Reconstituição Histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Reconstituição histórico-documental da Vida do FC Porto em parcelas memoráveis

Criar é fazer existir, dar vida. Recriar é reconstituir. Como a criação e existência deste blogue tende a que tenha vida perene tudo o que eleva a alma portista. E ao recriar-se memórias procuramos fazer algo para que se não esqueça a história, procurando que seja reavivado o facto de terem existido valores memorávais dignos de registo; tal como se cumpra a finalidade de obtenção glorificadora, que levou a haver pessoas vencedoras, campeões conquistadores de justas vitórias, quais acontecimentos merecedores de evocação histórica.

A. P.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Tempos de magra memória…


Esta época futebolística de 2013/2014 foi má de mais para as cores azuis e brancas do F. C. Porto, com um comportamento algo estranho da equipa principal, mais escolha de treinador inicial que se mostrou péssima, ao que adveio substituição menos conseguida também. E tudo numa planificação da época deveras abaixo do habitual, inclusive com uma organização aquém do que era apanágio do clube. Chegando-se ao ponto de alguns futebolistas terem passado o tempo a pensar neles, em vez dos interesses coletivos, como se notou nas constantes mensagens para o exterior, com padecimento do interior da estrutura, além de outros que tais. Num panorama que todos os Portistas, por fim, mesmo sem andarmos muito por dentro desse mundo dos bastidores, acabamos por nos aperceber, tais as evidências, diante das consequências visíveis.

Perante isto, apenas resta esperar que o campeonato acabe, antes que haja mais desastres nos resultados; e que, sobretudo, para o ano, como se costuma dizer, a situação melhore, com melhores reforços e fixações. Bem como será de lembrar à Direção do F. C. Porto e extensiva SAD que façam um exame de consciência, lembrando como encontraram o clube em 1982, quando foi prometido devolver o clube aos sócios, quando afinal até nem os equipamentos foram respeitados, entretanto. E, porque o F. C. Porto é uma espécie de religião, também, há que reparar que no F. C. Porto, que é o que nos interessa, no caso, não pode acontecer como em certas organizações religiosas, segundo se sabe pela história, cujos membros nos inícios nem podiam andar de cavalo, por votos de contenção, e hoje se fartam de andar de carro, barco e avião…

Porém, porque este espaço é dedicado mais à memorização, fixamos, de permeio, um vislumbre retrospetivo de âmbito histórico, pois que ainda assim esta não foi a pior temporada, de que temos memória pessoal. Sabendo-se que houve um ano, corria a época de 1969/70, em que estranhamente o F. C. Porto se quedou num modesto 9.º lugar no campeonato nacional.

= Equipa do F.C. Porto  - 1969/70 (em cima): Aníbal, Sucena, Pavão, Vieira Nunes, Valdemar e Gualter; (agachados) Lisboa, Salim, Custódio Pinto, Rolando e Nóbrega.

Por isso, porque normalmente dos fracos momentos não reza a história, poucas réstias desse tempo sobreviveram em nossos arquivos. Recordando-nos de havermos tido um poster gigante, distribuído com uma edição da revista Flama, com grande imagem da equipa do F. C. Porto que iniciou a época no verão de 1969… mas depois, por não ter deixado boas recordações, não chegamos a guardar aquilo, como com outros exemplos. De modo que agora, para ilustrar este arrazoado, nos socorremos duma fotografia da mesma formação (que encima o artigo), retirada, com a devida vénia, do blogue “dragãodoporto”. Equipa essa do F. C. Porto, de 1969/70, em cuja pose ficaram (e se pode ver ao cimo): A partir da esquerda e em 2º plano, de pé - Vaz, Acácio, Rolando, Vieira Nunes, Valdemar, Pavão, Sucena e Aníbal; em 1º plano, agachados – Rubens Salim, Seninho, Chico Gordo, Ronaldo, Eduardo Gomes, Custódio Pinto e Nóbrega.

Proveio aquela acidentada época após o ano em que o campeonato de 1968/69 foi perdido quase na reta final. E como o guarda-redes Américo teve de abandonar o futebol, devido a grave lesão num joelho, ao passo que o seu substituto Rui esteve indisponível no início da época que se seguia, por lesão passageira, começou o campeonato com a guarda da baliza entregue ao então jovem  Aníbal, a quem se seguiu Vaz; e depois, porque o regresso de Rui também não foi muito auspicioso, ainda foram utilizados mais os guarda-redes Antenor e Frederico. Tal qual no resto do plantel se sucederam os jogadores utilizados, na maioria dos casos jovens com pouca prática e quase à experiência, de tal forma que os mais rodados e de valor firmado pouco conseguiram fazer.

