Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Lembrando e homenageando Domingos - na passagem da data de seu adeus como futebolista… em 2001!

 

Num período como este de verão no defeso do futebol de competição e proximidade ao início da época seguinte, é sempre tempo de renovação dos planteis das equipas com naturais entradas e saídas. Sendo assim normal todos os anos, também, haver jogadores que se despedem, terminando suas carreiras de futebolistas, no caso em apreço. Como aconteceu em 2001 com o adeus do “Domingos do Porto” aos relvados, como futebolista. Tema que assim vem a talhe de mais uma lembrança de evocação e homenagem, dando motivo para homenagear memorialmente esse avançado goleador que substituiu na linha avançada do FC Porto o Bibota Gomes e também chegou a ser Bola de Prata de melhor goleador do Campeonato Nacional, em termos de oficialização do jornal que atribui o prémio (troféu), embora uma vez só porque no jornal A Bola lhe retiraram outra, que ele devia ter ganho (mas porque não lhe atribuíram outro golo que ele marcou houve outro beneficiado, obviamente dum clube de Lisboa, que foi do Benfica, mas podia ser do Sporting se fosse algum de Alvalade a estar à bica…) como se sabe.

Ora, passando nesta data a efeméride da despedida de Domingos, quando ele subiu ao relvado das Antas já apenas para se despedir do público portista, não se pode esquecer que Domingos foi um dos avançados mais carismáticos do FC Porto. Um daqueles que se fosse do tempo dos livrinhos da “Coleção Ídolos do Desporto”, como de uma seguinte série de livros de bolso dos “Ídolos”, com as biografias dos craques da bola nacional, teria tido um livro a historiar sua carreira. Aquele mesmo Domingos que, além da importância que teve dentro dos campos em que jogou pelo FC Porto, indiretamente teve uma outra ligação de realce, como foi de haver sido admirado enquanto jogador do FC Porto pelo então jovem André Villas-Boas e em sequência disso ter havido o caso do envio duma missiva ao então treinador portista e seu vizinho de residência, Bobby Robson, numa iniciativa demonstrativa como Villas-Boas sempre teve caráter e pautou o destino à medida de bons sonhos. No feliz argumento da história bem conhecida que, afinal, despoletou todo o futuro que se seguiria e mesmo o presente do FC Porto.

Ora… «Neste dia, em 2001, Domingos Paciência pendurava as chuteiras, mas dava seguimento ao legado de azul e branco. Após 12 épocas ao serviço do FC Porto, pelo qual marcou 143 golos em 381 jogos e conquistou sete Campeonatos Nacionais, cinco Taças de Portugal e seis Supertaças, o goleador começava a carreira de treinador enquanto adjunto da equipa B, ao lado de Ilídio Vale. O amor pelo Clube vinha desde pequeno e a história de Dragão ao peito tinha começado em 1982, com apenas 13 anos.» Como bem é lembrado na rubrica "Aconteceu" da newsletter Dragões Diário. Num percurso que está também memorizado nalguns blogues portistas, que dão jeito para aqui e tornam desnecessário extensivamente fazer outras narrativas.

Assim em “Estrelas do FCP” (estrelas-do-fcp.blogspot.com), do amigo Paulo Moreira” é assim biografado o Domingos:

«Domingos José Paciência Oliveira nasceu no dia 2 de Janeiro de 1969 em Leça da Palmeira.

Começou por jogar futebol no Académico de Leça e aos 13 anos chegou ao Futebol Clube do Porto para jogar nos juvenis.

Na temporada de 1987/88 estreou-se na equipa principal dos Dragões, treinada por Tomislav Ivic.

A sua estreia com a camisola dos azuis e brancos aconteceu no dia 21 de Novembro de 1987 no Campo Maria Vitória em Moura, onde os portistas venceram o Moura A.C. por 2-0, numa partida a contar para a 3.ª eliminatória da Taça de Portugal de 1987/88.

Domingos jogou no F.C. Porto durante 12 temporadas. Ao longo de todos esses anos, Domingos sagrou-se Campeão Nacional 7 vezes, venceu a Taça de Portugal em 5 ocasiões e conquistou a Supertaça Cândido de Oliveira por 6 vezes. Foi ainda o melhor marcador do Campeonato Nacional na temporada de 1995/96.

Em 1997/98 transferiu-se para o C.D. Tenerife, e por lá ficou duas épocas. Disputou 50 jogos oficiais e marcou 6 golos.

No início da temporada de 1999/00 estava de regresso ao F.C. Porto para jogar mais duas épocas.

No final da temporada de 2000/01 terminou a sua brilhante carreira futebolística.

Nas 12 temporadas que Domingos fez de Dragão ao peito, disputou 378 jogos oficiais, marcou 144 golos e conquistou 18 Títulos.

Domingos também vestiu a camisola da Selecção Nacional por 34 vezes e esteve presente no Campeonato da Europa de 1996 onde disputou 3 partidas e apontou 1 golo.

Na temporada de seguinte 2001/02, começou a desempenhar as funções de treinador nas camadas jovens do F.C. Porto, e passou depois a treinador da equipa b portista.

