Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

Próximo "Livro sobre André Villas-Boas lançado em Setembro!" "Capitão de Abril. André Villas-Boas e a Revolução inacabada”. “De autoria de Octávio Lousada Oliveira"!

Chegou notícia nas redes sociais, pelo menos, de próxima publicação: "Livro sobre André Villas-Boas lançado em Setembro!" De autoria de Octávio Lousada Oliveira, o Livro "Capitão de Abril. André Villas-Boas e a Revolução inacabada"

“Ainda não existe confirmação do próprio presidente ou mesmo ter sido apenas uma biografia do autor do livro. Sendo que o anterior presidente tem muitas biografias não autorizadas.”

(Assim entre “comas”, conforme se lê nas notícias chegadas…)

Ora, vinda a notícia pelo Facebook esta quarta-feira, dia 20 de agosto, com anúncio de poder ter lançamento público em setembro, anota-se a possibilidade, com total concordância e aplauso. E como entretanto não houve ainda confirmação oficial, regista-se a boa nova como feliz notícia. Com antevisão de felizmente ir ser assim aumentada e enriquecida a bibliografia de temática portista. Antevendo como ficará bem na biblioteca portista aqui do autor, junto com os dois livros também sobre Villas-Boas que já cá cantam há anos.

Será este novo livro um bom registo do período que nunca será demasiado vincar na história do FC Porto. Nada de temas com matéria e ilustração mórbidas, como um tal recente do caixão, o único que não comprei até agora dos que pude adquirir. E a minha biblioteca quase que tem todos os livros sobre temas portistas que foram publicados.

Se for verdade, e quem dera que seja: Venha o livro sobre o Presidente André Villas-Boas, para juntar aos do treinador Villas-Boas. E então passar a estar ainda mais completa a coleção de livros Portistas.









- Post Scriptum:

Está confirmado o livro. Felizmente, porque todo este período de mudança e salvamento do Clube precisa de ser memorizado devidamente. 

A partir do princípio de setembro estará disponibilizado nas entregas públicas de pré-venda e a partir de meio do mês será apresentado publicamente e colocado à disposição, respetivamente de quem for à apresentação e depois nas livrarias.

Armando Pinto

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terça-feira, 19 de agosto de 2025

Análise de atualização Portista – passada a 2.ª Jornada do campeonato da 1.ª Liga de futebol… e revigorada a confiança azul e branca!

Já se nota bem a diferença de anos anteriores para este. Na época passada não foi possível fazer melhor, tendo a nova Direção só podido conhecer os cantos à casa a partir de junho de 2024 (pois, embora as eleições tivessem sido em abril, a administração anterior só aceitou sair e entregar as pastas a partir do fim de maio!); e com tantas dívidas que apareciam quase todos os dias, não houve possibilidade de remendar melhor a equipa recebida. Esta época, de 2025/26, com as contas mais regularizadas e o planeamento sido feito com tempo e medida, tudo melhorou. Sendo agora visíveis as melhorias, depois de vários anos.

Passada a pré-época e início da nova temporada, ultrapassada a 2.ª Jornada da Liga já se pode fazer uma primeira análise, assim.

Claro que haverá o contra das arbitragens, como se viu mais uma vez e desta com descaramento evidente no jogo com o Gil Vicente, segunda-feira dia 18. Nestes tempos volta a ter de ser, mais que nunca, contra tudo e contra todos, o bem contra o mal...!

Armando Pinto

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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Cronologia duma semana e tal... difícil e expressiva !

 - 03/8/2025 – Apresentação pública da Equipa do FC Porto 2025/26 – Com 49.227 adeptos que encheram o Estádio do Dragão, foi um domingo festivo em cheio na Casa do FC Porto, para apresentação do plantel do futebol sénior portista. Numa tarde de emoções fortes em que a família portista foi surpreendida com a chegada de Luuk de Jong, recordou os recentemente falecidos Diogo Jota mais seu irmão André Silva e homenageou lendas como Paulo Futre ou Radamel Falcao, que jogaram no FC Porto e no Atlético de Madrid, as equipas que jogaram de seguida. Victor Froholdt assumiu o papel de protagonista e assinou o golo da vitória por 1-0 frente aos "Colchoneros" de Madrid, coroando o jogo da apresentação.

No decurso do programa festivo, antes do jogo e na fase das apresentações, entraram em campo, por entre os jogadores que continuam, também as novas caras das aquisições: Victor Froholdt (Médio Centro), Gabri Veiga (Médio Ofensivo), Alberto Costa (Lateral Direito), Borja Sainz (Extremo Esquerdo), Jan Bednarek (Defesa Central), Dominik Prpić (Defesa Central), João Costa (Guarda-Redes) e (por fim, de surpresa) Luuk de Jong (Avançado).

