Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Centenário do “Homem da bandeira grande do FC Porto” - o grande Portista Manuel Pina. Homenagem no dia em que faria 100 anos. No mesmo dia da efeméride do funeral de Pedroto, que ele também homenageou com sua bandeira em vida de ambos…

 

Para quem segue e conhece a História do FC Porto, há muito que foi figura pública do mundo azul e branco o grande portista senhor Manuel Pina, nos anos 50 e 60, pelo menos, conhecido por “o homem da bandeira”, e por vezes também referido por homem da bandeira grande e da bandeira gigante, do FC Porto. Célebre adepto portista que ficou célebre por ter abrilhantado grandes tardes de futebol e sobretudo grandes vitórias do FC Porto com sua grande bandeira, como ficou na memória fotográfica a presença com sua grandiosa bandeira na conquista da Taça de Portugal de 1958, nos festejos do título nacional de 1959 e na homenagem a Pedroto, aquando da entrega das faixas dos campeões, mesmo nalguns festivais das festas de aniversários do Clube, etc.. etc. E na final da Taça de Portugal de 1968 ganha pelo FC Porto, depois de anos de espera. Sendo tudo isso em tempos que os adeptos empunhavam apenas umas pequenas bandeirinhas ou nem isso, e ele aparecia com uma muito grande desfraldada.

Ora, se fosse vivo o sr. Manuel Pina faria nesta data 100 anos. Natural do centro do país, do concelho de Vale de Cambra (o mesmo onde mais tarde nasceu Rui Filipe) foi viver para a área de Lisboa por motivos profissionais, onde viveu até meio da década dos anos 60. Mas sempre acompanhando o FC Porto para todo o lado, quando lhe era possível, com sua grande bandeira. Quando o FC Porto jogava no sul do país era certo e sabido que aparecia com sua bandeira gigante. Quando o FC Porto atuava mais para Norte ou jogava em casa, Manuel Pina vinha de lá rumo ao Porto, apanhando boleias, normalmente com mudança em Oliveira de Azeméis. E no Porto como os jogos eram ao domingo de tarde, ele depois ficava numa casa de pessoa com quem entretanto fizera amizade e o deixava dormir no sótão. Numa trabalheira e até azáfama a que ele se sujeitava por amor ao Clube.

Em Lisboa foi empregado de mesa da Messe dos Oficiais da Academia Militar. Aí teve amigos como o General Júlio Manuel Pereira, bem como o Deputado Albino dos Reis. E estabilizou sua vida, casou e constituiu família, completada depois com o nascimento de seu filho. 



E nos arredores de Lisboa, no Cacém-Sintra, viveram depois, até 1966.

De suas presenças em momentos históricos portistas, ficou célebre uma no estádio do Bonfim, em Setúbal, num jogo que o FC Porto venceu por 1-0 e, como os adeptos setubalenses não gostaram e tentaram agredi-lo, ele teve de fugir, de modo que, à saída do estádio, se refugiou numa caserna da polícia (dumas que ao tempo havia em espécie de quiosque).

Outra das suas marcantes aparições foi na inauguração da Ponte da Arrábida, no Porto. Tendo por via dele o FC Porto estado representado nessa cerimónia oficial, por ocasião dos festejos do São João do Porto, em Junho de 1963 (saudando, num dístico colocado no mastro, também, “o mais alto Magistrado da Nação e os obreiros da Ponte”).

Tendo, ele que então já era muito conhecido do público portista, ficado depois ainda mais conhecido do grande público quando foi ao Zip-Zip, famoso programa televisivo de Raúl Solnado, Carlos Cruz e Fialho Gouveia na RTP, em 1969. Programa esse que durou cerca de oito meses, apenas, apesar ou talvez mesmo por via da sua grande popularidade, como meio divulgador de novas tendências musicais e sociais, nesse tempo político do Estado Novo. Havendo então ficado célebre a sua entrevista, a ponto de ter sido depois referido na também célebre rábula do Solnado a fazer de “homem do emblema”. Havendo então recebido Manuel Pina o ”Zip”, adereço em forma de boneco-mascote, com a figura da imagem do programa, com que os participantes eram agraciados; e o dele ainda existe, em mãos do filho (que poderá oferecer ao Museu do FC Porto). Numa vida de Dragão ao longo de muitos anos, a pontos da sua bandeira se ter estragado com tantas viagens, originando que depois recebeu uma nova, igual, oferecida por Afonso Pinto de Magalhães.

