Em 1990, em plena antecipação da noite de São João, que se seguiria pela noite dentro na cidade do Porto, a equipa de hóquei em patins do FC Porto viveu em Espanha esse começo de noite que fez no ambiente da Invicta a alegria ser ainda maior. Tendo então o FC Porto conquistado a sua segunda Taça dos Campeões Europeus de hóquei patinado ao bater os espanhóis do Noia, na Catalunha, e assim o hóquei portista ergueu pela segunda vez o troféu de Campeão Europeu, quatro anos depois da primeira conquista acontecida em Novara, na Itália.
Então, a 23 de JUNHO de 1990 a equipa de José Fernandes, que
já tinha vencido por 6-0 no Pavilhão Américo de Sá, esteve sempre na frente e
voltou a triunfar, por 5-2, fazendo a festa lá em território catalão. Repetindo
Zé Fernandes, como treinador da equipa vencedora, o feito em 1986 alcançado com
Cristiano à frente da equipa azul e branca. Tal como passados muitos anos, em 2023,
com o treinador Ricardo Ares foi alcançada pela terceira vez a mesma prova,
embora já ao tempo chamada Liga dos Campeões (“Champions League”). E esta época finda, ainda de fresca memória, foi pela quarta vez alcançado o mesmo feito, com Paulo Freitas a orientar
a equipa triunfante da Liga dos Campeões, em 2026.
Na oportunidade desta evocação, lembra-se a façanha da
efeméride deste dia, 23 de JUNHO, do que foi então alcançado na véspera do feriado
sanjoanino portuense, em 1990, no aquecimento para a noite de São João mais vibrada
com martelos azuis e brancos. E na sequência desta lembrança, recorda-se ainda
o começo das participações do FC Porto nas provas europeias de hóquei. Tendo o Clube Dragão começado logo pela
Taça dos Campeões em 1970, então como Campeão Metropolitano, cuja 1.ª eliminatória ficou decidida no Porto em Junho, também, naquele ano de 1970.
Ora, indo por partes, primeiro relembra-se a Taça dos Campeões
Europeus de 1990, alcançada ao início da noite do dia 23, festejada com balões
à Porto lançados ao ar, enquanto andavam na multidão festejos derivados das
notícias vindas pelo ar, das transmissões chegadas.
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Então, a 23 de junho de 1990, ao final do dia da véspera da festa maior portuense e à chegada dessa noite de São João, o FC Porto conquistava pela segunda vez a Taça dos Campeões Europeus de hóquei em patins. Era então a equipa portista treinada por José Fernandes, à frente dum lote de hoquistas que derrotou o Noia na final europeia, alinhando com: Franklim Pais, António Alves, Carlos Realista, Vítor Hugo, Tó Neves, Vítor Bruno e Diego Allende. Depois de terem ganho por 6-0 na primeira mão, jogada no antigo Gimnodesportivo das Antas-Pavilhão Américo Sá, os Dragões foram à Catalunha erguer o troféu com mais uma vitória, dessa vez por 5-2. Fazendo com que para o mundo portista fosse ainda mais um grande São João.
Aconteceu felizmente então que o FC Porto foi a casa do detentor do título europeu da época anterior, o Noia de Barcelona, com a vantagem de seis golos, obtidos no sábado anterior no pavilhão das Antas. E sem fazer a coisa por menos, em Espanha voltou a equipa portista a vencer por números esclarecedores, saindo os hoquistas azuis e brancos vitoriosos desse encontro da 2.ª mão da final com triunfo por 5-2.
Vem assim a propósito evocar tempos dos inícios da participação do hóquei patinado portista em jogos oficiais das provas internacionais. Tendo começado a entrada nas provas europeia logo em 1970 pela antiga Taça dos Campeões Europeus, atualmente chamada Liga dos Campeões – WSE Champions League - Men, a Liga dos Campeões da WSE de Homens, principal competição europeia de clubes de Hóquei em Patins da Europa em equipas masculinas, organizada pela World Skate Europe - Rink Hockey.