- 05/8/2025 - Morreu Jorge Costa, antigo e icónico jogador n.º 2 e atual Diretor do Futebol do FC Porto, o Capitão que levou o FC Porto ao topo do mundo ao erguer as Taça UEFA em 2003 e a Liga dos Campeões em 2004. O Clube está de luto pelo desaparecimento de Jorge Costa, falecido na terça-feira dia 5, vítima de paragem cardiorrespiratória sofrida quando estava no centro de Treinos do Olival a acompanhar o treino da equipa. Durante os 53 anos de uma vida pintada de azul e branco, o lendário Capitão honrou essas cores dentro e fora de campo, marcou gerações e tornou-se um ídolo dos adeptos. Perda que foi lamentada por todos os quadrantes do mundo do futebol e mesmo da vida civil, em reconhecimento de Jorge Costa ser consensual na admiração geral.

- 06/8/2025 – Exéquias de Jorge Costa no estádio do Dragão - As cerimónias fúnebres decorreram de tarde e pela noite dentro, abertas as portas do Estádio do Dragão desde as 15 h 00 para todos aqueles que pretenderam prestar uma última homenagem a Jorge Costa, em vigília até às 22h00. Com a Direção presente e o Presidente André Villas-Boas sempre de pé junto à urna, a velar o seu amigo e companheiro.

Durante o dia foi também prestada uma extensiva homenagem a Jorge Costa em frente à porta n.º 2 do estádio do Dragão, relacionando com o número mítico que ele usou na camisola azul e branca, através de um mural feito pelos adeptos, com a colocação dos mais variados objetos a homenagear o desaparecido mas sempre lembrado Jorge Costa.

De manhã, também, antes de se deslocarem ao Estádio do Dragão, os plantéis seniores e jovens, masculinos e femininos do futebol e das modalidades cumpriram um minuto de silêncio nos diferentes relvados e pavilhões onde decorreram os treinos. E por fim o Dragão despediu-se de Jorge Costa. Durante o dia e a noite de quarta-feira 6, milhares de pessoas passaram pelo Estádio para prestarem uma última homenagem ao Capitão mais titulado da história do FC Porto. No final, após o fecho do velório público, teve lugar no centro do relvado do estádio do Dragão uma arrepiante última homenagem a Jorge Costa em pleno relvado do Dragão. Tendo então a urna de Jorge Costa sido colocada no centro do relvado, com as bancadas vazias por detrás, contrastando com o mar de gente que durante o dia passou pela casa portista para uma sentida homenagem ao eterno capitão. Assim, por uma última vez, o antigo defesa central subiu ao relvado de uma casa que conquistou com entrega total ao longo de 16 épocas que jogou de dragão ao peito.

- 07/8/2025 - O funeral de Jorge Costa realizou-se pelas 10 h 30, na Igreja de Cristo Rei, no Porto. Seguindo-se o funeral para o cemitério de Agramonte, onde ficou a repousar na última morada, em jazigo de família.

Familiares, amigos, atuais e antigos dirigentes, treinadores e jogadores do FC Porto e da Seleção Nacional reuniram-se então na Igreja de Cristo Rei para o último e emocionado adeus a uma figura incontornável do Clube e do futebol português.

- 08/8/2025 – FC Porto amortiza 26 M€ de empréstimo ligado aos direitos televisivos. Com os reembolsos desta operação concretizados este ano, no total de 52 M€, o clube passa a receber os direitos televisivos a partir de janeiro de 2026.

O FC Porto comunicou ao mercado financeiro que reembolsou mais 26 milhões de euros relativos ao financiamento associado ao contrato de direitos televisivos, que vai permitir voltar a receber diretamente o dinheiro das transmissões dos seus jogos a partir de janeiro de 2026, uma antecipação de dois anos, assim como poupar vários milhões em juros.

= Desde o início deste ano 2025, a SAD liderada por André Villas-Boas, efetuou amortizações deste contrato num total de 52 M€. Aos 26 M€ agora comunicados, juntam-se os 16 M€ pagos em janeiro e outros 10 M€ em abril. O atual contrato de direitos televisivos celebrado pelo FC Porto com a Altice, atualmente MEO, é válido até junho de 2028, mas em fevereiro de 2024, ainda no período da administração anterior, foi feita uma antecipação de receitas, utilizando esse contrato como garantia dos créditos até dezembro de 2027, sobrando apenas meio ano de contrato para o clube receber diretamente. Na prática, os créditos foram cedidos à Sagasta (através da Apollo) e a MEO passou a pagar diretamente a esta entidade financeira. Com estas amortizações, o FC Porto liberta o contrato dos direitos televisivos a partir de janeiro de 2026, altura em que passará a receber diretamente as verbas pagas pela MEO que serão usadas para fazer face a despesas correntes, ao pagamento de salários ou a fornecedores, por exemplo. Ou seja, a SAD azul e branca passa a ter dois anos e meio de receitas efetivas em dinheiro quando no cenário anterior só teria no último meio ano do contrato de direitos televisivos. Além disso, a sociedade que tem José Pereira da Costa como administrador financeiro, vai poupar cerca de seis milhões de euros de juros, dado que o financiamento tinha sido contraído com uma taxa na ordem dos 11%. Reembolso efetuado na linha do que a SAD tem vindo a fazer para tentar o mais possível refinanciar a dívida cara por outra mais barata.