Ao mesmo sr. Manuel Pina, o homem da bandeira grande do FC Porto, será feito proximamente um artigo mais desenvolvido e devidamente acompanhado de mais dados curriculares. Prestando-se por ora esta lembrança de agora como motivo de celebração, da passagem do centenário da data de seu nascimento.

Nascido então a 8 de janeiro de 1926, veio a falecer a 12 de Fevereiro de 1973 com 47 anos após um segundo AVC. Tendo levado com ele a sua bandeira, que acompanhou seu corpo, como ele muito queria e lhe foi feita a vontade.

Sobre ele foram entretanto publicados alguns artigos escritos, aqui neste blogue de memorização portista, um dos quais por ocasião da instalação do atual Museu do FC Porto. Prestando-se agora esta evocação simples para homenagear sua memória, no dia em que se fosse vivo completaria 100 anos. Curiosamente no dia em que passa a efeméride do funeral de Pedroto, falecido a 7 de janeiro e que no dia 8 seguinte teve o maior acompanhamento público em seu funeral, na cidade do Porto, em cortejo apeado, desde o estádio das Antas até ao cemitério de Agramonte. José Maria Pedroto que, ainda enquanto jogador, Manuel Pina também homenageou com sua bandeira em vida de ambos… em 1959, na festa de homenagem prestada aquando do jogo festivo de entrega das faixas aos campeões de 1958/59 - quão se recorda com uma visão de um livro-álbum fotográfico alusivo, da coleção pessoal do autor deste blogue..

Armando Pinto 

Nota: Recorde-se algumas das referências ao HOMEM da BANDEIRA aqui no blogue, clicando em

- https://memoriaporto.blogspot.com/2013/10/homens-da-bandeira-emblema-e-outros.html

- https://memoriaporto.blogspot.com/2014/02/figuras-de-atracao-historica-homem-da.html

https://memoriaporto.blogspot.com/2017/03/efemeride-pertinente-lembrar-o-titulo.html

https://memoriaporto.blogspot.com/2023/11/efemeride-de-mais-uma-grande-vitoria-em.html

A. P. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Evocação do Dia de Ano Novo de 1936: vitória sobre uma equipa Checa a culminar série de jogos da época de Boas Festas de 1935/1936

 

Enquanto no Dia do Ano Novo de 2026 houve o Treino Aberto que foi um sucesso, com tanta gente a rumar ao estádio do Dragão na tarde do primeiro dia deste ano, apesar do tempo frio e de chuva que se fez sentir, mas com os corações bem animados pela presença diante dos homens que jogam, treinam e dirigem o futebol portista, vem a calhar fazer uma evocação de um dia assim passado em 1936, mas com um jogo disputado perante uma equipa estrangeira. Como acontecia nesse tempo. Havendo então esse jogo culminado uma série de jogos de futebol disputados pelo FC Porto na quadra natalícia de 1935/36, desde os dias antecedentes ao Natal de 1935 até ao Ano Novo de 1936. Coroando, essa sequência de espetáculos natalícios proporcionados aos adeptos, mais uma vitória, dessa feita em jogo internacional, com um concludente trunfo sobre a equipa Checa do clube Zidenice, por 5-2, resultado feito por 4 golos de Pinga e 1 de Carlos Mesquita.

Nesse tempo, entre outros, pontificavam na equipa do FC Porto grandes jogadores, desde o guarda-redes Soares dos Reis, que era o guardião principal da Seleção Nacional (nesse tempo de disputa de escassos jogos internacionais também entre Seleções), até ao Pinga, como era mais conhecido o célebre Artur de Sousa, também referido por Sousa. Ostentando os Portistas o título português de campeões da Liga.