Em 2006/07 estreou-se como treinador na equipa principal do U.D. Leiria. Na temporada seguinte orientou a Académica de Coimbra. Em 2009/10 transferiu-se para o S.C. Braga e esteve perto de levar o clube da cidade dos arcebispos ao título de campeão, conseguiu um inédito 2.º lugar e levou os bracarenses pela primeira vez na sua história à Liga dos Campeões. Na temporada seguinte conduziu o clube do Minho à final da Liga Europa onde viu a sua equipa cair aos pés do Futebol Clube do Porto. Em 2011/12 treinou o Sporting C.P. mas por apenas seis meses, já que foi demitido devido aos maus resultados dos leões. Teve depois uma breve passagem pelo R.C. Deportivo Coruña, mas não foi feliz e abandonou o clube espanhol ainda antes do final da temporada. Passou depois pelos turcos do Kayserispor. Em 2014/15 assumiu o comando do V. Setúbal mas esteve à frente dos sadinos apenas até Dezembro de 2015. Em Maio de 2015 rumou ao Chipre para orientar o APOEL mas apenas permaneceu em Nicósia três meses. Em Abril de 2017 regressa ao campeonato português para comandar a equipa técnica do C.F. Belenenses, cargo que ocupou até Janeiro de 2018.

Palmarés

7 Campeonatos Nacionais da 1ª Divisão (Portugal)

5 Taças de Portugal

6 Supertaças Cândido de Oliveira »

Tal como em “Dragão Penta Campeão 2” (dragaopentacampeao2.blogspot.com) do amigo Rui Anjos:

« GOLEADORES PORTISTAS - Nº 6

DOMINGOS PACIÊNCIA - goleador Nº 6

Apontou 142 golos nos 378 jogos disputados com a camisola do FC Porto durante as 12 épocas ao seu serviço.

Domingos foi um verdadeiro ponta-de-lança mas simultaneamente um jogador de notável qualidade técnica, de grande velocidade com a bola dominada, que lhe permitia jogar nas alas quando necessário. Possuía drible fácil e estonteante, muita criatividade, excelente sentido de posicionamento, bom jogo de cabeça, remate espontâneo e colocado e uma fulminante rapidez de reflexos (pensava e executava em limitada fracção de segundos).

Natural de Leça da Palmeira, chegou ao FC Porto aos 13 anos de idade para completar a sua formação. De corpo franzino mas dotado de elevado apuro técnico, quiçá dos mais evoluídos de sempre entre os jogadores portugueses da sua idade, foi alvo de um intenso trabalho, submetido pelos departamentos médico e técnico do FC Porto, para a obtenção de massa muscular e estrutura física, para colmatar de algum modo essa enorme debilidade.

Percorreu os escalões de formação de forma brilhante e prometedora, acabando por se estrear na equipa sénior em 15 de Agosto de 1987, em Itália, num jogo particular frente ao Fóggia. A sua estreia oficial na equipa principal aconteceu porém três meses mais tarde, mais precisamente no dia 21 de Novembro de 1987, no Campo Maria Vitória, frente ao Moura, na 3.ª eliminatória da Taça de Portugal. Domingos foi titular na vitória portista por 0-2.

Nas doze épocas em que jogou pelo FC Porto, tornou-se num dos principais goleadores, ainda que não tivesse conseguido ser um titular indiscutível em algumas épocas. Depois de em 1990/91 ter marcado 24 golos no campeonato nacional e ter perdido a Bola de Prata para Rui Águas, do Benfica, só porque o Jornal A Bola, organismo que instituiu o prémio para o melhor marcador, lhe sonegou um golo que apontou contra o Beira-Mar, atribuindo-o a um defesa aveirense, lá conseguiu na época de 1995/96 o seu melhor registo no campeonato, com 25 golos em 29 jogos (6 dos quais incompletos), ganhando finalmente o troféu, bem como o prémio de melhor jogador desse campeonato. Por curiosidade refira-se que foi até aos nossos dias o último atleta nascido em Portugal a vencer a Bola de Prata.

Em 1996/97, a chegada do brasileiro Mário Jardel ao FC Porto, levou Domingos a rumar ao Tenerife, nas Ilhas Canárias. Tinha então já vestido a camisola da Selecção nacional por 32 vezes a apontado 8 golos. Pelo clube espanhol somou mais duas internacionalizações e mais um golo.

No regresso a Portugal, em 1999/2000, chegou a ter aparente acordo com o Sporting, mas acabou por optar pelo FC Porto, não conseguindo atingir o brilhantismo anterior. Domingos coleccionou nos Dragões um palmarés invejável, com 18 títulos nacionais, a Bola de Prata de 1995/96 e ainda foi destingido com o «Dragão de Ouro» em 1988, como «Atleta do Ano» e em 1990, como «Futebolista do Ano».

Pôs fim à carreira de jogador no final da época 2000/01 para abraçar a carreira de treinador.