- 11/8/2025 – Início oficial da época futebolística na 1.ª Jornada do campeonato da 1.ª Liga Portuguesa de futebol, com a vitória do FC Porto sobre o Vitória de Guimarães por 3-0. Jogo antecedido por homenagens ao falecido Jorge Costa, depois continuadas ao minuto 2, em atenção ao número da camisola que o eterno capitão usou no FC Porto. Bem como depois, já aos 32 minutos, houve lugar a uma homenagem no MINUTO 32’, ao 32.º Presidente do FC Porto, quando praticamente todos os adeptos aplaudiram de pé André Villas-Boas, numa iniciativa promovida nas redes sociais, por Sócios do Clube, em agradecimento por tudo o que o Presidente tem feito pelo FC Porto.

= Momento do Minuto 32 !

Armando Pinto
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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Homenagem de evocação aos Desportistas falecidos em atividade Portista – atualização com a morte de Jorge Costa…

 

O F C Porto é um mundo. Na verdade só assim, com tamanha abrangência se poderá abarcar uma definição do F C Porto, um grande clube desportivo e um colosso social, algo que ultrapassa quaisquer limitações e se transforma num bem comunitário, tal a ligação a significativo número e qualidade de pessoas e ações. Sendo o Mundo Portista relacionado muito mais que a jogos, porque o FC Porto é algo especial.

Numa grande instituição, assim, como é o F C Porto, o presente e o futuro solidificam-se com pedras do passado e do presente, a pedir meças ao futuro, em obras e factos que foram e vão construindo este edifício grandioso, não esquecendo a gesta que elevou o clube aos melhores momentos, mas também a epopeia que transportou o mesmo clube em conjunturas diferentes. Sendo, por conseguinte, de enaltecer o que entretanto passou, dignificando o passado, por quanto não se perde nada em recordar, por vezes, o que foi vivido entre o que possui valor de consciencialização clubista. Levando, por isso, a um reconhecimento dignificante, como tem havido e há, afinal, num sentimento de gratidão atinente à devida recordação, por valores alevantados no universo Portista.


Nessa constatação insere-se o facto de já ter havido casos de personagens Portistas a quem só a morte impediu a continuidade do serviço a esta nobre causa, tal o sucedido com atletas falecidos ao serviço do F C Porto. Mais se evidenciado a eterna paixão que um símbolo destes encerra. 

Isto entre desportistas-atletas, treinadores e diretores. Pois, por exemplo, houve o caso do Presidente Refundador do Clube, José Monteiro da Costa, falecido quando era presidente. Ainda em tempo anterior à existência de competições oficiais. Tendo após a sua morte sido então criada a Taça José Monteiro de Costa, que foi um género de Campeonato do Norte disputado durante alguns anos, até a taça ter sido entregue, pois era para ser atribuída ao clube que vencesse a competição por três vezes seguidas. Sendo vencedor o FC Porto ao fim de seis edições e cinco vitórias, entre 1910/11 e 1916, com as três últimas consecutivas finalmente (tendo o FC Porto conquistado as duas primeiras, mas à terceira foi interrompido por trunfo da Académica de Coimbra, até que depois venceu por fim três seguidamente).


Assim sendo, embora as lágrimas também sequem, perdurando mais a saudade em constante presença memorial, recordamos agora alguns exemplos já verificados, de pessoas que tombaram em pleno exercício de atividade desportiva e outros durante período de ligação ao clube, entre casos de desportistas que morreram com a causa Portista no coração, como se verificou com Jorge Orth, falecido quando era treinador efetivo do futebol principal do F C Porto; e atletas falecidos quando envergavam a sagrada camisola azul e branca, como aconteceu no futebol com Pavão e no ciclismo com Veiga da Mota e mais tarde com José Zeferino; além dos futebolistas Vidal PinheiroVelez CarneiroZé Beto e Rui Filipe enquanto desportistas do clube, embora estes em peripécias e desastres fora da atividade clubista, bem como Pedroto, que era treinador no FC Porto quando uma malfadada doença incurável acabou por afastar do seio da grande coletividade Portista. Juntando-se anos depois Alfredo Quintana, o célebre guarda-redes internacional do andebol, falecido quando estava em preparação num treino no pavilhão Dragão Arena. Assim como volvidos anos desapareceu o "Bibota" Fernando Gomes, quando era diretor do clube como responsável da captação para as camadas jovens, regressado anos antes ao clube esse que foi como jogador de futebol o maior goleador do FC Porto. E, passado mais algum tempo, entre gente que estava ao serviço do FC Porto aquando do falecimento, desapareceu do número dos vivos o grande Jorge Costa, eterno capitão do futebol portista, que ergueu a Taça UEFA de 2003, mais a Liga dos Campeões Europeus e a Taça Intercontinental do Mundial de Clubes em 2004, falecido em 2025 quando era Diretor do Futebol do FC Porto na presidência de André Villas-Boas.

