistente de Planeamento e Território. Paralelamente, fez carreira como investigador na área dos transportes e das acessibilidades.


Ainda recentemente havia sido distingido, em julho deste ano de 2026, com a Medalha de Honra Municipal, pela Câmara Municipal do Porto. 

Armando Pinto

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Efeméride da estreia (em jogo particular) de Pedroto com a camisola do FC Porto - em 1952

 

Em 1952, na tarde do domingo 7 de setembro, em jogo não oficial, estreava-se como sénior pelo Futebol Clube do Porto o então jovem jogador José Maria Pedroto, que ainda pouco tempo antes tinha ingressado na equipa de futebol portista. Tendo esse então atleta de 23 anos jogado pela primeira vez pelo FC Porto na homenagem a Francisco Ferreira do Benfica, no Estádio Nacional. Embora em jogo particular. Na ocasião em que o FC Porto se associou à festa de despedida desse antigo jogador benfiquista, por sinal um futebolista que se havia formado no FC Porto, e depois de se ter tornado conhecido no campo da Constituição, onde seu pai foi até guarda do campo como funcionário do clube azul e branco, trocara o clube inicial pelo rival Benfica, por querer ir para Lisboa e no Benfica se ter tornado internacional. Ficando esse dia 7 de setembro de 1952 marcado pela estreia de Pedroto na equipa principal do FC Porto, sendo ele, ao tempo, o jogador mais caro do futebol português - como se pode rever pelo que ficou registado no pequeno livro que lhe foi dedicado na “Colecção Ídolos do Desporto”.


Após essa estreia particular, a sua estreia oficial teria lugar ainda no mesmo mês, a 28 de setembro, em jogo que o FC Porto foi vencer a Guimarães por 1-0, para o Campeonato Nacional de 1952/53. Depois disso Pedroto iria tornar-se um dos mais icónicos jogadores nacionais, tendo no FC Porto, além de em 179 jogos oficiais pela equipa principal ter marcado 33 golos (sem contar jogos pela equipa de Reservas/Equipa B, mais encontros particulares), haver também participado nas conquistas de dois Campeonatos Nacionais e de duas Taças de Portugal, até por fim como treinador do FC Porto ter conquistado mais dois Campeonatos e três Taças de Portugal, enquanto foi historicamente o Mestre dos treinadores do Clube e do país.

A propósito, recorde-se a aquisição de Pedroto, em

https://memoriaporto.blogspot.com/2021/08/efemeride-sempre-recordada-aquisicao-de.html

Armando Pinto

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domingo, 6 de setembro de 2026

Lembrando… de vez em quando… Uma das existências edificadas da antiga Cidadela Desportiva das Antas: o Pavilhão Aranhiço, do Ténis de Mesa…

 

Costuma-se dizer que o progresso quantas vezes se não compadece com existências afetivas e de grande utilidade de serviços, mas não se pode deixar esquecer que existiram diversas de tais existências físicas, que não resistiram ao camartelo para novas realidades surgidas. Como foi, no caso da existência da antiga Cidadela Desportivas das Antas, os diversos pavilhões que ali estiveram ao serviço da Juventude e Desporto do FC Porto, como constava em grandes letras identificativas sobre a entrada, encimando o pórtico da portaria exterior. Em cuja área, além do Estádio das Antas e do Campo n.º 2 de Treinos de futebol, havia o Pavilhão de Treinos das Modalidades (Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães); a Piscina de 25 metros, com tanque de aprendizagem também; o Pavilhão Gimnodesportivo das Antas (Pavilhão Américo de Sá); mais abaixo o Campo de futebol pelado, em terra batida; e ao lado do Gimnodesportivo havia o Pavilhão Aranhiço, do Ténis (que se via do campo de treinos n.º 2, ao lado do pavilhão de jogos); e ainda o Pavilhão do Bingo; enquanto do outro lado do campo n.º 2 e por baixo da arquibancada do estádio estava implantada a Sala-Museu Afonso Pinto de Magalhães e mais em baixo havia o Ginásio, espaço da Ginástica; e do outro lado os Campos números 3 e 4 de treinos de futebol. Enquanto ao cimo havia as bilheteiras e mais em frente de tudo funcionava a Sede social no grande edifício azulado, construído para esse efeito, em substituição da antiga sede do centro da cidade.  Depois aquando da construção do estádio do Dragão desapareceu quase tudo e no que restou houve modificações conhecidas. Obviamente pelo que resultou o estádio atual dá outra grande dignidade à vista do Clube, mesmo tendo sido perdido tanto espaço edificado, mas o que existiu não pode ficar no olvido da penumbra dos tempos.