Como por esses tempos e ainda durante muito tempo não havia jogos oficiais de cariz internacional, entre equipas de clubes de diferentes países, as temporadas entretanto passadas sem jogos a nível nacional eram preenchidas por vezes através de jogos particulares com equipas estrangeiras, que andavam em digressão. Como foi o caso, perante a vinda do Zedenice, que antes jogara em Lisboa com o Belenenses e por fim veio à cidade invicta para o jogo com o FC Porto. Do qual há referência na Tábua Biográfica da Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes, a anotar: «1936-01-01 FCP x Zedenice (grupo checo) 5-2». Jogo esse que agora aqui se evoca, através de reportagem que ao tempo ficou registada no antigo jornal Os Sports, de Lisboa.

Armando Pinto

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Feliz Ano Novo - votos pessoais de um ótimo 2026 (com muitas vitórias Portistas)!

Na continuação da Quadra Natalícia de 2025 e à chegada de novo ano: – Desejo a todos os meus amigos (as), leitores (as) e seguidores (as), uma boa Passagem de Ano e um Feliz Ano Novo de 2026. Com muitas vitórias do FC Porto. E que venha aí para nós mais uma conquista do Campeonato da 1.ª Liga do futebol!

Armando Pinto

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Fim de Ano de 2025 com o FC Porto no comando do Campeonato da 1.ª Liga do futebol português!

O FC Porto terminou o ano civil de 2025 em beleza, no 1.º lugar do Campeonato da 1ª Liga Portuguesa e com 5 pontos de avanço sobre o Sporting, mais 10 sobre o Benfica. E podiam ser mais, não fossem as ajudas de árbitros e C.ª aos rivais de Lisboa. 

Um bom final de ano!

Assim no jogo do FC Porto antes do Fim de Ano, houve mais uma vitória no estádio do Dragão, desta vez por 2-0 sobre o AVS (vulgo Aves, ou AFS - de AVS Futebol SAD…). Num triunfo construído e concretizado com maestria no 1º golo pela arte de pés do Samu, que até bisou depois ao marcar o penalti que o árbitro não queria ver e teve de ser alertado pelo VAR… Enquanto com esses dois golos Samu chegou aos oito golos nos últimos seis jogos e aos onze no campeonato. O MVP do jogo.

Ao passo que na baliza desta feita jogaram os 2 guarda redes principais, meio tempo cada um, por Diogo Costa se ter lesionado e haver sido substituído ao intervalo por Cláudio Ramos, sem que nenhum haja sofrido algum golo.

À entrada para a derradeira jornada da primeira volta, os Dragões lideram com 15 vitórias e um empate, 35 golos marcados e quatro sofridos, deixando os rivais a cinco e dez pontos, respetivamente como estão abaixo Sporting e Benfica. Acrescido do FC Porto nesta altura ter uma pontuação recorde.

Assim continuemos em 2026!

Armando Pinto

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Efeméride - Jogo FC Porto-Benfica (em 1935) de reatamento de relações entre os dois clubes grandes de Norte e Sul - nas vésperas do Ano Novo!

 

Em 1935, com dezembro quase a despedir-se e nas antevésperas de Ano Novo, estando 1936 prestes a chegar, realizou-se na cidade do Porto um jogo particular da quadra festiva de Boas Festas natalícias e de Fim de Ano entre o FC Porto e o Benfica, perante a particularidade de ter sido organizado a selar o reatamento de relações entre os dois clubes grandes de Norte e Sul, tempos antes acordado por ambas as partes.   

Entre diversas informações documentais, dá conta disso a Fotobiografia do FC Porto, de Rui Guedes, conforme consta da sua Tábua Biográfica: «1935-12-29 FCP x SLB 2-0 - Ameal - jogo combinado para reatar relações entre os 2 clubes».

Com efeito os dois grandes clubes estavam de relações cortadas. Histórias que davam pano para mangas, mas agora importa mais referir a ocorrência do reatamento dos contactos oficiais entre FC Porto e Benfica, através do jogo então acontecido a 29 de dezembro de 1935 e disputado no Campo do Ameal, no Porto.