Uma autêntica galeria ilustre e saudosa de Estrelas do FC Porto!

= Ciclista Manuel Veiga da Mota = 

Feito o preâmbulo de apresentação, vamos por partes.  Abrindo a evocação com nomes representativos, que à época em que pereceram representavam as cores do F C Porto e acabaram por sucumbir precisamente com essa função no próprio momento da saída da vida de seu corpo e consequente partida para o além.

Assim começamos por lembrar um jovem ceifado na flor da idade, o ciclista Veiga da Mota, falecido em resultado duma aparatosa queda, corria o ano de 1959, quando seguia de bicicleta e devidamente equipado em treinos das equipas de ciclismo do F C Porto.


Ora, Veiga da Mota, era então considerado uma das grandes esperanças do ciclismo português até ao seu desaparecimento, aos 20 anos de idade. Tendo falecido num trágico acidente, quando fazia a sua preparação para os campeonatos de Fundo. O infortunado atleta, representante do F. C. Porto, seguia em treino de estrada, integrado na equipa, num percurso que chegara até Penafiel. No regresso, entre Valongo e Ermesinde, Veiga da Mota perdeu o controlo da sua bicicleta, devido a avaria no eixo da roda dianteira, embatendo com muita violência, numa árvore colocada no separador central, na descida junto á Igreja de Santa Rita. Gravemente ferido na cabeça, foi socorrido e transportado de urgência em ambulância dos bombeiros voluntários de Ermesinde para o Hospital Geral de Santo António, no Porto. Mas, apesar de todos os esforços, acabaria por não resistir aos ferimentos, vindo a falecer horas depois.


Mário Manuel Veiga da Mota, como era seu nome completo, nascido em Gueifães-Maia, a 5 de Janeiro de 1939, desde cedo se interessara pelas bicicletas e pelo ciclismo. Em 1956 ingressou no F.C. Porto e correu pela 1ª vez na categoria de Populares. Em 1957, nesta mesma equipa de ciclismo, passou à imediata categoria de iniciados. Até que em 1958 subiu à categoria sénior, situação que manteve até a sua morte, ocorrida em Fevereiro de 1959, quando muito se augurava de um futuro auspicioso. 

Veiga da Mota era já uma cara conhecida das corridas de ciclismo. Iniciara sua carreira em 1956 na Volta a Valongo, na categoria de Populares. No ano seguinte de 1957 disputou a sua primeira corrida oficial, denominada Porto-Santo Tirso-Porto, para Iniciados. Nesse ano sagrou-se Campeão Regional de Velocidade. Depois, em 1958, entre outros êxitos, alcançou os títulos de Campeão Regional e Campeão Nacional de Velocidade.


...E já em 1959, na categoria de Amadores Seniores, venceu todas as provas oficiais de Ciclo-Cross: Campeonato Regional e Nacional, sendo este último disputado em Lisboa. Na derradeira prova em que participou, em Fevereiro de 1959, a Prova de Preparação da Associação Ciclismo do Norte, sendo então treinado por Onofre Tavares, alcançou novamente o 1º lugar da categoria de Seniores. Estava, entretanto, a preparar-se para a seguinte participação no Campeonato Nacional de Fundo, quando ocorreu o desastre que o vitimou.


Ele, inclusive, treinava com os componentes da equipa principal, tendo chegado a alinhar nalgumas corridas ao lado de grandes nomes da modalidade, como eram os ciclistas do F C Porto Carlos Carvalho e Sousa Cardoso (que se vêm na imagem da equipa do F C Porto desses tempos, sendo Carlos Carvalho o 3º a partir da esquerda, Veiga da Mota o 5º e Sousa Cardoso o 6ª), numa rara captação histórica de conjunto.


Devido ao inesperado e súbito desaparecimento deste atleta, quatro das medalhas que conquistara anteriormente foram entregues em cerimónia póstuma a seu pai, pelo então presidente do F. C. Porto, Luís Ferreira Alves, num ambiente de profunda consternação, tendo o muito publico presente irrompido numa ovação espontânea de reconhecimento e pesar. 

Após isso, conforme noticiou o jornal O Porto em Fevereiro de 1960, foi assinalado o 1º aniversário de seu falecimento com uma missa de sufrágio, em homenagem prestada pelo F C Porto, seguindo depois todos os presentes em romagem ao túmulo do falecido ciclista.




Não sabemos se, de permeio, houve mais algum caso do género, dentro das atividades Portistas em tempos passados, já que este tema do ciclista Veiga da Mota até nos era desconhecido, tendo dele tomado conhecimento, apenas, nas constantes pesquisas de tudo o que nos entusiasma na dignificação do F C Porto, clube da nossa vida. 