Pois sim, mas nem só atrás houve raridades tais, já que no ataque apareceu um brasileiro, de nome Ronaldo, que vinha rotulado de goleador, mas como não marcava golos foi recuado para defesa, mais tarde; e, enfim, depois houve aquisição de Rubens Salim, que nem de selim sabia aparecer para marcar golos… passando de avançado a médio, ou onde fosse preciso. Motivando que na maior parte dos jogos a equipa alinhou sem avançado-centro, como por esses tempos eram denominados os homens de área, com especialidade de marcadores de golos.


Desse ano, como exemplo, colocamos outra imagem duma formação em que alinhou de início um dos tais guarda-redes do quinteto utilizado, através duma foto que, também com a devida vénia, tem créditos do blogue “Memória Azul”. Na qual se incorporaram (a partir da esquerda, e em cima): Antenor, Rolando, Valdemar, Vieira Nunes, Sucena e Gualter; e em baixo – Chico Gordo, Pavão, Custódio Pinto, Eduardo Gomes e Nóbrega.

Nesse período a equipa portista, vá lá, conseguiu uma participação na prova europeia, em que esteve, não muito diferente de anos anteriores, como o que por norma ocorria, pois o máximo que era conseguido costumava ser até passar à 2.ª eliminatória, ou pouco mais. Tendo-se revelado então o jovem Helder Ernesto com um aparecimento prometedor, contudo sem continuidade, à posteriori. Tendo depois a carreira internacional da equipa, nesse ano, derrapado diante dos ingleses do Newcastle – a que se reporta a gravura seguinte (esta guardada entre as papeladas de arquivo do autor, por algumas curiosidades, como o caso do equipamento todo branco, quando nesse tempo o alternativo tradicionalmente histórico consistia de camisola branca e calção azul).


Fica assim este bosquejo que não é muito agradável mas convém sempre recordar, pois nem só de bons momentos é feita a história duma grande coletividade, como o F C Porto, obviamente. E as lições do passado devem sempre servir para o futuro.

Assim sendo, como dizia o poeta: Como não pôr no Porto uma esperança…?!

Armando Pinto
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sexta-feira, 2 de maio de 2014

F C Porto na Final a quatro da EuroLiga de Hóquei em Patins


Disputa-se este fim de semana, desde sábado até à final no domingo, a fase da «FINAL FOUR» da EUROLIGA 2013/14, a disputar em Espanha, no reduto de Barcelona. Com mais uma participação do F C Porto, finalista useiro e vezeiro nestas andanças, entre disputas que entretanto também já foram vitoriosas, por duas vezes  haver sido conseguido o título europeu por parte da equipa representativa do mundo azul e branco sobre patins.

Honra e glória a esses feitos do hóquei em patins do F C Porto há alguns anos atrás, em 1986 e 1990, pois. E porque na primeira conquista da prova máxima do hóquei patinado europeu esteve como treinador vitorioso Cristiano Pereira, anterior hoquista e autêntico símbolo do clube, fazemos aqui uma homenagem a Cristiano, aproveitando para lhe dedicar um ramo de Parabéns e muitas Felicidades, já que este sábado perfaz 63 anos - conforme a data aniversária que conhecemos desde anotação pessoal, pelo próprio, na inicial elaboração de sua respetiva ficha biográfica (de que aqui colocamos parcialmente o rosto), da lavra de um adepto que há muitos anos o teve como referência de quanto era digno de valor o hóquei em patins no F C Porto...


Assim sendo, na valorização da existência hoquista no F C Porto, tem natural importância a participação da equipa azul e branca na final a quatro, ora em disputa.

Apesar de tudo o que tem obstado a mais triunfos por parte do F C Porto, mais condicionantes desta edição voltar a ser em Espanha, e tudo o mais, além da irregularidade que esta época tem acompanhado a carreira da equipa principal do F C Porto e algumas desilusões internacionais em tempos passados ainda recentes, há sempre uma pontinha de esperança... que, depois de tantos anos entretanto já passados, volte para o Porto o troféu dos Campeões Europeus de hóquei patinado.