Palmarés ao serviço do FC Porto (18 títulos):

7 Campeonatos nacionais (1987/88, 1989/90, 1991/92, 1992/93, 1994/95, 1995/96 e 1996/97)

5 Taças de Portugal (1987/88, 1990/91, 1993/94, 1999/2000 e 2000/01)

6 Supertaças Cândido de Oliveira (1990/91, 1992/93, 1993/94, 1995/96 e 2000/01)

Fontes: Almanaque do FC Porto, de Rui Miguel Tovar

Publicada por Rui Anjos »

Atualmente Domingos Paciência exerce o cargo de Vice-Presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Anteriormente assumiu a função de Diretor Técnico Nacional (DTN) e, mais tarde, passou a ser o elo de ligação e diretor responsável pela Seleção Nacional A junto do presidente da FPF, Pedro Proença.

Armando Pinto

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segunda-feira, 20 de julho de 2026

Memória da origem da publicidade nas camisolas do futebol sénior do FC Porto e do contrato com a Revigrés


A 20 de JULHO de 1983 o FC Porto e a Revigrés assinaram o primeiro contrato que levou a que essa empresa passasse a ser o primeiro patrocinador do futebol sénior portista e como tal a ter o nome nas camisolas de futebol da equipa principal (equipa A) e das reservas (equipa B) do FC Porto, passando a haver ligação com essa empresa de cerâmica, sediada no concelho de Águeda. Tendo sido obreiro desse acordo o então Vice-presidente Alexandre Magalhães, que contactou diretamente com o dono da empresa, Eng.º Adolfo Roque, com quem nesse tempo tinha contactos por via de negócios entre as empresas de ambos. Obviamente o contrato depois foi assinado pelo presidente e pelo tesoureiro do FC Porto, mais pelo vice-presidente sr. Alexandre Magalhães, com a gerência da Revigrés, empresa patrocinadora representada pelo Eng.º Adolfo Roque, na presença de um dos sócios da empresa, o sr. Augusto Gonçalves, ainda vivo.

Até esse tempo a publicidade que ia havendo no desporto e em equipas era nas camisolas de algumas da modalidades ditas amadoras, mas não no futebol. Até que nos inícios da presidência de Pinto da Costa no FC Porto saiu legislação oficial a permitir o começo da publicidade nas camisolas do futebol profissional em Portugal. Tendo logo no início desse exercício presidencial Pinto da Costa nomeado Alexandre Magalhães como Vice-presidente substituto do Presidente, bem como Presidente do Conselho Cultural e Responsável pelos contratos. Então, como o FC Porto estava em má situação financeira, foi logo essa uma possibilidade vista de poder ajudar a melhorar a situação. Sendo na fase em que o FC Porto tinha dívidas com o antigo Banco Pinto de Magalhães e Alexandre Magalhães empreendeu a renegociação da dívida, ao tempo com a União de Bancos detentora da sucessão dessa firma. Tendo depois, correspondendo a pedido do Presidente da Direção para tentar arranjar um patrocinador para o futebol, Alexandre Magalhães se lembrado da Revigrés, empresa cliente da sua em certos negócios, pois que sua firma era fornecedora de materiais, como pigmentos e outros, necessários à indústria da cerâmica. E se bem pensou melhor o fez, ligando a seu amigo e num belo dia lá o conseguiu convencer, apesar da inicial relutância do Engenheiro Roque, que apesar de não ligar grande coisa ao futebol nessa altura, sabia porém que o FC Porto não ganhara nada ainda no futebol por esses tempos, retorquindo o amigo fornecedor que o Porto não ganhara ainda mas ia ganhar e seria mesmo conhecido internacionalmente. Tendo com essas e outras conseguido o que queria, inclusive com a proposta que apresentou achada muito elevada, mas por fim aceite. Tanto que quando Alexandre Magalhães telefonou ao seu compadre Pinto da Costa (sendo padrinho de batismo do seu filho) a dar a novidade de que conseguira onze mil contos (11.000... no conhecimento popular de dinheiro da época do escudo, correspondendo a 11.000.000 escudos), houve espanto do seu amigo Jorge, como ele tratava Pinto da Costa. E foi assim, mesmo. Isso tempos antes da assinatura do contrato, visto o dono da empresa se ter de ausentar do país em viagem de negócios na ocasião, ficando a assinatura legal para depois, mas ficando o acordo selado com palavra e aperto de mãos, e a pedido de Alexandre Magalhães, pela necessidade premente da tesouraria no clube, o dinheiro foi para a conta do FC Porto muito antes de terem sido colocadas as assinaturas no papel.   

Esse acordo do FC Porto com a Revigrés, mediado e conseguido obter por Alexandre Magalhães, teve porém uma condição do responsável pelo acordo, que foi de a partir daí, embora mantendo naturalmente a amizade, deixaria de haver negócios de Alexandre Magalhães com a empresa de Adolfo Roque, para não haver misturas, coisa que o dono da Revigrés não queria mas acabou por entender. Isso então em 1983. E em 1984 Alexandre Magalhães conseguiu ainda um acréscimo para o FC Porto, aquando da ida à final da Taça das Taças em 1984, demonstrando ao amigo que o que dizia saiu certo e o Porto passava a andar na alta-roda europeia, tendo o Eng.º Roque prometido e depois dado um prémio chorudo de 5.000 contos de aumento da soma publicitária.