Para documentar o acontecimento, deita-se mãos e olhos a recortes da reportagem ao tempo inserta no jornal Os Sports, de Lisboa. Com as particularidades que a peça jornalística descreve, obviamente pela narrativa dum jornalista de Lisboa, Ricardo Ornelas, “enviado especial” d´Os Sports ao jogo em apreço. Tendo o FC Porto vencido por 2-0, com 2 golos apontados da marca da grande penalidade por Pinga. "Penalties" por mão na bola de defesas benfiquistas mas que, claro, já nesse tempo, o jornalista não gostou que fossem marcados contra o Benfica. Havendo o encontro acontecido em dia de chuva forte e como tal sido regadas as pazes a água, em brinde pluvioso.




Armando Pinto

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Martim Chelmik e o legado familiar de seu bisavô Eleutério - com acrescento recordatório de outro Eleutério...

 

Entre os jovens craques lusitanos que conquistaram pela Seleção Nacional de Sub-17 os títulos de campeões europeus e mundiais, em 2025, estiveram cinco futebolistas do FC Porto: Bernardo Lima, Duarte Cunha, Yoan Pereira, Mateus Mide e Martim Chelmik. Em cujo lote dessa seleção, que no mesmo ano venceu os Campeonato da Europa e do Mundo da categoria, e ainda inscreveu o nome de Portugal pela primeira vez na lista dos vencedores do Mundial de futebol do escalão de sub 17, estava então também Martim Chelmik, grande promessa do futebol portista - que pelo Natal deste ano teve direito a uma reportagem no jornal O Jogo, em virtude do feito da conquista do Europeu e do Mundial de sub-17. Com a curiosidade de então ter sido dado à estampa o facto do Martim ser neto de um antigo futebolista do FC Porto, Eleutério Santos.

Ora, o caso fez logo tilintar os sinos e campainhas da memória, sabendo-se que na história do FC Porto e do futebol português houve um Eleutério que foi internacional, tendo alinhado a titular pela Seleção A de Portugal 1 vez, em 1954, além de algumas outras vezes em que esteve nos trabalhos de preparação para outros jogos da equipa principal das quinas. E no FC Porto fez parte do plantel vencedor do Campeonato Nacional em 1956. Porém, no caso apontado na referida reportagem jornalística sobre Chelmik, não é o mesmo, e não é avô mas bisavô do Martim Chelmik. Tratando-se do Eleutério que começou no Boavista, enquanto o internacional do FC Porto na década dos anos 50 começou a jogar no Oriental, em Lisboa, entre 1947 até 1952, de onde rumou ao FC Porto, tendo vindo para o Porto nesse ano de 1952, e jogou no FC Porto de 1952/1953 até 1956/1957, representando por fim o Salgueiros.

Seja como for, calha bem para lembrar esse outro Eleutério que foi também Campeão Nacional pelo FC Porto em 1955/56 e ao mesmo tempo evoca-se também o Eleutério Santos. Mantendo-se a lembrança de ambos os Eleutérios, visto ter sido o nome que despoletou estas alusões.

Assim, o avô da mãe do Martim e seu bisavô, Eleutério Santos, nasceu a 16 de Agosto de 1935 na cidade do Porto,  sendo seu nome completo Eleutério Luís Fontes dos Santos.

Começou a jogar nos juniores do Boavista e de seguida foi para o Futebol Clube do Porto, tendo feito parte do plantel senior portista, passando depois por vários clubes. Mais tarde regressou ao FC Porto nos Veteranos e terminou a carreira também nos Veteranos do Custóias.

De sua prestação à equipa de Veteranos (Legends ou Vintage, como atualmente se chama à equipa das Lendas), pode rever-se uma dessas ocasiões, em que na pose de conjunto Eleutério é o jogador equipado com a camisola azul e branca em terceira posição, de cima, a partir da esquerda.

Pose fotográfica da ocasião que se junta em duas versões, como se pode ver.

Em cima, da esquerda para a direita: Norberto, Nano, Baltazar, Belmiro, Orlando, Eleutério, Álvaro, Ângelo Carvalho, Pinto Vieira, Oliveira, Miguel Arcanjo, Barrigana e o árbitro. Em baixo pela mesma ordem: Correia Dias, Freitas, Jaime Silva, Ferreirinha, Adriano, Carriço, Serafim, Sebastião e os 2 fiscais de linha.