Algumas dessas construções são por vezes lembradas, mas outras nem tanto ou quase nada. De modo que a história não se pode esquecer, e como tal aqui fica uma dessas lembranças sempre precisas.

Ora, assim sendo, dessas antigas existências, dá-se vez aqui e agora para recordar o Pavilhão Aranhiço, deitando olhos a uma publicação alusiva saída a público no jornal O Porto em 1976.

 Armando Pinto

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Evocando… Começo da era da recuperação do título de Campeão de futebol maior - em 1977!

 

Estavam as folhas da natureza de verão a começar a amarelecer com a aproximação do outono, à chegada de SETEMBRO, quando, em 1977, teve início o Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de futebol, dando-se aí o começo do campeonato que finalmente seria conquistado pelo FC Porto ao cabo de longos anos de espera. Era pois o início do fim do jejum que então durava há 18 anos e teria fim depois no final da prova, já quando perfazia 19 anos, bem compensados com a grande alegria acontecida nas hostes portistas.

Curiosamente, esse jogo ocorria, a 4 de setembro, data em que na época anterior também começara em 1976 o Campeonato de 1976/77, então com vitória similar por 3-0, mas sobre o Portimonenses, nessa época que foi realmente a de início do fim dos jejuns. Pois em 1977 o FC Porto voltou a vencer a Taça de Portugal, nove anos depois da anterior da célebre final de 1968. E em 1977, a 4 de setembro, o FC Porto repetiu a vitória e o resultado no princípio de novo campeonato, então por 3-0 sobre o Vitória de Setúbal, na continuação dessa boa fase, que seria triunfante com a conquista do título de Campeão Nacional de 1977/78.

Com efeito, a 4 de setembro de 1977, o FC Porto iniciou o Campeonato nas Antas com o objetivo de quebrar um jejum que durava desde 1959. Sonho acalentado pelo universo portista e que, por exemplo, ao autor destas linhas, dava sensação de estar muito próximo por sinais que se iam acumulando. Quão a mim (expondo na primeira pessoa) essas ocorrências foram sendo marcantes na memória, tendo o campeonato começado no dia em que eu tive de acompanhar o jogo por informações, visto estar num casamento de pessoas amigas, sabendo a evolução do resultado numa daquelas bodas de casamentos à antiga portuguesa com mesas postas ao ar livre, sob fresca temperatura de ambiente sentido debaixo de ramadas de videiras. Pouco antes e no mesmo mês em que se deu o meu casamento, com muita mistura de sensações, preocupações e alegrias que se foram sucedendo.

Ora, a vitória por 3-0 frente ao Vitória de Setúbal, a 4 de setembro de 1977, com a equipa portista a jogar de camisola branca e calção azul, como era o equipamento alternativo desse tempo, foi então materializada com um golo de Oliveira e dois de Gomes. Como se revê por imagens constantes de revistas publicadas ao tempo, alusivas ao título de 77/78, ilustrando essa entrada com o pé direito no Campeonato inesquecível de 1977/1978 - conquistado um mês antes do nascimento do meu primeiro rebento, de meu filho que assim já nasceu campeão!