Passados poucos anos aconteceu o falecimento dum treinador de futebol em atividade no clube, o treinador húngaro Jorge Orth, falecido no decurso do campeonato de 1961/62, estando a fazer uma época prometedora, a pontos de proporcionar um ambiente de entusiasmo nas hostes azuis e brancas. Decorria o Campeonato Nacional à 12ª jornada quando se deu tal desaparecimento, num repentino desenlace, a interromper a boa carreira que vinha desempenhando à frente da equipa principal de futebol do F C Porto. Sendo por isso  deveras tocante seu acompanhamento final, levado no adeus pelos seus futebolistas, que fizeram questão de pegar na urna pelas próprias mãos. Passados dias, no primeiro jogo realizado, a equipa conseguiu superar o desalento, indo vencer o Sporting em Alvalade por 0-1, para as nossas cores, graças a um golo de Azumir, a culminar uma portentosa exibição do guarda-redes Américo e conjuntamente um bom desempenho de toda a equipa, para no final homenagearem seu Mister com dedicatória dessa vitória a Jorge Horth.


Com efeito, a 11 de janeiro de 1962 faleceu repentina e surpreendentemente Jorge Orth, o então treinador principal do futebol do FC Porto, que tão boa conta estava a dar no comando da equipa principal portista. Desaparecendo então esse malogrado técnico de futebol, sem ter tido tempo de levar o seu trabalho mais além. Ficando porém deveras saliente na memória alvi-anil, na perpetuação dos que da lei da morte se libertaram por sua aura na História do F C Porto.

= Jorge Orth =

(Por quanto este tema merece desenvolvimento, já aqui meste blogue  há outros artigos dedicados a narrar com mais pormenor esse marcante acontecimento, que teve repercussão em depois não ter havido uma continuidade da boa carreira que a equipa estava a conseguir.)

Mais tarde, no início dos anos setenta, do século XX, já nas proximidades aos tempos da mudança político-social que alterou o ambiente nacional, deu-se um outro desenlace, quando Pavão, o futebolista Fernando Pascoal Neves, mais conhecido por “Pavão”, caiu em pleno relvado do estádio das Antas, onde disputava um jogo pelo FC Porto, para não mais se levantar e passar a ser um representante espiritual do que consubstancia a luz eterna do F C Porto. 

Estava-se em Dezembro de 1973. Sendo por muito tempo contado, além de até cantado num disco duma cantora portuense.


Desse infeliz acontecimento, o segundo (por ordem cronológica) de que temos conhecimento quanto a desportistas Portistas falecidos quando praticavam sua função ao serviço do F C Porto, restam diversos testemunhos e recordações sentidas. Como se pode evocar a mágoa vertida, através de imagens e um recorte documental da época, além de alusivas fotos sobre o monumento que foi erigido em sua memória, ao tempo colocado junto à entrada para o Departamento de futebol, no exterior do estádio das Antas. (Cuja coluna, muitos anos depois, com a mudança da casa do FC Porto das Antas para o estádio do Dragão, ficou em zona interior do novo estádio.)




Sobre o Pavão desnecessário se torna enumerar o seu currículo, a não ser o realce curioso que há quanto às internacionalizações que teve em escasso número, naturalmente por ser do F C Porto (algo nesse tempo determinante nas escolhas)... e nomeadamente por ser merecedor de atenção o facto de ter pertencido à equipa do F C Porto que venceu a Taça de Portugal de 1968, por nesse tempo de aridez desportiva isso ser raro.

Volvidos anos, ultrapassadas no tempo mágoas de tal perda do futebol Portista, novo desastre veio a vitimar um outro representante do F C Porto, desta vez e novamente do ciclismo, com a morte em plena estrada do jovem ciclista José Zeferino. Uma promessa do panorama ciclista português, tal era considerado esse irmão de Manuel Zeferino, destinado que se prestava o José a vitórias como a que seu irmão já obtivera, por exemplo.


Zé Zeferino, vitimado então no decurso da Volta ao Algarve, à saída de Castro Verde, quando seguia na dianteira dessa corrida, incorporando um grupo de fugitivos ao pelotão, foi roubado ao grosso da coluna do ciclismo. Chegou depois a ser aventada possibilidade de construção dum memorial alusivo no local onde caíra (mas não chegou a ser concretizado, que se saiba). Perdurando porém algo tenuemente na voragem dos tempos.


Do ocorrido há devidas referências publicadas no jornal O Porto, de cujas colunas fixamos aqui o que então foi registado na edição de 12 a 25 de Maio de 1982, do órgão oficial do clube.




Posto isto, passamos a exemplos acontecidos fora das pugnas desportivas, com elementos ligados ao F C Porto. O primeiro caso passou-se com Vidal Pinheiro, então Tenente e depois Capitão, caído morto em pleno ato de bravura numa batalha durante a 1ª Grande Guerra Mundial de 1914/1918 (a que proximamente aqui dedicaremos espaço mais alargado, num artigo sobre tema da participação do F C Porto em casos militares); depois foi Velez Carneiro, em Maio de 1925, tendo sido morto em condições estranhas, baleado numa rua da cidade do Porto. Dando azo, como figura pública e pessoa muito estimada, que o caso fosse deveras expandido na comunicação social, como se nota por cópia que anexamos, junto com uma imagem ilustrativa de seu acompanhamento fúnebre.



