Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Rememorando - Ao tempo de finais da II Grande Guerra: curioso anúncio dum rebate falso sobre Pinga pendurar as botas...

 

A 1 de outubro, em 1945, pouco tempo depois do término da II Guerra Mundial, houve notícia pública de Artur de Sousa “Pinga” anunciar o final da sua carreira como futebolista. Contudo essa novidade acabou por soar a rebate falso, à época, visto o mesmo Pinga apenas se ter despedido no ano seguinte, em julho de 1946. Sendo Pinga o grande craque desse tempo e considerado historicamente “Primeira Pérola da Madeira”, como grande futebolista madeirense, sem ter precisado de fazer birras. Embora sem atualmente ser muito falado, por ter vivido num tempo de menor impacto do futebol e ter sido jogador do FC Porto, mesmo havendo em seu tempo sido o grande expoente da Seleção Nacional dos anos 30 e 40, nesse período de poucos jogos internacionais.

Ora, repondo a verdade desse tempo, dias depois, ainda dentro do mesmo mês de outubro de 1945, era anunciado que Pinga ainda jogaria mais algum tempo - conforme publicação que se lembra e regista, da revista lisboeta Stadium do seguinte dia 25 do mesmo mês.

«O avançado madeirense, que chegara ao FC Porto proveniente do Marítimo, em 1930, representou os Dragões durante 15 anos, ergueu 16 troféus - entre os quais três Ligas Portuguesas e dois Campeonatos de Portugal - e revelou-se um verdadeiro “matador” em frente às balizas: em 331 jogos de azul e branco, marcou uns impressionantes 314 golos.»

Armando Pinto

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