Tudo isto mesmo também afirmou e confirmou o Eng.º Adolfo Roque numa entrevista à revista Dragões, no número especial antecedente à final da Taça dos Campeões Europeus de futebol em 1987.

Histórias da história do FC Porto, que como nem sempre tem sido contada, verdadeiramente, deve ser reposta. Sendo de fixar na memória a ação do histórico dirigente Alexandre Magalhães, antigo atleta do Hóquei em Patins do FC Porto, desde os primeiros tempos mesmo capitão da equipa, entre 1958 até 1970, no tempo em que Jorge Nuno Pinto da Costa foi seccionista e depois diretor das modalidades. Seguindo-se Alexandre Magalhães ser Vice-presidente da Direção entre 1982 até 1988, com especial responsabilidades em melhoramentos, como no caso dos painéis eletrónicos e dos torniquetes no estádio das Antas. Assim como foi quem, em Lisboa conseguiu convencer o Futre a vir para o FC Porto, fazendo acordo com o jogador, na presença de seu irmão e seu pai, numas caves em frente ao Bingo do Belenenses. Tal como, quando era Presidente do Conselho Cultural criou o galardão Dragão de Ouro. Sendo hoje ainda um dos Sócios Honorários vivos, nos seus oitenta e tal anos pujantes e de grande portismo.

= Alexandre Magalhães quando Vice-presidente do FC Porto.

Assim sendo, o primeiro contrato do FC Porto com a Revigrés foi assinado a 20 de julho de 1983, tornando-se a Revigrés na primeira empresa portuguesa a patrocinar um clube de futebol na Primeira Divisão. Esta parceria deu origem ao primeiro equipamento do clube com publicidade na camisola, em plena temporada de 1983/84.

Graças a essa ação iniciada e concretizada em 1983, a publicidade ainda inédita até então, passou a ser exibida nas camisolas, à época com uma faixa a meio sobre as listas azuis e brancas, tornando-se um ícone dos equipamentos históricos da primeira parceria e da realidade das últimas décadas na vida do FC Porto. Tanto que hoje em dia vendem-se réplicas dessas camisolas na loja do FC Porto, FC Porto Store.

Armando Pinto

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domingo, 19 de julho de 2026

Homenageando Rui Barros - a propósito da efeméride da despedida de sua carreira de jogador diante do público das Antas

No verão de 2000, a 19 de julho, já durante a pré-epoca da temporada que se seguiria, despediu-se Rui Barros do público do estádio das Antas, sendo muito aplaudido pelos presentes numa sentida e emocionante homenagem que a família portista prestou então ao simpático quão histórico futebolista. O Rui Barros das grandes e rápidas jogadas de contra-ataques, em velozes avançadas direcionadas às balizas adversárias, que levaram a que ficasse conhecido por "rato atómico" e “Speedy González” (“popularmente “Spid Gonzales”) - à imagem do figurante personagem de desenhos animados assim chamado, esperto e muito veloz, conhecido pelas suas frases antes de sair de sua correria, disparando: "Arriba, arriba!". Figura que o pequeno-grande Rui Barros parecia transmitir quando suas jogadas tinham sucesso e saltava para junto dos colegas, de sorriso abertamente malandro e satisfação humilde, de alegria.

Rui Barros era normalmente referido por pequeno-grande jogador e essa feição ajustava-se por ele ser de pequena estatura física mas muito grande em valor futebolístico. Ficando célebre por suas arrancadas, correspondendo aos passes de colegas a “rasgar” defesas adversárias, como aconteceu no primeiro golo da final a duas mãos da Supertaça Europeia, em 1987, quando no jogo da 1.ª mão, em casa do Ajax, a passe de Fernando Gomes desde o meio campo e a ultrapassar os defesas da equipa campeã holandesa, Rui Barros fez o golo com que o FC Porto venceu por 1-0, ficando em vantagem para a conquista dessa super competição entre os vencedores das duas competições mais importantes da Europa, ao tempo (Taça dos Campeões e Taça das Taças). 


= Ajax-FC Porto: jogo da 1.ª mão da Supertaça Europeia!

Seguiu-se, nesse primeiro ano na equipa principal do FC Porto, uma muito rápida ascensão e repentina atenção, que depressa o fez ser cobiçado pela Juventus, grande equipa italiana para a qual se transferiu surpreendentemente em rápido acordo de conversações entre os clubes envolvidos. E assim como foi, também volvidos anos voltou, quase de surpresa, terminando a carreira no FC Porto, sempre como um dos mais admirados artistas da bola no mundo do FC Porto.

= Ajax-FC Porto!