« Velez Carneiro fez parte da equipa que venceu pela primeira vez o S.L. Benfica em Lisboa por 3-2. O primeiro Campeonato de Portugal emergiu na época de 1921/22 e Velez Carneiro, que jogava a meio-campo e, conforme as crónicas da altura, era um jogador de elevada qualidade, foi um dos loureados pela conquista do F.C. Porto. 
De 17 para 18 de Maio de 1925 foi morto a tiro por um tal Carmindo Ferreira Duarte na Travessa dos Congregados, depois de uma discussão entre os dois. Era na altura um dos ídolos dos Dragões, e isso espelhou-se no seu funeral que foi imponente. Desde a Constituição até ao cemitério de Paranhos, foram muitas as pessoas que se acotovelaram para o ultimo adeus. No dia 22 de Maio, o “Jornal de Noticias” escrevia: “Muito antes da hora marcada para a saída do féretro já o Campo de Jogos da Constituição regurgitava de pessoas. Depois de dar a volta ao campo, o féretro, conduzido pelos jogadores do team de que o finado fazia parte, foi colocado ao centro do campo, mantendo-se o público em silêncio durante cinco minutos, que foram observados religiosamente. Findo este recolhimento que impressionou, a Direção do F. C. Porto procedeu à colocação da bandeira do seu clube sobre o féretro. O capitão da equipa, Hall, conduzia sobre uma almofada de cetim preto as medalhas oferecidas ao falecido jogador.»

Muito mais tarde, mas por motivos de doença, outro importante personagem da História do F C Porto teve um grande reconhecimento público na despedida, conforme recordamos do falecimento de Pedroto, em 1985. 

Ligado como estava ao clube, como treinador que operou a mudança de rumo para a senda dos êxitos que então iam já sendo obtidos, Pedroto era como que Treinador Honorário do F C Porto, em virtude de apenas não estar no cargo derivado aos tratamentos médicos a que estava sujeito. Como se sabe e não mais esquece. Bastando aqui e agora uma outra reposição documental, através de recortes jornalísticos, constantes da edição especial d’ O Porto de 9 de Janeiro de 1985.





Até que, anos passados, novos tristes acontecimentos tiraram a vida a dois futebolistas do F C Porto, no caso em desastres de viação, tal o sucedido com o guarda-redes de futebol, Zé Beto, a 4 de Fevereiro de 1990, e depois com o prometedor médio da equipa principal de futebol, Rui Filipe, a 28 de Agosto de 1994. 

De tais vivências, ainda presentes no subconsciente Portista, atemo-nos à vista de testemunhos escritos, por quanto duram momentos desses na memória coletiva. Deixemos algumas passagens escritas transmitir o que ia na alma coletiva, por esses motivos.






Após o seu desaparecimento, foi colocado junto ao estádio das Antas um monumento com um busto de Rui Filipe. Monumento esse, junto com um outro de Pavão, ambos erigidos no exterior do extinto estádio das Antas, foram anos depois mudados para o interior do estádio do Dragão, aquando da mudança de instalações, na presidência de Pinto da Costa. Havendo ficado em local reservado, sem poderem ser vistos e compartilhados pelo público. Enquanto de Pedroto ficou uma dedicação da sala de conferências com seu nome, também no Dragão, além de placas relativas a alguns factos, que antes estavam no hall das Antas e passaram para o Dragão. (Já na presidência de André Villas-Boas os monumentos com o medalhão de rosto do Pavão e o busto de Rui Filipe foram mudados para o exterior, passando a estar à vista de todos, em frente à porta principal do estádio, junto aos mastros das bandeiras oficiais.) 

Extravasando o plano competitivo, também o F C Porto tem heróis de outras áreas de serviço do clube, mas falecidos entretanto já sem estarem em atividade clubista
. Tal como tantos antigos atletas. 

Também faleceram antigos Dirigentes de grande ligação clubista, mas já sem estarem em lugares de realce dentro do FC Porto quando faleceram: Luís Teles Roxo e Reinaldo Teles. Luís Teles Roxo foi vítima de um acidente de viação, no dia 25 de Dezembro de 1991, depois de anos antes ter deixado o lugar do Departamento de Futebol do FC Porto, em 1988, e entretanto haver ficado como membro do Conselho Superior. Depois a 25 de novembro de 2020 faleceu Reinaldo Teles, também antigo dirigente chefe do Departamento de Futebol e antigo pugilista do FC Porto, vítima da pandemia Covid, infetado que foi com a peste desse vírus Covid-19. Era então Reinaldo Teles administrador não-executivo da SAD, como acompanhante da administração de Pinto da Costa, quando um mês antes de falecer foi internado e ficado em isolamento hospitalar, não tendo resistido aos efeitos piores da pandemia. 