Antes do Eleutério bisavô do Martim, no FC Porto estivera então o outro Eleutério, mais antigo e deveras conhecido por ter sido internacional e Campeão Nacional.

António Eleutério dos Santos, de seu nome completo, nascido em Lisboa a 10 de Fevereiro de 1928, começou então no Oriental. Havendo passado pelos escalões de formação do Clube Oriental até que ascendeu ao plantel principal do clube lisboeta e desde logo se cotou como um dos mais importantes jogadores da equipa. Depois, aquando de sua entrada na tropa, no serviço militar obrigatório, incorporado numa unidade do Norte, Eleutério foi seduzido pela mística do FC Porto, mostrando desejo de ingressar no grande clube nortenho, anseio que conseguiu em 1952. Chegado então ao FC Porto, passou a fazer parte da equipa portista a partir de 1952/53, agarrando um lugar de titular a médio no plantel azul e branco.

Como é referido no blogue “Estrelas do FCP”, a «sua estreia com a camisola dos Dragões aconteceu no dia 19 de Outubro de 1952 no Estádio das Antas, quando os portistas receberam o Sporting C.P., uma partida que terminou empatada 1-1 e que contou para a 4.ª jornada do Campeonato Nacional da época de 1952/53. Eleutério esteve ao serviço dos Dragões durante cinco temporadas, tendo conquistado uma Taça Associação de Futebol do Porto, um Campeonato Nacional e uma Taça de Portugal, com os portistas a derrotarem o S.C. União Torreense por 2-0 na Final disputada no Estádio do Jamor no dia 27 de Maio de 1956. Nos cinco anos em que esteve no F.C. Porto, Eleutério disputou 63 jogos oficiais pela quipa principal, e marcou três golos. O último golo que marcou foi precisamente contra o seu primeiro clube, numa partida a contar para a 25.ª jornada do Campeonato Nacional de 1956/57 em que os azuis e brancos venceram por 3-0. No final da época de 1956/57 deixou o F.C. Porto.»

Para complementar as informações sobre sua carreira, juntam-se respigos da ficha que o recorda na “Enciclopédia do Desporto”, edição Quidnovi de 2003, em seu volume 4. E a ficha dos Internacionais do FC Porto, trabalho de Rodrigues Teles, publicado em parcelas no jornal O Porto em 1968.

Assim sendo, a propósito do jovem Martim Chelmik, nascido em Matosinhos corria o mês de junho de 2008, evoca-se o Eleutério seu bisavô, nascido no Porto em 1935, e extensivamente o mais antigo Eleutério nascido em Lisboa em 1928, todos com o FC Porto como denominador comum. Chegando-se à atualidade com Martim Chelmik, que herdou esse seu apelido familiar por um general polaco que veio exilado para Portugal aquando da Segunda Grande Guerra e na área do Grande Porto constituiu família. Do qual, em sexta geração seguinte, descende Martim pelo lado da mãe. Jovem que, entrado no FC Porto pelo projeto Dragon Force, é atualmente um dos valores da equipa de Sub-19 do FC Porto e inclusive saliente com a braçadeira de capitão. De quem se espera muito, ainda e sempre, pois já «em pequeno levava o futebol muito a sério».

Armando Pinto

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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

Feliz Natal ! Neste Dezembro de 2025 bem azul e branco !!!

 - A todos os amigos e  acompanhantes dos blogues pessoais "MEMÓRIA PORTISTA" e "LONGRA HISTÓRICO-LITERÁRIA", aqui naturalmente incidendo mais aos leitores deste espaço de Memória Portista, o autor e gestor deseja Boas Festas, com votos de Feliz Natal passado em boa Consoada e Dia de felicidade familiar. 

E extensivamente que continuemos a ser felizes com o FC Porto, como temos vindo a ser com o nosso presidente André Villas-Boas e nossas equipas dirigentes e atléticas.

Longra / Felgueiras - Natal de 2025

Armando Pinto