Ora, Rui Barros, de nome completo Rui Gil Soares de Barros, nascido a 24 de Novembro de 1965, em Lordelo, do concelho de Paredes e distrito do Porto, havia começado a jogar no clube de sua terra, Aliados de Lordelo, aos 12 anos; e seguidamente ainda passou pelo Rebordosa, clube de terra vizinha, como depois também pelo Paços de Ferreira já como júnior. Em cuja idade de escalão foi então contratado pelo Futebol Clube do Porto e aí foi Campeão Nacional de juniores. Quando saiu dos Juniores, segundo se dizia, esteve em vias de ser definitivamente dispensado, o que só não aconteceu por Feliciano, mestre dos escalões de formação nesse tempo, ter interferido afirmando-se contra a dispensa dum jogador de sua qualidade e possível futuro auspicioso.

Após isso, na época de 1984/85 Rui Barros passou a sénior mas, por o plantel ter muitos já consagrados à sua frente, foi emprestado ao Sporting da Covilhã. Continuando assim nas temporadas de 1985/86 e 1986/87, de novo emprestado mas desta vez ao Varzim, clube onde foi Campeão da Zona Norte da 2.ª Divisão Nacional. Até que em 1987/88 foi integrado no plantel do F.C. Porto e passou a fazer parte da equipa principal, que pouco tempo antes havia conquistado a Taça dos Campeões Europeus. E logo Rui Barros na pré-época se exibiu a ponto de agarrar o lugar durante os jogos realizados (tendo feito primeiro jogo a 6 de junho num particular ganho por 1-0 ao Flamengo, em Paris). Dando nas vistas sobretudo em prestigiados torneios europeus, com destaque para o “Trofeo Joan Gampar”, de Barcelona, em agosto de 1987, que o FC Porto venceu derrotando na final o Bayern de Munique por 2-0, depois de na meia-final ter eliminado o anfitrião Barcelona por 2-1, marcando posição nessa pré-época de estreia de Rui Barros na equipa principal do FC Porto.

= Torneio “Trofeo Joan Gampar”, de Barcelona, em 1987, que o FC Porto venceu derrotando na final o Bayern de Munique por 2-0, depois de na meia-final ter eliminado o anfitrião Barcelona por 2-1, na pré-época de estreia de Rui Barros na equipa principal do FC Porto. 

Iniciando depois o Campeonato Nacional como titular, a estreia de Rui Barros em jogos oficiais aconteceu no mesmo mês, envergando a camisola dos Dragões no dia 26 de Agosto de 1987 no Estádio das Antas, em jogo que o FC Porto como visitado venceu o Belenenses por 7-1, na 1.ª Jornada do Campeonato Nacional de 1987/88. Continuando firme na primeira equipa, de modo que à chegada do outono também alinhou nas competições europeias, fazendo sua estreia internacional com o primeiro jogo oficial europeu a 16 de setembro desse ano de 1987 no estádio das Antas, a contar para a 1.ª mão da 1.ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1987/88, vencendo por 3-0 o Vardar. E em novembro seguinte teve momento alto da sua então ainda curta carreira no F.C. Porto, quando na 1.ª mão da Supertaça Europeia marcou o golo da vitória com que a equipa azul e branca foi a Amesterdão vencer o Ajax por 1-0, deveras importante para a conquista dessa taça europeia (consumada posteriormente no jogo da 2.ª mão, no estádio das Antas, com nova vitória dos Dragões por 1-0). E, mantendo o ritmo, ele e a equipa, em Dezembro também de 1987, esteve em campo na final de Tóquio da Taça Intercontinental/Mundial de Clubes que os portistas ganharam, no célebre jogo sobre relvado coberto de neve, vencendo diante do Peñarol do Uruguai por 2-1. Tudo isso e mais num período repleto de títulos, culminando a época de 1987/1988, nesse seu ano de estreia ao mais alto nível, a sagrar-se Campeão Nacional pelo FC Porto e, por fim, contribuindo para a vitória do FC Porto na Taça de Portugal, ao derrotar no estádio do Jamor o Vitória de Guimarães por 1-0.

= Final de Tóquio!

Então, esse seu primeiro ano com a camisola azul e branca despertou o interesse da Juventus, acabando por antes ainda do começo da época seguinte ter ido para a Itália vestir a camisola listada de azul e preto de Turim. Aí ficou durante duas temporadas e venceu a Taça UEFA e a Taça de Itália. Continuando um périplo europeu depois, no verão de 1990 passou a jogar no Mónaco, no qual conquistou a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992 (que perdeu frente ao Werder Bremen). Seguindo-se na época de 1993/94 ter sido transferido para o Olympique de Marselha (clube francês em que teve Paulo Futre como companheiro de equipa). Até que em 1994/95 regressou ao Futebol Clube do Porto. Passando mais uns bons tempos no clube do coração, tanto que nas 6 temporadas seguintes no FC Porto foi Penta-Campeão Nacional, venceu mais 2 Taças de Portugal e 5 Supertaças Cândido de Oliveira. Terminando depois a carreira na época de 1999/2000, despedindo-se em beleza dos relvados, com a camisola do FC Porto vestida, na final da Taça de Portugal em que Deco e Clayton marcaram os golos da vitória frente ao Sporting por 2-0.