Ora, nesta edição da prova, o programa das duas jornadas decisivas da mesma Liga dos Campeões, com lugar no pavilhão «Palau Blau Grana» de Barcelona, está assim distribuído:

Sábado, dia 3, pelas 16,15 h (hora de Espanha) / 15, 15 horas portuguesas : Meias-finais
= FC Porto (Por) - CE Vendrell (Esp) – jogo arbitrado pela dupla Franco Ferrari-Matteo Galoppi (It) – sendo delegado Joan Bartolomè (Esp); e às 18,15 h (Esp): Benfica (Por) - Barcelona (Esp), arbitrado por Alessandro Eccelsi - Alessandro Da Prato (It) – e delegado Joan Bartolomè (Esp);
Domingo, dia 4: FINAL, pelas 12,00 h (Esp) / 11 horas em Portugal
= Entre os vencedores dos jogos das meias-finais.

De todo o modo, na oportunidade do hóquei em patins estar por estes dias na alta roda das atenções desportivas e por o F C Porto ter conseguido qualificar-se para este intensivo mini-campeonato dos melhores da Europa, recordamos algo do passado da modalidade no F C Porto, por meio duma caixa jornalística historiadora, de 1986, ainda distante dos dez títulos nacionais consecutivos e diversos títulos obtidos pela geração do Vitor Hugo mais antigo; mas referindo já então a primeira Taça dos Campeões conquistada pelo F C Porto e aludindo Cristiano como nome emblemático do Hóquei do F C Porto. Assim sendo, eis aí a ilustração devida, direcionando sinal de enfoque de novo ao hóquei de rodas (além de vários temas que focamos anteriormente, quanto à mesma modalidade no âmbito Portista), agora através dum pequeno artigo incluído no Suplemento do Jornal de Notícias de 19 de Dezembro de 1986, sob título genérico “Que Futuro para este Presente?” - com notas do historial antepassado.


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Armando Pinto

* Na pertinência da ocasião, recorde-se (dos diversos artigos referentes ao Hóquei do FCP), a Primeira Taça dos Campeões Europeus do F C Porto... (clicando aqui)

quarta-feira, 30 de abril de 2014

1º de Maio Azul... da Era Presidencial de Pinto da Costa


No dia 1 de Maio de 1982: «...o (então) recém-eleito presidente do F C Porto, Pinto da Costa, percorreu a pé o caminho entre o Estádio das Antas e o Governo Civil do Porto, acompanhado de muitos outros portistas, para entregar uma mensagem de protesto pela forma como o clube estava a ser tratado na altura.» 

Ora, logo que tomou o pulso aos destinos do F C Porto, Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa começou a tratar dos assuntos do clube do coração como deve ser, procurando defender intransigentemente os interesses portistas. Tal qual tentou lutar, formando dupla com o treinador José Maria Pedroto, contra o sistema desportivo do BSB até aí implantado, ainda como chefe do departamento de futebol, e depois como Presidente reforçou essa pugna, qual cavaleiro de tempos heróicos lutando por supremo graal.


Desse 1º de Maio, do ano da mudança do F C Porto, diluem-se já as memórias no tempo. Temos ténue ideia de haver sido numa manhã, salvo erro ou se a memória não nos atraiçoa, de um sábado, naturalmente feriado. Mas mantém-se viva a imagem de interventiva multidão, em uníssono pelo bom nome do clube, a manifestar-se diante do antigo edifício público que albergava o Governo Civil por esse tempo. 


Na época ainda não havia o Metro, ou seja transporte de metropolitano, restando os tróleis e autocarros como transportes públicos para deslocações urbanas dentro da cidade, e o Governo Civil era o representante governamental no distrito - ao passo que hoje já não existe, por decisão estatal, apesar de não ter ido avante a Regionalização, que não convém ao poderio da capital do país... havendo porém Metro, felizmente, por obra e graça do antigo Presidente da Câmara Fernando Gomes.

Pois, Jorge Nuno Pinto da Costa meteu peito na defesa do F C Porto e continuou ao longo dos anos, por muito tempo. Nesse prisma, recordamos uma breve passagem duma entrevista de Pinto da Costa (reproduzida na revista do Jornal de Notícias sob título "F. C. Porto: 100 Anos de Glória"), aquando do centenário do F C Porto, como se sabe em 1993.


Pinto da Costa: É esse mesmo Presidente, passados 32 anos, que desejamos rever, com igual acutilância, agora não só, mas também, a batalhar contra o poder da atual "troika" lisboeta, e especialmente a remediar erros do passado presente, bem como a organizar o futuro, como ele tão bem sabe, reorganizando a estrutura clubista, de modo a recuperar-se a confiança que tem sabido transmitir.