Já também em pleno século XXl, em 2021 morreu Alfredo Quintana, jogador de andebol do FC Porto e da seleção portuguesa, guarda-redes internacional falecido no dia 26 de fevereiro de 2021, vítima de uma paragem cardiorrespiratória. Tinha 32 anos e faleceu após episódio cardíaco sentido quando se preparava para iniciar um treino no Dragão Arena, em plena preparação da equipa de andebol portista no pavilhão do FC Porto.

Natural de Havana, e como tal vindo de Cuba, Alfredo Eduardo Quintana Bravo afirmou-se como um dos melhores andebolistas mundiais na sua posição durante a década em que jogou na Europa, aonde chegou em 2011 após ter dado nas vistas no Campeonato Pan-americano de 2010, no Chile, e ter defendido a seleção cubana no Mundial de 2009, na Croácia. Ao serviço do FC Porto, que o distinguiu com o Dragão de Ouro de Atleta de Alta Competição do Ano em 2014, Quintana venceu seis campeonatos nacionais, uma Taça de Portugal e duas Supertaças, além de ter contribuído decisivamente para as excelentes campanhas europeias desse período. Nos seus últimos sete anos, depois de se naturalizar, o guarda-redes também integrou a seleção nacional portuguesa e brilhou no Europeu de 2020 e no Mundial de 2021.

Saído do hospital de S. João, onde falecera, o carro com a urna de Quintana fez uma paragem no exterior do Dragão Arena, recinto desportivo dos ‘dragões', onde houve terna e emocionante espera por uma multidão portista, sob medidas derivadas da pandemia “Covid” que então obrigava ao uso de máscaras de proteção em convivência. E então, depois da passagem pelo pavilhão Dragão Arena, onde foi homenageado pelos elementos ligados a todas as modalidades, pela administração do FC Porto e pelos adeptos, o cortejo fúnebre de Alfredo Quintana teve momento emocionante decorrido assim que o cortejo abandonou o local, em direção ao Tanatório de Matosinhos, com os adeptos a formarem um corredor e a deixarem um derradeiro e comovedor adeus a Alfredo Quintana. Sendo por fim recebido com um sentido aplauso à chegada ao local onde o guardião luso-cubano foi cremado. Vestidos com t-shirts personalizadas com a frase "sou um guerreiro extraordinário" e com uma foto de Quintana, os jogadores da equipa de andebol do FC Porto marcaram presença no adeus ao companheiro de equipa.

Contando com diversos reconhecimentos individuais no palmarés, Quintana distinguia-se também pelas qualidades humanas, com destaque para a alegria com que contagiava todos os que acompanhavam o seu percurso. A perda deixou enlutado o FC Porto, e sua memória ficou perpetuada nos corações portistas, além de ter ficado gravado no pavilhão do Dragão uma sua frase icónica, assim como foi retirada do plantel do andebol do FC Porto a camisola n.º 1 em sua homenagem. Tendo posteriormente sido escrito um livro sobre ele, “ALFREDO QUINTANA Um guerreiro extraordinário” (por Ana Filipa Gomes, Joana Moreira e Rui Guimarães).

Passado pouco mais de um ano faleceu o “Bibota” Fernando Gomes, Fernando Mendes Soares Gomes, falecido em 26 de novembro de 2022, aos 66 anos, vítima de doença prolongada. Esse que foi um icônico jogador de futebol português, notável por sua passagem pelo FC Porto e com duas conquistas da Bota de Ouro como melhor marcador da Europa, além de por seis vezes ter sido o melhor marcador do Campeonato Nacional e vencido 14 títulos pelo FC Porto. Tendo sido o maior goleador do FC Porto. E, depois de ter sido obrigado a acabar a carreira de futebolista fora do FC Porto, por processo que lhe foi movido pela Direção, devido a infeliz caso ocorrido com o treinador Octávio Machado (que por fim acabaria também por sair do clube), mais tarde Gomes regressou já como colaborador, acabando por falecer quando exercia funções diretivas na área de "Scouting" (como responsável pela observação e análise da recolha de informações individuais e coletivas para angariação de novos valores futebolísticos). Incluindo a Direção do FC Porto, como Diretor do futebol de formação.

Falecido no sábado 26 de novembro, o corpo de Gomes teve cerimónias fúnebres no seguinte domingo, na capela mortuária da igreja das Antas.


Gomes merecia que a despedida tivesse sido feita no estádio do Dragão. E não apenas na capela mortuária da  igreja das Antas, distante da área do clube. Sem sequer sua urna ter entrado no estádio, para uma última despedida de todos os portistas. Ficando para sempre lamento e mágoa que os responsáveis principais da então Direção do FC Porto, liderada por Pinto da Costa, não tivessem feito essa vontade aos Portistas.  Como era justo, pois Gomes era um grande símbolo clubista, por tudo quanto representou. 


Após o cerimonial fúnebre, em despedida emotiva, nesse domingo triste de chuva, o cortejo fúnebre desceu pela Alameda das Antas e circundou o estádio do Dragão, pelo lado de fora, onde no exterior houve uma manifestaçao de aplauso em homengem pública junto à entrada do Museu do FC Porto, antes de seu corpo ir ser cremado. 