= FC Porto-Ajax: 2.ª mão da Supertaça Europeia, nas Antas!

Ao serviço do F.C. Porto, Rui Barros, segundo dados conhecidos, em jogos oficiais pela equipa principal, jogou durante 7 temporadas, conquistou 16 Títulos (6 Campeonatos Nacionais, 3 Taças de Portugal, 5 Supertaças nacionais, 1 Taça Intercontinental/Mundial de Clubes e 1 Supertaça Europeia), ao longo de 247 jogos oficiais e contando 56 golos marcados (nas duas fases passadas no FC Porto, enquanto no total, somando com os números nos outros clubes em que esteve, fez 592 jogos e marcou 115 golos). Enquanto, de permeio pela Seleção Nacional foi internacional por 36 vezes e marcou 4 golos com a camisola das quinas (num palmarés a que se juntam mais 1 Taça UEFA, 1 Taça de Itália, e 1 Taça de França, pelos outros clubes que representou. E mais tarde, como treinador episódico, somou no palmarés 1 Supertaça Cândido de Oliveira, no FC Porto, ainda).

Em 2006/07 passou a integrar a equipa técnica do F.C. Porto, ano em que treinou temporariamente a equipa principal portista na Supertaça Cândido de Oliveira, que o FC Porto venceu trunfando sobre o Vitória de Setúbal por 3-0, e assim ficou Rui Barros a ser o primeiro técnico portista vencedor dessa prova como treinador e jogador. Continuou entretanto a fazer parte das várias equipas técnicas que passaram pelos Dragões e em Janeiro de 2016 foi de novo chamado a comandar a equipa principal em cinco partidas. Na temporada de 2018/19 assumiu o comando técnico da equipa B do FC Porto, cargo que ocupou até Fevereiro de 2021. Continuando depois no Clube em funções de “Scouting” e de representatividade clubista.

Pois, entre tudo isso, Rui Barros havia-se despedido publicamente nas Antas a 19 de Julho, ao correr do verão de 2000, num dos encontros de pré-época nas Antas, recebendo da família portista justa e significativa homenagem. Dois meses depois de ter pendurado as chuteiras na final da Taça de Portugal conquistada frente ao Sporting (2-0). Passando aí o testemunho como antigo camisola 8 do FC Porto. Facto de que deu conta a revista Dragões numa entrevista a dizer: “Rui Barros Obrigado”!

Armando Pinto

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sábado, 18 de julho de 2026

O troféu de Campeão Nacional de Liga Portugal - curiosidades respeitantes à nova e atual taça grande da Primeira Liga do futebol português!

 

O FC Porto é o atual Campeão Nacional e como tal foi e é o mais recente clube que levantou o troféu de campeão. Quando, a 16 de maio deste ano de 2026, no final do último jogo, referente à 34.ª e última jornada da competição, na cerimónia correspondente, o presidente da Liga Portugal, Reinaldo Teixeira, acompanhado por José Manuel Neves, presidente da Associação de Futebol do Porto, e Tiago Simões, Country Manager da Betclic, entregou o respetivo troféu a André Villas-Boas, líder do emblema portista. E este, como presidente do Clube Campeão, o entregou ao capitão da equipa portista, Diogo Costa, que por sua vez o levantou junto e à frente dos colegas, acompanhados por toda a equipa técnica, que em uníssimo festejaram a conquista do 31.º Título Nacional do FC Porto.


E na foto oficial do Título da época de 2025/2026 lá ficou o troféu bem ao centro e à frente, em lugar de destque!

Celebrada assim pelo FC Porto a conquista do título de campeão da Liga Portugal Betclic, em cerimónia realizada no Estádio do Dragão, passou o Clube Dragão a ser detentor do mais recente troféu do Campeonato da Liga Portugal, que depois foi entregue no Museu do FC Porto.

É este um troféu com história ainda recente, pois que o mesmo, substituto da anterior taça e dum pequeno trofeu que também existiu entretanto na mesma função, teve já como novo ficado na posse do FC Porto. Tal o caso do agora atual sido pela primeira vez entregue em 2011, o primeiro exemplar, quando o FC Porto conquistou o 25.º Título da grandiosa história do futebol sénior portista e também André Villas-Boas estava no FC Porto, então como treinador campeão dessa época.

Ora, dessa história do troféu de Campão da Liga, que o FC Porto já ganhou entretanto mais exemplares, somando precisamente sete do novo, indo agora no 31.º título, dá nota explicativa o interessante livro “Bíblia do FC Porto”, de João Pedro Bandeira, na sua “edição revista e aumentada” de 2012. Como para aqui se transpõe, a registar as respetivas facetas do belo e importante troféu.

