Pavão, o célebre Dragão Transmontano que se tornou num dos símbolos
da mística portista, nasceu a 12 de agosto, em 1947. Nado e criado em Chaves,
de onde rumou ao Futebol Clube do Porto para se transformar num dos grandes
nomes do futebol português.
Vem assim a talhe de forma no tempo, neste dia, evocar sua
memória, a propósito da data de seu aniversário natalício, que ele só teve
oportunidade de festejar em vida durante 26 anos, mas que continua permanente pelo
tempo além. Sendo ele, Fernando Pascoal Neves, mais conhecido pelo epíteto
famoso de Pavão, no mundo do futebol, um dos nomes míticos da história azul e
branca. Jogou nos escalões jovens do clube da terra e mudou-se em 1965 para o
FC Porto. Manteve o brasão portista ao peito até 16 de dezembro de 1973, quando
ao minuto 13 de um jogo contra o Vitória de Setúbal caiu e morreu em pleno
relvado das Antas, a jogar com a camisola do FC Porto colada ao corpo. Foi um
dos médios mais brilhantes da sua geração e é recordado com saudade por todos
os portistas.
Nesta ocasião, em vez de se repetir textos e evocações relativamente a seu currículo e à carreira desportiva (embora nesse caso com indicação das fontes, como deve ser obviamente), aludimos ao tema através de um artigo publicado no número especial do jornal O Porto aquando da sua morte, em 1973. Repescando uma bela crónica do então chefe de redação Carvalho Couto, sem precisar de maiores encómios.
Armando Pinto
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