Agora, a 5 de agosto de 2025, faleceu o antigo capitão e atual diretor de futebol do FC Porto, Jorge Costa. Depois de, ao fim da manhã dessa terça-feira quente de agosto, ter sofrido uma paragem cardiorrespiratória no Centro de Treinos do Olival, e ainda ter chegado ao Hospital de São João, onde acabou por morrer. Jorge Costa tinha 53 anos e estava em tempo de contribuição para a renovação do plantel do futebol portista: quão na ocasião em que sofreu a paragem cardíaca, que o vitimou, estava em acompanhamento dos trabalhos da equipa. Ainda foi assistido no local pela equipa médica dos azuis e brancos e levado de urgência para o Hospital de São João, mas não sobreviveu.

Jorge Costa, autêntica lenda do FC Porto, é uma figura incontornável da história do FC Porto e da Seleção Nacional. Como dirigente estava como diretor para o futebol profissional dos ‘dragões’. Antes, enquanto jogador, capitaneou a equipa do FC Porto à época do título da Liga dos Campeões de 2003/04, uma das conquistas maiores de um vasto palmarés, composto por vitórias em 24 títulos, divididos por oito Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal, oito Supertaças, uma Taça UEFA, uma Liga dos Campeões e uma Taça Intercontinental/Mundial de Clubes. Enquanto na Seleção Portuguesa foi Campeão Europeus de Juniores. No total, fez 383 jogos oficiais pelo emblema azul e branco, sendo o oitavo futebolista com mais jogos pelo clube, na história do FC Porto. Pela Seleção Nacional o antigo central somou 50 internacionalizações e venceu o Campeonato do Mundo de sub-20 em 1991.

Ao longo da sua carreira Jorge Costa representou a maior parte no FC Porto, mas passou ainda por outros clubes: inicialmente no Penafiel e Marítimo, por empréstimo quando jovem; e após anos de grande sucesso na equipa principal do FC Porto, conhecido como era por "Bicho" pela sua raça em defesa da equipa do clube de seu coração, depois teve de sair por mais um caso ocorrido com o treinador Octávio Machado e anuência da então Direção, rumando então ao Charlton, clube em que era conhecido por “Tanque”, tal a fortaleza de sua categoria na defesa da equipa; e mais tarde, tendo entretanto regressado para o período de maior sucesso, com o treinador Mourinho, teve nova saída, ainda na presidência de Pinto da Costa, e então esteve com outro sucesso no Standard de Liège. Acabada a carreira de jogador e um ano depois de pendurar as botas, Jorge Costa estreou-se como treinador, tendo passado pelo Olhanense (que com ele subiu à 1.ª Divisão), SC Braga, e outros, até ter acabado no Aves, com nova subida de Divisão. Sempre diante de muito apreço geral, sendo pessoa de consensos, como se notou no seu falecimento, havendo sido consensual a admiração reconhecida por todo o mundo do futebol.

No dia seguinte, quarta-feira dia 6, teve lugar no Estádio do Dragão uma longa vigília em sua honra, através de cerimónias fúnebres que o Presidente André Villas-Boas fez questão de realizar na Casa Portista. Aí, milhares de pessoas acorreram ao Estádio do Dragão, que abriu portas para uma despedida ao eterno capitão dos azuis e brancos. Numa manifestação que durou toda a tarde e parte da noite, desde as 15 até às 22 horas. Sempre com a Direção do FC Porto presente e o Presidente André Villas-Boas de pé a velar o seu amigo e companheiro da recuperação do clube.

Por fim após o fecho do velório público, teve lugar no centro do relvado do estádio do Dragão uma arrepiante última homenagem a Jorge Costa em pleno relvado do Dragão. Tendo então a urna de Jorge Costa sido colocada no centro do relvado, com as bancadas vazias por detrás, contrastando com o mar de gente que durante o dia passou pela casa portista para uma sentida homenagem ao eterno capitão. Assim, por uma última vez, o antigo defesa central subiu ao relvado de uma casa que conquistou com entrega total ao longo de 16 épocas que jogou de dragão ao peito.

«Até sempre, Bicho. Obrigado por seres Porto até ao fim», foi escrito lapidarmente pelos Dragões nas redes sociais.

O funeral de Jorge Costa, realizado na manhã da quinta-feira dia 7, na Igreja de Cristo Rei, no Porto, teve centenas de pessoas, que emocionadas marcaram presença, para além de personalidades conhecidas do mundo do futebol. Depois da missa fúnebre, o corpo foi transportado para o cemitério de Agramonte. Com centenas de adeptos e amigos na despedida ao "eterno capitão" Jorge Costa.



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Em sinal dum sentimento de resplandor da luz perpétua, aqui é feita esta homenagem perpétua aos nossos maiores que da lei da morte se libertaram pelo que fizeram pelo FC Porto e tombaram enquanto representavam o FC Porto. As lágrimas naturalmente secam, mas a memória perdura, qual grato reconhecimento e eloquente recordação.

Armando Pinto 

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