Venha de lá novo ciclo, contra o que tanto auguram os adversários, de forma a que retorne a mística Portista que emergiu do anterior estado dum Dragão adormecido, para o pujante Dragão a lançar fogo, através da direcção de Nuno Pinto da Costa. 

Armando Pinto 
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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Campeões Pioneiros - a propósito do 25 de Abril azul e branco…!


Foi certinho e direitinho o tempo do futebol jogado com botas de travessas e pesadas bolas artesanais, quando também sobressaíam equipamentos quase caseiros - já não olhando tanto aos calções compridos, porque agora se usam em medidas abonadas, também. Numa era, aquela antepassada, em que o F C Porto, desde os primórdios em campos portugueses desse fabuloso jogo, começou a vencer e convencer, a pontos de ter sido o clube que primeiro conquistou os títulos nacionais que foram surgindo, em diferentes versões e ao longo das primeiras décadas do século XX.


Depois intrometeu-se o longo período político do chamado Estado Novo; e então, por motivos conhecidos, houve um obscurantismo que se repercutiu no desporto, passando a capital do império a ditar leis, por tábua rasa dum poder reinol com chancela de que só Lisboa contava e o resto era paisagem. Até que se deu o 25 de Abril de 1974 e, ainda nessa década, o F C Porto voltou a assumir protagonismo e recuperou o título de campeão, num ciclo que se tem alongado, em evidente superioridade.


O 25 de Abril floriu nas imagens e gestos dos cravos vermelhos que andaram nos canos das armas e nas mãos, vitoriando a mudança. Contudo a maioria das pessoas nem sabiam então o que era política, nem andavam a par de nada daquilo. Depois, felizmente, para nós fez sobressair as cores azuis e brancas.

Assim sendo, apesar de alguns erros político-sociais que de permeio foram e têm acontecido, conforme grande parte dos portugueses sente atualmente, a mudança de regime teve muitos aspetos positivos, como se verificou, entre diversos mais, no caso desportivo. Embora sempre com saudosistas de velhos processos a tentarem outras chances e de quando em vez lá conseguirem fazer andar para trás o efeito do tempo, como que a emperrarem a máquina da verdade desportiva.


Em homenagem a isso, aos tempos de conquistas limpinhas, porque o F C Porto esteve na vanguarda das primeiras provas e campeonatos nacionais, antes da implantação do anterior regime, e depois voltou ao pódio cimeiro com a implantação da democracia, como bem sabemos, recordamos aqui e agora os pioneiros campeões e seus feitos (já que os mais recentes ainda estão na memória coletiva),  por meio de alguns lembretes (respigados do pequeno livro "A Vida do Grande Clube Nortenho", nº 2 da colecção Selecções Desportivas - Extra", de Setembro de 1978), com quadros alusivos aos primeiros títulos, na sucessão dos antigos tempos.


Armando Pinto
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quarta-feira, 23 de abril de 2014

5º Aniversário do Dragão Caixa


Perfaz agora já cinco anos que, numa noite agradável, plena de calor humano e entusiasmo Portista, foi inaugurado o novo pavilhão gimnodesportivo e polivalente do F C Porto, denominado Dragão Caixa. Nessa inesquecível noite de 23 de Abril de 2009 em que também o autor destas linhas esteve presente, em corpo e alma, graças a amável convite da então Diretora da revista Mundo Azul, do Conselho Cultural do F C Porto, derivado a estarmos a colaborar com algumas crónicas nessa publicação do clube, ao tempo.


Tal como será sempre lembrado com um frémito especial o golo de Kelvin, ao minuto 92 do Porto-Benfica mais entusiasmante, bem como se recorda sempre com emoção as grandes alegrias de Viena e Tóquio, mais as seguintes euforias das taças europeias e mundiais conquistadas, assim como estivemos felizmente na inauguração do Estádio do Dragão, entre memórias gratas e inesquecíveis, igualmente tem lugar especial em nosso coração o que vivemos ali, no Dragãozinho, nessa noite de gala Portista… e, de estrela na mão, como todos os que lotavam as bancadas, além da pequena lanterna de prender ao dedo (que emprestamos para o museu atual, entretanto)…  lá vimos, apesar da meia-luz, apropriada aos momentos de brindes de parabéns, ali diante dos olhos, alguns dos nomes sagrados que tanto admiramos ao longa da vivência clubista, como Américo, Cristiano, Mário Silva, Fernando Gomes, Rodolfo, Aurora Cunha, Victor Hugo, Fernanda Ribeiro, Leandro, Leite, Vitor Baía, João Pinto, etc. etc.