Armando Pinto

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Para a história e a fazer história: depois da criação do Futsal no FC Porto em 2024, com as camadas jovens, o FC Porto passa a ter equipa sénior em 2026 nessa modalidade do Cardinal…

Ora, como a história regista o passado mas vai sendo feita dia a dia, anota-se desde já aqui e agora a história que começa no FC Porto no presente, com a nova equipa sénior do FC Porto de Futsal. Diante de interessantes curiosidades, a pontos de ter acontecido que um grande portista praticante de futsal que havia andado por outros lados, por o FC Porto entretanto não ter tido a modalidade, agora finalmente passa a vestir de azul e branco, como era seu sonho e aspiração de muitos adeptos portistas.

Pois é, Cardinal, conhecido jogador de futsal que faz parte da história da modalidade, como um dos grandes craques dos tempos da implantação em Portugal da modalidade do futebol de pavilhão (inicialmente conhecido por futebol de salão e depois ainda por futebol de sala, donde resultou o nome atual de futsal); esse mesmo atleta que era sobretudo muito admirado no mundo portista porque, como o FC Porto não tinha a modalidade, ele ter sido obrigado, por assim dizer, a ir jogar por um rival de Lisboa, e inclusive ter sempre assumido ser portista, a pontos de então ter chegado a faltar a treinos da equipa que representava para estar nas bancadas a vivenciar jogos de futebol da equipa principal do FC Porto; o mesmo Cardinal entra finalmente no clube do coração como jogador do FC Porto, agora que o grande clube Dragão fica a ter equipa sénior de futsal. Como se sabe e regista, no começo do Futsal sénior do FC Porto. Realidade tornada possível com o Presidente André Villas-Boas, coadjuvado pelo Diretor desportivo para as modalidades, Mário Santos.

No seguimento da criação da modalidade no Clube, em 2024, cuja estreia em jogos no pavilhão ocorreu a 5 de outubro desse ano de mudança e recuperação portista, como faz parte da História do FC Porto, foi oficializado e concretizado em definitivo este verão que FC Porto fará a temporada de estreia em 2026/27, na terceira divisão nacional de futsal e André Pereira foi o eleito para orientar a equipa azul e branca. Seguindo-se o anúncio do primeiro jogador sénior contratado, que será o capitão de equipa, Cardinal.

Assim sendo, na época de arranque do projeto, a equipa sénior do Futsal do FC Porto vai disputar o campeonato nacional da terceira divisão. Novidade conhecida a partir que o presidente do FC Porto, André Villas-Boas, anunciou a criação da equipa sénior de futsal, em 27 de maio, no Festival ECO, em Lisboa, na terceira modalidade introduzida pela atual direção, após as anteriores equipas feminina de futebol e de basquetebol em cadeira de rodas, já de seu tempo.

Entretanto, no início dos trabalhos preparatórios para a nova realidade portista, ficou a saber-se que André Pereira é o treinador da nova equipa sénior de Futsal do FC Porto, ficando à frente da orientação da equipa que em 2026/27 vai competir no Campeonato Nacional da Terceira Divisão, por ter de começar pelo escalão inicial mais baixo, obviamente. Assim, o antigo coordenador da formação portista, das camadas jovens já existentes, assume o comando técnico dos seniores depois de ter guiado os sub-19 à conquista do título regional com um registo perfeito de 18 vitórias em 18 jornadas. Antigo praticante de andebol e de futebol, André Pereira começou a jogar futsal no SC Arcozelo, em 2014, e iniciou a carreira de treinador em 2022. Antes de ingressar nas camadas jovens do FC Porto, o timoneiro de 29 anos orientou os sub-19 do ADCR Caxinas e os seniores do SC Arcozelo. Enquanto, ao mesmo tempo, Israel Alves (treinador adjunto), Rui Cunha (treinador adjunto), Sandro Barradas (treinador de guarda-redes), João Moreira (preparador físico) e Dino Veloso (analista) integram a equipa técnica de André Pereira.

André Pereira manifestou o seu agrado, por fazer parte deste desafio. "É um grande privilégio ter sido escolhido para ser o primeiro treinador da equipa sénior de futsal do FC Porto numa lógica de continuidade de um projeto que teve início há dois anos. Nos últimos tempos, temos vindo a trabalhar para chegarmos aos dias de hoje com uma equipa técnica alinhada com a ótica ganhadora deste projeto e com um plantel em construção, que acaba por abarcar uma grande diversidade e uma mistura entre a juventude e a experiência, de forma a que os jogadores se complementem", disse o treinador ao site do clube.

Completando as boas novas iniciais da entrada do FC Porto no Futsal sénior, é oficializado que o pivô Cardinal, internacional português, vai envergar a braçadeira do clube do coração.

