A 1 de outubro, em 1945, pouco tempo depois do término da II
Guerra Mundial, houve notícia pública de Artur de Sousa “Pinga” anunciar o
final da sua carreira como futebolista. Contudo essa novidade acabou por soar a rebate falso,
à época, visto o mesmo Pinga apenas se ter despedido no ano seguinte, em julho
de 1946. Sendo Pinga o grande craque desse tempo e considerado historicamente “Primeira
Pérola da Madeira”, como grande futebolista madeirense, sem ter precisado de
fazer birras. Embora sem atualmente ser muito falado, por ter vivido num tempo de
menor impacto do futebol e ter sido jogador do FC Porto, mesmo havendo em seu
tempo sido o grande expoente da Seleção Nacional dos anos 30 e 40, nesse
período de poucos jogos internacionais.
Ora, repondo a verdade desse tempo, dias depois, ainda dentro do mesmo mês de outubro de 1945, era
anunciado que Pinga ainda jogaria mais algum tempo - conforme publicação que se lembra
e regista, da revista lisboeta Stadium do seguinte dia 25 do mesmo mês.
«O avançado madeirense, que chegara ao FC Porto proveniente
do Marítimo, em 1930, representou os Dragões durante 15 anos, ergueu 16 troféus
- entre os quais três Ligas Portuguesas e dois Campeonatos de Portugal - e
revelou-se um verdadeiro “matador” em frente às balizas: em 331 jogos de azul e
branco, marcou uns impressionantes 314 golos.»
Armando Pinto
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