Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Entre curiosidades... De vez em quando… Uma transferência que não aconteceu - de Cabrita - para o FC Porto, em 1951…


Fernando Cabrita foi um futebolista saliente, entre as décadas dos anos 40 e 50, bem como internacional pela Seleção Portuguesa enquanto jogador de equipas de clubes pequenos de província, Olhanense e Covilhã, e que chegou a jogar no estrangeiro, numa equipa francesa, no Angers. Como mais tarde, já como treinador, foi também conhecido, a ponto de ter feito parte duma célebre equipa técnica da Seleção Nacional A, quando a equipa das quinas da FPF teve como responsáveis 4 treinadores ao mesmo tempo, a pontos disso ter interferido negativamente com a prestação na campanha do Europeu de 1984 em França. Coisas à futebol português quando toca a mexer com interesses dos clubes do regime, ou seja de Lisboa, como se sabe. Ora, quando ele era jogador do Olhanense e estava a dar nas vistas, foi cobiçado primeiro pelo Sporting e depois pelo FC Porto. Estava entretanto prestes a assinar pela equipa dos dragões, em 1951, para a época seguinte de 1951/52, quando a determinada altura da época, então ainda em curso, foi pelo Olhanense emprestado ao Belenenses para um jogo internacional, de cariz particular (com o Flamengo, do Brasil), em que se lesionou. Mesmo assim jogou pelo Olhanense de seguida. E depois foi como ele contou, numa entrevista publicada no jornal Record, seguidamente falada aos microfones da Ideal Rádio no início de novembro, em pleno programa “A Voz do F. C. Porto”, cujo testemunho teve por fim publicação no jornal O Porto, em sua edição de 6 de novembro de 1951. Como se recorda, em partilha, numa curiosidade histórica, deixando à atenção da posteridade.

Nota Bene: O nome do jornalista que aparece indicado na página do jornal, Pinto da Costa, nada tem a ver com qualquer ligação familiar ao antigo presidente do FC Porto. Tratando-se antes de Delfim Pinto da Costa, ao tempo diretor do clube e colaborador da voz radiofónica do clube como do jornal O Porto, o mesmo que foi autor do livro "Caravana da Saudade", a reportar a viagem da equipa principal do FC Porto a África, em 1949.

Armando Pinto

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