Passada uma volta solar, perfaz um ano que faleceu Jorge
Costa, o “Bicho” e “Capitão” eterno do FC Porto, distinto portista que foi
grande como jogador de futebol e depois como dirigente. Um caso especial de ter
sido dos mais carismáticos rostos do FC Porto, como futebolista primeiro, e
mais tarde como diretor do futebol nos inícios da presidência de André
Villas-Boas.
Sendo que neste dia e nesta oportunidade, do primeiro
aniversário de seu falecimento, há e haverá diversas crónicas e muitas
referências sobre seu currículo desportivo e sobretudo portista, assim como
sobre as cerimónias que o FC Porto lhe prestou e presta, evocamo-lo aqui com
algumas lembranças particulares.
Em seu tempo de atleta já não havia livros populares com
biografias dos jogadores, senão teria tido lugar certo entre os célebres Ídolos
do Desporto e outas publicações que tais. Mas ainda teve direito a ser
biografado em livros contemporâneos, como dois sobre ele mesmo…
… e num sobre os melhores defesas centrais na coleção ONZE +
do jornal O Jogo.
Como jogador, foi vencedor nato, desde ter sido campeão júnior
pelo FC Porto e pela Seleção Nacional até Campeão Europeu dessa categoria, como
de seguida como sénior foi campeão nacional e vencedor de praticamente todas as
provas nacionais e nas internacionais também Campeão Mundial/vencedor da Taça Intercontinental de 2004, Campeão Europeu com a Liga dos Campeões de 2004 e Vencedor da Taça
UEFA de 2003, pelo FC Porto. Como treinador deixou escola e diversas conquistas de
realce, no pouco tempo em foi responsável por algumas equipas. E por fim como
dirigente voltou a vencer a Supertaça Nacional Cândido de Oliveira, já em tempo
do novo e atual troféu correspondente, porque no seu tempo de jogador ainda
vigorava a antiga primeira taça.
Nessa categoria de ter sido atleta e depois dirigente,
distinguiu-se sobremaneira, também. No FC Porto tinha havido anteriores casos,
como por exemplo Cesário Bonito foi jogador, embora por pouco tempo enquanto jovem,
e mais tarde presidente; Soares dos Reis, o primeiro guarda-redes de futebol internacional
do FC Porto, mais tarde foi diretor do futebol e do ciclismo, com grande
influência na aquisição de jogadores e no acompanhamento aos ciclistas nas
grandes provas das bicicletas; bem como Hernâni, um dos maiores futebolistas de
sempre, depois foi diretor do futebol, embora sem ter podido estar muito tempo
no lugar por, como defensor dos interesses do FC Porto, ter sido vítima do
sistema BSB. E Jorge Costa foi o que se sabe, grande apoiante e braço direito do
presidente André Villas-Boas, terminou por morrer no seu posto de diretor de
futebol a acompanhar os trabalhos da equipa.
É pois o “Bicho-Capitão” uma constante recordação, um vulto
eterno da História do FC Porto.
Curvando-nos diante de sua memória, lembramo-lo, mais uma
vez, desta feita com algumas imagens sugestivas, que dispensam legendagem.
Armando Pinto
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