Faz agora cinco anos, que estivemos também no Dia Um do Dragão Caixa, assim chamado em homenagem à ajuda monetária da Caixa Geral de Depósitos, entidade bancária patrocinadora da edificação (como já ajudara mais clubes, entretanto, a construir diversas outras estruturas). Pavilhão desportivo esse, o nosso, também conhecido entre adeptos por Dragãozinho; e que substituiu o antigo Gimnodesportivo das Antas, apeado devido ao plano de urbanização das Antas, à época da construção do novo estádio do Dragão, vizinho e irmão maior e mais velho, por assim dizer.


Foi então isso numa noite mágica, que sabe sempre bem recordar – como aqui fazemos, agora, através de algumas páginas das revistas Mundo Azul e Dragões, desse tempo. Cujas imagens e algumas legendas ajudam a narrar algo histórico e dispensam maior desenvolvimento descritivo.






Em sequência dessa efeméride e pela ligação existente, aproveitamos para recordar o anterior pavilhão, de jogos (pois havia ao lado o pavilhão de treinos, que a partir de determinada época foi chamado de Pavilhão Afonso Pinto de Magalhães). Tendo o antigo Gimnodesportivo das Antas sido inaugurado em 1973 e mais tarde rebaptizado de Pavilhão Américo Sá, edificado através de campanha de angariação de fundos e ajudas dos sócios e adeptos Portistas, para o qual também contribuímos, quer através de comparticipação com importância monetária que nos foi possível, bem como com colaboração na venda de cadernetas de bilhetes para o sorteio monumental realizado, a reverter para seu devido fim.


Desses factos, juntamos imagens da frente e verso dum bilhete desse sorteio, mais uma crónica inserta no livro “A Vida do Grande Clube Nortenho”, alusiva à narrativa memorial do recinto oficial das modalidades amadoras, na cidade desportiva das Antas.


Ora, sucedendo ao Pavilhão Gimnodesportivo das Antas / Américo Sá, o Dragão Caixa ergue-se altaneiro lateralmente ao Dragão, como é normalmente referido o estádio, fazendo parte dos locais de peregrinação Portista, enquanto sítios onde vive o F C Porto.

Como dados históricos, eis uma "ficha" do Dragãozinho / Dragão Caixa:

Dezanove meses após o início da construção, o Dragão Caixa, a nova e atual casa das modalidades amadoras de pavilhão do FC Porto, tornou-se uma realidade, sendo  inaugurado na quinta-feira dia 23 de Abril de 2009.
Andebol (modalidade estreou o pavilhão, em jogo a contar para os "play-off" do Nacional da modalidade, frente ao Horta), basquetebol e hóquei em patins são os grandes beneficiados com essa infraestrutura que possibilitou o regresso a "casa" quando andaram anos dispersos por outras cidades. Como cumprimento de um sonho de Pinto da Costa, o presidente que tinha assumido a nova casa das modalidades como uma prioridade para o mandato contemporâneo, tendo  o empreendimento sido lançado simbolicamente nas comemorações do seu 25º aniversário na presidência do clube.
Orçado em 11,7 milhões de euros, o Dragão Caixa tem 2007 lugares sentados (1868 em bancada, 121 camarotes e 18 para comunicação social) e é considerado mais um arrojo arquitetónico de Manuel Salgado, que também projetou o Estádio do Dragão. Havendo esse arquiteto lisboeta tido a colaboração de Jorge Estriga, Joana Pinheiro e Inês Cruz.
O Dragão Caixa - assim chamado, repete-se, pela parceria havida com a Caixa Geral de Depósitos, a qual por essa via investiu no "naming" do pavilhão – é nome de marca, efetivamente, com sucesso. Destaca-se por estar assente em pilares e por se organizar em três pisos, a arena onde fica o campo, as bancadas para os adeptos e um terceiro nível que alberga os serviços administrativos. Construído num vazio urbano de 8300 metros quadrados, entre o estádio e a Via de Cintura Interna, o pavilhão tem uma forma retangular com as extremidades ovais, tendo uma área de construção de 13 mil e novecentos metros quadrados.