O capitão da nova equipa de futsal do FC Porto é um dos melhores jogadores da história da modalidade. Aos 41 anos, Fernando Cardinal cumpre o sonho de uma vida e regressa à quadra para defender as cores do clube do coração no Campeonato Nacional da Terceira Divisão. Na bagagem, o pivô 123 vezes internacional português traz um Mundialito, duas Ligas dos Campeões, três Ligas Espanholas, duas Taças do Rei, duas Taças de Espanha, duas Supertaças Espanholas, cinco Ligas Portuguesas, cinco Taças de Portugal, uma Taça da Liga e cinco Supertaças. Nascido a 26 de junho de 1985 na cidade Invicta, Cardinal cresceu no seio de uma família de Dragões e começou a seguir o FC Porto para todo o lado desde muito novo. Com apenas 11 anos, o jovem que idolatrava Gomes e Domingos iniciou a carreira como jogador de futsal e fez a formação entre o Miramar FC, o Cafetaria do Ouro e o Mocidade da Arrábida - bem perto de casa. Em 2004, um convite da Fundação Jorge Antunes levou-o para Vizela, onde debutou como sénior. Nas campanhas seguintes representou o Famalicense, o Boavista, o Alpendorada e o Freixieiro, acabando por rumar a Lisboa depois de dar nas vistas em vários emblemas nortenhos do principal escalão. Na época de estreia pelo Sporting, o pivô de 1,85 metros marcou 45 golos em 38 jogos e foi o melhor marcador da equipa que venceu o título português. Em 2010/11 festejou 60 vezes em 34 jogos, conquistou o triplete nacional e viu os russos do CSKA de Moscovo fazerem todos os esforços para o recrutar. Após a primeira aventura internacional, o goleador da seleção regressou a Portugal e faturou 29 vezes em apenas 12 jogos ao serviço do Rio Ave. No verão de 2013 recebeu uma proposta do Inter Movistar e por lá se manteve durante três temporadas, até assinar pelo ElPozo Murcia. Vencedor de nove títulos nos quatro anos passados em Espanha, Cardinal voltou ao país natal novamente pela porta do Sporting, que representou durante mais cinco temporadas - sagrando-se Campeão da Europa em 2018/19 e 2020/21. Terminado o percurso em Alvalade, fez uma curta escala em Itália antes de regressar novamente a casa para ajudar o ADCR Caxinas a alcançar a inédita qualificação para o play-off da Liga Portuguesa. Em 2024 aceitou uma proposta do Corinthians e tornou-se o primeiro atleta europeu a atuar no Campeonato Brasileiro.

A sabedoria popular diz que quem espera sempre alcança e este sócio Roseta de Prata é a prova viva disso mesmo. Praticamente três décadas depois de ter começado a jogar futsal, Cardinal prepara-se para vestir a camisola número 7 e para envergar a braçadeira de capitão do FC Porto.

Anotando devidamente o caso, guarda-se em modo de memória o registo dado à estampa não jornal desportivo diário O Jogo, assinalando o facto.

Armando Pinto

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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Efeméride da 2.ª Taça das Taças de Hóquei em Patins conquistada pelo FC Porto - em 1983 - superando o Benfica após empates nos jogos das duas mãos (2-2 + 4-4) e no prolongamento do último (1-1), vencendo no desempate da série final de penaltis por 1-0 … na Luz!

 

A 16 de JULHO, em 1983, a equipa principal de hóquei em patins do FC Porto deslocou-se ao Pavilhão da Luz para a decisão da Taça das Taças da Europa, em jogo da 2.ª mão da final, após empate registado no Porto. E no pavilhão benfiquista teve então lugar emotiva final, decidida por fim na marcação de grandes penalidades, após empates registados no tempo regulamentar e no prolongamento. Tendo no fim o FC Porto conquistado a Taça das Taças, pela segunda vez, renovando assim frente ao Benfica o título que na temporada anterior havia sido alcançado frente ao Sporting.

Nesse jogo decisivo, no pavilhão da Luz, o FC Porto teve de recuperar de desvantagem que durante o jogo a equipa do Benfica havia conseguido, levando para o prolongamento o encontro empatado. Tendo no tempo complementar ambas as equipas marcado mais um golo de modo que continuou tudo igual e obrigou a ir aos penaltis de desempate. Até que, na série de cinco penaltis para cada um dos contendores, o guarda-redes Domingos defendeu tudo, enquanto o FC Porto teve um penalti marcado, por Vítor Bruno. Vencendo a contenda a equipa portista, com o treinador Vladimiro Brandão a comandar a partir do banco e com decisivas prestações de Domingos e Vítor Bruno na hora das maiores decisões, a complementar a boa exibição de toda a equipa durante o muito tempo jogado.

Repetia assim a equipa azul e branca o triunfo na Taça das Taças, depois de em 1982, ainda sob efeito do trabalho da reformulação empreendida por Sampaio Mota, ter sido conseguida a primeira conquista, já no início da presidência de Pinto da Costa e no seguimento do trabalho iniciado na presidência anterior do Dr. Américo de Sá, sendo treinador João Brito; culminando depois em 1983 com esse repetido triunfo europeu, em plena era de Ilídio Pinto, a juntar nessa mesma época aos troféus do Campeonato Nacional e da Taça de Portugal também ganhos pelo FC Porto, já com Vladimiro Brandão a treinador.


Desse prélio, decidido por um penalti convertido na marcação de grandes penalidades, regista-se a efeméride através de parcelas da reportagem da Gazeta dos Desportos, da edição do dia 18 desse jornal existente ao tempo.


Armando Pinto

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