= Os autores dos golos do início do Campeonato Nacional. E depois no final do mesmo Campeonato distinguidos com os prémios de melhor jogador e melhor goleador, respetivamente.

Armando Pinto

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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Efeméride do jogo do Título Nacional de futebol de 1978/79 logo à 2.ª Jornada !

Em 1978 o dia 3 de setembro foi num domingo, por sinal um dia santo bem soalheiro, entrado pela tarde dentro com horas de calor no Estádio das Antas. Disputando-se então para a 2.ª Jornada do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de 1978/79 o jogo FC Porto-Benfica, que servia de tira-teimas da época anterior e acicatava desejos de vitória que desse vez para vantagem assumida. O FC Porto era o campeão em título, mas o Benfica chegava às Antas depois de terminar a campanha anterior sem qualquer derrota, numa situação contrariada pelo FC Porto que foi o Campeão Nacional por melhor diferença de golos entre eles. Tendo nesse dia, ao segundo jogo do começo de novo campeonato, o FC Porto dos comandados de José Maria Pedroto confirmado a superioridade em campo. 

Havia passado pouco tempo ainda desde a obtenção do título tão esperado de Campeão Nacional, conseguido em junho de 1978. Então obtido pelo FC Porto, passados tantos anos desde o anterior de 1959. Campeonato esse ganho pelo FC Porto, após despique acirrado com o Benfica, incluindo empates nos dois confrontos entre a equipa azul e branca e a encarnada do clube rival de Lisboa. Tendo porém ficado um sabor algo insosso com o empate verificado nas Antas, no jogo decisivo a duas jornadas do fim da prova, embora esse empate verificado houvesse bastado, contudo como algo incompleto perante a sensação de injustiça por o golo deles ter sido num infeliz autogolo, ao passo que a equipa portista dominou o jogo todo, com os benfiquistas remetidos a porfiada defesa, tendo apenas sido possível ao FC Porto empatar, com o célebre golo de Ademir a escassos minutos do final do prélio. Então, volvidos poucos meses, ao início da época seguinte voltaram a defrontar-se FC Porto e Benfica nas Antas, logo à 2.ª jornada desse Campeonato, e aí o FC Porto venceu e convenceu, saindo vitorioso através de um golão de Costa, o extremo esquerdo José Costa que o FC Porto adquirira, vindo da Académica. E que assim começou logo a faturar…! Como se pode recordar por foto (na imagem de cima) que registou em instantâneo os festejos respetivos, conforme foi publicado no jornal Equipa.

Jogo esse que, no fim de contas, no final da prova, se revelaria decisivo e foi então o jogo do título, por antecipação!

= Costa, o autor do golo!

Ora isso foi a 3 de setembro de 1978, em tarde solheira dum domingo de transição do verão para o outono. Quando o FC Porto, Campeão Nacional em título, defrontava um Benfica que, apesar de ter ficado no segundo posto na época anterior, não havia perdido qualquer encontro desse campeonato anterior. As boas indicações deixadas pelos treinos azuis e brancos e os “mind games” de Pedroto, que revelou um onze falso antes do jogo e entrou em campo com surpresas (metendo de início Adelino Teixeira e mudando de posições outros jogadores, por exemplo), conjugaram-se numa exibição arrebatadora dos Dragões e numa vitória por uma bola a zero. Costa, recém-chegado da Académica, marcou o único golo. Algo que, depois, por no final o FC Porto ter ficado com mais 1 ponto de vantagem sobre o Benfica (quando as vitórias por jogo valiam 2 pontos, ainda) se revelaria ter sido de abertura, afinal, do caminho para título do bicampeonato, que se seguiu à chegada do verão de 1979.

Desse inesquecível golo pode-se recordar tal feito através de coluna inserta no livro que foi dedicado ao Costa na coleção Ídolos. Do qual se juntam imagens da capa e da página alusiva a esse “golão”.


Armando Pinto

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