Prova em que entrou o FC Porto pela primeira vez em 1970 na Taça dos Campeões como Campeão Metropolitano e Vice-Campeão Nacional, títulos alcançados em 1969. E o FC Porto teve entrada em rinque das provas europeias de hóquei em patins diante do Rollsport Reimscheid, o primeiro clube adversário internacional em oficiais competições da Europa. Tendo-se então defrontado o FC Porto, representante português, e aquele campeão da Alemanha Federal, para a Taça dos Campeões Europeus.
Foi aí dado o primeiro passo, melhor dizendo as primeiras patinadelas, no começo das participações do Hóquei em Patins do FC Porto nas provas oficiais europeias, em 1970. Volvidos meses da conquista do “Campeonato Metropolitano” de 1969 e seguinte lugar de vice-campeão nacional no mesmo ano. Sendo o Nacional disputado entre o Campeão Metropolitano (da Metrópole Continental) e os Campeões das províncias ultramarinas de Angola e Moçambique. Com o primeiro jogo europeu a nível oficial na Alemanha, naquele tempo em que por aqueles lados ainda o rinque de jogos da equipa anfitriã era ao ar livre – como documenta a foto coeva captada por um elemento da caravana portista.
Ora, depois do primeiro jogo na Alemanha, seguiu-se a segunda-mão da mesma eliminatória no Porto. Sendo essa primeira vez na cidade do Porto num sábado, a 6 de junho desse ano 1970 – com o Pavilhão dos Desportos do Palácio de Cristal repleto de público, vendo pela primeira vez que teve lugar na cidade do Porto um jogo internacional de hóquei em patins a contar para uma oficial prova europeia de clubes.
Jogava-se ali o encontro da 2ª mão da 2ª eliminatória da Taça dos Campeões Europeus de 1970, após o jogo da 1ª mão já realizado em maio na ao tempo Alemanha ocidental. O FC Porto havia ficado isento da disputa da 1ª eliminatória, e entrara assim na 2ª, que correspondia também aos quartos-de-final, conforme o quadro institucional à época, nessa mais importante e ainda única taça europeia do hóquei patinado, pela concorrência então contar apenas os campeões dos países mais desenvolvidos na modalidade.
Nesse cenário e com o Porto hoquístico a viver noite europeia de gala, o FC Porto recebia assim os hoquistas alemães. Nesse tempo em que a Alemanha estava dividida em duas partes, devido às consequências políticas pós-Guerra (após a II Grande Guerra), existindo o triste Muro de Berlim. Indiferente a isso, mesmo porque naquele tempo nem se sabia quase nada de política social, mas simplesmente o que era de bom tom sair nas notícias, a atenção esteve apenas no acontecimento desportivo em si. Tendo o espetáculo tido início com a distribuição de medalhas aos Campeões Metropolitanos, a anteceder a entrega da Taça do Campeonato Metropolitano ao FC Porto, vencedor na época anterior, em 1969, e como tal representante do Continente português à Taça dos Campeões Europeus.
Seguiu-se o jogo, iniciado em ambiente de satisfação coletiva e confiança no desfecho da eliminatória, atendendo ao dilatado resultado de 10-2 a favor do FC Porto verificado nas longínquas paragens germânicas. Mais ampliado seguidamente com a meia dúzia de golos marcados pelos hoquistas azuis e brancos no decorrer da 1ª parte. Até que na 2ª parte pairou certa surpresa, com o resultado a encolher a diferença, embora sempre com boa diferença, acabando vitorioso por 8-5.
= Pose das duas equipas, perfiladas conjuntamente.
Disso tudo ficou registado o desenrolar da ocorrência em pequena reportagem no jornal O Porto da semana seguinte (sendo que o mesmo órgão oficial do clube saía ao sábado, conforme apareceu aos leitores na edição do dia 13).
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