Armando Pinto
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segunda-feira, 21 de abril de 2014

Mística Portista no reflexo de antigas Comissões e atual Conselho Cultural


É sabido e sentido que esta época o F C Porto esteve longe do fulgor de anteriores temporadas, em futebol, nomeadamente através da equipa principal e das camadas jovens de formação, pois a equipa B tem-se portado bem, por ora. Enquanto nas modalidades amadoras tem sido um ano com saldo positivo, desde o hóquei patinado e andebol, inclusive o basquetebol (apesar da equipa de transição atual não estar a ostentar o nome do clube), até à natação e o boxe, ah e aí no pugilismo com caras bonitas (das nossas meninas que tão bem sabem transformar essa modalidade sempre discutível numa arte, para muitos mesmo nobre). Porém, como o futebol é o barómetro da atividade, naturalmente que tudo se resume à apreciação futeboleira. Algo que pode e deve ter outras cambiantes extensíveis, atendendo à mística que sempre anda associada a este fenómeno que é o Portismo de que andam tantas almas cheias.


Costuma-se dizer que nem só de pão vive o homem, o que na transposição ao caso, se pode também dizer que nem só das prestações desportivas vivem os apoiantes Portistas. Havendo momentaneamente o sentimento que, mais que tudo, interessa que seja, desde já e bem, organizada toda a estrutura para a próxima época. E enquanto isso, há que olhar-se também a toda a envolvência capaz de reforçar o sentimento clubista. Atendendo a que a profusão de vitórias até agora levaram a haver muitos Portistas captados pela euforia confiante, dos que só no momento conheceram o reverso da medalha, e os que antes chegaram a sentir a aridez e despojamento do deserto, agora já estarem mais acostumados à fartura. Podendo e devendo o atual estado levar a um fortalecimento do apego Portista, por entretanto todos termos revisto a propaganda e sobranceria dos adversários, levando a que deixe de haver adeptos pipoqueiros daqueles que sabem mais criticar que incentivar, voltando então assim a haver a convicção generalizada de que os opositores são externos.

Nesse sentido vem ao caso, também, o labor de grupos ligados ao esquema organizativo do clube, sabendo-se da importância que antigamente tiveram algumas comissões, como a do conjunto de associados pró-estádio, com papel preponderante no sucesso da edificação do estádio das Antas, bem como a brigada de fiscalização que tentou que o clube não fosse prejudicado financeiramente na organização de jogos (à qual já nos referimos em anterior artigo, e aqui recordamos parcialmente), tal qual a comissão pró-sede, etc. etc. e atualmente o Conselho Cultural, este com menos visibilidade e eventual campo de ação.


Sendo esses anteriores departamentos e o atual conselho organizativo de eventos, como espécie de setores, dignos de nota, afloramos a respetiva existência, por quanto essa repartição da organização Portista poderá representar no âmbito da divulgação e preservação memorial, para que possa haver não só adeptos mas bons conhecedores da mística Portista. Para possibilitar que possa deixar de haver assobiadores desconhecedores da história do clube, por exemplo. Bastando recordar algumas das publicações já levadas a cabo em anteriores exercícios do Conselho Cultural e especialmente quão relevante se torna vincar à posteridade tudo o que povoa o mundo azul e branco. Já que novos Portistas virão e por enquanto muitos de nós cá continuamos a sentir o mesmo Portismo.

Vem isto a talhe porque, de permeio, nos dias que correm o clube, quantas vezes, tem sido mal historiado, por meio de autores que pouco ou nada sabem, perante almanaques por demais incorretos e incompletos, enquanto se vê na blogosfera alguns trabalhos deveras completos, chegando a haver apaixonados que têm todo o rol de resultados, classificações, listas de campeões, galerias de internacionais, etc. etc. E o F C do Porto é algo superior para não merecer em tudo o que haja de melhor.


O F C Porto honremos, pois o F C Porto nos contempla!



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Armando Pinto

sábado, 19 de abril de 2014

Feliz Páscoa!


Páscoa, no sentido de ressurreição e vitória da vida sobre a morte, relaciona-se com renascimento, na renovação da natureza, no vigor da vida. Por quanto esta associação significa e como sempre desejamos o melhor para nós, para os nossos e para tudo o que mais queremos, assim ansiamos uma revitalização no que nos une. 


Vendo ao redor a natureza a florir e consequentemente o ambiente a desabrochar, mesmo com contrariedades das agressões políticas que estão a prolongar a crise social, queremos sempre acreditar que não pode haver mal que sempre dure; e, apesar das injustiças, qual sistema desportivo reinol tendente para os lados do sul, mantemos esperança de rápida reposição de valores. 

Pois então, sendo tempo de refazer sonhos e lutar para os alcançar, desejamos, a todos os que comungam do mesmo ideal azul e branco, uma Feliz Páscoa.


Armando Pinto